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O Sporting joga amanhã…

Famalicão - Sporting, 5 de Dezembro de 2020, 18h00

Leão Zargo, em 04.12.20

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O Sporting defronta amanhã o Famalicão para a 9ª jornada da 1ª Liga. Em 2019-20, no Estádio Municipal, tudo correu mal: os famalicenses marcaram logo nos dois primeiros remates à baliza, aos 8 minutos os leões já perdiam por 2-0, Coates reduziu, o Sporting pressionou, Vietto falhou na pequena área, outros igualmente falharam, quem não marca, sofre. Derrota por 3-1 e o terceiro lugar ficou mais distante, a quatro pontos do Braga. Foi a despedida de Jorge Silas. “Vem para aqui um grande treinador”, afirmou o próprio Silas.

Em Famalicão disputa-se mais uma final. A equipa leonina pode não ter os melhores jogadores, mas revela que está preparada para vencer. Está confiante, e a confiança é das coisas mais preciosas que uma equipa de futebol pode ter. Os jogadores estão confiantes porque agora entendem o modelo de jogo, e por isso são ainda melhores no contexto competitivo. Nós, adeptos sportinguistas, o que queremos é que esta caminhada continue assim, passo a passo, num ritmo certo, constante. “As oportunidades multiplicam-se à medida que são agarradas” (Sun-Tzu). É verdade, pois claro.

Frente ao Sporting, o treinador João Pedro Sousa vai ser cauteloso e provavelmente substituir o habitual 4x3x3 por um 4x2x3x1 semelhante ao da época passada com que derrotou os leões. Só que agora não está lá Pote para rasgar o meio campo sportinguista. O “Fama” parece não ter o brilho da época passada, saíram jogadores importantes, possui uma equipa quase nova, Babic, Iván Jaime, Pereyra, Gil Dias, Fer e Trotta ainda estão a descobrir os cantos à casa, mas será sempre um adversário difícil, ainda mais jogando no seu campo.

Nota: Em conferência de imprensa hoje à tarde, Rúben Amorim revelou que Jovane Cabral, Nuno Mendes, Gonzalo Plata não foram convocados para o jogo de amanhã. Alertou que a equipa do Famalicão é jovem e com muita qualidade, analisou situações específicas de jogadores leoninos (Nuno Mendes, Eduardo Quaresma e Andraz Sporar) e questionado sobre determinadas “queixas” do Porto respondeu que a equipa técnica só está focada no trabalho no Sporting. “Só vemos verde”, concluiu. Sobre uma hipotética candidatura ao título, explicou que isso só acontecerá “quando for bom para a equipa”. Rúben Amorim procurou ser pedagógico, mas com a preocupação de retirar pressão do plantel e motivá-lo para fazer sempre melhor.

Na fotografia, o Famalicão - Sporting disputado em 2019-20.

publicado às 15:14

Fotografia com história dentro (225)

Augusto Sabbo, a vitória no râguebi e a dobradinha no futebol (1922-23)

Leão Zargo, em 29.11.20

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No Sporting, até ao início da década de 1920, o Conselho Técnico é que organizava os treinos e fazia as “linhas” das equipas nas diferentes categorias. Em 1921, Augusto Sabbo, que jogava futebol e râguebi e admirava Herbert Chapman, o célebre técnico do Arsenal, foi convidado para treinador de futebol. Era conhecido por utilizar métodos inovadores de treino e pela sua concepção teórica que conjugava as vertentes técnicas, tácticas e físicas. 

Nessa altura vigorava o 2-3-5, o primeiro esquema táctico a ser implantado no futebol, um modelo muito exigente para os jogadores, que requeria uma boa condição física. Sabbo introduziu no treino dos seus jogadores um conjunto de exercícios físicos de natureza militar, inclusivamente o pugilismo, e aplicou a “teoria da triangulação” que tinha por finalidade obrigar os adversários a executar determinados movimentos que permitissem a boa execução das jogadas da sua equipa. “Jogam à Sabbo”, dizia-se.

A época de 1922-23 ficou inesquecível para Sabbo. Como jogador, esteve no primeiro jogo da equipa de râguebi do Sporting, que venceu o Royal Foot-Ball Club por 10-0, em 11 de Novembro de 1922. Como treinador da equipa de futebol preparou o triunfo leonino no Campeonato de Portugal e no Campeonato de Lisboa. Apesar de se ter demitido no final do mês de Fevereiro de 1923 por divergências com o Conselho Técnico, o seu trabalho foi decisivo para a conquista histórica da primeira “dobradinha” sportinguista.

Na fotografia, a equipa de râguebi do Sporting em 1922-23. Augusto Sabbo está em cima e é o terceiro jogador a contar da esquerda.

publicado às 14:30

O Sporting joga amanhã…

Sporting - Moreirense, 28 de Novembro de 2020, às 20h30

Leão Zargo, em 27.11.20

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Sporting e Moreirense defrontam-se amanhã para a 8ª jornada da 1ª Liga. Os leões estão em 1º lugar com 19 pontos e os adversários em 11º com 8 pontos. No jogo entre as duas equipas na época passada, em Alvalade, os adeptos leoninos desesperaram perante o falhanço sucessivo de vários golos “feitos”. Valeu Luiz Phellype aos 70 minutos que, numa finalização à ponta de lança, finalmente acertou com a baliza dos minhotos. Desta vez, todos esperamos que a qualidade técnica dos jogadores e a sua vibração competitiva nos poupem a tamanha angústia.

