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Alguém pode encomendar as faixas?

Naçao Valente, em 13.01.26

O Clube das Antas já pode encomendar as faixas? O tema tem sido muito debatido e corre-se o risco de se tornar enfadonho, mas vale a pena continuar a reflexão.

De um ponto de vista realista apenas se é campeão desde que esteja matematicamente comprovado. Claro que quem vai à frente tem teoricamente mais possibilidade de ganhar, mas quando apenas se chegou a meio da prova parece prematuro fazer essa previsão.

Vejo muitos sportinguistas a darem o título com perdido, tendo em consideração a desvantagem pontual. Alguns baseiam-se em estatísticas anteriores, outros serão influenciados pelos “opinadores” profissionais. As estatísticas são importantes, mas não são resultados concretos. Quanto aos comentadores, verifica-se que alguns já consideram que o clube do Porto já é campeão e tentam considerar essa possibilidade como real. .

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Se há modalidade desportiva onde a imprevisibilidade é muito alta é no futebol, por razões diversas como quebras de forma, lesões, incidentes imprevistos, entre outros factores. De facto, neste momento a situação parece favorável ao adversário nortenho, mas há cerca de cinquenta pontos em disputa e temos de jogar para os conquistar. Não dependemos apenas de nós, mas também é verdade que ninguém consegue garantir que os adversários ganham todos os pontos em disputa. Lembro-me bem, como exemplo, do ano em que, o Sporting levava sete pontos de avanço, com uma grande equipa, e perdeu o título.

Concluindo, parece-me prematuro entregar as faixas. Até pode acontecer que o adversário consiga manter-se à frente, mas sem demagogia, não devemos ter uma posição de derrotismo antecipado. Enquanto houver caminho para percorrer, vamos caminhar. Foco e trabalho disse o nosso treinador e “concentremos energia no que efectivamente podemos controlar”, como escreveu o Leão do Norte.

publicado às 03:10

O campeonato nacional é uma prova longa. Trinta e quatro jornadas que correspondem a que correspondem 102 pontos, meta difícil de atingir por qualquer clube. Estamos a meio do percurso, o SCP tem 42 pontos, o FCP 49 e o SLB 39. Na mesma altura da época anterior, O Sporting tinha 41 pontos, e o actual primeiro classificado 40. No final da época a nossa equipa fez 82 pontoa e o agora primeiro 71, ou seja na segunda parte dessa época perdeu 10 pontos para o Sporting.

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As estatísticas sendo apenas números rigorosos valem o que vale. Para além delas existe uma panóplia de factores que influenciam os resultados. Sabemos que o Sporting, na época anterior, esteve bastante condicionado por muitas lesões, mas conseguiu manter o foco no objectivo final, contra ventos e marés. Na realidade, na primeira parte de prova teve 2 empates e 2 derrotas e no final mais 5 empates sem mais derrotas. Isto prova que de quase um empate, em pontos, na primeira metade da prova, o actual líder teve uma grande queda.

Esta longa descrição estatística vem a propósito de quê? Pretende ser uma resposta para quem no Sporting dá o campeonato como perdido. Sempre disse que o futebol é muito volúvel e todas as equipas costumam ter quebras, em função de variadas circunstâncias. Claro que é melhor ir à frente que atrás e se a distância pontual me preocupa há um aspecto que me preocupa mais.

Hoje, o Leão Zargo escreveu num post do blogue que para o jogo de terça-feira temos 10 jogadores e para o seguinte 11. Estará a referir-se a jogadores habitualmente titulares, porque iremos sempre jogar com 11, mas esta realidade é deveras preocupante. Cabe ao nosso técnico encontrar a melhor solução, mas não gostaria de estar no seu lugar. Não sou partidário de lamentações, ou desculpabilizações, mas a verdade é que estamos num período complicado numa frase crucial da época. Apetece perguntar, o que mais nos irá acontecer, salientando o que sempre digo. Não há vencedores antecipados. As contas fazem-se no fim.

publicado às 03:10

Rui Borges: 1 ano de Sporting

Naçao Valente, em 27.12.25

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Rui Borges caiu em Alvalade de paraquedas e sobreviveu. Para além das expectativas, manteve uma equipa desfalcada e remendada na luta e ganhou dois títulos.

