Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Futebol e alienação

Naçao Valente, em 13.02.19

 

image.jpg

(Óleo sobre tela de Inos Corradin)

 

 

O resultado do jogo do Benfica com o Nacional gerou uma guerra de alecrim e manjerona. Foi apenas um jogo atípico onde uma equipa "pequena" me pareceu perdida em campo. No entanto, deu azo às mais desvairadas discussões sobre o estado do futebol, e já levou a uma queixa por parte do Nacional, por falta de respeito para com os seus profissionais.

 

Mas com este jogo não aconteceu nada de novo, nem se alterou o 'status quo' existente no meio. O que estava mal ou bem antes, continua a estar bem ou mal agora. Os chamados "grandes" vêem os ditos "pequenos"  como Clubes a quem têm que ganhar sempre e que servem para compor o ramalhete das suas conquistas.

 

Os "grandes" repartem entre si a maior parte do bolo, porque é essa a lógica do sistema. O dirigismo, com uma ou outra excepção, é recrutado entre gente sem preparação ética, porque pessoas com princípios e valores, tem mais que fazer.

 

Neste contexto, quanto mais "chico-esperto" for o dirigente, melhor. São estes que vingam e satifazem a massa adepta, com bons resultados conseguidos sem olhar a meios. Gente que não era nada como todos nós, fora do futebol, incham para além da capacidade da sua pele e julgam que têm o rei na barriga, e à frente de milhões de fiéis adeptos acabam por o ter.

 

O problema do futebol, hoje em dia, é que se substitui à religião como forma de alienação. Esse papel que as igrejas já não representam no mundo ocidental, a não ser em pequenos nichos, é quase exclusivo dos clubes de futebol. Nas doutrinas, nos rituais, no pensamento condicionado, nos dogmas, no "ódio" ao outro, no fundamentalismo nos comportamentos, na incapacidade de distinguir o bem do mal. Nas religiões, cujo suporte é a fé, existe hoje mais racionalidade que no futebol.

 

O Clube é inquestionável, o seu Presidente uma espécie de semideus. E se este pode ser contestado por não conseguir concretizar os desejos da massa fiel adepta, isto é dar-lhes o "paraíso" pela sua fidelidade, o Clube mesmo que se enrede em esquemas reprováveis e ilegais, nunca é contestado. Está sempre acima de qualquer suspeita.

 

Ao invés, o outro, de outra "igreja" é o infiel, merecedor de apupos, de insultos, e em casos extremos de violência física. É preciso ressalver, porém, que nesta forma de alienação, existem excepções, mesmo entre os adeptos.

 

A alienação do pensamento, é o inverso do espírito crítico e da lucidez, e é transversal a toda a sociedade. O futebol enquanto meio alienador vende a ilusão da felicidade eterna. O alienado acredita incondicionalmente e fica feliz por acreditar.

 

Assim se vai esquecendo deste vale de lágrimas em que vive. E se as religiões perderam importância face ao progresso científico e à evolução do humanismo, não consigo acreditar que isso possa acontecer com o futebol. Futebol e alienação, são a união perfeita.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:15

O dia seguinte

Naçao Valente, em 04.02.19

 

images.jpg

 

Ontem perdemos com um adversário dos ditos grandes. E perdemos porque em campo fomos inferiores. Mas não foi neste jogo que nos afastámos dos primeiros lugares. Foi noutros que devíamos ter ganho. Mais do que carpir mágoas devemos fazer uma reflexão realista, com a consciência que ainda falta meio campeonato, e todos os clubes perderão pontos. Hoje é já outro dia.

 

O realismo e a racionalidade não são apanágio da tribo futebol. Mas é nela que se vive e não em mundos imaginários. A realidade recente do Sporting não se pode dissociar dos acontecimentos de maio último. O Clube teve um início de época atribulada, quase sem equipa. Com atraso e muita dificuldade esta foi reconstruida na medida do possível. Apesar disso, teve um inicio de época em que até esteve acima das expectativas. Com um terço do campeonato estava a dois pontos do primeiro lugar, depois de dois jogos de alta dificuldade.

 

No entanto, uma análise realista do plantel mostrava que este não estava ao mesmo nível do dos nossos adversários directos, com jogadores de segunda linha nalgumas posições, e com aquisições que não acrescentaram muita qualidade. Com este plantel poderíamos jogar para o terceiro lugar ou para o segundo com alguma sorte.

 

A equipa técnica contratada no período de gestão, conhecedora das limitações, procurou com realismo jogar para os resultados, e o que estes mostram  até ser despedida, foi que conseguiu durante um terço do campeonato, cumprir esse objectivo. Mas a ansiedade e a irracionalidade do adepto com o seu poder do  lenço branco, criou as condições para que a Direcção com um mês de exercício despedisse o treinador. 

 

Esteve mal Varandas ao presidir ao sabor da voz da "rua", fosse ou não fosse o seu desejo. Uma equipa técnica que tem o Clube a lutar em todas as frentes, não se despede por perder um jogo usando uma equipa de segunda linha. Pelo menos realisticamente sempre fez a rotação de jogadores, talvez em excesso, perante a sobrecarga de jogos, deixando os melhores para os jogos mais importantes.

 

Um disparate desnecessário que em termos classificativos pode custar caro. Mudar de treinador sem ter uma alternativa credível, pode ter sido auto suicidio. De certo que com a equipa anterior não estaria pior, e talvez até estivesse melhor.

 

E Varandas estaria mais protegido por não ser o seu técnico. Trazer um treinador de fraco currículo e desconhecedor do futebol português, foi uma aposta de alto risco que pode atingir o próprio presidente, se os resultados não melhorarem.

 

Os que contribuiram para despedir Peseiro e que transitoriamente exultaram com Keizer, são os mesmos que agoram o criticam e que já começam a recorrer ao folclore dos lenços brancos. Esta forma irreflectida de agir é responsável pela instabilidade permanente, com a qual nunca se conquistará qualquer campeonato.

 

Keizer até poderá ser um erro de casting, mas agora é o nosso treinador. E deverá cumprir o seu contrato pelo menos até final da época, a não ser que haja uma hecatombe. O bom senso exige que se apoie a equipa para conseguir lutar até ao fim pelo melhor lugar. O bom senso exige que se perceba que ainda temos mais duas provas para disputar. O bom senso exige que se dê cofiança à equipa, que vai disputar já seguir a Taça de Portugal, com o adversário que hoje nos venceu, mas com a convicção que cada jogo é um jogo.

 

Nas redes sociais, os 29%, sedentos de vingança exultam a cada mau resultado. Calados pela surpresa das goleadas, voltaram agora em força. É certo que o seu mentor não pode voltar tão cedo à Presidência, mas não está descartado um testa de ferro, sempre o disse.

 

Varandas tem de continuar no seu registo discreto, falando menos e agindo mais. Não me agradou a guerra parcial que nos últimos dias começou. A luta pela transparência exige mais inteligência. E não é com declarações que possam agradar a alguns sócios que se vai ganhar a guerra. Se tem conhecimento de estratégia militar já devia ter percebido. Reflexão serena e ponderada exige-se.

 

P.S.: Depois de escrever o texto tomei conhecimento do empate do Porto em Guimarães. Como escrevi no texto, há muitos pontos em disputa, para ganhar e perder. O campeonato como os lugares seguintes não estão atribuidos. Serenidade.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 04:03

A propósito do mau dirigismo

Naçao Valente, em 01.02.19

 

img_920x518$2013_04_02_18_05_00_775273.jpg

 

O Presidente do SCP, Frederico Varandas publicou um texto onde aborda a questão do mau dirigismo do futebol português. Concordo genericamente com o que escreveu, mas peca por restringir os exemplos de mau dirigismo a um presidente e a um único clube. É verdade que LFV é um exemplo , do que é ser um mau dirigente para o futebol nacional, mas não é o primeiro, nem o único.

