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FCP B - SCP B.jpg

 

O Sporting B defrontou hoje o FC Porto B em Vila Nova de Gaia. Duas equipas em situação bem diferente: os portistas são finalistas da Premier League International Cup e lutam por um lugar no pódio da 2ª Liga, enquanto que os leões pretendem sair da zona de despromoção na tabela classificativa. Na primeira volta o Sporting B venceu por 3-0. Antes do jogo se iniciar havia grande expectativa pois, mesmo entre as equipas B, um clássico é sempre um clássico.

 

A primeira parte foi bem disputada. Ao domínio dos jogadores da casa nos primeiros quinze minutos, sucedeu o equilíbrio e jogadas ofensivas de parte a parte, com as ambas as equipas a terem oportunidades para marcar. Inácio, Chikhaoui e Oleg pelo FC Porto, Pedro Delgado e Rafael Barbosa pelo Sporting. Ninguém conseguiu fazer um golo e pode-se considerar aceitável o empate ao intervalo.

 

Na segunda parte, os portistas voltaram a entrar melhor e Bidi podia ter marcado de livre directo aos 52 minutos, mas a bola foi ao ferro. O mesmo Bidi alguns minutos depois impediu que Pedro Marques rematasse à baliza com perigo. A reacção leonina tornou-se mais evidente quando Moreto Cassamá foi expulso por acumulação de cartões amarelos aos 63 minutos. Logo a seguir Pedro Delgado marcou o primeiro golo do jogo, depois de oportuna incursão de Pedro Marques. Aos 71 minutos Ary Papel podia ter aumentado, rematando rente ao poste, e logo a seguir Rafael Barbosa. Seria Ponde a fazer o 0-2 e a estabelecer o resultado final. Uma excelente vitória!

 

Com este resultado, o Sporting B subiu no 17 º lugar na classificação, com 36 pontos. Foi uma vitória muito justa dos leões que não conseguiam ganhar desde 20 de Janeiro (2-1 com o Real Massamá). Na próxima jornada há dérbi, pois os leões defrontam o Benfica B na Academia de Alcochete no dia 23 de Abril.

 

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Ficha de jogo:

 

Campeonato de 2ª Liga (34ª jornada)

FC Porto B 0 - Sporting B 2

Estádio Municipal Dr. Jorge Sampaio, V. N. de Gaia, 16 de Abril de 2018

Árbitro: Manuel Oliveira

 

FC Porto B: Mbaye; Luís Mata (Madi Queta, 78), Oleg Reabciuk, Alan Bidi, Inácio (Luizão, 73), Moreto Cassamá, Rui Pires, João Cardoso, Danúbio (Musa Yahaya, 78), Djim e Chikhaoui

 

Treinador: António Folha

 

Sporting B: Pedro Silva, Riquicho, Ivanildo Fernandes, Tiago Djaló e Abdu Conté, Bruno Paz, Ary Papel (Ponde, 85), Pedro Delgado (Diogo Brás, 89), Rafael Barbosa, Pedro Marques e Filipe Ribeiro (Edu Pinheiro, 80)

 

Treinador: Luís Martins

 

Golos: Pedro Delgado (66’) e Ponde (90’)

 

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publicado às 18:00

Fotografia com história dentro (93)

Leão Zargo, em 15.04.18

SCP 1975-76.jpg

 

Quando Vítor Damas não pôde ficar na fotografia

 

A fotografia da equipa do Sporting refere-se a um jogo com o Benfica para a Taça de Portugal, disputado em 28 de Março de 1976, que os leões venceram por 1-0. Mas, independentemente desta vitória, tratou-se de uma época (1975-76) muito conturbada para os leões. Irregularidade no Campeonato, interdição de Alvalade devido a uma invasão de adeptos na Tapadinha, insucesso na Taça UEFA logo na 2ª eliminatória, desilusão nas meias finais da Taça de Portugal com o Vitória de Guimarães. Foi o ano do estranho golo no nevoeiro das Antas e dos assobios a Vítor Damas em Alvalade.

 

A “lei de opção” tinha sido revogada em 1975, o guardião leonino era titularíssimo e estava no último ano de contrato como Sporting. Por essa razão poderia sair do clube no final da época se assim entendesse. Atento, Pinto da Costa, já comprometido com Américo de Sá para ser o director do Departamento de Futebol do FC Porto, tentou contratar Damas. Era um pedido de Pedroto, o futuro treinador.

 

O Sporting recebeu o Académico de Coimbra no Estádio de Alvalade, no dia 13 de Março, e aos 24 minutos do jogo os “estudantes” já tinham marcado três golos. Damas estava irreconhecível, desconcentrado, e quando o topo sul começou a assobiá-lo ruidosamente despiu a camisola e pediu ao treinador Juca para ser substituído. Saiu para os balneários debaixo de uma vaia monumental. Para um guarda-redes de futebol, um dia mau na baliza é um dia de crucificação. Mas aquilo foi bem pior.

 

A Direcção do Sporting entendeu suspender o guarda-redes. Duas semanas depois, houve o dérbi com o Benfica para a Taça de Portugal e Matos foi o escolhido para o substituir. Antes do jogo, titulares e suplentes juntaram-se para a fotografia com um ar circunspecto, algo sombrio. Faltava o capitão de equipa. No final da época, Damas transferiu-se para o Racing Santander, e não para o FC Porto que tanto o assediara. Em 2009, foi atribuído o seu nome à baliza sul, cuja simbologia vem do velhinho Alvalade. E onde por coincidência se verificaram os acontecimentos naquela partida com o Académico. Uma homenagem justíssima, apesar de póstuma.

 

Na fotografia, os jogadores leoninos antes do dérbi:

 

Em cima - Matos, Amândio, Da Costa, Vítor Gomes, Tomé, Laranjeira, Fraguito, Barão, José Mendes e Pinhal;

Em baixo - Libânio, Baltazar, Marinho, Chico Faria, Manuel Fernandes e Nelson.

 

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publicado às 12:58

Fotografia com história dentro (92)

Leão Zargo, em 08.04.18

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O presidente Amado de Aguilar (1942-43)

 

Na década de 1940, o regime do Estado Novo mantinha com o futebol em Portugal uma relação autoritária e centralizadora no que refere ao dirigismo de clubes e organismos federativos. Foi neste contexto político que se verificou uma situação única que envolveu um dirigente desportivo português. Tratou-se da irradiação determinada pelo governo, em 16 de Outubro de 1943, de Augusto Amado de Aguilar, presidente do Sporting desde Setembro de 1942. Por essa decisão, o dirigente sportinguista ficou impedido de exercer cargos de direcção em instituições ou organismos desportivos. O castigo foi levantado em 1959 após recurso para o Supremo Tribunal Administrativo.