O Moreirense vai apresentar-se sem alguns titulares, com um bloco baixo e agressividade nos duelos individuais, mas trata-se de mais uma final que exige a máxima concentração e disponibilidade física emocional. Já terá terminado o Santa Clara - Porto quando os leões entrarem em campo. Estes transmitem força e confiança, mas é bom saber o que se passa noutros campos. Mesmo que não alinhe algum titular habitual, a equipa vai jogar com o mesmo sistema, o mesmo modelo, em que cada jogador sabe bem o que que tem de fazer.

Em conferência de imprensa hoje à tarde, Rúben Amorim informou que Pote recuperou da lesão no joelho direito e que está convocado. Sobre o jogo de amanhã, o técnico considerou que “a equipa está bem, tem trabalhado bem. (…) Vamos voltar ao nosso campeonato. Foi uma pausa muito grande, não cria dúvidas, porque sabemos o que queremos. Estamos ansiosos por voltar aos jogos. Estamos preparados para o Moreirense, uma equipa bem orientada”. Questionado sobre a pressão de ter de defender a liderança, respondeu de pronto que “estaria mais pressionado se estivesse em terceiro ou quarto lugar”.

A única vez que o Moreirense conquistou pontos em Alvalade foi em 2014-15 (1-1). Se o Sporting vencer amanhã será o melhor início de época na 1ª Liga neste século.

Na fotografia, Luiz Phellype marca o golo no Sporting - Moreirense disputado em 2019-20, que os leões venceram por 1-0.

publicado às 19:02

Fotografia com história dentro (224)

O professor Mário Lemos

Leão Zargo, em 22.11.20

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O basquetebol surgiu no Sporting como modalidade desportiva em 1927, mas só nos anos 50 é que conquistou pela primeira vez o título de Campeão Nacional. Apesar de ter sido Campeão Regional de Lisboa logo na primeira época, em 1927-28, a vitória na final do Campeonato de Portugal em 1936-37 constituiu o único momento de glória leonina na modalidade durante bastante tempo. No Campeonato Nacional em 1953-54 as quatro equipas que disputaram a fase final (Sporting, FC Porto, Conimbricense e Belenenses) terminaram com a mesma pontuação (nove pontos), mas os leões arrecadaram o título de campeão pela diferença no goal average.

Se a conquista de 1954 foi dramática, em 1955-56 o Sporting ganhou tudo o que havia para ganhar. Essa equipa é considerada por muitos como a melhor de sempre do basquetebol português, quase imbatível, fazendo vária vezes mais de 100 pontos num jogo, o que até aí nunca se tinha verificado no nosso país. Os sportinguistas Fernando Vaz, Fonte Santa, José Almeida e Abílio Ascenso, normalmente, faziam parte do cinco inicial da selecção nacional.

O mérito destas duas conquistas, e de outros títulos e taças, deve-se, em grande parte, ao professor Mário Lemos que teve no basquetebol sportinguista uma importância relevante. Contratado em 1948 para treinar a equipa leonina que estava na 2ª Divisão, revelou desde o início uma grande capacidade de liderança. Foi logo campeão nacional e subiu à Divisão principal, orientando um grupo que conciliava o talento individual com a qualidade do jogo colectivo

O professor Mário Lemos revolucionou a secção com uma organização rigorosa, disciplina de grupo e treinos intensos e inovadores que contribuíram para um elevado apuro técnico e táctico dos jogadores. Era um estudioso incansável, um pedagogo, atento à formação dos jovens basquetebolistas da formação, como Armando Garranha, Hermínio Barreto, José Almeida, Fernando Vaz e António Feu que estão entre os melhores do nosso basquetebol. Com ele, a modalidade no Sporting conheceu duas décadas de progresso e sucesso.

Na fotografia, a equipa campeã nacional em 1955-56 (pode haver algum erro):

Em cima - Mário Lemos (treinador), Armando Garranha, Abílio Ascenso, Fernando Vaz, Fonte Santa e Fernando Lima (seccionista);

Em baixo - José Inácio, Henrique Figueiredo, António Feu, Álvaro José Martins e Henry Cocozza.

publicado às 14:30

Quem é Nicolai Skoglund?

Leão Zargo, em 20.11.20

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Nicolai Skoglund tem sido chamado por Rúben Amorim aos treinos do plantel principal. É avançado, internacional sub-17 pela Noruega e joga na equipa sub-23 do Sporting, mas foram os dois golos que marcou num recente treino de conjunto entre as equipas A e B dos leões que lhe deram algum mediatismo. Alinhando pela equipa A como referência central do trio atacante, marcou dois dos cinco golos que os B sofreram. Isto vale o que vale, mas não deixa de chamar a atenção sobre o jovem avançado norueguês de 17 anos.

Em 2016, Skoglund jogava no Nordby, no seu país natal, quando recebeu uma bolsa para estudar na British International School, em Bangecoque, na Tailândia. Como o referido colégio tem um protocolo com a Cruzeiro Academy BISP, nesse país asiático, passou a jogar na Academia do clube brasileiro. Durante um torneio em que participou a Cruzeiro Academy BISP, o jovem Skoglund foi visto por olheiros do Sporting que propuseram a sua contratação e a de August Frobenius, central, também norueguês que jogava na mesma equipa. Chegou a Alcochete no Outono de 2017, mas só na época seguinte, em 2018-19, é que integrou o plantel sub-17.

