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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
O Sporting apresentou-se hoje frente ao Nacional de Montevideo com mais intensidade e com transições mais rápidas e no final dos 90 minutos e descontos acabou por sair vencedor, com dois golos de bola parada; um por Adrien Silva, na marcação de uma grande penalidade, e o segundo, por Jefferson, de livre directo.
A previsibilidade de jogo não variou muito, com a insistência pelas alas à procura do cruzamento para Slimani e um ou outro rasgo mais pelo interior, tanto por Heldon como por Carrillo. Foi, aliás, num destes lances, que surgiu a falta sobre Heldon para o árbitro assinalar penálti.
É por de mais evidente que a presença de William Carvalho deu maior solidez defensiva ao meio campo. O central francês Sarr entrou no onze inicial e não comprometeu, embora ainda se evidencie como um trabalho em progresso. Já cheguei à conclusão que se de facto Heldon tem mais valor do que tem demonstrado, dificilmente dará maior rendimento a jogar a extremo. Deixa ideia, a exemplo do já emprestado Wilson Eduardo, que é mais um falso ponta de lança do que um extremo.
A equipa, em geral, continua longe de estar consolidada ao nível desejado e necessário, especialmente considerando a ausência de criatividade e penetração pelo corredor central para criar os indispensáveis desequilíbrios. Por vezes fico a pensar se somos só nós adeptos que verificamos isto, ou se "eles" lá dentro também o verificam e entendem que não há outras soluções.
Muito trabalho pela frente para Marco Silva.
Adenda: Por ser o último jogo da pré-época, surgiu-me a ideia de adicionar esta breve nota. A minha sensação é que a equipa retrocedeu em vez de evoluir com o passar dos jogos de preparação. Muito embora não haja grandes segredos em relação ao onze principal - salvo saídas - existem ainda muitas dúvidas quanto à futura contribuição dos suplentes, quase todos reforços, especialmente se Marco Silva mantiver a criticável gestão do plantel que se verificou até este ponto. Por este andamento, Adrien Silva vai chegar aos seus limites prematuramente. Além disto, quando se chegou a pensar que existia um modelo de jogo e uma determinada dinâmica, estes últimos particulares deixam essas disposições completamente no ar. A insistir no 4x3x3 que se verificou em quase todos os jogos, Slimani - se não sair - vai ser o ponta de lança titular, porque é o único que potencialmente poderá disponibilizar finalização ao jogo pelas alas e aos cruzamentos, sistematicamente. Pelos vistos, continuamos sem um "10" ou um criativo no meio campo, quando eu pensava que esta seria uma das prioridades no mercado. Até provas em contrário - e praticamente sem ainda ter jogado - Ryan Gauld é para estagiar na equipa B.
Não sou por natureza pessimista, mas devo ser franco e admitir que estou algo preocupado com o início deste campeonato.
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