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Fotografia com história dentro (181)

A estreia internacional do Sporting

Leão Zargo, em 19.01.20

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A 27 de Agosto de 1910 realizou-se o primeiro jogo internacional de uma equipa leonina, quando se deslocou a Huelva reforçada com jogadores de outros clubes lisboetas. No essencial, a história é conhecida: o CIF, que já tinha disputado um desafio em Madrid em 1907, foi convidado para jogar em Huelva. No entanto, o capitão-geral Eduardo Pinto Basto considerou que o seu clube não tinha condições para isso e propôs o Sporting.

João Bentes, o capitão sportinguista, encarregou-se de organizar uma equipa à altura das circunstâncias e convidou Cosme Damião, Luís Vieira e António Costa, todos do Benfica, e Francisco Bellas, do Sport União Belenense, para se juntarem aos jogadores leoninos. A constituição de grupos mistos foi usual no nosso país até à década de 1950, como aliás se verificou no jogo que o CIF disputou poucos anos antes com o Madrid Foot-ball Club.   

A viagem desde Lisboa até Huelva foi demorada como se pode imaginar. Os jogadores apanharam o comboio no Barreiro no dia 25 às 18h30 e chegaram à cidade espanhola no dia seguinte quando já passava das 20h00. Apesar do cansaço, os lisboetas venceram com surpreendente facilidade, por 4-0, tendo os golos sido marcados por Luís Vieira, António Rosa Rodrigues e Francisco Stromp, que bisou. Segundo os jornais da época, assistiram mais de oito mil espectadores e a Banda Municipal de Huelva tocou os hinos português e espanhol. À noite houve um banquete de confraternização.

Na fotografia, a equipa que jogou em Huelva:

Em cima - Henrique Costa (Benfica), Augusto Freitas (Sporting) e Francisco Bellas (Sport União Belenense);

No meio - António Costa (Benfica), António Couto (Sporting) e Cosme Damião (Benfica);

Em baixo - António Stromp (Sporting), António Rosa Rodrigues (Sporting), Francisco Stromp (Sporting), Luís Vieira (Benfica) e João Bentes (Sporting).

publicado às 13:30

Fotografia com história dentro (180)

O Sporting no Torneio Internacional de Cannes (1972)

Leão Zargo, em 12.01.20

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O Sporting foi convidado a participar no Torneio Internacional de Cannes (juniores), em 1972. Como era habitual nesse Torneio, estiveram presentes selecções nacionais (França, Brasil, Argentina e União Soviética) e equipas de clubes (Sporting, AS Cannes, Hajduk Split e Leeds United). Tratava-se de uma competição internacional muito prestigiada, sendo considerado um “Mundial de juniores”, que apenas foi criado em 1977.

No primeiro jogo, os leões defrontaram o Brasil e perderam por 3-1. A selecção brasileira, que já tinha conquistado o Torneio em 1971, voltou a vencer em 1972 e possuía um plantel onde se destacavam Falcão, Levir Culpi, Pintinho, Washington e Manoel (que jogou no Sporting), entre outros. Depois, a equipa leonina ganhou ao AS Cannes por 5-0 e perdeu com a França por 4-2, na disputa pelo 5º lugar na classificação.

Classificação do Torneio Internacional de Cannes (1972):

1º Brasil

2º Argentina

3º União Soviética

4º Hajduk Split

5º França

6º Sporting  

7º Leeds United

8º AS Cannes

Na fotografia, a equipa do Sporting num dos jogos do Torneio:

Em cima - Hipólito, Jorge Jesus, Marcelino, Miguel Quaresma, Ricardo e Valdemar;

Em baixo - Alfredo Castanheira, Henrique Carmelino, Martins, Álvaro Jorge e Carapinha.

(Fotografia e identificação dos jogadores no blogue Armazém Leonino)

publicado às 13:30

Quem não marca… sofre.

Leão Zargo, em 11.01.20

Sporting 1 Belenenses SAD 1 Liga Revelação.jpg

O Sporting empatou (1-1) hoje com o Belenenses SAD na Academia de Alcochete para a 24ª jornada da Liga Revelação. Em jogo aberto e muito disputado, os leões defrontaram uma equipa com uma média etária superior e que integra o grupo de aspira passar à fase que estabelece o campeão da prova. Rodrigo Fernandes alinhou de início.

Na véspera do jogo, o técnico Leonel Pontes bem avisou que “é um jogo com nível de dificuldade elevado. O Belenenses SAD é uma boa equipa e vai ser um desafio grande porque saber jogar em cima de uma derrota é importante. Temos a consciência do valor que temos e vamos lutar pelos três pontos”

Os jogadores leoninos estiveram eficazmente organizados e com uma boa dinâmica colectiva nos primeiros 20 minutos, até ao golo de cabeça por João Goulart, na sequência de um canto bem marcado por Bruno Tavares. Depois, até ao intervalo, houve algum equilíbrio, que voltou a verificar-se durante a segunda parte. Os leões podiam ter marcado, mas apenas o Belenenses teve arte e engenho para voltar a fazer funcionar o marcador e empatar a partida.

