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Uma montanha-russa chamada futebol

Rui Gomes, em 28.04.21

"O que não podemos fazer é andar nesta montanha-russa, que toda a gente anda. O Sporting vai perder pontos; agora é candidato; e depois vai perder pontos... Andamos nisto de semana para semana. Temos de ter os pés bem assente na terra. Podemos perder pontos em qualquer jogo e temos de trabalhar muito."

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Quando Rúben Amorim falou numa... montanha-russa, na conferência de imprensa após a vitória (heróica, convenhamos) do Sporting sobre o Braga, ri-me. Perdoem-me os mais sérios, mas o que me veio prontamente à cabeça foi algo que já tinha pensado previamente... o próprio do mister sentado numa dessas carruagens que sobem e descem, onde prefiro nunca meter os pés (nem mesmo quando fui à Disney, e escusam de insistir, que isso é coisa de malucos). Isto porque sempre que vemos o treinador do Sporting, no banco ou na bancada, lá está ele, frenético, a andar, de um lado para o outro, irrequieto, inquieto, algo maníaco até, numa vivência tão intensa do jogo que gostaria de saber o que diria o relógio esperto que pudesse ter no pulso sobre o batimento cardíaco e as calorias gastas ao longo de 90 minutos.

Independentemente do que possa acontecer nos últimos cinco jogos da Liga portuguesa, algo é certo... o Óscar de maior protagonista desta Liga NOS 2020/21 é de Rúben Amorim.

O treinador do Sporting, que conheci em 2017 quando ele ainda estava longe de o ser, mudou quase tudo em Alvalade (e quase tudo ontem à noite, com as substituições que fez), mas particularmente essa vivência diária que é tão comum no futebol português: a da montanha-russa.

Calma.

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Na verdade, é o que nos falta a todos, hoje em dia. Um pouco de calma e, particularmente, de autocontrole, para não cair em definições rotundas - e jocosas, e insultuosas - baseadas apenas num ato, num golo, num jogo, numa semana. Nas redes sociais (depois são necessários boicotes...), nas televisões, no café. Pelo menos no Sporting, Rúben Amorim conseguiu fazê-lo, não só nas conferências de imprensa certeiras, mas na junção de um grupo com tanta gente tão ligada ao mesmo que todos parecem influentes, até mesmo Plata, que regressou ontem do 'castigo'. Com todo o respeito pelos outros, Rúben Amorim é o melhor desta Liga.

Artigo da autoria de Mariana Cabral, em Tribuna Expresso

publicado às 13:45

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