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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

Em 1961-62, o Benfica, que tinha sido campeão nacional e europeu na época anterior, era considerado o grande favorito à conquista do campeonato nacional. No entanto, o título foi disputado até ao fim entre o Sporting e o Porto, que antes da última jornada estavam em igualdade pontual na classificação. Os leões, com vantagem no confronto directo (vitória por 2-0 e derrota por 1-0), receberam o Benfica, enquanto que os portistas jogaram em Guimarães.
A época começou atribulada para o Sporting treinado por Otto Glória, eliminado pelo Partizan de Belgrado na Taça do Campeões Europeus e com um empate em Alvalade frente ao Lusitano de Évora (0-0) na 1ª jornada do campeonato. Na sequência do empate com os eborenses e de uma chuva de assobios no final do jogo, o treinador brasileiro garantiu que “sem ovos não se fazem omeletas”. A afirmação caiu que nem uma bomba no balneário, a seguir havia uma deslocação difícil às Antas e o presidente Gaudêncio Costa não hesitou: despediu Otto Glória e apostou no jovem Juca, que era o treinador adjunto.
A decisão do título foi remetida para a última jornada e o Estádio de Alvalade encheu-se com mais de 60 mil adeptos. Até a pista de atletismo foi ocupada. O Benfica pouco tempo antes tinha derrotado o Real Madrid na final dos Campeões Europeus e era grande a expectativa. Na véspera, o guarda-redes Libânio tinha dado o mote para o dérbi: “em cada minuto, em cada lance pode estar a resolução dos nossos anseios”. Os leões jogaram sempre muito organizados e concentrados, venceram por 3-1 e fizeram a festa do título. No final, alguns jogadores benfiquistas foram ao balneário leonino saudar os novos campeões nacionais, entre eles Eusébio que tinha jogado em Alvalade pela primeira vez.
Ficha de jogo:
Campeonato Nacional da 1ª Divisão 1961-62 - 26ª jornada
Sporting 3 - Benfica 1
Estádio José Alvalade, 7 de Maio de 1962
Árbitro - Décio de Freitas (Lisboa)
Sporting - Libânio, Mário Lino, Lúcio, Hilário, Pérides, Fernando Mendes (capitão), Hugo Sarmento, Figueiredo, Diego, Géo e João Morais
Treinador - Júlio Cernadas Pereira (Juca)
Benfica - Costa Pereira, Mário João, Germano, Ângelo Martins, Cavém, Fernando Cruz, José Augusto, Eusébio, Águas (capitão), Coluna e Simões
Treinador - Béla Guttmann
Golos - 1-0, Morais (20’), 2-0, Hugo (27’), 2-1, Eusébio (29’) e 3-1, Costa Pereira (40, p.b.)
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