Segundo os que acompanham a carreira de Nicolai Skoglund, nomeadamente técnicos da Academia de Alcochete e Gunnar Halle seleccionador dos sub-17 da Noruega, trata-se de um jogador dinâmico e versátil, que tanto pode jogar nas alas como na frente de ataque. É forte fisicamente (mede 1,87), veloz e com um bom pé direito, protege bem a bola e tem um elevado desempenho nos duelos ombro a ombro. Também referem que necessita de ser mais consistente ao longo do jogo e utilizar melhor a sua altura no jogo aéreo. Possui uma personalidade muito forte que não parece sofrer com as pressões que se verificam num desafio de futebol.

Nico”, como é conhecido, assinou um contrato profissional com o Sporting em Março de 2019, juntamente com doze elementos da formação leonina (Nuno Mendes, Tiago Tomás, Eduardo Quaresma e Joelson Fernandes, entre outros). Em Outubro deste ano assinou um novo contrato com o Sporting em virtude do progresso que entretanto revelou.

A título de curiosidade, regista-se a constituição da equipa principal que derrotou a B por 5-0, com dois golos de Skoglund: Adán, Eduardo Quaresma, Neto e Gonçalo Inácio; Borja, Palhinha, Matheus Nunes e Antunes; João Mário, Nicolai Skoglund e Nuno Santos. 

publicado às 13:00

Joaquim Agostinho no Museu Sporting

Leão Zargo, em 19.11.20

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O Museu Sporting, situado no Estádio José Alvalade, foi renovado em 2016 e pretende proporcionar aos seus visitantes um melhor conhecimento da história centenária do clube. Consiste num espaço museológico que integra diversas áreas temáticas, desde a fundação do Sporting em 1906 até aos nossos dias, e podem ser observadas fotografias de equipas e atletas, documentos e equipamentos desportivos, para além dos milhares de troféus que foram conquistados de leão ao peito.

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O ciclismo leonino ocupa um espaço significativo, com particular destaque para o campeão Joaquim Agostinho. Uma das suas históricas bicicletas está ao lado de uma fotografia gigante de outro grande campeão, Cristiano Ronaldo. Os visitantes podem observar várias camisolas que o lendário Agostinho envergou, para além de vários outros equipamentos. Alguns outros ciclistas sportinguistas também estão representados no Museu Sporting, nomeadamente Marco Chagas e a sua camisola amarela da Volta a Portugal em 1986.

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(Fotografias na página de Facebook do Museu Sporting)

publicado às 16:00

Fotografia com história dentro (223)

A melhor equipa de ciclismo do Sporting

Leão Zargo, em 15.11.20

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A expansão do Sporting em Portugal deve-se, em grande parte, à criação em 1911 do ciclismo como modalidade desportiva do Clube. Em 1927 uma equipa leonina participou na primeira Volta a Portugal. A rivalidade entre o Sporting e o Benfica foi cimentada por Alfredo Trindade e José Maria Nicolau, os grandes protagonistas do ciclismo português nos anos 30. Na boca do povo, os nomes dos dois clubes eram muitas vezes substituídos por Trindade e Nicolau. Gente espalhada de norte a sul aguardava todos os anos, à beira da estrada, pelos ciclistas que vestiam a camisola verde e branca.

A melhor equipa de ciclismo do Sporting foi, provavelmente, a de 1971, muito completa, quase perfeita, dirigida pelo vice-presidente Dr. Pereira da Silva. Joaquim Agostinho era o grande campeão, que todos seguiam e confiavam. Havia Leonel Miranda, o fiel escudeiro, Firmino Bernardino, fortíssimo na montanha, Emiliano Dionísio, um grande sprinter, Vítor Rocha, competente em todos os terrenos, e Manuel Luís, António Teixeira, António Marçalo, João Curto e Francisco Miranda sempre prontos a sacrificaram-se pelo grupo.

Em 1971, a equipa leonina ganhou quase tudo o que disputou no nosso País. Na Volta a Portugal, Joaquim Agostinho ficou em 1º lugar na classificação geral e em oito etapas, mas venceu também o prémio por pontos e o prémio combinado. Firmino Bernardino foi o 3º na classificação geral e o 1º na montanha, Emiliano Dionísio ganhou as metas volantes e Vítor Rocha classificou-se em 10º lugar. O Sporting venceu por equipas. Leonel Miranda foi o maior sacrificado, focado no apoio a Agostinho que conquistou a camisola amarela logo na 1ª etapa e vestiu até ao fim da prova.  

Na imagem, a equipa do Sporting visita o Diário de Notícias antes da partida para a 2ª etapa entre Almada e Sines na Volta a Portugal em 1971. O Dr. Pereira da Silva apresenta os cumprimentos e Joaquim Agostinho enverga a camisola amarela.

(Foto Alberto Santos)

publicado às 14:30

Fotografia com história dentro (222)

O Vasco da Gama - Sporting e a Taça Príncipe de Gales (1928)

Leão Zargo, em 08.11.20

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O Sporting realizou uma digressão ao Brasil no Verão de 1928 para disputar um conjunto de quatro jogos com o Vasco da Gama, Fluminense e selecção do Rio de Janeiro. Foi nessa altura que os leões passaram a utilizar a camisola às riscas horizontais verdes e brancas da equipa de râguebi por ser mais leve e fresca do que a camisola bipartida, actualmente conhecida como Stromp.

A comitiva, reforçada com quatro jogadores de outros clubes, partiu de Lisboa no dia 1 de Julho no paquete “Alcântara”, da Mala Real Inglesa. Tratou-se da primeira digressão transcontinental do Sporting, pois até aí apenas tinha viajado para fora do país com a finalidade de defrontar equipas europeias.

