Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Um estilo certo

Rui Gomes, em 13.06.19

Ainda é cedo para fazer um balanço da administração Varandas.

21105016_F4Vcq.png

Do ponto de vista desportivo, no futebol profissional, a época correu acima das expectativas, considerando as adversidades conhecidas do arranque. E não falo só das duas taças; nos sub-23, o Sporting esteve na corrida do título até final e na formação repetiu o título de iniciados, razoável nos juvenis, fraco nos juniores.

Para quem agoirava o colapso no futebol jovem do Sporting, a resposta está aí; restará aos senhores seleccionadores das equipas dos escalões jovens olhar mais para os talentos de Alcochete e menos para o marketing do Seixal, como a recente e prematura eliminação nos sub-20 bem demonstrou.

Será interessante analisar o orçamento para a próxima época, a política de contratações e a gestão financeira, nomeadamente o resgate das VMOC, que tarda e que é crucial para a estabilidade futura da SAD.

O futuro dirá se Varandas esteve à altura e se conseguiu superar os obstáculos externos e internos com que teve, e ainda tem, de se confrontar. Numa coisa acho que já se impôs: no estilo.

Varandas teve o bom senso de fazer duas coisas.

A primeira foi resistir aos clichés do presidente-vedeta, do presidente-providência ou do presidente-omnipresente.

A segunda foi assumir-se tal e qual é, sem subterfúgios, evitando o ridículo de presidentes que leem discursos redigidos por outros ou que vivem a mandar recados, por interpostos assessores de comunicação.

Os protagonistas no Sporting voltaram a ser os jogadores e o treinador; acabaram-se de vez as voltas olímpicas e a bajulação interesseira das claques.

O presidente do Sporting tem intervindo publicamente quando e sempre que é necessário, no seu registo próprio, que não sendo um modelo de oratória tem o mérito de ser genuíno e directo.

Acho que o Sporting só ganha em se demarcar do modelo de dirigismo da concorrência, que criou um ambiente insuportável de peixeirada durante o campeonato transacto e que vive em disputas laterais, que desacreditam o futebol.

Aqui, como noutras coisas, o Sporting é (agora) diferente.

Carlos Barbosa da Cruz, jornal Record

publicado às 05:04

Comentar

Para comentar, o leitor necessita de se identificar através do seu nome ou de um pseudónimo.


12 comentários

Sem imagem de perfil

De Fernando Albuquerque a 14.06.2019 às 09:19

Pelisca-----------Desculpe não estar de acordo consigo, embora todas as nossas aspirações sejam em termos de campeonato nacional chegar ao primeiro lugar. Obsessão parece-me uma palavra dura de mais, pois o que nós Sportinguistas desejamos é que o nosso clube não desperdice pontos com equipas mais fracas, como aconteceu esta época e noutras antecedentes e que em relação aos quatro primeiros classificados, tenha outra postura diferente, pois perder pontos em casa não deve acontecer. A luta pelo primeiro lugar, tem muito a ver com os jogadores que se vão contratar e com aqueles que se vão manter. A arbitragem a continuar assim, vai ter grande influência nas classificações, pois o final do último campeonato teve cenas impróprias de serem vistas. Fernando Albuquerque
Sem imagem de perfil

De Heraldo Carmo a 14.06.2019 às 11:16

Bom dia,
Sou orgulhosamente do Sporting. Porém vejo o desporto português (que não apenas o futebol), duma forma menos romântica que os meus caros interlocutores.
Passa-vos pela cabeça, que nestes anos mais próximos quaisquer dos campeonatos em disputa nas principais modalidades, seja conquistado pelo equipa que o mereça vencer? Será escolhido um, ao qual chamo "boda dos pobres" para ser servido aos famintos leões.Não se esqueçam que o 1º e 2º lugares do Futebol, valem milhões e é com esses milhões que se conquistam os "tais", que nós não vislumbramos há quase duas décadas.
E é este romantismo que verifico em muitos dos meus prezados consórcios e com os quais não concordo, que não consigo entender! Será que ainda não verificaram que o país em todas as suas áreas de decisão, foi formatado para que apenas existam dois grandes? Ainda não repararam que não pode ser duma forma romântica, leia-se ingénua, que se obtêm conquistas. Possivelmente o Dr. Varandas seria o presidentes que o nosso clube precisava, se o contexto fosse outro, se houvesse seriedade desportiva, se quem vencesse fosse apenas o melhor.
Ou acabamos rapidamente com a nódoa vermelha pespontada a azul, ou então meus prezados consórcios, nunca passaremos de eternos sonhadores. Hoje ser o melhor não significa Glória, significa apenas Milhões, sem os quais não existirão conquistas.

Comentar post





Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Taça das Taças 1963-64



Pesquisar

  Pesquisar no Blog



Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D




Cristiano Ronaldo