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Fotografia com história dentro (135)

Leão Zargo, em 17.02.19

 

Bruno Fernandes Sporting - Villarreal.jpg

 

O tempo é um bem escasso

 

Trata-se de uma fotografia com história dentro da História centenária leonina. Talvez uma história com sessenta anos, pelo menos desde Dezembro de 1961 quando o jornal Sporting (nº 568) publicou um extenso artigo de Couto e Santos, redactor do Mundo Desportivo, com o título “Um Sporting campeão faz falta ao futebol português”.

 

Os sportinguistas que assistiram aos festejos dos títulos de campeão nacional em 1962 e 1966 recordam-se bem da intensidade emocional com que foram vividos. Ainda estava presente a memória do período mítico dos “cinco violinos” e muitos ainda os tinham visto jogar.

 

Pela sua profundidade e extensão, o que era meramente conjuntural adquiriu um carácter estruturante. No seu período hegemónico, entre 1940 e 1954, o Sporting foi nove vezes campeão nacional. Depois disso, até à actualidade, conseguiu o mesmo número de títulos de campeão. Sabemos como se chegou até aqui, como o Clube deixou de ser ganhador e a crença e o entusiasmo dos adeptos foram substituídos pela frustração e pelo desespero. Até a Formação perdeu brilho e capacidade de produzir talentos.

 

Bruno Fernandes caído e cercado por adversários simboliza o tempo que se vive. Frederico Varandas apresentou os seus conhecimentos sobre o futebol como uma séria mais valia. O problema é que o tempo se tornou num bem escasso.

 

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publicado às 13:00

 

Sporting Sub 23.jpg

 

Terminou a primeira fase da Liga Revelação.  Com a vitória em Braga na última jornada, o Sporting sub 23 ficou no 3º lugar da classificação, apurando-se para a fase Apuramento de Campeão na qual participarão os seis primeiros classificados (Rio Ave, Estoril Praia, Sporting, Desportivo de Aves, Benfica e SC Braga). Estes clubes jogam duas vezes entre si, transitando para a segunda fase com metade dos pontos obtidos na primeira.  Os leões abrem a segunda fase com a recepção ao Rio Ave, em 23 de Fevereiro, e na última jornada defrontam o Benfica.

 

A época da equipa leonina foi marcada por significativa instabilidade. José Lima substituiu Luís Martins por razões de saúde no final do mês de Julho e foi o treinador até à 14ª jornada. Depois, Tiago Fernandes sentou-se no banco em dois jogos, Francisco Barão num jogo e Alexandre Santos a partir da 18.ª jornada, em 18 de Dezembro.

 

Os leões obtiveram 15 vitórias, 4 empates e 7 derrotas, marcaram 47 golos e sofreram 29. Pedro Mendes é o melhor marcador com 10 golos. Foram utilizados 29 jogadores nas vinte e seis jornadas da primeira fase (incluindo Jatobá que foi convocado, mas não saiu do banco).

 

Dos jogadores que integram (ou integraram) o plantel sub 23, apenas três alinharam até agora na equipa principal: Miguel Luís participou em onze jogos (distribuídos pela Liga Portuguesa, Taça de Portugal, Taça da Liga e Liga Europa), Thierry Correia dois jogos (Liga Europa) e Bruno Paz um jogo (Liga Europa). No entanto, Luís Maximiano, Diogo Sousa, Abdu Conté, João Queirós, Daniel Bragança (emprestado ao Farense), Nuno Moreira, Paulinho, Elves Baldé (emprestado ao Paços de Ferreira), Pedro Mendes e Pedro Marques são (ou foram) assíduos nos treinos dirigidos por Marcel Keizer.

 

O número muito reduzido de estreias na equipa principal leonina pode decorrer da fraca competitividade da Liga Revelação, inferior ao que acontece na 2ª Liga. No caso do Sporting, a opção pela Liga Revelação conduziu ao fim da equipa B que permitia uma boa continuidade para os jovens provenientes dos juniores, como se pode verificar pelo número de jogadores que singrou no futebol profissional.

 

Na verdade, a nova Liga sub 23 parece responder essencialmente às necessidades dos clubes que não possuem equipas B. Por alguma razão, Benfica, FC Porto, Braga e Vitória de Guimarães continuam a competir na 2ª Liga. Os portistas não têm equipa sub 23. O presidente Frederico Varandas referiu recentemente que está a analisar a possibilidade do Sporting voltar a ter uma equipa B.

 

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publicado às 12:00

Fotografia com história dentro (134)

Leão Zargo, em 10.02.19

 

Petrovic no SportingMuseu.jpg

 

Memória e identidade

 

Trata-se de uma fotografia com uma história aparentemente singela e fortuita. Nela verifica-se que Radosav Petrović levou o pai a visitar o Museu Sporting e que ambos revelam particular interesse e admiração na observação da vitrina que guarda as oito supertaças Cândido de Oliveira. Petrović apresenta ainda vestígios da lesão sofrida na final da Taça da Liga.

 

O Museu está situado no Estádio José Alvalade e tem a finalidade de proporcionar aos visitantes um melhor conhecimento da História centenária do Sporting. O espaço museológico integra diversas áreas temáticas, desde a origem do Clube aos nossos dias, e é revelador do seu ecletismo desportivo. As lendas leoninas e os grandes treinadores merecem o devido destaque, para além de estarem expostos os milhares de troféus conquistados pelos atletas de verde e branco, e ainda bandeiras, equipamentos, jornais, documentos e fotografias, para além de objectos e registos diversos.

