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Vitória difícil, mas muito saborosa

Leão Zargo, em 11.12.18

 

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Sporting e Académica defrontaram-se hoje em Alcochete para a 17ª jornada da Liga Revelação Sub 23. Os leões venceram por 2-0 apesar de se apresentarem desfalcados de Diogo Sousa, Bruno Paz e Thierry Correia chamados por Marcel Keizer ao treino da equipa principal. Com a saída de Tiago Fernandes, o adjunto Francisco Barão sentou-se no banco. Alguma imprensa refere Litos como sendo o próximo treinador.

 

Os leões foram superiores desde a fase inicial do jogo, mas os golos apenas surgiram na segunda parte por João Silva (79 minutos) e Dimitar Mitrovski (83 minutos). O Sporting não perdeu com os seus adversários nos últimos oito encontros, contando com quatro vitórias e quatro empates.

 

Com este triunfo, o Sporting ascendeu ao 6º lugar da classificação, com 29 pontos, ficando a aguardar o desfecho do jogo do Vitória de Guimarães que tem menos dois pontos. Os seis primeiros classificados disputam a segunda fase que define o campeão da Liga Revelação. Na próxima jornada, em 18 de Dezembro, a equipa leonina desloca-se a Guimarães para defrontar o Vitória local.

 

 

Ficha de jogo:

 

Liga Revelação - 17.ª jornada (11.12.2018)

Sporting CP 2 Académica Coimbra 0

CGD Stadium Aurélio Pereira, Alcochete
Árbitro: Hélder Carvalho

Sporting: Luís Maximiano, Paulinho, Tiago Djaló (João Oliveira, 55'), João Silva, Empis, Daniel Bragança (cap.), Abdu Conté, Tomás Silva (Nuno Moreira, 87'), Elves Baldé (Pedro Mendes, 87'), Túlio (Dimitar Mitrovski, 76') e Queirós

 

Treinador: Francisco Barão

Académica: Neiva, João Simões, Esgueirão, Rui Rua, Rafa Tavares, Samir (Dani, 80'), Teles (Veiga, 83'), Paulo Matos (Pedro Pinto, 83'), Diogo Ribeiro (cap.) (Nuno André, 76'), Lagoa e Vilela

 

Treinador: Dário Monteiro

Marcadores: 1-0 João Silva (78'), 2-0 Dimitar (83')

 

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publicado às 17:28

Fotografia com história dentro (125)

Leão Zargo, em 09.12.18

 

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O Sporting na “Taça do Rio” (1952)

 

Na fotografia, a equipa do Sporting que defrontou o Fluminense no Maracanã em 13 de Julho de 1952. Estes dois clubes, para além do Grasshoppers e do Peñarol, integraram o mesmo Grupo da “Taça do Rio”, prova para que o Sporting foi convidado na condição de campeão nacional de Portugal em 1951-52. Também participaram o FC Saarbrücken, o Áustria Viena, o Corinthians (campeão do Estado de São Paulo) e o Libertad do Paraguai.

 

A “Taça do Rio” foi uma competição internacional de futebol disputada em 1951 e 1952 no Brasil. Tratou-se da primeira prova do género com abrangência intercontinental, com clubes campeões nacionais da América do Sul e da Europa, e é considerada pioneira do Mundial de clubes. Por essa razão, foi designada oficialmente como “Torneio Internacional dos Clubes Campeões” e os jornais chamaram-lhe “Torneio Mundial dos Campeões”. Terá sido sugerida por Jules Rimet e Stanley Rous, então o presidente e o vice-presidente da FIFA, à Confederação Brasileira de Desportos. Os jogos tiveram a presença de árbitros internacionais, bola exclusiva do torneio e uma grande cobertura pela imprensa desportiva europeia e sul-americana.

 

O Fluminense-Sporting terminou empatado (0-0). Assistiram 73.915 espectadores. Nos restantes jogos, os leões venceram o Grasshoppers (2-1) e perderam com o Peñarol (1-3). Como Caldeira se lesionou antes da viagem para o Brasil, a equipa leonina foi reforçada pelo portista Ângelo Carvalho.

 

Ficha de jogo:

 

“Taça do Rio” 1952

Fluminense 0 - Sporting 0 

Rio de Janeiro, Maracanã, 13 de Julho de 1952

Árbitro - Eugen Dinger (Alemanha)

 

Fluminense – Castilho, Píndaro, Pinheiro, Jair, Édson, Bigode, Telê, Didi, Orlando Pingo de Ouro (Róbson), Carlyle (Marinho) e Quincas

 

Treinador - Zezé Moreira

 

Sporting - Carlos Gomes, Ângelo Carvalho, Joaquim Pacheco, Armando Barros, Passos, Juca, Jesus Correia, Vasques, João Martins, Travassos e Albano

 

Treinador - Álvaro Cardoso

 

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publicado às 12:51

Fotografia com história dentro (124)

Leão Zargo, em 02.12.18

 

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Um “brasileiro” na selecção portuguesa

 

O brasileiro Lúcio Soares representou o Sporting entre 1959 e 1964, tendo participado em 103 jogos oficiais (ou 111 conforme as fontes) e marcado 35 golos. Jogou a defesa central, ou na nova posição de quarto-defesa, e possuía um pontapé fortíssimo. Chamaram-lhe o “pé de canhão”. Conquistou o Campeonato Nacional (1962), a Taça de Portugal (1963) e a Taça das Taças (1964). Apesar de ser relativamente baixo, ganhava bolas de cabeça aos avançados adversários. É o defesa mais goleador da história leonina.

