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Fotografia com história dentro (174)

O primeiro título leonino (Campeonato de Lisboa 1914-15)

Leão Zargo, em 01.12.19

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A época de 1914-15 foi de grande glória desportiva para o Sporting Clube de Portugal. Pela primeira vez conquistou o Campeonato Regional de Lisboa, ao qual juntou a Taça de Honra ao derrotar o Benfica na final da prova. Uma dobradinha à maneira daquele tempo, que permitiu o Sporting afirmar-se como o grande rival do clube encarnado que vinha exercendo uma certa hegemonia no futebol lisboeta. Numa digressão à Galiza, a equipa leonina defrontou o Fortuna de Vigo e o Real SC de Vigo, conseguindo uma vitória e um empate.

Os presidentes João da Mota Marques (1913-14) e Daniel Queirós dos Santos (1914 a 1918) estabeleceram a estratégia que permitiu a afirmação do Clube, contratando Artur José Pereira, o melhor jogador do seu tempo, os irmãos Morice, John Armour e Boaventura da Silva, entre outros. A vitória no jogo disputado no Estádio do Lumiar na última jornada do Campeonato e arbitrado pelo sueco Boo Kulgerg, então professor de ginástica na Escola Académica, foi efusivamente festejada. Apesar de reduzidos a dez jogadores por Guilherme Morice ter fracturado um pé, os leões venceram por 3-1 e conquistaram o primeiro título da sua história.

No final da partida, directores, jogadores das duas equipas e jornalistas reuniram-se no pavilhão do Sporting, tendo a Direcção leonina oferecido um lanche de confraternização. Nos discursos intervieram o presidente Queirós dos Santos e Cosme Damião, capitão-geral do Benfica, que felicitou os vencedores. Durante a comemoração foi entoado pela primeira vez o hino Menelik, canção trazida para Portugal pelos irmãos Morice, que eram ítalo-argentinos, e que seria adoptado como o hino do Sporting até finais da década de 1930.

Na fotografia estão os seguintes jogadores:

De pé - Jorge Vieira, Amadeu Cruz, Raul Barros, Artur José Pereira, Boaventura da Silva e Jorge Morice;

Sentados - António Stromp, A. Rosa Rodrigues, Francisco Stromp, Guilherme Morice e John Armour;

Em baixo - Jaime Gonçalves, o primeiro grande goleador leonino.

publicado às 13:30

Vitória difícil, mas muito justa

Leão Zargo, em 30.11.19

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O Sporting venceu hoje o Desportivo das Aves por 3-2 na Academia de Alcochete para a 17ª jornada da Liga Revelação. Em jogo aberto e muito disputado, os leões defrontaram uma equipa que tem uma média etária muito superior e que se aproximou dos lugares da frente depois de um início de prova irregular. Gonzalo Plata e Fernando jogaram de início.

Na véspera do jogo, o técnico Leonel Pontes avisou que “estamos em primeiro e queremos manter-nos nesse lugar, pelo que temos de competir, lutar e ser uma equipa ‘à Sporting CP’: competitiva, forte, mandona e que tenha capacidade de controlar o adversário e o jogo.” Nos primeiros 20 minutos, a equipa leonina recuperou a dinâmica colectiva que terá perdido em consequência das alterações de treinador e da rotação de jogadores com a equipa principal e os sub 19. Depois, a maior experiência dos avenses possibilitou algum equilíbrio no jogo que chegou a pôr em perigo a vitória sportinguista. Dimitar Mitrovski fez o 3-2 aos 87 minutos, numa altura de grande pressão junto da baliza do Aves.

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O Sporting alinhou com os seguintes jogadores: Diogo Sousa, João Oliveira, João Silva, Eduardo Quaresma, Nuno Mendes, Bernardo Sousa (Dimitar Mitrovski), Matheus Nunes, Tomás Silva (cap.), Gonzalo Plata (Bruno Tavares), Pedro Mendes e Fernando (Joelson Fernandes). Pedro Mendes esteve em destaque pelo que jogou e pelos dois golos que marcou.

Com este triunfo, o Sporting sub 23 continua a liderar isolado a tabela classificativa, agora com 39 pontos, quatro à frente do Benfica que empatou a zero com o Belenenses SAD.

Na próxima jornada, em 3 de Dezembro, o Vitória de Guimarães joga em Alcochete.

publicado às 13:13

Fotografia com história dentro (173)

O último golo leonino de Beto Acosta

Leão Zargo, em 24.11.19

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Beto Acosta chegou ao Sporting treinado por Mirko Jozic em 1998-99, a meio da época, em Janeiro, depois de os dirigentes terem perdido a paciência com Leandro e terem-no emprestado ao Tenerife. O argentino era um futebolista de grande competitividade, o oposto do brasileiro.  Acosta jogou de leão ao peito até 2001, marcou 48 golos em 99 jogos oficiais, para além de ter ganho um Campeonato Nacional e uma Supertaça.

Depois da conquista do Campeonato Nacional em 1999-2000, seguiu-se uma época desastrosa, com a equipa a ser dirigida sucessivamente por três treinadores (Augusto Inácio, Fernando Mendes e Manuel Fernandes). O 3º lugar no Campeonato, o último lugar no grupo na Liga dos Campeões e a eliminação pelo FC Porto nas meias-finais da Taça de Portugal fizeram destacar a importância de uma vitória na final da Supertaça.