 

O mau dirigismo vem muito de trás. Assenta no acesso às presidências de indivíduos mal formados, sem cultura e sem valores, cuja principal característica é o "chico-espertismo". Apoiados por milhões de adeptos que apenas os avaliam pelos resultados desportivos, a qualquer preço, consideram-se um estado dentro do próprio Estado.

 

Este, por sua vez, lamentavelmente, acobarda-se e não os coloca no lugar onde deviam estar. Portanto, na minha opinião, o assunto merece uma reflexão mais abrangente, que a do Presidente Varandas.

 

No historial do futebol moderno, ou seja, desde que é um negócio que move múltiplos interesses, o primeiro grande caso de corrupção, passou-se no Norte, onde um presidente, que todos sabem quem é,  criou uma rede de interesses, à volta de diversas instituições desportivas, com o intuito e o proveito, de tirar vantagens desportivas para o seu clube. Os tentáculos desta rede estendiam-se até dentro das instituições judiciais, o que permitiu que tal personagem conseguisse fugir para Espanha para não ser preso.

 

No decorrer do processo apelidado de Apito Dourado, apenas uns peões de brega sofreram consequências penais, porque o grande mandante, conseguiu escapar pelos buracos da lei, e agora por aí anda, como se nada se tivesse passado.

 

Para os não portistas é visto como um mafioso, mas para os seus adeptos é um herói. O que interessa é que conquistou títulos. Com que meios pouco importa. No mundo da tribo da bola a honestidade não é apanágio de dirigentes e nem de adeptos, salvaguardando as devidas excepções.

 

No caso E-Toupeira, arranja-se um bode expiatório, enquanto o principal responsável, sacode a água de capote, procurando como o seu mentor do norte, escapar pelos buracos da lei. E, pasme-se, o pirata informático, que trouxe para a ribalta a marosca, é que é o principal criminoso, como se o ilícito que cometeu, só por si, apagasse a existência do ilícito que denunciou.

 

E como sempre, os adeptos são coniventes com as práticas corruptoras, assobiando para o lado, enquanto o responsável lhe garantir a conquista de títulos. A honestidade mais uma vez é letra morta, ou parafraseando, "uma treta".

 

António Dias da Cunha, um presidente exemplar, com princípios, valores e cultura, foi dos primeiros a pôr a mão na ferida do comportamento do mau dirigismo. Mas se quisermos ser sérios na análise, temos que admitir que pelo Sporting também passou mau dirigismo, com referência para a última Direcção destituída. No entanto, nunca no meu clube houve a tentação de montar um esquema como os descritos.

 

O episódio PPC, não passou de uma operação pessoal tão grosseira e tão ridícula, que morreu à nascença, e da qual o Clube não tirou, nem nunca tiraria, qualquer benesse. E se no caso Cashball , ainda em averiguação, se provarem as acusações, sou o primeiro a dizer, que apesar de cometidas pela Direcção recém-demitida, o Clube de que eram máximos representantes, deve sofrer as devidas consequências.

 

Nunca justificarei eventuais actos ilícitos no meu Clube, com os que acontecem nos outros. Porque quem não é capaz de reconhecer os erros e as ilegalidades na sua casa, não tem autoridade moral para os apontar na casa dos outros.

 

A questão do mau dirigismo não é fácil de resolver. Pois como disse, decorre dos estados de alma do adepto na sua total falta de racionalidade. E não é  gritando e ameaçando, como aqueles que não aprendem nada com o passado defendem, que se reverte a situação.

 

A cegueira clubística só deixa ver um único lado da verdade. E não consigo encontrar, pelo menos a curto prazo, uma solução, o que não implica que quem consiga pôr os valores acima dos interesses deixe de lutar. Nesta luta, a inteligência tem que estar acima da emoção e da demagogia.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 03:49

A insustentável leveza do adepto (I)

Naçao Valente, em 09.01.19

 

download.jpg

 

O adepto de futebol vive num mundo de fantasia. Sem peso nem consistência, flutua num limbo de onde foi expulsa a realidade. Num dia, está no paraíso vivendo felicidade eterna, no outro, cai no mais trágico inferno que se possa imaginar.

 

Esta dualidade de comportamento aplica-se a todos os adeptos em geral, mas ao português em particular, também em função da sua especificidade enquanto cidadão.

 

O adepto do Sporting, por mais que se diga, não é diferente. Tanto milita na euforia sem limites, como cai na depressão sem fim. Ainda há pouco tempo cantava louvores às novas lideranças, e colocava a equipa técnica e as suas tácticas nos píncaros da lua.

 

Vejam lá, tinha conseguido pôr um grupo de executantes, de entre eles, muitos com pés de chumbo, a jogar bom futebol a que alguns tiveram a ousadia de chamar o "tiki-taka". De um dia para o outro os bestiais já são apelidados de bestas. Têm grilhetas nos pés, não correm, não fintam...e o treinador, meu Deus, que "asno".

 

O futebol não se joga no mundo da fantasia, joga-se no mundo real. No mundo real são onze contra onze, e ganha  quem marcar mais golos. O adepto, na sua insustentável leveza, considera que a sua equipa, por ser um "grande" pela sua história, pelos meios de que dispõe, tem de ganhar todos os jogos.

 

Pura ilusão, porque os outros, filhos de um deus menor,  também sabem jogar, e utilizam as valências que possuem, para contrariar a fantasia dos craques. Não há vitórias por decreto ou por estatuto. Há vitórias por trabalho, por rigor e às vezes com o ápio da sorte.

 

É comum dizer-se que uma equipa joga o que a outra deixa jogar. O jogo a dois toques funciona se houver condições e espaço para o realizar. E esse espaço é ou não concedido pelo adversário. Quando este, por mérito seu,  não o concede, só a genialidade de uma equipa de "galácticos" o pode conseguir, sem que isso, no entanto, seja garantido.

 

Não acredito que qualquer jogador até para bem da sua curta carreira, não queira fazer o seu melhor. E quando joga mal é porque as circunstâncias, sejam quais elas forem,  não o permitem.

 

A frase que considero mais  ridícula, usada pelas multidões nos estádios, é "joguem à bola", quando uma equipa, por razões até muitas vezes desconhecidas pelos adeptos, não consegue jogar bem.

 

Os jogadores de futebol são homens que erram como todos nós. E quando são sujeitos a pressões negativas, reagem inconscientemente pela negativa. Se o adepto percebesse isto nunca utilizaria tal expressão.

 

O adepto, na sua leveza, julga-se jogador e treinador, quiçá presidente. Não conhece da missa a metade, nem sabe fazer, mas fala como um perito. Basta ler os comentários e as análises, que são tantas e tão diversas, quanto o número de pessoas que as emitem.

 

Se o futebol real se regesse por estas opiniões caía na maior bagunça. Felizmente, opiniões fazem apenas o seu caminho como catarse de emoções, e nisso o futebol desempenha o seu papel como escape para outras frustrações do dia a dia.

 

Em conclusão, como diria La Palice, nem tudo estava bem antes, nem tudo está mal agora. Tudo é relativo. O adepto em vez de ajudar, complica. Tantas vezes.

 

Que o adepto manifeste a sua opinião, mas sem pôr sistematicamente em causa o trabalho de uma direcção e de uma estrutura, quando uma equipa não corresponde totalmente aos seus justos anseios. Para isso já chegam os profetas, conscientes da desgraça, que desejam e esperam que tudo corra mal. 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 03:49

Dormir com o inimigo

Naçao Valente, em 14.12.18

 

BRM_BMAG_1934P262.jpg

 

Escrevi aqui, recentemente, um texto sobre este assunto, mas face aos desenvolvimentos subsequentes e à enorme importâcia que tem para a vida do Sporting, parece-me oportuno abordar de novo o  tema.

