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Caros leitores e amigos sportinguistas,

Amanhã é dia de jogo.
E há dias de jogo que são mais do que um simples encontro de futebol.
São momentos em que se mede a dimensão de um Clube.

Amanhã jogamos os oitavos de final da Liga dos Campeões, a mais alta e prestigiada competição do futebol europeu.
E estamos aqui por direito próprio.
Sem favores.
Sem atalhos.
Com mérito.

Somos bicampeões de Portugal e lutamos pelo tricampeonato.
Muitos — mesmo muitos — gostariam de estar no nosso lugar.
Por isso este é o tempo de aproveitar, desfrutar e acreditar.

É também o momento de deixar para trás o hábito, tantas vezes nosso, de pensar pequeno.
Se queremos estar entre os maiores da Europa, então compreendamos uma coisa muito simples:
Isto não é um sonho.
É competência.
É trabalho.
É ambição.
É a dimensão atual do Sporting Clube de Portugal. 🇵🇹💚🦁

Do outro lado estará o Bodø/Glimt, uma equipa que chegou até aqui com mérito, eliminando adversários de grande nome e plantéis valiosíssimos.
Mas também nós fizemos um percurso de que nos devemos orgulhar.
Um caminho onde destaco a vitória sobre o então campeão europeu em título, o PSG.
Hoje, mais do que nunca, é tempo de união.
Numa verdadeira comunhão leonina, juntemos todas as energias positivas em torno do nosso Clube.
Porque os nossos são poucos.
E os outros…
os outros são muitos e variados “noruegueses” espalhados pelo nosso país.

Mas quem é do Sporting sabe uma coisa:
Quando o leão entra em campo,
não entra sozinho.
Entra com gerações de sportinguistas atrás de si.
Amanhã joga o Sporting.
E quando joga o Sporting,
não se pede licença à história.
Escreve-se mais uma página dela. 🦁💚

SL

publicado às 20:51

Respirar para Escolher; a nova Liberdade para o Sporting!

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♻️ Introdução
Numa das minhas últimas crónicas escrevi que o futebol português estava no auge. Na altura, a frase tinha um tom mais depreciativo; hoje, uso-a de forma mais racional.
Aproximam-se jogos decisivos, hoje frente ao Porto, na primeira mão da Taça de Portugal, e no próximo fim-de-semana contra o Braga. Veremos do que somos feitos.
Mas enquanto os resultados se discutem dentro das quatro linhas, há uma realidade que se impõe fora delas: a Liga Portuguesa lidera na Europa ao nível do incumprimento financeiro. Não é dramatismo; é um diagnóstico estrutural.
Num campeonato onde muitos ainda correm atrás de oxigénio financeiro, começar a respirar com autonomia é, por si só, uma vantagem competitiva. E pode valer tanto como um reforço de muitos milhões.
 
 
♻️ Análise
Demasiados clubes vivem dependentes de adiantamentos televisivos, factoring, vendas antecipadas e orçamentos construídos na esperança de uma qualificação europeia que pode nunca chegar.
O problema não é apenas a dívida.
É o modelo.
A ausência de receitas estruturais fortes, bilheteira robusta, direitos televisivos sólidos e verdadeira internacionalização, faz com que muitos clubes dependam quase exclusivamente da venda de jogadores para equilibrar contas.
Sem vendas, não há lucro.
Sem lucro, há risco.
E é aqui que entra a diferença.
No meio deste cenário, o Sporting apresenta sinais claros de inversão de paradigma e assume-se, hoje, como destaque nacional face aos rivais.
 
O clube está a fazer uma transformação estrutural fora das quatro linhas.
Primeiro, modernizou o retalho ao migrar a Loja Verde para a plataforma Shopify, com ambição global: vender para Tóquio ou Nova Iorque como vende em Lisboa. O merchandising já cresceu 21%.
Depois, com a aquisição do Alvaláxia, deu um passo estratégico decisivo: vai passar a gerar receitas 365 dias por ano, reduzindo a dependência exclusiva dos dias de jogo.
Há ainda a visão de expandir ainda mais Alvalade (para 70 mil lugares), aumentando receitas de bilheteira.
Por fim, com a criação da Sporting Entertainment, estruturaram-se as receitas de estádio e entretenimento, permitindo captar 225 milhões de euros com rating de Investment Grade — algo raro no futebol português. Os números falam.
 