Aconteça o que acontecer demonstrou capacidade técnica e humana no comando da equipa. Teve a coragem de mudar o sistema de jogo, para o que considerava ser o mais eficaz. Paulatinamente está a mostrar aos críticos que está a resultar.

O futebol é muito volátil e sujeito a imprevistos. Podem falhar as melhores previsões. Por isso deve-se ir jogo a jogo. Rui Borges assume a responsabilidade e contra ventos e marés, sem queixinhas, vai fazendo o seu trabalho. Os seus críticos, se forem honestos, têm que reconhecer que percebe de futebol.

Apesar da diferença para o primeiro lugar, está com mais pontos que na mesma altura do ano anterior. O nosso adversário do Norte, é que está quase a fazer o pleno na conquista de pontos, o que é raro. Com mérito, mas não só. Falta mais de metade da competição e vamos acreditar nesta equipa e no seu técnico.

publicado às 03:10

Jogo sujo

Naçao Valente, em 20.12.25

 

A situação política internacional está num ponto muito preocupante. As normas estabelecidas no pós-Segunda Guerra Mundial, que originaram oitenta anos de progresso e de paz, estão a ser deitadas para o lixo, perante a passividade generalizada dos cidadãos que delas beneficiaram.

Não é assunto específico para abordar neste espaço, mas perante a indiferença, o que é que se discute na pantalha comunicativa durante horas infindas? Guerras e guerrinhas sobre o tema futebol tuga. E porquê, pasme-se! Porque um clube fundador do futebol em Portugal de sigla SCP, marginalizado durante décadas por esquemas fraudulentos, emergiu para a ribalta, tendo a ousadia de começar a ganha títulos com regularidade, e se percebeu que estava na luta.

A imagem da polémica do Santa-Clara-Sporting (D.R.)

Os clubes que dominaram o nosso futebol, têm vindo a terreiro, numa guerra sem tréguas, para atacar o Sporting com foco nas arbitragens. Qualquer erro ou suposto erro dos árbitros que pareça favorecer o Sporting , é motivo para ataques dos nossos adversários directos.

Chegámos ao desplante de ainda com o jogo a decorrer nos Açores e já estão no ar comunicados dos nossos adversários a contestar arbitragens, obliterando quando estas lhe são favoráveis. A comunicação social que vive à conta do futebol, passa horas infindas a analisar e caçar eventuais erros dos árbitros que beneficiam o Sporting.

No jogo nos Açores, onde a equipa leonina, desfalcada de jogadores fundamentais, não fez uma boa exibição, mas que considero que ganhou justamente em função dos noventa minutos mais prolongamento, se considerou que esta vitória foi conseguida com um erro de arbitragem, em função de imagens pouco claras. Fosse ou não fosse erro de arbitragem, a culpa não é do Sporting.

Não vou pronunciar-me perentoriamente, mas em função do que vi, parece-me que o jogador Hjulmand foi impedido de disputar o lance. Seja como for, é preciso lembrar que o Sporting tem sido prejudicado por arbitragens, sem que se levantasse tal alvoroço. Vi até muitos sportinguistas entrar no coro de protestos, como se o Sporting fosse um clube corrupto. É preciso acrescentar que o Sporting tem a sua folha limpa do ponto de vista ético. Que outros o pudessem dizer.

Esta saga persecutória mostra que vale tudo. Veremos o que vem a seguir, mas temos de estar atentos e unidos e não entrar em cantos de sereia. Temos de estar atentos ao jogo sujo.

publicado às 03:20

A taberna do Borges e a tasca do Vilas Boas

Naçao Valente, em 07.11.25

A profissão de treinador de futebol é das mais instáveis. Assinar contratos de vários anos não tem nenhum valor. Se os resultados desportivos forem negativos, pode ser dispensado de imediato. Pode até não ser o único culpado, mas como se diz em linguagem popular é o primeiro a pagar o pato.

O êxito de um treinador depende de vários factores, sendo a sua competência um dos mais irrelevantes. Os presidentes que precisam dos sócios para ser eleitos, não conseguem, de uma forma geral, resistir à pressão das bancadas.

