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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

O Sporting defronta amanhã a Juventus e permanece indelével na nossa memória o golo que Pedro Gonçalves marcou no Emirates Stadium. Em parte, pela eficácia da jogada, pelo imprevisto do remate, por ter sido onde foi e pelo momento excepcional, mas igualmente pela beleza coreográfica, o desamparo de Ramsdale, o guarda-redes, e o espanto da imensa multidão de espectadores. Aquele golo celebra a inteligência do movimento.
Numa entrevista muito recente ao jornal Record, Pote afirmou que “vai ser, certamente, o melhor golo de toda a minha carreira. Por ter sido o momento, a equipa e o jogo que foi, naquele estádio. Há uma imagem de lado, deve ser a câmara de fora de jogo, em que dá para ver os passos que [o Ramsdale] dá, salta até muito bem, mas a bola foi tão perfeita que ele não conseguiu lá chegar. Depois vejo o Ugarte chegar até mim e a dizer ‘festeja, festeja!’. Comecei a correr como um maluco, já nem pensei em descansar, mas sim só em celebrar”.
Como é sabido, o futebol não é uma ciência exacta, mas existem coisas exactas no futebol e, logo em primeiro lugar, o acto de marcar um golo resulta de introduzir a bola na baliza adversária. O golo gera enorme emoção, que no colectivo se transforma em confiança, a equipa torna-se grandiosa, muito maior do que a soma das suas partes, capaz de vencer adversários que teoricamente são superiores. Para além do talento, do trabalho duro e da disciplina, a confiança é outra força permanente que conduz ao sucesso.
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