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A luta tem de continuar

Naçao Valente, em 18.05.18

 

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Bruno de Miguel não se demitiu com a sua direcção de fantoches. Não se demitiu tal como sempre pensei. Não se demitiu porque não tem vergonha na cara, nem dignidade. Não se demitiu porque, como está provado até à saciedade, é um ditador. Nunca um ditador se demitiu. Todos os ditadores têm de ser derrubados. Os ditadores são um misto de loucura, de apego ao poder, de insubstituíveis, de salvadores, de oportunistas. 

 

O "presidente" ditador está cada vez mais isolado. Com o Conselho Fiscal e a Mesa da Assembleia Geral demissionários, e mais quatro membros da direcção restam-lhe meia dúzia de assalariados agarrados ao emprego. Vendilhões, também, sem vergonha e sem dignidade. Com os grandes e importantes apoiantes a tirar-lhe o tapete persiste na sua loucura. Com a uma equipa de futebol que não quer sequer falar consigo, e à beira de pedir rescisões, teima em não ver o óbvio.Com o principal accionista da SAD a dizer que o quer demitir deste órgão, não ouve ninguém.

 

Para este mitómano irresponsável pouco interessa que as acções percam valor, que os activos desvalorizem, que o Sporting se lixe. Não acredito que uma Assembleia Geral, manipulada pelos seus apoiantes ruidosos, o venha a demitir.Se não forem os homens do dinheiro, os credores do clube, que o derrubem não sairá. Está  a tentar ganhar tempo, na esperança que as coisas acalmem e possa voltar tudo ao que era dantes. Está à espera que não se passe nada. E se a sua estratégia for avante, e continuar na sua senda de destruição, há a possibilidade de não ficar pedra sobre pedra.

 

Adaptando uma expressão de Eça de Queiroz, "esta Direcção não irá cair porque não é um edifício, só sairá com benzina porque é uma "nódoa" e acrescento, uma vergonha para quem sabe o que é dignidade. A luta tem de continuar, para salvar o que ainda resta deste Sporting cativo.

 

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publicado às 04:35

Loucura ?

Naçao Valente, em 14.05.18

 

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Vou escrever com todas as reservas, e em cima do acontecimento. Segundo noticia a comunicação social, Bruno Miguel terá suspendido a equipa técnica. A ser verdade, o "presidente-adepto" atingiu a loucura total.

 

Quero esclarecer, que nunca considerei o treinador Jorge Jesus, um super técnico, e fui contra a sua contratação,especialmente, devido ao seu alto vencimento. No entanto, o que está a acontecer não me surpreende. Ainda ontem escrevi, em comentário, que ia haver bodes expiatórios. A crucificação de Jesus era mais que esperada. O principal responsável pela situação do Sporting, o causador do caos desde há uns meses a esta parte,  já estava a dar esses sinais. 

 

O nosso Sporting está, desde as assembleias gerais, passando pelo pós Madrid, sempre no foco das notícias pelas piores razões. É com tristeza que vejo o meu clube foco de chacota geral.

 

É uma vergonha que uma Instituição centenária esteja a passar por esta situação que roça a loucura. Quanto mais união é necessária, mais o "presidente-adepto" desestabiliza.

 

O Sporting caminha para uma situação de caos total. E se o responsável máximo é o "presidente-adepto" os grandes responsáveis são os sócios que o colocaram na presidência e que perante as maiores evidências o continuam a adular. Como se escreveu num outro post, estão todos lobotomizados. 

 

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publicado às 21:00

Pai, filho e espírito santo

Naçao Valente, em 08.05.18

 

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Há séculos a Santa Igreja ensina o mistério de Três Pessoas em um só Deus, baseada nas claras e explícitas citações bíblicas. Mas desaconselha a investigação no sentido de decifrar tão grande mistério, dada a complexidade natural que avança e se eleva para as coisas sobrenaturais

 

O Sporting, versão Bruno de Carvalho,  parece-se cada vez mais com uma igreja. Precisou de um salvador para o resgatar do pecado original. Ele próprio se apresenta como o caminho e a vida. Fora dele não há salvação. O Sporting é desde há cinco anos o exemplo de que a razão foi submergida pela crença. Por mais incompreensíveis e misteriosas que sejam as verdades reveladas, são aceites sem reflexão. Estamos perante uma questão de fé. E neste âmbito não pode haver discussão, ou se acredita ou não se acredita.

 

Primeiro veio o filho. Estabeleceu a sua doutrina. Os seguidores aceitaram-na de braços abertos. A promessa do paraíso ali ao virar da esquina encandeia quem precisa de uma tábua de salvação. Os grupos de apóstolos vão escrevendo os evangelhos. Os milagres da multiplicação dos meios, dos cegos que vêem, dos coxos que andam, fazem o resto. E o filho já teve o seu calvário e está a ter a sua ressurreição.

 

Enquanto está no limbo, sem poder passar a sua mensagem, recorre ao pai. 'Pai, que tens estado ausente e discreto, mas que sei que nunca me abandonaste, faz chegar aos fiéis o que não posso dizer. Ao fim e ao cabo somos apenas um, que se divide em três pessoas. Sim porque também há o espírito santo, que tem estado silencioso, mas sempre disposto a ajudar-nos. É esse o grande mistério da salvação,e como mistério que é, inacessível para as mentes terrenas.

 

É preciso passar a mensagem. O diabo está entre nós e pode confundir os fiéis. É um falso deus que usa o nome de Jesus. Só pensa nos valores terrenos e quer cada vez mais dinheiro. É preciso alertar os fiéis. Este diabo tem que ser excomungado. Em tempos tivemos outro, um falso apóstolo chamado Marco e tive de mandar um anjo que ficou com as asas chamuscadas e quase me queimava a mim. Não confio mais nele.

 

Sei que não dominas as redes sociais, por isso deixa-me usar o teu nome. Eu sei que falhei algumas vezes. Cometi sete pecados capitais. Mas agora consegui reunir todas as ovelhas tresmalhadas. Tenho o rebanho no bolso. Logo que ressuscite de vez, volto a ser eu'.

 

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publicado às 09:00

 

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O caso Sócrates ajudou o Correio da Manhã a sobreviver durante bastante tempo. Ainda hoje dá uma mãozinha à sobrevivência da SIC e de outras estações televisivas. E como está para durar, ainda vai dar mais algum alento à nossa comunicação social, quase toda meio-falida.

 

Bruno Miguel, noutra vertente, e salvaguardadas as devidas distâncias, é em certo sentido "abono de família" do Record. E isso desde que entrou a direcção actual. Só não vê quem não quer. O facto é que o mercado da publicidade é restrito para três jornais desportivos. Por outro lado, a publicação diária, exige por falta de assunto rigorosamente desportivo, a exploração do "bas fond" dessa área e do seu sensacionalismo. Uma forma de captar leitores/compradores, sempre disponíveis para absorver esta vertente jornalística. Bruno ajuda a vender.