 

Lúcio e ainda o sul-africano David Julius, que também jogou no Sporting, naturalizaram-se portugueses e foram os primeiros estrangeiros a jogar pela Selecção Nacional. O pai de Lúcio era natural de Fafe. Foi cinco vezes internacional, estreando-se em Ludwigshafen, na República Federal Alemã, em 27 de Abril de 1960.

 

O próprio jogador descreveu o sentimento quando recebeu a convocatória de José Maria Antunes (seleccionador) e Béla Guttmann (treinador) para esse jogo na Alemanha: “Nem me pergunte se isso me dá prazer. Estou feliz e honrado, mas sei que não sou o único. Lá longe, numa casinha em Niterói onde deixei parte do meu coração, um homem e uma mulher devem ter chorado de alegria e de orgulho quando souberam que o filho tinha sido chamado para defender as cores de Portugal. Nasci no Brasil, sim, mas sou português de direito e de sangue. Sabe, é que eu não sou estrangeiro, não.”

 

Na fotografia, jogadores do Sporting com a Taça de Portugal de 1962-63. Reconhecem-se David Julius, Pérides, Lúcio, Hilário e João Morais.

 

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publicado às 13:25

 

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Feirense e Sporting defrontaram-se e empataram (0-0) hoje à tarde em Santa Maria da Feira em jogo para a 15ª jornada da Liga Revelação (Sub 23). Tratou-se da estreia de Tiago Fernandes no comando técnico da equipa.

 

O guarda redes Luís Maximiano pouco ou nada teve para fazer. Os leões dominaram o jogo, pressionaram muito no meio campo adversário, tiveram algumas oportunidades para marcar através de Tomás Silva, Elves Baldé e Pedro Marques, nomeadamente, mas a bola não chegou a entrar na baliza do Feirense. O futebol desgarrado, demasiado dependente de iniciativas individuais não contribuiu para o sucesso. Um resultado frustrante perante o último classificado.

 

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Tiago Fernandes fez alinhar os seguintes jogadores: Luís Maximiano, João Silva, João Queirós, Abdu Conté, Bruno Paz, Daniel Bragança, Tomás Silva, Paulinho, Pedro Marques, Pedro Mendes e Elves Baldé. João Ricciulli, Nuno Moreira e Dimitar Mitrovski entraram na segunda parte.

 

Elves Baldé, com 5 golos, e Dimitar Mitrovski e Pedro Mendes, ambos com 4 golos, são os melhores marcadores da equipa, que regista 28 golos marcados e 21 sofridos.

 

Os jovens leões não perdem um jogo desde o dia 20 de Outubro. Nas últimas seis jornadas venceram três vezes e empataram outras três. O Sporting com este empate soma 25 pontos, está em 7º lugar e na próxima jornada, em 4 de Dezembro, desloca-se ao Seixal para defrontar o Benfica, que lidera a classificação com 31 pontos e um jogo a menos.

 

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publicado às 17:45

Fotografia com história dentro (123)

Leão Zargo, em 25.11.18

 

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Futebol na Tapadinha num domingo à tarde

 

Uma fotografia captura o instante, trata-se de um fragmento da realidade que chega a parecer que ficou congelada. A força desta fotografia estará no que ela ainda hoje nos revela sobre o futebol português no início dos anos 30 do século passado, mais do que a propósito daquele Benfica – Sporting disputado num domingo de Janeiro de 1932 para o Campeonato de Lisboa.

 

Naquela altura, o futebol era um dos principais símbolos da nova sociedade urbana e industrial em Portugal e por quase toda a Europa. Os movimentos migratórios internos, o crescimento urbano e a proletarização social tornaram indispensável uma nova forma de ocupação dos raros momentos de lazer dos trabalhadores. O historiador Eric Hobsbawn chamou ao futebol “a religião leiga da classe operária”.

 

Há também a coreografia do jogo de futebol, a movimentação dos jogadores, a multidão de espectadores, o guarda republicano vigilante. Imagina-se a eficácia da jogada, o confronto entre defesas e avançados, o remate repentino, a emoção do golo, o desamparo do guarda-redes. Num golpe de ousadia (ou de sorte!) tudo se ganha, tudo se perde. E a cidade fora de portas no descampado da Tapadinha.

 

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publicado às 13:20

Fotografia com história dentro (122)

Leão Zargo, em 18.11.18

 

Alfredo Trindade Volta a Portugal 1933.jpg

 

Alfredo Trindade, o "Homem Sombra"

 

Em Portugal, na década de 1930, o futebol triunfava nos meios urbanos, mas o ciclismo é que galvanizava as multidões que se apinhavam nas bermas das estradas por onde a caravana passava. Havia grande expectativa em torno da Volta a Portugal em bicicleta em 1933. O Sporting fizera regressar Alfredo Trindade, associado leonino com o nº 3127. Carpinteiro de profissão apaixonado pelo futebol, Trindade era um ciclista indómito num corpo mínimo, um trepador exímio com uma energia inesgotável, a quem chamavam o "Homem Sombra". Ezequiel Lino era o número dois da equipa sportinguista. O Benfica apresentou-se muito forte, com José Maria Nicolau e César Luís, entre outros.