 

A irradiação de Amado de Aguilar aconteceu na sequência da entrada em vigor do Decreto nº 32 946, com nova regulamentação sobre as transferências de futebolistas. O Sporting pretendeu contratar António Marques ao Académico do Porto, mas, depois de uma primeira autorização pela Direcção-Geral dos Desportos, a contratação do jogador ficou suspensa. Com a época desportiva de 1943-44 já em andamento, o presidente leonino reclamou da suspensão da transferência e em ofício solicitou que “a própria Direcção-Geral não entrave a indispensável reorganização legal da secção de futebol do Clube”.

 

O Director-Geral dos Desportos, Sacramento Monteiro, considerou, em 16 de Outubro, ter havido um “grave acto de indisciplina”, contestando que o presidente do Sporting CP não possuía a exigida “idoneidade para o exercício de funções dirigentes em organismos desportivos”. Essa, razão preemente que o levou a propor a sua irradiação sumária, sem a realização de processo disciplinar, o que foi aprovado por Carneiro Pacheco, Ministro da Educação Nacional. No entanto, conhecedor da decisão do governante, Amado de Aguilar tinha-se demitido das suas funções no dia anterior, tendo entrado em exercício uma Comissão Administrativa dirigida por Alves Furtado, presidente da Assembleia Geral do Sporting.

 

Amado de Aguilar foi distinguido com dois prémios Stromp, na categoria Dirigente em 1966 e na categoria Saudade em 1980, e com o Leão de Ouro Leão com Palma em 1968.

  

Nota: A correspondência do presidente Augusto Amado de Aguilar com a Direcção-Geral dos Desportos e a decisão de Sacramento Monteiro estão disponíveis para consulta no Arquivo da Direcção-Geral de Educação Física, Desportos e Saúde Escolar, Caixa, 04/357 - Actividades Desportivas, Corpos Gerentes, Disciplina, Diversos, 1954. Pasta 1959 - Corpos Gerentes. Procº 2/2.

 

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publicado às 14:46

 

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O Sporting B viajou para Aveiro com a crise instalada em Alvalade. Muita especulação e poucas certezas sobre a equipa que jogará amanhã com o Paços de Ferreira. No entanto, por volta das 15h00 ficou-se a saber que jogaria com a UD Oliveirense na máxima força, com recurso a todos os jogadores que, ultimamente, têm alinhado. Sinal de optimismo e de desanuviamento em Lisboa.

 

A partida começou da melhor maneira para os leões. Logo aos 4 minutos, Rafael Barbosa marcou o primeiro golo do desafio. No entanto, pouco tempo depois Serginho fez o 1-1, revelando o equilíbrio que se verificava nessa fase do jogo. Quando aos 60 minutos Felix Mathaus fez um autogolo e o Sporting voltou para a frente no marcador, pareceu que a vitória seria possível e que, nove jornadas depois, voltaria a triunfar. Mas, a Oliveirense fez valer a experiência dos seus jogadores. Já perto do final, em nove minutos, marcou três golos e inviabilizou o sonho da recuperação leonina.

 

Com este resultado, o Sporting B continua no 19º lugar da classificação, com 32 pontos. No dia 11 de Abril, o Famalicão desloca-se à Academia de Alcochete.

 

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Ficha de jogo:

 

Campeonato da 2ª Liga (32ª jornada)

UD Oliveirense 4 - Sporting B 2

Estádio Municipal de Aveiro, 7 de Abril de 2018

Árbitro - André Narciso

 

UD Oliveirense - Júlio Coelho, Alemão, Filipe Gonçalves, Felix Mathaus, João Mendes, Oliveira, Brayan Riascos, Serginho, Sérgio, Ricardo Tavares e Diogo Valente

 

Treinador - Pedro Miguel

 

Golos - Serginho (11’), Brayan Riascos (79’ e 82’) e Oliveira (g. p. 86’)

 

Sporting B - Pedro Silva, Mauro Riquicho, Ivanildo, Tiago Djaló, Abdu Conté, Bruno Paz, Rafael Barbosa, Paulinho, Pedro Delgado, Pedro Marques e Filipe Ribeiro

 

Treinador - Luís Martins

 

Golos - Rafael Barbosa (4’) e Felix Mathaus (p. b. 60’)

 

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publicado às 20:04

Fotografia com história dentro (91)

Leão Zargo, em 01.04.18

Mário Cunha e F. Mendes 1964.jpg

 

Mário Cunha

 

Mário Cunha era o chefe de Departamento de Futebol do Sporting em 1964 quando o Sporting derrotou o Manchester United por 5-0. No dia 26 de Fevereiro de 1964 os leões foram derrotados por 4-1 em Old Trafford, e era unânime a convicção da injustiça do resultado. No Sporting considerava-se que a equipa leonina não era inferior à inglesa e que uma “mãozinha” do árbitro do holandês J. H. Martens tinha sido decisiva no desfecho do jogo da 1ª mão da eliminatória. “Grande apenas na estatura”, escreveu Artur Agostinho na crónica do jogo no jornal Record.  

 

Na realidade, a reviravolta de Alvalade, três semanas depois, começou a ser construída logo na viagem de regresso. Luís Miguel Pereira, no livro “Estórias d'Alvalade”, refere que o piloto do avião da TAP perguntou aos jogadores “o que são quatro bifes (golos) para leões famintos?”. A pergunta do piloto gerou muita conversa na comitiva. Em Lisboa, Mário Cunha foi ao balneário para conversar com os capitães de equipa e prometeu vinte contos a cada jogador se eliminassem os ingleses. Tratava-se de uma quantia elevadíssima, muito acima dos melhores salários do plantel, pois a média salarial era de dois contos e quinhentos escudos.

 

Os dias seguintes foram vertiginosos. Sempre com Mário Cunha por perto, o arquitecto Anselmo Fernandez substituiu o treinador Gentil Cardoso, e levou os leões a um empate na Luz por 2-2. Para o jogo com o Manchester United fez apenas uma alteração que se revelou decisiva: substituiu o extremo Alfredo por Mascarenhas e concedeu liberdade de acção a Osvaldo Silva. Mascarenhas dinamitou a defesa inglesa e Osvaldo fez um jogo de sonho coroado com um notável hat-trick. No banco, Mário Cunha e Anselmo Fernandez festejaram aquela vitória retumbante e inesquecível que abriu caminho à conquista da Taça das Taças na finalíssima de Antuérpia.