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O Sporting alinhou com os seguintes jogadores: Hugo Cunha, João Oliveira (Diogo Brás, 67’), João Goulart, Eduardo Quaresma, Echedy Carpentier, Rodrigo Fernandes, Dimitar Mitrovski (Babacar Fati, 87’), Tomás Silva (cap.), Bruno Tavares, Nuno Moreira (Loide Augusto, 67’) e Joelson Fernandes.

Destaques para Hugo Cunha que tem 18 anos e foi o titular na baliza, João Goulart que substituiu na defesa João Silva expulso no jogo com o Rio Ave e Echedy Carpentier que ocupou o lugar de defesa esquerdo.

Com este resultado, o Sporting sub 23 caiu para o 3º lugar da tabela classificativa, com 46 pontos. Na próxima jornada, em 14 de Janeiro, a equipa leonina desloca-se a Santa Maria da Feira para defrontar o Feirense.

publicado às 14:36

Fotografia com história dentro (179)

Festa de Homenagem de João Azevedo

Leão Zargo, em 05.01.20

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João Azevedo foi contratado pelo Sporting ao Luso do Barreiro no Verão de 1935, já acusava alguma veterania em 1950, mas ele era ainda o dono da baliza leonina pois continuava ágil entre os postes, valente nas bolas pelo ar e corajoso nas saídas. O jovem Carlos Gomes teria de esperar pela sua oportunidade. No entanto, o “Gato de Frankfurt” decidiu realizar a sua Festa de Homenagem, marcada para 24 de Dezembro de 1950.

O Estádio do Lumiar encheu-se de tal maneira que a multidão teve de se espalhar das bancadas para a pista de ciclismo. Ainda não era a despedida do valoroso guarda-redes, mas os sportinguistas quiseram manifestar-lhe o seu apreço e agradecimento. Com os jogadores das quatro equipas (Sporting, Valladolid, Benfica e Estoril-Praia) perfilados no centro do terreno, Azevedo pisou o relvado ao som de uma trovoada de aplausos, uma ovação que pareceu interminável. “Azevedo! Azevedo! Azevedo! Azevedo!” Brados de contentamento, exclamações de admiração, vozes já roucas. Nos adeptos havia um misto de alegria e tristeza, no homenageado uma orgulhosa satisfação. Os corações bem ao alto aqueceram o ambiente.

Nos discursos elogiou-se a carreira magnífica de Azevedo, a sua condição de atleta modelo e de grande campeão, e entregaram-lhe vários louvores e prendas. Medalhas de ouro da Federação Portuguesa de Futebol e da Associação de Futebol de Lisboa, medalha do Sporting, salvas de prata e cigarreiras, entre outras lembranças. Vários clubes fizeram-se representar, nomeadamente o rival FC Porto e o Luso do Barreiro, onde jogou em primeiro lugar. Seguiram-se os dois jogos, um Benfica-Estoril e um Sporting-Valladolid, e no final houve taças para os vencedores e troca de recordações entre os jogadores. Foi o culminar de uma invulgar consagração.

publicado às 13:30

Fotografia com história dentro (178)

Uma equipa perfeita goleada na Covilhã

Leão Zargo, em 29.12.19

SCC - SCP 1948-49 5-2 foto Stadium nº 330 30.5.19

O Sporting teve grandes equipas ao longo da sua história, mas a dos “Cinco Violinos” foi a melhor de todas. Começou a ser preparada por Joseph Szabo no início da década de 1940 e Cândido de Oliveira aperfeiçoou-a a seguir. Durante os jogos, aquela equipa leonina era capaz de alternar um futebol de passes longos para os extremos com um outro mais rendilhado, muito apoiado. À organização e disciplina de Szabo, Cândido acrescentou o método e a criatividade.

Na época de 1948-49 houve um SC Covilhã - Sporting na 24 ª jornada que a filial leonina venceu por 5-2. Os “serranos” marcaram logo aos sete minutos, Vasques ainda empatou pouco tempo depois, mas a segunda parte foi de grande domínio dos jogadores da casa. Em determinado momento, fazendo o relato, Lança Moreira exclamou ao microfone do Rádio Clube Português que “há coisas que não conseguimos compreender”. Ou o espanto por ver a equipa que liderava folgadamente o Campeonato a ser goleada no Santos Pinto num final de jogo vertiginoso.

Na verdade, devido à vantagem pontual de sete pontos sobre o segundo classificado, o Belenenses, o Sporting já era campeão nacional e o pior foi a grave lesão de Fernando Peyroteo na Covilhã, que só voltaria a jogar num particular com o Deportivo da Coruña em 29 de Maio. Mas também Azevedo, Veríssimo, Jesus Correia e Travassos, entre outros, estavam com problemas físicos e Cândido de Oliveira sonhava com a Taça Latina que se disputaria em Junho.

Ficha de jogo:

Campeonato Nacional (24ª jornada)

SC Covilhã 5 - Sporting 2

Estádio José Santos Pinto, 27 de Março de 1949

Árbitro - Paulo de Oliveira (Santarém)

SC Covilhã - António José, Pedro Costa, Leopoldo, Martinho, Teixeira da Silva, Fialho, José Pedro, Diamantino da Silva, Livramento, João Tomé e Roqui

Treinador - Janos Szabo

Sporting - João Dores, Octávio Barrosa, Juvenal, Canário, Manecas, Veríssimo, Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano

Treinador - Cândido de Oliveira

Golos - Tomé (7’), Vasques (22’), Teixeira da Silva (52’ e 87’), Livramento (56’), Leopoldo (83’) e Jesus Correia (89’)

Na fotografia, João Tomé (pai de Fernando Tomé que jogou no Vitória de Setúbal e no Sporting) disputa a bola com dois defesas leoninos, enquanto Manecas observa.

publicado às 13:30

Fotografia com história dentro (177)

Lá vai o “portugais”!