Na Supertaça o adversário foi o FC Porto, e depois de empates nas Antas (1-1) e Alvalade (0-0) disputou-se a finalíssima em Coimbra (16.5.2001). O jogo nunca teve um vencedor certo, mas a segurança de Peter Schmeichel e a frieza de Acosta conjugaram-se da melhor maneira com a boa organização do meio campo. O guarda-redes defendeu aos 7 minutos um penálti rematado por Deco, mas Acosta também de penálti não falhou aos 31 minutos e marcou o golo que determinou o vencedor. “Terminou a malapata que nos perseguiu toda esta época”, afirmou o presidente Dias da Cunha.

Foi o último golo e o derradeiro jogo de Beto Acosta com a camisola leonina. Para além do golo, na finalíssima teve uma acção determinante pela combatividade e pelas diagonais que permitiram entradas perigosas de Pedro Barbosa, João Pinto e Sá Pinto na defesa portista. Quando chegou a Alvalade com 34 anos houve quem ironizasse que ele já tinha cabelos brancos. Como se sabe, no futebol, é lá dentro, nas quatro linhas, que um jogador dá a resposta certa.

publicado às 13:30

Fotografia com história dentro (172)

Mokuna, o “Fura Redes”

Leão Zargo, em 17.11.19

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Depois da conquista do tetra campeonato e da Taça de Portugal, o Sporting fez a digressão desportiva mais longa da sua história no Verão de 1954. Realizou o primeiro jogo em 3 de Julho, com o Sporting de Lourenço Marques em Moçambique, e o último em 17 de Agosto frente à Selecção de Léopoldville no antigo Congo Belga. Também esteve na África do Sul e em Angola, tendo disputado um total de doze jogos. Venceu onze e empatou um.

No último jogo, o orientador técnico Tavares da Silva ficou impressionado com um jovem de 19 anos que marcou um golo logo aos três minutos. Tratava-se de Léon Trouet Mokuna, a quem os adeptos chamavam “Trouée” (“buraco”) em vez de Trouet. A sua contratação foi demorada, nunca um congolês tinha vindo jogar para a Europa, mas o Sporting conseguiu contratá-lo ao Vita Club a troco de cinquenta mil francos e graças aos bons ofícios de Raul Sousa, um sportinguista que era o Cônsul de Portugal na Embaixada em Léopoldville.

Mokuna chegou a Lisboa em Outubro, mas apesar do entusiasmo do treinador Joseph Szabo que chegou a compará-lo a Peyroteo, apenas fez o primeiro jogo com a camisola verde e branca frente ao SC Braga em 9 de Janeiro de 1955. Questões burocráticas e o peso excessivo do jogador adiaram a sua estreia. Marcou um golo na expressiva vitória leonina por 5-2, com um poderoso remate que deixou o guarda-redes Cesário pregado ao relvado.

Mokuna não conseguiu afirmar-se no Sporting. Em 1954-55 ainda marcou dezanove golos em onze jogos (uma média apenas superada por Peyroteo e Sidónio), mas as limitações técnicas e tácticas, para além do despedimento de Szabo que o admirava, fizeram com que saísse no final da época seguinte. A categoria do avançado-centro João Martins e a recente contratação de Miltinho também terão contribuído para o insucesso do primeiro congolês a jogar na Europa.

Na fotografia, Cesário cumprimenta o estreante Mokuna. O guarda-redes bracarense diria mais tarde que o remate foi tão violento que quando viu a bola esta já estava dentro da baliza a balouçar nas redes.

publicado às 13:30

O Sporting e a insanidade autodestrutiva

Leão Zargo, em 10.11.19

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Frederico Varandas tem razão nas afirmações que fez na 39ª edição da gala Rugidos de Leão a propósito da democraticidade no Sporting. Está certo quando critica a acção de grupos minoritários que por todos os meios procuram impedir a gestão do Clube de uma maneira que, em alguns casos, chega a ser ilegítima. Como está certo na denuncia do que chamou de “guarda pretoriana” das direcções.

Pelo que acontece, porque está muito para além do inevitável conflito entre o governo e a oposição, chega-se a recear uma crise muito grave no Clube, pois há o sério risco de decair perigosamente e distanciar-se em definitivo do Benfica e do Porto, que possuem grande estabilidade directiva. Assim a recuperação da hegemonia perdida na década de 1950 pode tornar-se uma miragem.

Após a destituição de Bruno de Carvalho, muitos sportinguistas afirmavam que seriam necessários vários anos para recuperar o Sporting dos males que foram praticados. Afinal, vaidades pessoais, ambições desmesuradas e ódios mesquinhos acabaram por prevalecer sobre os verdadeiros interesses do Clube. A insanidade chega a ser um caso de estudo pela autofagia, pela autodestruição.

O grave passivo financeiro é ignorado. Uma das melhores épocas desportivas depois de 2002 no futebol e nas modalidades é desvalorizada. O cumprimento das responsabilidades que decorreram do empréstimo obrigacionista (2015-18) é minimizado. No Sporting tudo é motivo de discordância, de controvérsia e de conflitualidade. O que se ouve são ameaças, injúrias e calúnias.

Agora, será mais difícil controlar a ocasião e as circunstâncias. O tempo é desfavorável e mesmo um simples deslize tem consequências imprevisíveis. O universo sportinguista não pode ceder espaço aos falsos e meteóricos “salvadores” que muitas vezes pretendem dividir ainda mais para depois conquistar o poder. Chega a parecer que a desestruturação do Clube constitui uma estratégia planeada e organizada.

