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Fotografia com história dentro (144)

Leão Zargo, em 21.04.19

 

Carlos Gomes.jpg

 

O guarda-redes desapareceu no intervalo do jogo

 

Entre o leque de grandes guarda-redes do futebol português, Carlos Gomes foi o mais desconcertante de todos. Era um leão indomável senhor dos seus direitos, para além de orgulhoso e de uma frontalidade exasperante. Isso levou-o a ser injusto e até cruel para muitos companheiros, como aconteceu com João Azevedo, e alimentou sempre uma aura de rebeldia e de polémica.

 

Na juventude, no Barreiro, colocava-se atrás da baliza de Francisco Silva, a quem chamava de Ti Chico, para quem ia buscar água fresca e laranjas roubadas nos pomares vizinhos. Aos dezanove anos, suplente no Sporting, exclamou com ironia que “o velho já nem vê a bola”, referindo-se a Azevedo, o “Hércules do Barreiro”, então na fase descendente. A um jornalista que lhe perguntou porque equipava de preto, respondeu que “visto-me de preto, pois enquanto o futebol português estiver nas mãos dos doutores, estou de luto”. Em Espanha, quando teve salários em atraso, garantiu ao presidente do clube que “no hay dinero, no hay portero”.

 

Carlos Gomes regressou de Espanha em 1961 para jogar no Atlético, e foi nessa altura que se verificou um episódio célebre, com contornos na penumbra provavelmente exagerados pela lenda. Ele tinha-se envolvido em determinadas embrulhadas e receava ser preso. Queixava-se de que era perseguido pela polícia política do regime do Estado Novo.

 

Na verdade, em tempos o guarda-redes foi agredido na sede da PIDE, em Lisboa, na sequência de uma discussão por ter estacionado o automóvel numa área reservada aos funcionários. Noutra ocasião, passou uma semana em prisão militar depois de ter troçado de Santos Costa, Ministro da Guerra, quando este discursava numa cerimónia da Selecção Militar de futebol.

 

Por essa razão, Carlos Gomes preparou a sua fuga de Portugal durante uma partida entre o Atlético e o Vitória de Guimarães, em 21 de Janeiro de 1962. Perto do intervalo do jogo chamou o massagista queixando-se de uma lesão. Foi conduzido para o balneário e no regresso das equipas para a segunda parte os agentes da polícia que o vigiavam levaram algum tempo até perceber que ele já não estava na Tapadinha.

 

Escondido na bagageira de um automóvel, Carlos Gomes fugiu em direcção à fronteira espanhola, e viajou depois para Marrocos onde obteve o estatuto de refugiado político e continuou a sua carreira de futebolista, alinhando pelo Ittihad Tânger. Mais tarde, foi treinador na Argélia e na Tunísia. Só voltou a Portugal em 1983.

 

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publicado às 12:50

Vitória justa pela margem mínima

Leão Zargo, em 20.04.19

 

Braga-Sporting_LR.jpg

 

O Sporting sub 23 deslocou-se ao Complexo Desportivo de Fão para defrontar o SC Braga e venceu por 2-1. Tratou-se de uma partida para a 8.ª jornada da Liga Revelação, fase de Apuramento de Campeão. O avançado equatoriano Gonzalo Plata, contratado no mercado de Inverno, estreou-se pela equipa leonina.

 

As duas equipas iniciaram esta partida receando-se mutuamente e procurando impedir situações de perigo nas proximidades das respectivas balizas. Houve muita circulação de bola no meio campo, com os defesas superiorizando-se aos avançados.

 

Progressivamente os leões foram tomando conta do jogo e inauguraram o marcador por Paulinho perto do intervalo. Assistido por Gonzalo Plata, o avançado Pedro Mendes fez o 2-0 aos 54 minutos, numa altura em que o jogo estava controlado pelos sportinguistas.

 

No entanto, os bracarenses reagiram, pressionaram na fase final, e Namora ainda reduziu a diferença no marcador. Pedro Mendes com quinze golos é o melhor marcador leonino.

 

 

Onze inicial do Sporting: Diogo Sousa, Ronaldo, João Silva, Abdu Conté, João Ricciulli, Matheus Nunes, Tomás Silva, Paulinho, Marco Túlio, Gonzalo Plata e Pedro Mendes.

 

Depois deste jogo, o Sporting sub 23 soma 39 pontos e está classificado em 2º lugar, com o Desportivo das Aves, e a dois pontos do Rio Ave que lidera. No dia 27 de Abril a equipa leonina desloca-se a Sintra para defrontar o Estoril Praia.

 

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publicado às 17:41

Fotografia com história dentro (143)

Leão Zargo, em 14.04.19

 

Cipriano dos Santos.jpg

 

Cipriano dos Santos, o guarda-redes que “não inchava com os aplausos”

 

Cipriano dos Santos é considerado o antecessor dos grandes nomes que defenderam a baliza do Sporting. Titular entre 1923 e 1932 e o primeiro guarda-redes leonino que vestiu a camisola da selecção portuguesa. Era marinheiro no Arsenal do Alfeite e foi aí que o Almirante Joaquim Oliveira Duarte o viu jogar, e levou-o para o Clube.

 

Cipriano deu rapidamente nas vistas por ser um jogador calmo entre os postes e valente nas disputas da bola com os adversários. Fotografias da época revelam-no atlético a saltar e a segurar com firmeza as bolas altas. Possuía uma capacidade inata para jogar futebol, sendo capaz de jogar com os pés com grande facilidade, uma competência técnica pouco usual nos guarda-redes daquela época. A pequena área era o seu território por excelência, onde fazia valer a elasticidade e a boa colocação na baliza.