 

Depois do período hegemónico do Sporting na década de 1940 e na primeira metade de 1950, arrasta-se uma longa fase marcada por efémeras reestruturações do Clube, mais anunciadas do que realizadas. Nessa fase hegemónica os leões conquistaram nove títulos de campeão nacional, tantos quantos venceu depois até à actualidade. Um fracasso desportivo tão prolongado no tempo teve consequências no entusiasmo dos adeptos e faz recordar um breve diálogo descrito por Lewis Carroll, em Alice no País das Maravilhas: “Não se pode acreditar em coisas impossíveis, disse Alice. Isso é falta de hábito, disse a Rainha.”

 

Apesar de provavelmente terem um vínculo breve ao Sporting, Radosav Petrović e o seu pai visitaram um Museu que constitui o espaço depositário da memória do nosso Clube, essencial para a sua sobrevivência enquanto grande e original instituição do desporto português. A defesa da identidade leonina deve constituir o elemento aglutinador e mobilizador de todos os adeptos. Que os sportinguistas conheçam, valorizem e divulguem o seu Museu.

 

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publicado às 13:30

Fotografia com história dentro (133)

Leão Zargo, em 03.02.19

 

Sporting 2018-19.jpg

 

Hoje há dérbi

 

Um Sporting - Benfica é um encadeamento de histórias, e de muitas histórias dentro de outras histórias, numa narrativa intemporal e permanente. Em cada dérbi encontram-se os ingredientes principais da arte dramática, sendo que o relvado é o próprio palco, o treinador faz de director de cena e os jogadores são os actores. O público, esse, só pode ser o coro tal como numa peça de teatro grega.

 

Esta conversa vem a propósito do dérbi de hoje à tarde, que, de repente, para o Sporting tornou-se no jogo mais importante da época. Não por ser o próximo jogo, mas pela envolvência que, entretanto, se gerou. A conquista com laivos épicos da Taça da Liga já lá vai, o “Keizerball” agora parece distante no tempo, a equipa leonina perdeu dinâmica e vitalidade, os árbitros estão condicionados, mas hoje temos de vencer para nos mantermos “vivos” no campeonato da Liga, mesmo que o título seja uma miragem impossível.

 

O desporto-rei ficou prisioneiro de manobras de bastidores, no entanto o Sporting é um dos fundadores do futebol português enquanto grande fenómeno social e cultural de massas. O futuro do Clube constitui a grande finalidade dos seus adeptos. Sabemos que o passado é grandioso, mas temos de passar ao futuro. Trata-se de dar continuidade à gloriosa História sportinguista. Também por essa razão, o jogo de hoje tornou-se o mais importante da época.

 

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publicado às 13:17

Abdu Conté

Leão Zargo, em 30.01.19

 

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O treinador Marcel Keizer convocou o defesa esquerdo Abdu Conté para o jogo de hoje no Bonfim. Antes, sentou-se no banco no jogo com o Vorskla Poltava em Alvalade, na última jornada da fase de grupos da Liga Europa. Desde José Peseiro que é presença frequente nos treinos do plantel principal.

 

Nasceu em 1998, está no Sporting desde 2011 e esta época participou em dezasseis jogos da Liga Revelação (sub 23). Em 2017-18 foi utilizado em seis jogos dos juniores A e em vinte e quatro jogos da 2ª Liga (Sporting B). É internacional nos escalões sub 17, sub 18, sub 19 e sub 20 e um dos capitães da equipa sub 23.

 

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publicado às 18:00

Fotografia com história dentro (132)

Leão Zargo, em 26.01.19

 

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A final do Campeonato de Portugal (1936-37)

 

Sporting e FC Porto disputam hoje a final da Taça da Liga. Leões e dragões são velhos conhecidos do futebol português, e se um clássico é um clássico, uma final é uma final. Trata-se de uma verdade de La Palisse que fica sempre bem reafirmar nestas ocasiões.

 

Na final de hoje, para além da equipa de arbitragem, do quarto árbitro e dos árbitros de baliza, haverá dois vídeo-árbitros. Um fartote, sem dúvida, nada vai escapar e de certeza que não existirá ponta de polémica no final do jogo. Uma coisa assim teria dado muito jeito na final do Campeonato de Portugal disputada entre os dois clubes em 4 de Julho de 1937. É que houve polémica grossa por causa de um penálti no mínimo muito estranho.

 

Decorria a segunda parte do jogo, o FC Porto vencia por 2-1, o Sporting liderado por Mourão, Soeiro, João Cruz e Pireza pressionava a baliza de Soares dos Reis e o jogo quase que não saía do meio-campo adversário. Num lance fortuito na grande área verde e branca, um avançado portista jogou a bola com a mão e ouviu-se uma apitadela estridente. O leão Jurado com a pressa agarrou a bola para marcar de imediato o livre, mas o árbitro apontou para penálti. Mão intencional do avançado, disseram os sportinguistas. Nada disso, considerou Santos Palma, garantindo que não tinha apitado falta azul e branca e que o som teria vindo dos espectadores. O brasileiro Vianinha encarregou-se da marcação da grande penalidade e colocou o Porto a vencer por 3-1.

 

Pireza ainda reduziu para 3-2, mas o destino estava traçado, Joseph Szabo perdeu a primeira final como treinador do Sporting e ficou a polémica a propósito de um penálti demasiado excêntrico. Algum tempo depois, o árbitro reconheceria o erro e o Sporting protestou, mas já era tarde demais. Curiosamente, um futuro craque de categoria excepcional e que tinha chegado pouco dias antes de Angola assistiu na bancada às peripécias do desafio, Fernando Peyroteo, de seu nome. Os adeptos sportinguistas, esses, saíram do Campo do Arnado vergados ao peso de uma derrota que todos consideraram ser de grande injustiça. Coração sofre!