A finalidade de todos nós, sportinguistas, tem de ser a mesma desde a fundação do nosso Clube: absoluto orgulho leonino e vontade férrea na procura da vitória. Não se pede uma unanimidade castrante e acéfala, mas uma unidade racional e inteligente. No desporto, tal como na vida, não há tempo para parar, mas para seguir em frente com determinação, coragem e resiliência.

publicado às 15:00

Fotografia com história dentro (171)

A estreia de Mário Wilson no Sporting

Leão Zargo, em 10.11.19

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Mário Wilson começou a jogar futebol com dezasseis anos no Desportivo de Lourenço Marques, onde já praticava basquetebol. Antes tinha jogado no Harmonia, que ele e alguns amigos tinham fundado. Nos juniores do Desportivo laurentino, durante duas épocas, alinhou a médio-centro, passando para avançado-centro na equipa sénior.

O Sporting andava à procura de um substituto de Fernando Peyroteo e contratou-o no Verão de 1949. Para além dele também foi contratado Rola, avançado-centro do CD de Estarreja, que simbolicamente substituiu Peyroteo aos 63 minutos no jogo de despedida com o Atlético de Madrid e foi o titular frente ao Lusitano VRSA na primeira jornada do Campeonato Nacional.

Rola foi o avançado-centro no primeiro jogo, mas na segunda jornada com o Estoril-Praia o técnico Sándor Peics pô-lo a interior esquerdo, sendo Wilson o nº 9. Os leões venceram por 4-0, o moçambicano não marcou, mas o jornalista Tavares da Silva escreveu na revista Stadium que o estreante cumpriu e que já era “para alguns uma certeza”. O treinador gostou do que viu e deu-lhe a titularidade. Em 1949-50 participou em vinte e um jogos e marcou vinte e dois golos.

No Sporting procurava-se substituto de Peyroteo à maneira do “bombardeiro”. Forte na luta com os defesas, mas também veloz no jogo da grande área, o que não era um atributo de Wilson. Na época seguinte, Randolph Galloway ainda o observou em posições mais recuadas no meio campo e a defesa central na partida com o Atlético de Madrid para a Taça Latina, mas acabou por sair para a Académica terminando o vínculo com os leões.

A fotografia é do final do jogo de estreia de Mário Wilson com o Estoril-Praia, em 16 de Outubro de 1949. Falta Vasques porque lesionou-se durante a partida.

Em cima: Passos, Veríssimo, Juvenal, Azevedo, Barrosa. Mateus e Sándor Peics;

Em baixo: Jesus Correia, Mário Wilson, Albano e Rola.

(Pode haver algum jogador mal identificado.)

publicado às 13:00

Houve um bom fim em Setúbal

Leão Zargo, em 09.11.19

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O Sporting sub 23 defrontou o Vitória de Setúbal, no Estádio do Bonfim, em partida da 15ª jornada da Liga Revelação e venceu por 2-1, interrompendo assim um ciclo de quatro jogos consecutivos sem ganhar (duas derrotas e dois empates). Os dois golos leoninos foram marcados por Pedro Mendes, aos 4 minutos, e Tiago Tomás, aos 82 minutos. Na véspera o treinador Leonel Pontes tinha manifestado confiança de que a equipa conseguiria dar uma resposta positiva.

O Sporting alinhou da seguinte maneira: Diogo Sousa, João Oliveira, Eduardo Quaresma, João Silva, Nuno Mendes, João Daniel (Tiago Tomás, 68’), Matheus Nunes, Tomás Silva (Dimitar Mitrovski, 92’), Bruno Tavares (Tiago Rodrigues, 87’), Pedro Mendes (Diogo Brás, 87’) e Joelson Fernandes (Bernardo Sousa, 68’).

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Com esta vitória, o Sporting soma 35 pontos na classificação e regressou à liderança em virtude do empate do Benfica com o Leixões. Na próxima jornada, em 23 de Novembro, os leões deslocam-se a Braga para defrontar o Sporting local.

publicado às 13:07

Fotografia com história dentro (170)

Um Sporting - FC Porto em 1976

Leão Zargo, em 03.11.19

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Em 1976-77, em Alvalade, o Sporting - Porto para a 7ª jornada era aguardado com grande entusiasmo. Nos primeiros seis jogos do Campeonato Nacional, a equipa orientada por Jimmy Hagan tinha conseguido cinco vitórias e um empate, entre elas um 3-0 ao Benfica logo na 1ª jornada, com quinze golos marcados e apenas três sofridos. A linha ofensiva constituída por Manoel, Manuel Fernandes e Keita possuía invulgar categoria e permitia todos os sonhos. O jovem Freire era a promessa proveniente da formação leonina.

O “clássico” com os portistas disputou-se em 1 de Novembro de 1976. Na jornada anterior os leões tinham empatado no Montijo e era importante vencer um competidor directo. O Sporting triunfou por um claro 3-0, continuou sem sofrer golos no seu Estádio e a imprensa considerou que foi imbatível na defesa, operativo no meio campo e eficaz no ataque. Essencialmente, a equipa sportinguista apresentou-se com um espírito colectivo fortíssimo e uma linha avançada com excelente qualidade técnica individual. O capitão Laranjeira afirmou que “o Porto também teve algumas oportunidades e o resultado mais justo seria talvez um 4-2”.

Como se sabe, no fim é que se fazem as contas. Os meses de Janeiro e de Fevereiro foram azarados. Keita lesionou-se, a forma física de muitos jogadores oscilou e o futebol leonino perdeu magia. Depois de tanto entusiasmo e crença, o Sporting ficou num decepcionante segundo lugar a nove pontos do Benfica e Jimmy Hagan saiu no final da época. É o que se chama começar bem e acabar mal.