 

Como jogava de frente para a bola falava muito com os seus companheiros da defesa, gritava-lhes ordens e indicações sobre os adversários. Ruy da Cunha, um dos primeiros jornalistas desportivos portugueses, escreveu que o guardião leonino “não inchava com os aplausos” por ser um “modelo de desportista”. O site sportingcanal refere o seu carácter, o desportivismo e o espírito de sacrifício, salientando que mesmo adoentado realizou jogos extraordinários.

 

Cipriano dos Santos pertence à História do Sporting. Foi ele que defendeu a baliza leonina na final vitoriosa do Campeonato de Portugal (3-0) disputada com a Académica em Faro, em 24 de Junho de 1923, na conquista do primeiro título a nível nacional. Venceu ainda por quatro vezes o Campeonato de Lisboa. Foi distinguido com a Medalha de Mérito e Dedicação nas Bodas de Prata do Sporting, em 1931.

 

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publicado às 13:28

Vencer mesmo sofrendo

Leão Zargo, em 13.04.19

 

 

O Sporting (sub 23) defrontou e venceu o Desportivo das Aves por 4-3 hoje em Alcochete. Tratou-se da 7ª jornada da fase de apuramento de campeão da Liga Revelação. Miguel Luís voltou a ser titular e jogou durante todo o jogo.

 

As duas equipas equivaleram-se na fase inicial da partida, mas aos 20 minutos Miguel Luís teve uma boa oportunidade e rematou ao lado. Foi o primeiro sinal de grande perigo. A expulsão do avense João Batista, por agressão a um adversário, permitiu um claro domínio sportinguista. Aos 43 minutos, na sequência de um remate de Marco Túlio ao poste, houve falta na grande área do Aves e Pedro Mendes inaugurou o marcador de penálti. Na jogada seguinte, Ricardo Rodrigues fez o empate.

 

O Sporting entrou muito forte na segunda parte e logo nos primeiros minutos Marco Túlio marcou por duas vezes. Os leões tornaram-se mais ofensivos e rematadores e Paulinho conseguiu um belo golo. Ricardo Rodrigues, o melhor do Aves, completou o seu “hat-trick” e lançou algumas dúvidas sobre o vencedor. No entanto, a equipa leonina foi capaz de se organizar e não voltou a sofrer golos. Miguel Luís esteve muito bem na organização do jogo sportinguista.

 

Com esta vitória, o Sporting sub 23 aproximou-se da liderança da Liga Revelação, ficando em 3º lugar, com 36 pontos, a quatro do Rio Ave, o primeiro classificado. Na próxima jornada, em 20 de Abril, a equipa leonina desloca-se a Braga para defrontar o clube local.

 

sporting_cp_-_cd_aves_sub-23_2.jpeg

 

Ficha de jogo:

 

Liga Revelação - 7.ª jornada, 2.ª fase (Apuramento de Campeão) - 13. 04. 2019

Sporting  - Desportivo das Aves

CGD Stadium Aurélio Pereira, Alcochete

 

Sporting: Luís Maximiano, Ronaldo Souza, João Silva, João Ricciulli, Pedro Empis (Abdu Conté, 79), Tomás Silva (capitão), Paulinho, Matheus Nunes, Miguel Luís, Marco Túlio (Dimitar Mitrovski, 69) e Pedro Mendes (Nuno Moreira, 79)

 

Treinador: Alexandre Santos

 

Desportivo das Aves: Raphael Aflalo, Bruno Sousa, João Batista, Ivanilson Magalhães, Zidane Banjaqui, Flávio Cristóvão, Jorge Braima “Bura”, Bruno Lourenço, Jorge Vilela, Ricardo Rodrigues e António Xavier

 

Treinador: Leandro Pires

 

Golos: Pedro Mendes (43’), Ricardo Rodrigues (44’, 74’ e 81’) e Marco Túlio (48’ e 49’)

 

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publicado às 17:13

Fotografia com história dentro (142)

Leão Zargo, em 07.04.19

 

Sporting 3 - Académico 3 1975-76.jpg

 

Valeu o “hat-trick” de Manuel Fernandes

 

O Sporting recebeu o Académico de Coimbra em Alvalade, em 13 de Março de 1976, e aos vinte e quatro minutos de jogo já tinha sofrido três golos. Damas estava irreconhecível, desconcentrado, e quando o topo sul começou a assobiá-lo pediu ao treinador para ser substituído. Saiu para os balneários debaixo de uma grande vaia. Para um guarda-redes, um dia mau na baliza é um dia de crucificação, mas aquilo foi muito pior ainda.

 

Nessa altura estavam decorridos vinte e nove minutos de jogo, os leões perdiam por 3-1 e Juca teve de substituir Damas por Matos. Em 1975-76 o pior estava sempre por vir. À irregularidade no Campeonato, à interdição do Estádio de Alvalade devido a uma invasão na Tapadinha e à eliminação precoce na Taça UEFA, seguiu-se a suspensão do guarda-redes pela Direcção do Clube.

 

Naquele dia valeu o “hat-trick” de Manuel Fernandes que evitou uma derrota que chegou a parecer inevitável. Tinha sido contratado para substituir Hector Yazalde e logo na primeira época marcou trinta e dois golos. O seu futebol tecnicista feito de invulgar versatilidade e intuição, mas também de grande acerto e potência, está bem expresso neste lance na pequena área adversária.

 

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publicado às 12:53

Jogadores emprestados pelo Sporting

Leão Zargo, em 02.04.19

 

Domingos Duarte Deportivo.jpg

 

A categoria de Bruno Fernandes tem impressionado todos que acompanham o futebol português. Segundo o jornal Record, a Direção do Sporting pretende renovar a ligação contratual através do aumento do vencimento e da cláusula de rescisão. A verificar-se será uma medida de boa gestão pois o futuro a médio prazo do plantel leonino passa pelo médio ofensivo.

