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Uma goleada, uma expulsão, uma grande penalidade, duas lesões e uma exibição para esquecer - ou talvez não. Podemos discutir a arbitragem - há alguma causa para isso - mas, sobretudo, podemos e devemos discutir a equipa portuguesa e uma estratégia de jogo difícil de identificar, especialmente depois do penálti aos 11 minutos.
 
Seja a referida estratégia, a superioridade do adversário ou o calor - ou a combinação de todos estes factores - fica-se com a ideia que Portugal nunca se encontrou e que tudo o que ocorreu foi simplesmente uma consequência inevitável.
 
É verdade que João Pereira puxou o avançado alemão pelo braço, mas é igualmente verdade que este também recorreu a falta para ganhar posição sobre o defesa português. O árbitro com rigor absoluto e com critérios discutíveis, não hesitou. A acção de Pepe foi uma infantilidade intolerável a este nivel de competição, mas será que há causa para cartão vermelho directo ?... O árbitro entendeu que sim e agiu novamente sem hesitação. Pela lesão de Hugo Almeida, Hummels apanhou tanto da bola como do homem, o árbitro exerceu os mesmos critérios e nem falta assinalou. O segundo golo é inadmissível: o avançado saltou e cabeceou entre Pepe e Bruno Alves, praticamente na pequena área. Salvo uma ou outra jogada esporádica, Portugal nunca assentou as suas manobras ofensivas e as oportunidades de perigo foram escassas. Em geral, uma equipa portuguesa com muito pouca dinâmica e organização de jogo e com o passar dos minutos a jogar com dez unidades e a sofrer golos, a força anímica desapareceu completamente.
 
Nada há agora a fazer em relação a este jogo, mas também nada está perdido, mas terá de haver uma enorme recuperação psicológica por parte dos portuguese para viabilizar a continuidade na competição além da fase de grupos.
 
Primeiro a Espanha e agora Portugal. Quem diria ?
 

publicado às 04:50

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32 comentários

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De juliuscoelho a 17.06.2014 às 21:12

"os interesses" nao são só avaliados pela quantidade do numero de jogadores que representa mas sim por valores dos negócios que alguns podem envolver. Ou pelas estratégias que envolvem investimentos e.... alguns clubes e treinadores coniventes.

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