Em 1928, o Vasco da Gama, um dos clubes mais poderosos do Brasil, possuía a maior “torcida” no Rio de Janeiro e o seu estádio, o São Januário, era o maior da América do Sul. O dia do jogo, 22 de Julho, esteve bastante chuvoso mas isso não impediu que o público acorresse em grande número.

Depois da habitual troca de cumprimentos e da oferta ao Sporting de um magnífico bronze artístico que pesava mais de trinta quilos, o prélio iniciou-se com a saída de bola pelos vascaínos. Apesar dos esforços dos jogadores das duas equipas para conseguirem a vitória, o resultado final foi um empate (1-1). Num gesto de grande desportivismo, os dirigentes do Vasco da Gama decidiram que a belíssima Taça Príncipe de Gales deveria ser atribuída à equipa visitante.

Ficha de jogo:

Jogo amigável

Vasco da Gama 1 - Sporting 1

Estádio de São Januário, Rio de Janeiro, 22 de Julho de 1928

Árbitro - Luiz Vinhaes

Vasco da Gama - Jaguaré, Hespanhol e Itália; Rainha, Nesi e Mola; Paschoal, Pepico, Russinho, Américo e Sant’Anna

Sporting - António Roquette (Casa Pia), Carlos Alves (Carcavelinhos) e Jorge Vieira; João Francisco, Serra e Moura e Martinho Santos; Liberto Santos (União de Lisboa), Armando Martins (Vitória de Setúbal), depois Gustavo Teixeira, João dos Santos, Cervantes, depois Abrantes Mendes, e José Manuel Martins

Golos - Gustavo Teixeira (77’) e Pepico (82’)

A fotografia foi retirada da página no Facebook “Museu Sporting”.

publicado às 14:30

O Sporting joga amanhã…

Vitória de Guimarães - Sporting, 7 de Novembro de 2020, 20h30

Leão Zargo, em 06.11.20

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Vitória de Guimarães e Sporting defrontam-se amanhã para a 7ª jornada da 1ª Liga. Os vimaranenses ocupam o 6º lugar, com dez pontos, a seis dos leões, que lideram o campeonato. A liderança isolada é uma situação que não se verificava desde Setembro de 2016. Nos últimos cinco confrontos entre os dois clubes no Minho cada um venceu uma vez, tendo empatado nas outras três. A equipa leonina está entre as que marcam mais na Liga NOS, com quinze golos, e quer manter-se invicta para segurar o 1º lugar.

No Estádio D. Afonso Henriques, na época anterior verificou-se um empate (2-2), num jogo em que os leões estiveram duas vezes a vencer com golos de Sporar, mas os minhotos igualaram por João Carlos Teixeira e por Marcus Edwards. O avançado esloveno estava em destaque, tinha conseguido cinco golos nas últimas seis partidas. Eduardo Quaresma teve uma estreia prometedora na equipa principal.

O jogo em Guimarães é de elevado grau de dificuldade. Com o decorrer do campeonato, a equipa do Vitória revela ainda maior organização e consistência competitiva. O triunfo em Barcelos na última jornada foi revelador. Mas, se jogar como equipa grande, o Sporting é capaz de vencer em qualquer campo. Bem servido, o tridente ofensivo é muito eficaz. Por certo, vamos reencontrar Ricardo Quaresma e Miguel Luís.

Os movimentos de Sporar e TT e os desequilíbrios de Pote, de Nuno Santos ou de Jovane Cabral reflectem-se no marcador. Com João Mário e Palhinha temos outro meio campo, a recuperar, a construir e a desequilibrar, com mais qualidade no passe e menos perdas de bola. Porro e Nuno Mendes são laterais como há muito não víamos de leão ao peito. Agora, o banco tem quem entra e mexe com o jogo. Em determinado momento da época passada tínhamos três jogadores com verdadeira categoria (Bruno Fernandes, Mathieu e Acuña). 

A fotografia é do Vitória de Guimarães 2 - Sporting 2 de 2019-20.

publicado às 12:59

Fotografia com história dentro (221)

Domingo à tarde em Alvalade!

Leão Zargo, em 01.11.20

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Nos domingos à tarde nos anos 50 e 60, por causa da telefonia um campo de futebol ficava quase do tamanho do mundo. Mesmo com meios tecnológicos limitados, a criatividade e o profissionalismo dos locutores faziam milagres, a emoção da linguagem construía-se com as imagens do jogo, a finta repentina, o remate indefensável ou a defesa impossível.

Havia o pragmatismo de Artur Agostinho quando com admiração exclamava “corta José Carlos com limpeza” ou a poesia de Alves dos Santos a dizer que “a bola beijou a trave da baliza”. Era pela voz que se adivinhava o jogo, que se sonhava o golo iminente.

O Estádio de Alvalade era o centro do Mundo, onde desaguavam as emoções, mesmo as que vinham distantes dos grandes embates da equipa leonina. A vida ficava suspensa porque ninguém resistia ao apelo das estrelas do Clube do coração. Pelas ondas hertzianas todos faziam a ligação para aquilo que realmente importava. Então, tudo se aquietava pela magia de uma telefonia de pilhas.

No final da década de 60, também havia Nelson Ned, um metro e doze centímetros de altura, com canções de amor capazes de partir os corações e as pedras da calçada... Mas, isso talvez fosse mais no Verão, no defeso do futebol!

