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Um empate disciplinado

Rui Gomes, em 09.11.18

 

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Do ponto de vista meramente ofensivo, o Sporting praticamente não existiu neste jogo, mas a realidade é que Tiago Fernandes planificou uma estratégia para este adversário londrino e os jogadores cumpriram rigorosamente, permitindo somar um ponto muito importante nesta fase de grupos da Liga Europa.

 

A equipa do Sporting alinhou de início com Renan; Bruno Gaspar, Coates, Mathieu e Acuña; Miguel Luís e Gudelj; Diaby, Bruno Fernandes e Nani; Montero.

 

Suplentes: Salin, André Pinto, Jefferson, Petrovic, Carlos Mané, Jovane Cabral e Bas Dost.

 

A maior surpresa no 'onze' inicial terá sido o jovem Miguel Luís que teve pela frente uma missão defensiva muito difícil e com algum nervosismo à mistura, cumpriu o que lhe foi exigido.

 

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O Arsenal teve um acentuado domínio em posse de bola, embora muito consentido pelo Sporting e maioritariamente em espaços mais recuados. Com um elevado registo de lances ofensivos e cruzamentos para a área leonina, apenas três ou quatro jogadas de maior perigo e muito poucos remates frontais, mérito do bloqueio defensivo dos leões.

 

Dentro do enquadramento de jogo pré-elaborado, todos os jogadores estiveram bem, mas não posso deixar de dar justo destaque à liderança em campo do «capitão» Nani, para quem jogos desta responsabilidade não são estranhos.

 

Tiago Fernandes está a sair muito bem como treinador interino até agora, com uma vitória e um empate, e ainda com a recepção ao Chaves pela frente, antes de entregar o leme a Marcel Keizer.

 

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Com este resultado o Sporting continua em 2.º lugar no Grupo E, com 7 pontos, três atrás do líder Arsenal, seguido pelo Vorskla e Qarabag, ambos com três pontos.

 

Na próxima jornada, agendada para o dia 29 de Novembro, o Sporting visita o Qarabag.

 

*** Destaque especial para os 5,300 "leões" na bancada a apoiar a equipa.

 

publicado às 03:34

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36 comentários

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De Pepeu a 09.11.2018 às 05:36

Parabéns Tiago!

Bem sabemos que o Sporting esteve longe de fazer uma exibição de qualidade em Londres esta noite mas o que importa realçar é o pragmatismo de quem olha para uma competição para gerir objectivos, obtendo-se resultados, seja na Europa, seja em Portugal.
No entanto não basta a visão, é preciso saber executá-la com qualidade, competência e... classe.

Diria que foi isto que nos foi dado a observar na exibição que o Sporting arrancou no Emirates.

Bem sabemos da diferença de valores entre as duas equipas e de nada serve o argumento de termos visto os londrinos poupar algumas peças fundamentais porque, como equipa, tanto os processos tácticos como a velocidade de execução mantêm-se inalteradas. E nesse aspecto levam uma diferença abismal e considerável sobre os nossos.
Restava ao Sporting rigor táctico nos processos defensivos e entreajuda para saber superar ou, pelo menos, mitigar a maior qualidade evidente do adversário.

Nem tudo, no entanto, foi bom apesar do resultado tão importante quanto positivo.

Este Sporting denota uma gritante falta de qualidade individual para aquilo a que nos habituou nos últimos 5 anos.
Já não vale a pena referir tudo aquilo a que nos conduziu a esta situação mas cabe agora apreciar o que temos com que contar.
E se há casos que para mim não têm solução, outros há que merecem atenção por se tratarem de jogadores em claro deficit face àquilo que já demonstraram saber.

Antes demais valorizar a coragem e a capacidade para assumir que o Sporting, tal como tantos clubes desde básicos a colossos europeus, tem que saber integrar a qualidade em campo independentemente da idade. O talento nunca pode ser menosprezado pela dita experiência, muitas vezes, de gente que nunca teve ou teria qualidade para equipar com esta camisola.
Ao integrar Miguel Luís no onze inicial (parecia que já estava a adivinhar...!), Tiago Fernandes demonstrou, tal como nos Açores havia feito com Lumor, que não há que se ter medo de se apostar em quem tem mais valor.
Se o miúdo tremeu? Claro que sim... afinal estava a fazer na sua curta carreira a estreia a titular na equipa principal, logo contra um excelente clube europeu. Mas isso não lhe toldou a possibilidade de arrancar uma exibição categórica. É assim que se ganham valores para o plantel.
Depois temos a dupla insuspeita de centrais que foram insuperáveis e soberbos de classe. Aqui pela experiência sim, mas complementada com qualidade e muito rigor.
Nani é outro exemplo perfeito de classe, não tivéssemos perante um jogador de categoria mundial e de carreira comprovada.
Gudelj mostrou valor e evolução num cenário difícil.
Mas depois há a referir o outro lado desta equipa que não permite que possamos entrar num jogo destes dispostos a discutir o resultado de peito feito.
Não temos guarda redes capaz, Gaspar é um jogador banal, Diaby não tem estofo para este nível, Montero tem dias em que engata, outros em que se torna exasperante. Mas a maior nódoa é tentar perceber onde é que pára o nosso jogador mais valioso. Quem é este Bruno Fernandes?!...

Nota final para dizer que entendo a pressão de um jogo destes mas nada justifica este constante discutir decisões de arbitragem com berros, esgares faciais e mãos na cabeça à mistura... isso sim é de uma falta de classe tremenda com a agravante de hoje em dia ser punível com ação disciplinar. Seria tempo de haver alguém no banco que consiga por isto na cabeça daquela gente...

O Sporting é um clube enorme por muitas razões mas aquela que nos orgulha mais é saber que em qualquer canto do mundo sempre haverá alguém que sofre por este emblema e que se dispõe a viver, a vibrar e chorar por ele.
Isso torna-nos míticos... muito para além daquilo que o dinheiro simplesmente consegue atingir.

Parabéns aos muitos e verdadeiros adeptos!

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