Leão Zargo, em 22.12.19

J. Agostinho corta a meta em Divonne-les-Bains.jpg

Joaquim Agostinho é o maior ciclista português de todos os tempos. Embora parecesse um velocista, destacou-se como trepador nas subidas da montanha. Tornou-se profissional bastante tarde, com 26 anos. Durante a guerra em Moçambique, em 1965, espantou o seu capitão. Numa bicicleta pesadíssima levava as mensagens para outro quartel, a cinquenta quilómetros, em duas horas quando os companheiros demoravam mais do dobro do tempo. João Roque e Leonel Miranda trouxeram-no para o Sporting e participou na Volta a Portugal pela primeira vez em 1968.

Era uma força viva da natureza.  Agostinho começou a correr em provas populares na zona de Torres Vedras. Tinha pouca técnica, mas possuía um coração enorme, uma resistência soberba e uma força mental que o tornaram especial no pelotão. Eddy Merckx respeitava-o e admirava a sua forma de correr, pedalando em força mesmo nas subidas íngremes. Luis Ocaña, que foi seu companheiro de equipa na Bic, contou que “nunca sabíamos bem o que esperar de Agostinho, ele não percebia nada de táctica mas tinha a força suprema de um lavrador a lavrar na sua terra”.

A fotografia é reveladora da têmpera e do carácter de “Tinô” e da sua resistência física e capacidade de superação do sofrimento. Num “Tour”, em Divonne-les-Bains, sofreu uma queda violenta, o alcatrão rasgou-lhe a pele e a carne, mas levantou-se e levou a bicicleta até à meta, cortando-a a pé, correndo, coxeando muito. Apesar de ter sofrido amnésia, no dia seguinte apresentou-se na linha de partida, que à beira da estrada os conterrâneos esperavam-no para gritar o seu nome: “Jaquim! Jaquim! Jaquim! Jaquim!”. Nos grandes momentos, pedalava como se fosse em fúria, com uma paixão avassaladora, numa mistura de ideias e de sentimentos que só a sua alma enorme conseguia revelar.

publicado às 13:30

Fotografia com história dentro (176)

O críquete no Sporting (1908)

Leão Zargo, em 15.12.19

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O “cricket” (críquete) é uma modalidade que teve origem na região sul da Inglaterra, no século XVI, e divulgou-se em Portugal, durante a Guerra Peninsular, por soldados do duque de Wellington que se instalaram no território português entre 1808 e 1820. É praticado no nosso país de forma organizada desde a década de 1860 por clubes fundados por cidadãos ingleses.

O críquete foi introduzido no Sporting em 1908, o primeiro clube português a realizar jogos desta modalidade desportiva. Na fotografia, datada de Maio de 1908, está uma equipa sportinguista de críquete. Todos os protagonistas integraram o grupo restrito dos fundadores do Clube, com excepção do inglês Charles Etur que se tornou sócio em Agosto de 1906. Exerceram funções directivas no Sporting e foram desportistas ecléticos, para além do críquete praticaram também outras modalidades com as cores leoninas, nomeadamente o futebol.

Na fotografia, de pé, da esquerda para a direita: José Stromp e Henrique Leite Júnior;

Sentados, na mesma ordem: Eduardo Quintela de Mendoça, José Alvalade, Charles Etur e António Stromp.

publicado às 13:30

Uma derrota inesperada (mas reveladora)

Leão Zargo, em 13.12.19

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O Sporting sub 23 recebeu o Famalicão em partida da 20ª jornada da Liga Revelação e perdeu por 1-2. O resultado perante o último classificado é inesperado, que ganhou pela primeira vez esta época (o melhor eram nove empates), e revelador da irregularidade leonina nos últimos dez jogos. Neste ciclo venceu três vezes, empatou três e perdeu quatro. Antes tinha vencido sempre.

Uma derrota inesperada, mas reveladora do estado actual da equipa do Sporting. Tal como quando perdeu (0-2) com a Académica, o penúltimo classificado, dominou o jogo, pressionou muito no meio campo adversário e rematou mais vezes à baliza, mas não conseguiu o triunfo. Quando se verifica pouca organização e dinâmica colectiva e fraca segurança defensiva, a qualidade individual dos jogadores deixa de fazer a diferença em campo. A época vai a meio e urge recuperar e estabilizar o futebol da equipa leonina.

Apesar da derrota, o Sporting sub 23 continua a liderar a classificação da Liga Revelação pois o Benfica perdeu no jogo com o Estoril. Na próxima jornada, em 20 de Dezembro, os leões deslocam-se a Portimão para defrontar o Portimonense.

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Ficha de jogo:

Liga Revelação, 20.ª jornada – 13.12.2019

Sporting 1 - Famalicão 2

Estádio Aurélio Pereira

Árbitro: Diogo Coelho

Sporting CP: Anthony Walker, Echedey Verde, Fernando (Babacar Fati, 69'), Loide Augusto (Joelson Fernandes, 45'), João Silva, João Oliveira (Diogo Brás, 75'), Bernardo Sousa (Nuno Moreira, 69'), Eduardo Quaresma, Matheus Nunes (Dimitar Mitrovski, 45'), Tiago Rodrigues e Tomás Silva - Cap.