 

Realiza-se amanhã a reunião magna com o intuito de decidir se se dever manter ou não a suspensão aplicada ao destituído ex-presidente e elementos da anterior Direcção. A Mesa da Assembleia Geral decidiu, ao arrepio dos Estatutos, e numa operação que foi delineada em política de bastidores, pouco transparente, levantar a suspensão transitoriamente aos suspensos, para poderem participar na referida reunião.

 

Parece-me uma decisão aberrante e perigosa. Aberrante pela forma antidemocrática como foi decidida, ironicamente em nome da democracia. Perigosa porque abre uma porta que estava fechada, a quem demonstrou claramente à sociedade, que lhe interessa mais o seu poder pessoal, que os interesses do Sporting. 

 

Nunca é de mais lembrar que a democracia tem regras, que nenhum verdadeiro democrata deve ultrapassar e é sempre conveniente acentuar, que o presidente destituído, apenas tem um único objectivo: restabelecer o seu poder ditatorial no Sporting. Basta ver o seu último post de Facebook.

 

Transigir com quem tentou tomar de assalto o Clube, criando órgãos paralelos e ilegais, é um acto de falta de coragem em assumir funções sem tibiezas. Querer deitar na cama com o inimigo é correr sério risco de vida. O ex-presidente já mostrou para quem tem olhos de ver, que se está borrifando para a democracia, e que depois de levar cartão vermelho de uma percentagem muito elevada de associados, continuou a querer manter-se em jogo a qualquer preço.

 

A esta mais que  incompreensível benesse que a Mesa da Assembleia Geral deu, creio que com o beneplácito do Conselho Directivo, os sócios devem responder com firmeza. Devem comparecer em força, como na Assembleia Destitutiva, porque o que está em jogo não é uma questão menor. É um processo que deve caminhar no sentido de encerrar de vez uma página negra do Sporting. O anterior presidente não pode ter a oportunidade de voltar. A unidade não se faz com quem continua a assombrar o Sporting.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:00

Tolerância zero

Naçao Valente, em 11.12.18

 

image.jpg

 

O lugar onde os associados exercem o seu poder é nas Assembleias Gerais. Aí aprovam ou não orçamentos, elegem ou destituem direcções, ou tomam outras decisões previstas nos Estatutos. Mas nem sempre os sócios comparecem em grande número a estas reuniões, fundamentais, para a vida do Clube. Nas instituições cuja dimensão extravasa o local geográfico da sede, é perfeitamente compreensível que aqueles que vivem a distâncias de centenas de quilómetros, tenham motivos para a sua ausência.

 

No entanto, há momentos extraordinários na vida do Clube, como foi o caso da última Assembleia Destituitiva, que exigem uma muito maior mobilização,. Cabe nessa situação aos Órgãos Sociais incentivarem a presença de todos os que tiverem disponibilidade. A Assembleia Geral do dia 15 de Dezembro, tem pelo sua ordem de trabalhos uma relevância fora do comum. Está em jogo a continuação ou levantamento de castigos aplicados pelo Conselho Fiscal a sócios que desrespeitaram os Estatutos e que apresentaram recurso dessa decisão.

 

Esses associados que foram suspensos, principalmente o presidente da Direcção deposta, já mostraram que pretendem continuar a assombrar a vida do Clube, colocando à frente do interesse colectivo as suas ambições pessoais. E dispõem ainda de um grupo de apoio, reduzido, mas que se mobiliza em benefício de uma personalidade que adoram acima do próprio Clube. Esse apoio esteve presente na última reunião magna e viu-se a sua força na diferença de votação, entre o orçamento da Direcção anterior e da actual.

 

Quem desejar afastar do dia a dia esses elementos perniciosos e desestabilizadores, tem o dever de estar presente nesta Assembleia Geral para que não aconteça uma surpresa. O levantamento da sua suspensão será um sério revés para a estabilidade do Sporting e que esta Direcção com discrição e bom senso está a conseguir. Deixar que um grupo pequeno mas ruidoso e agressivo, possa reverter uma decisão justa, é um passo atrás na pacificação do clube e um desrespeito pela Assembleia de  Julho.

 

Ao contrário dos aqui e ali agora clamam por complacência para quem nunca a teve, entendo que é imperativo que haja TOLERÂNCIA ZERO. Permitir o regresso dos que, em beneficio pessoal, quase destruíram uma colectividade centenária, é um acto cujas consequências são imprevisíveis. Por essa razão é necessária uma forte mobilização para mostrar, democraticamente, a essa gente, que já é, efectivamente,  passado.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 04:03

Unir o Sporting

Naçao Valente, em 27.11.18

 

A união, seja do que for, não se faz através de decreto, excepto nos regimes totolitários, onde todos têm de seguir o mesmo pensamento. O slogan "Unir o Sporting" foi usado em campanha pela lista que foi eleita. Em democracia, o cumprimento desse desiderato não é fácil de concretizar, pela liberdade, que permite a existência de naturais divergências.

 

listad.jpeg

 

Num clube dedicado ao futebol só existe uma fórmula segura de conseguir a unidade; através dos resultados desportivos. Se estes forem positivos e viabilizarem a conquista de títulos a unidade acontece naturalmente. Ora no Sporting, por razões que merecem análise específica, isso não sucede há muito tempo.

 

A anterior Direcção teve um dos maiores períodos de graça, de que me lembro em tempos recentes, mas, apesar disso, não conseguiu conquistar o almejado e principal título. E eu que fui forte crítico da sua estratégia e da sua acção, admito que não começou mal. Com controle de custos, com algumas boas decisões na contratação de técnicos, parecia estar no caminho certo. Mas o ego e a falta de bom senso do presidente, trocando o essencial pelo acessório, acabou por, usando uma expressão ligava aos velhos westerns, "cavar a sua própria sepultura" enquanto "cowboy" sempre de dedo no gatilho.

 

A união de um Sporting dividido é uma tarefa ciclópica para esta Direcção. Os seguidores do notório "brunismo" continuam a andar por aí, sob a irrisória esperança de aparecer uma oportunidade para o seu ídolo. Recusam unidade e torcem para que as coisas corram mal. Os derrotados nas eleições, dividem-se entre os expectantes e os ressabiados pela derrota e já mostraram resistência no apoio a Varandas, nomeadamente na operação Obrigações. Não querem unidade. Desejam que tudo corra mal. Um grupo que julgo muito minoritário gostaria de ver o Clube nas mãos de um grande capitalista, com outro modelo de gestão.

 

Neste contexto, Varandas e a sua equipa, precisam para além de competência de alguma sorte. Depois de resolver dossiês financeiros urgentes, necessitam que a equipa de futebol profissional faça uma boa campanha, consiga bons resultados e ganhe, pelo menos, um título. Não é tarefa fácil. É que se assim não for, a sua margem de manobra começa a diminuir, e a desejada unidade a estar cada vez mais distante.

 

Que os adeptos percebam bem que até agora esta Direcção está a fazer os possíveis para estabilizar o Clube, que precisa de tempo, e que não se pode exigir, em meses, o que não e exigiu em anos. Que a maioria entenda que a desestabilização que antes partia de dentro, está agora fora e à espreita de uma pequena brecha. Que a paixão dê lugar ao bom senso, se não nunca mais saímos do ciclo vicioso.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:30

Quem exerce o poder no Sporting ?

Naçao Valente, em 19.11.18

 

img_920x518$2018_10_17_08_46_57_1461072.jpg

 

Todo o Mundo é feito de mudança. A frase que visa representar a evolução da humanidade deve-se a Camões. A mudança, no sentido do progresso, é muitas vezes feita com boas intenções, isto é, com o intuito de tentar tornar melhor a vida das pessoas. Mas mesmo feita com sentido positivo, houve sempre quem se servisse de boas intenções em sentido negativo.

 

A introdução vem a propósito do aparecimento das claques no futebol. Não é seguramente um assunto dos mais prioritários, neste momento, na vida do Sporting, mas não deixa, por isso, de ser relevante.