 

No que refere ao planeamento do plantel a médio prazo, tem interesse recordar os trinta e dois jogadores que o Sporting emprestou a diversos clubes. O número elevado de atletas com vínculo contratual com o Clube e a extinção da equipa B determinou este excesso de empréstimos. 

 

Jogadores emprestados pelo Sporting:

 

Emiliano Viviano - guarda-redes - SPAL (Itália)

André Geraldes - defesa - Sporting Gijón (Espanha)

Guilherme Ramos - defesa - Mafra

Jonathan Silva - defesa - Leganés (Espanha)

Domingos Duarte - defesa - Deportivo Corunha (Espanha)

Ivanildo Fernandes - defesa - Moreirense

Lumor - defesa - Goztepe (Turquia)

Gonçalo Vieira - defesa - Santa Iria

Mauro Riquicho - defesa - Louletano

Rafael Barbosa - médio - Portimonense/Paços Ferreira

Ricardo Guima - médio - Académica

Pedro Ferreira - médio - Mafra

Edu Pinheiro - médio - Cesarense/Sintrense

Alan Ruiz - médio - Colón/Aldosivi (Argentina)

Budag Nasyrov - médio - Zira (Azerbeijão)

Mattheus Oliveira - médio - Vitória de Guimarães

Ryan Gauld - médio - Farense/Hibernian (Escócia)

Carlos Jatobá - médio - Atlético Goianense (Brasil)

Daniel Bragança - médio - Farense

Wallyson - médio - Estoril-Praia

Bruno Paulista - médio - Londrina (Brasil)

João Palhinha - médio - SC Braga

Josip Misic - médio - PAOK (Grécia)

Elves Baldé - extremo - Paços Ferreira

Mama Baldé - extremo - Desportivo das Aves

Iuri Medeiros - extremo - Génova (Itália)/Legia (Polónia)

Ary Papel - extremo - 1º de Agosto (Angola)

Matheus Pereira - extremo - Nuremberga (Alemanha)

Gelson Dala - avançado - Rio Ave

Bruno Fernandes - avançado - Gafanha/U. Madeira

Leonardo Ruiz - avançado - Zorya (Ucrânia)

Ronaldo Tavares - avançado - Cova da Piedade

 

Trata-se de um conjunto vasto de jogadores, muitos deles sem hipóteses de virem a alinhar na equipa principal do Sporting. No entanto, pelo percurso no passado e o desempenho na presente época, haverá quem tenha qualidade e potencial para, no mínimo, prestar provas na pré-época de 2019-20.

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publicado às 17:29

 

Boletim do Sporting CP 22.3.1922.jpg

 

Em 31 de Março de 1922 foi publicado o primeiro “Boletim do Sporting Club de Portugal”, com a periodicidade quinzenal. Inicialmente tinha oito páginas no formato de 20x28 e o pagamento facultativo de 2$00 semestrais. Trata-se do mais antigo periódico europeu de um clube desportivo.

 

A convicção da absoluta necessidade de um órgão informativo do Sporting nasceu numa tertúlia no Café Martinho, em Lisboa, onde se destacavam José Serrano, Mendes Leal e Júlio Araújo. O aprofundamento do espírito leonino, a defesa dos interesses do Clube e a circulação da informação eram alguns dos objectivos iniciais. “Razão de ser” foi o título do primeiro editorial.

 

Inúmeras gerações de sportinguistas consolidaram o seu querer e a sua paixão pelo Clube através da leitura das narrativas escritas nas páginas do Boletim, que passou a jornal em 1952. No seu período inicial teve como competidor o “Sport de Lisboa”, pertença dos rivais de sempre, que já existia mas que depois se extinguiu.

 

Longa vida ao “Jornal Sporting” !

 

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publicado às 18:00

Fotografia com história dentro (141)

Leão Zargo, em 31.03.19

 

Malcolm Allison Taça Portugal 1981-82.jpg

 

“Big Mal”

 

O Sporting teve uma temporada desastrosa em 1980-81. Praticamente, o pior aconteceu em todas as provas em que participou. Para a época seguinte, o presidente João Rocha considerou que para o cargo de treinador teria de haver uma decisão inesperada e ousada. Tendo falhado a intenção de contratar José Maria Pedroto, seguiu uma sugestão de John Mortimore e foi buscar Malcolm Allison. O plantel era forte. A Manuel Fernandes, Jordão, Eurico, Carlos Xavier, Bastos, Inácio, Mário Jorge, Ademar e Nogueira, entre outros, acrescentou António Oliveira e Ferenc Mészáros.

 

“Big Mal” foi o mais heterodoxo de todos os treinadores do Sporting das últimas décadas, talvez mesmo incomparável em toda a história do Clube. Jogadores e adeptos contam inúmeras histórias a propósito dele, fascinantes, umas, e inverosímeis, outras. Com os seus métodos de treino, filosofia de jogo e cultura desportiva formou com Oliveira, Manuel Fernandes e Jordão um triângulo ofensivo inesquecível, um meio campo operário e uma defesa de betão. Houve sempre uma história de conflitos de egos entre as três estrelas da equipa, mas o Sporting conquistou o Campeonato e a Taça de Portugal.

 

Em Alvalade os jogos começavam vinte minutos antes da hora marcada quando Malcolm Allison ascendia ao nível do relvado junto da Bancada Superior Sul. O efeito era poderoso. Carlos Xavier contou mais tarde que “quando íamos a caminho do relvado já estávamos em pele de galinha, porque o Allison entrava em campo antes de nós e era um espectáculo dentro do próprio espectáculo. Dava a volta ao campo com o braço no ar a segurar o inconfundível chapéu. Os adeptos deliravam e nós também. Houve uma altura em que até havia música ao vivo e se tocava o Comanchero. O Estádio ia abaixo”.