 

Bruno Miguel tem uma considerável corte de adeptos que o seguem incondicionalmente. Não é um apoio racional mas emotivo, uma espécie de crença num ser quase "extra sensorial" que veio ao mundo para salvar o Sporting do Apocalipse anunciado. O apoio a Bruno não depende de uma análise realista e ponderada do seu mandato, mas na crença, doutrinada pelos seus apóstolos, que veio a trazer a salvação ao reino do leão. Como uma religião tem o seu catecismo e os seus tele evangelistas. Uma máquina de propaganda que tem como objectivo fazer passar os dogmas e manter unidos os fiéis. Uma missa com as suas ladainhas e os seus ritos. E canais para a propagar.

 

Bruno Miguel considera-se ele próprio um eleito dos céus, um salvador. E isso, estou convicto, que é genuíno. Talvez a única genuinidade que possua. Tudo o resto é falso. É uma narrativa "literária" apoiada num bem oleada máquina de propaganda. Mas  convicto na sua impunidade e na adoração dos seguidores, foi longe de mais e conseguiu virar contra si uma franja significativa. Esteve em maus lençóis, foi vaiado e apupado.

 

Como alguém feito de plasticina mudou de forma. Desde a fase do" aleijadinho", até agora, passou pelo seu calvário. Deu o dito por não dito. Deixou o grande palco. Refugiou-se no pavilhão das modalidades, onde pontuam os seus seguidores mais indefectíveis, e onde é mais fácil conseguir êxitos e começou a renascer das cinzas, tal como Fénix.

 

A propaganda está a fazer com competência o seu trabalho, aproveitando alguns bons resultados desportivos, mérito dos atletas, para os atribuir, quase exclusivamente, ao presidente. E depois do piar mais fininho já começa a falar grosso, com a habitual voz de bagaço. As capas do Record não são casuais, nem inocentes.Fazem parte da estratégia. Interessam à propaganda brunista e ao próprio jornal. É uma aliança estratégica pela sobrevivência.

 

E o Sporting Clube de Portugal, onde fica nesta triste e interminável novela? 

 

P.S.: Digo mais: Bruno Miguel pode pintar a manta de que cor quiser. É como o eucalipto, seca tudo à sua volta. Oposição credível? Zero. Se arder o eucaliptal espero que não leve o Sporting.

 

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publicado às 04:05

Sebastianismo e liberdade

Naçao Valente, em 25.04.18

 

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Alcácer-Quibir é na nossa história o símbolo da derrota de uma nação, por via a loucura de um homem. D. Sebastião, rei por direito, na linha de sucessão, não tinha competências para exercer tal função. No seu desvario guerreiro inconsequente, arrastou o país para um desastre anunciado e desnecessário, que nos custou a independência, durante sessenta anos.

 

O sebastianismo, como esperança no regresso do rei desaparecido na confusão da batalha, nasceu como uma vontade do impossível e tornou-se parte da alma nacional. Falsos "D. Sebastião" foram aparecendo, com o intuito de, oportunisticamente, preencher esse vazio, essa orfandade do pai da nação, sendo sempre desmascarados. Mas ao longo dos séculos, outros "D.Sebastião", vingaram como salvadores e vendedores de falsas ilusões. Tristes ilusões de um povo crédulo.

 

O 25 de Abril, ao invés, foi um golpe militar que se transformou em revolução, e que pôs fim a uma longa ditadura, iniciada por um desses salvadores. Comemora hoje quarenta e quatro anos de construção, com altos e baixos, de um futuro comum, alicerçado no diálogo democrático, na alternância do poder, sem necessidade da arrogância de um qualquer iluminado.

 

Neste dia de liberdade, que vivi,  lembrei-me, com tristeza, que também o meu clube, está cativo da prepotência de um homem que encarna, ao nível em que actua, D.Sebastião e o "Sebastianismo". D.Sebastião pela impreparação para cargo que exerce, pela  incapacidade de avaliar, com racionalismo, as situações, pelo poder de decidir guerras desnecessárias e inconsequentes, e de não assumir as consequências. Do sentido de missão "patriótica, quase divina, que encarna, para livrar o mundo de infiéis. isto é de todos os que não se vergam a cerviz à sua "loucura". Os adeptos que o seguem, sem reflexão, são o exemplo do "sebastianismo" que se instalou neste clube, entregue aos caprichos de um homem desequilibrado, e que e continuam a seguir como um salvador.

 

O Sporting precisa de um "25 de Abril" com urgência e não daqui a quarenta anos. Um "25 de Abril" em que os adeptos assumam o clube na sua plenitude e não na ilusão de  que o detêm na representatividade de um qualquer D.Sebastião. O Sporting não precisa de homens providenciais. Precisa de uma equipa, com um rumo, uma estratégia definida, ao serviço dos interesses da colectividade. É altura de abandonar o "sebastianismo", e os " D.Sebastião", antes que aconteça um "Alcácer-Quibir".

 

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 É altura de gritarmos, SPORTING LIVRE !

 

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publicado às 21:30

 

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O cidadão Bruno Miguel Azevedo de Carvalho não tem vergonha na cara. Tem alimentado durante cinco anos a grande mentira do milagre da salvação do Sporting, e volta a mentir com todos os dentes sempre que lhe convém.

 

Depois de um curto período de silêncio a que se impôs, ou lhe foi imposto por alguém mais ajuizado, não se conteve e voltou à carga. "Não vou aos jogos porque não quero", afirmou a seguir ao tempo sabático. Só não é uma mentira total, porque é um cidadão livre e pode andar por onde lhe apetecer.

 

Em boa verdade, todos sabemos que a sua ausência dos campos de futebol ou foi uma "imposição/sugestão", uma retirada estratégica temporária, até acalmar a borrasca, ou resulta do seu receio de ser assobiado e insultado como aconteceu no jogo com o Paços de Ferreira. Admito até que por detrás da decisão, possa estar o seu criador e mentor, o médico (não sei porquê, mas sempre que penso nele, faz-me lembrar "O médico e o monstro") Barroso, que lhe diagnosticou 'burnout' e lhe recomendou umas férias.

 

Qual Brunout, qual carapuça! As primeiras aparições públicas, em lugares rigorosamente controlados, e as suas subsequentes  declarações, mostram que cidadão Bruno Miguel, não apurou nenhuma consequência do que aconteceu, apesar de ter suspendido a equipa,  levantado processos disciplinares, de ter que fazer um recuo total, e dar o dito por não dito, para sobreviver.

 

Apareceu com a mesma arrogância, a mesma prepotência,a mesma vitimização, e admito que se retomar o controle da situação, vai haver vingança grossa. "Não vou porque não quero" e "É preciso mais do que um grupo organizado com lenços brancos e cartazes para me tirar do meu caminho" não demonstra sintomas de 'burnout' .

 

Pode demonstrar outro tipo de perturbação, que se reflecte na assunção que pode fazer o que lhe dá na real gana, sem sofrer consequências. Significa ,seguramente, que se acha no direito de desrespeitar e insultar quem lhe apetece, mas que ninguém o pode fazer a si, porque é um ser humano, tem pai, mulher e filhos. E os que vilipendia  não são seres humanos? Acha, por acaso, que é o único ser humano do Mundo?

 

Cinco anos depois, o Sporting não melhorou, nem financeiramente, nem desportivamente, independentemente do que ainda se venha a ganhar. Não se pode comparar o consulado brunista, apenas com os dois anos de Godinho Lopes e a presidência breve de Bettencourt. E se tem disputado algumas provas até ao fim, o certo é que não as tem ganho.