Treinador: Leonel Pontes

FC Famalicão: Luiz Junior, Clayton, Camará, Leandro Campos (Ivan Lozic, 63'), André Ricardo (Caiado, 45'), Raí, Cláudio Silva, Bryan (Sidónio, 89'), Armando, Matheus Clemete e Luka - Cap. (Tiago Dias, 75')

Treinador: Vaz Pinto

Marcadores: 0-1 Bryan (7'), 0-2 Raí (24') e 1-2 Tiago Rodrigues (78')

publicado às 17:11

Fotografia com história dentro (175)

“Taça Soares Júnior”: um acontecimento invulgar.

Leão Zargo, em 08.12.19

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Entre os presidentes sportinguistas António Soares Júnior será um dos mais singulares. Atleta de eleição, notabilizou-se em provas de velocidade em ciclismo, com um palmarés recheado de vitórias, inclusivamente sobre ciclistas estrangeiros. Introduziu a modalidade no Sporting, em 1911, e competiu com as cores leoninas, sendo o Campeão Nacional de Velocidade nos 1.000 metros nos Jogos Olímpicos Nacionais, em 1913. Foi vice-presidente do Sporting em 1913 e presidente em 1918, 1921 e 1927-28.

No mandato do presidente Pedro Sanches Navarro (1923-24), Soares Júnior revelou a sua grande capacidade diplomática ao liderar o reatamento de relações entre o Sporting e o FC Porto que estavam interrompidas desde a final do Campeonato de Portugal, em 1922. Para assinalar o acontecimento realizou-se um desafio de futebol entre os dois clubes no Campo da Constituição, em 31 de Janeiro de 1924, para a disputa da “Taça Soares Júnior”. Os leões venceram por 2-1 e foram longamente aplaudidos pelo numeroso público presente.

No final do jogo houve um banquete no Palácio de Cristal com a mesa decorada a verde e branco e discursos emocionados com elogios de parte a parte. Pedro Sanches Navarro afirmou que “o Sporting poderia perder o jogo que sairia sempre ganhando do Porto, pois levava consigo o mais precioso penhor, a amizade dos desportistas portuenses”. De seguida colocou a taça do jogo de reconciliação nas mãos de Soares Júnior que por sua vez a entregou ao presidente portista Domingos Soares como prova do desportivismo leonino.

Na fotografia, lance do FC Porto - Sporting para a “Taça Soares Júnior”.

publicado às 12:30

Vencer para segurar a liderança

Leão Zargo, em 07.12.19

O Sporting defrontou hoje o Marítimo no Estádio do Machico para a 19ª jornada da Liga Revelação, com a derrota nos com o Vitória de Guimarães nos últimos instantes ainda na memória. Na véspera do jogo com os funchalenses o técnico Leonel Pontes garantiu que “é preferível aprender ganhando, mas eles têm de crescer também nas derrotas”. Mas, à cautela, avisou que “não há jogos fáceis e os jogos são cada vez mais equilibrados”.

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De certa forma, o treinador previu o que se passaria no Marítimo 0 - Sporting 1 que os leões venceram com grande dificuldade e graças a um auto-golo de Correia. A vitória foi justa, indiscutível, mas arrancada a ferros. Depois a equipa leonina, “reforçada” neste jogo por Rodrigo Fernandes na posição habitual na linha média, soube manter a sua baliza inviolável e conseguir um resultado que a mantém na liderança da prova.

Ficha de jogo:

Liga Revelação, 19.ª jornada – 07.12.2019

Marítimo 0 - Sporting 1

Estádio de Machico

Árbitro: Fábio Loureiro

Marítimo: Edgar, Bonera, Aires (Johnson, 59'), Fábio, Marcelo (Chico, 59'), Mamadou - Cap., Correia, Umaro (Jefferson, 59'), Vilson (Lin, 85'), Jake e Miguel (Lyncony, 70')

Treinador: José Pedro Jacinto

Sporting CP: Diogo Sousa, Echedey Verde, Pedro Mendes (T. Rodrigues, 89'), Rodrigo Fernandes, Loide Augusto (Bernardo Sousa, 78'), João Silva (Joelson, 60'), João Oliveira, Eduardo Quaresma, Matheus Nunes, Tomás - Cap. (Fati, 60') e Mitrovski (Joao Goulart, 60')

Treinador: Leonel Pontes

Marcador: 0-1 por Correia (auto-golo, 68’)

Com este triunfo o Sporting sub 23 soma 42 pontos e continua a liderar a Liga Revelação. Na próxima jornada, em 13 de Dezembro, os leões recebem o Famalicão em Alcochete.

publicado às 15:46

Fotografia com história dentro (174)

O primeiro título leonino (Campeonato de Lisboa 1914-15)

Leão Zargo, em 01.12.19

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A época de 1914-15 foi de grande glória desportiva para o Sporting Clube de Portugal. Pela primeira vez conquistou o Campeonato Regional de Lisboa, ao qual juntou a Taça de Honra ao derrotar o Benfica na final da prova. Uma dobradinha à maneira daquele tempo, que permitiu o Sporting afirmar-se como o grande rival do clube encarnado que vinha exercendo uma certa hegemonia no futebol lisboeta. Numa digressão à Galiza, a equipa leonina defrontou o Fortuna de Vigo e o Real SC de Vigo, conseguindo uma vitória e um empate.