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Rui Borges é desde que chegou ao Sporting um mal-amado, apesar de herdar uma equipa desmotivada e cheia de lesões. Não fugiu ao desafio, e conseguiu unir os cacos, e com alguma sorte à mistura, conquistou a chamada dobradinha que outros com mais currículo não conseguiram. Portanto, algum mérito deve ter. Ainda esta época não tinha começado e já estava a ser criticado.

Há dias, a jornalista Sofia Oliveira arrasou-o nas televisões, como sendo um taberneiro. Como escreveu o deputado e adepto leonino André Pinotes, as elites cosmopolitas não gostam de um provinciano que se mantém fiel às suas origens, na maneira de ser e estar. Mais que a sua competência interessa a sua imagem.

Esta forma de avaliar alguém parece-me nojenta e ainda mais nojenta me parece quanto essa avaliação é feita portas adentro, dormindo com o inimigo. Gente que veste de verde, mas cujo comportamento não mudou desde que Varandas se tornou presidente, apesar de todos os êxitos.

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No outro lado da proverbial moeda, estão os nossos  adversários que estão numa roda viva para desestabilizar o Sporting, porque não querem perder a hegemonia que tiveram durante muitas décadas. O comportamento do presidente do Antas para condicionar a arbitragem, além de vergonhoso é cínico. Apareceu com a imagem seráfica de alguém que queria moralizar o futebol e já lhe caiu completamente a máscara. Se Borges é taberneiro na sua autenticidade, Vilas Boas é um tasqueiro, apesar do nome, no pior sentido que se possa imaginar.

Sportinguistas, afinal o que é que V. Exas. preferem, um taberneiro que tem dado provas de honestidade e competência, ou um mero tasqueiro que já não esconde a sua ambição de ganhar a qualquer preço, como era habitual naquela casa? Não se ganham guerras com um exército dividido.

publicado às 00:47

Apesar de tudo o Sporting venceu o Marselha

Naçao Valente, em 25.10.25

Apesar de tudo, e não é pouco, o Sporting venceu o Marselha. Apesar da contestação ao treinador nas televisões e nas redes sociais., saiu vitorioso o que significa que os jogos se ganham dentro do campo. A influência dos debates televisivos, não sendo irrelevante, não é fundamental.

O mais caricato é que a contestação ao actual treinador, com base nalguns jogos menos conseguidos, venha de alguns adeptos do Clube. Podemos, mesmo como leigos na matéria, acharmos que somos especialistas do pontapé na bola, e fazermos as nossas críticas, outra coisa é pedir a cabeça do Rui Borges, sem qualquer argumento plausível.

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É lamentável que a claque Juve Leo, que tem no seu currículo responsabilidade por muitos maus anos desportivos, pela influência que tinha na governação, tendo após a eleição do presidente Frederico Varandas tentado boicotar a sua acção, a meio deste jogo estivesse a manifestar-se contra os nossos jogadores. O que pretendem?

Entre os contestatários “avant la lettre” distingo, os mal-intencionados,  dos que classifico de “ingénuos” que emprenham de ouvido, como se diz em linguagem popular. Mas, quer uns, quer outros, com essa grande atitude de contestação despropositada, apenas acabam por prejudicar o Sporting.

Enquanto espectador, não gosto de ver maus jogos, e muito menos de os perder. Posso criticar a equipa por um qualquer mau resultado, mas não aponto baterias a qualquer individualidade. O futebol é um jogo colectivo e nas vitórias como nas derrotas, todos são responsáveis, e todos erram. O que é mais preciso é aprender com os erros, para não os repetir.

Não deixa de ser triste ver que, depois da vitória contra o Marselha, justíssima, se continua a pedir a crucificação do treinador Rui Borges nas redes sociais. É preocupante ver adeptos aborrecidos com a vitória. O que pretendem? Qual a sua agenda?

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Fui acusado neste espaço de criticar adeptos, por posições que nunca beneficiarão o Clube. Entendo que aos adeptos cabe manifestar opinião, mesmo sobre o que não conhecem na íntegra, mas não lhes compete fazer “campanha” mais ou menos organizada, contra um técnico do Clube, ou outro elemento qualquer por razões incompreensíveis. Atingida uma peça, atinge-se toda a equipa. Atirar  para dentro, não parece uma boa atitude.