 

E até estou convencido que se o presidente/ditador se mantivesse ausente dos relvados e mais calado, como esteve nestes últimos dias, talvez já tivéssemos ganho algo relevante. Desiludam-se. Bruno Miguel não vai mudar. A ilusão criada pela realidade paralela vai continuar. Quanto tempo será preciso para os adeptos reconhecerem que estão enganados, para se libertarem da areia que lhe atiram para os olhos?

 

P.S.: Corre por aí a notícia que Bruno  recebe comissões por negócios com jogadores. Até aparecerem provas, é especulação. O que é realidade, é que o presidente e o seu 'team' recebem "dividendos" pelas vitórias da equipa. Esta parece-me ser uma grande inovação no Sporting.

 

Nota: Em notícia de última hora, mais uma intervenção de Bruno Miguel, reproduzida pela Sporting TV:

 

"Uma família não vê um membro no chão e vai lá dar-lhe pontapés. Em cinco dias em que tive de estar ausente vi tamanha ingratidão por parte de muita gente.

Não podemos ter paninhos quentes. Se para vocês basta existir e respirar, está bom. Para mim, tão mais fácil é não ter Facebook e não dizer nada aos meninos. Até sou divertido, conto umas piadas giras. Continuo a dizer, devo ser o único presidente com licenciatura, mas sinto-me sempre como o que tem a 1ª classe. Se quiserem que vá por esse caminho, eu vou. Para a minha família é melhor e canso-me menos. Não consigo perceber esta vossa dicotomia do 'aperta com eles', mas 'aperta com eles como eu achar'. Garganta temos todos, mas fazer está quieto".

 

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publicado às 03:21

Sem presidente

Naçao Valente, em 07.04.18

 

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O Sporting está a passar por um dos momentos menos bons da sua história. Pela avaliação que tenho vindo a fazer da actual Direcção, não me surpreende. Depois de cinco anos de instabilidade permanente, este caso é mais um episódio anunciado, na "presidência" de Bruno Miguel.

 

Como tenho escrito, este cidadão não teve, não tem, nem nunca terá perfil para ser presidente de uma grande instituição como o SCP. Nesta perspectiva, o nosso clube está há cinco anos sem presidência. A pessoa que "lidera" o clube tem-se comportado como um adepto, membro de claque, e não como um presidente. Mas o mais grave é que confunde a sua personalidade com o clube, não se sabendo bem onde acaba uma e começa o outro.

 

Independentemente de uma ou outra medida correcta, o facto é que tomou muitas outras lesivas do interesse da instituição. Depois de uma gestão anterior desastrosa, ganhou o estado de graça, com a percepção que passou para os adeptos, de ser o salvador do Sporting. Com redução forçada de despesas e algum equilíbrio nas contas, acompanhadas de engenharia financeira, sob a égide da banca, criou a ilusão de ser um gestor genial.

 

Mesmo sem conquistar o título preeminente no futebol profissional, também por grande responsabilidade sua, conseguiu, graças a uma boa "máquina" de propaganda, manter o apoio maioritário dos adeptos, iludidos por um manto de fantasia. Não me lembro de haver um presidente, com tão longo período de graça, face às circunstâncias.

 

A sua competência como presidente é uma falácia. Com uma ou outra ideia avulsa, nunca apresentou qualquer projecto coerente. Vive de fogachos de êxitos momentâneos numa ou noutra modalidade e pouco mais. Guerreou (a palavra que bem o define) contra o mundo, sem excluir a sua própria casa. Instabilizou e dividiu o Clube quando o devia unir, e teve todas as condições (desperdiçadas) para o fazer. Mais que os interesses do Clube, preocupa-o o seu poder, como se viu em acontecimentos recentes.

 

Só uma grande instituição, como o Sporting Clube de Portugal, consegue resistir a cinco anos sem real liderança. Com mais este episódio "facebokiano", que não se sabe como terminará, aumenta a ridicularização do clube.

 

Desconhecemos o eventual desfecho  da crise desnecessária, mas há duas alternativas: ou o "presidente" mantém a decisão suspensiva, provocando que se duvide do seu  "equilíbrio mental", ou dá o dito por não dito e mostra a sua face oportunista e inconsequente, o que me parece mais provável. Este homem, que estranhamente, continua a ter defensores, não vai pôr em causa o seu ganha-pão. Prevejo que o Sporting vá continuar sem presidente. 

 

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publicado às 17:00

Separados à Nascença

Naçao Valente, em 26.03.18

 

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Esta é a história de dois irmãos separados à nascença. Uma novela à portuguesa sem fim à vista. Nasceram gémeos e os pais "tugas" mal tinham meios para alimentar um, e muito menos dois. Constrangidos, deram-nos para adopção. Um foi parar a uma família humilde, outro, mais sortudo, a uma família de classe média. Sendo irmãos, são na aparência bastante diferentes. Um é mais para o rasteirinho e entroncado, com tendências obesas (consta nos "mentideros" que faz lipoaspiração) o outro mais alto e mais velho, porque as agruras da vida o fizeram crescer mais depressa.

 

Mas no essencial são muito iguais. Iguais na ambição, na persistência, no aproveitamento de oportunidades. Não são pessoas para verem passar o cavalo do poder à sua porta sem o montar. Determinados cultivam  o mesmo estilo , praticam a mesma demagogia enganam os mesmos ingénuos, exibem o mesmo aspecto matarruano e truculento, as mesmas atitudes arrogantes e com algumas nuances, não gostam de ser contrariados. 

 

Começaram a vida como empresários. Um na área da borracha, daí o seu jeito, para apagar tudo o que o compromete. O outro não se sabe bem em que negócios debutou. Consta do seu currículo que teve várias empresas, mas perdeu-se o rasto a todas. Criados no mesmo útero, tinham como máximo sonho ser presidentes de uma grande instituição desportiva. Quis o destino que chegassem a líderes  de duas grandes instituições rivais e que nasceram e se desenvolveram à custa da sua natural rivalidade. Porém, a natural rivalidade depressa se transformou numa guerra sem quartel, numa luta livre sem regras, sobretudo fora do jogo, numa barafunda que pede meças a uma comédia de maus costumes.

 

Ironia do destino: irmãos separados, inimigos figadais, e presidentes das duas maiores instituições desportivas do seu país. Nesta função uma coisa os separa: um ganhou vários títulos, aproveitando bem uma conjuntura favorável, depois de muito marcar passo; o outro, ainda não ganhou nada de relevante. De resto, a mesma gestão obscura, a mesma engenharia financeira, os mesmos truques de magia, como gastar o que se espera receber, numa espécie de versão das galinha dos ovos de ouro.

 

As instituições não mereciam, as instituições não merecem, que o destino lhe pregasse esta partida. Decerto que irão sobreviver, porque são profundas as suas raízes para resistir a grandes secas. Quanto aos dois protagonistas, só o destino sabe o que lhes reserva. Será que ainda os vai unir num abraço fraterno, num regresso tardio à origem, num final apoteótico e emocionante? O povo gosta e aplaude a trama novelística e espera paciente pelo desfecho. Assim vai preenchendo o vazio da madrasta da vida. Até lá é preciso manter o mistério, ocultar a sua identidade, mas decerto que eles andam por aí.