Na fotografia, Keita marca o primeiro golo a Tibi na sequência de um canto por Baltasar e de um desvio por Manuel Fernandes.

publicado às 13:30

Sporting sub-23 a perder gás…

Leão Zargo, em 02.11.19

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O Sporting recebeu a Académica em partida da 14ª jornada da Liga Revelação e perdeu por 2-0. Trata-se do quarto jogo consecutivo (duas derrotas e dois empates) sem conseguir vencer. Sem organização e sem dinâmica colectiva, a equipa perdeu segurança defensiva e capacidade ofensiva, e a qualidade individual dos jogadores deixou de fazer a diferença em campo. Esta derrota com um adversário que era o penúltimo classificado e que apenas tinha conseguido uma vitória coloca isso mesmo em evidência.

No final do jogo, técnicos e jogadores reuniram-se em círculo perto do centro do terreno. Muito haverá para debater e rever já nos próximos dias, pois o futebol vencedor e galvanizador do Sporting como que se esfumou em determinado momento, anterior ao ciclo de insucessos que se iniciou com a derrota frente ao Benfica em 19 de Outubro. As alterações na equipa podem ter contribuído para isso, mas não justificará o que se passa, como Leonel Pontes considerou em entrevista.

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Liga Revelação, 14.ª jornada – 02.11.2019
CGD Stadium Aurélio Pereira
Árbitro: Fábio Varanda.
Árbitros assistentes: André Guerreiro e Mauro Santos.

SPORTING CP: Diogo Sousa, João Daniel (Bruno Tavares, 46´), João Silva, Nuno Mendes (Rodrigo, 72´), Eduardo Quaresma, Diogo Brás (João Oliveira, 46´), Matheus Nunes, Tomás Silva (cap.), Tiago Rodrigues, Joelson e Dimitar Mitrovski.

Suplentes não utilizados:Hugo Cunha, Echedey Verde, João Goulart, Gonçalo Costa, João Ricciolli e Bernardo Sousa. 

Treinador: Leonel Pontes 

Disciplina: cartão amarelo para João Daniel (39´.

ACADÉMICA: Daniel Azevedo, Sérgio Conceição, Bolgado, Sandro Cordovias (Aldair, 76´), Pedro Pinto (Cap.) (Nuno André, 76´), Nadson (António Ribeiro, 85´), Yuri, Sousa, Matheus, Gonçalo Chaves (Simão França, 85´) e Rodrigo (pedro Pinho, 68´)

Suplentes não utilizados: Sá, António Ribeiro, Pedro Rodrigues, José Gomes, Guilherme, Mvuka, Rui Bruno e Zé Maria. 

Treinador: Miguel Carvalho.

Disciplina cartão amarelo para Gonçalo Chaves (37´), Rodrigo (39´) e Aldair (82´).

Golos: 0-1 Yuri (25´); 0-2 Pedro Pinto (57´)

Com este resultado, o Sporting CP pode perder a liderança da classificação se o Benfica ganhar em Portimão. Na próxima jornada, em 9 de Novembro, a equipa leonina desloca-se a Setúbal para defrontar o Vitória.

publicado às 13:28

Rodrigo Fernandes

Leão Zargo, em 30.10.19

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Rodrigo Fernandes faz parte do plantel principal do Sporting desde 22 de Outubro e estreou-se no domingo na partida frente ao Vitória de Guimarães. A sua promoção foi referida no tempo de Marcel Keizer e de Leonel Pontes. No entanto, Jorge Silas alertou que o médio alinhará pelos sub 23 sempre que for conveniente para ele ou para a equipa. O jogador nasceu em 23 de Março de 2001, está na Academia de Alcochete desde 2009, e apesar de ser ainda sub 19 participou em 10 jogos pelos sub 23 nesta época. Tem 52 internacionalizações (sub 16, 17, 18 e 19).

Trata-se de um médio esquerdino que pode jogar numa posição defensiva e a interior, ou a lateral esquerdo, com um perfil físico raro num centrocampista (1m84). Nesta temporada tem sido médio defensivo, destacando-se como organizador em zonas mais recuadas e pela ligação entre defesas e médios na construção de jogo. O blogue Visão de Mercado salienta a elegância e a serenidade na recepção da bola e a qualidade de passe, o sentido posicional, a boa cobertura da bola através da capacidade física e técnica, a passada larga e o poder de remate. O blogue refere que precisa de melhorar a concentração e a atitude competitiva e de arriscar mais no remate à baliza adversária.

Rodrigo Fernandes tem contrato com o Sporting até 30 de Junho de 2020 e o empresário é Jorge Mendes.

publicado às 13:30

Fotografia com história dentro (169)

A “Tarde de S. Lourenço”

Leão Zargo, em 27.10.19

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O Benfica - Sporting disputado no Estádio da Luz em 17 de Outubro de 1965 foi o meu primeiro dérbi. Ou melhor, é o mais antigo de que me recordo. Talvez por causa daquela tarde prodigiosa de João Lourenço quando marcou todos os golos da vitória por 4-2 dos leões sobre as águias. Os adeptos sportinguistas, consolados até dizer basta, chamaram-lhe a “Tarde de S. Lourenço”.