 

A claque, como grupo organizado, em sentido restrito, teve a sua origem na presidência de João Rocha, e trazia consigo o objectivo de constituir um grupo que animasse as bancadas, o décimo segundo jogador "dentro do campo". O bom princípio evoluiu paralelamente à evolução da sociedade, que nalguns aspectos, relacionados com certos valores, regrediu.

 

Quando vivia em Lisboa e era presença habitual no estádio demolido, os adeptos estavam presentes em grande número e não regateavam apoio às equipas, desde o princípio ao fim do jogo. Nunca senti a necessidade de qualquer grupo específico para animar as bancadas. Por isso, assumo-me com anti-claquista, em qualquer clube.

 

Hoje, as claques dispõem de regalias que não são atribuídas a outros associados, mas não podem ser todas colocadas no mesmo saco. Quero aqui distinguir a Juve Leo, pela gente que atrai, pelas regalias especiais de que dispõe, e pelo poder que foi ganhando dentro do Clube, sobretudo desde a presidência anterior. Foi transformada pelo ex-presidente numa guarda pretoriana, que garantia o seu poder. O poder que a sustentava caiu, no entanto, esta continua a exercer a mesma influência, e de certo modo a mesma arrogância.

 

O novo presidente, se quer ter independência, tem de se impor a esta situação. A Juve Leo não pode ser um poder e/ou contra-poder, conforme as conveniências, na estrutura do Sporting. Frederico Varandas se diz ter coragem, tem de a mostrar nos dossiês difíceis, e encontrar uma solução.

 

Para mim, que não quero ser politicamente correcto, era extinta, mas admito que possa haver outras soluções. Não se pode dissociar o comportamento das claques da vontade do dirigismo, sobretudo do mau dirigismo. Tem que se definir, claramente, quem exerce o poder legítimo no Sporting.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 04:49

Ter ou não ter coragem, eis a questão

Naçao Valente, em 06.11.18

 

21229717_LDlhc.jpeg

  

Rei morto, rei posto, ou quase. O Presidente do Sporting, recentemente eleito, tem todo o direito de despedir treinadores, de acordo com as normas laborais. Entendo que foi um despedimento precoce, embora tivesse vindo a ser anunciado. A gratidão não é um acto unânime entre os humanos, mas é completamente desconhecido pela tribo do futebol. O que se passou com Peseiro é disso exemplo claro.

 

Pouco falador, o que nem sempre é mau, o Dr. Varandas vai mandando uns "bitaites" aqui e ali, mas de concreto de objectivo não diz nada. Sobre o despedimento, fixei duas frases: Peseiro "é um bom homem" e "tenho coragem". Nem uma, nem outra afirmação colam com a realidade.

 

Das duas uma, ou é um bom homem, e é tratado com respeito, ou é um biltre, e leva um pontapé no rabo, durante um sonho nocturno que se tornou real. Como Sousa Cintra, que despediu Robson, um treinador que poderia ter sido campeão,  numa viagem de avião, o Dr. Varandas despediu Peseiro, após um mau resultado numa taça de baixo gabarito. Pior, mandou-o despedir através de um mero director de serviço. E isso leva-nos à questão da coragem.

 

Será o Dr. Varandas um Homem corajoso? Se o é, e se pelo que consta, Peseiro nunca foi o seu treinador, porque não o disse na campanha eleitoral? Isso foi coragem ou estratégia eleitoral? 

 

Se Peseiro não era o seu técnico, porque não o despediu  após ter ganho as eleições? Estava a ver por onde paravam as modas, nomeadamente à espera que crescesse a vaga de fundo, na qual se respaldasse?

 

Se o Dr. Varandas queria despedir José Peseiro porque só o fez quando teve as costas bem quentes pelo ambiente irracional das bancadas?

 

A coragem demonstra-se em actos frontais. Decidir um despedimento, numa noite de um pesadelo tornado realidade, não é coragem. Pior, mandar despedir o treinador por um subordinado, não é coragem, tem outro nome, e faz lembrar tempos idos de má memória.. Coragem teve Peseiro, quando pegou num barco à deriva e o pôs a navegar mesmo com com altos e baixos. A frontalidade dificilmente vence a manhosice.

 

José Peseiro cometeu um erro capital. Cometeu o erro de colocar uma equipa com atletas de menor valia, sem competição, sem rotinas e sem entrosamento, como é natural, nos jogos de competições de segundo plano, para ter sempre, em boas condições, a equipa principal nos jogos importantes que se estão a disputar. Ao tomar esta opção, "entregou o ouro ao bandido", prejudicou-se a si próprio, mas favoreceu o Clube.

 

Passaram pelo Sporting depois da conquista do último campeonato dezoito treinadores. Caramba,  são todos maus? Parece-me que o problema está mais acima, umas vezes na falta de coragem, outras na coragem de fazer disparate, ou por decisão própria, ou por pressão de quem não pensa com a cabeça.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 04:02

A primeira derrota: Claques 1-Varandas 0

Naçao Valente, em 01.11.18

 

1q9a3025_770x433_acf_cropped.jpg

 

Nunca disse que Peseiro era o melhor treinador para o Sporting. Sempre tive a consciência que era um técnico transitório. O que foi possível encontrar numa situação bastante difícil. Assumiu o cargo sabendo que era uma missão de muito risco. Quis assumir esse risco com a percepção que poderia dar volta à situação, e provar os seus méritos técnicos. Ao que me informaram, terá prescindido de um contrato nas "arábias", possivelmente bem mais interessante financeiramente.

 

Sabia que tinha um plantel desfalcado e muito inferior ao dos adversários mais directos. No entanto, arrumou a casa e conseguiu manter a equipa na luta em todas as competições, estando a dois pontos da liderança. Nunca se desculpou com a evidente falta de qualidade do plantel, com a agravante de não ter podido contar com jogadores insubstituíveis, como Mathieu, Bas Dost e Raphinha.

 

Com um plantel de segundas linhas, que quando chamadas a intervir não mostraram competência, foi mantendo a equipa na luta nas provas secundárias. A equipa que jogou contra o Estoril, possivelmente, não se aguentava na Segunda Liga. A decisão, tomada a quente, depois de uma derrota numa prova secundária, que ainda não está perdida, não abona em favor da postura racional que se exige a um Presidente. O presidente Varandas, no aspecto desportivo, mostrou ser mais do mesmo. Mostrou estar ao nível do mau dirigismo português. Um Presidente, tipo "pato bravo". 

 

Mostrou que está refém das claques, das bancadas. Os adeptos pensam (ou não pensam)  o Clube na base da irracionalidade. O Presidente não o pode fazer. As claques venceram. O Presidente foi derrotado. Se considera que é esse o caminho começa muito mal. A irracionalidade venceu o bom senso. Seja qual for o treinador que substitua Peseiro, mesmo que seja Mourinho ou Guardiola, ou até os dois, não será campeão com este plantel. Ao que parece, os adeptos ficam satisfeitos com boas exibições. Eu, sou do contra, prefiro comemorar títulos.

 

Mas o problema do Sporting não é apenas de plantel ou de equipa técnica. O problema é de estrutura e de organização. A construção de uma equipa vencedora, não se faz de um dia para o outro. A anterior Direcção, mau grado, a situação em que deixou o Sporting, até esteve no bom caminho, desportivamente, nos dois primeiros anos. Depois começaram as loucuras do Presidente destituído e deu no que deu. Este Presidente que viveu o Sporting por dentro parece que não aprendeu nada. E de uma outra forma quer seguir as mesmas "pisadas".

 

Esta má decisão, pode ser o pronúncio de uma caminhada que levará ao insucesso. E poderão ser mais 16 anos sem títulos. Na campanha eleitoral afastei-me de Varandas, pelo seu posicionamento de querer agradar a gregos e troianos. Nos debates surpreendeu-me pela negativa, nomeadamente pelos ataques de personalidade que fez a alguns adversários. Foi o escolhido pelos sócios, como o anterior. Começo a duvidar que tenha sido uma boa escolha. Rendeu-se às claques. Estas hoje rejubilam, como se vê por aqui. Amanhã quem estará na linha da frente, será o próprio Varandas.