 

Ficha de Jogo:

 

Final do Campeonato de Portugal, 1936-37

FC Porto 3 - Sporting 2

Coimbra (Campo do Arnado), 4 de Julho de 1937

Árbitro - Santos Palma (Santarém)

 

Sporting - Azevedo, Jurado, Galvão, Rui Araújo, Aníbal Paciência, Manuel Marques (Manecas), Mourão, Soeiro, Pireza, Heitor e João Cruz

 

Treinador - Joseph Szabo

 

Marcadores - Heitor (32m) e Pireza (80m)

 

FC Porto - Soares dos Reis, Ernesto, Manuel dos Anjos, Vianinha, Pocas, Reboredo, Carlos Nunes, Artur de Sousa, António Santos, Pinga e Lopes Carneiro

 

Treinador - François Gutkas

 

Marcadores - Lopes Carneiro (8m), Carlos Nunes (60m) e Vianinha (76m)

 

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publicado às 10:04

 

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O Sporting Sub 23 recebeu em Alcochete o Belenenses SAD e venceu por 2-1. Um triunfo justo, indiscutível, mas que pecou por escasso. Paulinho aos 88 minutos, sozinho em frente ao guarda-redes azul, e Pedro Marques, no minuto seguinte, com uma excelente impulsão e de cabeça, podiam ter dado maior justiça ao resultado final. Depois de duas derrotas consecutivas (Rio Ave e Estoril Praia) foi saboroso o regresso às vitórias.

 

No Sporting destacaram-se João Queirós, que tem sido utilizado nos treinos do plantel principal como alternativa a Mathieu, esteve muito seguro no centro da defesa, Thierry Correia muito eficaz no corredor lateral direito e marcou o golo da vitória, Bruno Paz a organizar o jogo no meio campo e Pedro Mendes que conseguiu o seu sétimo golo e é o melhor marcador da equipa. Bubacar Djaló, que não tem alinhado por dificuldades na renovação do contrato, entrou aos 84 minutos.

 

Com esta vitória, o Sporting fica com 43 pontos e alcança o Benfica (menos um jogo) e o Rio Ave no primeiro lugar da classificação. A disputa pelos seis lugares que dão acesso à disputa do título de campeão da Liga Revelação permanece acesa. Considerando que o Benfica tem um jogo a menos, entre o primeiro classificado e o sétimo classificado há apenas cinco pontos de diferença. Na próxima jornada, em 29 de Janeiro, o Sporting desloca-se ao Funchal para defrontar o Marítimo.  

 

Ficha de jogo:


Liga Revelação - 23.ª jornada - 22. 01. 2019

Sporting 2 - Belenenses SAD 1

Estádio Aurélio Pereira, Alcochete

Árbitro: Eduardo Ribeiro

 

Sporting: Luís Maximiano, Thierry Correia, João Silva, João Queirós, Pedro Empis (Bubacar Djaló, 84'), Abdu Conté, Bruno Paz (cap.), Tomás Silva, Marco Túlio (Dimitar Mitrovski, 72') e Pedro Mendes (Pedro Marques, 84') e Paulinho (Mees de Wit, 90')

 

Treinador: Alexandre Santos

 

Belenenses SAD: Guilherme Oliveira, Gonçalo Tavares (cap.), Sphephelo Sithole (Gonçalo Agrelos, 46'), Douglas Aurélio (João Louro, 80'), Tomás Ribeiro, Danny Henriques, Luca van der Gaag, João Rodrigues, Robinho, Adélcio Varela (Tiago Alves, 80') e Kikas (Francisco Teixeira, 73')

 

Treinador: Neca


Marcadores: 1-0 Pedro Mendes (18'), 1-1 Douglas Aurélio (48') e 2-1 Thierry Correia (55')

 

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publicado às 17:47

Fotografia com história dentro (131)

Leão Zargo, em 20.01.19

 

Boavista - Sporting 2005-06 1º golo de Nani.jpg

 

Nani, 101 jogos na 1ª Liga de leão ao peito

 

Luís Carlos da Cunha, mais conhecido por Nani, alcançou no último Sporting - FC Porto uma marca relevante como futebolista ao participar no centésimo jogo da Liga portuguesa. Considerando o Sporting - Moreirense de ontem disputou 101 jogos na 1ª Liga. O facto de o ter feito sempre de leão ao peito torna esta marca muito especial, particularmente para os sportinguistas. É o único jogador do actual plantel leonino com uma centena de jogos no escalão principal. Vestiu 137 vezes a camisola verde e branca e marcou 33 golos.

 

Nani começou a jogar futebol no Real Sport Clube, em Massamá, e chegou ao Sporting em 2003, com dezasseis anos de idade. Foi promovido à equipa principal na época 2005-2006, com o treinador José Peseiro. Teve a primeira presença em 25 de Julho de 2005 num Sporting - West Bromwich, para o Troféu Albufeira, quando substituiu Douala aos 66 minutos. Esteve no jogo de apresentação Sporting - Sampdoria, em 3 de Agosto de 2005, entrando aos 87 minutos para o lugar de Liedson. Estreou-se oficialmente com a Udinese, para a 3ª pré-eliminatória de acesso à Liga dos Campeões, ao substituir Custódio aos 72 minutos. Estreou-se na 1ª Liga no jogo Marítimo - Sporting, em 28 de Agosto de 2005, substituindo Deivid aos 76 minutos. Foi titular pela primeira vez num Gil Vicente - Sporting, em 23 de Outubro de 2005. Marcou o seu primeiro golo no Boavista - Sporting, em 30 de Outubro de 2005 (dados da Wiki Sporting).