Lourenço, contratado à Académica, ia na segunda época no Sporting e jogava a avançado ao lado de Figueiredo, o Altafini de Cernache. Era um jogador muito tecnicista e elegante, oportuno e inteligente na movimentação na grande área, marcando golos espectaculares, nomeadamente em chapéu sobre os guarda-redes. Nesse jogo na Luz marcou ao Melo por duas vezes em chapéu com todas as medidas bem tiradas. Na época de 1965-66 o Sporting foi Campeão Nacional e Lourenço teve um papel importante com os 19 golos marcados nos 18 jogos do Campeonato em que participou.

A revista Ídolos do Desporto (nº 1, 4ª série) chamou-lhe “O Homem-Golo do Sporting”, pela sua eficácia perante a baliza adversária. E com razão, porque, para além de Lourenço, só mais dois jogadores leoninos conseguiram o póquer de golos frente ao Benfica: Fernando Peyroteo (1-4 em 25 de Abril de 1948, no Campo Grande, que garantiu o célebre “Campeonato do Pirolito”) e Manuel Fernandes (no inesquecível 7-1, em 14 de Dezembro de 1986, em Alvalade).

publicado às 11:40

O Sporting é a prioridade absoluta

Leão Zargo, em 21.10.19

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O futebol sempre coexistiu com determinadas formas de violência. Em Portugal há notícias de distúrbios desde a década de 1920. A própria linguagem futebolística possui algo de agressivo (ataque, vitória, derrota) e o desporto substituiu os torneios medievais ou várias outras demonstrações de força e de valor. Mas, tudo isso, o futebol foi capaz de integrar e sublimar pela extraordinária dimensão humana, estética, cultural e atlética que decorre de um desporto praticado por grandes jogadores.

Nos dias de hoje a violência no futebol adquiriu outra dimensão e coloca-se a um outro nível da pulsão agressiva aceitável em seres humanos. É algo teorizado, organizado e planeado que não decorre essencialmente da paixão e da emoção do jogo, mas que resulta da incorporação de valores de identidade exacerbados e estereotipados que predispõem para o confronto e surgem associados ao ódio e à vontade de estabelecer outras regras que estão para além daquelas que decorrem da organização social e desportiva.

O que acontece nesta altura no Sporting decorre desta “thick solidarity” (R. Giulianotti) potenciada por um conjunto de particularismos que resultam da especificidade e da história recente do Clube. Uma espiral de violência e um sentimento de impunidade que permitiram os crimes praticados na Academia de Alcochete e a acção recorrente violenta, abusiva e inaceitável que visa intimidar e ameaçar atletas e membros dos órgãos sociais democraticamente eleitos. A decisão de revogar os protocolos celebrados com a Juventude Leonina e com o Directivo Ultras XXI revela-se correcta e adequada às circunstâncias. As claques existem unicamente para apoiar o Sporting.

O Sporting nunca se limitará a um universo de pensamento único e monolítico, é o mais plural e diverso de todos os grandes clubes portugueses. Essa é também a sua força, mas pode ser a sua fraqueza. O Clube necessita em absoluto, momentânea e publicamente, de ser capaz de superar as divergências e de reforçar a unidade, não cedendo espaço a falsos e meteóricos profetas que, com uma estratégia de poder, pretendem dividir ainda mais, puxar ainda mais para baixo. Não é desejável nem possível uma unanimidade crédula e acrítica, mas com humildade e sabedoria temos de colocar o Sporting como a prioridade absoluta.

publicado às 12:00

Leões perdem no dérbi sub 23

Leão Zargo, em 19.10.19

Benfica e Sporting, os dois primeiros classificados da Liga Revelação, defrontaram-se hoje de manhã no Seixal em jogo da 11ª jornada. Os encarnados venceram o dérbi por 2-1. Na véspera, o treinador Leonel Pontes tinha avisado que “o Benfica tem excelentes jogadores, vamos manter o critério de análise ao adversário. É importante estarmos tranquilos e manter a cabeça fria”. Rafael Camacho alinhou a titular. Antes do início da partida cumpriu-se um minuto de silêncio em memória de Rui Jordão.

A primeira parte foi equilibrada, representada no empate (1-1). O Benfica explorou mais o corredor esquerdo ofensivo através de Tiago Araújo, o Sporting procurou sempre jogar mais apoiado para se aproximar da baliza adversária. Ronaldo Camará na sequência de um pontapé de canto e Pedro Mendes de grande penalidade fizeram os golos.

A equipa da casa entrou muito forte depois do intervalo e Gonçalo Ramos marcou logo nos primeiros minutos. Leonel Pontes respondeu com a entrada de Joelson Fernandes aos 63 minutos, que no minuto seguinte atirou ao poste. Com a chuva intensa o jogo tornou-se mais físico, privilegiando-se os passes longos para o meio campo adversário. Os leões pressionaram muito na fase final, mas não conseguiram marcar e perderam pela primeira vez esta época.

Apesar deste resultado, o Sporting continua a liderar a classificação com 30 pontos. Na próxima jornada, em 26 de Outubro, os leões recebem o Estoril-Praia em Alcochete.