(Jogo de futebol, Lisboa, s.d., Estúdio de Mário de Novaes 1933/83, in Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian)

publicado às 14:30

O Sporting joga amanhã…

Sporting - Tondela, 1 de Novembro de 2020, às 20h00

Leão Zargo, em 31.10.20

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Sporting CP e CD Tondela jogam amanhã para a 6ª jornada da 1ª Liga. Desde que os tondelenses subiram à 1ª Liga em 2015-16, os dois clubes defrontaram-se cinco vezes em Alvalade, verificando-se duas vitórias leoninas e três empates. Nuno Mendes estreou-se na equipa principal no jogo da época passada, quando Jovane Cabral esteve em destaque em virtude de um golo de livre directo executado com um remate fulminante. Actualmente, na classificação da 1ª Liga, os leões têm 13 pontos e os beirões têm 5 pontos.

Supõe-se que a equipa mais amarelada do campeonato vai apresentar-se em campo, pelo menos, com duas alterações: João Mário e Sporar. Um porque traz racionalidade, o outro profundidade, e a dinâmica do futebol sportinguista está a “pedir” que os dois alinhem logo de início. Cada jogo é um jogo, é verdade, mas o Gil Vicente está na memória de todos e mais vale prevenir do que remediar. Se o Sporting vencer, tornar-se-á o segundo melhor arranque de temporada neste século, apenas superado pelo de 2017-18 com seis vitórias consecutivas. E pressiona o Benfica que joga no Bessa.

Pako Ayestarán, treinador do Tondela, manifestou plena confiança num bom resultado em Alvalade.  Em conferência de imprensa disse que “é um jogo perante uma grande equipa, mas estamos convencidos que teremos a nossa oportunidade e vamos então tratar de a aproveitar”. Imagina-se que vai procurar repetir os gilistas de quarta-feira: grande reforço defensivo com cuidada ocupação do seu meio campo e muita agressividade nos duelos individuais. Isto é certo, mas todos esperamos que a arte e o engenho dos leões é que vão determinar o resultado do encontro.

Na fotografia, o Sporting-Tondela disputado em 2019-20 que os leões venceram por 2-0. Jovane Cabral tinha acabado de abrir o marcador através de um remate de livre directo.

publicado às 16:02

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O Marcos Cruz, há poucos dias, num comentário aqui no Camarote Leonino, referiu-se com justa indignação ao antigo árbitro Duarte Gomes, agora “conceituado” comentador de arbitragens, da seguinte maneira:

«Rui, isto é um bocadinho “off-topic” mas eu queria sugerir-lhe um post sobre o Duarte Gomes, que paulatinamente vai sendo elevado ao estatuto de autoridade máxima na arbitragem em Portugal. (…) Ora, este tipo não tem pejo em contradizer-se de um jogo para o outro, nem faz o mínimo esforço para esconder um ódio ao Sporting que se torna cada vez mais evidente. (…) Eu não me lembro de o ver criticar uma decisão arbitral que nos tenha prejudicado... então quando a questão é, alegadamente, de intensidade no toque, abrindo espaço ao juízo subjectivo, nunca ele nos concede razão de queixa, mas ao contrário a cantiga é outra.»

O Marcos Cruz tem razão... pois, principalmente o Benfica, merece sempre comentários protecionistas. Basta ler os sucessivos artigos que ele escreve na Tribuna Expresso para se perceber que é muito habilidoso na gestão das palavras de acordo com a sua conveniência clubística. A mais celebrada dá pelo nome de “intensidade” que tudo explica e justifica na análise de um penálti. Um troca-tintas, em suma.

Ele tem grande protagonismo na Tribuna Expresso, na SIC, na Rádio Renascença e no A Bola, o que não admira, pois assumiu num Encontro Nacional do Árbitro Jovem, em 2012, que é adepto benfiquista. Trata-se de um bem-falante a resvalar a toda a hora para a prosápia e o autoconvencimento. Curiosamente, por alguma razão, as análises dele são muito citadas em blogues encarnados. No entanto, ainda gostei menos dele como árbitro que nos prejudicou várias vezes, do que agora como comentador.

Como árbitro, teve arbitragens mesmo horríveis em jogos do Sporting, nomeadamente com o “seu” Benfica. Em Novembro de 2013, num dérbi disputado no Estádio da Luz para a Taça de Portugal, foi classificado com uma das notas mais baixas da época (2,4), que “premiou” um péssimo trabalho deveras coroado com a vista grossa que fez a duas grandes penalidades a favor dos leões.

Mas, também com o FC Porto há histórias para contar. Num jogo no Dragão infernizou a nossa equipa, expulsou o treinador Paulo Bento, Polga e Veloso e entrou em conflito verbal com Ricardo Peres, o treinador de guarda-redes. Mas, com o Benfica, era certo e sabido que nos prejudicava de alguma maneira... Há notícias de queixas de várias Direcções do Sporting.

O meu primeiro jogo em Alvalade foi num Sporting-Leixões, em Outubro de 1972, que durou, salvo erro, sete minutos. Os adeptos leoninos não aguentaram as arbitrariedades do senhor Carlos Lopes e invadiram o relvado. Depois disso, mesmo nos jogos em casa, foi um fartar vilanagem de campo inclinado em nosso prejuízo. Apesar do que assisti, por razões estratégicas, não costumo referir-me a arbitragens, prefiro “olhar” para dentro da nossa casa com o foco de melhorarmos nos aspectos directivos, estruturais e competitivos, por exemplo.