 

Nani é um jogador completo, muito tecnicista, bastante combativo e com uma visão de jogo notável. Dinâmico e flexível, com uma agressividade adequada, desempenha com eficácia tarefas defensivas e de transição de jogo pois possui elevada cultura táctica. Destaca-se pela forma como recupera a bola e consegue criar situações de apoio e de construção ou opta por diagonais em slalom, sempre sereno e seguro como se tudo aquilo fosse a coisa mais natural do mundo. Possui um remate forte e bem colocado a meia distância. É o capitão da equipa.

 

Na fotografia, Nani quando marcou o seu primeiro golo na equipa principal do Sporting em 30 de Outubro de 2005.

 

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publicado às 12:47

A triste balada de um jogo perdido

Leão Zargo, em 15.01.19

 

Estoril Praia - Sporting Sub 23.png

 

O Sporting Sub 23 defrontou hoje o Estoril Praia no campo do Sport União Sintrense. Os estorilistas venceram por 1-0, com um golo marcado por João Cardoso aos 82 minutos. Os leões jogaram em inferioridade numérica desde os 19 minutos por Nuno Moreira ter sido expulso com o cartão vermelho. Antes do jogo se iniciar havia grande expectativa pois ambas as equipas disputam os primeiros lugares da Liga Revelação.

 

Depois de quatro vitórias consecutivas, a equipa leonina foi derrotada pela segunda vez. Com este resultado, o Sporting continua com 40 pontos e está classificado no 3º lugar, com os mesmos pontos do segundo, o Rio Ave. Na próxima jornada, em 22 de Janeiro, o Sporting recebe o Belenenses SAD na Academia de Alcochete.

 

 

Ficha de jogo:

 

Liga Revelação - 22.ª jornada - 15. 01. 2019

Estoril Praia 1 – Sporting 0

Campo Sport União Sintrense

Árbitro: Hélder Carvalho

 

Estoril: Igor, Tiago Melo (Klismahn, 46'), Kadú, Cícero, Bruno Almeida (Albino, 46'), Fábio Martins, Basso (cap.), Furlan (Matheus, 59'), Roberto, Toti e André Franco (João Cardoso, 71')

 

Treinador: Rui Santos

 

Sporting: Luís Maximiano, Pedro Mendes (Pedro Marques, 71'), Nuno Moreira, Kiki Kouyate, João Silva, Pedro Empis, Bruno Paz (cap.), Tomás Silva, Dimitar Mitrovski (Mees de Wit, 64'), Marco Túlio (João Oliveira, 80') e Thierry Correia

 

Treinador: Alexandre Santos

 

Marcador: 1-0 João Cardoso (82')

 

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publicado às 19:45

Fotografia com história dentro (130)

Leão Zargo, em 12.01.19

 

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Memória e confiança

 

O clássico Sporting - FC Porto é um dos mais desejados pelos adeptos do futebol. Trata-se de uma rivalidade antiga que se iniciou em 4 de Junho de 1922 quando os dois clubes se defrontaram na 1ª mão da final do Campeonato de Portugal. Nessa altura constituía como que um confronto entre o sul e o norte de Portugal tal era a superioridade de cada uma das equipas na sua região.

 

Leões e portistas defrontaram-se por quatro vezes na final das cinco primeiras edições do Campeonato de Portugal, com duas vitórias para cada lado. O filme “O Leão da Estrela”, de Arthur Duarte, é bem revelador do imaginário dos portugueses na década de 1940.

 

Desde 1922 já se disputaram 230 desafios entre os dois clubes, com 82 vitórias do Sporting, 83 do FC Porto, 65 empates, 329 golos leoninos e 306 golos portistas. Para os leões, no clássico de hoje, a memória e a confiança caminham a par.

 

Aos jogadores sportinguistas exige-se que sejam verticais e inteiros perante a força do adversário e as peripécias do jogo. Que em todos os momentos sejam rigorosos e audazes. Que não vacilem. Que a nossa baliza seja uma fortaleza. Que os deuses os inspirem. Que uma centelha os conduza nos caminhos da grande área adversária. Que sejam magia e arte pura. Que nos fascinem e nos consolem. Que sejam mesmo leões.

 

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publicado às 12:35

Fotografia com história dentro (129)

Leão Zargo, em 06.01.19

 

Manuel Oliveira SCP.jpg

 

Manuel Oliveira, jogador do Sporting

 

Manuel Oliveira (n. 1932, f. 2017), como toda a rapaziada da sua geração dos anos 40 do século passado, cresceu inventando jogos de futebol e dando uns chutos numa bola nos terrenos baldios da sua terra, o Pinhal Novo. Destacou-se muito cedo pelo jeito e pela velocidade com que jogava na posição de extremo direito. Num jogo de juniores entre o Pinhalnovense e uma equipa do Sporting, em 1949, marcou os dois golos na vitória por 2-0 e impressionou de tal forma que o treinador Fernando Vaz o convidou para ir prestar provas ao Lumiar.

 

Manuel Oliveira prestou provas e ficou no Sporting. Jogou nos juniores, nas reservas e na equipa principal. Começou a extremo direito, também alinhou a interior direito, depois passou a médio, foi apontado como o sucessor de Jesus Correia, comparado a Carlos Canário, mas nunca se conseguiu impor. Fez a estreia num jogo com o Barreirense, na Festa de Homenagem a Armando Ferreira, em 25 de Outubro de 1951, mas ficou o resto da época nas reservas.