 

P.S.: Até serem disponibilizadas provas de ADN não me comprometo. Por isso, nesta saga, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

 

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publicado às 12:45

A desonestidade como norma

Naçao Valente, em 24.03.18

 

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A honestidade era verde e um burro comeu-a. Ser honesto foi, em tempos, uma honra. Hoje é uma virtude ser desonesto. A vários níveis. No que ao futebol diz respeito, deixou de ser excepção para ser mais regra. No que concerne ao Sporting, que sempre foi um clube sério e honesto, a desonestidade é merecedora de elogios. Sei que existe noutros clubes, mas sendo criticável, preocupa-me sobretudo a que se pratica no meu.

 

A Doyen Sports é um fundo com existência inteiramente legal, e que os clubes utilizam sem qualquer obrigatoriedade. As suas regras estão definidas e os seus utentes conhecem-nas. Quando utilizam os seus serviços, estabelecendo contratos, fazem-no de livre vontade, independentemente de estes serem  justos ou injustos. Aliás, este ou outros fundos têm servido, para os clubes disporem de activos que de outra forma não conseguiriam. Em conclusão, os clubes quando fazem contratos com estes fundos, sabem ao que vão, e têm que cumprir aquilo que assinaram, que tem que ser cumprido por ambas as partes. Não podem depois vir carpir-se, sacudindo a água do capote. Fazer figura de rico com o dinheiro dos outros é fácil, mas insustentável. 

 

.O Sporting brunista é "useiro e vezeiro" no uso de artimanhas de chico-espertismo para não cumprir esses contratos, fazendo com que seja activada a acção judicial, ganhando assim tempo, para ir ficando com o que não lhe pertence. Esta situação passou-se com o caso Rojo, e tem remake com o caso Labyad. Se esta forma de actuar, seja com quem for, não é desonestidade não sei o que é. Por isso, quando vejo adeptos elogiar estes actos de calotice, põem-se os poucos cabelos em pé. Creio que os adeptos sportinguistas são, na sua maioria e na sua vida privada pessoas honestas, portanto não compreendo que aceitem a prática da desonestidade pela direcção do seu clube. Quer queiram que não, acabam por ser coniventes com uma prática condenável.

 

A honestidade era verde, mas hoje já não é. Há uma regra que eu considero fundamental. Quando consideramos normal, e até louvável, a prática da desonestidade na nossa casa, não temos autoridade moral para a criticar na casa dos outros. Bem vindo aos actos desonestos justificáveis. Viva o admirável mundo novo.

 

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publicado às 03:24

A Grande Paródia

Naçao Valente, em 15.03.18

 

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Nos anos sessenta estreou um filme em Portugal com o título " A Grande Paródia". Era uma comédia interpretada por Louis de Funès e Bourvil, passando-se a  acção no contexto da 2ª Guerra Mundial. Feito o luto desse triste período, a ficção cinematográfica tem esse poder de brincar com coisas que foram dramáticas, numa perspectiva de trazer à vida das pessoas um pouco de descompressão nas dificuldades do quotidiano.

 

Este filme veio-me à lembrança por causa das afirmações de um outro Luís, o  Filipe Vieira, em directo, após um jogo do seu clube e relacionadas com o processo e-Toupeira. No fim de um rol de ameaças a tudo e todos, terminou com a expressão, "a paródia acabou". Eu peço desculpa em discordar, mas considero que esta paródia ainda agora começou. E ao contrário da paródia de Funés, que nos conseguia divertir, esta apenas serve para nos entristecer, já que é mais um episódio da degradação a que chegou o futebol  português.

 

O futebol foi iniciado em Portugal por pessoas que gostavam de jogar à bola, uma forma de entretenimento, que no início do século XX estava a dar os primeiros passos. Pelas suas características, tornou-se um desporto popular, entre os praticantes e entre os que o gostavam de o ver como espectáculo. Fez o seu caminho muito à custa da adesão do povo e da natural rivalidade entre clubes, de entre os quais se destacam inicialmente o SLB e o SCP. Quando despertei para este desporto, a pergunta que se fazia às crianças, era "és do Benfica ou do Sporting", o que prova a sua importância  na propaganda da modalidade.

 

Enquanto o futebol foi um desporto amador ou semi-profissional foi dirigido por quem disponibilizava parte do seu tempo, por amor à causa. Quando o futebol para além do espectáculo se tornou num negócio, começou a atrair o oportunismo, sempre à espreita de tirar proveito pessoal do que gera dinheiro e poder. Começou o tempo do 'chico-espertismo' dirigente. Pessoas sem cultura e valores morais, gente do vale tudo. E mais cedo ou mais tarde, chegou a todos os clubes incluindo os chamados grandes. Manifestou-se primeiro no FCP mas acabou por chegar aos clubes da capital. E teve alguns protagonistas, embora transitórios, nestes clubes, antes de chegarmos à actualidade.

 

Hoje o futebol português em função das direcções do 'chico-espertismo' é de facto uma grande paródia, cujo espectáculo principal ocorre fora das quatro linhas. Entre os actuais presidentes, incluindo o do meu clube, não há nenhum que seja digno dos fundadores da arte do pontapé da bola. Não vieram para dar mas para receber. Julgam-se inatingíveis, escudados atrás de milhões de adeptos, que agem como uma massa acéfala no apoio aos seus dirigentes. desde que estes lhes consigam títulos. Pouco interessa como, o que é preciso é consegui-los.

 

Isso explica que Vieira, um zé-ninguém,  mestre do 'chico-espertismo', apele às suas hostes para se unirem contra quem puser em causa a sua impunidade. A justiça tem o dever de levar até ao fim as investigações em curso no chamado processo e-Toupeira, doa a quem doer. E não pode intimidar-se com a tribo do futebol. Não há ninguém que possa pôr em causa o Estado de Direito. Os senhores do futebol não podem estar acima da lei. Se não queremos ser o país da Grande Paródia.

 

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publicado às 02:25

 

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 Imagem que acompanha o artigo do El País

 

 

"Probablemente no haya en el mundo un país con futbolistas más pacíficos y dirigentes más violentos. Hablamos de Portugal."

 

"El del Benfica, Luis Filipe Vieira, por presuntos delitos blanqueo, antes el del Oporto, Pinto da Costa, por asociación criminal; Bruno de Carvalho por tráfico de influencias." 

 

EL Pais, Javier Martin Del Barrio, Los incendiarios del fútbol portugués, 2 de Março de 2018

 

 

A operação "E-Toupeira" é um assunto do foro da justiça. Terá seguramente os seus desenvolvimentos. Mas se se comprovarem as suspeitas é um assunto que dá uma imagem degradante do futebol português, ou melhor da sua classe dirigente. Pinto da Costa é um 'chico esperto' que, em tempos, conseguiu criar uma rede de influências para hegemonizar o futebol português. Vieira com muita paciência, noutro contexto, segui-lhe os passos. É um sonso que se faz de peixe morto,  nunca sabe de nada, espera que o tempo faça passar a borrasca. Bruno Miguel é um admirador de Pinto da Costa, e queria imitá-lo no Sporting, mas não tem 'chico espertice' suficiente para o fazer. Escolheu o tempo e os alvos errados, e minou o seu próprio caminho.

