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O Sporting joga amanhã… (época de 2021-22)

Benfica - Sporting, 3 de Dezembro de 2021, 21h15

Leão Zargo, em 02.12.21

Benfica 4 - Sporting 3 2020-21 1ª Liga.jpg

Sporting e Benfica defrontam-se amanhã para a 13ª jornada da 1ª Liga. Em 2020-21, na Luz, na penúltima jornada do campeonato, os encarnados venceram por 4-3. O Sporting já tinha garantido o título de campeão nacional, mas assim viu esfumar-se o feito inédito de permanecer invencível até ao fim num campeonato com dezoito clubes. Foi um dérbi de grande intensidade competitiva, os leões estiveram por duas vezes com três golos de desvantagem, chegaram ao 4-3, mas o poste e o guarda-redes benfiquista impediram uma recuperação que seria épica.

Amanhã, sabe-se que provavelmente teremos duas baixas de peso, Palhinha em virtude de lesão muscular e Coates por estar infectado com covid-19. É uma situação que o treinador já terá previsto, mas verificar-se frente ao nosso rival constitui uma grande contrariedade. Rúben Amorim já esclareceu: “Como o Palhinha não há.” Quanto ao capitão há muito que todos estamos esclarecidos sobre o seu valor e relevância na manobra leonina.

A vitória neste jogo vale três pontos como nos outros, mas um dérbi é sempre especial, em que há muito a ganhar por cada um dos contendores. Dos nossos jogadores sabemos que todos vão sofrer uns pelos outros, lutar juntos, trabalhar em equipa, partilhando sempre a vontade férrea de vencer o jogo. Há outra certeza: vão estar em campo duas equipas com 11 jogadores cada uma. O árbitro será Artur Soares Dias. Não é agora relevante invocar cenas passadas, mas espera-se que seja isento e cumpridor das regras do futebol.

Na fotografia, imagem do Benfica - Sporting disputado em 2020-21.

ADENDA

Segundo Record - ainda não há comunicado oficial do Sporting - Coates é o único caso positivo de Covid-19 na equipa. Os restantes jogadores acusaram negativo e estão aptos para o dérbi.

O positivo de Coates foi detectado no programa de testagem do Sporting. Depois disso, o restante plantel e staff fizeram duas rondas de testes (antigénio e PCR), tendo o resutado de todos sido negativo.

O capitão encontra-se assintomático, mas será baixa para os jogos com o Benfica, Ajax e Boavista, pois terá de cumprir 10 dias de isolamento.

publicado às 14:30

Fotografia com história dentro (275)

Um “poeta do futebol”

Leão Zargo, em 28.11.21

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Pedro Barbosa vestiu a camisola leonina durante dez épocas, de 1995-96 até 2004-05. Contratado pelo Sporting para substituir Luís Figo, dotado de uma técnica assombrosa, considerado um dos jogadores mais virtuosos da sua geração, que tecnicamente superava tudo e todos, demorou a demonstrar todo o seu valor. Chamaram-lhe “Pastelão” e “Pedro Vagarosa”, mas na verdade ele era um falso lento, criativo e imprevisível, o pêndulo que organizava e distribuía o jogo. Com bola, a jogar pelo centro e em apoio frontal, definia os posicionamentos e movimentações que contribuíam para o controlo do jogo.

Sendo o seu talento inegável, não conheceu uma carreira de maiores voos internacionais em virtude da irregularidade das suas geniais exibições. Com ele, o Sporting conquistou dois campeonatos nacionais (1999-00 e 2001-02), uma Taça de Portugal (2001-02) e duas supertaças Cândido de Oliveira (1999-00 e 2001-02), tendo contribuído decisivamente para a caminhada europeia em 2005. Foi um verdadeiro desportista, não me recordo de uma única atitude desleal enquanto futebolista. 

Pedro Barbosa reinventava o gosto mais antigo pelo futebol enquanto forma de arte que sempre nos maravilhou e nos fez sonhar. Por isso, e pelo sportinguismo do grande capitão, José do Carmo Francisco dedicou-lhe um belíssimo poema:

Pedro Barbosa - com o número 8

Desenhas o teu jogo com um compasso
Com desprezo do esforço e do excesso
Onde não há, tu inventas novo espaço
Levando a bola até onde já não a meço

Tão veloz que não permanece na retina
E apenas surge no golo em conclusão
Afagas a bola numa ternura repentina
Como se de repente o pé tivesse mão

“Feito num oito” fica quem tu enganas
No drible mais inesperado e imprevisto
Em vez de dias tu permaneces semanas
Na memória de quem fez o seu registo

Tu não és o altivo artista mas o artesão
E se jogas sempre de cabeça levantada
É porque a distância da bola ao coração
É tão pequena como um grão de nada

(José do Carmo Francisco, “Pedro Barbosa, Jesus Correia, Vítor Damas e outros retratos - Poemas”, Col. Cais da Poesia, Padrões Culturais Editora, Lisboa, 2004)

publicado às 14:30

O Sporting joga amanhã… (época de 2021-22)