Aborrecidos com resultados negativos todos ficamos, mas faz parte do futebol. Não há nenhuma equipa que ganhe sempre. O Sporting perdeu um jogo a nível interno, lutando pela vitória até ao fim, empatou outro nas condições que se conhecem, e está na luta em todas as provas. O que pretendem os que pedem a cabeça do treinador?

Não vejo razão objectiva para o que está a acontecer. A resposta é unicamente ganhar, com a certeza que não se ganha sempre. Apesar dessa desestabilização, o Sporting vai fazendo o seu caminho. Por isso, tive uma alegria especial com a vitória contra o Marselha, clube que nos ganhou na época passada duas vezes.

Vamos Sporting, contra tudo e contra todos, os de fora e os de dentro, rumo à conquista de títulos, com a consciência que não vai ser fácil.

publicado às 02:04

Fora e dentro do campo

Naçao Valente, em 10.10.25

Os jogos realizam-se e decidem-se dentro do campo. Mas para além desta evidência há muitas jogadas fora do terreno de jogo que podem ter influência no resultado, tema que aqui abordei num post anterior.

Na época que está a decorrer, o Sporting CP, com excepção dos jogos com adversários que lutam por títulos, ganhou os primeiros jogos com facilidade, apresentando um futebol dinâmico, até com nota artística. Por isso, todos estranhámos as últimas duas exibições, bastante apagadas. Curiosamente, essa mudança exibicional aconteceu com a equipa, que grosso modo é quase a mesma da época anterior. Alguns “especialistas” em sistemas, logo se apressaram a culpar o novo modelo de jogo, tese que, com a mesma “sabedoria” não subscrevo. 

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Em termos de resultados, perdemos para o clube das Antas cinco pontos, sendo três com o actual primeiro classificado. Não há vitórias morais, e perder alguns pontos seja com que adversário for, é passível de desagrado. No entanto, é cedo para entregar o título seja a quem for. Os clubes adversários que lutam pelo campeonato, estão mais fortes, e vamos ter que ser ainda mais competentes que na temporada anterior. 

Ao contrário do que a comunicação dos adversários quer fazer passar, a verdade é que os pontos que o Sporting tem, foram conquistados, legitimamente dentro das quatro linhas. E é assim que deve ser. Nunca estivemos habituados a ganhar a qualquer preço, o que deve continuar a acontecer.

Fora do campo a guerra comunicacional está a atingir níveis elevados. Os encarnados foram os primeiros a desembainhar a espada, o que levou o presidente Varandas a ter de responder. O objectivo foi claro: condicionar as arbitragens, num contexto de eleições internas, muito disputadas. Para compor o ambiente o “sonso” das Antas também veio a terreiro meter a sua “colherada”, para já não falar do homem de Braga, que quer mostrar que é gente. 

Sabendo como funciona o futebol português há muito tempo, os nossos adversários estão em pânico depois do Sporting ter ganho dois títulos seguidos. Tudo irão fazer para que isso não aconteça, dentro e fora do campo. Mais do que nunca, o Sporting vai ter de ser competente e vai ter de estar unido. 

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A guerra interna que se desenha após um qualquer mau resultado, é preocupante, no contexto referido, onde temos que remar todos para o mesmo lado. Mais importante que crucificar Rui Borges, mais um patinho feio, mas com provas dadas, é necessário unidade e serenidade. Os que, por dá cá aquela palha, põem tudo em causa, não aprenderam nada com o que se passou nos últimos quarenta anos. 

Neste mundo do vale tudo, porque está em jogo o prestígio e muito dinheiro, não podemos ser anjinhos. Ser competentes dentro das quatro linhas é fundamental, mas é necessário estar atento ao que se passa fora, evitando, sempre que possível, dar seguimento a essas guerras sujas. Foi assim que recomeçámos a ganhar títulos, e assim, deverá continuar. 