 

O futebol português tem praticantes pacíficos mas dirigentes violentos escreve o cronista no Jornal El País. O texto é acompanhado por uma imagem de Bruno Miguel equipado no meio da claque a ver um jogo. E se esta situação de mau dirigismo chegou à imprensa espanhola e se deve ao dirigismo rasca de todos clubes grandes, o certo é que a utilização da imagem do presidente do Sporting não pode deixar de ser significativa. A entrada desta personagem não trouxe nada de bom para o futebol em Portugal. Com um discurso arrogante, que apela à violência e com uma prática revanchista contra o passado do clube que dirige, entre outras atitudes, tem contribuído para um agravamento da imagem do futebol em Portugal.

 

Bruno Miguel deve estar nas suas sete quintas. De ilustre desconhecido já conseguiu que a sua fama ,pelas piores razões, ultrapassasse fronteiras. É uma estrela no universo leonino, pela cegueira dos adeptos, quiçá uma estrela no país, pelo espectáculo triste que teima em representar, e agora também em Espanha por ser um factor ligado à situação degradante que se vive no futebol nacional. Está de parabéns tal como os adeptos, que rezando ladainhas, o levam num andor e que rasgam as vestes à sua passagem. Triste imagem de um clube prestigiado. Triste imagem da situação vergonhosa do futebol nacional.

 

Mas o dirigismo rasca que está a tornar o futebol em Portugal um caso de estudo tem outros protagonistas. Nos dois principais clubes rivais não há exemplos a seguir, e no que diz respeito a uma classe de dirigentes, há a mesma baixa qualidade. No clube do Porto sabemos do uso de práticas desonestas para influenciar resultados e no clube da Luz está tudo cada vez mais obscuro, vivendo num mundo subterrâneo. Contudo, Bruno Miguel, com as suas atitudes primárias, onde impera a falta de bom senso, de inteligência, e a utilização gratuita da grosseria, só veio acrescentar mais descrédito, à imagem de uma modalidade admirada internacionalmente pela qualidade dos praticantes. Os campeões europeus em futebol e futsal, não merecem isto. Este mau dirigismo é digno de chacota.

 

Quando há coragem para mudar?

 

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publicado às 04:29

Prisioneiros da caverna

Naçao Valente, em 04.03.18

 

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Quem teve oportunidade de estudar filosofia conhece esse grande filósofo grego chamado Platão, autor da alegoria da caverna, escrita com intenção filosófico-pedagógica e que faz parte da obra República. 

 

Em síntese, no interior de uma caverna existem seres humanos, prisioneiros acorrentados e virados para a parede onde vêem sombras vindas do exterior que tomam pela realidade. Se um prisioneiro saísse da caverna e enfrentasse a luz e uma nova realidade, ficaria perturbado e não acreditaria. Confuso, tentaria voltar para a caverna, para a realidade a que estava habituado. Ao regressar, os seus olhos cegariam ao passar da luz para a escuridão, o que levaria os outros a pensar que sair da caverna provocava danos e nunca deviam sair dali. Assim, pretende mostrar, que na existência humana os homens são prisioneiros de falsas crenças, preconceitos e ideias enganosas, das quais não se conseguem libertar.

 

Este princípio, passados milhares de anos, parece continuar actual. Ao longo da história são muitos os exemplos desta situação que faz os homens tomarem a ilusão pela realidade, com reflexos negativos para a sua própria existência.

 

O mesmo princípio pode encontrar-se na realidade ilusória  do mundo do futebol. Massas alienadas seguem cega e ingenuamente ídolos,  que se arvoram em salvadores do que nem precisa de ser salvo. Há registos destes acontecimentos em diversos segmentos da área desportiva. Mas quero aplicar o principio ao clube de que sou adepto desde a infância, e que vive um período da sua existência, em que a cegueira por um ídolo chegou a um ponto, do qual não tenho memória.

 

Bruno Miguel chegou à presidência em função de forte descrença dos adeptos devido a alguns anos de más prestações desportivas. O 'salvador' emergiu como um "D. Sebastião" surgido da bruma, e depressa criou a auréola de um homem providencial. E criou-a, não tanto pela sua obra, mas pela ilusão que sobre ela soube vender. Para o efeito, montou uma eficaz máquina de propaganda, que varre para debaixo do tapete tudo o que é preciso esconder, e dá ressonância ao que lhe interessa valorizar. Esta receita  não é nova, e é utilizada pela política, especialmente pelos grandes ditadores da história. É uma nova fórmula que encaixa na alegoria dos prisioneiros da caverna.

 

E por mais que as vozes críticas alertem para a gravidade da situação, de imediato são ostracizadas como inimigas do construtor de ilusões. Veja-se o caso de alguns prisioneiros mediáticos que ousaram libertar-se. Podem aqui pessoas  isentas, conhecedoras da situação financeira, alertar para o facto de esta não corresponder à versão oficial, para logo os expert defensores, virem a terreiro fazer passar a sua (única) verdade.

 

Podem os resultados desportivos continuar modestos, e sucessivamente adiados para as calendas, que os prisioneiros da ilusão, não querem sair da sua zona de conforto, para reflectir, para analisar criticamente. Como na alegoria, é mais confortável continuar a acreditar no mundo de sombras que lhe inculcam na mente. Viver na realidade é de facto mais doloroso. O culto da ignorância, assente  nas aparências sensíveis é uma das razões da perseguição aos que se libertam da caverna.

 

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publicado às 04:00

Vingança e mesquinhez

Naçao Valente, em 18.02.18

 

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Muito se tem escrito sobre a Assembleia "selvagem" do dia 17 e já pouco há a dizer. Aconteceu o que era expectável e que aqui sempre defendi. Bruno Miguel de Carvalho, conseguiu criar a imagem de "Messias" que tem os seus fiéis seguidores. Pelos resultados das últimas eleições serão aproximadamente quinze mil. Até ouvi num programa de rádio um adepto, já ancião, dizer que o apoia incondicionalmente. A palavra em si provoca-me urticária. Incondicional? Isso explica que os agora denominados sportingalhos fazem tudo o que o presidente mandar. E como alguém já escreveu, se os mandar atirarem-se de uma ravina lá estarão.

 

O Sporting fundado há mais de cem anos por José Alvalade, acabou. A única coisa que mantém é o nome e os símbolos. Este Sporting tomado por um homem quase "divino", com o apoio dos milhares que o idolatram, é outro clube. Nem sei bem se é um clube se uma "igreja" tipo IURD, onde não se podem pôr em causa os dogmas, nem o cardeal. É uma espécie de religião de fanáticos sem capacidade de questionar o chefe. O que o chefe diz é lei. A última directiva mostra isso: afastem-se desse demónio que é a comunicação social, ouçam apenas a minha voz, a única que vos salva. Inacreditável!

 

Em mais uma longa homilia, com os habituais insultos a críticos, aconteceu uma novidade, que quase passou despercebida. A referência a um funcionário do clube, que saiu há mais de dois anos, sem qualquer razão lógica e completamente desnecessária. Marco Silva não representa qualquer tipo de ameaça para o Sporting e para o seu presidente. Mostra o indubitável carácter mesquinho e vingativo de um homem cada vez mais perdido num labirinto de contradições e mentiras. No seu discurso, neste e noutros casos perpassam meias verdades: Diz que Marco Silva foi despedido em Inglaterra, mas omitiu que ganhou o campeonato grego, e que foi o treinador, que com uma equipa de tostões, ganhou o troféu mais importante do seu mandato até ao momento. Para quem tanto fala de ingratidão estamos conversados.