 

Nicolau tinha vencido a Volta em 1931 e Trindade em 1932, e faziam-se apostas sobre quem venceria no desempate. Um Sporting-Benfica nas estradas, mas a emoção durou apenas dois dias. Trindade venceu a 2ª etapa entre Santarém e Sines com mais de 11 minutos de diferença e arrebatou a camisola amarela a César Luís. Nicolau desistiu por estar adoentado, o ciclista leonino ficou sem rival à altura e já não despiu a camisola amarela até ao fim da prova. Entre os adeptos da modalidade contaram-se histórias épicas a propósito das suas vitórias em oito etapas e de uma grande queda na Régua que não impediu que entrasse sozinho em Vila Real.

 

A fotografia mostra a chegada de Alfredo Trindade à pista velocipédica do Campo do Lumiar completamente cheio, vencendo a última etapa entre Leiria e Lisboa. No Lumiar, com extraordinário entusiasmo, o público aclamou o esforço inequívoco de um atleta que se tinha superado no limite da sua resistência física e que triunfou na Volta a Portugal com 44 minutos de vantagem sobre o segundo classificado, o seu companheiro Ezequiel Lino. Trata-se da maior diferença numa vitória nesta competição. Alfredo Trindade contou aos jornalistas o segredo do triunfo: "Como comida caseira e tomo Ovomaltine. É a melhor reserva para o meu reforço muscular."

 

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publicado às 13:10

 

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Bruno de Carvalho constituirá sempre uma dolorosa lição para os sportinguistas e uma seta certeira dirigida ao coração do Sporting. Agiu com a conivência dos órgãos sociais e de uma claríssima maioria dos adeptos. Foi destituído numa concorrida Assembleia Geral realizada em 23 de Junho de 2018, mas, mais do que a revolta dos associados, foi a loucura irracional e o desvio da realidade que conduziu à destituição do presidente. De outra forma ele ainda estaria sentado na cadeira do poder.

 

Durante cinco anos o Clube foi governado num clima de absoluta insanidade. O discurso de registo, propagandístico e autocentrado, teve uma extraordinária capacidade destrutiva e paralisante. De facto, a mistura explosiva de propaganda e culto da personalidade com o autoritarismo, a incompetência e o autismo do presidente colocou o Sporting em risco como nunca se verificou na sua história centenária. O caos organizado inicial evoluiu para uma forma de caos desorganizado.

 

A gestão de Bruno de Carvalho produziu estilhaços que vão permanecer durante muito tempo. No fim de contas, não há memória de alguma tirania que tenha terminado bem e que no fim tenha alcançado verdadeiro sucesso. No Sporting, finalmente, isso é cristalino para (quase) todos nós.

 

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publicado às 13:04

Fotografia com história dentro (121)

Leão Zargo, em 11.11.18

 

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O Sporting de Manuel José em 1986-87

 

Manuel José foi o treinador do Sporting que iniciou a época de 1986-87. O presidente João Rocha, com problemas de saúde e cansado das inúmeras guerras do futebol em que se envolveu, preparava-se para se retirar. O plantel leonino sofreu uma sangria no Verão de 1986, tendo saído razões diferentes, Jordão, Sousa, Jaime Pacheco, Saucedo, Katzirz, Romeu, Carlos Xavier (emprestado à Académica) e Eldon. Quando se iniciou a pré-época nas Açoteias o plantel era constituído apenas por catorze jogadores. Depois, a conta-gotas, foram chegando Vital, Silvinho, Mário, João Luís, Zinho, McDonald, Negrete, Marlon Brandão e Peter Houtman. Dos juniores foram promovidos Rui Correia e Nelson Reis. Frank Rijkaard esteve três dias em Lisboa, custava 50 mil contos, mas não foi contratado.

 

O que começa mal, tarde ou nunca se endireita, como é sabido. Foi o ano do 7-1 ao Benfica, do 9-0 ao Akranes na Islândia e de uma eliminatória épica com o Barcelona na Taça UEFA (derrota fora por 1-0 e vitória insuficiente em casa por 2-1). Mas, o resto correu quase tudo mal, e Manuel José orientou em 11 de Janeiro de 1987 pela última vez a equipa leonina nessa época. O Rio Ave foi empatar a Alvalade (0-0) e o técnico algarvio recebeu a carta de despedimento. Marlon e Houtman, que ele tanto tinha desejado, estrearam-se finalmente nesse jogo depois de demoradas negociações. Mas, foi o adjunto Marinho Mateus quem sentou no banco na semana seguinte num jogo com o Oriental para a Taça de Portugal.  

 

Na fotografia do jornal A Bola (Julho de 1986), Manuel José e o jornalista Joaquim Rita conversam no areal da praia das Açoteias.