Sporting - Tondela, 28 de Novembro de 2021, às 18h00

Leão Zargo, em 27.11.21

Sporting 4 - Tondela 0 1ª Liga 2020-21.jpg

Sporting CP e CD Tondela jogam amanhã para a 12ª jornada da 1ª Liga. Desde que os tondelenses subiram à 1ª Liga em 2015-16, os dois clubes defrontaram-se seis vezes em Alvalade, verificando-se três vitórias leoninas e três empates. Na época passada os leões venceram por 4-0, com golos de Pedro Gonçalves (dois), Pedro Porro (que se estreou a marcar) e Sporar. Com esta vitória, o Sporting ascendeu à liderança do campeonato, com mais um ponto do que o Benfica que perdeu no Bessa.

Na frente interna, Alvalade tem sido uma fortaleza inexpugnável. Entre 330 clubes de 20 campeonatos europeus, o Sporting é aquele que está há mais tempo sem sofrer derrotas perante o seu público em provas nacionais (Campeonato da Liga, Taça de Portugal e Taça da Liga). Segurança defensiva em primeiro lugar. Como Rúben Amorim costuma dizer, se não sofrermos golos com certeza que marcaremos um e ganharemos o jogo. Mas, não se trata apenas de segurança defensiva, mas sim de uma grande equipa com “personalidade de campeã” e cada vez “mais entrosada e adulta nos processos”, como salientou o Julius Coelho a propósito da jornada na Mata Real.

Na Champions League, o Sporting fez a quadratura do círculo: começou com uma derrota em casa, uma excepção em toda esta época, estabilizou em Dortmund apesar da derrota, reencontrou-se, e garantiu a passagem aos oitavos de final faltando um jogo. Em Alvalade, com o Borussia Dortmund, foi um “jogão”, num ambiente espectacular, com emoção a rodos, no relvado e nas bancadas. Agora, os jogadores têm de descer à terra, sintonizar para a competição interna, por que não pode de modo algum faltar arte e engenho para derrotar o Tondela.

Na fotografia, os jogadores leoninos festejam um dos golos no Sporting-Tondela disputado em 2020-21.

NOTA: São três o número de jogadores indisponíveis no plantel do Tondela para o jogo com o Sporting, devido à Covid-19, sendo que o treinador Pako Ayestarán, igualmente infectado, não vai estar no banco dos beirões em Alvalade. 

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Fotografia com história dentro (274)

Recordando Ramiro Pinheiro

Leão Zargo, em 21.11.21

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Ramiro Pinheiro era um homem especial, diferente. Culto, inteligente, abnegado, solidário e voluntarioso marcou os que o conheceram. Engenheiro civil e assistente no Instituto Superior Técnico de Lisboa, pertencia à elite do andebol nacional. Integrou a melhor equipa andebolista de sempre, “Os Sete Magníficos”, que dominou a modalidade no nosso país durante a segunda metade de 1960 e a primeira metade de 1970. Fazendo equipa, nomeadamente, com Bessone Basto, Carlos Correia, Manuel Brito, Adriano Mesquita, Manuel Santos Marques e o irmão Alfredo Pinheiro conquistou com a camisola leonina sete campeonatos nacionais, cinco deles consecutivos: 1965-66, 1966-67, 1968-69, 1969-70, 1970-71, 1971-72 e 1972-73.

Em 1973, Ramiro Ribeiro foi incorporado no Exército e a seguir mobilizado para Angola. Era capitão miliciano e continuava de leão ao peito, jogando andebol pelo Sporting de Luanda. Mas, apesar da assinatura do Acordo de Alvor e da formação de um governo de transição, os tempos eram de fúria e de conflito na capital angolana.

Numa segunda-feira, em 3 de Fevereiro de 1975, junto ao Mercado de São Paulo, um motorista branco atropelou uma criança negra. O acidente resvalou para uma discussão violenta, com exibição de armas. Conhecido pelo seu temperamento firme, mas dialogante, Ramiro Pinheiro foi convocado para controlar os ânimos, juntamente com um alferes português e militares da FNLA. De súbito, dos que estavam no local, houve disparos que provocaram a morte de quatro civis, dois militares portugueses e um sargento da FNLA. Entre os mortos estava Ramiro Pinheiro. Tinha 29 anos, uma esposa e dois filhos.

Na fotografia, a equipa do Sporting CP de andebol que foi Campeã Nacional em 1965-66. Ramiro Pinheiro está na fila de baixo e é o primeiro à direita.

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Pólo verde e branco rugby

Leão Zargo, em 20.11.21

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Há camisolas e camisolas. Muito ou apenas bonitas, assim-assim ou feias. As camisolas às riscas horizontais verdes e brancas, as leoninas, essas são todas mais do que bonitas, é claro. Mas algumas dão mesmo a volta à cabeça. É o caso do "pólo verde e branco rugby". E que bem que fica no nosso capitão. À sua espera na Loja Verde!