 

Os grandes homens sabem ser magnânimos nas derrotas e principalmente nas vitórias. Os pequenos homens usam as vitórias para alimentar mais guerras. Não respeitam nada nem ninguém. Quem hoje os bajula, se deixar de o fazer, tem o seu ódio garantido. Cuidado devotos. Quem não sabe respeitar, mesmo com toda a nossa benevolência, também não merece respeito.

 

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publicado às 19:05

Respeito, educação, maturidade

Naçao Valente, em 16.02.18

 

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"A UEFA aproveita a oportunidade para reiterar que o respeito é um princípio chave do futebol, incluindo o respeito pelo jogo, pela integridade, pela diversidade, pela saúde dos jogadores, pelas normas, pelos árbitros, pelos adversários e pelos adeptos", pode ler-se na página daquele organismo na Internet." (Copiado de um texto do Camarote Leonino)

 

Respeito é um princípio base nas relações entre todos os seres humanos e até destes com todos os seres vivos. O respeito marca a diferença entre a barbárie e a civilização. E quando a barbárie, escondida no recôndito da natureza humana vem à superfície, é porque o respeito foi desrespeitado. Não há nenhum grande ditador, responsável por exploração, massacres e  genocídios que tenha respeitado o seu semelhante. 

 

O respeito no futebol devia ser um princípio base, mas de facto não é. Mesmo pessoas que pautam a sua vida por princípios e valores, esquecem-nos perante a cegueira clubista. Essa, expressa no calor das emoções, não sendo justificável e até condenável é compreensível. Mas mais grave é ser alimentada por quem, no futebol, a devia combater, isto é a classe dirigente. Mais grave ainda é quando o adepto confunde a cegueira pelo clube, pela cegueira por uma personalidade.Como é que o adepto respeita o adversário transmutado em inimigo, quando o presidente do seu clube, usa, abusa e fomenta a falta de respeito?

 

Sei que é uma utopia, um pensamento à margem da realidade, mas quem exerce altas funções de chefia, devia ser sujeito a avaliação sobre a sua formação ética. No que diz respeito ao futebol, onde os dirigentes são eleitos por um universo de adeptos, estes deviam assentar a sua escolha não nas suas  promessas vagas e demagógicas que não cumprem, mas na sua idoneidade. Não se devia escolher um presidente, sem considerar a sua capacidade para se respeitar a si próprio e aos outros. Outro factor fundamental é a educação.Depois  devia-se considerar a maturidade e a responsabilidade, sem as quais não é possível levar a bom porto qualquer projecto com segurança e solidez. Sem estes princípios básicos, não há competência que possa vingar, nem justificar a concordância de cidadãos plenos, a troco de qualquer" prato de lentilhas".

 

No futebol, ao contrário da pretensão da UEFA, não há respeito, nem pelo jogo, nem pelos seus intervenientes, nem pelos adversários, nem pelas regras. Só interessam os resultados a qualquer custo. Em Portugal, os presidentes, com relevo para os chamados grandes, não respeitam, nem se dão ao respeito. Julgam-se acima da lei, e como tal agem.

 

Os adeptos, na generalidade, bajulam-nos se conseguirem bons resultados, seja a que preço for. Podem insultar e vilipendiar adversários,  desrespeitar os seus antecessores e o próprio clube, perseguir e banir os críticos, que são sempre considerados inimputáveis. Os adeptos apoiam-nos e escolhem-nos pela demagogia e pelo populismo. Aos princípios, aos valores, dizem nada. Os grandes demagogos são oportunistas que conhecem os truques para enganar as massas, sabem o que estas querem ouvir  e estas gostam de ser enganadas.

 

Respeito no futebol só existirá quando este for dirigido por pessoas com formação ética, o que não é o caso. Estes fogem do futebol como o diabo da cruz. Não estão para se sujeitar à irracionalidade do adepto. O campo está livre para oportunistas de todo o jaze. Uns mais polidos, outros mais rudes, alguns obtusos. Que interessa o respeito?  Era verde e um burro comeu-o. Bem pode a UEFA pregar no deserto. 

 

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publicado às 03:00

A lista de Carvalho

Naçao Valente, em 11.02.18

 

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A "Lista de Schindler" representa um dos episódios mais dramáticos da história da humanidade. Simboliza a tentativa de destruição de um povo pelo simples facto de existir. A decisão partiu de mentes altamente perturbadas, para não dizer dementes. Hoje é muito conhecida, devido à divulgação ficcional. A única similitude que com ela tem a lista de Carvalho, para além da inspiração do título, é o ser proveniente de mentes, no mínimo, suspeitas de algum desvio à normalidade. Vejamos: primeiro publica-se essa lista de proscritos como sendo perigosos malfeitores, inimigos da instituição SCP, para logo a seguir os convidar para um hotel a fim de serem esclarecidos. Começa por dar com o pau e a seguir mostra a cenoura. Ou caros apoiantes de Bruno, reflictam comigo, Isto faz algum sentido? Isto vem de uma mente estável, equilibrada, coerente? É claro que a mais provável consequência será servir para inspirar alguns sketch de comédia, ou um ou outro texto humorístico; mas é essa a função de um presidente?

 

Estas atitudes de Carvalho, que têm vindo num crescendo preocupante, dão a sensação de estarmos perante alguém que perdeu o rumo. Um náufrago, sem instrumentos, de navegação, num mar encapelado, onde se meteu sem saber navegar para chegar a lado nenhum. O problema é que saiu do porto num barco que não é seu e não se importa de afundar. Caros apoiantes de Bruno, isto não é irresponsabilidade de um aventureiro que não conhece limites? 

 

Mas ao consultar a lista senti alguma revolta. Estão lá nomes de pessoas, que embora tendo feito uma ou outra crítica esporádica, se têm mantido discretos em relação ao seu mandato. Recordo por exemplo essa grande senhora, para quem o clube tem uma dívida de gratidão, chamada Isabel Trigo de Mira. Recordo também Dias da Cunha, que serviu o Sporting, sem pedir nada em troca e está ligado a importantes mudanças estruturais. E para não ser injusto, outros nomes podia referir, mas fico por aqui para não me alongar. Como adepto crítico e actuante, da lista de Carvalho, lembro, entre outros, Carlos Severino, que me parece gostar de protagonismo, mas que não representa, qualquer espécie de perigo para o presidente.

 

Agora a maior decepção que sofri, foi não ver lá o meu nome. Nem uma simples letra. Enfim, talvez não seja suficiente digno de conviver com tão prestigiado presidente. Confesso que tenho pena. Quem não gostava de ser convidado para um hotel, onde podia ainda, quem sabe, mastigar uns pastelinhos de bacalhau. Não percebo como tem na sua lista, gente que nada o incomoda e deixa de fora o Camarote Leonino, que vai  não vai lhe dá nas orelhas. Uma grande injustiça. Assim talvez o Rui Gomes me incluísse na sua entourage e eu pudesse degustar uns rissóis de camarão, preparados pelo Chefe José Eduardo ou Zé dos Tachos.(a designação não é minha). Bom, e o que mais viesse, desde que não fossem croquetes. E no fim pode ser que se sirva muita fruta, que nunca rejeito.