O rácio salarial caiu de uns perigosos 88% para 59% — bem abaixo dos 70% recomendados pela UEFA.
Repito: 59%. Soberbo.
A massa salarial desceu quase 3%.
Isto não é detalhe técnico, é pura gestão e liberdade.
Liberdade para renovar contratos.
Liberdade para dizer “não”.
Liberdade para exigir cláusulas pagas a pronto.
Durante anos vendíamos para respirar.
Agora podemos vender para escolher.
 
♻️ O EBITDA — indicador essencial para avaliar a rentabilidade do negócio (lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) — passou de um resultado negativo de 39 milhões para terreno positivo: +0,7 milhões.
Traduzindo: a máquina começa a pagar-se a si própria.
Sim, ainda dependemos de vendas.
Sim, a dívida continua elevada.
Sim, os juros aumentaram, provavelmente fruto de uma limpeza estrutural.
Mas há uma diferença gigantesca entre estar endividado e estar pressionado.
E o Sporting já não parece pressionado.
Isto muda tudo: muda o mercado, muda a postura negocial, muda o respeito que os outros têm por nós.
Enquanto muitos vivem com a tesouraria no limite, o Sporting ganha margem para negociar, reter talento e planear com serenidade.
Com salários a representar 59% da receita, existe margem para renovar contratos e melhorar condições.
 
♻️ O clube pode afirmar:
“Ou pagam a cláusula, ou não sai.”
Isto é poder negocial.
Passámos do “precisamos de vender” para o “só sai se fizer sentido”.
E no futebol moderno, isso é maturidade e gestão ao mais alto nível.
O Sporting deixou de ser um vendedor desesperado, para se tornar um comprador seletivo. E isso não se compra; constrói-se.
Se consolidarmos a presença europeia e mantivermos a disciplina salarial, poderemos estar perante o melhor momento financeiro da última década e dos últimos tempos.
Também no mercado de transferências os dados impressionam:
A receita bruta com vendas desceu de 144,2 milhões para 116,8 milhões.
Mas o lucro subiu de 99,9 milhões para 102,2 milhões.
Como?
Os custos associados às vendas caíram 67%.
Ou seja:
• Mais-valias superiores
• Menos comissões
• Melhor timing
• Melhor negociação
O Sporting vendeu melhor — não apenas mais.
 
 
♻️ Conclusão / Síntese
Eis o Sporting que aqui chegou.
Um Sporting liderado pelo Dr. Frederico Varandas, a quem se deve reconhecimento por mais um ano notável, e por outros que estão a ser preparados com método e visão.
Mas mais do que números, há algo que não cabe nos relatórios financeiros.
Há orgulho.
Orgulho num clube que aprendeu com os erros.
Que caiu, reestruturou, pagou o preço e voltou mais forte.
Que deixou de sobreviver para começar a escolher.
Estamos a assistir a algo raro no futebol português: estabilidade com ambição.
E isso, meus amigos, não se improvisa. Constrói-se com coragem, disciplina e convicção.
Se dentro de campo tivermos a mesma maturidade que hoje demonstramos fora dele, então não estaremos apenas a disputar jogos.
Estaremos a construir uma era.
E quando um clube aprende a respirar sem depender de ninguém, torna-se verdadeiramente livre.
 
Viva o Sporting, os seus valores, ecletismo, resultados desportivos e financeiros. Somos únicos e tão diferentes. “Tão grandes, como os Maiores da Europa”
Saudações Leoninas 💚🦁
Rui Ferreira

publicado às 18:11

Às Terças escrevo eu" (Suplemento)...

Rui Ferreira, em 24.02.26
Futsal do Sporting: entre glória e frustração

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Perguntam-me: o que se passa com o nosso futsal?

A pergunta traduz preocupação, mas, no meu conceito de Sporting, a resposta está sempre à mão. Nada! – “quem nada não se afoga”, já dizia a minha avó. Mas eu afoguei-me, principalmente em desespero e frustração, quando, a dois segundos do fim, perdemos o último dérbi. Não se pode. Que falta de concentração!
 
Foi apenas a 1.ª mão. A esperança é a nossa perseverança e, no dia 6 de março, haverá outro jogo.
 
O Zicky voltou. O Diogo Santos é um jovem prodígio. E os Paçós? Então? – o Merlin não pode, com a sua idade, continuar tão sozinho. Wesly, Rocha… Pauleta, precisamos de todos.
 