 

E se no final do campeonato, a manter-se este plantel, a equipa ficar a mais de dois pontos do primeiro lugar e afastada de todas as competições, quero ver como vai justificar este despedimento, decidido numa noite mal dormida. Afinal, Frederico Varandas vem para unir ou desestabilizar?

 

P. S. : Achei alguma graça, sem a ter, aos obsessivos anti-Peseiro, que hoje voltaram em força, ausentes depois da exibição razoável e da vitória clara sobre o Boavista. Tiveram uma vitória que pode ser de Pirro, mas não sei se para o Sporting não terá sido uma derrota.

 ADENDA : Um leitor defendeu nos comentários, que Peseiro não foi despedido por pressão das claques. Talvez faça sentido. Segundo os ultimos desenvolvimentos na Comunicação Social, sempre foi intenção de Varandas despedi-lo. E não o fez, no imediato, porque a equipa estava invencível e no primeiro lugar. Diz-se que até já teria treinador "apalavrado". Apenas esperou que se criasse o ambiente propício. A ser assim, e digo-o com todas as reservas, ainda me parece mais grave. E leva-me a questionar o carácter do cidadão Varandas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:30

A sina do treinador e a natureza do adepto

Naçao Valente, em 22.10.18

 

mw-680.jpg

 

A profissão de treinador é das mais precárias. Vive e sempre viveu de resultados. Poucos, muito poucos, fizeram a carreira sem serem dispensados. E esses poucos, para além da sua qualidade, foram os que tiveram a sorte de estar em clubes, onde não vencer é a excepção.

 

Os adeptos querem que a sua equipa ganhe sempre. É a natureza do adepto. Mas o adepto do Sporting é especial: ganhar não chega, é preciso muito mais, dar espectáculo. Mas se a equipa der espectáculo e acumular derrotas, o treinador, vai  também de vela. Ou seja, preso por ter cão e preso por não ter. É muito difícil contentar a tribo do futebol.

 

Um dos responsáveis por esta situação, é Sousa Cintra, que apesar dos bons serviços que prestou ao Sporting, criou altas expectativas, quando não havia condições para tal. Dizer que com os retalhos de uma equipa destroçada ,iríamos ser campeões, colocou pressão desnecessária na estrutura, e ilusões na mente dos adeptos, que reagem pela emoção e não pela racionalidade, e muito menos pela razoabilidade.

 

José Peseiro, que na passagem anterior pelo Sporting, tinha uma equipa que jogava bom futebol, e perdeu tudo por uma unha negra, construiu uma equipa mais preocupada com o resultado do que com a exibição. E enquanto teve à sua disposição todo o plantel, foi conseguindo esse objectivo. Jogar sem Mathieu e sem Bas Dost é jogar sem a mesma consistência na defesa e sem presença na área. Não se pode dissociar as más exibições da qualidade individual. E quando se colocam as segundas linhas, o problema amplia-se.

 

Portanto, na minha perspectiva, o problema de José Peseiro, para além das limitações do actual plantel, é estar amarrado à obsessão do resultado. Isso reflecte-se na estratégia, na alteração do onze, na ousadia de arriscar. Isto tem-se vindo a verificar de jogo para jogo. Uma vez conseguido o resultado positivo, procura-se defendê-lo, dando oportunidade ao adversário de crescer. Quando jogou sem medo, como na visita ao Estádio da Luz, esteve quase a ganhar.

 

Voltando aos adeptos, estão a demonstrar uma falta de paciência preocupante e a revelar uma memória muito curta. Ainda na época anterior, uma equipa, bem mais apetrechada de valor, perdeu com o Estoril (desceu de divisão) e para ganhar a final da Taça da Liga ao Vitória de Setúbal, viu-se obrigada a ir a penáltis. E outros exemplos poderia dar. Essa falta de memória alarga-se aos acontecimentos do final da época e das suas consequências, que ainda se reflectem no que se passa neste momento, nomeadamente no plantel.

 

Esta equipa tem jogado mal? Tem. Está afastada de alguma competição? Não. Vai estar no futuro, como aqui auguram profetas da desgraça? Não sei. Vivo de realidades, não de especulações. Alguns adeptos têm estado mal, neste contexto? Têm. Se não querem ajudar, que não ajudem, mas deixem a equipa jogar e ganhar. Com a contestação, porque sim e porque não, só estão a contribuir para piorar.

 

P.S: Os meus fervorosos parabéns a Rui Patrício, que mostrou a sua gratidão, ao Sporting, prescindindo de muitos milhões, para facilitar o acordo da sua saída. Uma bofetada de luva branca a quem a merece. Duvido que os que o crucificaram, fizessem tal acto na sua vida privada.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 03:33

Apoiem o Sporting !

Naçao Valente, em 10.10.18

 

fredericovarandas3.jpg

 

Os sócios votantes escolheram, por maioria, Frederico Varandas para dirigir o Sporting. Se foi a melhor escolha entre as disponíveis só o tempo o dirá. O Presidente Varandas está no exercício das suas funções há cerca de trinta dias. Ainda nem teve tempo para conhecer os cantos à casa, de estudar os complicados dossiês que tem que resolver, e já andam no ar poeiras de contestação.

 

O Presidente e a Direcção têm nas mãos, entre outros dossiês urgentes, o problema das rescisões, o lançamento do empréstimo obrigacionista, e a necessidade de conseguir meios financeiros para gerir o dia a dia. A importante questão da resolução das rescisões é, no imediato, a melhor forma de conseguir dinheiro para satisfazer compromissos. O pior que pode acontecer, é deixar arrastar, por anos, os processos nos tribunais, sem ter a certeza de os poder ganhar.

 

A situação financeira do Sporting é muito difícil. Exige medidas imediatas. Contudo, os adeptos concentram-se num mar de discussões - com todo o respeito - de "lana caprina", com questiúnculas à volta da prestação da equipa principal de futebol, que apesar da situação existente, vai fazendo o seu percurso. Compreendo a ansiedade do adepto por títulos, mas não se pode ignorar a situação real em que se encontra o Clube.

 

O ex-candidato Ricciardi, passado um mês, sublinhe-se, veio a terreiro pôr mais achas na fogueira. A sua intervenção tem duas faces. Uma em que descreve a situação financeira do clube, que tem o condão de alertar os associados para as sérias dificuldades que existem, e que parecem ignorar, outra, onde ataca o Presidente eleito, quase o responsabilizando pela situação de que não é responsável. Como sportinguista, melhor faria, em se disponibilizar, para ajudar esta Direcção, com o fez em relação a anteriores. Mas o espírito de vingança prevalece. Mesquinho. E digo-o com toda a propriedade, pois cheguei a ter simpatia pela sua candidatura.

 

O Sporting é um Clube mesmo muito grande. Só assim se explica que vá resistindo, a este permanente espírito de "harakiri".

 

Muitíssimo pior do que os nossos adversários, são os amigos internos, que consciente e inconscientemente, se degladiam em lutas fratricidas. Não é hora de dissensões, é hora de união para recuperar o Clube. Não há bons resultados no plano desportivo, sem finanças sólidas e sem unidade na acção. Era aí que se deviam concentrar as energias. O sucesso desportivo é uma consequência.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:30

Respeitem o Sporting !

Naçao Valente, em 09.10.18

 

download.jpg

 

Uma derrota, e cai-nos o céu em cima da cabeça. Até parece que o Mundo vai acabar. E sem considerar quaisquer circunstâncias relevantes, só há um culpado. O treinador. Está encontrado o proverbial cordeiro do sacrifício. É um frouxo , vale zero e outros epítetos, sem consistência, que tenho pudor em reproduzir. Compreendo que a vida seja difícil, que se acumulem frustrações, mas não descarreguem no elo mais fraco. Usem-nas no sentido positivo.