P.S.: Vi aqui críticas ao treinador por não ter posto Diamonde a jogar. Pelas informações recentes está a ser gerido com pinças, para que a cura da sua lesão seja consistente. Por outro lado, acrescento, com alguma especulação, que evitou que fosse para a sua Selecção, preservando-o como aconteceu com Morita. Já João Simões ainda com idade júnior tem que ser protegido. Já se esqueceram do que aconteceu no ano anterior? Porque é que os especialistas de bancada não acreditam na estrutura, mais bem informada?

publicado às 02:19

Fora das quatro linhas

Naçao Valente, em 30.09.25

 O jogo fora do campo no nosso campeonato, não é uma grande novidade. Há muito tempo que me lembro desse debate, especialmente a partir do momento em que os jogos são televisionados, e sobretudo desde que estes programas de análise e debate nas televisões, proliferam como cogumelos venenosos.

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A CMTV é a campeã no âmbito televisivo, desse tipo de programas e percebe-se porquê. Na luta pelas audiências, igual a receitas monetárias, não há limites, mas no referido canal há horas e horas de programas sobre o futebol luso, que se justificam pelas receitas que proporcionam.

Como não embarco em quaisquer teorias de conspiração, não considero este canal, como qualquer outro, porta voz de um determinado clube, como argumentam alguns adeptos sportinguistas. Como atrás já referi, o que move as televisões é basicamente o “cifrão”, Daí que tenham jornalistas/comentadores que são especialistas aptos na arte de prender os espectadores. Muito para além disso, acrescentam comentadores clubísticos com o mesmo objectivo, o de captar audiências. Daí que sejam os “reis” deste segmento televisivo.

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No programa de ontem, foram os primeiros a chamar a atenção para erros de arbitragem no jogo do Sporting com o Estoril, como já aconteceu noutros jogos. Mas é justo referir que têm a mesma atitude em relação a outros “grandes”, porque o que está em jogo, repito, é sobretudo “money”.

Embora a assunto dos erros de arbitragem que teriam beneficiado o Sporting no jogo referido, tenha sido largamente debatido, quero deixar uma opinião de adepto sempre condicionado pelo clubismo. Mesmo na estação referida, onde comentam dois analistas de arbitragem, cada um tem a sua opinião. Isto mostra que são lances de interpretação.Do que li sobre os especialistas da área, há uma diversidade de análises para todos os gostos. Comparando o que vi com essas opiniões, tenho que concluir que foram lances legais. 

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Esta situação sensacionalista de divergências que não é nova, vai continuar de forma ainda mais assanhada, por duas grandes ordens de razões. A primeira tem a ver com o facto de o SCP ter despertado de uma longa letargia e ter começado a disputar títulos de igual para igual, com a agravante de os adversários estarem afastados dos principais títulos há algum tempo. A segunda razão, está ligada ao clube da Luz onde há uma disputa pela presidência, estando o presidente actual  e candidato incumbente, em “maus lençóis” por poder perder o lugar.

Uma coisa é certa, este grande jogo fora das quatro linhas vai continuar sem regras. Ao Sporting cabe manter a serenidade e continuar o seu rumo, focando-se na luta dentro das quatro linhas, com eficácia e competência.

publicado às 02:03

Os cisnes e o patinho feio

Naçao Valente, em 24.09.25

Os nossos adversários directos andam eufóricos. Os das Antas porque ainda não perderam para o campeonato e os da Luz porque contrataram o dito melhor técnico, o impagável Mourinho. Muito ao contrário, os sportinguistas, ou pelo menos alguns, começam a estar apreensivos por termos perdido contra o Antas, num jogo em que não fomos inferiores. Mas como sempre digo, um campeonato, uma prova longa, só se resolve no fim.

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Quem segue os debates na comunicação social, sabe que o nosso treinador, Rui Borges é o patinho feio, comparado com os treinadores dos adversários directos, os grandes cisnes deste campeonato. Admito que Farioli seja um técnico mais competente que os anteriores do Norte e que Mourinho tenha  um currículo invejável, mas o tempo mostrará qual será o vencedor.