 

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publicado às 16:27

A “modernidade” de Bruno de Carvalho

Leão Zargo, em 29.03.18

 

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Bruno de Carvalho mudou o Sporting e o futebol português. Com ele, e depois dele, nada será igual no que refere à aplicação de um determinado modelo de gestão presidencial em clubes desportivos. Em breve tornar-se-á evidente que não se trata apenas de um “problema” leonino, mas de algo que irá bater a outras portas. Será assim pelo menos durante algum tempo. Noutros clubes também vão surgir dirigentes convictos de que muita paparrotada grosseira e excitada, apimentada por um discurso autocentrado devidamente calibrado com pinceladas messiânicas, acrescido de um departamento de comunicação agressivo e do recurso eficaz às redes sociais, terá um efeito invulgarmente paralisante sobre os adeptos. Estes esquecerão todos os fracassos desportivos em nome de uma qualquer luzinha ao fundo de um túnel que resgatará o clube de mil humilhações no passado.

 

É a impossibilidade de comunicação racional com exterior que permite que Bruno de Carvalho utilize um discurso cuja finalidade visa que ele se mantenha na presidência do Sporting durante tanto tempo sem sobressaltos internos. Depois, há sempre um golpe de asa que o seu tacticismo lhe sugere quando corre o risco de poder chegar ao fim da linha. Nesse tacticismo que até agora tem confundido tudo e todos, a demonização de quem se lhe atravessa no caminho e a violência e a grosseria verbal permitem-lhe manter o espaço de manobra de que necessita. Quem se mete com ele leva sempre alguma história para contar. A submissão total de inúmeras personalidades leoninas e o apoio inquestionável de uma larga maioria dos sócios são reveladores da eficácia da sua estratégia. Nem descurou o seu próprio aspecto físico. Basta comparar fotografias do candidato em 2013 com as do agora presidente para se perceber melhor isso mesmo.

 

Bruno de Carvalho é o mais “moderno” de todos os presidentes dos clubes portugueses. Não se trata de questões de ética, do bem e do mal, ou da verdade e da mentira, mas da forma como exerce a presidência. O que determina essa “modernidade” é o facto de ter sido ele o primeiro a perceber o enorme potencial que resulta da interacção entre o culto da personalidade e a utilização das redes sociais com a finalidade de se criar um modelo de organização e de exaltação clubística que seja militante, identitário, rígido e intolerante, capaz de agir com extrema hostilidade dentro e fora do Clube. À irracionalidade que já imperava no futebol, Bruno de Carvalho acrescentou com mestria uma ainda maior impossibilidade de se relacionar com os restantes protagonistas. No fim de contas, adaptou ao futebol uma determinada estratégia populista que existe na vida política desde há bastante tempo.

 

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publicado às 15:32

Fotografia com história dentro (90)

Leão Zargo, em 25.03.18

Sporting 4 Atlético 2 1945-46 final Taça de Port

 

O génio de Cândido de Oliveira

 

A Taça de Portugal salvou a época leonina de 1945-46. Tudo o que tinha de correr mal no Sporting aconteceu nos meses que precederam a chegada de Cândido de Oliveira em Maio de 1946. O treinador Joaquim Ferreira foi assassinado numa rixa no Verão de 1945, falharam a contratação de Fernando Cabrita e o regresso de Eliseu, o guarda-redes Azevedo esteve suspenso pela Direcção devido a divergências quanto ao salário, Jesus Correia, Canário e Armando Ferreira tardaram a adquirir a boa forma em virtude de lesões e o novo treinador, o antigo avançado António Abrantes Mendes, revelou dificuldades na organização do jogo da equipa. O fracasso no Campeonato de Lisboa e no Campeonato Nacional, e uma goleada por 7-2 imposta pelo Benfica, fizeram soar as campainhas de alarme.

 

O presidente Ribeiro Ferreira entendeu que só a Taça de Portugal salvaria uma época que se aproximava do fim e que se revelava desastrosa. Convidou Cândido de Oliveira, que aceitou as funções de orientador técnico, ficando Abrantes Mendes como treinador de campo.

 

Cândido de Oliveira considerava que o ponto fraco da equipa leonina residia na incapacidade dos dois interiores de proporcionarem o devido apoio a Peyroteo. Ao mesmo tempo era um admirador das qualidades de Sidónio, o eterno suplente do avançado-centro sportinguista. Por essa razão, no primeiro jogo que ele orientou, em Olhão em 12 de Maio, apresentou uma táctica invulgar para a época, com Peyroteo e Sidónio lado a lado numa linha de quatro avançados, fazendo recuar António Marques, o interior esquerdo, para a linha média. Um 3-3-4 pouco usual, o que implicou outra ideia de conjunto e de organização e uma grande coordenação de movimentos dos jogadores.

 

A verdade é que o novo sistema funcionou. Em sete jogos (três para o Campeonato e quatro para a Taça de Portugal) os leões venceram seis e empataram um, marcaram 40 golos e sofreram 16, assinalando Peyroteo e Sidónio 14 golos cada um. Surpreendido, o jornalista Tavares da Silva reconheceu que assim, com menos avançados, se reforçou o futebol ofensivo. Na final da Taça de Portugal, em 30 de Junho de 1946, perante a fortíssima equipa do Atlético que tinha eliminado o FC Porto e o Benfica, o Sporting ganhou com relativa facilidade por 4-2, ficando a vitória decidida perto do final da primeira parte.

 

Na fotografia, a equipa leonina que venceu a Taça de Portugal em 1945-46:

 

De pé - Álvaro Cardoso, Roqui (suplente), Veríssimo, Juvenal, Manuel Marques, Octávio Barrosa e Azevedo;

Em baixo - Armando Ferreira, Sidónio, Peyroteo, António Marques e Albano.

 

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publicado às 12:34

Haja quem ponha mão nisto…

Leão Zargo, em 18.03.18

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Há um ano atrás, em 19 de Março, escrevi aqui no Camarote Leonino que "o Sporting B viajou confiante para o Estádio do Mar. A equipa atravessa um bom momento e, na véspera, o treinador Luís Martins garantiu que 'os jogadores acreditaram sempre, estamos numa boa fase e queremos continuar a ganhar'. O triunfo (2-1) obtido em Matosinhos revela que havia razões para ter confiança." Agora passa-se precisamente o oposto. A equipa está em zona delicada da tabela classificativa, desde Janeiro de 2018 disputou onze jogos conseguindo uma vitória (Real Massamá por 2-1), cinco empates e seis derrotas. É difícil imaginar um cenário mais desolador.