 

Para as memórias curtas relembro: estamos a quatro pontos dos primeiros, e a dois do campeão em título, no início do campeonato, começámos bem a Taça da Liga, estamos, praticamente apurados para a fase seguinte da Liga Europa. Empatámos na Luz, perdemos em Braga. Quero ver se outros grandes vão lá ganhar. No entanto, primeiro de fininho, agora, após a esta derrota, em crescendo, pede-se a imolação do técnico. Quero crer que a amostra, que passa neste blogue, e de forma mais activa nas redes sociais, não passe de uma minoria ruidosa. Para bem do Sporting.

 

Observo, ouço, leio, leigos da bola, e analistas profissionais de futebol, imparciais, e tiro das suas palavras a seguinte conclusão: Peseiro foi corajoso ao pegar na equipa, e está a fazer um bom trabalho, com a sua reconstrução, paulatinamente. Precisa de tempo e não lho querem dar.

 

Para as memórias mais curtas volto a relembrar. No pós Alcochete, saíram nove jogadores, sendo uma maioria, titulares. Dessas saídas, foram recuperados apenas três. Na actual equipa, do plantel titular da época anterior sobram: Coates, Mathieu (lesionado), Bruno Fernandes, (em baixa de forma), Acuña, Battaglia, Bas Dost (lesionado). Destes, os que jogam, contam-se pelos dedos de uma mão.

 

Dos que foram contratados esta época jogam Gudelj, Nani, Raphinha e, aos soluços, Diaby. Ainda sobra um dedo de outra mão. A maioria são segundas linhas, que não jogavam na equipa anterior. É com esta equipa de segunda linha que querem milagres? A culpa de piores prestações é só do treinador?

 

A equipa joga com um defesa central de qualidade, e dois laterais fracos. Tem um meio campo que vai defendendo, mas que tem medo de ter a bola e não tem apetência para atacar. Na frente, salva-se Nani pela experiência, Raphinha pela qualidade, Jovane pelas potencialidades, mas em aprendizagem. Ponta de lança zero. Montero não desempenha essa função. E querem milagres?

 

Perdemos com o último classificado? Foi um mau jogo, e numa prova longa, outros haverá, para todas as equipas.Sugiro que acompanhem esta equipa do Portimonense. É das equipas ditas pequenas, a que joga melhor futebol. Tem jogadores de boa qualidade no ataque. O lugar onde está é mentira. Está a melhorar dia a dia. E estou curioso para ver os outros, ditos grandes, quando jogarem em Portimão.

 

A crítica a uma equipa de futebol, deve ser feita num todo coerente. Não depende apenas de quem a treina, de quem a dirige, depende da sua qualidade, das circunstâncias que envolveram a sua constituição, do tempo que teve para assimilar processos e rotinas, dos adversários que defronta, das condições físicas de cada momento e por aí fora. Atribuir responsabilidades apenas ao treinador., é como analisar a floresta a partir de uma única árvore. 

 

Esta perseguição cega ao actual treinador não é crítica, séria e honesta. É maldizer, bota-abaixismo, preconceitos em relação a uma pessoa que se chama Peseiro. Como disse um comentador televisivo, deve ter sido o único treinador que não teve estado de graça. Não merece este julgamento.

 

Aceitou pegar numa "não equipa", e com o que lhe foram facultando, aos bochechos, foi-a construindo, e muito pragmaticamente.  Sabendo do que dispunha, foi  jogando para os resultados. Não merece a sanha dos catedráticos de futebol que por aqui pululam, e que espremida toda a sua sapiência futebolística, apresentam uma mão cheia de nada, e outra de coisa nenhuma.

 

O treinador merece, destes adeptos, mais respeito, até porque, ao contrário do que pensam nas suas convicções persecutórias, com fundamento duvidoso, também não respeitam o Sporting.

 

P.S.: Na página de Facebook do Clube, a máquina de propaganda brunista continua activa, dominando o debate. Está a fazer trabalho de sapa para o regresso do destituído, como já tinha feito antes. E o que fazem os nossos adeptos? Concentram-se nas guerras de alecrim e manjerona, e embarcam na propaganda pré-programada. Na minha modesta opinião, o destituído não é carta fora do baralho. Estou a ficar preocupado. Pelo Sporting.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 05:17

Tolerância zero

Naçao Valente, em 27.09.18

 

download.jpg

 

No mundo do futebol depressa se passa de bestial a besta. Manuel José dixit, com toda a propriedade. No caso do treinador José Peseiro a regra nem se aplica, pela simples razão que nunca teve período de graça. Desconfiança e descrença marcam a sua contratação. Nem o facto de o Sporting estar num estado quase catatónico, sem dinheiro, sem equipa, e com recusas de outros técnicos, deu para admirar a sua coragem, assinando um contrato muito precário.

 

Para Peseiro a tolerância é zero, pelo menos por parte de alguns sportinguistas. Ontem, num texto aqui transcrito de outro blog, foi apresentada uma análise correcta, na minha perspectiva, da saga contra o treinador, desvalorizando a sua competência e criticando (acriticamente) as suas opções tácticas. A palavra chave para alguns mais radicais, é RUA... já. Tenho assistido a muita crítica absurda, mas como esta não me lembro de ter visto.

 

Desde que assumiu as suas funções, José Peseiro teve que correr contra o tempo, com um plantel amputado de jogadores fundamentais. A pouco e pouco, discretamente, com trabalho e humildade, foi construindo uma equipa, que foi recebendo alguns "reforços" a conta-gotas. Sete jogos depois foi somando pontinhos, uma vezes com mérito, outras com alguma sorte. Havia quem augurasse uma hecatombe na Luz. Não aconteceu. Em Braga o mínimo exigível era a vitória, como se o treinador dispussesse de um plantel excepcional.

 

Dezasseis anos sem ganhar um título e não assisti a uma tamanha rejeição em relação a qualquer técnico. Nos últimos três anos, investiu-se como poucas vezes, em jogadores de gabarito. Pagou-se um ordenado milionário a um treinador, e os resultados foram uma mão cheia de nada e outra de quase coisa nenhuma. No entanto, os adeptos assanhados contra Peseiro, tiveram então uma paciência de santo.

 

Com a "matéria-prima" de que dispõe, Peseiro construiu a equipa possível, uma equipa lutadora e empenhada. Não joga com nota artística, nem pode, pois faltam-lhe artistas. Mas joga na eficácia e só graças a isso se vai mantendo perto dos primeiros lugares. Em Braga perdeu, mas tivesse havido mais eficácia na finalização e poderia ter ganho.

 

Considero, porém, que a equipa pode melhorar com mais entrosamento, e quando puder dispor de jogadores que têm estado indisponíveis. Considero que pode melhorar com o apoio de todos os sportinguistas. O que menos precisa é do "bota-abaixismo" que aqui e ali vai aflorando, por profetas da desgraça, há muito à espera de uma derrota.

 

O que não se exigiu, com melhores condições, ao longo dos anos, a vários treinadores, exige-se agora à nova equipa técnica. Se não quiserem ajudar, não compliquem. Deixem trabalhar o Peseiro. As contas fazem-se no fim. E quem sabe se não terão uma surpresa.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 03:19

Chutar para canto...!

Naçao Valente, em 19.09.18

 

pé-que-retrocede-bola-de-futebol-no-canto-3772959

 

O problema fundamental é que os clubes de futebol, sobretudo os que têm mais adeptos, têm gozado de quase total impunidade, no que concerne ao cumprimento das normas estabelecidas quer ao nível desportivo, quer ao nível das leis da República.

De facto, os poderes instituídos evitam meter-se no vespeiro do futebol deixando-o em roda livre. O que em certo sentido se explica, pelo receio que os clubes utilizem como arma de arremesso, os milhares de adeptos/votantes, sempre reactivos à partidarize clubística.