Jornalistas a comentadores, com algumas excepções, consideram que Borges, para além da pouca experiência ao mais alto nível, não é um bom comunicador. É para eles um “tipo” de Mirandela com uma pronúncia transmontana, sem a “finesse” dos bons “faladores”. Mas o que mais me incomoda é que muitos detractores,  se encontram dentro das nossas fileiras.

Segunda-feira, a nossa equipa fez um grande jogo, que até não se reflectiu no resultado. Dominámos do princípio ao fim, fizemos jogadas de bom recorte, criámos oportunidades de golo que não foram concretizadas por falta de “estrelinha”, de alguma precipitação ou da boa prestação do guarda-redes adversário. Para além disso, é importante salientar que estamos no início da época, e que o entrosamento e as dinâmicas estão a melhorar, num novo sistema que inicialmente foi muito criticado. No futebol como na vida, a mudança é sinal de progresso.

Em suma, apesar do investimento dos adversários em grandes craques e treinadores de fino recorte, e de muita boa imprensa, continuo a acreditar que temos plantel e estrutura técnica para nos batermos pela conquista deste campeonato, com a consciência que vai ser muito difícil.

Nota final: Fico muito desagradado quando verifico que, depois do bicampeonato e da dobradinha, há adeptos que continuam a pautar as suas atitudes em função da oposição à Direcção. Uma das provas é a ausência de comentários em relação ao post do pós-jogo., aqui publicado. Se o resultado não tivesse sido positivo, eu queria ver. Esta constatação baseia-se em experiências anteriores.

publicado às 02:34

Começou a caça ao Leão

Naçao Valente, em 03.09.25

Finalmente, o mercado de transferências encerrou. Foi um longo período de negócios de compra e venda de jogadores de futebol. O que mais ressalta deste período é que os valores dos atletas, cada vez mais inflacionados, atingiram números escandalosos.

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No mercado nacional não me lembro de tão grande frenesim. Depois do SCP ter ganho dois campeonatos seguidos, os concorrentes directos entraram numa corrida desenfreada para adquirir activos, por preços deveras invulgares para a nossa realidade. Os da Luz impulsionados por uma corrida desefreada à presidência do Clube estão a gastar como se não houvesse amanhã. Os das Antas, quase falidos, fizeram das tripas coração e gastaram à tripa forra. Em Alvalade houve mais contenção. Mas também se procurou suprir lacunas, com a aquisição de jogadores de vários milhões.

A verdade mesmo incontornável é que nem todos podem ganhar e quando os resultados desportivos não corresponderem ao investimento, correm sério risco de criar problemas financeiros, pelo menos a médio prazo. Por outro lado, a pressão dos adeptos, que ligam pouco ou nada a sustentabilidade institucional, e apenas querem títulos, levam a este desvario, pressionados por alguma hegemonia do SCP. Digamos que começou a caça aos leões.

Aparentemente, os adversários, parecem estar muito mais fortes, e pelo que se passou até agora é mesmo provável que estejam. Isso significa que a nossa equipa, que fez aquisições selectivas mantendo o núcleo original, tem que ser muito mais competente, unindo-se na crença que o “tri” é possível. Mas os adeptos também têm que apoiar a equipa, nos bons e nos menos bons momentos. O que de pior pode acontecer é que logo ao primeiro desaire começar-se a pôr tudo em causa, desde tácticas a sistemas, a técnicos e a atletas, como começou a acontecer

As críticas são aceitáveis desde que sejam construtivas. Mas há quem confunda crítica com bota-abaixismo, como se começa a ver aqui e ali. O Sporting somos todos desde a Direcção até aos adeptos. Sem união, sem crença, sem estabilidade não se ganha nada. Se queremos manter o trajecto vitorioso temos que deixar dirigir quem dirige, treinar quem treina, jogar quem joga, com a consciência que haverá erros. Quem não erra são os “doutores da mula ruça” como os apelidou um leitor, num comentário, que sem saberem o que se passa de concreto, acham que sabem tudo.

P.S.: Durante este mercado ficou a percepção que os adversários fizeram negócios mais assertivos e mais rápidos que o Sporting. Tenho alguma dificuldade em explicar porque se arrastaram algumas aquisições, dando origem a certas novelas. Tema que só por si merece análise, mas numa abordagem linear, fica-se com a ideia que nalgumas escolhas se perdeu demasiado tempo, insistindo porventura em atletas que estavam praticamente blindados contra vendas.