Os presidentes João da Mota Marques (1913-14) e Daniel Queirós dos Santos (1914 a 1918) estabeleceram a estratégia que permitiu a afirmação do Clube, contratando Artur José Pereira, o melhor jogador do seu tempo, os irmãos Morice, John Armour e Boaventura da Silva, entre outros. A vitória no jogo disputado no Estádio do Lumiar na última jornada do Campeonato e arbitrado pelo sueco Boo Kulgerg, então professor de ginástica na Escola Académica, foi efusivamente festejada. Apesar de reduzidos a dez jogadores por Guilherme Morice ter fracturado um pé, os leões venceram por 3-1 e conquistaram o primeiro título da sua história.

No final da partida, directores, jogadores das duas equipas e jornalistas reuniram-se no pavilhão do Sporting, tendo a Direcção leonina oferecido um lanche de confraternização. Nos discursos intervieram o presidente Queirós dos Santos e Cosme Damião, capitão-geral do Benfica, que felicitou os vencedores. Durante a comemoração foi entoado pela primeira vez o hino Menelik, canção trazida para Portugal pelos irmãos Morice, que eram ítalo-argentinos, e que seria adoptado como o hino do Sporting até finais da década de 1930.

Na fotografia estão os seguintes jogadores:

De pé - Jorge Vieira, Amadeu Cruz, Raul Barros, Artur José Pereira, Boaventura da Silva e Jorge Morice;

Sentados - António Stromp, A. Rosa Rodrigues, Francisco Stromp, Guilherme Morice e John Armour;

Em baixo - Jaime Gonçalves, o primeiro grande goleador leonino.

publicado às 13:30

Vitória difícil, mas muito justa

Leão Zargo, em 30.11.19

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O Sporting venceu hoje o Desportivo das Aves por 3-2 na Academia de Alcochete para a 17ª jornada da Liga Revelação. Em jogo aberto e muito disputado, os leões defrontaram uma equipa que tem uma média etária muito superior e que se aproximou dos lugares da frente depois de um início de prova irregular. Gonzalo Plata e Fernando jogaram de início.

Na véspera do jogo, o técnico Leonel Pontes avisou que “estamos em primeiro e queremos manter-nos nesse lugar, pelo que temos de competir, lutar e ser uma equipa ‘à Sporting CP’: competitiva, forte, mandona e que tenha capacidade de controlar o adversário e o jogo.” Nos primeiros 20 minutos, a equipa leonina recuperou a dinâmica colectiva que terá perdido em consequência das alterações de treinador e da rotação de jogadores com a equipa principal e os sub 19. Depois, a maior experiência dos avenses possibilitou algum equilíbrio no jogo que chegou a pôr em perigo a vitória sportinguista. Dimitar Mitrovski fez o 3-2 aos 87 minutos, numa altura de grande pressão junto da baliza do Aves.

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O Sporting alinhou com os seguintes jogadores: Diogo Sousa, João Oliveira, João Silva, Eduardo Quaresma, Nuno Mendes, Bernardo Sousa (Dimitar Mitrovski), Matheus Nunes, Tomás Silva (cap.), Gonzalo Plata (Bruno Tavares), Pedro Mendes e Fernando (Joelson Fernandes). Pedro Mendes esteve em destaque pelo que jogou e pelos dois golos que marcou.

Com este triunfo, o Sporting sub 23 continua a liderar isolado a tabela classificativa, agora com 39 pontos, quatro à frente do Benfica que empatou a zero com o Belenenses SAD.

Na próxima jornada, em 3 de Dezembro, o Vitória de Guimarães joga em Alcochete.

publicado às 13:13

Fotografia com história dentro (173)

O último golo leonino de Beto Acosta

Leão Zargo, em 24.11.19

Acosta SCP 1 FCP 0 finalíssima Supertaça 16.5.01

Beto Acosta chegou ao Sporting treinado por Mirko Jozic em 1998-99, a meio da época, em Janeiro, depois de os dirigentes terem perdido a paciência com Leandro e terem-no emprestado ao Tenerife. O argentino era um futebolista de grande competitividade, o oposto do brasileiro.  Acosta jogou de leão ao peito até 2001, marcou 48 golos em 99 jogos oficiais, para além de ter ganho um Campeonato Nacional e uma Supertaça.

Depois da conquista do Campeonato Nacional em 1999-2000, seguiu-se uma época desastrosa, com a equipa a ser dirigida sucessivamente por três treinadores (Augusto Inácio, Fernando Mendes e Manuel Fernandes). O 3º lugar no Campeonato, o último lugar no grupo na Liga dos Campeões e a eliminação pelo FC Porto nas meias-finais da Taça de Portugal fizeram destacar a importância de uma vitória na final da Supertaça.