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Fotografia com história dentro (273)

Futebol e música

Leão Zargo, em 14.11.21

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O futebol é o desporto que desperta a paixão de milhões de adeptos e a música é emoção pura, e talvez por isso possuem uma relação muito próxima e intrínseca. Num Estádio há os tradicionais cânticos de apoio aos clubes ou aos jogadores. A canção mais famosa ligada até hoje a um clube é, sem dúvida, “You’ll Never Walk Alone” do Liverpool. O Sporting também está bem servido. É frequente ouvir-se comparar uma equipa a uma orquestra para realçar a harmonia do seu futebol, e alguns jogadores são associados ao bombo ou ao violino. O nº 10 é o maestro, pois claro. Um carregador de piano todos sabemos o que é. Como sabemos quem são os “Cinco Violinos”.

Esta conversa é a propósito da digressão conjunta que o Sporting e o FC Porto realizaram a Angola no Verão de 1971. A fotografia documenta o momento em que Amália Rodrigues dá o pontapé de saída de um dos três jogos, no caso no Estádio dos Coqueiros, ao lado de um sorridente Yazalde. Os leões perderam dois jogos e ganharam apenas um, o prenúncio de que a época lhes iria correr mal. Foi o fim do ciclo de Fenando Vaz, um triste 3º lugar no Campeonato e uma frustrante derrota na final da Taça de Portugal. Mantendo a linguagem musical, diria que os executantes leoninos, os bombos, os violinos, as flautas, os trompetes e o piano, desafinaram a pauta musical e não exteriorizaram todo o seu talento artístico.

publicado às 14:30

Fotografia com história dentro (272)

Venâncio - um caso raro de superação

Leão Zargo, em 07.11.21

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Pedro Venâncio jogou futebol no Sporting desde 1981, ainda como júnior, até 1992. Era um defesa central de marcação, muito forte fisicamente, com um bom jogo aéreo, perfeito na utilização do corpo nos lances divididos e perspicaz na leitura do jogo. Estreou-se com 18 anos na equipa principal logo na 1ª jornada para o campeonato em 1982-83, frente ao Marítimo, ao lado de Zezinho. Na época anterior aquele lugar tinha sido de Eurico, que se transferira para o Porto. Para além de Zezinho, ao longo da sua carreira fez dupla, entre outros, com Bastos, Morato, Duílio, Ricardo Rocha e Luisinho. Foi capitão de equipa, internacional A e distinguido com o Prémio Stromp na categoria Atleta Profissional.

A meio da época de 1982-83, quando estava a viver o grande “sonho” de ser titular, Pedro Venâncio foi forçado a parar. Tinha um problema congénito nas articulações dos joelhos, as dores tornaram-se insuportáveis e incapacitantes, e fez a primeira das seis operações que realizou aos dois joelhos. Na altura a Medicina Desportiva ainda não alcançara o nível actual, não havia um conhecimento muito profundo deste tipo de lesões, e as coisas não correram bem. Seguiram-se outras intervenções, com recuperações difíceis, regressava sem limitações, mas o problema permanecia. Chegou a alinhar em condições dolorosas, mas a paixão pelo jogo e pelo Clube obrigaram-no a isso.

Terminou a carreira no Boavista aos 30 anos de idade. Tinha consciência do seu estado de saúde, foi sempre esclarecido pelas equipas médicas, mas já não era possível continuar. Pedro Venâncio constitui um grande exemplo de capacidade de superação da dor, de brio profissional e de paixão desportiva. Entre os adeptos há uma romantização dos atletas que, em condições físicas precárias, deram o seu contributo à equipa, num estádio todos querem ver os jogadores superarem os seus limites para alcançarem a vitória. É frequente ouvir-se dizer que a superação individual do sofrimento faz parte da competição e da mística do “grupo de trabalho”, mas a dor de cada um só o próprio é que verdadeiramente a conhece.

Na fotografia, Pedro Venâncio numa equipa do Sporting em 1983-84.

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O Sporting joga amanhã… (1ª Liga 2021-22)

Paços de Ferreira - Sporting, 7 de Novembro de 2021, 19h00

Leão Zargo, em 06.11.21

Paços de Ferreira 0 - Sporting 2 2020-21 Coates.j

O Sporting defronta amanhã o Paços de Ferreira para a 11ª jornada da 1ª Liga. Em 2020-21, na Capital do Móvel, os leões venceram por 2-0 com golos de Jovane e de Coates. Foi a estreia leonina no campeonato em virtude do adiamento do jogo com o Gil Vicente por causa da Covid-19. O Clube vivia uma fase estranha, na véspera os sócios tinham rejeitado o Relatório e Contas e o orçamento, alguns jogadores e Rúben Amorim ficaram em casa a recuperar do coronavírus, mas a equipa mostrou em campo uma união que não existia no resto do universo sportinguista.