 

Em 1952-53 integrou o plantel principal e estreou-se oficialmente em Évora, numa partida com o Lusitano para a 6ª jornada do Campeonato Nacional. Voltou a ser titular com o Vitória de Guimarães e o Boavista. No jogo com os boavisteiros marcou o seu único golo com a camisola leonina. Pela participação nestes jogos foi campeão nacional em 1952-53. Nas duas épocas seguintes regressou à equipa de reservas. Em 1955-56, com o treinador Alejandro Scopelli, alinhou nas duas primeiras jornadas com a CUF e o Torreense, mas saiu da equipa e não voltou a ser titular. Foram os seus últimos jogos como leão.

 

Depois, Manuel Oliveira jogou no Atlético e na CUF, onde em 1962-63 foi convidado para substituir o técnico Anselmo Pisa. Esteve no activo até 1991, em inúmeros clubes, sendo o segundo treinador com mais jogos na 1.ª divisão portuguesa (617). Só Fernando Vaz (626) é que orientou mais do que ele, e pertence a um grupo restrito que marcou o futebol português no que refere à concepção do modelo de jogo. Sempre se orgulhou de ter vestido a camisola do Sporting e só lamentou que o convite para técnico leonino feito em 1967 não se tivesse concretizado.

 

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publicado às 13:21

Sporting Sub 23 - um breve balanço

Leão Zargo, em 02.01.19

 

SCP - SLB 2018-19 Sub 23.jpg

 

O Sporting Sub 23 está em 2º lugar na classificação da Liga Revelação a dois pontos do líder, o Benfica. A competição vai na 19ª jornada da primeira fase, num total de vinte e seis jornadas.

 

Os leões obtiveram 11 vitórias, 4 empates e 4 derrotas, marcaram 38 golos e sofreram 22 golos. A última derrota aconteceu frente ao Estoril Praia (0-1) na 9ª jornada, em 6 de Outubro, e desde então verificaram-se 7 vitórias e 3 empates. Esta sequência de resultados permitiu a aproximação da liderança.  Os seis primeiros classificados disputam uma segunda fase que determinará o campeão.

 

A equipa leonina sub 23 foi confrontada com grande instabilidade desde o início da época no que refere à orientação técnica. José Lima substituiu Luís Martins por razões de saúde no final do mês de Julho e foi o treinador até à 14ª jornada (sete vitórias, três empates e quatro derrotas). Depois, Tiago Fernandes sentou-se no banco em dois jogos (uma vitória e um empate), Francisco Barão num jogo (vitória) e Alexandre Santos nas duas últimas partidas (duas vitórias). O Sporting estava em 6º lugar, a sete pontos do primeiro, quando José Lima saiu.

 

Foram utilizados vinte e nove jogadores nas dezanove jornadas da Liga Revelação (dois não saíram do banco):

 

Guarda-redes

 

Diogo Sousa - 9 jogos 2º ano

Luís Maximiano - 5 jogos 1º ano

Vladimir Stojković - 5 jogos 4º ano

 

Defesas

 

Thierry Correia - 12 jogos 1º ano

João Oliveira - 10 jogos 1º ano

Euclides Cabral - 1 jogo 1º ano

Kiki Kouyaté - 15 jogos 3º ano

João Queirós - 9 jogos 2º ano

João Silva - 10 jogos 1 golo 1º ano

Tiago Djaló - 7 jogos júnior

Pedro Empis - 8 jogos 3º ano

Abdu Conté - 13 jogos 2º ano

João Ricciulli - ainda não jogou 2º ano

 

Médios

 

Bruno Paz - 13 jogos 2º ano

Daniel Bragança - 18 jogos 4 golos 1º ano

Bubacar Djaló - 2 jogos 2º ano

Tomás Silva - 18 jogos 1 golo 1º ano

Nuno Moreira - 12 jogos 3 golos 1º ano

Miguel Luís - 4 jogos 1 golo 1º ano

Paulinho Lucas - 16 jogos 1 golo 3º ano

Carlos Jatobá - ainda não jogou 5º ano

 

Avançados

 

Dimitar Mitrovski - 17 jogos 5 golos 1º ano

Marco Túlio - 12 jogos 3 golos 2º ano

Mees de Wit - 11 jogos 2º ano

Elves Baldé - 16 jogos 5 golos 1º ano

Diogo Brás - 2 jogos júnior

Pedro Mendes - 15 jogos 5 golos 1º ano

Pedro Marques - 12 jogos 3 golos 2º ano

Leonardo Ruiz - 1 jogo 3 golos 4º ano

 

*** (Dados da Wiki Sporting)

 

Miguel Luís e Thierry Correia foram integrados no plantel principal. De certa forma, passa-se o mesmo com Luís Maximiano e Diogo Sousa, enquanto que Abdu Conté, Bruno Paz, João Queirós, Daniel Bragança, Paulinho, Nuno Moreira, Tiago Djaló e Pedro Marques têm treinado com a primeira equipa. Leonardo Ruiz foi emprestado ao Zorya (Ucrânia), logo em Agosto, e Elves Baldé ao Paços de Ferreira, recentemente.

 

A equipa leonina atravessa a melhor fase da época. Consolidou processos e filosofia de jogo, o equilíbrio na defesa tornou mais difícil que sofra golos e possibilitou um futebol rápido envolvendo sempre vários jogadores no processo ofensivo em saídas de trás que procuram avançar de forma apoiada. Nos últimos cinco jogos alcançou quatro vitórias, marcou dez golos e sofreu o único golo no empate com o Benfica no Seixal.