Na Supertaça o adversário foi o FC Porto, e depois de empates nas Antas (1-1) e Alvalade (0-0) disputou-se a finalíssima em Coimbra (16.5.2001). O jogo nunca teve um vencedor certo, mas a segurança de Peter Schmeichel e a frieza de Acosta conjugaram-se da melhor maneira com a boa organização do meio campo. O guarda-redes defendeu aos 7 minutos um penálti rematado por Deco, mas Acosta também de penálti não falhou aos 31 minutos e marcou o golo que determinou o vencedor. “Terminou a malapata que nos perseguiu toda esta época”, afirmou o presidente Dias da Cunha.

Foi o último golo e o derradeiro jogo de Beto Acosta com a camisola leonina. Para além do golo, na finalíssima teve uma acção determinante pela combatividade e pelas diagonais que permitiram entradas perigosas de Pedro Barbosa, João Pinto e Sá Pinto na defesa portista. Quando chegou a Alvalade com 34 anos houve quem ironizasse que ele já tinha cabelos brancos. Como se sabe, no futebol, é lá dentro, nas quatro linhas, que um jogador dá a resposta certa.

publicado às 13:30

Fotografia com história dentro (172)

Mokuna, o “Fura Redes”

Leão Zargo, em 17.11.19

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Depois da conquista do tetra campeonato e da Taça de Portugal, o Sporting fez a digressão desportiva mais longa da sua história no Verão de 1954. Realizou o primeiro jogo em 3 de Julho, com o Sporting de Lourenço Marques em Moçambique, e o último em 17 de Agosto frente à Selecção de Léopoldville no antigo Congo Belga. Também esteve na África do Sul e em Angola, tendo disputado um total de doze jogos. Venceu onze e empatou um.

No último jogo, o orientador técnico Tavares da Silva ficou impressionado com um jovem de 19 anos que marcou um golo logo aos três minutos. Tratava-se de Léon Trouet Mokuna, a quem os adeptos chamavam “Trouée” (“buraco”) em vez de Trouet. A sua contratação foi demorada, nunca um congolês tinha vindo jogar para a Europa, mas o Sporting conseguiu contratá-lo ao Vita Club a troco de cinquenta mil francos e graças aos bons ofícios de Raul Sousa, um sportinguista que era o Cônsul de Portugal na Embaixada em Léopoldville.

Mokuna chegou a Lisboa em Outubro, mas apesar do entusiasmo do treinador Joseph Szabo que chegou a compará-lo a Peyroteo, apenas fez o primeiro jogo com a camisola verde e branca frente ao SC Braga em 9 de Janeiro de 1955. Questões burocráticas e o peso excessivo do jogador adiaram a sua estreia. Marcou um golo na expressiva vitória leonina por 5-2, com um poderoso remate que deixou o guarda-redes Cesário pregado ao relvado.

Mokuna não conseguiu afirmar-se no Sporting. Em 1954-55 ainda marcou dezanove golos em onze jogos (uma média apenas superada por Peyroteo e Sidónio), mas as limitações técnicas e tácticas, para além do despedimento de Szabo que o admirava, fizeram com que saísse no final da época seguinte. A categoria do avançado-centro João Martins e a recente contratação de Miltinho também terão contribuído para o insucesso do primeiro congolês a jogar na Europa.

Na fotografia, Cesário cumprimenta o estreante Mokuna. O guarda-redes bracarense diria mais tarde que o remate foi tão violento que quando viu a bola esta já estava dentro da baliza a balouçar nas redes.

publicado às 13:30

O Sporting e a insanidade autodestrutiva

Leão Zargo, em 10.11.19

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Frederico Varandas tem razão nas afirmações que fez na 39ª edição da gala Rugidos de Leão a propósito da democraticidade no Sporting. Está certo quando critica a acção de grupos minoritários que por todos os meios procuram impedir a gestão do Clube de uma maneira que, em alguns casos, chega a ser ilegítima. Como está certo na denuncia do que chamou de “guarda pretoriana” das direcções.

Pelo que acontece, porque está muito para além do inevitável conflito entre o governo e a oposição, chega-se a recear uma crise muito grave no Clube, pois há o sério risco de decair perigosamente e distanciar-se em definitivo do Benfica e do Porto, que possuem grande estabilidade directiva. Assim a recuperação da hegemonia perdida na década de 1950 pode tornar-se uma miragem.

Após a destituição de Bruno de Carvalho, muitos sportinguistas afirmavam que seriam necessários vários anos para recuperar o Sporting dos males que foram praticados. Afinal, vaidades pessoais, ambições desmesuradas e ódios mesquinhos acabaram por prevalecer sobre os verdadeiros interesses do Clube. A insanidade chega a ser um caso de estudo pela autofagia, pela autodestruição.

O grave passivo financeiro é ignorado. Uma das melhores épocas desportivas depois de 2002 no futebol e nas modalidades é desvalorizada. O cumprimento das responsabilidades que decorreram do empréstimo obrigacionista (2015-18) é minimizado. No Sporting tudo é motivo de discordância, de controvérsia e de conflitualidade. O que se ouve são ameaças, injúrias e calúnias.

Agora, será mais difícil controlar a ocasião e as circunstâncias. O tempo é desfavorável e mesmo um simples deslize tem consequências imprevisíveis. O universo sportinguista não pode ceder espaço aos falsos e meteóricos “salvadores” que muitas vezes pretendem dividir ainda mais para depois conquistar o poder. Chega a parecer que a desestruturação do Clube constitui uma estratégia planeada e organizada.