O maior sucesso do Sporting CP resultará disso, dessa avaliação do nosso desempenho e da superação de fragilidades ou pontos fracos, de sermos críticos e exigentes connosco e resilientes e solidários em todas as circunstâncias. No entanto, uma coisa é certa, o Marcos foi certeiro e está cheio de razão. Ambos não gostamos de bater na tecla das arbitragens, mas, como se costuma dizer, “quem não sente não é filho de boa gente”!

publicado às 02:29

O Sporting joga amanhã…

Sporting - Gil Vicente, 28 de Outubro de 2020, às 21h45

Leão Zargo, em 27.10.20

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Sporting e Gil Vicente defrontam-se amanhã em Alvalade para cumprimento do jogo referente à 1ª jornada que não se realizou devido aos testes positivos para a covid-19 nas duas equipas. Bruno Tabata e Antunes têm problemas físicos que os impedem de serem convocados, Eduardo Quaresma continua a recuperação da fractura da apófise e João Mário não poderá alinhar porque foi inscrito pelos leões no final do mercado, já depois da altura em que este encontro se devia ter realizado.

No final da partida com o Santa Clara, Rúben Amorim antecipou o desafio com os gilistas afirmando que “é a nossa Liga dos Campeões, vamos encarar como uma final. As equipas estão preparadas para jogar de três em três dias e vamos estar prontos”. Se os leões vencerem ficam com treze pontos e isolam-se no 2º lugar da classificação. Esta pontuação nas primeiras cinco jornadas seria o segundo melhor arranque de temporada neste século, juntamente com o de 2015-16. Em 2017-18 o Sporting conseguiu seis vitórias consecutivas no início do campeonato.

Os sportinguistas esperam que se repita em Alvalade a primeira parte do jogo nos Açores (pressão e posse de bola no meio campo do adversário com boa dinâmica ofensiva), mas conseguindo criar situações de finalização com mais jogadores na grande área adversária. Falta uma referência nos últimos trinta metros. Šporar parece estar sem confiança, Luiz Phellype não joga desde 27 de Janeiro e Tiago Tomás está ainda em fase de crescimento acelerado. A superação deste défice é essencial para que a equipa alcance um patamar competitivo mais elevado.

O Gil Vicente vai apresentar-se em Alvalade de maneira semelhante à do Dragão: reforço defensivo e boa ocupação do seu meio campo, com grande agressividade nos duelos individuais. Um guarda-redes seguro, três defesas centrais, dois defesas laterais que sobem no terreno, dois médios defensivos, dois médios alas e um avançado solto à procura da sua oportunidade. A verdade é que o Porto marcou apenas um golo e os gilistas também estiveram perto de o conseguir, principalmente na 1ª parte.

A fotografia refere-se ao Sporting - Gil Vicente disputado na época de 2019-20 que os leões venceram por 2-1.

publicado às 12:10

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António Capela e o polícia

Leão Zargo, em 25.10.20

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António Capela foi um fascinante fotógrafo desportivo que começou a trabalhar na década de 1940 inicialmente na revista Stadium, passando depois pelo Diário Popular, jornal Sporting e Record, entre muitos outros. Dignificou imenso a sua classe profissional com fotografias feitas com grande rigor, brio, paixão, intuição e, claro, talento. O Sporting CP homenageou-o atribuindo o seu nome à sala de imprensa da Academia de Alcochete. Como consta no espaço que lhe é dedicado no Museu Sporting, foi “o sportinguista atrás da lente”.

Mas, António Capela era também um “anarquista incorrigível”, como alguém lhe chamou. Zeca Afonso citou-o na canção “Teresa Torga”. Quem o conheceu refere como nele a arte e a liberdade de pensamento se conjugaram em diversas circunstâncias. Era intransigente na procura do lugar certo para conseguir a fotografia que revelasse com absoluto rigor os acontecimentos. No entanto, naquele jogo no Estádio do Bonfim, em Setúbal, António Capela foi fotografado numa situação invulgar. Alguma coisa se terá passado pois o senhor agente da autoridade parece estar de cabeça perdida!

publicado às 12:00

O Sporting joga amanhã…

Santa Clara - Sporting, 24 de Outubro de 2020, 18h00

Leão Zargo, em 23.10.20

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Nos Açores, para o Campeonato, o Sporting defrontou o Santa Clara por cinco vezes, tendo conseguido 4 vitórias e 1 empate. O único empate (2-2) aconteceu em 1999-00 quando os leões foram campeões nacionais. Na época passada a equipa leonina venceu por 4-0, com golos de Luiz Phellype (2), Bolasie e Bruno Fernandes. A Direção Regional da Saúde dos Açores e a Liga autorizaram a presença de público até 10% da lotação do Estádio. Os dois clubes têm ambos 7 pontos, mas o Sporting tem menos um jogo.

A equipa sportinguista vai apresentar-se em São Miguel com algumas alterações. Vietto, em negociação com o Al Hilal, e Bruno Tabata, com uma mialgia na coxa direita, não foram convocados. Eduardo Quaresma, em tratamento da fractura da apófise transversa lombar, também não viajou. A saída de Vietto poderá permitir um maior protagonismo de Luiz Phellype. Na antevisão do jogo, Rúben Amorim sublinhou a necessidade de “assumir o jogo com empenho e jogar com arrogância positiva” e clarificou a situação dos guarda-redes leoninos elogiando Adan e declarando confiança em Max. Salientou a evolução e a maturidade competitiva de Nuno Mendes e reconheceu que não é fácil substituir Vietto.