 

Na pré-época de 1982-83, João Rocha cometeu talvez o maior erro da sua gestão ao despedir “Big Mal” durante o estágio na Bulgária. Uma história nunca esclarecida que terá gerado grande instabilidade e indisciplina na equipa de futebol. O presidente suspendeu o técnico, despedindo-o pouco depois, e António Oliveira foi nomeado jogador-treinador. Depois de ter conquistado a sua quinta “dobradinha”, o Sporting terá iniciado a fase que o conduziu à secundarização desportiva no futebol nacional.

 

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publicado às 13:00

Fotografia com história dentro (140)

Leão Zargo, em 24.03.19

 

Sporting Taça Latina 1948-49.jpg

 

A primeira final europeia do Sporting

 

A Taça Latina foi idealizada pelo jornalista espanhol Alberto Fernández em 1925. A primeira edição realizou-se em Junho e Julho de 1949, sendo um torneio a eliminar entre os campeões de Portugal, Espanha, França e Itália. A competição realizou-se até 1957, tendo sido extinta em virtude do sucesso da Taça dos Clubes Campeões Europeus que se iniciara dois anos antes.

 

O campeão português, o Sporting, durante a época de 1948-49 preparou-se afincadamente para a Taça Latina, realizando diversos jogos com clubes estrangeiros. Vitórias perante o Atlético de Madrid (6-3), Norrköping (8-2), AIK (4-1), Deportivo da Corunha (2-0) e Anderlecht (4-1), empate com o Atlético de Bilbau (1-1) e derrotas frente ao Barcelona (1-4) e Deportivo da Corunha (1-5).

 

O sorteio da Taça Latina determinou um Sporting-Torino, no Estádio de Chamartín, em Madrid, e um Barcelona-Stade Reims em Camp Nou. Os portugueses venceram os italianos por 3-1, com três golos de Peyroteo, enquanto que os catalães derrotaram os franceses por 5-0. Por essa razão, o Sporting e o Barcelona defrontaram-se na final em 3 de Julho de 1949.

 

Na final disputada em Madrid, o Barcelona venceu por 2-1. Seguer fez 1-0 aos 10 minutos, Jesus Correia empatou aos 27 e Basora garantiu a vitória aos 50. Peyroteo, que jogou lesionado, foi implacavelmente marcado por Curta e não pôde ser decisivo como era habitual. Foi o derradeiro jogo oficial do avançado leonino e a última vez que os “Cinco Violinos” se apresentaram num grande palco desportivo. Ainda participou em quatro jogos da Taça de Preparação no início da época seguinte, mas despediu-se do futebol no dia 5 de Outubro de 1949.

 

 

Ficha de jogo:

 

Taça Latina 1948-49 (final)

Barcelona 2 - Sporting 1

Estádio Chamartín (Madrid), 3 de Julho de 1949

Árbitro: Victor Sdez (França)

 

Barcelona: Juan Zambudio Velasco, Francisco Calvet, Curta, Calo, Gonzalvo III, Gonzalvo II, Estanislao Basora, Josep Seguer, Josep Canal Viñas, César Rodríguez e Alfonso Navarro

 

Treinador: Enrique Fernández Viola

 

Sporting: João Azevedo, Octávio Barrosa, Manuel Marques “Manecas”, Juvenal, Carlos Canário, Veríssimo, Jesus Correia, Manuel Vasques, Fernando Peyroteo, José Travassos e Albano

 

Treinador: Cândido de Oliveira

 

Golos: 1-0 (Seguer, 10m), 1-1 (Jesus Correia, 27m) e 2-1 (Basora, 50m)

 

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publicado às 14:29

Fotografia com história dentro (139)

Leão Zargo, em 17.03.19

 

Sporting 1964 Taça das Taças.jpeg

 

O Sporting e a época de 1964-65: uma dura lição!

 

A época de 1964-65 foi uma das piores da história do Sporting. Começou mal com a demissão do arquitecto Anselmo Fernández, o treinador vencedor da Taça das Taças, por causa de uma divergência com a Direcção do Clube. A Direcção procurou os serviços do chileno Fernando Riera, mas acabou por contratar o francês Jean Luciano. Este esteve pouco tempo em Alvalade, pois em Dezembro a equipa leonina foi derrotada em casa do Torreense por 3-0 e caiu para o 11º lugar em catorze competidores. Luciano foi convidado a fazer as malas.

 

O desaire em Torres Vedras teve um grande impacto no balneário sportinguista, com jogadores em lágrimas e desesperados. E nesse jogo participou gente experimentada e temperada em grandes “batalhas”, como Fernando Mendes, Carvalho, Hilário, Mário Lino, José Carlos, Figueiredo e João Morais. A Direcção apelou a Anselmo Fernández, mas este recusou ressentido pelo despedimento.

 

A solução recaiu em Juca, que como treinador foi Campeão Nacional pelo Sporting com apenas 33 anos, em 1962. Mas, mesmo para o campeão Juca a temporada foi breve, o Sporting foi surpreendentemente eliminado pelo Cardiff da 2ª divisão galesa, na 2ª ronda da Taça das Taças. Treinou os leões durante duas semanas.

 

Em desespero, os olhares viraram-se mais uma vez para Anselmo Fernández. O arquitecto assumiu o cargo de Coordenador Técnico, tendo Joseph Szabo como treinador de campo. Fernández aceitou na condição de não ser remunerado pelo Sporting, como já se verificara antes como treinador e com o projecto de arquitectura do Estádio de Alvalade. Ficou decidido que sairia do cargo logo que estivesse ultrapassado o perigo de descida de divisão.

 

Por isso, em Março foi substituído por Armando Ferreira, antigo seleccionador nacional e jogador do Clube na década de 40, que conduziu a equipa até ao final da época. O Sporting obteve a pior classificação de sempre no Campeonato Nacional até essa altura: 5º lugar com trinta e dois pontos, a onze do Benfica, que foi campeão em igualdade pontual com o Vitória de Setúbal.