No jogo anterior (o outro dérbi do campeonato), a ganhar 2-0, também no final, o jogo terminou empatado. Que se passa?
 
É inconcebível! Até já dou “de barato” o resultado, mas aquele sorriso provocatório de Pany Varela no momento em que marca o golo é merecedor da mais viva reprovação. E assim se atiram fora tantos jogos, tanta gratidão, tanta valorização e títulos, perante um comportamento deplorável. Pany foi considerado o melhor jogador do mundo em 2022. Deve-o ao Sporting: oito anos ao serviço do clube. Venceu a Liga dos Campeões por duas vezes. Deve-o ao Sporting.
 
Mudou-se para o Benfica com um salário milionário e hoje sorri, com escárnio e gozo, em pleno JR, voltado para os adeptos do Sporting, deixando-me chocado e revoltado. Foi uma ofensa e uma ingratidão sem limites. Pobre sujeito. As pessoas definem-se pelas ações e pelo carácter. O resto é perder tempo e aguardar que o karma faça o seu trabalho.
 
Mas o futsal do Sporting não se mede apenas por derrotas ou comportamentos alheios. Vencemos a Supertaça, conquistámos a Internacional Cup e continuamos a competir em todas as frentes, frente a rivais que gastam milhões para nos desafiar. Detemos a hegemonia desta modalidade e temos todos os ingredientes para continuar a brilhar.
 
Cada derrota deve ser um alerta. Cada empate, um chamado à união e à concentração. Cada vitória, uma celebração da nossa história e da nossa ambição. Que o dérbi do dia 6 seja mais do que um jogo. Que seja exemplo de entrega, coragem e profissionalismo. Que todos sintam que vestir a camisola do Sporting é um privilégio e uma responsabilidade.
 
No fim, o que nos define não é o que perdemos, mas o que fazemos para nos levantar. E no futsal do Sporting, levantar-nos é o nosso lema. Sempre.
 
No dia 6 de Março todos ao JR para eliminarmos o Benfica.
Eu acredito.
SL

publicado às 22:10

Às Terças Escrevo Eu” ...

Rui Ferreira, em 24.02.26

Não sou só do futebol. Sou do Sporting. E isto quer dizer tudo.

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Havia expectativa. Havia ambição. Havia confiança.
E houve conquista.
 
O Sporting Clube de Portugal tem no seu ecletismo aquilo que mais ninguém tem: identidade própria, universo de modalidades sem paralelo, atletas, treinadores e equipas técnicas de excelência. Vitórias, conquistas, formação, escolinhas, e uma estrutura que eleva a Instituição onde outros mal saem do rés-do-chão.
 
Hoje, a minha crónica tem um destinatário prioritário:
o Basquetebol do Sporting Clube de Portugal.
E, naturalmente, o Professor Luís Magalhães, o treinador mais titulado da história da Taça de Portugal; 10 títulos.
Parabéns!
A 9.ª Taça de Portugal tem um “ar” triunfal.
Soa a recital. Soa a autoridade.
 
🏀 A Final — Carácter de Campeão
FC Porto 84 – Sporting 86.
Final emocionante.
 
Primeira parte equilibrada. Intensidade máxima.
O domínio das tabelas foi determinante: +12 ressaltos para o Sporting.
Superioridade física. Superioridade mental.
O terceiro quarto foi decisivo.
Em apenas três minutos, cinco triplos consecutivos.
A vantagem cresceu. O controlo instalou-se.
 
No momento crítico, frieza de campeão:
um lance livre concretizado pelo Sporting,
um triplo falhado pelo Porto.
E a Taça ficou connosco.
 
Destaque para Francisco Amarante, 22 pontos — melhor marcador da partida.
E para o MVP, Brandon Johns, 19 pontos, impacto total, presença decisiva.
O Sporting não se cansa de ganhar.
E esta modalidade — tão contestada nos últimos tempos — respondeu como se responde no Sporting: dentro de campo.
Impedimos o Porto de conquistar a terceira Taça consecutiva.
Levamos este magnífico troféu para o Museu.
Parabéns, equipa.
O meu aplauso é de pé.
E que o público esteja cada vez mais presente.
 