 

Os guarda-redes Diogo Sousa e Maximiano revelam grande qualidade. Os defesas laterais (Thierry, João Oliveira, Empis e Conté) avançam muito no terreno, trocando de posição com os alas. Centrais rápidos (Kiki, Queirós e João Silva) permitem um posicionamento mais adiantado no terreno, médios tecnicistas (Bragança, Bruno Paz, Tomás Silva, Nuno Moreira e Paulinho Lucas) e médios ofensivos (Mitrovski e Túlio) favorecem saídas bem definidas em transição para uma linha avançada onde se destacam um nº 9 clássico (Pedro Mendes), um avançado de grande mobilidade (Pedro Marques) e um extremo (de Wit).

 

Fica então a faltar Elves Baldé que foi emprestado ao Paços de Ferreira e que poderá ser insubstituível pela velocidade e capacidade para desequilibrar no um para um. Hoje foi anunciada a chegada por empréstimo de extremo David Wang. O Sporting Sub 23 desloca-se a Portimão no dia 5 de Janeiro.

 

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publicado às 12:59

Fotografia com história dentro (128)

Leão Zargo, em 30.12.18

 

Montijo 0 Sporting 0 1972-73.jpg

 

A agressão a Damas no Montijo

 

Mal tinha começado e já a época de 1972-73 estava complicada para Vítor Damas. Em Setembro, o Sporting ficou pelo caminho logo na 1ª eliminatória da Taça das Taças com uma pesadíssima derrota em Road Park (6-1) infligida pelos escoceses do Hibernian e o treinador Ronnie Allen não hesitou em atribuir as culpas ao guardião sportinguista. Mais alguns dias e os leões foram goleados na Luz por 4-1. Duas semanas depois o Sporting empatou (0-0) com o Montijo no Campo Luís Almeida Fidalgo. No final deste jogo, Damas foi agredido por adeptos do clube da casa, ficando com o rosto coberto de sangue.

 

A fotografia refere-se a esse desafio no Montijo, em 22 de Outubro de 1972, e mostra a proximidade dos espectadores. Vítor Damas tinha nervos de aço no confronto com os adversários, mas por vezes era intempestivo na resposta a abusos e ofensas. Foi o que se passou nesse dia em que ele foi enxovalhado por indivíduos posicionados atrás da baliza. Quando lhes pediu explicações, foi brutalmente agredido. Por vezes um jogo de futebol chega a parecer uma tragédia grega e o guarda-redes é salvador ou demónio, pois mais do que qualquer outro jogador personifica a ambição ou a frustração dos adeptos.

 

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publicado às 13:07

Fotografia com história dentro (127)

Leão Zargo, em 23.12.18

 

Portugal 2 Espanha 2 Salésias 1941 Pedro Pireza.j

 

O azar de Pedro Pireza

 

Com o início da 2ª Guerra Mundial verificou-se a interrupção das grandes competições internacionais de futebol de selecções nacionais ou de clubes. Alguns países e clubes realizaram desafios amigáveis entre si procurando manter o nível competitivo dos atletas. As federações de Portugal e de Espanha, com alguma frequência, combinaram jogos de futebol entre as respectivas selecções. Normalmente, disputaram-se nas Salésias, ou no Jamor depois da sua inauguração em 1944.

 

As duas selecções nacionais encontraram-se nas Salésias em 1941, perante 25 000 espectadores. A partida foi rijamente disputada, com muita chuva e lama, e terminou empatada (2-2). Fernando Peyroteo marcou dois golos e foi a figura do jogo. O pior aconteceu ao avançado sportinguista Pedro Pireza que saiu lesionado num braço aos 42 minutos. Na fotografia, o sportinguista sai do campo amparado pelo massagista Manuel Marques, vendo-se a multidão no Estádio e o casario da Rua dos Quartéis.

 

 

Ficha de jogo:

 

Portugal 2 - Espanha 2 (amigável)

Estádio das Salésias, 11 de Janeiro de 1941

Árbitro: Rinaldo Barlassina (Itália)

 

Portugal: Azevedo, José Simões (Álvaro Cardoso, 28m), Mariano Amaro, Guilhar, Carlos Pereira, Francisco Ferreira, Adolfo Mourão (cap.), Pinga, Peyroteo, Pedro Pireza (Armando Ferreira, 42m) e João Cruz

 

Seleccionador: Cândido de Oliveira

 

Espanha: Peréz (Etxebarria, 38m), Oceja, Mieza, Ramon Gabilondo, Rovira, Ipiña, Campos, Gabriel Jorge (Escolá, 46m), Guillermo Girostiza (cap.), Epi e Campanal

 

Seleccionador: (desconhecido)

 

Golos: Campanal (9m), Peyroteo (47m e 72m) e Escolá (50m)

 

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publicado às 12:50

Sapos do Ano 2018

Leão Zargo, em 19.12.18

 

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Os Sapos do Ano foram finalmente anunciados. Tratou-se de um concurso organizado pela Magda L. Pais e o David Marinho para o qual foram nomeados apenas blogues que não têm patrocínios nem estão ligados a plataformas ou empresas. O Camarote Leonino foi um dos cinco blogues finalistas na categoria de Desporto.