Espera-nos casa cheia em Paços de Ferreira, o presidente dos castores sonha com um bom resultado e avisa que “o Sporting vai ter de mostrar em campo a sua superioridade”. Sem dúvida, é lá dentro das quatro linhas que cada equipa mostra o que vale. De nós sabemos nós, o grupo está coeso, unido, muito forte defensivamente, e o tridente ofensivo está cada vez mais eficaz, melhor entrosado. Pote apura a sua condição física a olhos vistos, Sarabia está cheio de “ganas” e Paulinho tem a pontaria mais afinada.

No final do jogo com o Beksitas, Pote afirmou que “fomos fantásticos esta noite, tanto a defender como a atacar. Ficámos contentes que neste jogo os sportinguistas não tenham sofrido tanto. (...) Vamos entrar em todos os jogos para vencer”. Precisamente, todos nós, sportinguistas, até estamos habituados a vibrar e a sofrer até ao último instante, mas até gostamos de jogos que permitam um certo descanso ao coração. As dificuldades são motivações, os desafios oportunidades e a superação física o passaporte para a vitória.

Na fotografia, Coates marca o segundo golo no Paços de Ferreira - Sporting disputado em 2020-21 que os leões venceram por 2-0.

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Fotografia com história dentro (271)

Dores, um suplente de luxo

Leão Zargo, em 01.11.21

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João Dores foi uma espécie de eterno suplente de João Azevedo. Permaneceu no Sporting durante nove épocas e viu como o “Hércules do Barreiro” não deu hipóteses a António Martins, que foi para o Benfica, a José Szabo, filho do Mister Szabo, a Frederico Barrigana, cedido ao FC Porto, a Manuel Reis e a João Tormenta. Apenas Dores resistiu, fez 52 jogos oficiais pela equipa principal e foi 3 vezes Campeão de Lisboa e 4 vezes Campeão Nacional, garantindo a segurança da baliza nas ausências do histórico guarda-redes leonino.

Sendo um suplente de luxo, mereceu sempre a confiança dos sucessivos treinadores do Sporting. Não se lhe conhece um lamento, uma lamúria pela sua condição, Azevedo era o titular quando estava em boas condições físicas. A capa da revista Stadium (S2 nº 324 de 16 de Fevereiro de 1949) mostra Dores num Sporting - Belenenses, para a 21ª jornada do Campeonato Nacional, que os leões venceram por 5-1. Num comentário, a revista sublinha que “o substituto de Azevedo mostra uma segurança que nada fica a dever ao mestre”.

publicado às 14:30

O Sporting joga amanhã… (1ª Liga 2021-22)

Sporting - V. Guimarães, 30 de Outubro de 2021, às 21h15

Leão Zargo, em 29.10.21

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O Sporting e o Vitória de Guimarães defrontam-se amanhã para a 10ª jornada da 1ª Liga. No jogo entre os dois clubes em Alvalade na época passada, os leões venceram por 1-0, com golo de Gonçalo Inácio. A equipa sportinguista apresentou-se com seis jogadores formados na Academia de Alcochete e aos 84 minutos de jogo entrou Dário Essugo, com 16 anos de idade, tornando-se no mais jovem a estrear-se de leão ao peito no campeonato português. Daniel Bragança alinhou pela primeira vez a titular. 

No final da partida com o Famalicão para a Taça da Liga, Rúben Amorim antecipou o desafio com os vimaranenses afirmando que “se formos ponto a ponto não há realmente uma equipa titular”. É evidente que os jogadores não têm a mesma qualidade, uns são mais decisivos do que outros, mas todos estão entrosados com os companheiros, com o colectivo. O treinador leonino acredita nos seus jogadores e trabalha para os fazer evoluir e refinar.

Ainda falta ritmo de jogo a Ugarte, mas deixou as melhores indicações. Presença física, posicionamento no campo, qualidade de passe, leitura de jogo. E ainda marca golos. Tiago Tomás continua a recuperar de uma mialgia na coxa direita e fez apenas tratamento. Se o Sporting vencer amanhã completa uma série vitoriosa de cinco jogos para o campeonato da Liga. Espera-se que o relvado de Alvalade esteja em boas condições.

Na fotografia, os leões festejam depois de Gonçalo Inácio ter marcado o golo no Sporting - V. Guimarães disputado em 2020-21.

publicado às 14:30

Fotografia com história dentro (270)

Conservar e restaurar para dar a conhecer

Leão Zargo, em 25.10.21

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Às segundas-feiras o Museu Sporting está fechado ao público, mas nos bastidores decorre intensa actividade de pesquisa, recolha, recuperação e organização de diversificado espólio documental material e imaterial sobre o Clube. Entre outros trabalhos, verifica-se agora uma acção importante de conservação, higienização e acondicionamento do acervo do Visconde de Alvalade. Tudo isto com a finalidade de proporcionar aos seus visitantes um melhor conhecimento da História centenária do Sporting Clube de Portugal.