 

No entanto, o empate (1-1) de hoje no Estádio do Mar permite pensar que ainda é possível a fuga aos lugares de despromoção. Trata-se de um patamar mínimo quando pouco se sabe sobre a anunciada competição sub-23 que será organizada pela Federação Portuguesa de Futebol. Isto para não falar da imagem do Clube e do brio dos jogadores. Há muito tempo que a equipa leonina não conseguia virar um resultado desfavorável, o que constitui um aspecto relevante. Conseguir empatar em Matosinhos é talvez a lição mais importante deste jogo. O guarda-redes Pedro Silva foi o melhor sportinguista em campo.

 

O programa eleitoral de Bruno de Carvalho, "Sporting no coração, confiança no futuro" (2013), realçava que "a existência de uma equipa B é de enorme importância para o desenvolvimento sustentado" do futebol do Clube. A situação é muito preocupante. Torna-se indispensável que Bruno de Carvalho intervenha, até porque no referido programa eleitoral garantia que "o Presidente do Sporting Clube de Portugal terá a liderança direta do Futebol e da Academia. A equipa pluridisciplinar (da estrutura do futebol) reportará ao Presidente". Para que depois não se diga que a culpa foi de Luís Martins.

 

Com este resultado, o Sporting B ficou com 32 pontos e subiu ao 16º lugar, o primeiro fora da zona de despromoção. Na próxima jornada, em 31 de Março, o Nacional da Madeira joga na Academia de Alcochete.

 

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Ficha de jogo:

 

Campeonato de 2ª Liga (30ª jornada)

Leixões 1 - Sporting B 1

Estádio do Mar, Matosinhos, 18 de Março de 2018

Árbitro: Cláudio Pereira (AF Aveiro)

 

Leixões: André Ferreira, Clayton, Bruno China, Ricardo Alves, Derick, Amine (Vá, 89), Luís Silva, Breitner (Haman, 82), Medarious, Chico Banza (Ricardo Barros, 68) e Evandro Brandão

 

Treinador: Francisco Chaló

 

Golo: Luís Silva (18’)

 

Sporting B: Pedro Silva, Riquicho, Ivanildo, Tiago Djaló, Abdu Conté, Miguel Luís (Jovane, 60), Bruno Paz, Pedro Delgado, Paulinho, Rafael Barbosa (Guilherme Ramos, 83) e Pedro Marques (Ronaldo, 75)

 

Treinador: Luís Martins

 

Golo: Pedro Marques (64’)

 

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publicado às 17:42

Fotografia com história dentro (89)

Leão Zargo, em 18.03.18

 

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Velhos conhecidos…

 

O Sporting e o Atlético de Madrid (ou Athletic Aviación como se chamou entre 1939 e 1947) são velhos conhecidos. Reencontram-se agora numa eliminatória da Liga Europa, mas os embates entre os dois clubes remontam à década de 1940 quando se defrontaram em cinco jogos amigáveis. A partida de maior destaque aconteceu na inauguração oficial do “novo” Estádio Metropolitano, em 12 de Outubro de 1944, que tinha ficado destruído durante a cruel Guerra Civil espanhola. Os ‘colchoneros’ venceram por 3-1.

 

No entanto, o jogo que os sportinguistas recordam sempre com um sorriso nos lábios é o da vitória em Madrid por 6-3, em 5 de Setembro de 1948, tendo Jesus Correia marcado os seis golos. Os ‘colchoneros’ não perdiam no seu estádio há ano e meio, e a qualidade e eficácia do futebol da equipa leonina impressionaram imenso a imprensa espanhola. Foi muito referido o estranho posicionamento de Peyroteo fora da grande área, obrigando o defesa Tinte a segui-lo, o que possibilitou as incursões rápidas dos avançados do Sporting.

 

Em 8 de Setembro, o jornalista Ramon Melcon justificou a vitória verde e branca da seguinte maneira na revista Stadium: “Quando uma equipa faz um jogo de perfeito enlace entre todas as suas linhas e entre os homens de cada uma delas, quando todos os seus jogadores dão provas de possuir uma excelente preparação física e um sistema de jogo de estreita marcação, além de serem mais rápidos e ágeis do que os seus adversários, não é de estranhar que consigam impor-se a estes.”

 

O jornalista revelou-se fascinado com os “cinco violinos”, mas Jesus Correia foi o homem do jogo. Essa partida no Metropolitano é histórica porque, para além do “Necas”, não há outro jogador que tenha marcado seis golos num jogo ao Atlético de Madrid no antigo Metropolitano, depois no Vicente Calderón ou agora no novíssimo Wanda Metropolitano. Em homenagem a Jesus Correia existe uma placa comemorativa desse feito no actual Metropolitano, como houve nos dois estádios anteriores. E as botas que ele utilizou nesse dia mágico podem ser vistas no Museu Sporting.

 

 

Ficha de jogo:

 

Jogo amigável

Atlético de Madrid 3 - Sporting 6

Estádio Metropolitano (Madrid), 5 de Setembro de 1948

 

Atlético de Madrid: Domingo, Riera (cap.), Tinte, Mencias, Farias, Valdivieso, Juncosa, Vidal, Escudero, Torres e Basabe

 

Treinador: Emilio Vidal

 

Golos: Escudero (73m e 73m) e Vidal (89m)

 

Sporting: Dores, Passos (Moreira, 46), Manecas (cap.), Juvenal, Canário, Veríssimo, Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos (João Martins, 46) e Albano

 

Treinador: Cândido de Oliveira

 

Golos: Jesus Correia (9m, 20m, 32m, 34m, 49, e 67m)

 

Na fotografia, a equipa do Sporting que iniciou a 2ª parte:

 

Em cima - Canário, Manecas, Moreira, Veríssimo, Juvenal e Dores;

Em baixo - Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, João Martins e Albano.

 

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publicado às 13:10

O Sporting B e a Lei de Murphy

Leão Zargo, em 10.03.18

 

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Santa Clara e Sporting B defrontaram-se hoje nos Açores, em partida da 28.ª jornada da 2ª Liga de futebol. A equipa açoriana venceu com relativa facilidade por 4-0. Adivinhava-se que seria um jogo complicado para os leões depois de uma semana em que muito se falou da extinção da equipa B.

 

O Santa Clara dominou o jogo desde o primeiro minuto, e nem a expulsão de Fernando aos 30 minutos por acumulação de amarelos possibilitou a reacção sportinguista. Stojkovic esteve mal nos dois golos da primeira parte. No primeiro não foi capaz de impedir que a bola sobrevoasse toda a pequena área, no segundo saiu mal e deixou a baliza deserta. Mas, na verdade, o Sporting B não estava a conseguir condições de disputar o jogo. Quando aos 38 minutos o leão Paulinho não fez melhor do que rematar para fora, o público aplaudiu.