 

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publicado às 13:07

Marcel Keizer

Leão Zargo, em 05.11.18

 

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Marcel Keizer, de 49 anos, é o novo treinador leonino. Desvinculou-se do Al-Jazira e terá assinado um contrato até 2020, mais dois anos de opção, com um salário anual de um milhão de euros, o limite salarial determinado pela direcção presidida por Frederico Varandas. Provavelmente será anunciado depois do jogo com o Arsenal. A sua contratação não se pode dissociar da vinda de João Pedro Araújo, actual responsável clínico do Al-Jazira e o director do departamento médico do Sporting a partir de Janeiro de 2019. Tiago Fernandes será um dos adjuntos.

 

O futuro do Sporting passa, portanto, por Marcel Keizer e por João Pedro Araújo. O técnico holandês terá a missão de reorganizar e coordenar todo o futebol do Clube, da formação ao profissional. Se possui ainda um escasso currículo como treinador, é reconhecido como profundo conhecedor da área da formação e competente na transição dos jogadores para os seniores. Será muito mais do que um mero treinador. O médico vai dirigir a Unidade de Performance considerada um instrumento fundamental do projecto de Varandas para a reabilitação do futebol leonino.

 

O perfil de Marcel Keizer levou-o ao comando da equipa B do Ajax (Jong Ajax) onde contribuiu para o aparecimento de nomes como André Onana, Matthijs de Ligt, Justin Kluivert, Frenkie de Jong e Donny van de Beek, entre outros. Em 2017 passou a orientar o plantel principal do clube de Amesterdão, porque segundo Edwin van der Saar, o director executivo, “conhece os jogadores, a organização e apoia a 100% a nossa filosofia. Além disso, demonstrou na última época [pela equipa B] um estilo de jogo claro e uma excelente performance”. Mas, o afastamento precoce das competições europeias (Nice para a Liga dos Campeões e Rosenborg para a Liga Europa) e a eliminação na Taça da Holanda frente ao Twente ditaram o seu despedimento em Dezembro, poucos meses depois de ter começado. Como sempre, os resultados ditam o tempo de permanência no cargo.

 

Quem conhece o técnico holandês refere que o seu ponto de referência é a escola de formação do Ajax e o seu modelo de jogo. Tal como Peter Bosz, a quem sucedeu em Amesterdão, é um discípulo de Johan Cruijff e as equipas que orienta têm por base o sistema táctico 4-3-3, ocasionalmente com três defesas. Gosta que os seus jogadores façam uma pressão alta e que dominem quando têm a posse de bola. Um futebol ofensivo que procura o domínio do jogo com bola, com muita mobilidade e dinâmica do meio campo para a frente, em que a organização defensiva parece ser o ponto mais problemático. As equipas dele marcam muitos golos, mas também sofrem bastantes. No entanto, Marcel Keizer define-se como um treinador que não se prende a uma determinada táctica: “prefiro antes colocar em prática aquilo que é melhor para a minha equipa”.

 

Desejamos as maiores felicidades a Marcel Keizer e à sua equipa técnica. O seu sucesso será o sucesso do Sporting.

 

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publicado às 16:23

Fotografia com história dentro (120)

Leão Zargo, em 04.11.18

 

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Mário Lino e Hector Yazalde

 

Mário Lino era o treinador adjunto de Fernando Vaz quando Hector Yazalde se estreou no Sporting num jogo amigável com o São Paulo disputado no Morumbi em 25 de Janeiro de 1971. A seguir foi adjunto de Ronnie Allen, passando a treinador principal depois do despedimento do inglês em Abril de 1973. Foi ele que em Junho dirigiu a equipa leonina no Jamor na vitória da Taça de Portugal frente ao Vitória de Setúbal (3-2) e na época de 1973-74 a conduziu à conquista do título de campeão nacional. 

 

“Chirola” foi perseguido durante algum tempo pelo fantasma de Mosquera, contratado em 1970, que fez três jogos e marcou um golo. Nos primeiros meses de Yazalde em Alvalade, quando as coisas lhe corriam mal, os adeptos recordavam-se do avançado peruano. No entanto, o argentino adaptou-se com grande sucesso ao futebol português, deu um ar da sua graça em 1971-72 (9 golos no Campeonato), fez uma boa época em 1972-73 (19 golos no Campeonato) e foi decisivo em 1973-74 (46 golos no Campeonato). Na época seguinte, a última de verde e branco, o goleador argentino marcou 30 golos e voltou a conquistar a Bola de Prata, no entanto Mário Lino já não era o treinador.

 

Yazalde triunfou no Sporting pelo seu valor intrínseco. Mas, Mário Lino, um avançado que se tornou num defesa lateral enérgico e muito competitivo, entendeu da melhor maneira os movimentos repentinos e imprevistos do jogador argentino, e a sua subtileza na grande área adversária. Inicialmente como adjunto de Fernando Vaz, depois como treinador principal, foi absolutamente determinante para que o craque das pampas se tornasse na “triunfante fatalidade” (Dinis Machado) que os sportinguistas nunca esquecem.