 

Até ao momento não sei qual dos felizardos da lista de Carvalho, vai estar presente nesse evento. Penso que muitos faltarão. Uns porque não têm idade, nem saúde para essas coisas. Outros porque não vão em conversas da treta. Alguns porque não têm pachorra. Talvez um ou outro porque se arme em herói, ou porque goste de eventos mediáticos resolva aparecer. É preciso é que apareça alguém. Nem que seja um, para o homem não ficar a falar sozinho. Para esse peditório está farto de contribuir e a rábula já está muito vista.

 

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publicado às 03:15

Fora de controle

Naçao Valente, em 09.02.18

 

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Estava o Sporting sossegado nas suas tamanquinhas, fazendo o seu percurso serenamente no futebol profissional, aquele que mais adeptos mobiliza em todo o País, quando o senhor presidente que se supõe presidir, considerou que isto, para seu gosto e natureza, estava uma grande pasmaceira e que era preciso agitar as ondas. No actual contexto do futebol nacional, chegar ao primeiro lugar do campeonato não é fácil, mantê-lo ainda mais difícil. Exige total concentração da base à cúpula, mas isso não entende o senhor presidente. E não digam que não teve tempo de aprender.

 

Recordo, para memória futura, alguns exemplos do passado recente; desestabilizou a equipa depois de um empate em Guimarães, e num campeonato que tinha tudo para ser ganho, com a sua arrogância e acolitado pelo seu treinador, criou desestabilização que permitiu à equipa rival que, com novo treinador, e que andava à deriva, ganhar ânimo. Este senhor presidente não tem estabilidade emocional.

 

Agora, foi como quem entrou numa loja de louça fina e partir uma chavenazita, para dizer 'olhem lá eu estou aqui, não se esqueçam de mim'. Mas não, fiel à sua natureza, não resistiu e partiu a louça toda. Haja quem pague.

 

Não tinha o senhor presidente muita visibilidade? Tinha. Não tinha o senhor presidente poder para exercer a sua função? Tinha. Não tinha o senhor presidente o apoio explicito e implícito de uma maioria de sportinguistas? Tinha. Não estava legitimado pelo voto? Estava. Então porque inventou esta guerra? Por causa de uma minoria de 'sportingados', com direito à livre crítica, mas sem qualquer poder real? Eram uma ameaça ao seu poder? Não. Não lhe chega o poder que tem? É ainda preciso eliminar órgãos colegiais, alterar métodos de votação, criar regulamentos repressivos? Penso que não. Por isso, toda esta "golpada" raia o absurdo.

 

Mas se a novela das alterações aos Estatutos já era má o que se seguiu está a ser surreal. Depois da birra da Assembleia Geral, do longo e ridículo monólogo, tão ridículo quanto desnecessário, da marcação de uma assembleia selvagem, ainda vem o choradinho, no Facebook,  com lágrimas de crocodilo. Tudo isto não parece comportamento de quem não tem total sanidade mental. No limite, o senhor presidente, está fora de controle.

 

Queixa-se de falta de privacidade, mas quem é que está sempre a meter a sua família ao barulho? Quantos no universo sportinguista sabiam quantos filhos tinha José Roquette, Dias da Cunha, Bettencourt, entre outros, por iniciativa dos próprios? O que têm a ver os sportinguistas se tem três, quatro, ou meia dúzia e se são deste ou daquele género, legítimos ou ilegítimos? O senhor presidente está a perder as estribeiras. Precisa de ajuda especializada. Para seu bem pessoal, em primeiro lugar, e para a Instituição a que preside ou devia presidir.

 

Os adeptos que continuam a ver o senhor presidente com o salvador do clube, e que acham que sem ele acabará, estão a mobilizar-se em todo o País, para numa espécie de plebiscito popular, numa assembleia selvagem, o entronizarem quase como um papa. Aconteça o que acontecer nada será como dantes. Estive sempre entre os que defendiam que o senhor presidente devia cumprir o seu mandato. Face aos últimos desenvolvimentos e de acordo com o que aqui escrevi, duvido que tenha condições psicológicas para o fazer.

 

O Sporting tem mais de um século, antes deste presidente, e terá mais outro com outros presidentes. No paraíso ou no inferno estão muitos insubstituíveis.

 

P.S.: Depois do "lavar de mãos" à Pilatos do seu indefectível Daniel Oliveira, soube-se da demissão de outro indefectível, o tenente coronel Vasco Lourenço, com os argumentos que há muito apresento. É preciso pisar a lua para saber que ela existe? Entretanto já recebeu o troco de baixo nível do seu apoiado. Quem se mete com ele, leva.

 

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publicado às 04:46

Monólogo de um homem másculo

Naçao Valente, em 07.02.18

 

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Hoje não me levem a sério. Nem pode ser de outra maneira depois de  assistir a um longo monólogo, um improviso tipo show biz, sem uma linha de estrutura coerente. Enquanto estava a assistir ao show "espelho meu, espelho meu há alguém melhor que eu" veio-me à memória o monólogo do Vaqueiro de Gil Vicente, este sim um texto de ficção de grande qualidade e ainda "Os monólogos da vagina" de Eve Ensler, representada, em Portugal,  por uma grande actriz, recentemente desaparecida, a Guida Maria. A comparação dos textos atrás referidos com o monólogo de um homem másculo, só acontece do ponto de vista formal. Não acontece na qualidade, na oportunidade, no sentido critico,nem na arte de representar.

 

Um homem másculo, com uma hora de palco nas grandes estações de televisão foi um mau espectáculo, que não dignifica o autor/actor, nem honra o palco sobre o qual montou a sua actuação. O improviso cheio de contradições, numa linha de pensamento errante onde consegue dizer, sem se rir, tudo e o seu contrário, estou farto de ser perseguido, de não ter liberdade, de andar na rua, de ser insultado, não estou agarrado ao poder, quero paz, para logo a seguir dizer com veemência, mas vejam lá,eu fiz renascer a "fénix" das cinzas, mas vejam lá se não me aprovarem, me adorarem instalo o caos. Não digam que não avisei. Por outras palavras, não quero sair daqui, nem empurrado.

 

Os seus acérrimos apoiantes aceitam toda esta verborreia, impávidos, mas ao mesmo tempo exultantes.Tudo o que o autor/actor diz é uma sentença, as piadas o máximo. Todo aquele longo palavreado, com chistes, piadas ordinárias e sem graça, insultos velados, ameaças, serviu para chegar a uma conclusão de um minuto. Tanto tempo perdido. Vão ter nova oportunidade de corrigir a burrada que fizeram. Têm  duas alternativas: ou me aprovam ou me aprovam. Vá lá, não custa nada. Quem como eu trabalha 24 horas, sobre 24 horas? Quem consegue dormir com todos os olhos fechados, sejam quantos forem? Nem o grande Chefe, o homem sem sono. Parem de me julgar um santo ou  um anjo. Não vêem que tenho família, como todos vós, e que faço o que todos vocês fazem, embora não o digam. São cegos?