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🟢 Nelson Serra — Uma Figura Incontornável
 
Esta semana teve passado, presente e futuro.
O passado tem nome: Nelson Serra.
A entrevista transmitida na Sporting TV emocionou-me.
Que jogador. Que líder. Que referência.
Campeão nacional por duas vezes.
Vencedor de três Taças de Portugal.
Participou, em 1977, numa digressão da selecção portuguesa aos Estados Unidos,
onde conquistou um prémio All-Star — distinção raríssima para um português na época.
 
Jogou no Sporting entre 1975/76 e 1980.
Fez parte de uma geração de ouro.
Falou da união da equipa.
Da identidade portuguesa.
Da influência dos jogadores vindos do Sporting de Lourenço Marques (actual Maputo).
Da cultura vencedora que se construiu.
Hoje, com 80 anos, continua a ser uma referência maior do basquetebol português e leonino.
Permitam-me dizê-lo:
Esta Taça também é sua, Nelson Serra.
Foi um privilégio revê-lo.
 
🦁 Conclusão — Ecletismo com Prova de Classe
O Sporting vive de identidade.
Vive de cultura vencedora.
Vive de exigência.
E quando o Basquetebol conquista a 9.ª Taça, não é apenas um troféu.
É afirmação.
 
Tal como não foi apenas uma vitória o que a equipa de futebol fez frente ao Moreirense.
Foi uma demonstração de classe.
Domínio absoluto.
0-3 claro, seguro, competente.
E um golo magistral de Geny Catamo a selar uma exibição de campeão.
Isto não é acaso. Isto é estrutura. É mentalidade. É Sporting.
Não sou só do futebol.
Sou do Sporting.
E às Terças escrevo Eu.
Mas quem faz história… são eles.
Foi a minha expressão. Ao meu estilo ✍️

publicado às 20:51

Introdução

O futebol português parece viver no auge — mas num auge tóxico, contagiante e perigoso.
O tema do racismo exige uma sensibilidade extrema; todo o cuidado é pouco perante qualquer aproveitamento oportunista ou perseguição de índole quase inquisitorial que dele possa resultar.
Vivemos em Portugal, em plena época de Carnaval, celebração que entendo totalmente desajustada face ao estado de calamidade que o Pais atravessa, e à memória recente das vidas perdidas. Mas é o que temos.

Noutra realidade paralela, move-se o futebol. Um espaço que, por vezes, ultrapassa e viola princípios comportamentais fundamentais, tocando no que há de mais sensível: a dignidade humana. O racismo é uma dessas fronteiras inultrapassáveis.

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Análise
O racismo é intolerável e inadmissível. Sempre. Quando alguém o pratica, cabe às instâncias competentes investigar, julgar e condenar. É assim que funciona um Estado de Direito: com factos, provas e decisões fundamentadas, não com suspeitas ou julgamentos populares.
No jogo Benfica–Real Madrid, aquando da celebração de um golo do Real Madrid, a reação de Vinícius Júnior pareceu espontânea, enquanto a de Prestianni revelou surpresa. Não existem, até ao momento, provas públicas conclusivas; apenas suspeitas. A UEFA tem a investigação em curso, e será a sua conclusão que determinará os factos. Aguardemos com serenidade.

Tenho opinião formada sobre o sucedido, mas a contenção e o respeito impõem-se. Não é tempo de alimentar fogueiras mediáticas, mas sim de confiar nas entidades competentes.
Num outro plano, a entrevista do Presidente do Sporting, Dr. Frederico Varandas, a propósito do último FC Porto–Sporting no Estádio do Dragão, tornou-se alvo de nova polémica.

Uma frase retirada de um contexto específico (a referência a “roubar toalhas e esconder bolas” como algo que só seria possível em África) está a ser explorada de forma leviana e maliciosa, numa tentativa evidente de a associar a uma atitude racista.

Tal leitura é abusiva, descontextualizada e intelectualmente desonesta. Transformar uma expressão circunstancial, inserida num determinado enquadramento competitivo, num alegado ataque racial, é mais um episódio da estratégia de ruído, distorção e intoxicação que tem marcado o contexto desportivo em Portugal.

É tempo de proteger o Sporting Clube de Portugal, o seu Presidente e os seus adeptos de uma emboscada mediática real e perigosa. Há uma tentativa clara de arrastar a instituição para o terreno onde outros se sentem confortáveis: a lama, o conflito permanente e a insinuação.
O Sporting e toda a sua organização, devem-se proteger e conter.