 

Os jogadores leoninos procuraram reagir na segunda parte, mais com o com o coração do que com a cabeça. Ribeiro e Kenedy Có podiam ter marcado e Rafael Barbosa procurou sempre empurrar os companheiros para a frente. Em S. Miguel aplicou-se a Lei de Murphy: “Se algo pode correr mal, vai correr (mesmo) mal”. Trata-se, portanto, de uma crónica breve de uma derrota anunciada. Um mal nunca vem só!

 

Com este resultado, o Sporting B soma 31 pontos e está classificado em 17º lugar. Na próxima jornada, em 14 de Março, os leões recebem o Penafiel na Academia de Alcochete.

 

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Ficha de jogo:

 

Campeonato de 2ª Liga (28ª jornada)

Santa Clara 4 - Sporting B 0

Estádio de São Miguel, Ponta Delgada, 10 de Março de 2018

Árbitro - Fábio Piló (AF Lisboa)

 

Santa Clara - Marco Pereira, Vítor Alves, Accioly, João Pedro, Igor, Diogo Santos, Pacheco (Paulo Grilo, 75), Rúben Saldanha (Minhoca, 62), João Reis, Fernando e Thiago Santana (Clemente, 70)

 

Treinador - Luís Pires

 

Golos - Thiago Santana (20’), João Reis (35’), Minhoca (72’) e Clemente (g. p. 77’)

 

Sporting B - Stoijkovic, Demiral, Ivanildo, Tiago Djaló (Budag, 69), Abdu Conté, Bubacar Djaló (Ribeiro, 46), Ricardo Almeida (Kenedy Có, 46), Bruno Paz, Paulinho, Rafael Barbosa e Pedro Marques

 

Treinador - Luís Martins

 

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publicado às 18:04

Fotografia com história dentro (88)

Leão Zargo, em 10.03.18

 

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No centenário de Peyroteo

 

Há citações de determinados autores que se colam de tal maneira à pele de jogadores de futebol que, quando pensamos neles, imaginamos cada palavra desenhada no seu corpo. É o caso de uma afirmação escrita por Albert Camus, em Argel, na década de 1950: “Tudo quanto sei com maior certeza sobre a moral e as obrigações dos homens devo-o ao futebol e ao que aprendi no Racing Universitário de Argel”.

 

Quando me ocorre esta frase do autor de “O Estrangeiro”, que teve uma carreira de guarda-redes interrompida pela tuberculose, e a associo a um jogador, é em Fernando Peyroteo que penso em primeiro lugar. O jogador leonino é uma figura incontornável do futebol português pela qualidade e eficácia do seu desempenho como avançado-centro, pela honestidade e galhardia com que se batia contra os adversários e pela ética e sentido de honra que revelou sempre como praticante desportivo.

 

 

 

Peyroteo encarava o futebol com uma seriedade e integridade inultrapassáveis. Na sua festa de despedida em 5 de Outubro de 1949, num jogo frente ao Atlético de Madrid, justificou o abandono que muitos consideraram prematuro por ter marcado 40 golos em 23 jogos no derradeiro Campeonato Nacional que disputou:

 

Fui soldado nas fileiras do desporto nacional e um soldado não foge ao cumprimento do seu dever, seja qual for e em que circunstâncias for! Mas, de hoje em diante, reconheço que sou um soldado velho, não posso corresponder às exigências de preparação de um jogador de futebol que queira manter-se em forma e ser útil ao seu Clube e à modalidade que pratica.”

 

Afinal de contas, um campo de futebol é como que um arquivo de memórias e Fernando Peyroteo não quis aceitar que o que ele considerou ser o seu declínio físico ensombrasse o imaginário que os adeptos construíram de uma carreira desportiva épica e prodigiosa.

 

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publicado às 14:29

Equipa B: uma morte anunciada

Leão Zargo, em 09.03.18

 

Sporting B 2013-14.jpeg

 

O Sporting vai abandonar a 2ª Liga de futebol no final desta época, para passar a disputar o Campeonato de sub-23 proposto pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Segundo a agência Lusa, o presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, enviou um ofício à Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) onde consta o seguinte:

 

“Informo da nossa decisão de não continuar a participar no Campeonato Nacional da 2ª Liga com uma Equipa B. (...) É nossa intenção competir no novo Campeonato de sub-23 que será inaugurado na próxima época desportiva.”

 

A nova competição foi apresentada numa reunião que decorreu na sede da FPF no dia 1 de Março, onde estiveram o presidente do organismo e os representantes de quase todos os clubes da Liga NOS. A FPF informou que pretende organizar uma prova aberta a todos os clubes da Liga NOS que queiram criar uma equipa de sub-23. A intenção é que se inicie já na próxima época, com dois escalões (1ª Divisão e 2ª Divisão). O número de formações no primeiro escalão ainda não ficou definido, sendo de doze a catorze. O modelo da prova também não está decidido, mas deve ser aprovado até 30 de Abril. Haverá uma Taça de Portugal sub-23.

 

A equipa leonina sub-23 será diferente da actual equipa B, passando a estar integrada na estrutura do futebol profissional. Deixará de ser, portanto, uma equipa de transição entre o futebol jovem e o futebol profissional. Terá um plantel com os jogadores considerados mais promissores que integram a B e alguns juniores, e os restantes serão contratados. Segundo a imprensa, os dirigentes leoninos estão entre os impulsionadores deste formato competitivo.

 

O Sporting B é uma das cinco equipas B que disputam a 2ª Liga, com as do Benfica, FC Porto, SC Braga e Vitória de Guimarães. Actualmente, está em risco de descer de escalão, reflectindo a ausência de projecto para esse importante patamar competitivo. Apesar do programa eleitoral de Bruno de Carvalho em 2013 destacar que “a existência de uma equipa B é de enorme importância para o desenvolvimento sustentado e servirá de ponte entre o futebol júnior e o futebol sénior” nunca houve uma estratégia sustentada. Isso revela-se no número de contratações entre 2013 e 2017 para os juniores e equipa B que ultrapassou os 70 jogadores.

 

A direcção do Sporting já tomou uma decisão embora ainda não haja certezas sobre a qualidade competitiva da nova competição, ou mesmo a sua viabilidade já na próxima época. Há dúvidas quanto à capacidade financeira da generalidade dos clubes da 1ª Liga NOS e da 2ª Liga LEDMAN para participarem simultaneamente nas provas da LPFP e da FPF, e receia-se que tenha menos nível do que o Campeonato Nacional de Seniores. Nesse caso será ainda mais difícil integrar os jogadores do plantel sub-23 no plantel principal. Uma coisa é certa, para os jogadores da equipa B será penoso e frustrante o cumprimento dos onze jogos que ainda faltam para a conclusão do Campeonato da 2ª Liga. Trata-se de uma saída da competição sem glória nem proveito. E o futuro não augura nada de bom.

