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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
O futebol não é uma ciência exacta, embora utilize aspectos científicos nas tácticas e nas estratégias. Para além dos modelos e do rigor técnico vive muito da improvisação dos seus executantes. Assim sendo, tem uma grande percentagem de imprevisibilidade.
O Jogo Sporting -AVS, que dada a distância classificativa, se previa fácil, acabou por complicar-se, entre outras razões, pela apresentação em campo de uma equipa, composta maioritariamente por jogadores suplentes. Apesar disso o Sporting chegou ao 2 -0 e podia ter alargado a diferença. Mas algum laxismo, que permitiu ao adversário chegar à nossa área, deu azo a dois golos de penalty.
Por outro lado, a eficácia de uma equipa assenta em rotinas que se experimentam nos treinos e se aprofundam nos jogos. Ora um onze compôs por jogadores que não estão treinados para jogar juntos, dá azo a que jogos fáceis se tornem mais complicados. Compreende-se que num Clube que está em várias competições, se procure dar descanso aos atletas mais rotinados, mas não deixa de ser um risco.
Seja como for, o jogo da Taça já é passado e depois de tirar as devidas ilações tem de se dar um passo em frente. Na segunda-feira haverá outro jogo de maior dificuldade e que será muito diferente. Pela apresentação da melhor equipa, pela motivação, por estar em disputa a maior prova nacional. Será um jogo ainda com maior imprevisibilidade, mas onde as equipas se procuram superar.

No estádio das Antas, o Sporting tem um historial negativo, mas prevejo um grande empenho e uma luta pelo melhor resultado. Sempre existiram e sempre existirão factores imponderáveis e o desfecho impossível de prever. Como todos os sportinguistas, acredito num bom resultado sem dramatismos. Não sou adepto das teorias dos jogos decisivos. Mesmo quando muitos sportinguistas já consideravam o título perdido, sempre disse o contrário. Portanto seja qual for o resultado, ainda há muito caminho para andar.
Todos os jogos são diferentes e este será distinto do anterior a começar pelo facto de o jogo com o AVS ser decisivo para continuar numa prova e o próximo, sendo um jogo importante, na minha perspectiva, não será decisivo. Uma maratona só se ganha no fim.
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