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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Ontem não estava a conseguir adormecer e tendo sido avisado que tinha havido uma entrevista com o Bruno Carvalho na Sporting TV resolvi ir lá espreitar. Ao fim de alguns minutos consegui rapidamente adormecer e só hoje de manhã consegui acabar de ver a entrevista.
Eu sei que há muito teatro no Bruno Carvalho (toda aquela postura e voz soam a cada vez mais falso) e que agora que nos estamos a aproximar das eleições ele vai tentar passar uma pose mais de estadista, responsável, sereno, porque sabe que há muitos sportinguistas, como eu, que estão fartos da sua personalidade e postura lampiónica. Mas não era preciso ir tão longe.
O que se viu nesta entrevista quando devíamos estar entusiasmados com a nova época foi a imagem de um líder desanimado, cansado, derrotado. Até os seus fiéis devem estar desnorteados com esta postura que nem incluiu uma única referência ao Benfica (e havia novidades quentes para comentar nomeadamente em relação ao célebre jogo da mala).
Meteu várias vezes os pés pelas mãos como na questão da influência dos empresários nas vendas mas afinal até essa pressão parece que resulta como no caso do João Mário ou de como está tudo bem com o Slimani mas que afinal ele anda nervoso. Felizmente os entrevistadores eram bem amigos. Estou cada vez mais convencido que ele deve alguma coisa à inteligência, mas que é um "xico-esperto" não tenho qualquer dúvidas.
Imensos lugares-comuns já repetidos noutras épocas como aquela de não querermos ser campeões da pré-temporada, irmos passo a passo, fazer mais e melhor, o ADN do Sporting etc.; comentários desnecessários imagine-se até sobre o exagerado calor nos treinos e aquela mania irritante de querer falar sempre nele (envelheci 20 anos, estive nos treinos bi-diários, sou uma fera, leão desde pequeno etc etc) e continuar a dizer mal do Sporting antes dele (já passaram mais de 3 anos e repete invariavelmente o mesmo disco).
A conversa do quase do ano passado foi muito deprimente, imagine-se o que seria se quando depois de perdemos aquele campeonato com o Paulo Bento ou o outro com o Peseiro alguém dissesse que foi quase e que nessa época até nos aproximámos dos outros.
Para variar lá estava a vitimização / calimerismo nomeadamente em relação à comunicação social. Aqui em vez de agir reagimos e com uma falta de jeito assustadora. De destacar aqui ontem algumas ameaças subliminares de boicote à imprensa desportiva.
Infelizmente faltou ainda responder a algumas perguntas-chave:
Porque é que vendemos o Montero em Janeiro quando repete que não temos dificuldades financeiras?
Explique lá isso da proposta recusada dos 80 milhões pelo Slimani?
Como é que perdemos o Cervi para o rival e depois ainda emprestámos o Teo a esse clube da Argentina?
Tinha prometido que o Carrillo não sairia a custo zero e depois não só saiu como até foi para o Benfica, como explica isso?
O Spalvis lesionou-se com gravidade há um mês - porque é que ainda não chegou um substituto e entretanto ainda "despachámos" o Teo e o Barcos?
Disse há dois meses que não saem jogadores fundamentais sem ser pela clausula de rescisão - isso é mesmo verdade ou mais uma das suas mentiras?
Enfim foi uma entrevista desnecessária com jornalistas demasiado amigos que serviu talvez para preparar os sportinguistas para a perda já de jogadores-chave, dar alguma graxa ao Jorge Jesus e para a apresentação da nova verão Bruno Carvalho candidato às eleições de 2017, mas mesmo assim sempre é melhor ouvir este blá,blá, blá que pouco ou nada diz do que ouvir falar em nádegas e ordinarices do género.
Agora que isto não empolgou ninguém não empolgou mesmo, mas ao menos ajudou quem tivesse insónias :).
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