O Departamento de Conservação e Restauro é o responsável pela valorização e gestão do espólio do Museu, reserva técnica e exposições temporárias. Para o devido cumprimento desta missão é realizado um rigoroso inventário, a organização e o acondicionamento dos objectos (bandeiras, troféus, equipamentos, jornais, fotografias e documentos), a que se seguem as intervenções de conservação e restauro. O serviço de documentação fotográfica ocupa-se do registo fotográfico, determinante para a salvaguarda do acervo.

O Museu Sporting constitui o espaço depositário da memória do Clube, essencial para a sua sobrevivência enquanto grande e original instituição do desporto português. A defesa da identidade leonina deve constituir um dos elementos aglutinadores e mobilizadores dos adeptos. O Museu possibilita ainda o estudo por investigadores, jornalistas, estudantes ou quaisquer pessoas que, através da consulta de fontes primárias e secundárias, pretendam conhecer a História sportinguista.

publicado às 15:00

O Sporting joga amanhã… (1ª Liga 2021-22)

Sporting - Moreirense, 23 de Outubro de 2021, às 20h30

Leão Zargo, em 22.10.21

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Sporting e Moreirense defrontam-se amanhã para a 9ª jornada da 1ª Liga. No jogo entre as duas equipas na época passada, os leões venceram por 2-1, com dois golos de Pote que marcava pelo quinto jogo consecutivo. Por essa altura era evidente que, apesar de parecer impossível, já tinha sido encontrado um sucessor à altura de Bruno Fernandes. Qualidade técnica, instinto de goleador e vibração competitiva. Oito golos em oito jogos.

Depois da excelente vitória em Istambul para a Liga dourada, segue-se o clube de Moreira de Cónegos para a Liga portuguesa. Cada jogo tem um resultado final imprevisível, mas se os jogadores sportinguistas mantiverem a pressão e o foco na baliza adversária ficarão mais perto de vencer. Se abrirem o marcador cedo tornarão o jogo menos complexo. Uma grande equipa tem de se apresentar com elevada qualidade em todos os palcos onde actua. Rúben Amorim bem avisou: “Agora temos de vencer o Moreirense, aí é que provamos que podemos estar na Champions”.

É previsível que o nosso adversário se apresente em Alvalade com um futebol defensivo, em bloco baixo e muita agressividade nos duelos individuais. A isso já estamos habituados, mas exige-se desportivismo, entradas sem violência, embora todos os jogadores disputem a posse da bola com querer e rigor. A única vez que o Moreirense conquistou pontos em Alvalade foi em 2014-15 (1-1).

Nota: Amanhã, não é apenas dia de jogo, mas também de Assembleia Geral do Clube, no Pavilhão João Rocha, com início da Ordem dos Trabalhos pelas 11h30, hora a partir da qual estará aberta a votação.

Na fotografia, o Sporting - Moreirense disputado em 2019-20. Os leões festejam um dos golos de Pote.

publicado às 14:30

Fotografia com história dentro (269)

Capel, Capel!

Leão Zargo, em 17.10.21

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O futebol está cheio de histórias sobre jogadores cujas carreiras ficaram algo longe das expectativas dos seus adeptos. Sem essas histórias, e as intermináveis conversas sobre os jogadores em causa, o futebol não seria a mesma coisa. Diego Capel é bem capaz de ser um desses casos. Em 2008, jogava no Sevilha, era um dos extremos mais cobiçados do futebol mundial e até o Real Madrid se interessou pelos seus serviços.

Em 2011, com alguma surpresa pelos elogios e pelas referências na imprensa espanhola e internacional, Capel tinha 23 anos de idade e foi contratado pelo Sporting, a troco de 3.5 milhões de euros. Veio por cinco épocas, ficou quatro anos, e os dois primeiros foram dos melhores da sua carreira. No entanto não evoluiu como deveria, sempre com as mesmas qualidades e os mesmos defeitos, e deixou de ser um titular indiscutível.

Apesar de não ser um goleador nato, era um extremo esquerdo com grande velocidade e poder de arranque. Tinha um domínio de bola muito bom, comparativamente a muitos outros na sua posição. Os sportinguistas já tinham saudades de ver um extremo a sério em Alvalade, alguém que acelerava o jogo, que o abanava com esticões, que não tinha medo de ter a bola no pé e de partir para cima do adversário. Transmitia-nos aquilo que faz falta no nosso e no futebol: a ilusão de que com ele em campo estaríamos sempre mais perto da vitória.

Diego Capel marcou alguns grandes golos e fez assistências perfeitas. Naquele jeito dele, de cabeça baixa sempre com a bola colada ao pé e a ir super veloz para cima dos defesas contrários, parecia adivinhar o posicionamento dos companheiros de equipa, fazia-lhes chegar a bola em perfeitas condições para então rematarem à baliza adversária. O pior era quando as coisas não lhe corriam de feição. Passes transviados, bolas que se perdiam, o desespero que se instalava. Sendo um jogador emocional necessitava de sentir a confiança do treinador.