 

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publicado às 12:45

Peseiro, o provisório

Leão Zargo, em 31.10.18

 

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José Peseiro é um pouco como a pescada. Antes de ser já era. Ainda mal tinha começado e já era um treinador a prazo. O presidente Frederico Varandas fez questão de sublinhar que quer o melhor treinador para o Sporting. Sousa Cintra também decidiu complicar-lhe a vida. Ouviu um coro de assobios em Alvalade quando o seu nome foi anunciado antes do jogo com o Boavista. Grande parte dos adeptos não o valoriza, e para muitos será sempre o responsável pelo “quase” em 2005. Apesar da bela vitória frente ao Boavista, ninguém se esquece da derrota com o Portimonense. Ele próprio dá a sensação de se sentir isolado.

 

Peseiro não tem margem de erro nem muita tolerância dos adeptos. Chega a ser revoltante certa hostilidade, mas não adianta invocar a realidade pois quase ninguém gosta dela como ela é. Poucos o ouvem quando tenta explicar o modelo de jogo mais pragmático e menos ofensivo porque ainda não tem jogadores com posse de bola que o permitam, e porque falta poder de fogo na grande área adversária. Também não interessa o facto de respeitar os adeptos leoninos, ao contrário de Jesus. Um treinador está sempre a prazo, mas o lugar de Peseiro está em risco quase desde o primeiro dia do regresso a Alvalade.

 

Os adversários de Varandas perceberam que neste momento o treinador é o ponto mais vulnerável da direcção do Clube. Não me refiro aos apaniguados do destituído que todos os dias procuram puxar para baixo o estado de coisas. Agora há quem aguarde na sombra. O mal da equipa leonina será o momento de acção, sempre foi assim, e quem está lá em cima sabe isso mesmo. A verdade é que Peseiro tem de fazer mais, a equipa tem de jogar melhor futebol e de vencer com maior frequência. Ele não pode revelar medo, tem de ser um líder ambicioso. Aquele discurso de perder por menos do que outros deita tudo a perder. É que há um lastro antigo que se lhe colou à pele e que volta sempre que há um desaire.

 

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publicado às 12:31

Fotografia com história dentro (119)

Leão Zargo, em 28.10.18

 

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A taça “O Século” e a passagem de testemunho

 

No contexto exclusivo da comemoração do 38º aniversário do Sporting Clube de Portugal, a direcção leonina organizou um grande festival desportivo no dia 25 de Junho de 1944.

 

Na pista do então Estádio do Lumiar realizaram-se provas de estafeta em atletismo em que participaram, para além dos atletas, jogadores sportinguistas das equipas de futebol, voleibol, andebol, basquetebol e ténis de mesa. Também houve corridas à americana em ciclismo, tanto para amadores como para independentes de vários clubes.

 

Para evidenciar o polivalente ecletismo do Clube, as modalidades que conquistaram títulos de campeão (futebol, atletismo, ciclismo, andebol, natação e ténis de mesa) receberam medalhas de homenagem.

 

O ponto alto do festival desportivo consistiu na apresentação das taças obtidas pela equipa de futebol na época de 1943-44. A fotografia refere-se a esse momento e documenta uma situação invulgar. Em cima da mesa estão os troféus “O Século”, “Estádio Nacional”, do Campeonato Nacional e um, mais pequeno, da equipa de futebol à direcção do Clube. Falta, pelo menos, a “Taça Império”. O benfiquista Espírito Santo prepara-se para entregar ao leão Álvaro Cardoso a monumental taça “O Século”.

 

Nessa altura, ainda antes do Sporting CP conseguir a sua posse definitiva em 1948, o troféu ficava provisoriamente com o vencedor do Campeonato Nacional durante toda a época seguinte. Foi o que se passou com os encarnados que tinham triunfado em 1942-43. Como os leões foram os campeões em 1943-44, o jogador benfiquista procedeu à entrega simbólica ao capitão leonino. Foi uma passagem de testemunho com extraordinário e invulgar desportivismo.

 

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publicado às 14:01

Fotografia com história dentro (118)

Leão Zargo, em 21.10.18

 

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Pacheco Nobre, uma alternativa às estrelas

 

Há jogadores que, não tendo conseguido brilhar num “grande” do futebol português, parece que se transformaram quando se libertaram das grilhetas do peso da camisola. Também eles contribuíram para que o futebol se tornasse em Portugal no desporto-rei. Foi o caso de Pacheco Nobre contratado pelo Sporting ao Barreirense no Verão de 1944 quando tinha 19 anos de idade. Era avançado e jogava a extremo direito ou a extremo esquerdo, os lugares onde brilhavam Jesus Correia e Albano. Nunca se conseguiu impor por isso mesmo, mas foi sempre um jogador de grande utilidade e normalmente a primeira opção quando um deles não podia alinhar. Sendo contemporâneo dos “Cinco Violinos”, era uma alternativa às estrelas leoninas.

 

Jogou na equipa de reservas em 1944-45 e na equipa principal em 1945-46. Por não se conseguir impor no Sporting transferiu-se para a Académica de Coimbra em 1946, onde se destacou de tal maneira que foi selecionado para um Escócia - Portugal realizado a 21 de Maio de 1950. Pelo destaque que obteve, voltou a jogar pelos leões em 1950-51 e 1951-52. Foi Campeão Nacional por duas vezes e conquistou a Taça de Portugal também duas vezes. Marcou um golo na histórica goleada ao Benfica por 8-1, na festa de despedida do Manecas. Fez o último jogo com a camisola verde e branca na meia-final da Taça Latina frente ao Nice, em 25 de Junho de 1952. No Sporting participou em 18 jogos oficiais na equipa principal, nos quais marcou 5 golos.