A equipa de São Miguel tem vindo a jogar em 3x4x3 com os laterais Rafael Ramos e Diogo Salomão, formados em Alcochete, mais adiantados. Thiago Santana, com quatro golos, entre eles o da vitória em Braga, é o marcador da equipa açoriana. Marco Pereira, um dos melhores guarda-redes em Portugal a jogar com os pés, segundo Rúben Amorim, os centrais Fábio Cardoso e João Afonso, os médios Osama Rashide e Anderson Carvalho e os alas Jean Patric e Carlos Júnior têm assumido grande destaque esta época. Sublinhando o aspecto motivacional, o treinador Daniel Ramos valorizou a vontade de “fazer história” caso vença, pois o Santa Clara nunca ganhou ao Sporting.

Na fotografia, o Santa Clara - Sporting disputado em 2019-20.

publicado às 18:30

O “Papa” acusou o toque

Leão Zargo, em 21.10.20

José Pratas.jpg

O homem que deu nome ao sistema ficou preocupado e abriu o flanco. Costuma ser assim desde há algumas dezenas de anos quando nas noites quentes do Porto ele e o pugilista congeminaram a estratégia de poder portista. Até se deu bem, o sucesso dele está à vista, mesmo que tenha seguido um caminho almofadado com “chitos” e “fruta”, muita “fruta”.

Pelos vistos, a vitória em Alvalade era certa e segura. Daí que considerou que seria normal aconselhar o presidente do Sporting que regressasse ao exercício da medicina e dissertou sobre a importância das claques para os clubes. Logo ele, que de claques e afins é bastante entendido, e o Bruno Pidá, o Guarda Abel e o Macaco estão aí para o provar.

Pinto da Costa dedicou parte importante do seu tempo a falar sobre o Sporting CP e do seu presidente e percebe-se a razão. A estrutura do FC Porto acusou o toque e o empate frente ao Sporting. Ainda por cima, foi um empate muitíssimo mal amanhado e com demasiadas pontas penduradas. Lamento as palavras daquele a que alguns apelidam de “Papa”, mas lamento ainda mais os sportinguistas que se regozijaram e aplaudiram.

A fotografia tem alguns anos, mas trata-se de uma imagem exemplar do futebol português inspirado pelo “Papa”.

publicado às 17:30

Fotografia com história dentro (219)

O relato de um Sporting-FC Porto

Leão Zargo, em 17.10.20

Rossio relato SCP-FCP CP 27.6.1933.jpg

Os anos de 1930 foram de grande crescimento da rádio em Portugal. Em 1932 realizaram-se as primeiras emissões experimentais em onda média e em 1934 em onda curta, quando surgiram a Emissora Nacional e a Rádio Renascença, nomeadamente. O futebol pela sua importância constituiu um dos campos de experimentação para as primeiras transmissões radiofónicas. O impacto social foi de tal ordem que muito em breve dir-se-ia que não havia sábado sem sol e domingo de manhã sem missa e de tarde sem relato de futebol.

A meia-final do Campeonato de Portugal em 1932-33 entre o Sporting e o FC Porto foi verdadeiramente épica. O primeiro jogo na Estância de Madeira, em Lisboa, terminou empatado a 1-1. Como no segundo jogo no Campo do Ameal, no Porto, também houve um empate (0-0), teve de ser marcado um desempate em Coimbra, que os leões venceram por 3-1. O entusiasmo entre os adeptos sportinguistas foi de tal ordem que se concentraram em grande número no Rossio, em Lisboa, para acompanhar em directo o relato da partida decisiva das meias-finais do Campeonato de Portugal.

A fotografia retirada da página Museu Sporting no Facebook, mostra o Rossio na tarde de 27 de Junho de 1933 cheio de adeptos que acompanham o relato radiofónico do Sporting-FC Porto.

publicado às 13:00

O Sporting joga amanhã…

Sporting - FC Porto, 17 de Outubro de 2020, às 20h30

Leão Zargo, em 16.10.20

SCP 2 FCP 2 Lumiar 12.5.35.jpg

Sporting e FC Porto defrontam-se amanhã em Alvalade para 4ª jornada da 1ª Liga. Para o campeonato na casa dos leões, desde a época de 1934-35 (Liga Experimental), os dois clubes defrontaram-se 85 vezes, com 45 vitórias leoninas, 21 vitórias dos portistas e 20 empates. No seu Estádio, nos últimos dez anos, o Sporting venceu 4 jogos, empatou 5 e perdeu 1. Actualmente na classificação da 1ª Liga, estão empatados com 6 pontos, mas a equipa leonina tem um jogo a menos.

Dados estatísticos possuem o valor que lhes quisermos dar, mas os dragões apresentam-se em Lisboa com algum favoritismo, tanto pelo seu estatuto de campeão nacional como pelo seu futebol muito físico e competitivo, sempre à espreita de alguma falha do adversário. Por ter uma equipa ainda em reconstrução, o Sporting apresenta-se como um “outsider” disposto, todavia, a mostrar no terreno do jogo a sua capacidade para surpreender os dois principais candidatos ao título. Para isso exige-se intensidade e movimentação definida, organização defensiva e ofensiva numa dinâmica viva, eficiente e com muita qualidade.

Com Neto, Coates e Feddal no 3 da defesa, Pedro Porro e Nuno Mendes nas alas, fica a curiosidade de saber como é Rúben Amorim vai conjugar João Mário e Pote, que sendo menos eficazes na recuperação, necessitam de Palhinha (?) para equilibrar defensivamente o meio campo. À frente, até pela impossibilidade de Sporar, vão jogar avançados móveis e relativamente abertos (Tomás, Vietto e Nuno Santos? Jovane para entrar durante o jogo? E Tabata?). Amorim continuará fiel ao seu 3x4x3, mas sem um avançado-centro puro, para criar surpresas no decorrer do jogo, haverá alguma alteração para o 3x5x2 com um jogador (Vietto? Pote?) a fazer de 10.