Conclusão
Impõe-se um corte definitivo com o ruído e a poluição moral que contaminam o futebol português. A defesa intransigente dos valores da ética, da verdade e do desportivismo deve ser o farol orientador do Sporting.

A difamação está hoje ao alcance de qualquer um; já a responsabilização de quem manipula, insinua e distorce, tarda demasiadas vezes. Convém não esquecer isso.

A tentativa de colar as palavras do Presidente do Sporting a uma conduta racista constitui mais um ataque hediondo ao Sporting Clube de Portugal e ao Dr. Frederico Varandas; um ataque movido pelo desespero de quem vive mergulhado em turbulências próprias.
O Sporting defende valores. Defende princípios. Defende a honra.
E não se deixará arrastar.

Tenho dito.
Viva o Sporting!

publicado às 13:29

Às Terças Escrevo Eu” ...

Rui Ferreira, em 17.02.26

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Mais uma noite de fé e VAR’dade

Domingo,  15-02-2026

Introdução

Chego tarde ao estádio, mas ainda a tempo de ver o começo.
As luzes acendem-se, o foco incide sobre a relva perfeita, e uma onda verde e branca projecta-se numa paixão infinita. Entre vivas e cânticos que extravasam sentimentos, sinto que estou onde devo estar.

O meu vizinho não veio, mas deixou representante. Espero que se ajuste ao lugar e que traga boa sorte. Eu cá estou. Eu e mais 46.000. Que tempos tão bonitos vivemos! Noutros dias eram 15 mil, vá lá 17, para ver o Famalicão. Agora há títulos, há trabalho, há conquistas, há sucesso, há alegria, e há o leão rampante com o ceptro de Bicampeão erguido bem alto.

O árbitro é do Porto. Mais um. Que saudades… Com este frio cá fora e aquele “quentinho” que por vezes se sente noutros “balneários”.
Vejo cones, bolas e jovens felizes.
Que ambiente! Que saúde!
Spoooorting!

Descrição

O Famalicão já criou tradição: complica. E muito. Tem excelente equipa e trabalha bem o scouting.
O jogo começa.
O Fama dá espectáculo dentro das suas possibilidades. Equipa organizada, linhas compactas, boa circulação. E aquele Gustavo Sá… valha-me Deus! Só é pena ser do Porto desde pequenino. (Dizem)
O suplente do meu vizinho pergunta-me o que estou a achar. Eu começo a responder… e, nesse instante, golo do Famalicão. Os jogadores do Sporting levantam os braços.
VAR.
“Calma”, digo eu. As novas tecnologias continuam a repor a verdade para chatice de muitos.
O árbitro vai ver. Corre decidido. Regressa com novidades que não se ouvem. Mas o essencial sabe-se: golo anulado.
Uffff!

Os comentários multiplicam-se. Cartilhas “à guilho”, pitadas com piadas, mourinhices várias. Até o presidente do Famalicão fala. Noutras alturas, com outros clubes, prefere gesticular e calar. Temperamentos ou temperos? Siga.
Li quase todos os jornais (menos O Jogo, claro) e a opinião é unânime: bem anulado. Ouvi também os “especialistas de arbitragem”. Esses.
No relvado, procuro Pote e não o encontro.
Que falta fazes, Suárez! E o Fotis? Saudades, pá!
Luís Guilherme, que jogador! Para mim, o melhor.
Mangas, grande partida.
Diomande e Inácio lançam longo para a profundidade. Mas está difícil.

Intervalo
0-0.
Temos de continuar. Sempre a marcar.

Recomeça a segunda parte e surge outro Sporting. Mais refinado, mais intenso, mais dominador. O Famalicão começa a adormecer; ainda bem.
Já vamos em 11 cantos. O mister mexe, e mexe bem. Geny entra e traz outras dinâmicas. O Sporting aperta. O Famalicão ficou na estação.