 

Faleceu no passado dia 17 de Outubro com 93 anos. Era o sócio nº 1.323 do Sporting Clube de Portugal.

 

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publicado às 13:02

Os órfãos do destituído

Leão Zargo, em 18.10.18

 

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Um modelo presidencial como aquele que foi exercido por Bruno de Carvalho possui uma grande capacidade destrutiva. Por outras palavras, quando gente da laia dele finalmente é afastada do poder deixa tudo ainda muito pior do que aquilo que ele encontrou. Aquela personalização do Clube com um discurso propagandístico e autocentrado, usando e abusando de todos os poderes, provoca o caos e gera problemas de complexa resolução. Não há memória de alguma tirania que tenha terminado bem. 

 

Com Bruno de Carvalho, a comunicação institucional tinha o objectivo de proceder à “gestão da realidade” de acordo com os seus interesses estratégicos. A intenção de iludir a realidade alcançou um nível como antes nunca se tinha verificado. Para isso contribuiu imenso uma agenda de comunicação planeada e executada por empresas generosamente financiadas para o efeito e o recurso ao jornal do Clube e às redes sociais com a divulgação da cartilha em blogues e no Facebook. Alguns dos seus autores ainda andam por aí, mas com uma cartilha renovada.

 

A lógica primária dos “bons” e dos “maus” de um e do outro lado, com pouco ou nada pelo meio, tem agora continuidade através da mentira, da difamação e da falsificação. Nos seus espaços na blogosfera colocam fotografias com legendas inventadas, fazem análises falaciosas e publicam informações erradas sobre decisões da Direcção do Clube. Por exemplo, as negociações de Frederico Varandas com clubes de jogadores que rescindiram com o Sporting. Produzem “fake news”, suspeições infundadas, insultam e invadem outros blogues (o Camarote Leonino continua a ser um dos alvos predilectos) e grupos de sportinguistas no Facebook, sempre com a antiga e teimosa intenção de pretender moldar a realidade às suas intenções estratégicas. Já terminou o tempo de Bruno de Carvalho em Alvalade, mas os acólitos permanecem activos, primários e irresponsáveis. São os órfãos do destituído.

 

Na imagem, uma fotografia na Loja Verde, na Rua Augusta, que foi largamente divulgada e comentada de forma delirante pelos acólitos de serviço. O mínimo que foi escrito é que actualmente o Sporting é dirigido por “mansos”. Tudo por causa daquele saco encarnado em cima do balcão.

 

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publicado às 15:50

Fotografia com história dentro (117)

Leão Zargo, em 14.10.18

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Manuel Marques, o Manuel do Lenço

 

Cada um de nós tem o tamanho dos seus sonhos e Manuel Marques acalentou desde muito jovem o ideal de brilhar com a camisola do leão rampante. Chegou ao Sporting em 1932, com quinze anos de idade, para jogar nos principiantes. Em 1934 foi campeão de Lisboa em segundas categorias e estreou-se na equipa principal em Março de 1936, jogando a extremo-direito num jogo com o Belenenses. Depois, jogaria como médio e como defesa.

 

Para além de Manecas, chamaram-lhe Manuel do Lenço. A mãe cansada de o ver chegar a casa ferido pelos campos pelados, ofereceu-lhe um lenço branco para limpar o sangue dos ferimentos. Usou-o sempre preso à cintura imaculadamente branco. No final do Jogo de Despedida, em 5 de Outubro de 1950, Manuel do Lenço explicou a origem desse hábito:

 

“Quando comecei a dar os primeiros pontapés, a velhota, como aparecia muitas vezes com os joelhos esfolados, deu-me um lenço branco para limpar os ferimentos. Devo, no entanto, acrescentar que até hoje nunca me servi dele, conservando-o sempre como talismã. Todos os anos, no começo da época, recebia um lenço novo, branco como a neve, que a minha mãe me enviava.”

 

Manecas é um dos grandes capitães da História do Sporting, jogou ao lado dos Cinco Violinos e é o segundo jogador do Clube com maior número de títulos conquistados (19), só ultrapassado por Azevedo. Venceu o Campeonato de Portugal (2 vezes), o Campeonato Nacional (5), a Taça de Portugal (4) e o Campeonato de Lisboa (8). Permaneceu no Clube até 1950 e envergou a camisola leonina em 351 jogos (equipa principal). Apenas Hilário, Damas, Manuel Fernandes, Azevedo e Oceano vestiram mais vezes do que ele.

 

Manuel Marques disse adeus da sua longa e brilhante carreira desportiva no Jogo de Despedida, no Lumiar, que colocou o Sporting e o Benfica frente a frente. O Sporting venceu por 8-1 e, nesse dia, utilizou o lenço branco que a mãe lhe oferecera. Foi para limpar as lágrimas quando explicou a origem do seu talismã.