 

Nota: A fotografia mostra Anselmo Fernández com os jogadores que conquistaram a Taça das Taças, em Antuérpia. Praticamente a mesma equipa que, poucos meses depois, seria derrotada em Torres Vedras.

 

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publicado às 12:45

Um dérbi com vitória tem mais sabor

Leão Zargo, em 14.03.19

 

Benfica 1 Sporting 2 Liga Revelação 2018-19.jpg

 

Um dérbi é sempre um dérbi, mas ainda tem mais sabor quando o Sporting vence depois de revelar superioridade competitiva. A vitória por 2-1 sobre o Benfica, no Seixal, foi justa e reveladora do espírito de luta e da boa organização da equipa leonina. Tratou-se de um jogo para a 5.ª jornada da fase de apuramento de campeão da Liga Revelação (sub 23).

 

Este Benfica-Sporting foi bem disputado pelas duas equipas, mas ao longo da segunda parte a equipa leonina superiorizou-se e passou a exercer um certo domínio do jogo. Ocorre considerar que a grande penalidade muito bem defendida por Luís Maximiliano inspirou os companheiros. Na altura faltavam pouco mais vinte minutos para o final do jogo e os leões, conduzidos por Bruno Paz, cresceram e tornaram-se progressivamente mais perigosos. A exibição do capitão sportinguista foi coroada por um bom golo através de um remate forte e bem colocado junto ao poste direito de Celton Biai, aos 80 minutos.

 

Com este resultado, o Sporting fica provisoriamente no primeiro lugar, com 33 pontos. Na próxima jornada, em 30 de Março, a equipa leonina viaja até Vila do Conde para defrontar o Rio Ave, uma das equipas sensação da prova.

 

 

Ficha de jogo:

 

Liga Revelação 2018-19 - Play-Off  Jornada 5

Benfica 1 – Sporting 2

Caixa Futebol Campus, Seixal, 14 de Março de 2019

 

Benfica: Celton Biai, João Ferreira, Tomás Tavares, Miguel Nóbrega, Loureiro, Diogo Capitão, Diogo Pinto (Henrique Jocú, 86), Gonçalo Ramos, Úmaru Embaló (Tiago Araújo, 86), Tiago Gouveia e José Gomes (Luís Lopes, 77)

 

Treinador: Luís Tralhão

 

Sporting: Luís Maximiano, João Oliveira (Mees de Wit, 71), João Ricciulli, João Silva, Abdu Conté, Nuno Moreira (Pedro Empis, 61), Paulinho, Tomás Silva, Marco Túlio (Dimitar Mitrovski, 71), Bruno Paz e Pedro Mendes (Pedro Marques, 90+1)

 

Treinador: Alexandre Santos

 

Marcadores: 1-0 Marco Túlio (31), 1-1 Tiago Gouveia (58) e 1-2 Bruno Paz (80)

 

P.S.: Acompanhei este dérbi através da transmissão na TVI24, mas em determinado momento retirei o som dos comentários. É que chegou a parecer que se tratava da Benfica TV pela análise ao jogo dos comentadores (!) e pela forma como vibraram com o golo e as jogadas ofensivas dos encarnados. No penálti exclamaram “golo”, não reparando no movimento de defesa de Maximiliano. A quinze minutos do final do jogo houve um lance com derrube na grande área benfiquista. À cautela não houve repetição.

 

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publicado às 18:41

Fotografia com história dentro (138)

Leão Zargo, em 10.03.19

 

Sporting 4 - Farense 1 1975-76.jpg

 

A primeira época de Manuel Fernandes em Alvalade

 

A primeira época de Manuel Fernandes no Sporting foi particularmente atribulada. Na realidade, em 1975-76 aconteceu de tudo um pouco, a irregularidade da equipa leonina no Campeonato e o 5º lugar na classificação, a desilusão nas meias finais da Taça de Portugal com o Vitória de Guimarães, o insucesso na Taça UEFA logo na 2ª eliminatória e a interdição do Estádio de Alvalade devido a uma invasão de adeptos na Tapadinha. Foi o ano do estranho golo no nevoeiro das Antas e dos assobios em Alvalade a Vítor Damas e da sua suspensão pela Direcção do Clube.

 

Manuel Fernandes foi contratado para substituir Hector Yazalde e logo na primeira época marcou trinta e dois golos. A fotografia refere-se a um Sporting 4 - SC Farense 1 disputado em 3 de Abril de 1976. No coração da grande área algarvia, o avançado leonino tinha acabado de executar o remate para um dos golos que marcou nesse jogo.  O seu futebol feito de técnica, versatilidade, intuição e oportunismo está bem expresso neste lance. Cardoso, Sério, Arsénio, Almeida e Benje já nada podem fazer e Laranjeira e Matos, mais distantes, observam a jogada.

 

Ficha de jogo:

 

Campeonato Nacional da 1ª Divisão

Sporting 4 - SC Farense 1

Estádio José Alvalade, 3 de Abril de 1976

Árbitro - Mário Luís (Santarém)

 

Sporting - Matos, Fernando Tomé (Vítor Gomes, 45’), José Mendes, João Laranjeira, Da Costa, Baltasar, Fraguito, Nelson Fernandes, Marinho, Manuel Fernandes e Chico Faria (Libânio, 83’)

 

Treinador - Juca

 

SC Farense - Benje, Sério, Raul Caneira, António Cardoso (Arsénio, 59’), João Almeida, António Almeida, Manuel José, Sobral, Jacques, Manuel Fernandes e Mirobaldo (Carlos Pereira, 75’)

 

Treinador - Manuel Oliveira

 

Golos - Chico Faria (7’), Jacques (43’), Manuel Fernandes (46’ e 76’) e Libânio (87’)

 

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publicado às 12:45

Um empate que impede a liderança

Leão Zargo, em 09.03.19

 

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Sporting e Estoril Praia que, repartem entre si o segundo lugar da classificação da Liga Revelação, defrontaram-se hoje de manhã na Academia de Alcochete e empataram por 0-0. Tratou-se da 4ª jornada da fase de apuramento de campeão.