A finalidade de todos nós, sportinguistas, tem de ser a mesma desde a fundação do nosso Clube: absoluto orgulho leonino e vontade férrea na procura da vitória. Não se pede uma unanimidade castrante e acéfala, mas uma unidade racional e inteligente. No desporto, tal como na vida, não há tempo para parar, mas para seguir em frente com determinação, coragem e resiliência.

publicado às 15:00

Fotografia com história dentro (171)

A estreia de Mário Wilson no Sporting

Leão Zargo, em 10.11.19

SCP 1949-50 foto no final jogo com Estoril Praia.j

Mário Wilson começou a jogar futebol com dezasseis anos no Desportivo de Lourenço Marques, onde já praticava basquetebol. Antes tinha jogado no Harmonia, que ele e alguns amigos tinham fundado. Nos juniores do Desportivo laurentino, durante duas épocas, alinhou a médio-centro, passando para avançado-centro na equipa sénior.

O Sporting andava à procura de um substituto de Fernando Peyroteo e contratou-o no Verão de 1949. Para além dele também foi contratado Rola, avançado-centro do CD de Estarreja, que simbolicamente substituiu Peyroteo aos 63 minutos no jogo de despedida com o Atlético de Madrid e foi o titular frente ao Lusitano VRSA na primeira jornada do Campeonato Nacional.

Rola foi o avançado-centro no primeiro jogo, mas na segunda jornada com o Estoril-Praia o técnico Sándor Peics pô-lo a interior esquerdo, sendo Wilson o nº 9. Os leões venceram por 4-0, o moçambicano não marcou, mas o jornalista Tavares da Silva escreveu na revista Stadium que o estreante cumpriu e que já era “para alguns uma certeza”. O treinador gostou do que viu e deu-lhe a titularidade. Em 1949-50 participou em vinte e um jogos e marcou vinte e dois golos.

No Sporting procurava-se substituto de Peyroteo à maneira do “bombardeiro”. Forte na luta com os defesas, mas também veloz no jogo da grande área, o que não era um atributo de Wilson. Na época seguinte, Randolph Galloway ainda o observou em posições mais recuadas no meio campo e a defesa central na partida com o Atlético de Madrid para a Taça Latina, mas acabou por sair para a Académica terminando o vínculo com os leões.

A fotografia é do final do jogo de estreia de Mário Wilson com o Estoril-Praia, em 16 de Outubro de 1949. Falta Vasques porque lesionou-se durante a partida.

Em cima: Passos, Veríssimo, Juvenal, Azevedo, Barrosa. Mateus e Sándor Peics;

Em baixo: Jesus Correia, Mário Wilson, Albano e Rola.

(Pode haver algum jogador mal identificado.)

publicado às 13:00

Houve um bom fim em Setúbal

Leão Zargo, em 09.11.19

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O Sporting sub 23 defrontou o Vitória de Setúbal, no Estádio do Bonfim, em partida da 15ª jornada da Liga Revelação e venceu por 2-1, interrompendo assim um ciclo de quatro jogos consecutivos sem ganhar (duas derrotas e dois empates). Os dois golos leoninos foram marcados por Pedro Mendes, aos 4 minutos, e Tiago Tomás, aos 82 minutos. Na véspera o treinador Leonel Pontes tinha manifestado confiança de que a equipa conseguiria dar uma resposta positiva.

O Sporting alinhou da seguinte maneira: Diogo Sousa, João Oliveira, Eduardo Quaresma, João Silva, Nuno Mendes, João Daniel (Tiago Tomás, 68’), Matheus Nunes, Tomás Silva (Dimitar Mitrovski, 92’), Bruno Tavares (Tiago Rodrigues, 87’), Pedro Mendes (Diogo Brás, 87’) e Joelson Fernandes (Bernardo Sousa, 68’).

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Com esta vitória, o Sporting soma 35 pontos na classificação e regressou à liderança em virtude do empate do Benfica com o Leixões. Na próxima jornada, em 23 de Novembro, os leões deslocam-se a Braga para defrontar o Sporting local.

publicado às 13:07

Fotografia com história dentro (170)

Um Sporting - FC Porto em 1976

Leão Zargo, em 03.11.19

SCP FCP 1976-77 3-0 Campeonato Nacional.jpg

Em 1976-77, em Alvalade, o Sporting - Porto para a 7ª jornada era aguardado com grande entusiasmo. Nos primeiros seis jogos do Campeonato Nacional, a equipa orientada por Jimmy Hagan tinha conseguido cinco vitórias e um empate, entre elas um 3-0 ao Benfica logo na 1ª jornada, com quinze golos marcados e apenas três sofridos. A linha ofensiva constituída por Manoel, Manuel Fernandes e Keita possuía invulgar categoria e permitia todos os sonhos. O jovem Freire era a promessa proveniente da formação leonina.

O “clássico” com os portistas disputou-se em 1 de Novembro de 1976. Na jornada anterior os leões tinham empatado no Montijo e era importante vencer um competidor directo. O Sporting triunfou por um claro 3-0, continuou sem sofrer golos no seu Estádio e a imprensa considerou que foi imbatível na defesa, operativo no meio campo e eficaz no ataque. Essencialmente, a equipa sportinguista apresentou-se com um espírito colectivo fortíssimo e uma linha avançada com excelente qualidade técnica individual. O capitão Laranjeira afirmou que “o Porto também teve algumas oportunidades e o resultado mais justo seria talvez um 4-2”.