A fotografia corresponde à imagem de Diego Capel entre os sportinguistas. Um jogador excitante, mas algo inconsequente muitas vezes. O extremo tinha acabado de marcar ao Athletic Bilbao nas meias-finais da Europa League, virando o resultado para um favorável 2-1 aos 80 minutos de jogo. No entanto, os bascos na 2ª mão venceram por 3-1 e esfumou-se o sonho de participar em mais uma final europeia. Como foi decepcionante a final da Taça de Portugal com a Académica, com uma derrota por 1-0.

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Fotografia com história dentro (268)

A poesia do futebol

Leão Zargo, em 10.10.21

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Quase todos imaginámos que um dia seríamos jogadores de futebol. Alguns, mais jovens, ainda imaginam. Essencialmente, cada um sonhou (ou, ainda sonha) ser estrela no clube do seu coração. Indiferente à idade, todos nós temos ídolos, todos eles grandes atletas, os melhores entre os melhores. No final do jogo Arouca - Sporting um apanha-bolas dirigiu-se a Antonio Adán pedindo-lhe a camisola, a que o guarda-redes leonino acedeu com um gesto de carinho. O jovem manifestou surpresa, seguida de efusiva felicidade.

Na verdade, nem toda a poesia é escrita em versos. O futebol é a prova disso mesmo, para além do sonho, da ilusão que proporciona. Esta fotografia, toda ela, é feita de luz e de humanidade, bem diferente da natureza ficcional de um jogo com tudo o que ele tem de drama, vitória, derrota, redenção, injustiça, paixão, lágrimas. Pergunta-se que história terá lá dentro: o jogador profissional que não esqueceu o tempo em que era uma criança ou o menino apanha-bolas que sonha com a glória num Estádio de futebol?

publicado às 15:00

Fotografia com história dentro (267)

O futebol feminino do Sporting

Leão Zargo, em 04.10.21

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No Verão de 2021 os sportinguistas ficaram surpreendidos com o anúncio da saída da treinadora Susana Cova e de nove jogadoras do plantel de futebol feminino do Sporting. Afinal, tratava-se do fim de um ciclo muito importante para a consolidação de um projecto desportivo ao nível da equipa sénior e dava-se início a um outro liderado pela treinadora Mariana Cabral. A estreia não podia ser melhor pois as leoas venceram o Benfica por 2-0 e conquistaram a Supertaça e lideram a Zona Sul da Liga BPI em igualdade pontual com o Torreense.

Mariana Cabral jogou futebol no U. Micaelense, Odivelas, Futebol Benfica e 1º Dezembro e chegou ao Sporting em 2016 para treinar as juniores, sendo depois promovida à equipa B que comandou entre 2018 e 2021, acumulando sempre com as funções de coordenadora da Formação. Foi campeã nos juniores logo na primeira época e na seguinte e em 2020-21 conduziu a equipa B à conquista do Campeonato Nacional da 2ª Divisão.

Muitos observadores identificam semelhanças entre o futebol sénior masculino e feminino do Sporting. Em ambos os casos, o plantel é jovem, em parte proveniente da Formação, mas reforçado pela experiência e maturidade. Como Rúben Amorim, também Mariana Cabral exerce uma liderança firme, tranquila, ponderada, inteligente. Nos treinos é do género de fazer primeiro antes de dizer para fazerem. Refere sempre que está satisfeita com as jogadoras que tem e que acredita no trabalho colectivo e no processo normal de crescimento da equipa. Insiste frequentemente que “seja em que competição ou campo for, estaremos sempre prontas para vencer”.

Na fotografia, o plantel do futebol feminino em visita ao Museu Sporting.

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O Sporting joga amanhã… (1ª Liga 2021-22)

Arouca - Sporting, 2 de Outubro de 2021, 20h30

Leão Zargo, em 01.10.21

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O Sporting e o FC Arouca defrontam-se amanhã para a 8ª jornada da 1ª Liga. Na última vez que os dois clubes se defrontaram em Arouca, em 2016-17, a equipa sportinguista conseguiu uma vitória por 2-1, com golos de Alan Ruiz e de Bruno César. Os arouquenses marcaram cedo, mas os leões passaram a controlar o jogo em todo o primeiro tempo, e colocaram-se à frente do marcador. Alan Ruiz, que atravessava a melhor fase na sua breve passagem por Alvalade, destacou-se e entendeu-se na perfeição com Bas Dost.

No final do jogo em Dortmund, Rúben Amorim garantiu que “aproveitámos cada minuto para crescer, porque o nosso plano não passa por um mês ou um ano. Temos de ganhar ao Arouca, depois há a paragem, e crescer enquanto clube”. Ele sabe que o sucesso não cai do árvore, apostou na juventude, com uma mistura de experiência, e com talento e competência colocou os leões a jogar bom futebol. Em campo, a equipa revela treino e conhecimento, joga com estratégia e tem uma ideia de jogo bem definida.

