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Ter ou não ter coragem, eis a questão

Naçao Valente, em 06.11.18

 

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Rei morto, rei posto, ou quase. O Presidente do Sporting, recentemente eleito, tem todo o direito de despedir treinadores, de acordo com as normas laborais. Entendo que foi um despedimento precoce, embora tivesse vindo a ser anunciado. A gratidão não é um acto unânime entre os humanos, mas é completamente desconhecido pela tribo do futebol. O que se passou com Peseiro é disso exemplo claro.

 

Pouco falador, o que nem sempre é mau, o Dr. Varandas vai mandando uns "bitaites" aqui e ali, mas de concreto de objectivo não diz nada. Sobre o despedimento, fixei duas frases: Peseiro "é um bom homem" e "tenho coragem". Nem uma, nem outra afirmação colam com a realidade.

 

Das duas uma, ou é um bom homem, e é tratado com respeito, ou é um biltre, e leva um pontapé no rabo, durante um sonho nocturno que se tornou real. Como Sousa Cintra, que despediu Robson, um treinador que poderia ter sido campeão,  numa viagem de avião, o Dr. Varandas despediu Peseiro, após um mau resultado numa taça de baixo gabarito. Pior, mandou-o despedir através de um mero director de serviço. E isso leva-nos à questão da coragem.

 

Será o Dr. Varandas um Homem corajoso? Se o é, e se pelo que consta, Peseiro nunca foi o seu treinador, porque não o disse na campanha eleitoral? Isso foi coragem ou estratégia eleitoral? 

 

Se Peseiro não era o seu técnico, porque não o despediu  após ter ganho as eleições? Estava a ver por onde paravam as modas, nomeadamente à espera que crescesse a vaga de fundo, na qual se respaldasse?

 

Se o Dr. Varandas queria despedir José Peseiro porque só o fez quando teve as costas bem quentes pelo ambiente irracional das bancadas?

 

A coragem demonstra-se em actos frontais. Decidir um despedimento, numa noite de um pesadelo tornado realidade, não é coragem. Pior, mandar despedir o treinador por um subordinado, não é coragem, tem outro nome, e faz lembrar tempos idos de má memória.. Coragem teve Peseiro, quando pegou num barco à deriva e o pôs a navegar mesmo com com altos e baixos. A frontalidade dificilmente vence a manhosice.

 

José Peseiro cometeu um erro capital. Cometeu o erro de colocar uma equipa com atletas de menor valia, sem competição, sem rotinas e sem entrosamento, como é natural, nos jogos de competições de segundo plano, para ter sempre, em boas condições, a equipa principal nos jogos importantes que se estão a disputar. Ao tomar esta opção, "entregou o ouro ao bandido", prejudicou-se a si próprio, mas favoreceu o Clube.

 

Passaram pelo Sporting depois da conquista do último campeonato dezoito treinadores. Caramba,  são todos maus? Parece-me que o problema está mais acima, umas vezes na falta de coragem, outras na coragem de fazer disparate, ou por decisão própria, ou por pressão de quem não pensa com a cabeça.

 

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publicado às 04:02

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4 comentários

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De João a 06.11.2018 às 13:54

Se decisão de despedir Peseiro foi correcta ou não depende muito da opinião de cada um e quais os pontos que nos são mais sensíveis, no meu caso acho que foi correcta. Posso admirar a coragem necessária para pegar no clube como estava almas a verdade é que a equipa jogava mal, os resultados foram sofríveis ( o sporting está perto da liderança também porque os rivais perderam mais pontos que o normal ) mas acima de tudo pelo discurso. Não posso aceitar que o treinador do sporting tenha um discurso derrotado, uma postura fraca. A médio prazo a tendência seria piorar e precisamos de alguém que entusiasme a equipa e os adeptos, não tenho a menor dúvida que com Peseiro não teríamos recuperado o resultado no último jogo.
O preocupante é o pos despedimento, não é compreensível esta demora, ainda menos compreensível quando a escolha vai recair sobre alguém que pelo nome não entusiasma.
O Sporting tem muito a melhorar na sua comunicação sob risco de transformar boas decisões em péssimos processos
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De Naçao Valente a 06.11.2018 às 14:25

Não concordei com o despedimento, e já expliquei porquê. Para mim foi um erro, mas não me vou repetir. Só fazendo futurologia se pode dizer se com Peseiro ia ser pior. A equipa estava a melhorar, com algumas mais-valias.

E já que fala nos adversários, porque raio com melhores plantéis e melhores treinadores, estão a perder pontos. Só abona em favor de Peseiro.
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De João a 06.11.2018 às 22:05

É exactamente esse o ponto em que estamos em desacordo, não utilizo os desaires dos outros para desculpar os nossos. Os factos são claros, ganhamos jogos de uma forma sofrida, levamos 4 do Portimonense (só isto deveria ser suficiente para despedir qqr treinador), fomos a Braga jogar para o empate e perdemos com o arsenal e no fim do jogo o amigo Peseiro diz que foi bom porque normalmente os adversários levam 4, o burnley (com todo o respeito ) talvez mas no dia em que o Sporting tiver como critério de comparação um clube que luta para não descer então está tudo louco.

Respeito a sua opinião mas para mim é óbvio que Peseiro é mau treinador....basta ver que Tiago Fernandes percebeu de imediato por exemplo que o duplo pivot em jogos pequenos é absurdo....Peseiro jogou em casa com uma equipa da 2.ª divisão com 3 trincos....lamento mas não é assim que espero que o Sporting jogue....podemos não ganhar sempre mas pelo menos que se lute pela vitória...
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De Naçao Valente a 06.11.2018 às 23:39

João

Quando se despede um treinador por perder um jogo ou por ganhar jogando mal, vai-se por mau caminho.. Dezoito treinadores, título zero. Não se aprende nada?

Cito Villas Boas:

É difícil perceber o que vai na cabeça das pessoas quando tomam uma decisão dessas. Para nós, treinadores, quando vemos sair um colega de forma injusta e abrupta, sentimos revolta”, disse André Villas Boas, que comentou ainda o nome de Marcel Kaizer, o treinador holandês apontado aos ‘leões’ pela imprensa desportiva.
Para Villas Boas, “o treinador português é melhor, tem uma cultura mais abrangente, melhor do que a escola holandesa”, considerando por isso para mim é uma surpresa este processo.


È uma opinião que vale o que vale, mas sempre percebe um pouquito mais de futebol que os treinadores de bancada.

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