Como se sabe, no fim é que se fazem as contas. Os meses de Janeiro e de Fevereiro foram azarados. Keita lesionou-se, a forma física de muitos jogadores oscilou e o futebol leonino perdeu magia. Depois de tanto entusiasmo e crença, o Sporting ficou num decepcionante segundo lugar a nove pontos do Benfica e Jimmy Hagan saiu no final da época. É o que se chama começar bem e acabar mal.

Na fotografia, Keita marca o primeiro golo a Tibi na sequência de um canto por Baltasar e de um desvio por Manuel Fernandes.

publicado às 13:30

Sporting sub-23 a perder gás…

Leão Zargo, em 02.11.19

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O Sporting recebeu a Académica em partida da 14ª jornada da Liga Revelação e perdeu por 2-0. Trata-se do quarto jogo consecutivo (duas derrotas e dois empates) sem conseguir vencer. Sem organização e sem dinâmica colectiva, a equipa perdeu segurança defensiva e capacidade ofensiva, e a qualidade individual dos jogadores deixou de fazer a diferença em campo. Esta derrota com um adversário que era o penúltimo classificado e que apenas tinha conseguido uma vitória coloca isso mesmo em evidência.

No final do jogo, técnicos e jogadores reuniram-se em círculo perto do centro do terreno. Muito haverá para debater e rever já nos próximos dias, pois o futebol vencedor e galvanizador do Sporting como que se esfumou em determinado momento, anterior ao ciclo de insucessos que se iniciou com a derrota frente ao Benfica em 19 de Outubro. As alterações na equipa podem ter contribuído para isso, mas não justificará o que se passa, como Leonel Pontes considerou em entrevista.

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Liga Revelação, 14.ª jornada – 02.11.2019
CGD Stadium Aurélio Pereira
Árbitro: Fábio Varanda.
Árbitros assistentes: André Guerreiro e Mauro Santos.

SPORTING CP: Diogo Sousa, João Daniel (Bruno Tavares, 46´), João Silva, Nuno Mendes (Rodrigo, 72´), Eduardo Quaresma, Diogo Brás (João Oliveira, 46´), Matheus Nunes, Tomás Silva (cap.), Tiago Rodrigues, Joelson e Dimitar Mitrovski.

Suplentes não utilizados:Hugo Cunha, Echedey Verde, João Goulart, Gonçalo Costa, João Ricciolli e Bernardo Sousa. 

Treinador: Leonel Pontes 

Disciplina: cartão amarelo para João Daniel (39´.

ACADÉMICA: Daniel Azevedo, Sérgio Conceição, Bolgado, Sandro Cordovias (Aldair, 76´), Pedro Pinto (Cap.) (Nuno André, 76´), Nadson (António Ribeiro, 85´), Yuri, Sousa, Matheus, Gonçalo Chaves (Simão França, 85´) e Rodrigo (pedro Pinho, 68´)

Suplentes não utilizados: Sá, António Ribeiro, Pedro Rodrigues, José Gomes, Guilherme, Mvuka, Rui Bruno e Zé Maria. 

Treinador: Miguel Carvalho.

Disciplina cartão amarelo para Gonçalo Chaves (37´), Rodrigo (39´) e Aldair (82´).

Golos: 0-1 Yuri (25´); 0-2 Pedro Pinto (57´)

Com este resultado, o Sporting CP pode perder a liderança da classificação se o Benfica ganhar em Portimão. Na próxima jornada, em 9 de Novembro, a equipa leonina desloca-se a Setúbal para defrontar o Vitória.

publicado às 13:28

Rodrigo Fernandes

Leão Zargo, em 30.10.19

Rodrigo Fernandes SCP.jpg

Rodrigo Fernandes faz parte do plantel principal do Sporting desde 22 de Outubro e estreou-se no domingo na partida frente ao Vitória de Guimarães. A sua promoção foi referida no tempo de Marcel Keizer e de Leonel Pontes. No entanto, Jorge Silas alertou que o médio alinhará pelos sub 23 sempre que for conveniente para ele ou para a equipa. O jogador nasceu em 23 de Março de 2001, está na Academia de Alcochete desde 2009, e apesar de ser ainda sub 19 participou em 10 jogos pelos sub 23 nesta época. Tem 52 internacionalizações (sub 16, 17, 18 e 19).

Trata-se de um médio esquerdino que pode jogar numa posição defensiva e a interior, ou a lateral esquerdo, com um perfil físico raro num centrocampista (1m84). Nesta temporada tem sido médio defensivo, destacando-se como organizador em zonas mais recuadas e pela ligação entre defesas e médios na construção de jogo. O blogue Visão de Mercado salienta a elegância e a serenidade na recepção da bola e a qualidade de passe, o sentido posicional, a boa cobertura da bola através da capacidade física e técnica, a passada larga e o poder de remate. O blogue refere que precisa de melhorar a concentração e a atitude competitiva e de arriscar mais no remate à baliza adversária.

Rodrigo Fernandes tem contrato com o Sporting até 30 de Junho de 2020 e o empresário é Jorge Mendes.

publicado às 13:30

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