Um futebol menos convincente a nível interno e as duas derrotas na Champions League não alteraram a atitude de Rúben Amorim. Ele sabe como tudo começou e conhece bem as condições actuais. Nação Valente escreveu ontem no Camarote Leonino que “o caminho faz-se caminhando”. É verdade. Enquanto os jogadores continuarem a evoluir técnica e tacticamente e jogarem com desejo e paixão acredito que o êxito é possível, está ao nosso alcance. Amanhã no Municipal de Arouca perceberemos melhor o ponto da situação.

Na fotografia, imagem do Arouca - Sporting disputado em 2016-17.

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Fotografia com história dentro (266)

Sporting 11 - Famalicão 0 (1945-46)

Leão Zargo, em 26.09.21

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Para o Sporting, a época de 1945-46 estava a ser frustrante quando em Maio o presidente Ribeiro Ferreira convidou Cândido de Oliveira para orientador técnico, mas continuando Abrantes Mendes com a função treinador de campo. Depois do 2º lugar no Campeonato de Lisboa, os leões cedo ficaram afastados da luta pelo título de campeão nacional. Por isso, tornou-se indispensável conquistar a Taça de Portugal que se realizava em Junho.

Depois de ter eliminado a Académica e o Vitória de Guimarães, o sorteio da meia-final determinou que o Sporting defrontasse o Famalicão nas Salésias. Cândido de Oliveira preparou para esta eliminatória uma linha avançada que vinha a apurar nos últimos jogos. O treinador considerava que o ponto fraco da equipa leonina residia na incapacidade dos dois interiores de proporcionarem o devido apoio a Peyroteo, ao mesmo tempo que era um admirador das qualidades de Sidónio.

Por essa razão, nesse desafio com os famalicenses, colocou Peyroteo e Sidónio lado a lado numa linha de quatro avançados, recuando o interior esquerdo António Marques para médio ofensivo. Tratava-se de um invulgar 3-3-4 que substituiu o habitual WM (3-2-2-3), o que implicou outra ideia de organização da equipa. Os leões venceram por um claro 11-0, com cinco golos à conta dos dois jogadores que alinharam na zona central do ataque. Durante o jogo lesionaram-se quatro famalicenses que tiveram de abandonar o campo, os sportinguistas abrandaram e no fim nem sequer festejaram o acesso à final da Taça.

Nos últimos jogos da época, o Sporting venceu seis e empatou um, e Peyroteo e Sidónio marcaram 14 golos cada. No Verão de 1946, os leões contrataram Vasques e Travassos que se juntaram a Jesus Correia, Peyroteo e Albano que já lá estavam para constituírem os “Cinco Violinos”. Sidónio perdeu espaço, voltou à sua condição de suplente e saiu depois para o Belenenses.

Ficha de jogo:

Taça de Portugal 1945-46 – Meia-final

Sporting 11 - Famalicão 0

Estádio das Salésias, 23 de Junho de 1946

Árbitro - Domingos Miranda (Porto)

Sporting - Azevedo; Álvaro Cardoso e Manuel Marques; Veríssimo, Barrosa e Juvenal; Armando Ferreira, Sidónio, Peyroteo, António Marques e Albano

Treinadores - Cândido de Oliveira e Abrantes Mendes

Famalicão - Sansão; Armando e Cerqueira; Ferrão, J. Szabó e Adelino; Mendes, Sampaio, Pires, Oscar Tellechea e Gita

Treinador - Janos Szabó

Golos - Barrosa (25’ e 83’ g.p.), Sidónio (35’, 42’ e 76’), Peyroteo (49’ e 60’) e A. Marques (69’ e 86’)

publicado às 14:30

O Sporting joga amanhã… (época 2021-22)

Sporting - Marítimo, 24 de Setembro de 2021, às 19h00

Leão Zargo, em 23.09.21

Sporting 5 Marítimo 1 2020-21 Pedro Gonçalves.jp

Sporting e Marítimo defrontam-se amanhã para a 7ª jornada da 1ª Liga. No jogo entre as duas equipas na época passada, em Alvalade, os leões venceram por 5-1 na 34ª e última jornada da temporada de 2020-21, que marcou o regresso da equipa sportinguista ao título de campeã nacional. Com esta vitória, o Sporting, que já tinha garantido o título, terminou a prova com 85 pontos e 5 de vantagem sobre o Porto. Pedro Gonçalves assinou um “hat-trick” e tornou-se o melhor marcador da 1ª Liga.