Para além disso, usando a predisposição emocional dos mesmos adeptos, tecem uma teia de interesses que mina toda a sociedade. E sabendo da quase impunidade de que dispõem, colocam-se acima da lei e agem como um estado dentro do estado.

Alguém viu algum adepto do FC Porto revoltar-se, com honrosas excepções, com o Apito Dourado? Alguém espera ver um adepto benfiquista, revoltar-se com o e-Toupeira? Com honrosas excepções, todos chutam para canto. Para o adepto o clube é como uma religião, não se pode pôr em causa. O que o adepto quer é comemorar títulos, independentemente, de ser ou não com resultados viciados.

Não deixa de ser engraçado, sem ter graça alguma, ver os adeptos que criticaram, com propriedade, o Apito Dourado, fazerem agora de peixe morto, com o caso e-Toupeira. É por estas e outras que o futebol português não sai do proverbial lamaçal. E não sairá, enquanto estiver na mão de dirigentes sem escrúpulos, e enquanto a Justiça não usar, sem tibiezas, de mão pesada.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 03:18

E depois do adeus

Naçao Valente, em 11.09.18

 

654845.png

 

"E depois do adeus" foi a canção escolhida para servir de senha ao arranque do movimento militar que iria derrubar, em 25 de Abril de 1974, o regime totalitário que governava Portugal. Começou então uma nova era com repercussões profundas no nosso país. No entanto o mundo do futebol resistiu a essa mudança positiva.

 

A eleição da nova direcção do Sporting, depois de um processo que pretendia a ocupação totalitária do Clube, não é um "25 de Abril a nível clubístico", embora ele seja necessário para o todo do futebol nacional. Não deixa apesar disso de representar uma mudança significativa, num caminho que conduziria à destruição da instituição SCP.

 

A primeira conclusão a tirar desta mudança é que os sportinguistas deram uma exemplar lição de civismo, ao mesmo tempo que recusaram o aventureirismo brunista. Ficou claro que a anterior Direcção, no meio de constantes ilegalidades, foi derrotada duas vezes. Uma na AG destitutiva e outra, pela larga participação, neste acto eleitoral.

 

Não sendo partidário de qualquer forma de vingança, acho de elementar justiça a expulsão do anterior Presidente, que mesmo depois de afastado pelos sócios, de forma democrática, continuou a ensombrar o clube, colocando em primeiro lugar os seus interesses pessoais, E se não lhe for retirada a condição de sócio pode continuar a fazê-lo.

 

Os sócios votantes escolheram para Presidente o candidato Frederico Varandas. É, a partir de agora o Presidente de todos os sportinguistas, independentemente das opções que antes tomaram. Depois de anos de desunião fomentada  pela Direcção anterior, chegou o momento de nos unirmos em prol dos interesses do nosso clube. Sem essa unidade não é possível reerguer o Sporting da situação em que se encontra.

 

A tarefa desta Direcção é quase ciclópica. Resolver problemas financeiros imediatos, criar as condições económicas para manter as equipas competitivas, exige grande rigor. Confio na competência dos elementos que constituem a Direcção, mas a recuperação será tanto mais fácil, quanto os adeptos mostrarem a capacidade de compreender que é preciso dar tempo a quem tem que resolver problemas complexos.

 

E depois do adeus a um período que nem deve ser lembrado a não ser como lição do que não pode acontecer, é fundamental ter confiança na equipa escolhida pelos associados. Mas lamento dizer que quando o andor ainda nem saiu da igreja já se notam alguns sinais de "bota-abaixismo", uns mais, outros menos velados, como por exemplo, à menor capacidade oratória do eleito. O que é necessário é acção.

 

Bem precisa esta Direcção, para além de trabalho, de muita sorte para conseguir levar o barco a bom porto, para que as vozes dissonantes não consigam sair da surdina. As vitórias apenas se tornarão uma constante, quando todos remarmos no mesmo sentido.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 05:05

Hoje é dia de escolher

Naçao Valente, em 08.09.18

 

21163533_6fSUU.jpeg

 

Depois de um período de turbulência interna o Sporting vai hoje a eleições. E não se pode dizer que não há candidatos para vários gostos. Mas exceptuando três, os outros, na minha opinião, servem apenas para compor o proverbial ramalhete. Isso não significa desprimor, pois trouxeram ideias para enriquecer o debate e que o vencedor poderá aproveitar.

 

Tudo aponta para que a disputa final se dê, por ordem de intenção de candidatura, entre Varandas, Benedito e Ricciardi. Já aqui manifestei, em comentário, a apreciação para cada um deles. Não assumi, nem assumirei. publicamente, qualquer opção pessoal. Sei que, por razões diversas, a opção não é fácil e vai haver indecisão, por parte de alguns votantes, até ao acto de votar.

 

Ganhe quem ganhar será o presidente de todos os sportinguistas e enquanto exercer as suas funções com elevação, correcção e respeito, fazendo o seu melhor em prol do clube, deve merecer o apoio de todos.

 

Em termos genéricos, o perfil de um presidente de uma instituição como o Sporting CP, deve enquadrar-se em alguns princípios básicos: estabilidade e inteligência emocional, carácter, competência social, honestidade, criatividade, e capacidade de liderança e de decisão.

 

Quem corresponder a este leque de princípios tem, à partida, condições para vir a ser um bom presidente, para além de outros atributos específicos, que possa possuir.

 

A campanha eleitoral, onde aconteceram, como é natural, algumas picardias, acabou. Hoje é o dia de escolher uma equipa digna de dirigir o Sporting durante quatro anos. Que cada votante exerça o seu voto em consciência, sem preconceitos, pensando apenas no que será melhor para o Clube.

 

Amanhã será um novo dia, em que a disputa desportiva tem de ser apenas com os nossos adversários.

 

P.S.: Não posso deixar de expressar o meu agradecimento aos órgãos sociais que durante dois meses dirigiram e estabilizaram o Sporting. Obrigado pelo excelente trabalho.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:59

Formação e fidelidades

Naçao Valente, em 27.07.18

 

1528824006_1.jpg

 

Tem sido assunto de muita polémica as rescisões de nove jogadores do Sporting, no fim desta época desportiva. É ,no entanto, um caso tão insólito quanto raro, e que só foi possível na sequência do delírio "tremendus" que atingiu o presidente destituído a partir do mês de Março. Não tivesse acontecido esse desvario, o Sporting teria todo o seu plantel, e estaria a negociar, normalmente, as vendas de alguns desses activos.

 

Comentadores do Camarote põem todo o ónus de culpa nos jogadores, esquecendo a origem principal desses acontecimentos. Os jogadores foram acusados de ingratos, quiçá de traidores. Ídolos que passaram num abrir e fechar de olhos de bestiais a bestas.

 

Compreende-se na perspectiva da irracionalidade do adepto, mas não tem cabimento algum numa análise racional, onde se devem considerar razões objectivas. Decerto que terá havido motivações variadas, e admito que alguns se tivessem atrelado ao carro das rescisões sem reais motivos que o justificassem.

 

Esta situação levanta, porém, uma discussão que tem a ver com os direitos de formação, por terem aqui sido usados como argumentação para condenar os atletas em causa, a um grave crime de "lesa pátria". Os direitos de formação estão regulamentados, os formandos têm contratos assinados com o clube formador, seja ele qual for, e dele constam direitos e deveres. Nenhum desses contratos implica uma espécie de fidelidade, tipo feudal, em que o formando, se obrigue a nunca poder denunciar o contrato, estando amarrado por direitos de formação. Afinal vivemos ou não numa sociedade livre?

 

Mas a questão dos direitos de formação merece outra reflexão. Diz-se que o Clube gastou imenso dinheiro com essa formação  e que deve ser ressarcido. Não passa de uma meia verdade. Eu gostaria de saber quantos dos milhares de formandos que passam pelos clubes dão em termos financeiros qualquer contrapartida. Certamente uma pequena minoria. A maior parte destes formandos vai-se perdendo pelo caminho, e apenas um número muito reduzido chega a profissional, e um número ainda mais reduzido garante retorno financeiro. Podem-se contar pelos dedos das mãos, os que deram retorno assinalável. Com todos os outros, tirando a sua participação em provas dos escalões em que actuaram, só constituíram despesas.