 

Assim, com este empate, continuam na mesma posição, mas podem ser ultrapassados pelo Desportivo de Aves que visita o líder Rio Ave. Miguel Luís voltou a ser titular nos sub 23. Gonzalo Plata assistiu ao jogo na bancada.

 

O Sporting entrou muito forte na partida e podia ter marcado através de Nuno Moreira. No geral, os leões foram mais ofensivos e rematadores e os estorilistas, que estão bem organizados e bem preparados fisicamente, conseguiram impedir que a bola entrasse na sua baliza.

 

O referido Nuno Moreira e Pedro Mendes estiveram sempre muito activos, no entanto o guarda-redes Igor nunca se deixou bater. Nos últimos minutos do jogo, ambas as equipas podiam ter inaugurado o marcador e alterado decisivamente o resultado final.

 

Com este empate, o Sporting sub 23 deixou escapar uma boa oportunidade de alcançar a liderança, ficando provisoriamente em 2º lugar, com 30 pontos. Na próxima jornada, em 14 de Março, a equipa sportinguista desloca-se ao Seixal para defrontar o Benfica. O jogo é transmitido pela TVI24 a partir das 16h00.

 

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Ficha de jogo:

 

Liga Revelação - 4.ª jornada, 2.ª fase (Apuramento de Campeão) - 09. 03. 2019

Sporting 0 – Estoril Praia 0

CGD Stadium Aurélio Pereira, Alcochete

Árbitro: Diogo Coelho

 

Sporting: Luís Maximiano, Thierry Correia, João Silva, João Ricciulli, Pedro Empis (Dimitar Mitrovski, 86’), Tomás Silva (Abdu Conté, 74’), Bruno Paz - Cap., Miguel Luís, Paulinho (Marco Túlio, 66’), Nuno Moreira e Pedro Mendes

 

Treinador: Alexandre Santos.

 

Estoril Praia: Igor, Tiago Melo, Kadú, Vigário (Toti, 38’), Cardoso, Fábio Martins, Basso - Cap., Dadashov (Jonata, 45’), Gilson, Andrezinho (André Franco, 68’) e Cassini (Pedro Matos, 82’)

 

Treinador: Vasco Seabra

 

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publicado às 14:52

Uma vitória muito oportuna

Leão Zargo, em 04.03.19

 

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É verdade que no futebol as vitórias são sempre oportunas, mas a vitória de hoje do Sporting sub 23 sobre o SC Braga por 3-2 foi particularmente oportuna. Na verdade, depois do empate e da derrota nas duas primeiras jornadas da fase de apuramento de campeão da Liga Revelação, era obrigatório vencer este jogo. Francisco Geraldes, Jovane e Miguel Luís foram titulares. Marcel Keizer assistiu ao desafio, acompanhado pelo team manager Beto.

 

A equipa leonina começou melhor o jogo e o inaugurou o marcador aos sete minutos, por intermédio de Pedro Mendes, e aos vinte minutos aumentou a vantagem por João Ricciuli, na sequência de um pontapé de canto. No entanto, antes do intervalo o Braga reduziu a desvantagem por Namora.

 

As duas equipas iniciaram a segunda parte com alguma cautela e um auto-golo de Vianna permitiu que os leões ampliassem a vantagem. Os bracarenses reagiram, o guarda-redes Luís Maximiano defendeu um pontapé de grande penalidade marcado por Reko, mas acabaram por marcar perto do fim com Midana a estabelecer o resultado final.

 

Com esta vitória, o Sporting sub 23 igualou o Estoril no topo da tabela classificativa, ainda que à condição. Estas duas equipas defrontam-se na próxima jornada na Academia de Alcochete, em 9 de Março.

 

 

Ficha de jogo:


3.ª Jornada, 2.ª fase (Apuramento de Campeão) - 04.03.2019

Sporting 3 - SC Braga 2

CGD Stadium Aurelio Pereira, Alcochete

Árbitro: Diogo Amado

 

Sporting: Luís Maximiano, Pedro Mendes (Dimitar Mitovski, 74’), Paulinho (Nuno Moreira, 60’), Francisco Geraldes, João Silva, João Ricciulli, Abdu, Jovane Cabral (Tomás Silva, 67’), Bruno Paz - Cap., Miguel Luís (Marco Túlio, 74’) e Thierry Correia

 

Treinador: Alexandre Santos

 

SC Braga: Velho, Xico, Zé Pedro, Borges, Vianna, Reko - Cap., Álvaro (Veiga, 45’), Jailson (Kiki, 90+2’), Namora (Vítor, 75’), Midana e Moura (Eynel, 69’)

 

Treinador: José Araújo

 

Golos: 1-0 Pedro Mendes (7’), 2-0 João Ricciuli (20’), 2-1 Namora (38’), 3-1 Vianna (ag 53’) e 3-2 Midana (85’)

 

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publicado às 15:36

Fotografia com história dentro (137)

Leão Zargo, em 03.03.19

 

Sporting - Leixões 29.10.1972.jpg

 

Invasão do campo em Alvalade

 

Quando o árbitro Carlos Lopes assinalou penálti contra o Sporting, naquele jogo em Alvalade com o Leixões ninguém imaginava o que iria acontecer poucos minutos depois. Tinham decorrido apenas dois minutos desde o apito para o início da partida. O público contestou a marcação da grande penalidade pois o fiscal de linha assinalara fora de jogo a um avançado de Matosinhos. Damas defendeu o penálti marcado pelo leixonense Esteves. O pior foi quando o árbitro mandou repetir e Esteves não falhou. Muitos apupos e gritos.