 

Na fotografia, a equipa do Sporting B em 2013-14.

 

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publicado às 12:51

Fotografia com história dentro (87)

Leão Zargo, em 04.03.18

 

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A tarde de glória de Vadinho numa goleada ao FC Porto

 

O Estádio José de Alvalade encheu-se em 24 de Janeiro de 1960 para assistir a mais um “clássico” entre o Sporting e o FC Porto. Nessa semana o treinador Fernando Vaz tinha sido substituído pelo argentino Mário Imbelloni, depois de um frustrante empate com a Académica em Coimbra. No entanto, acredita-se sempre que os “clássicos” têm o condão de fazer renascer as grandes equipas e os atributos dos bons jogadores. Os adeptos acorreram em massa, os leões fizeram um belíssimo jogo e o resultado final de 6-1 talvez tenha ultrapassado as melhores expectativas.

 

Vadinho, um avançado-centro contratado ao Vasco da Gama em 1957, com uma técnica refinadíssima, foi o homem do jogo ao conseguir um hat-trick. Obrigou o guarda-redes Acúrcio a ir buscar a bola ao fundo da baliza aos 17, 55 e 57 minutos. Faustino (dois golos) e Juan Seminário (um golo) marcaram os restantes. O golo portista foi apontado pelo checoslovaco Janko Daucik, filho do treinador Ferdinand Daucik. Tratou-se do último jogo do futebolista Pedroto em Alvalade. Depois, voltaria muitas vezes, mas como treinador de futebol.

 

Ficha de jogo:

 

Campeonato Nacional (16ª Jornada)

Sporting 6 - FC Porto 1

Estádio de Alvalade, 24 de Janeiro de 1960

Árbitro - Manuel Lousada (AF Santarém)

 

Sporting - Octávio de Sá, Mário Lino, Lúcio, António França, Hilário, Fernando Mendes, Hugo Sarmento, Faustino, Vadinho, Juan Seminário e Diego

 

Treinador - Mário Imbelloni

 

Marcadores - Vadinho (17m, 55m e 57m), Faustino (29m e 46m) e Seminário (89m)

 

FC Porto - Acúrcio, Virgílio, António Paula, Barbosa, Pedroto, Monteiro da Costa, Ferenc Haaz, António Teixeira, Janko Daucik, Noé e Humaitá

 

Treinador - Fernando Daucik

 

Marcador - Janko Daucik (67m)

 

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publicado às 13:34

 

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O Sporting B foi derrotado pelo Arouca na Academia de Alcochete (0-2). Continua a série de maus resultados, a equipa leonina não consegue vencer um jogo desde 29 de Janeiro quando derrotou o Real Massamá por 2-1, a única vitória em 2018. Esta época, os jogadores orientados por Luís Martins obtiveram oito vitórias, sete empates e doze derrotas. Os arouquenses comandam provisoriamente a classificação da 2ª Liga.

 

O jogo deste sábado frente ao Arouca repetiu cenários anteriores: erros defensivos, inconsistência ofensiva, falhanços em momentos cruciais do jogo. Em Março a equipa ainda não possui um modelo de jogo e, por isso, as dinâmicas individuais não se inserem num padrão organizativo colectivo. Não existindo um modelo de jogo o comportamento dos jogadores torna-se incoerente e ineficaz. Entre outras razões, o facto de terem sido utilizados 32 jogadores em 27 jogos explica muito do que se passa.

 

O jogo repetiu algo já conhecido: a equipa adversária adiantou-se no marcador, os leões reagiram mais com o coração do que a cabeça e, não conseguindo marcar, acabaram por perder o jogo sofrendo outro golo. Costuma-se dizer que o futebol é um jogo imprevisível, mas quando o modelo organizativo é inconsistente torna-se difícil alcançar o sucesso.

  

O Sporting B encontra-se numa posição absolutamente precária na tabela classificativa, em 15º lugar com 31 pontos, ameaçado pela descida de divisão. As equipas posicionadas nos quatro últimos lugares descem de divisão. Os dois lugares acima disputam um play-off. Na próxima jornada, em 10 de Março, os leões deslocam-se aos Açores para defrontar o Santa Clara.

 

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Ficha de jogo

 

Campeonato da 2ª Liga (27ª Jornada)

Sporting B 0 - Arouca 2

CGD Stadium Aurélio Pereira, 3 de Março de 2018

Árbitro: Daniel Cardoso (AF Aveiro)

 

Sporting B: Vladimir Stojkovic, Tiago Djaló, Merih Demiral, Ivanildo Fernandes, David Sualehe (Pedro Marques, 65), Bubacar Djaló (Abdu Conté, 56), Paulinho (Ricardo Almeida, 56), Rafael Barbosa, Pedro Delgado, Ary Papel e Ronaldo Tavares

 

Treinador: Luís Martins

 

Arouca: Rafael Bracali, João Amorim, Deyvison, Nuno Coelho, Vítor Costa, Victor Massaia, Bruno Alves (Nuno Valente, 82), Aleks Palocevic, Ernest Ohemeng (Andre Bukia, 64), Barnes (Jefre Vargas, 89) e Roberto

 

Treinador: Miguel Leal

 

Golos: Barnes Osei (24’) e Nuno Coelho (g.p. 90+6)

 

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publicado às 17:41

Fotografia com história dentro (86)

Leão Zargo, em 25.02.18

SCP 2 SLB 2 1943-44 Virgolino Jesus e Gaspar Pinto

  

A estreia de Virgolino Jesus no Sporting

 

 Virgolino Jesus estreou-se na equipa principal leonina em 26 de Setembro de 1943, num Atlético-Sporting, no Campo da Tapadinha, para a 2ª jornada do Campeonato de Lisboa. Tinha apenas 19 de idade, jogava a interior direito ou a extremo direito e foi contratado pelos leões numa altura em que as carreiras de jogadores carismáticos como Soeiro, Mourão e Pireza se aproximavam do fim e Joseph Szabo tinha iniciado a renovação da equipa. Para além dele, também foram contratados Albano e o seu irmão Narciso, Jesus Correia, Gomes da Costa, Eliseu e António Marques.

 

Alinhando a interior esquerdo no lugar de Pireza, o jogo de estreia correu bem a Jesus, como era tratado na altura. Aos 84 minutos o Sporting perdia por 3-2, quando o estreante contribuiu para a reviravolta no marcador conseguindo um golo que empatou a partida até esse momento. No dia seguinte, o jornal Os Sports realçou que “um passe de Armando Ferreira, bem rematado por Jesus, abriu caminho à vitória leonina, a seis minutos do final”. O mesmo jornal considerou que “Jesus, o estreante do Sporting, denunciou qualidades e provou que não foi arrojada a inclusão no ataque leonino”. Tavares da Silva, na revista Stadium (29 de Setembro), elogiou o “sangue novo nas fileiras do Sporting”.

