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Três pontos preciosos

Rui Gomes, em 31.10.15

 

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Cerca de 40 mil espectadores assistiram a uma exibição do Sporting alguns furos abaixo da que se verificou no domingo passado no Estádio da Luz, tanto em termos de construção de jogo como muito mais ainda no que diz respeito à eficácia de finalização, nomeadamente na segunda parte do encontro, com diversas claras oportunidades desperdiçadas, algumas quase de forma infantil.

 

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Dito isto, não podemos deixar de reconhecer o mérito do Estoril Praia que realizou um muito bom jogo, especialmente nos primeiros 45 minutos, em que até foi a equipa que criou mais perigo, a obrigar Rui Patrício a duas ou três intervenções de grande nível.

 

Pela ausência de Adrien Silva, Jorge Jesus optou por jogar num 4x2x2x2, com William Carvalho e João Mário mais centrados no "miolo" e Bryan Ruiz e Gelson Martins nas alas, a complementar os avançados Slimani e Gutiérrez.

 

Será justo concluir que foi um daqueles jogos em que a equipa leonina não deslumbrou, sem estar mal de todo. Valeram, sem dúvida alguma, os preciosos três pontos, e é precisamente esta realização, neste tipo de jogo, que no final da época poderá fazer a diferença na tabela classificativa.

 

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Dois erros grosseiros por parte da arbitragem, ambos cometidos pelo mesmo árbitro auxiliar, que tiveram influência directa no resultado: o primeiro, uma mão na bola por um defesa do Estoril, em que acredito que o árbitro não estivesse em posição para ver e assinalar, mas o auxiliar estava, claramente. O segundo ocorreu no lance que levou à falta para grande penalidade cometida sobre Teo Gutiérrez, em que o avançado colombiano recebeu a bola em posição irregular.

 

Sem nenhum jogador do Sporting em grande destaque, nota de honra para o jovem Gelson Martins, que mais uma vez fez sentir o seu enorme talento através de vários pormenores de grande nível. Lamenta-se a oportunidade falhada, quando foi lançado na área, apenas com o guarda-redes do Estoril pela frente.

 

publicado às 22:38

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20 comentários

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De Leão 1906 a 01.11.2015 às 15:27

Jogo pouco conseguido na 1ª parte e melhor na 2ª.Em termos ofensivos e contra uma equipa que nos tentou muitas vezes pressionar mais alto mas que jogava muito compacta,raramente conseguimos quer individual,quer coletivamente desequilibrar o adversário,apesar de envolvermos muitos jogadores no processo ofensivo.

Frequentemente tínhamos 5 jogadores à frente da linha da bola,além do jogador em posse.Incapacidade de utilizar a arma Jefferson.O adversário estrategicamente dava mais espaço a JP.Pouca intensidade do jogo.

Defensivamente mais problemas.Muitas vezes fracos na transição defensiva,permitindo ao adversário tirar a bola da 1ª zona de pressão e encontrar jogadores com espaço para progredir e executar,causando situações de superioridade numérica no meio-campo e originando várias situações bastante perigosas.O ataque posicional,por definição,passa por controlar o jogo com bola.Os passes são feitos pelo lado da segurança.A equipa deve estar compacta de forma a reagir rapidamente à perda de bola.

Se jogam muitas vezes,como jesus joga,com 4-5 jogadores à frente da linha da bola mais importante é 1) não perder a bola,sobretudo quando a equipa está desequilibrada,o que ontem sucedeu várias vezes,e 2) ter uma reação forte à perda da bola,não só pressionando o portador mas encurtando rapidamente os espaços no centro de jogo o que ontem não aconteceu.

Bryan muitas vezes no corredor central permitindo criação de superioridade numérica do adversário no corredor esquerdo.

A linha defensiva não formou várias vezes uma linha perfeita.A primeira jogada de de golo,logo aos 36 seg ,derivou de Ewerton se atrasar a sair.Sucedeu noutras ocasiões,com Jefferson,p.ex..A linha defensiva tem que estar perfeitamente sincronizada para jogar desta maneira.

Resultado:nunca controlámos o jogo e vimos o adversário ser mais perigoso que nós.Fomos relativamente inofensivos ofensivamente.

Na 2ª parte com a correção de certos posicionamentos,tudo diferente.Pressão ao portador da bola e coberturas defensivas eficazes.Sem linhas seguras de passe,os jogadores do Estoril faziam lançamentos inconsequentes que eram facilmente controlados pela nossa defesa.

Maior intensidade e mobilidade tornaram o nosso futebol mais desequilibrador mas falhou a eficácia.Uma 2ª parte muito diferente,mas também cansaço do adversário.
Só foi pena termos visto aquele recuo final que causou algum nervosismo e lá permitiu a falta lateral do costume e um remate muito perigoso.

No geral uma boa vitória de uma equipa que está no bom caminho mas nitidamente ainda não consolidou totalmente os seus processos de jogo e ainda não é capaz de acomodar certas variante estratégicas que o adversário pode apresentar.Foi preciso chegar ao intervalo para corrigir.

Individualmente JP,sobretudo na 2ª parte, esteve muito bem e a continuar assim vai dar mais profundidade ao nosso lado direito e maior imprevisibilidade ao nosso jogo.

William não fez um bom jogo,muitas vezes numa ilha perante os adversários,mas também é natural que ainda esteja a recuperar a melhor forma.
JM muito bem.TG a ajudar à ineficácia da 1ª parte mas a desbloquear o jogo. Montero melhor.

RP a salvar-nos de males maiores no pior período.
Gelson o grande agitador... mas precisa de definir melhor.

Jogo complicado,mas como se diz na crónica é em jogos como este que também se fazem os campeões.

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