 

E quando futebolistas como Gelson, Rui Patrício, William, Podence, Leão ,apenas para referir os que estão envolvidos nestas rescisões, têm valor de mercado considerável, pela sua qualidade, nós adeptos devíamos estar-lhe gratos, pois são a tal e reduzida minoria que irá realmente "pagar" e bem o dinheiro gasto. E volto a repetir, se chegaram a este patamar, não foi somente pela formação em si, mas pela sua qualidade. E quando partem para outras paragens, independentemente da mais valia que geraram, já acrescentaram muito valor ao clube que os formou, e neste caso específico à marca Sporting.

 

Foi o que aconteceu com os referidos atletas, que embora tenham apresentado rescisão, pelas razões conhecidas, têm estado abertos a negociações, entre o seu clube formador e o que os pretende contratar. Como estas correm para o clube é uma situação que já os ultrapassa, mas estou convicto que ficarão satisfeitos, se este fizer um bom negócio. Claro que, numa outra vertente, procuram melhorar a sua condição profissional, mas isso é inerente à ambição de qual quer trabalhador. É verdade, que pelo meio, há os empresários que gerem a sua carreira, e que também tiram bons proventos. É a realidade que existe e existirá, enquanto o dinheiro, comandar o mundo.

 

Em conclusão, parece-me uma injustiça gritante para estes atletas, a forma como foram tratados pela irracionalidade de alguns adeptos, que vivem fora do tempo, e ainda confundem relações livres de trabalho, com relações de tipo feudal, para mais assentes na falácia da formação, e num tipo de fidelidade que não existe, noutros tipos de actividade. 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 04:18

Assombração III (um pouco de pudor)

Naçao Valente, em 21.07.18

 

man-160034_960_720.png

 

As fidelidades podem ser um acto nobre. Mas há fidelidades, levadas ao absurdo, e difíceis de entender. Eu apenas as compreendo num espírito de fundamentalismo religioso. Este intróito serve para me referir aos fanáticos, que aqui no Camarote Leonino, continuam a aparecer para defender o presidente destituído por volta de setenta por cento de votos expressos em AG, e depois de ter infringido os Estatutos e de ter causado um enorme prejuízo na SAD e no prestígio do clube.

 

Houve um comentador que até nos acusou de não deixarmos de nos referir à personagem. Bem gostaria de o fazer, mas o facto é ele que insiste em desestabilizar o clube que diz amar. De facto, mesmo suspenso de sócio, continua a cometer ilegalidades atrás de ilegalidades. Insiste em apresentar candidatura  quando sabe, certamente, que não pode fazê-lo, nem poderá nestas eleições, se for feita justiça, em relação ao processo a que está sujeito.Queremos virar a página, calmamente, mas a assombração não deixa.

 

Como se tem dito está "morto" mas não aceita, e persiste como fantasma, no momento em que gente séria e honesta, está a fazer tudo para limitar os danos que provocou. Que não tem um pingo de vergonha na cara e que não conhece a palavra dignidade já está mais que provado. Mas para além disso, continua a passar todos os limites. Abandonado até pelos seu fiéis acompanhantes pigmeus, rodeia-se de toda a escória a que se pode agarrar. Pessoas de duvidoso sportinguismo, dispostos a vender a alma ao diabo por trinta dinheiros. O espectáculo indecoroso que estão a dar na comunicação social, seja "correios da manhã" ou outros, trocando mimos e acusações, só desprestigiam o clube e a sua grande valia, a marca Sporting. Quem ama o clube, sujeita-o a este lavar de "roupa mal.cheirosa" apenas por causa de eventuais lugares à mesa do seu orçamento?

 

Consta que mesmo não tendo condições para se candidatar, se apresentam nos núcleos para fazer campanha eleitoral. E como é possível que haja alguns que ainda recebem esta gente fora da lei? Não tiveram conhecimento do que aconteceu no dia vinte e três de Junho? Não sabem da situação dos destituídos? Embarcam na mesma ilegalidade? 

 

No meio desta "prostituição" não poderá haver,ao menos, um pouco de pudor? Um pouco de respeito pelo Sporting?

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:00

Assombração II

Naçao Valente, em 13.07.18

 

shadow-man-shaking-tree-green-grass-some-autumn-fo

 

...Os sócios votaram esclarecidamente e disseram que querem o fim do pesadelo. Mas a assombração não quer deixar os corpos gerentes recuperarem o Sporting e instalarem a normalidade. Deste modo, é difícil reverter a perda de activos ou o seu valor e é difícil lançar a época com tranquilidade.

 

Post de 26/6/2018 

 

Depois de vários anos de um caminho que aurava que ia acabar mesmo mal, aconteceu o desfecho trágico que colocou o Sporting num desvario que o bom senso de uma maioria conseguiu travar. Os sócios mobilizaram-se como nunca tinha acontecido, de Norte a Sul do país, e disseram claramente não ao populismo e à deriva ditatorial. Respirou-se de alívio. Mas ainda a destituição estava quente e já o destituído tinha deixado de ser adepto sportinguista e tinha voltado a ser, em menos de meia dúzia de horas. Escrevi então que o Clube estava sob o domínio de uma assombração.

 

Contra a vontade dos profetas da desgraça começaram a viver-se tempo de tranquilidade. A Comissão de Gestão, composta por gente séria, e com serenidade, começou a arrumar a casa e a preparar a nova época, para entregar o clube estabilizado à nova direcção. Passo a passo, foi resolvendo dossiers difíceis, ao mesmo tempo que se entrava num período de normalidade.Pensei então que o lamentável passado tinha acabado e que o Sporting, como grande instituição tinha virado a página. Perante os últimos desenvolvimentos não sei se assim será.

 

A grande assombração voltou, e voltou em duplicado. Dividiu-se para assim tornar ainda mais extensa a nuvem negra que assola o Clube. A pretensa e dupla candidatura de dois reconhecidos golpistas unidos e destituídos, pode não passar de uma tentativa de causar confusão e medo, mas contribuirá para desestabilizar e complicar a vida a quem está a fazer todos os esforços, para recuperar o Clube do fosso onde o meteram.

 

Possivelmente não passam de meros fantasmas, que ainda não perceberam que não têm existência real. No entanto, insistem em  pairar,com o seu cortejo de fanáticos de duvidoso sportinguismo, sobre a vida do clube, ao qual não são leais, se não, depois de terem ouvido um não rotundo na AG, ter-se-iam afastado.

 

Outras assombrações de reconhecido menor impacto estão porém a complicar todo o processo eleitoral. No meio de algumas candidaturas com seriedade, proliferam outras fantasmas, umas já anunciadas, outras em vias de o ser. Não trazem nada de novo, e não consigo perceber ao que vêm. As hipóteses de ganhar são iguais a zero.

 

Alguns exemplos: O que move Dias Ferreira, que prestou bons serviços ao Sporting, mas cujo tempo já passou? O que move  Zeferino Boal, um fala barato, sem conteúdo e sem perfil para a função? O que move um empresário do interior, com uma vaga intenção de coordenar os núcleos?

 

Bom gosto e bom senso é o mínimo que se exige nesta fase. Porque raio de sportinguismo se pauta esta gente, numa fase difícil, sabendo que só vêm para gerar confusão? O melhor serviço que podemos fazer ao clube, neste momento, é estar disponíveis para ajudar quem se apresenta com credibilidade.Já chega de assombrações.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 03:44

Comentar

Para comentar, o leitor necessita de se identificar através do seu nome ou de um pseudónimo.




Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Taça das Taças 1963-64



Pesquisar

  Pesquisar no Blog



Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D




Cristiano Ronaldo


subscrever feeds