 

À margem, os soldadinhos aplaudem e mobilizam-se. Os generais que também os há, afiam as espadas e a língua contra os malvados opositores e perante tanta sapiência cantam louvores. Perfilam-se em adoração, como crédulos de uma espécie de religião. Os fiéis e os infiéis. Nada disto é muito racional, embora pareça. Nada disto é real, embora pareça. Estamos envolvidos num mau sonho. Semelhanças com a realidade são mera coincidência. Todos temos um dia mau. Esqueçam este devaneio, hoje não me levem a sério.

 

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publicado às 04:33

Encenação 2

Naçao Valente, em 05.02.18

 

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Bruno Miguel de Carvalho o ainda presidente do Sporting Clube de Portugal é um homem imprevisível. Imprevisível nas atitudes, nas reacções, nos comportamentos. Previsível é na arrogância, na grosseria, na falta de respeito pelos outros, no desconhecimento ou no desrespeito pelas regras democráticas.

 

Na Assembleia Geral, depois de um longo discurso, onde tratou por atrasados mentais todos os presentes, fiéis seguidores incluídos, abandonou os trabalhos aproveitando a apresentação de uma proposta que não lhe agradou. O mais estranho é que essa proposta, não chegou a ir a votação, pelo que consta, onde naturalmente poderia ser rejeitada. Porque raio o saiu Presidente, abruptamente, como menino ofendido? Porque razão foi para o Facebook fazer uma lista de proscritos de perigosos facínoras? Estranho, bem estranho! Encenação?

 

Convocou para hoje às dezoito horas um reunião com assistência para comunicar a sua decisão. Tendo em conta que não acredito que queira deixar a sua cadeira de sonho, restam duas possibilidades: ou não se demite e procura uma espécie de legitimação pública, ou se demite alegando falta de condições para exercer plenamente o cargo, e provoca eleições antecipadas, isto é uma espécie de plebiscito, para reforçar o seu poder.Encenação parte 2?

 

Seja como for este mato tem cachorro e não augura nada de bom. Seja qual for a intenção nunca será feita para beneficiar o Sporting. O clube precisa de estabilidade e não de perturbação. O clube não pode servir para "jogadas" de poder pessoal. Se Bruno Miguel de Carvalho, foi eleito por uma grande maioria de votantes, que cumpra o seu mandato, com dignidade. E se não respeita todos os sportinguistas, ao menos que respeite os que o elegeram. Não há razões objectivas para este "circo". Inacreditável.

 

O ultimato de Bruno de Carvalho

 

"Meus amigos, tudo se inverteu. Numa reunião esta segunda-feira estivemos reunidos com a Mesa da Assembleia Geral. Na reunião também estiveram reunidos os administradores.

 

No próximo dia 17 vamos fazer uma Assembleia Geral, no Pavilhão João Rocha:

 

Ponto 1: Aprovação dos novos estatutos;

Ponto 2: Aprovação do Regulamento Disciplinar;

Ponto 3: Se querem [os sócios] a saída ou não dos Orgãos Sociais.

 

Se alguns dos pontos não passar - é preciso 75% - nós demitimos-nos da Direcção do Sporting. Está na altura dos sportinguistas dizerem se querem estes Órgãos Sociais ou não.

 

A próxima vez que não sentir apoio, é a vez em que eu saio em definitivo".

 

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publicado às 17:45

A lição e a birra

Naçao Valente, em 04.02.18

 

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A informação disponível ainda é muito escassa, mas tudo me leva a crer que o Presidente estranhou, e não aceitou, a contestação em relação às suas proposta de alteração de estatutos, e como menino mimado fez uma birra.

 

Tive oportunidade de assistir ao discurso de Bruno de Carvalho em directo na Sporting TV. Entre auto elogios, acusações a críticos, muita demagogia, e arrogância, embrulhados num espectáculo indigno do cargo que ocupa, mostrou que não é capaz de aceitar posições diferentes da sua. Durante a extensa oratória disse várias vezes, dirigindo-se à Assembleia: "vocês é que decidem". Esqueceu-se de acrescentar que "desde que aprovem o que eu quero", possivelmente convencido que os seus "fiéis vassalos", chegariam para  aprovar a sua golpada.

 

O abandono da Assembleia com a ameaça de demissão, não passa, na minha perspectiva, de mais um golpe de teatro, para a seguir reforçar o seu poder. A última coisa que este homem quer é demitir-se. É como o menino que é dono da bola e que acaba com o jogo se estiver a perder. Depois volta e impõe novas regras.

 

A contestação das alterações propostas foi uma atitude de bom senso e de maturidade por parte dos associados. Foi também um cartão amarelo ao senhor Presidente, no sentido em que não está acima do Sporting. Mesmo aqueles que de certo, lhe têm tolerado as suas diatribes, em nome da sua boa gestão, perceberam que há limites. Ao invés, Bruno de Carvalho, aparenta não ser capaz de ter a humildade democrática para perceber que é apenas Presidente e não dono do clube.

 

Será que aprendeu a lição? Será que aprendeu que é Presidente por vontade dos sócios e enquanto estes assim o quiserem? 

 

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publicado às 04:34

A golpada: não a deixem passar !

Naçao Valente, em 02.02.18

 

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As Assembleias Gerais dos clubes, especialmente dos maiores, funcionam como um missa. Obedecem a rituais pré-determinados pela seu presidente (celebrante) a mando do da direcção (hierarquia clerical). Os assistentes são os fiéis devotos, seguidores que nunca põem em causa os dogmas e se limitam a dizer amém. No fundo, quem tem o poder manobra as Assembleias, não permitindo por acção ou omissão uma participação livre e aberta. Ainda me lembro das famosas assembleias do outro lado da 2ª Circular, como exemplo.

 

Esta situação é transversal a todos os clubes, e embora legalizada pelos Estatutos é uma perversão de sistema democrático. Para além da descrição atrás referida, acresce que estas reuniões têm uma fraca representatividade. Menos de 1% dos sócios do clube. Uns não vão porque residem longe, outros por apatia. A maioria dos associados não vive de perto a vida do clube. Mesmo os mais activos que acompanham a equipa de futebol, preocupam-se com as peripécias dos jogos, e sobretudo com os resultados. Outros assuntos, como a situação financeira ou a questão dos Estatutos passa-lhes ao lado.

 

Os grandes clubes, e neste caso o Sporting que é o que nos interessa, é "governado" no sentido lado, por uma minoria geralmente silenciosa. Apenas quando soam os alarmes dos maus resultados alguns se movem, e só quando uma maioria dessa minoria se decide mover é que o status quo se altera.

 

A alteração dos Estatutos, previsto na próxima Assembleia Geral, já aqui foi dissecado, e por isso, sem entrar em pormenores, limito-me a acrescentar que é de uma gravidade extrema, pelas implicações que terá na vida de um clube centenário, e que sempre se pautou por uma prática de poder democrático, no contexto da democraticidade possível ao longo da sua história.

 

Esta alteração não passa de um golpe "à venezuelana" para concentrar todo o poder nas mãos de uma única pessoa. A acontecer será o princípio do fim do Sporting, como grande instituição. Está nas mãos dos associados com algum discernimento e com alguma lucidez, comparecer para travar a golpada. Deixar isto nas mãos dos devotos acéfalos do ámen é um erro de que todos que se revêem no Sporting de José Alvalade, se irão arrepender amargamente. Não a deixem passar, é o meu apelo.

 

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publicado às 04:00

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