Entram Bragança e o miúdo Rafael Nel estreia-se em Alvalade. Aplaudo de pé. Há momentos únicos para a carreira de um jogador. Parabéns Rafa e felicidades.
E então… aos 82 minutos.
Canto de Trincão. Preocuparam-se com Diomande e Hjulmand. Esqueceram-se do “pequenino” grande Bragança.
E Alvalade explode.
Um ano depois da grave lesão, como se os deuses do futebol tivessem marcado encontro. O seu primeiro golo de cabeça. Que classe. Que justiça. Que merecimento!
Depois do calvário, o campanário. O sino da felicidade. A dele e a nossa.
Goooooooloooooooooo!
Faltam oito minutos mais compensação. Olho novamente para os cones e para as bolas. Lá estão. E os miúdos também. Somos tão diferentes. Somos Sporting.

Conclusão

Termina o jogo.
Mais uma vitória conquistada.
Mais uma prova de carácter.
Mais uma VARdade; mas fica (pelo menos) um penalti claro por marcar. Mais um.
Não gostei do David. Não sei de que zona é do Porto, mas este árbitro, não veio para ficar. Talvez mais, prejudicar.
Alguém me ligou! O meu amigo que ficou em casa. Viu o jogo na Sport Tv. Sem som claro.
Despeço-me do meu companheiro ocasional:
— Adeus, amigo! Excelente companhia! Encontramo-nos no Marquês!

Rui Borges bate o recorde de Amorim: 13 vitórias consecutivas nas diferentes competições. O saudoso Mário Lino mantém as 16. Parabéns, mister! Dá gosto felicitar quem trabalha, quem acredita, quem constrói.
Felicito ainda todas as modalidades pelo brilhante fim-de-semana. Só vitórias. O leão ruge em todas as frentes.
Saio e vou, como habitual, ao Cantinho do Sá. A garganta precisa de ajuda. O Bruno também. Que se debatam ideias e que se engrandeça o Sporting.

Quanto a mim, não confundo amizades com responsabilidades.
Presidente Dr. Frederico Varandas, sempre — e por muitos anos.
Foi a minha expressão. Ao meu estilo. ✍️
Viva o Sporting! 💚
SL de Rui Ferreira

publicado às 03:25

Que o café se chame “bica”…. ☕️

Rui Ferreira, em 09.02.26
Antevisão de um jogo crucial
FC PortoSporting
 
Escrevo antes de um jogo que mexe com muitos dados, valores e, sobretudo, sentimentos.
 
O Sporting vai finalmente ao Dragão. E digo finalmente porque, quando terminou o jogo da primeira volta — com vitória do Porto em Alvalade — não fiquei convencido. Fiquei, isso sim, com vontade imediata de um segundo duelo, em modo tira-teimas.
 

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Em 2016, o Sporting venceu num estádio onde amanhã regressa, dez anos depois, para tentar repetir o feito. Não é fácil jogar naquele campo. É um verdadeiro inferno. Os árbitros chegam condicionados antes e durante os jogos e, como já se soube, até ao intervalo se assistiu ao regresso às “velhas práticas”, com televisão em loop. Tudo isto perante uma liderança e uma presidência que se julgavam diferentes. Não só não o são, como tudo indica que poderão ser ainda piores.
 
O Sporting precisa de ganhar para encurtar distâncias. Não perder mantém tudo como está — e isso também é crucial. O rigor será um factor determinante. A contenção face à provocação, absolutamente essencial. A eficácia e a solidez defensiva serão variáveis decisivas no resultado final.
 
O ambiente será pesado. O Sporting vai avisado, mas acredito numa equipa confiante e muito determinada.
 
Cá fora, não se apregoa o cachecol do Bicampeão. Não é aconselhável qualquer adorno verde e branco. Eu próprio já sofri essa absurda, intolerável e inimaginável “proibição”. Estamos numa região marcada por complexos de inferioridade antigos, relações deterioradas, e o Tribunal da Relação de Lisboa já veio dar razão a Frederico Varandas.
 
Dentro do campo, teremos o nosso Pote (esperemos mais rápido e incisivo), o Ruuuuuiiiii (em grande), o Edu (com a sua irreverência), o Hjulmand a responder a tudo aquilo que lhe fizeram para tentar desestabilizar — eles. O Trincão a definir com critério e o Suárez, seja de calcanhar, de ombro ou com o pé, se este estiver à mão.
 
Antes dos 90 minutos, Godinho dá seis minutos de compensação. Ao sétimo, o habitual Geny concretiza aquilo que antevejo.
 
Golooooooo!!!!
 
Que seja um bom jogo.
E que, no final, o café se chame “bica”.
 
Rui Ferreira

publicado às 08:34

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