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Ficha de jogo:

Liga Revelação - 11.ª jornada (19.10.2019)

Benfica 2 - Sporting 1

Caixa Futebol Campus, Seixal

Benfica: Leo Kokubo, Ebuehi, Miguel Nóbrega, Morato, Frimpong, Rafael Brito (Tomás Azevedo, 79’), Paulo Bernardo, Ronaldo Camará, Jair Tavares (Tiago Gouveia, 72’), Tiago Araújo e Gonçalo Ramos (Luís Lopes, 79’)

Treinador: Jorge Maciel

Sporting: Diogo Sousa, Echedey Verde (Joelson Fernandes, 63’), Eduardo Quaresma, João Ricciulli (Tiago Rodrigues, 80), João Silva, Matheus Nunes, Rodrigo Fernandes, Tomás Silva (Dimitar Mitrovski, 80’), Rafael Camacho (Diogo Brás, 68’), Bruno Tavares e Pedro Mendes

Treinador: Leonel Pontes

Golos: Ronaldo Camará (25’), Pedro Mendes (g.p. 32’) e Gonçalo Ramos (49’)

publicado às 13:07

Fotografia com história dentro (168)

Leão Zargo, em 19.10.19

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“Talvez falte mais silêncio ao futebol.” (Rui Jordão)

Rui Jordão era um jogador diferente. Um avançado felino que jogava de uma forma rara e muito eficaz, tecnicista e móvel, elegante e audacioso, versátil e corajoso. Fez uma dupla inesquecível com Manuel Fernandes, tendo jogado juntos no Sporting durante nove épocas e marcado em conjunto cerca de setecentos golos. Foi duas vezes campeão nacional e conquistou duas Taças de Portugal, para além de uma Supertaça, e distinguido com o Prémio Stromp em 1980.

Deixou de jogar em 1989 e assumiu uma paixão interrompida pelo futebol, a pintura. Um regresso à infância em Benguela quando pintava as ilustrações no jornal da escola, mas essencialmente o desejo de viver e de comunicar através da arte, longe de qualquer tipo do foco do futebolista que tinha sido e de uma realidade que o sufocava. O homem sociável, mas de caráter introvertido, trocou então o ruído dos estádios pelo silêncio do ateliê para o reencontro com o seu outro eu.

Jordão clarificou a sua relação com o futebol e a pintura numa entrevista ao Record, em 2000: “[O futebol] é um mundo demasiado objectivo, material e ruidoso. Era impossível encontrar outras formas de expressão que não fossem dentro dos relvados. Foi por isso que desapareci do meio durante muitos anos. Só o silêncio seria capaz de permitir o reencontro com o meu outro eu. Não sei qual dos dois é mais verdadeiro, mas quando comecei a pintar descobri uma outra forma de comunicar com os outros. O que o futebol não tem é o silêncio que preciso para mostrar a verdade que, enquanto jogador, ocultei. Talvez falte mais silêncio ao futebol.”

Por ser um pintor abstraccionista, Jordão construiu obras de arte em regra não figurativas, ou apenas com formas subtilmente harmonizadas para estabelecer uma conexão com o observador, recorrendo às relações formais existentes entre linhas, cores e superfícies para exprimir as suas correspondências simbólicas. Criou um universo autónomo abstracto, intuitivo e interpretativo, na linha da proclamação de Wassily Kandinksy que considerava que “criar uma obra de arte é criar um mundo”.

Rui Jordão licenciou-se em História de Arte na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e fez o curso de Belas Artes em Pintura, Desenho e Modelagem na Sociedade Nacional de Belas Artes. Participou em inúmeras exposições, individuais e colectivas, em Portugal e no estrangeiro. A última exposição foi “Que a Mente resista/Projeto de uma exposição/Palavras Ditas”, em Oeiras, em 2018. Integra várias colecções particulares, galerias e museus, o que constitui parte importante do legado da sua “segunda vida”.

publicado às 12:15

Fotografia com história dentro (167)

Leão Zargo, em 13.10.19

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O primeiro dérbi no Estádio José Alvalade (2ª geração)

O primeiro dérbi no novo Estádio José Alvalade inaugurado em 1956 realizou-se em 23 de Dezembro desse ano e teve os ingredientes principais dos grandes confrontos com o nosso rival: muito escaldante e bastante disputado.

A época estava a ser atribulada para os leões, que chegaram a andar pelos últimos lugares da classificação a par do Caldas, SC Covilhã e Atlético, e que terminariam num modesto quarto lugar. O argentino Abel Picabêa tinha sido contratado para fazer a renovação da gloriosa equipa dos cinco violinos, mas a empresa revelou-se muito maior do que seria previsível, e acabou por ser substituído por Enrique Fernandez. O Benfica venceu o Campeonato Nacional com uma forte ajuda do Sporting que derrotou o FC Porto por 2-1, em Alvalade.

Naquela tarde invernosa de Dezembro, à 15ª jornada, o Sporting andava quase pelo meio da tabela classificativa enquanto que benfiquistas e portistas lutavam pela liderança. O árbitro foi o célebre Inocêncio Calabote, que conquistaria a imortalidade alguns anos mais tarde no num Benfica-CUF.

O dérbi foi disputadíssimo como é da praxe, verificando-se grande domínio dos leões em quase todo o jogo, mas o Benfica pressionou muito a baliza de Carlos Gomes nos últimos vinte minutos. O guarda-redes revelou toda a sua categoria e não sofreu um único golo, impondo a primeira derrota da época aos da Luz. No final, Carlos Gomes afirmou aos jornalistas: “Qualquer das equipas podia ter ganho. Sinceramente achava que nos seria muito difícil derrotar o Benfica, mas todos jogámos com vontade férrea daí resultando um extraordinário desafio como este foi.”

O golo solitário foi marcado por Hugo Sarmento, contratado para substituir o inesquecível Jesus Correia, e que envergou a camisola leonina durante dez temporadas, jogando no lado direito da linha avançada. Apesar da vitória no dérbi, a época arrastar-se-ia penosamente para os sportinguistas, constituindo a eliminação pelo Vitória de Setúbal nos quartos-de-final da Taça de Portugal o epílogo de uma época desportiva fracassada.