 

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publicado às 13:17

Fotografia com história dentro (116)

Leão Zargo, em 07.10.18

 

Selecção B.S.B. jogo com Vasco da Gama 1947.jpg

 

Com o fim da 2ª Guerra Mundial voltaram a disputar-se os jogos de futebol internacionais que envolviam os clubes europeus e sul americanos. Os meses de Junho e de Julho era a altura em que normalmente se disputavam esses encontros. Os brasileiros do Vasco da Gama realizaram uma digressão à Europa em Junho de 1947, e em Portugal defrontaram o Sporting, o campeão nacional, e uma selecção que se chamou "B.S.B." por ser constituída só por jogadores do Benfica, Sporting e Belenenses. Os leões estavam em larga maioria na convocatória.

 

Os vascaínos venceram por 4-3 o jogo com a selecção B.S.B. e, segundo Tavares da Silva, fizeram recordar os argentinos do S. Lorenzo de Almagro, que estiveram em Portugal pouco tempo antes, pela grande qualidade técnica dos jogadores e pela forma como se movimentaram no campo.

 

Numa crónica na revista Stadium (nº 237, 18 de Junho de 1947), realçou as mudanças de velocidade na execução das jogadas, como os interiores recuavam para fugir às marcações dos adversários, o exímio jogo de cabeça dos avançados ou como os defesas evitavam os chutos para a frente, procurando sair com a bola dominada em contra-ataque.

 

No entanto, deve-se salientar que o Campeonato Nacional tinha terminado dois dias antes e os jogadores portugueses revelaram grande fadiga na segunda parte. Aliás, uma equipa do Sporting venceu a do Vasco do Gama por 3-2 alguns dias mais tarde.

 

Na fotografia a selecção "B.S.B." que defrontou o Vasco da Gama em 1947, com a inscrição no galhardete de "Selecção Benfica, Sporting e Belenenses":

 

Em cima - Amaro, Moreira, Vasco, Feliciano, Serafim e Azevedo;

Em baixo - Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano.

 

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publicado às 13:05

 

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A equipa sub 23 do Sporting viajou até Vila do Conde para defrontar a do Rio Ave em jogo da Liga Revelação (8ª jornada). Se vencesse, o Sporting ascenderia ao segundo lugar da classificação.

 

O jogo foi equilibrado até aos 66 minutos quando, com o resultado em 2-2, Kiki derrubou Jaime Pinto que se isolava e o árbitro mostrou-lhe o cartão vermelho. Na marcação do livre directo, os vilacondenses passaram para a frente do marcador, exploraram com eficácia o facto de terem mais um jogador em campo e voltaram a marcar dez minutos depois.

 

Com a entrada de Pedro Marques, Mees de Witt e Euclides a equipa leonina passou a jogar mais no meio campo adversário, no entanto Tiago Djaló fez penalti nos últimos instantes da partida, também viu a cartolina vermelha e o Rio Ave marcou mais um golo.

 

O resultado de 5-2 é demasiado pesado para os jogadores leoninos e não corresponde ao que se passou durante o jogo. Mas, revela que a equipa não foi capaz de se organizar e posicionar no terreno de forma a minimizar o facto de ter menos uma unidade em campo.

 

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Pelo Sporting alinharam os seguintes jogadores: Vladimir Stojkovic, Thierry Correia, Tiago Djaló, Kiki Kouyaté, Abdu Conté, Daniel Bragança, Tomás Silva, Dimitar Mitrovski, Paulinho, Marco Túlio e Diogo Brás. No decurso do jogo entraram João Silva, Pedro Marques, Mees de Witt e Euclides.

 

Os golos leoninos foram marcados por Dimitar Mitrovski (17 minutos) e Daniel Bragança (54 minutos).

 

Com esta derrota, o Sporting continua com 13 pontos e está classificado no 6º lugar. Na próxima jornada, o Estoril Praia joga na Academia de Alcochete.

 

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publicado às 18:32

Fotografia com história dentro (115)

Leão Zargo, em 30.09.18

 

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Libânio Avelar

 

Libânio Avelar chegou ao Sporting no Verão de 1961 com 31 anos de idade. Octávio de Sá tinha regressado a Moçambique, o brasileiro Aníbal Saraiva não convencera, e os leões procuravam um guarda-redes muito mais experiente e seguro para disputar a baliza ao jovem Carvalho. Era um guardião com muita tarimba, com longa carreira na CUF (oito anos e Campeão Nacional da 2ª Divisão) e no Vitória de Setúbal (quatro anos).

 

Libânio Avelar permaneceu quatro épocas em Alvalade e assumiu-se sempre como uma alternativa válida a Carvalho, a quem nunca deu descanso. De tal forma que o treinador Juca deu-lhe a titularidade nas três últimas jornadas do Campeonato Nacional quando Sporting e FC Porto estavam com os mesmos pontos no topo da classificação. No último jogo da competição, decisivo para a atribuição do título, houve dérbi com o Benfica bicampeão europeu, Libânio é que defendeu a baliza sportinguista, os leões venceram por 3-1 e foram os campeões nacionais. Foi o primeiro jogo de Eusébio em Alvalade.


