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Terá Pedro Proença sete vidas?

Rui Gomes, em 22.05.20

21312452_L0T3b.pngA paz podre que se vive no futebol há algum tempo pode estar a quebrar. São muitos, demasiados até, os que pedem a cabeça de Pedro Proença. O presidente da Liga dificilmente cairá hoje (ontem), a não ser que peça a demissão, mas o isolamento é real e os maus-tratos e a guerra não vão parar. Parece condenado a viver como ‘rainha de Inglaterra’ até à próxima assembleia geral ou quando os verdadeiros poderosos lhe decidam cortar a cabeça.

Terá Proença sete vidas? É uma das questões que se coloca a partir de hoje, se o ex-árbitro não pedir para sair. E não acredito que o faça. Mas a manter-se, não estará na altura de falar? Mas a sério. Sem paninhos quentes. Denunciando as manobras de bastidores que sabe existirem para cortar-lhe a cabeça mais cedo ou mais tarde. A Liga sofre de um problema de percepção gritante. E de liderança ainda mais.

Os operadores estão muito zangados com Proença. Os três grandes também. Vários clubes engrossam o movimento de insatisfeitos. E Fernando Gomes junta-se ao clube. Como diz a manchete, o caos voltou. No fundo, é o espelho do futebol nacional. Onde os clubes olham apenas e tão só para o umbigo e necessidades de momento. Sinónimo de vergonha? O comportamento do Marítimo, por exemplo. É o que temos.

Bernardo Ribeiro, Director de Record

Nota: Entretanto, numa reunião de presidentes realizada esta quinta-feira, Pedro Proença colocou à disposição o seu lugar de presidente da Liga Portugal. A 9 de Junho haverá uma Assembleia Geral para se decidir o futuro do líder do organismo.

Benfica e FC Porto lideram um movimento de constestação ao actual presidente. A carta enviada a Marcelo Rebelo de Sousa – à revelia de todos os clubes (inclusive aos que fazem parte da Direcção da Liga) e dos operadores televisivos –, a solicitar uma audiência para discutir a possibilidade de as dez últimas jornadas serem transmitidas em canal aberto, foi a gota de água numa relação já agastada por vários acontecimentos recentes.

publicado às 04:48

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5 comentários

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De Rui Miguel a 22.05.2020 às 09:30

A questão de ser ou não em canal aberto é neste momento mais do que tudo um problema de saúde pública, porque ao manter-se nos moldes de canais fechados vai aumentar o risco de contágio com ajuntamentos em tudo que é café neste país, sem que seja possível implementar medidas de segurança em cada um desses espaços.

Porém, como sempre o mundo do futebol só pensa no seu umbigo e esquece tudo o resto.

Com isto, gostava mesmo que a DGS desse as ordens certas e fosse a última voz a ditar as leis para que o futebol percebesse de uma vez por todas que é coisa mais importante entre as coisaa MENOS importantes.

Sendo a saúde pública é incomparavelmente mais importante que o futebol
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De Rui Gomes a 22.05.2020 às 11:32

O eventual ajuntamento de pessoas, como refere, é da resposabilidade das próprias. Medidas podem ser tomadas pelos proprietários para garantir que isso não vá acontecer.

Por outro lado, temos a vertente económica e quer se queira quer não, para o futebol sobreviver a crise, as receitas das transmissões televisivas são imprescindíveis. É uma realidade incontornável.
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De aracaçu a 22.05.2020 às 16:09

Os jogos serem transmitidos em canal aberto será eventualmente importante, mas mesmo assim a tendência é para haver grande afluência aos cafés, já que não se vai só para ver a bola, mas para beber cerveja, conviver, jogar às cartas, etc.

Quanto aos proprietários, não esquecer que eles também precisam de ganhar dinheiro, logo dificilmente recusarão entrada excessiva de pessoas, porque a probabilidade de vender comes e bebes é superior.

É uma situação no fundo, bastante complicada. Compete mesmo aos cidadãos terem um comportamento responsável e um pouco de sacrifício pessoal.

Quanto a mim, sempre fui mais da rádio do que da TV. Se me dessem a escolher entre 2 opções, escolheria sempre a telefonia, já que sou apaixonado pela rádio.

Várias vezes não vejo jogos do Sporting, ouço o relato e só se calhar vejo os resumos à noite.

E se formos a ver, em termos de capacidade económica das pessoas, ter um rádio é sempre mais económico, e até variado em termos de conteúdos (verdade seja dita) que televisão paga.
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De Rui Gomes a 22.05.2020 às 16:20

Com isso da rádio, creio que o Aracaçu é uma excepção monumental à regra.
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De Antonio a 22.05.2020 às 19:16

Sem carta, sem pandemia, iria a nos voltar a dar tantos milhões? Nao me parece, nao me parece também que o futebol volte a ter um patrocinio de tantos milhões; ou voltasse a ter, mesmo sem carta ou pandemia

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