 

Numa jogada, pouco tempo depois, um defesa do Leixões pareceu cortar para canto um ataque leonino. Na verdade, foi tudo muito rápido e não se percebeu com rigor o que aconteceu. O árbitro marcou pontapé de baliza e dezenas de adeptos do peão invadiram o relvado, logo seguidos por outros das bancadas. Havia apenas 7 minutos de jogo, foi o último lance do jogo e o resultado estava em 0-1.

 

Aquilo ficou feio. O capitão José Carlos descreveu como um espectador correu para o árbitro Carlos Lopes, que tinha caído, procurando espetá-lo com o guarda-chuva. Acertou na relva. O defesa Alhinho deitou-se em cima do árbitro, até que chegou o massagista Manuel Marques, Yazalde e outros jogadores sportinguistas que acalmaram os adeptos. A equipa de arbitragem, no meio de grande confusão, lá conseguiu sair do relvado e chegar a porto seguro.

 

Muitos anos mais tarde, o árbitro Carlos Lopes contou a Luís Miguel Pereira (“Estórias d'Alvalade”) o susto que apanhou: “Quando me virei para o lado sul só vi os adeptos enfurecidos a correr na minha direcção. Parecia que tinham aberto a jaula dos leões. Só tive tempo de pensar, ‘oh Rainha Santa, lá vai o Carlos Lopes para o maneta!’. Nisto levo um soco que me atira para o chão e a partir daí choveram pontapés. Se não morri posso agradecer ao já falecido Manuel Marques, massagista do Sporting e da Selecção Nacional.”

 

A Federação Portuguesa de Futebol homologou o resultado: 0-1 a favor do Leixões. Aconteceu na 8ª jornada do Campeonato Nacional, em 29 de Outubro de 1972, o Estádio de Alvalade ficou interditado e o Sporting só voltou a jogar em casa em 22 de Abril de 1973. Foi o jogo de futebol mais rápido a que assisti na minha vida.

 

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publicado às 12:41

No pódio dos cartões amarelos

Leão Zargo, em 27.02.19

 

1ª Liga 2018-19 cartões amarelos 23ª jornada.jp

 

Se fosse cínico, ou se tivesse o suficiente sentido de humor, diria que o Sporting está no pódio dos cartões amarelos e que um título de campeão ainda pode ser conquistado.

 

Mas, observo o quadro e espanto-me, afinal a equipa leonina é das mais indisciplinadas do campeonato da 1ª Liga portuguesa. Assim do género daquelas equipas que à maneira do treinador Petit jogam um futebol assaz pequeno, de meia bola e força para a frente e muita demora no jogo, ou forte e feio nas canelas dos adversários quando não existe engenho para mais.

 

O Sporting está em bonita companhia, lá isso é verdade, e do Porto, Benfica, Braga e Guimarães nem se avista o rasto. Ele há coisas…

 

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publicado às 13:10

 

Aves - Sporting 26.2.2019.jpg

 

O Sporting sub 23 defrontou hoje na Vila das Aves o Desportivo local. O jogo terminou com a vitória da equipa da casa por 1-0. Nas partidas da primeira fase verificou-se um empate (1-1) e uma vitória dos avenses na Academia de Alcochete (0-3). O médio ofensivo Matheus Nunes, recentemente contratado ao Estoril Praia, foi titular pela segunda vez.

 

O Sporting começou mal a fase de todas as decisões. Ao empate em casa com o Rio Ave (2-2) seguiu-se a derrota de hoje, apesar do inesperado reforço de Jovane Cabral e Miguel Luís. A equipa leonina estava avisada do valor do adversário, ainda na véspera o defesa central João Silva afirmou à Sporting TV que “temos de entrar fortes, procurar logo o golo, sempre fiéis aos nossos princípios, com posse e capacidade de criar oportunidades”.

 

O jogo foi equilibrado, mas com pouca assertividade de parte a parte. Rodrigues fez o resultado final ao aproveitar, na recarga, um remate por Abdoulaye ao poste da baliza de Luís Maximiano.

 

Com este resultado, o Sporting sub 23 continua com 26 pontos e fica provisoriamente no 4º lugar da classificação. Na próxima jornada, em 5 de Março, o Sporting recebe o Braga em Alcochete.

 

 

Ficha de jogo:

 

Liga Revelação, 2.ª jornada, 2.ª fase (Apuramento de Campeão)

CD Aves 1 - Sporting CP 0

Estádio CD Aves

Árbitro: Carlos Pizarro

 

CD AvesAflalo; Bura, Miguel Tavares (Jorge Vilela, 88'), Rodrigues (Nani, 8'), Varela (Zidane, 59'), Abdoulaye, Cláudito Tavares, Batista, Bruno Lourenço, Flávio Cristóvão (Diogo Batista, 73') e Ivanilson

 

Treinador: Leandro Pires

 

Sporting CP: Luís Maximiano; Thierry Correia, João Ricciulli, João Silva, Abdu Conté, Paulinho (Dimitar Mitrovski, 85'), Matheus Nunes, Bruno Paz (Tomás Silva, 70'), Miguel Luís, Jovane Cabral e Pedro Mendes (Nuno Moreira, 75')

 

Treinador: Alexandre Santos

 

Marcador: 1-0 Rodrigues (69')

 

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publicado às 18:56

Fotografia com história dentro (136)

Leão Zargo, em 24.02.19

 

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O jovem Rocha

 

Augusto Rocha nasceu em Macau a 7 de Fevereiro de 1935. Chamavam-lhe “Lou Fu Chai”, o “Pequeno Tigre”, a alcunha do seu pai. Começou a jogar futebol no Negro Rubro em 1952, mas na época seguinte transferiu-se para o Sporting de Macau presidido por António da Conceição, um sportinguista com uma personalidade singular e brilhante, campeão nacional de estafetas em atletismo, e que jogou na equipa leonina de reservas quando estudou na Faculdade de Letras de Lisboa no final da década de 1920. Em Macau, para além de presidente do Sporting, foi treinador, seleccionador, jornalista, professor e reitor do Liceu. 