 

O Sporting venceu o Atlético por 4-3 com um golo de Albano aos 87 minutos. Jesus manteve a titularidade nas jornadas seguintes para o Campeonato de Lisboa, ao lado de grandes jogadores da linha avançada leonina como Peyroteo, Armando Ferreira, João Cruz, Jesus Correia ou Albano. No entanto, perdeu progressivamente preponderância na equipa. Segundo Os Sports, possuía muita habilidade, mas como era franzino fisicamente o jornal recomendava que “deve evitar os choques”.

 

Aquele golo na Tapadinha foi o único que marcou pelos leões. Em 1944-45 jogou nas reservas e participou apenas nas duas últimas partidas do Campeonato Nacional com o Estoril-Praia e a Académica, devido a lesão de Peyroteo. António Marques passou para o lugar de avançado-centro e Jesus alinhou a interior direito. A época seguinte foi a última no Sporting e não há registo de ter participado em algum desafio da equipa principal.

 

Na fotografia, Virgolino Jesus e Gaspar Pinto lutam pela posse da bola no Sporting-Benfica disputado em 3 de Outubro de 1943. Foi o segundo jogo de Jesus com a camisola leonina. A foto é de Nunes de Almeida e saiu originalmente no nº 44 da revista Stadium, em 6 de Outubro de 1943.

 

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publicado às 12:57

 

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O Sporting B e a Académica defrontaram-se hoje na Academia de Alcochete. O resultado final foi um empate a 2-2, conseguido pelos “estudantes” de penálti nos descontos. Foi um balde de água fria para a equipa leonina que não consegue vencer um jogo desde 29 de Janeiro quando derrotou o Real Massamá por 2-1, a única vitória em 2018. Trata-se do sétimo empate dos jogadores orientados por Luís Martins na presente temporada. 

 

O Sporting B entrou bem no jogo e marcou logo aos 10 minutos por Rafael Barbosa num remate rasteiro e bem colocado. Três minutos depois Ary Papel podia ter alargado a diferença, mas falhou isolado perante Ricardo Ribeiro. A Académica reagiu, avançou no terreno, e teve a primeira oportunidade de golo aos 20 minutos a que Stojkovic se opôs. Ainda na primeira parte, a Académica empatou por Chiquinho.

 

Na 2.ª parte, os leões voltaram a entrar melhor do que o adversário e Pedro Delgado fez o 2-1 aos 60 minutos. Um pouco como no primeiro tempo, a Académica reagiu e dispôs de várias oportunidades para empatar. Nos descontos (o árbitro concedeu 6 minutos), Nélson Pedroso marcou de penálti e conseguiu o empate para a formação de Coimbra. Rafael Barbosa terá sido o melhor jogador da equipa sportinguista.

 

Com este empate, o Sporting B soma 31 pontos e está no 15 º lugar da classificação. Nos últimos nove jogos apenas ganhou um jogo. No dia 3 de Março os leões deslocam-se a Arouca para defrontar a equipa local.

 

Ficha de jogo:

 

Campeonato da 2ª Liga (26ª Jornada)

Sporting B 2 - Académica 2

CGD Stadium Aurélio Pereira, 24 de Fevereiro de 2018

Árbitro: Gonçalo Martins (AF Vila Real)

 

Sporting B: Stojkovic, Djaló, Ivanildo, Demiral, Sualehe; Paulinho (Bruno Paz, 69), Bubacar Djaló (Guilherme Ramos, 75), Pedro Delgado (Abdu Conté, 78), Rafael Barbosa, Ary Papel e Ricardo Almeida

 

Treinador: Luís Martins

 

Golos: Rafael Barbosa (10‘) e Pedro Delgado (60’)

 

Académica: Ricardo Ribeiro, Mickael Moura (Tozé Marreco), Yuri, Brendon (Piqueti), Nélson Pedroso, Chiquinho, Dias, Zé Tiago (Mun-Ki Hwang), Luisinho, Alan e Balogun

 

Treinador: Ricardo Soares

 

Golos: Chiquinho (38’) e Nélson Pedroso (g.p. 90+2’)

 

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publicado às 17:58

O louva-a-deus

Leão Zargo, em 19.02.18

 

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O Vasco é um louva-a-deus que mal se viu a nascer começou logo a bombar. Não dorme. Nunca dorme. É uma marca registada vinte-e-quatro horas por dia. O Vasco é uma cópia. É conforme. É informe. Já seguiu Bruno Gimenez. E Marioni. Agora segue o Mestre. O Vasco não é lagartixa. Nunca foi lagartixa. TV só Sporting TV. Não vê o Preço Certo. Nem a Passadeira Vermelha. Vade retro. Nem as Tardes da Júlia se ainda as houvesse. Népias. O Luís Goucha já era. Talvez o Canal Panda. O Vasco é YoungNetwork. É um filtro que tudo filtra. Uma cassete pirata. O Vasco pica-o-ponto-a-toda-a-hora. Não lê jornais. Nem o Borda d'Água. Diz apenas o que aprendeu a dizer. Que lhe mandaram dizer. Sim divino, sim óleo de fígado de bacalhau, sim carapau, sim D. Quixote, sim Rocinante, sim moinhos de vento, sim sublime Mestre. É um ladino topa-a-tudo. Um louva-a-deus. Sê um Vasco. Vasca e lasca. Casca e descasca. Fight and resist!

 

O Vasco copiou para o Facebook: "O Mestre chegou-se à frente e com a sua bela voz rouca falou das maravilhas do seu reino e contou como no tempo das lagartixas o sol tinha deixado de nascer todos os dias. E anunciou o fim das lagartixas. E logo ali fez aprovar o Regimento Contra os Incréus (o RCI). E à vista de todos criou o Grupo dos Vascos que Seguem o Mestre Acima de Todas as Coisas (o GVSMATC)."

 

"O que eu gosto mesmo é de o ouvir, o meu repouso é a próxima batalha", exclamou o Vasco. E jurou que o Mestre é o D. Sebastião, e o reino o Quinto Império. Isto parece um filme já visto e revisto. Ou uma peça de teatro filmada. Se o dia ficar cinzento, imperial para dentro. Um dia de cada vez. Um dia é de vez.