A forma como a equipa leonina foi capaz de reagir na Amoreira à derrota perante o Ajax diz muito sobre o seu valor. O futebol é um jogo com vários intervenientes, nomeadamente os dois adversários e os árbitros, mais justo do que frequentemente imaginamos. A equipa que estiver melhor preparada para ganhar tem mais probabilidades de vencer o desafio. A questão central reside na qualidade da liderança do plantel e Rúben Amorim já deu provas nessa matéria. É o treinador que prepara os jogadores para vencer, a sua função é a mais complexa no mundo do futebol.

Depois da vitória frente ao Estoril, o Marítimo vem na melhor altura. Querer entrar em campo para vencer e conseguir reforço emocional para a jornada europeia. Com melhores automatismos, a equipa sportinguista defende com maior eficácia, essencial para atacar muito e com perigo. Máxima segurança em dois terços do campo, máxima criatividade no último terço. Paulinho “mostra-se” muito mais, Neto justifica o seu estatuto, progride a integração de Sarabia, Porro regressou como sempre o conhecemos, Matheus Reis liberta-se de fantasmas. Há a curiosidade de ver Ugarte a estrear-se a titular. Pedro Gonçalves e Gonçalo Inácio ainda recuperam das suas lesões.

Na fotografia, os jogadores leoninos festejam um dos golos de Pedro Gonçalves no jogo com o Marítimo em 2020-21.

publicado às 14:30

Fotografia com história dentro (265)

Mosquera e Yazalde

Leão Zargo, em 19.09.21

Sporting 2 Porto 1 1970-71.jpg

A fotografia refere-se a um Sporting 2 - Porto 1 disputado em 29 de Novembro de 1970 para a 11ª jornada do Campeonato Nacional. O árbitro César Correia e os capitães José Carlos e Pavão levam a cabo os procedimentos habituais para o início do jogo. Vê-se o peão do Estádio de Alvalade completamente cheio, em dia de chuva. No peão cabia sempre mais um espectador, e havia jogos em que a multidão era de tal ordem que até parecia que ouvíamos bater o coração no parceiro logo ao lado.

Foi neste jogo que Jaime Mosquera marcou o seu único golo com a camisola leonina, logo nos primeiros minutos da partida. Alinhou três vezes e acertou uma única vez com a baliza adversária. Mosquera tinha sido o melhor marcador da Primeira Liga Peruana na época anterior, ao serviço do Deportivo Municipal, e foi a grande contratação do Sporting no Verão de 1971. Apesar de ter marcado um golo, no intervalo o jogador peruano ficou no balneário, entrando Manaca, que na altura jogava a avançado, para o seu lugar.

A inadaptação de Mosquera obrigou a que a Direcção do Sporting contratasse Hector Yazalde. O dirigente Abraão Sorin viajou para Buenos Aires para o negociar por 3 500 contos com o Independiente. Apesar de já não poder ser inscrito na época em curso, “Chirola” juntou-se à comitiva leonina numa digressão ao Brasil, participou nos jogos com o São Paulo e o Vasco da Gama, em 25 e 27 de Janeiro, e foi apresentado aos adeptos no Estádio de Alvalade num jogo com os franceses do Red Star, no mês seguinte. A estreia oficial aconteceu num Sporting - Boavista disputado em 12 de Setembro de 1971.

(Fotografia retirada do livro “César Correia - O árbitro um ser humano”, de Neto Gomes.)

publicado às 16:00

O Sporting joga amanhã… (1ª Liga 2021-22)

Estoril - Sporting, 19 de Setembro de 2021, 20h30

Leão Zargo, em 18.09.21

Estoril 2 Sporting 0 2017-18.jpg

O Sporting e o Estoril defrontam-se amanhã para a 6ª jornada da 1ª Liga. Para a 1ª Liga, no Estádio António Coimbra da Mota, os dois clubes defrontaram-se pela última vez em 2017-18 e a equipa da casa venceu por 2-0. Foi na 21ª jornada e constituiu a primeira derrota sportinguista para o campeonato. Os leões treinados por Jorge Jesus revelaram uma ineficácia enorme e sentiram bastante a ausência de Bas Dost e Gelson Martins. No final da prova, os estorilistas ficaram no último lugar da classificação e desceram à 2ª Liga, regressando esta época ao escalão principal do futebol português.

Amanhã, na Amoreira, vamos estar em campo ao lado da nossa equipa. No final do jogo com o Ajax, o “nós acreditamos em vocês” nas bancadas foi bem elucidativo. É essa a nossa convicção, todos nós temos memória, não esquecemos o que ficou para trás e reconhecemos o excelente trabalho que está a ser feito. O que havia para dizer já foi dito. Agora, é aprender com os erros e querer jogar o próximo jogo. E vencê-lo. Por vezes, o futebol recompensa quem se entrega à luta. Não é uma ciência exacta, é certo, mas existem coisas exactas no futebol. Numa das suas canções, Chico Buarque diz que “quem espera nunca alcança”. Nem mais. 

Na fotografia, imagem do Estoril - Sporting disputado em 2017-18.

publicado às 14:00

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