Apesar das saídas de Danilo, Alex Telles, Aboubakar, Soares e Zé Luís, a equipa portista vai apresentar-se muito forte no Estádio de Alvalade, eficaz na redução dos espaços, com marcações apertadas e grande pressão sobre o portador da bola. Como é habitual, o seu jogo será duro, viril, intenso e em profundidade.

Na fotografia, o guarda-redes sportinguista Artur Dyson segura a bola com a protecção de Jurado perante a ameaça do avançado portista António Santos. Trata-se do Sporting 2 - FC Porto 2 disputado no Estádio do Lumiar, em 12 de Maio de 1935.

publicado às 13:57

Fotografia com história dentro (218)

Uma final antecipada do Campeonato de Portugal

Leão Zargo, em 11.10.20

SCP 1922-23 Campeonato de Portugal, Meia-final.jpg

No início dos anos 20 do século passado, o Sporting tinha uma equipa muito competitiva, uma das mais fortes do nosso futebol, como se verificou na 1ª edição do Campeonato de Portugal, em 1921-22, que perdeu para o FC Porto no prolongamento de uma finalíssima épica disputada no Bessa. Nesta época os leões venceram o Campeonato de Lisboa.

Na época seguinte, em 1922-23, Augusto Sabbo, que jogava no râguebi leonino e admirava Herbert Chapman, foi convidado para treinador de futebol. Era conhecido por utilizar métodos inovadores que conjugavam as vertentes técnicas, tácticas e físicas. Tinha sido seleccionador nacional, mas os jogadores não aceitaram a dureza dos treinos.

Depois de ter terminado o Campeonato de Lisboa, que os leões conquistaram, as atenções concentraram-se na meia final do Campeonato de Portugal, um Sporting - FC Porto, que se jogaria em Coimbra em 17 de Junho de 1923. Logo foi considerada a final antecipada da competição, entre os vencedores dos campeonatos de Lisboa e do Porto.

A primeira parte foi equilibrada, mas o sportinguista João Francisco, que tanto jogava a médio como a avançado, inaugurou o marcador aos 24 minutos. Na segunda parte, Francisco Stromp marcou aos 66 e 81 minutos e selou o triunfo leonino por 3-0. Uma semana depois, na final disputada com a Académica em Faro, o Sporting ganhou por 3-0. 

Na fotografia, a equipa que derrotou o FC Porto na meia-final do Campeonato de Portugal, em Coimbra.

Em cima: Joaquim Ferreira, Cipriano dos Santos e Jorge Vieira;

No meio: José Leandro, Filipe dos Santos e Henrique Portela;

Em baixo: Torres Pereira, Jaime Gonçalves, Francisco Stromp, João Francisco e Emílio Ramos.

publicado às 14:30

Fotografia com história dentro (217)

Uma lição histórica

Leão Zargo, em 04.10.20

FCP SCP 1939-40.jpg

Em 1939-40 o Campeonato Nacional foi ganho pelo FC Porto, ficando o Sporting em 2º lugar. A fotografia refere-se ao clássico disputado no Campo da Constituição, para a 5ª jornada do Campeonato Nacional, perante 12 000 espectadores. As duas equipas estavam empatadas no topo da classificação, os portistas venceram o jogo por 4-2 e passaram para a liderança que mantiveram até ao final da prova. Na imagem, o guarda-redes Rosado parece agarrar a vitória da sua equipa. Nessa época o Sporting não conquistou nenhuma das competições em que participou.

Ficha de jogo:

Campeonato Nacional (5ª jornada)

FC Porto 4 - Sporting 2

Campo da Constituição (Porto), 18 de Fevereiro de 1940

Árbitro - Eduardo Augusto (Setúbal)

FC Porto - Rosado, Pereira, Guilhar, Anjos, Carlos Pereira, Baptista I, António Santos, Pinga, Kordnya, Gomes da Costa e Petrak

Treinador - Mihaly Siska

Sporting - Dores, Galvão, Álvaro Cardoso, Paciência, Gregório, Manuel Marques, Mourão, Armando Ferreira, Peyroteo, Soeiro e Cruz

Treinador - Joseph Szabo

Golos - Kordnya (35m, 44m e 75m), Armando Ferreira (47m), Petrak (56m) e Peyroteo (76m)

A época de 1939-40 encerra uma lição para o Sporting. O presidente Joaquim Oliveira Duarte pretendeu prescindir dos serviços de Joseph Szabo porque este não estaria a corresponder às expectativas da Direcção. Contratado em Março de 1937, ainda não tinha levado o Clube à conquista do título de campeão nacional. Para mais, com o treinador húngaro, a equipa tinha sido reforçada por grandes jogadores como Fernando Peyroteo, Álvaro Cardoso, Carlos Canário e Armando Ferreira, entre outros. No entanto, Peyroteo defendeu os métodos do Mister e convenceu o presidente a renovar o contrato com Szabo. Em boa hora, a época seguinte foi totalmente vitoriosa com a conquista do Campeonato Nacional, da Taça de Portugal e do Campeonato de Lisboa, constituindo o início de uma fase de hegemonia leonina no futebol português.

publicado às 13:00

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