 

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publicado às 12:38

Fotografia com história dentro (85)

Leão Zargo, em 18.02.18

 

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Yazalde e a “triunfante fatalidade”

 

A memória dos adeptos do futebol não costuma falhar. Não há esquecimento possível para um jogador que vestiu com galhardia a camisola do seu clube. No caso do Sporting, Hector Yazalde está entre os maiores que vestiram de leão ao peito. É que o craque das pampas, para além de ter sido uma excelente pessoa e um grande profissional de futebol, tinha aquele remate à baliza que deu tantas alegrias aos sportinguistas devido ao seu acerto e potência. Mas, também era jogador de grande subtileza em frente à baliza.

 

O “anjo com cara de índio”, como alguém lhe chamou, marcou 128 golos em 135 jogos, mas um dos mais surpreendentes terá acontecido num Sporting - Benfica em 31 de Março de 1974. Nesse derby, o inesquecível Chirola marcou um golo memorável, que de tão repentino, súbito e imprevisto impediu a reacção do Zé Gato que ficou a olhar para a bola que passou mesmo à sua frente. Uma bola que parecia perdida na pequena área, um salto de peixe, a subtileza de um toque de cabeça e o primeiro golo do desafio estava feito. Tudo com aparente simplicidade. É que Héctor Yazalde era portador de uma “triunfante fatalidade” (Dinis Machado) perante o guarda-redes adversário!

 

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publicado às 13:00

A Assembleia Geral

Leão Zargo, em 17.02.18

 

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Num artigo na revista Harper’s, “Me, Myself, and Id”, Laura Kipnis escreveu que o narcisista “vive como se estivesse rodeado de espelhos, mas não gosta do que vê”. Como centraliza em si mesmo a realidade por se imaginar o único actor dos acontecimentos, desenvolve hipersensibilidade à avaliação dos outros e revela sentimentos excessivos de autoridade. Encaixa que nem uma luva em Bruno de Carvalho.

 

Rob Riemen definiu o tipo de relacionamento que o narcisista estabelece com o próprio ego: “O meu ego torna-se a medida de tudo e só interessa o que eu sinto, o que eu penso. Eu exijo que o meu gosto, a minha opinião e a minha maneira de ser sejam respeitados, senão eu ficarei ofendido. Um ego sensível como medida de todas as coisas não suporta qualquer crítica e ignora a autocrítica.” Não suporta, por exemplo, aquilo que imagina ser falta de “reconhecimento”, de “confiança” ou de “gratidão”. Bruno de Carvalho “dixit”.

 

O “leitmotiv” da Assembleia Geral de hoje é o narcisismo do actual presidente do Sporting associado a uma surpreendente instabilidade emocional. Por estes dias, os acontecimentos deslizam mais rapidamente do que convém e ele procura monitorizar as circunstâncias, pois receia pelo futuro. Há o risco do tempo se tornar desfavorável, e Bruno de Carvalho consumiu-se numa superexposição mediática. Na vida nada é permanente e no futebol pouco ou nada é previsível.

 

É este o contexto da Assembleia Geral. Rogério Alves explicou de forma cristalina o paradoxo da situação. De facto, o estado de alerta permanente e o prolongamento da conflitualidade com tudo e com todos tiveram consequências nefastas. A encruzilhada passou a ter um sentido único. Mesmo que as propostas de Regulamento Disciplinar e de revisão dos Estatutos sejam aprovadas como Bruno de Carvalho exige, verificar-se-à apenas um breve adiamento: daqui a alguns meses, os sportinguistas estarão novamente confrontados com outro tipo de chantagem.

  

(Há coisas que se dizem que não podem ser esquecidas. Bruno de Carvalho, em 4 de Dezembro de 2012, afirmou o seguinte em entrevista ao programa Dia Seguinte, na SIC Notícias: “A estabilidade não é um meio: é uma consequência. Isto é o que Sporting tem de perceber de uma vez por todas: no dia em que tiver liderança e um modelo, terá estabilidade”. Ainda tem esta opinião?)

  

(Fotografia de Yves Lecocq, High Pressure)

 

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publicado às 11:55

Rafael Leão

Leão Zargo, em 14.02.18

 

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Cada um de nós já viu tanto filme, tanto enredo que correu mal, que nos habituámos a ficar de pé atrás com os jovens jogadores da Formação leonina que, periodicamente, vão surgindo na ribalta. Esta conversa é a propósito do jovem Rafael Leão, uma das maiores promessas da Academia de Alcochete, onde chegou com apenas nove anos de idade e em 2011 jogava nos Infantis A. No futebol não há adivinhos, mas para muitos observadores o sportinguista, internacional sub 21, tem o selo de garantia.

 

Rafael Leão estreou-se na equipa principal no Oleiros - Sporting, para a Taça de Portugal, disputado em 12 de Outubro de 2017. Entrou para o lugar de Gelson Dala aos 70 minutos e marcou um golo aos 86 minutos. Tinha 18 anos de idade e, no Sporting no século XXI, apenas Cristiano Ronaldo, Quaresma e Bruma eram mais novos quando marcaram pela primeira vez. No último fim de semana, no Sporting - Feirense, estreou-se na 1ª Liga.

 

Esta época já marcou 17 golos na UEFA Youth League, 2ª Liga, Taça de Portugal, Euro U 19 e amigáveis de selecções, num total de 31 jogos. Nada mau. Jorge Jesus parece apreciá-lo bastante e fez-lhe um elogio invulgar dizendo que nos treinos Rafael Leão “dá cabo” dos consagrados Piccini e Coates. O treinador Luís Martins, da equipa B, realça o facto de ser um avançado capaz de jogar nas alas onde faz valer a velocidade, técnica e drible e que aparece facilmente na grande área com grande sentido de oportunidade e eficácia.

 

Na realidade, Rafael Leão é um jogador invulgar, desconcertante e forte no um para um, jogando com a cabeça levantada e passada larga, que possui o talento dos predestinados. Manuel Fernandes não hesita quando o considera a “pérola” da Academia de Alcochete e Morato manifesta surpresa por ele jogar tão pouco na equipa principal. Chovem as comparações com Jordão pelo mesmo estilo ágil e felino e pelo arranque com a bola controlada, colada ao pé, correndo por entre os adversários. Ou quando recebe a bola de costas para a baliza e como se vira para ficar de frente para rematar.

 

Comparações à parte, frequentemente pouco saudáveis, a verdade é que a jovem promessa leonina está numa nova fase de aprendizagem do ofício de jogador profissional de futebol. Talvez nos próximos meses se perceba melhor até onde será capaz de ir. Oxalá, por ele e pelo seu Clube, que se concretizem as melhores expectativas.

 

Na fotografia, Rafael Leão no jogo de estreia Oleiros - Sporting depois de ter marcado o golo.

 

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publicado às 17:46

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