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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
No futebol actual, onde o padronizado e o mecanizado tomaram conta do jogo, todo o tipo de lances com origem numa bola parada têm uma influência determinante nos resultados obtidos. Neste contexto, se se perguntar quando foi a última vez que a equipa principal do Sporting CP marcou um golo de livre directo, a resposta, estranhamente, torna-se difícil.

O último golo de um livre directo marcado pela equipa principal do Sporting CP foi no dia 5 de Dezembro de 2020, por intermédio de Pedro Porro, já lá vão quase 3 anos e 9 meses e que correspondem a 1354 dias!
Numa equipa detentora de um forte poder ofensivo, traduzido num recorde de golos obtidos através das mais variadas formas, e numa época onde os livres directos decidem vários jogos, é invulgar que a equipa principal do Sporting CP não tenha necessidade desta "arma" para marcar golos e alcançar vitórias.

A resposta poderá muito bem estar no facto do actual plantel, ao contrário do passado, não possuir verdadeiros especialistas na execução destes lances, como foram os casos de Bruno Fernandes, Mathieu, André Cruz... A estratégia ofensiva do míster Rúben Amorim, com predomínio da posse de bola em combinações que proporcionam chegada à área, também contribui para esta realidade, uma vez que, em diversas possibilidades para livre directo, abdica do pontapé directo à baliza em detrimento de jogadas estudadas.
Esta "seca" por parte do Sporting CP é um facto, no mínimo, invulgar e pode levantar uma interessante questão. Numa equipa com tão elevado e diversificado potencial ofensivo, quão mais letal seria se tivesse um especialista em livres directos no seu plantel?
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