O futebol não é uma ciência exacta, mas existem coisas exactas no futebol. Na fase crucial do Campeonato, Juca confiou num guarda-redes imperturbável, mesmo nas situações de maior pressão ofensiva dos jogadores adversários, que transmitia grande confiança aos companheiros de equipa. Apesar de ser “baixote” (tinha 1,78 de altura), Libânio era seguro entre os postes e eficaz nas saídas destemidas da baliza. Na verdade, foi um bom guarda-redes do nosso futebol nas décadas de 1950 e 1960, um dos melhores numa segunda linha logo a seguir aos habituais titulares dos principais clubes portugueses.

 

No futebol as grandes vitórias também se alcançam com jogadores que parecem normais, que não são considerados excepcionais. Ao treinador compete impor uma visão comum, colectiva, que faça com que cada jogador se supere, que se torne indispensável. Foi o que se passou em 1961-62 com um plantel sobre o qual Otto Glória chegou a dizer, antes de ser demitido pela direcção sportinguista, que “sem ovos não se fazem omeletas”. Essa visão comum é também o combustível que conduz ao sucesso.

 

Na fotografia, Libânio está rodeado por adeptos leoninos que festejam o título no final do jogo com o Benfica em 27 de Maio de 1962.

 

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publicado às 13:30

Marco Túlio em destaque nos Sub 23

Leão Zargo, em 28.09.18

 

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O Sporting - Portimonense disputado na terça-feira para a 7ª jornada da Liga Revelação correu muito bem aos leões (vitória por 4-1) e, em particular, ao brasileiro Marco Túlio que marcou dois golos e foi um dos dinamizadores do bom jogo ofensivo da equipa verde e branca. O seu futebol tecnicista, apoiado, envolvente, normalmente a partir da esquerda, possibilitou grande controlo de bola no meio campo algarvio e um número crescente de jogadas perigosas perto da grande área adversária.

 

Marco Túlio nasceu em 1998 e foi contratado pelo Sporting ao Atlético Mineiro em 2018. O passe desportivo custou 900 mil euros, tendo sido deduzido na dívida de 1,5 milhões de euros do clube brasileiro ao Sporting em virtude da contratação em 2017 do então sportinguista Elias. É internacional sub 17 (participou em cinco jogos na vitória do Brasil no Sudamericano Sub 17 em 2015) e conquistou o título de Campeão Mineiro em 2017. Realizou oito jogos na equipa principal do Atlético.

 

Marco Túlio chegou a Portugal em Abril de 2018, ainda a tempo de participar na vitória (7-1) do Sporting B sobre a Selecção de Macau, na digressão à China, e marcar um golo e fazer uma assistência para outro. O treinador José Lima reconhece-lhe qualidades importantes pois esteve presente nas sete jornadas da Liga Revelação, cinco vezes como titular e duas como suplente utilizado, como ala ou médio ofensivo. É um dos executantes dos lances de bola parada, nomeadamente livres directos. Marcou três golos, um ao Vitória de Setúbal e dois ao Portimonense. 

 

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publicado às 12:55

 

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Agostinho Cá fez parte importante da sua formação na Academia de Alcochete (entre os 16 e os 19 anos), mas no Verão de 2012 transferiu-se para o Barcelona B, juntamente com Edgar Ié. O clube catalão superou a concorrência do Inter de Milão e pagou 2,5 milhões de euros pela contratação dos dois jovens jogadores.

 

Em 2012, Agostinho Cá era um médio muito promissor, internacional sub 17 e sub 19, e que se tinha destacado no torneio NextGen Series, que seria substituído pela prova UEFA Youth League. Jogava a médio defensivo, exímio recuperador de bolas e com grande inteligência posicional, foi alcunhado de “Deschamps” e comparado a Makelelé. No Sporting foi campeão nacional em 2011-12 e fez parte de uma das melhores gerações de futebolistas formados em Alcochete, juntamente com João Mário, Bruma, Iuri Medeiros, Carlos Mané, Ricardo Esgaio, Rúben Semedo, Tiago Ilori, Tobias Figueiredo e Alexandre Guedes, entre outros.

 

O contrato de Agostinho Cá terminava em 2013 e não quis renovar com o Sporting. Paulo Rodrigues, o seu empresário, andava numa roda viva anunciando clubes interessados no jogador. Falava, como se fosse a coisa mais natural do mundo, em Barcelona, Juventus, AC Milan, Inter e Atlético Madrid. O futuro era dourado, de certeza. No entanto, no Barcelona B em 2012-13 realizou apenas quatro jogos incompletos, foi emprestado ao Girona para jogar onze minutos e na época seguinte voltou a ser cedido, desta vez ao Lleida Esportiu, mas nunca jogou. Esteve sem clube durante alguns meses, chegou a fazer testes no Parma, em 2017 foi para o Stumbras, da Lituânia, e em 2018 para o Cova da Piedade. No sábado reparei no nome dele na ficha de jogo com o Sporting sub 23.

 

Agostinho Cá tem 25 de idade e ainda está a tempo de conseguir algum destaque como futebolista. Mas, se nos recordarmos do tempo em que o nome dele era associado ao de Deschamps e de Makelelé, percebe-se o que pode acontecer a jovens jogadores e a pais com as cabeças cheias de promessas aliciantes de carreiras de sonho e camiões carregados de dinheiro. É que eles eram apenas jovens promessas do futebol, e esqueceram-se disso.

 

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publicado às 18:14

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