 

O blogue Geração Benfica foi o vencedor na categoria Desporto. Endereçamos os parabéns ao blogue benfiquista pois recebeu o maior número de votos. Mas, temos de sublinhar que habitualmente este blogue não aparece no top-10 dos mais comentados no Sapo. É como no futebol, quem joga melhor nem sempre ganha.

 

O Camarote Leonino agradece aos seus leitores que lhe confiaram o voto. Uma coisa é certa, continuaremos livres e independentes na divulgação do Sporting Clube Portugal e da sua actividade e na defesa dos seus legítimos interesses.

 

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publicado às 13:24

Jogar bem, vencer melhor

Leão Zargo, em 18.12.18

 

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O Sporting Sub 23 deslocou-se a Guimarães e venceu o Vitória por 2-0 em partida da 18.ª jornada da Liga Revelação. Foi a primeira vez que o treinador Alexandre Santos orientou a equipa leonina.

 

O jogo foi sempre muito disputado e Daniel Bragança esteve em grande destaque. O médio e capitão sportinguista marcou os dois golos do desafio aos 59 e 76 minutos e garantiu o triunfo. Daniel Bragança é um número "10" à antiga com grande relevância na manobra da equipa.

 

Trata-se de um resultado importante pois permitiu aos leões ascenderem ao 4º lugar da classificação e consolidar a sua posição entre os seis primeiros que disputarão o título de campeão da Liga Revelação. Na próxima jornada, em 22 de Dezembro, o Sporting recebe o Cova da Piedade em Alcochete.

 

 

Ficha de jogo:

 

Liga Revelação – 18.ª jornada – 18.12. 2018

V. Guimarães 0 - Sporting 2
Estádio Gémeos Castro
Árbitro: Nélson Cunha

 

V. Guimarães: Tiago Silva, Quattara, Denis Martins, Bruno Rafael (cap.), Moura, Handel, Elias (Leo, 83'), Reisinho (João Bruno, 64'), Bence, André Almeida (Esteves, 74') e Valentin (Sala, 74')

Treinador: Luís Castro

Sporting: Maximiano, Paulinho, Kiki, Empis, Pedro Marques (Pedro Mendes, 46'), Daniel Bragança (cap.), Bruno Paz (João Silva, 88'), Tomás Silva (Dimitar, 74'), Elves Baldé (Mees, 65'), Thierry e João Queirós

Treinador: Alexandre Santos

Golos: 0-1 Daniel Bragança (59') e 0-2 Daniel Bragança (76')

 

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publicado às 17:45

Fotografia com história dentro (126)

Leão Zargo, em 16.12.18

 

Albano Narciso Pereira.jpg

 

Albano Narciso Pereira

 

Na galeria dos grandes jogadores do Sporting, Albano Narciso Pereira é um dos símbolos aglutinadores das diferentes gerações de adeptos leoninos e ocupa um lugar de destaque na narrativa histórica sobre as glórias passadas do Clube. O seu currículo é significativo. Por ter integrado a mítica linha avançada dos “Cinco Violinos”, mas também pelo número de jogos com a camisola sportinguista, os golos que marcou, os títulos que conquistou e os admiráveis feitos desportivos. E pelo seu indesmentível fair-play e a paixão com que se entregou ao futebol.

 

Franzino e tecnicista, rápido e criativo, com um drible curto, mas imprevisível, Albano foi um extremo-esquerdo que possuía uma percepção do jogo feita de génio e de versatilidade. Realizava cruzamentos para a grande área adversária com régua e esquadro, como fazia com mestria e em velocidade o transporte da bola para efectuar um remate repentino e colocado à baliza. Para muitos, ele era o mais talentoso dos “Violinos”. Fernando Peyroteo fez-lhe um elogio invulgar: “Nada fazia em força, mas em jeito. Tudo era feito de uma maneira leve e suave.”

 

Albano vestiu a camisola verde e branca entre 1943 e 1957, participou em 334 jogos oficiais e marcou 160 golos (Wiki Sporting). Conquistou oito vezes o título de Campeão Nacional, quatro vezes a Taça de Portugal e três vezes o Campeonato de Lisboa, para além da Taça Império e da Taça O Século. Foi internacional em 15 jogos. Despediu-se do futebol em 29 de Junho de 1957, sendo distinguido em 1998 com o Prémio Stromp na categoria Saudade.

 

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publicado às 13:00

Vitória difícil, mas muito saborosa

Leão Zargo, em 11.12.18

 

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Sporting e Académica defrontaram-se hoje em Alcochete para a 17ª jornada da Liga Revelação Sub 23. Os leões venceram por 2-0 apesar de se apresentarem desfalcados de Diogo Sousa, Bruno Paz e Thierry Correia chamados por Marcel Keizer ao treino da equipa principal. Com a saída de Tiago Fernandes, o adjunto Francisco Barão sentou-se no banco. Alguma imprensa refere Litos como sendo o próximo treinador.

 

Os leões foram superiores desde a fase inicial do jogo, mas os golos apenas surgiram na segunda parte por João Silva (79 minutos) e Dimitar Mitrovski (83 minutos). O Sporting não perdeu com os seus adversários nos últimos oito encontros, contando com quatro vitórias e quatro empates.

 

Com este triunfo, o Sporting ascendeu ao 6º lugar da classificação, com 29 pontos, ficando a aguardar o desfecho do jogo do Vitória de Guimarães que tem menos dois pontos. Os seis primeiros classificados disputam a segunda fase que define o campeão da Liga Revelação. Na próxima jornada, em 18 de Dezembro, a equipa leonina desloca-se a Guimarães para defrontar o Vitória local.