Ficha de jogo:                                                                                                       

Campeonato Nacional da I Divisão - 15ª Jornada (1956-57)

Sporting 1 - Benfica 0

Estádio José Alvalade, 23 de Dezembro de 1956

Árbitro - Inocêncio Calabote (Évora)

Sporting - Carlos Gomes, Caldeira, Joaquim Pacheco, Pérides, Passos, Osvaldinho, Hugo Sarmento, Gabriel Cardoso, Pompeu, Travassos e João Martins

Treinador - Abel Picabêa

Benfica - José Bastos, Francisco Calado, Ângelo, Pegado, Artur Santos, Alfredo, Isidro, Coluna, José Águas, Salvador e Cavém

Treinador - Otto Glória

Marcador - Hugo Sarmento (17m)

publicado às 13:30

Fotografia com história dentro (166)

Leão Zargo, em 06.10.19

golo.jpg

“Cantinho do Morais”

“Virei-me para o banco e confirmei se era eu. O técnico acenou-me que sim. Peguei na bola com jeitinho, disse-lhe umas palavrinhas amigas, dei-lhe um beijinho... Depois, mal senti o pé a bater nela fiquei logo com a sensação de que seria golo. Parece que o tempo parou ali. Observei a trajectória do esférico, vi o Figueiredo a correr para o primeiro poste e o guarda-redes atrás dele para interceptar o eventual cabeceamento do desvio, mas o destino estava traçado. A bola passou por cima dos dois e acabou por entrar junto ao segundo poste. Foi a euforia total, mas não foi um golo de sorte. Ao longo da carreira marquei mais uns quantos da mesma maneira.” (João Morais ao jornal i, pouco antes de falecer em 27 de Abril de 2010)

Foi no Estádio Deurne, hoje o Bosuilstadion, em Antuérpia, onde o Sporting conquistou a Taça dos Vencedores das Taças, no dia 15 de Maio de 1964. Depois de um empate 3-3 na final, Sporting e MTK Budapeste tiveram de disputar uma finalíssima. Aos 19 minutos João Morais marcou o pontapé de canto mais importante da história leonina.

Por não ter sido transmitido em directo pela televisão, o jogo foi vivido na rádio através da voz inesquecível de Artur Agostinho: “É pontapé de canto favorável ao Sporting. Vai agora marcar Morais, do lado esquerdo. Morais tem a bola no quarto círculo, prepara-se para a bater na direção da baliza de Kovalik… A bola vai partir, partiu, com boa conta, para a baliza… Golo! Golo! É gooooooolo do Sporting!”

Figueiredo tinha-se colocado junto do guarda-redes húngaro, e no instante do pontapé de canto, fez um movimento rápido para o primeiro poste, arrastando Kovalik… ficando a baliza desguarnecida. Era a estratégia preparada por Anselmo Fernandez para aquelas situações.

 Ficha de jogo:

Finalíssima da Taça dos Vencedores de Taças

Sporting 1 - MTK Budapeste 0

Estádio Deurne, Antuérpia, 15 de Maio de 1964

Árbitro - Gerard Versyp

Sporting - Carvalho; Pedro Gomes, Alexandre Baptista, Fernando Mendes e José Carlos; Pérides e Geo; Osvaldo Silva, Mascarenhas, Figueiredo e João Morais

Treinador - Anselmo Fernandez 

MTK Budapeste - Kovalik; Keszei, Danski, Kovaks e Jenei; Nagy e Vasas; Sandor, Boeder, Kuti e Halapi

Treinador - Bela Volentik 

Golo - João Morais (19m)

publicado às 13:30

Fotografia com história dentro (165)

Leão Zargo, em 29.09.19

SCP infantis 1988-89 com César Nascimento e Osval

Silas

A fotografia mostra o plantel infantil leonino na época de 1988-89, com os técnicos César Nascimento e Osvaldo Silva. Para todos eles o horizonte tinha a cor verde da esperança. O segundo à esquerda, em baixo, é um miúdo que na altura ainda usava o nome de Jorge Fernandes, mas que brevemente seria conhecido por Jorge Silas, numa homenagem ao jogador brasileiro que na altura brilhava com a camisola sportinguista.

O jovem Silas jogou duas épocas nos infantis, mas foi dispensado na transição para os iniciados. “Era franzino, baixinho e naquela altura dava-se muita importância ao físico. Mas olhando para trás acho que tomaram a decisão correcta", como explicou o próprio numa entrevista à Tribuna Expresso, em 2017. Depois fez-se à vida, e jogou no Atlético, Ceuta, Elche, União de Leiria, Marítimo, Belenenses e Cova da Piedade, com passagens por Inglaterra, Chipre e Índia.

Jorge Silas regressou agora a Alvalade com uma tarefa complexa. Transformar um plantel descrente e desorganizado numa equipa competitiva e vencedora, e contribuir para unir e pacificar o Clube.  Para além de treinar os seus jogadores, terá também de ocupar-se deles como psicólogo, enfermeiro, terapeuta e conselheiro. Pelo menos isso. Não sei, aliás ninguém sabe de ciência certa, se ele tem estatura para tanto, capacidade e conhecimento para tudo o que é necessário, mas se tiver sucesso Silas ocupará um lugar de destaque na história do Sporting.