 

Rocha jogava em qualquer posição da linha avançada e conseguiu rapidamente grande notoriedade pela sua velocidade e domínio de bola. O seu ídolo era Joaquim Pacheco, o polícia que veio para o Sporting com fama de goleador, mas que depois se destacou como defesa, que jogou na selecção de Macau e recebeu convites do Benfica, do Desportivo de Lourenço Marques e do Eastern Sports de Hong Kong. António da Conceição, que em 1949 tinha recomendado Joaquim Pacheco aos dirigentes leoninos do clube-sede, fez o mesmo com “Lou Fu Chai”. Ele próprio tratou de tudo para que Rocha viajasse para Lisboa em 1954.

 

No entanto, o macaense não foi feliz no Sporting e transferiu-se em 1956 para a Académica de Coimbra treinada por Cândido de Oliveira, onde revelou o seu grande valor como futebolista. Dois anos depois os leões pretenderam contratá-lo de novo a troco de 400 contos, uma importante quantia para a época, e do passe desportivo de Pompeu. Rocha ainda treinou em Alvalade e ensaiou uma ala esquerda com João Morais em jogos particulares, até porque Travassos aproximava-se do final da carreira, mas o acordo com Académica gorou-se e afinal não se concretizou o seu regresso ao Sporting.

 

Na fotografia, uma equipa do Sporting de Macau, em 1953 ou 1954. Augusto Rocha está no lugar clássico do extremo direito.

 

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publicado às 13:15

Ter o pássaro e deixá-lo voar

Leão Zargo, em 23.02.19

 

Sporting 2 Rio Ave 2 sub 23.jpg

 

Iniciou-se ontem a fase de apuramento de campeão da Liga Revelação, que vai decorrer até 1 de Maio. O terceiro e primeiro classificados da fase inicial, Sporting e Rio Ave, defrontaram-se na Academia de Alcochete, tendo empatado (2-2).

 

Os leões sub 23 entraram melhor na partida, mais ofensivos no meio campo adversário, marcando logo aos 6 minutos por intermédio de Marco Túlio. Pedro Mendes dilatou o marcador aos 53 minutos, a concluir uma bela jogada de envolvimento atacante. No entanto, o Rio Ave reagiu, empatou de penálti por Vitó poucos minutos depois e, perto do fim, na sequência de um pontapé de canto, Tiago André fez o resultado final. É o que se chama ter o pássaro na mão e deixá-lo voar.

 

 

Com este resultado, o Sporting sub 23 fica provisoriamente em 2º lugar, com 26 pontos, a um ponto do Rio Ave que lidera a classificação. Na próxima jornada, em 26 de Fevereiro, a equipa leonina viaja até à Vila das Aves para defrontar o Desportivo local.

 

Ficha de jogo:

 

Liga Revelação - 1.ª jornada fase de apuramento - 22. 02. 2019

Sporting 2 - Rio Ave 2

CGD Stadium Aurélio Pereira, Alcochete

Árbitro: Hugo Silva

 

Sporting: Luís Maximiano, João Oliveira, João Silva, João Ricciuli, Abdu Conté, Paulinho (Dimitar Mitrovski, 89), Matheus Nunes, Tomás Silva (Bubacar Djaló, 83), Bruno Paz, Marco Túlio (Mees de Wit, 71) e Pedro Mendes

 

Treinador: Alexandre Santos

 

Rio Ave: Carlos Alves, Costinha, Diogo Bianchi (José Postiga, 83), Kelechi John, Vitó, Diogo Teixeira, Ruben Gonçalves (Ricardinho, 59), Ricardo Schutte (Filipe Almeida, 89), André Silva (Zé Domingos, 59) e Jaime Pinto

 

Treinador: Pedro Cunha

 

Marcadores: 1-0 Marco Túlio (6’), 2-0 Pedro Mendes (53’), 2-1 Vitó (g.p. 61’) e 2-2 Tiago André (83’)

 

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publicado às 13:00

Fotografia com história dentro (135)

Leão Zargo, em 17.02.19

 

Bruno Fernandes Sporting - Villarreal.jpg

 

O tempo é um bem escasso

 

Trata-se de uma fotografia com história dentro da História centenária leonina. Talvez uma história com sessenta anos, pelo menos desde Dezembro de 1961 quando o jornal Sporting (nº 568) publicou um extenso artigo de Couto e Santos, redactor do Mundo Desportivo, com o título “Um Sporting campeão faz falta ao futebol português”.

 

Os sportinguistas que assistiram aos festejos dos títulos de campeão nacional em 1962 e 1966 recordam-se bem da intensidade emocional com que foram vividos. Ainda estava presente a memória do período mítico dos “cinco violinos” e muitos ainda os tinham visto jogar.

 

Pela sua profundidade e extensão, o que era meramente conjuntural adquiriu um carácter estruturante. No seu período hegemónico, entre 1940 e 1954, o Sporting foi nove vezes campeão nacional. Depois disso, até à actualidade, conseguiu o mesmo número de títulos de campeão. Sabemos como se chegou até aqui, como o Clube deixou de ser ganhador e a crença e o entusiasmo dos adeptos foram substituídos pela frustração e pelo desespero. Até a Formação perdeu brilho e capacidade de produzir talentos.

 

Bruno Fernandes caído e cercado por adversários simboliza o tempo que se vive. Frederico Varandas apresentou os seus conhecimentos sobre o futebol como uma séria mais valia. O problema é que o tempo se tornou num bem escasso.

 

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publicado às 13:00

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