 

 

Ficha de jogo:

 

Liga Revelação - 17.ª jornada (11.12.2018)

Sporting CP 2 Académica Coimbra 0

CGD Stadium Aurélio Pereira, Alcochete
Árbitro: Hélder Carvalho

Sporting: Luís Maximiano, Paulinho, Tiago Djaló (João Oliveira, 55'), João Silva, Empis, Daniel Bragança (cap.), Abdu Conté, Tomás Silva (Nuno Moreira, 87'), Elves Baldé (Pedro Mendes, 87'), Túlio (Dimitar Mitrovski, 76') e Queirós

 

Treinador: Francisco Barão

Académica: Neiva, João Simões, Esgueirão, Rui Rua, Rafa Tavares, Samir (Dani, 80'), Teles (Veiga, 83'), Paulo Matos (Pedro Pinto, 83'), Diogo Ribeiro (cap.) (Nuno André, 76'), Lagoa e Vilela

 

Treinador: Dário Monteiro

Marcadores: 1-0 João Silva (78'), 2-0 Dimitar (83')

 

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publicado às 17:28

Fotografia com história dentro (125)

Leão Zargo, em 09.12.18

 

SCP 1952 Taça do Rio.jpg

 

O Sporting na “Taça do Rio” (1952)

 

Na fotografia, a equipa do Sporting que defrontou o Fluminense no Maracanã em 13 de Julho de 1952. Estes dois clubes, para além do Grasshoppers e do Peñarol, integraram o mesmo Grupo da “Taça do Rio”, prova para que o Sporting foi convidado na condição de campeão nacional de Portugal em 1951-52. Também participaram o FC Saarbrücken, o Áustria Viena, o Corinthians (campeão do Estado de São Paulo) e o Libertad do Paraguai.

 

A “Taça do Rio” foi uma competição internacional de futebol disputada em 1951 e 1952 no Brasil. Tratou-se da primeira prova do género com abrangência intercontinental, com clubes campeões nacionais da América do Sul e da Europa, e é considerada pioneira do Mundial de clubes. Por essa razão, foi designada oficialmente como “Torneio Internacional dos Clubes Campeões” e os jornais chamaram-lhe “Torneio Mundial dos Campeões”. Terá sido sugerida por Jules Rimet e Stanley Rous, então o presidente e o vice-presidente da FIFA, à Confederação Brasileira de Desportos. Os jogos tiveram a presença de árbitros internacionais, bola exclusiva do torneio e uma grande cobertura pela imprensa desportiva europeia e sul-americana.

 

O Fluminense-Sporting terminou empatado (0-0). Assistiram 73.915 espectadores. Nos restantes jogos, os leões venceram o Grasshoppers (2-1) e perderam com o Peñarol (1-3). Como Caldeira se lesionou antes da viagem para o Brasil, a equipa leonina foi reforçada pelo portista Ângelo Carvalho.

 

Ficha de jogo:

 

“Taça do Rio” 1952

Fluminense 0 - Sporting 0 

Rio de Janeiro, Maracanã, 13 de Julho de 1952

Árbitro - Eugen Dinger (Alemanha)

 

Fluminense – Castilho, Píndaro, Pinheiro, Jair, Édson, Bigode, Telê, Didi, Orlando Pingo de Ouro (Róbson), Carlyle (Marinho) e Quincas

 

Treinador - Zezé Moreira

 

Sporting - Carlos Gomes, Ângelo Carvalho, Joaquim Pacheco, Armando Barros, Passos, Juca, Jesus Correia, Vasques, João Martins, Travassos e Albano

 

Treinador - Álvaro Cardoso

 

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publicado às 12:51

Fotografia com história dentro (124)

Leão Zargo, em 02.12.18

 

SCP Taça de Portugal 1962-63.jpg

 

Um “brasileiro” na selecção portuguesa

 

O brasileiro Lúcio Soares representou o Sporting entre 1959 e 1964, tendo participado em 103 jogos oficiais (ou 111 conforme as fontes) e marcado 35 golos. Jogou a defesa central, ou na nova posição de quarto-defesa, e possuía um pontapé fortíssimo. Chamaram-lhe o “pé de canhão”. Conquistou o Campeonato Nacional (1962), a Taça de Portugal (1963) e a Taça das Taças (1964). Apesar de ser relativamente baixo, ganhava bolas de cabeça aos avançados adversários. É o defesa mais goleador da história leonina.

 

Lúcio e ainda o sul-africano David Julius, que também jogou no Sporting, naturalizaram-se portugueses e foram os primeiros estrangeiros a jogar pela Selecção Nacional. O pai de Lúcio era natural de Fafe. Foi cinco vezes internacional, estreando-se em Ludwigshafen, na República Federal Alemã, em 27 de Abril de 1960.

 

O próprio jogador descreveu o sentimento quando recebeu a convocatória de José Maria Antunes (seleccionador) e Béla Guttmann (treinador) para esse jogo na Alemanha: “Nem me pergunte se isso me dá prazer. Estou feliz e honrado, mas sei que não sou o único. Lá longe, numa casinha em Niterói onde deixei parte do meu coração, um homem e uma mulher devem ter chorado de alegria e de orgulho quando souberam que o filho tinha sido chamado para defender as cores de Portugal. Nasci no Brasil, sim, mas sou português de direito e de sangue. Sabe, é que eu não sou estrangeiro, não.”

 

Na fotografia, jogadores do Sporting com a Taça de Portugal de 1962-63. Reconhecem-se David Julius, Pérides, Lúcio, Hilário e João Morais.

 

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publicado às 13:25

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Taça das Taças 1963-64



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