(A fotografia foi retirada da página no Facebook “Osvaldo Silva - Homenagem”.)

publicado às 14:30

Sub-23 continuam invencíveis

Leão Zargo, em 28.09.19

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O Sporting sub 23 defrontou hoje o Belenenses SAD sub 23, em Odivelas, para a 9ª jornada da Liga Revelação. Os leões venceram por 2-1, permanecendo invictos na prova. Marco Santos, treinador-adjunto de Emanuel Ferro, sentou-se no banco para orientar a equipa.

O golo do Belenenses resultou de um autogolo de João Oliveira aos 27 minutos. Apesar da contrariedade, a equipa leonina não se desorganizou, continuou a exercer o domínio do jogo, mas os azuis criaram sempre perigo em ofensivas rápidas. Numa destas ocasiões, aos 70 minutos, o árbitro assinalou o castigo máximo por mão de Eduardo Quaresma, que Diogo Sousa defendeu. Uma intervenção importante do guarda-redes pois, logo a seguir, Pedro Mendes de cabeça fez o 1-1. A cinco minutos do fim do jogo, Tiago Rodrigues, que tinha substituído Pedro Mendes algum tempo antes, fez o golo da vitória na sequência de uma excelente abertura de Mitrovski.

O Sporting lidera a classificação com 27 pontos. Na próxima jornada, em 5 de Outubro, recebe o Feirense em Alcochete.

Ficha de jogo:

Liga Revelação - 9.ª jornada (28.09.2019)

Belenenses SAD 1 – Sporting 2

Complexo Desportivo de Odivelas

Árbitro: Gonçalo Nunes

BELENENSES SAD: João Monteiro, Gonçalo Agrelos, Luís Silva, Danny Henriques (Cap.), Luca Van der Gaag, Sithole, Simón Ramirez, Tomás Castro, Charles Brym, Edi Semedo e Edgar Pacheco

Treinador: Nélson Santos

SPORTING CP: Diogo Sousa, Nuno Mendes, Eduardo Quaresma, João Silva, João Oliveira, Bruno Tavares, Matheus Nunes, Tomás Silva (Cap.), Rodrigo Fernandes, Joelson Fernandes e Pedro Mendes (Diogo Brás, Nuno Moreira, Dimitar Mitrovski e Tiago Rodrigues entraram com o jogo a decorrer).

Treinador: Marco Santos

Golos: Diogo Sousa (p.b., 22’), Pedro Mendes (74’) e Tiago Rodrigues (86’)

publicado às 14:04

Fotografia com história dentro (164)

Leão Zargo, em 22.09.19

Sporting na Taça do Rio Julho de 1951.jpg

O Sporting na “Taça do Rio”

O Sporting disputou a “Taça do Rio” em 1951 e em 1952, uma competição internacional disputada no Brasil, a primeira prova com clubes campeões nacionais da Europa e da América do Sul. É considerada pioneira do Mundial de clubes, foi chamada oficialmente como “Torneio Internacional dos Clubes Campeões” e os jornais designaram-na “Torneio Mundial dos Campeões”. Terá sido sugerida por Jules Rimet e Stanley Rous, presidente e vice-presidente da FIFA, à Confederação Brasileira de Desportos.

Os jogos realizaram-se nos estádios do Maracanã e do Pacaembu no mês de Julho, tiveram a presença de árbitros internacionais, bola exclusiva do torneio e grande cobertura pela imprensa desportiva europeia e sul-americana. Como era usual naquele tempo, os leões participaram reforçados por Patalino (O Elvas), Ben David (Atlético), Vieirinha (Estoril) e Serafim (Belenenses), em 1951, e por Ângelo Carvalho (FC Porto), em 1952. Na fotografia, os jogadores do Sporting assistem a um dos jogos da “Taça do Rio” no Maracanã em 1951.

publicado às 12:15

Sete jogos, sete vitórias

Leão Zargo, em 19.09.19

 

Leixões 1 Sporting 2 19.9.19.jpg

O Sporting sub 23 venceu o Leixões, em Matosinhos, por 2-1, e continua a invicto na Liga Revelação. Sete vitórias em sete jogos. A equipa leonina começou muito bem a partida e aos dezasseis minutos já tinha uma vantagem de dois golos. No entanto, os leixonenses equilibraram o jogo na segunda parte, reduziram o marcador, e podiam ter empatado nos minutos finais.

Os leões lideram a classificação com mais sete pontos do que o Belenenses SAD, que está em segundo lugar. Na próxima jornada, em 24 de Setembro, os leões recebem o Rio Ave em Alcochete.

Ficha de jogo:

Liga Revelação - 7.ª jornada (19.09.2019)

Leixões 1 - Sporting 2

Estádio do Mar

Árbitro - Bruno Costa

Leixões - Carlos Peixoto, Lamba (Camelo, 70'), João Filipe, Fontes (Cap.), Folha (Edu, 51'), Onana, Dinho, Ricardinho (Ferreirinha, 70'), Léo (Chidera, 51'), Italo (Alan Júnior, 76') e Franco 

Treinador - Rui Borges

Sporting - Diogo Sousa, Rodrigo Fernandes, Joelson Fernandes (Diogo Brás, 75'), Nuno Mendes, Bruno Tavares  (Echedey Verde, 88'), João Ricciulli, João Oliveira (João Silva, 65'), Eduardo Quaresma, Tiago Rodrigues, Nuno Moreira (Dimitar Mitrovski, 65') e Tomás Silva (cap.) (Bernardo Sousa, 75')

Treinador - Emanuel Ferro

Marcadores - 0-1 (Tiago Rodrigues, 8'); 0-2 (Tomás Silva, 16'); 1-2 (Ítalo, 55')

publicado às 19:11

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