NOTA

Os dois rivais, em conjunto, gastaram 216,9 milhões de euros na janela de transferências de verão, com os dragões a baterem mesmo o recorde de investimento em Portugal, com 111,35 ME.

publicado às 03:34

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Dos antigos aos novos violinos

Naçao Valente, em 20.08.25

Todos os sportinguistas sabem da existência dos chamados “Cinco Violinos” e da sua importância na história do Sporting. Embora reconheçam o seu valor, há, porém, muitos adeptos que desconhecem a sua real importância no que é hoje o Clube. Alguns dirão que o passado é coisa de museu (também é) e outros preocupam-se mais com o imediatismo das coisas.

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Na verdade, conhecer o passado é fundamental e não apenas no futebol, para vivermos conscientemente o presente. No que diz respeito à gloriosa história do Sporting CP, os “Cinco Violinos”, assim como a grande equipa em que participavam, foram uma rampa de lançamento para reforçar a instituição com a dimensão que hoje possui. No currículo dessa equipa está um “tri” e um tetra, campeonatos, feito inédito nessa época

Assim sendo, nunca é de mais lembrar Jesus Correia, Peyroteo, Vasques, Travassos e Albano, mas também, Azevedo, Cardoso, Manuel Marques, Canário, Mateus e Barrosa, entre outros. Foi o treinador Robert Kelly que catapultou a equipa para o primeiro do famoso “tri”, em 1947. Para quem dá muita importância a tácticas, Kelly aproveitou o sistema deixado por Cândido Oliveira e conhecido como WM, mas como acontece hoje, o que fez essa equipa quase invencível, para além dos grandes valores individuais, foram as dinâmicas.

Após uma longa travessia do deserto por erros próprios, mas também por factores pouco limpos que não dominava, o Sporting parece estar a voltar a repetir a glória desses tempos. Claro que o futebol, como tudo, evoluiu e é hoje uma indústria capitalista e tecnicamente diferente, mas na sua essência parece-me não ter mudado tanto como se pode pensar.

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De qualquer modo, ao fazermos comparações temos de ter muito cuidado. Posso usar a expressão novos cinco violinos, mas com a salvaguarda das devidas distâncias. Hoje, no ataque da equipa temos criativos como Pote, Trincão, Quenda, talvez Suárez, ou Catamo, sem referir outros que estão à espreita. Se por um lado, chamá-los de violinos, pode parecer algo abusivo, não é de todo despropositado. Os antigos, na sua essência, podem ser irrepetíveis, mas estes, a continuarem assim, também vão dar muita música, sem esquecer os restantes artistas, que compõem a orquestra.

PS: Uma curiosidade importante e talvez relevante, foi que no primeiro campeonato do tri o Sporting apontou 123 golos em 26 jogos. Outra curiosidade é o contributo dado por todos os atacantes: Peyroteo(46) Jesus Correia (29) Albano (16) Travassos (13) Vasques (8). Também na equipa actual temos vindo a assistir a vários atacantes a marcar, embora a amostra ainda seja pequena, para generalizar, mas pode ser um bom indício.

publicado às 03:34

Este longo e quente Agosto

Naçao Valente, em 12.08.25

A bola já começou a rolar, mas a nossa atenção é desviada para assuntos marginais ao jogo jogado. Horas e horas de debates nos quais o assunto principal são movimentações de jogadores. A maior parte das vezes são especulações a partir de informações sem crédito assegurado.

No que diz respeito ao Sporting, que é o que mais interessa aos sportinguistas, todos os dias se anunciam entradas e saídas de jogadores. Embora isso seja normal enquanto o mercado estiver aberto, não deixa de ser preocupante. As notícias que mais perturbam são as que se referem a Hjulmand, porque é, na minha perspectiva, uma pedra fundamental na equipa.

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Pelo que se vai sabendo, Hjulmand tem um acordo com o presidente Varandas, no qual se compromete a ficar nesta temporada, se só aparecerem propostas abaixo da cláusula de rescisão. A ser assim, o interesse de clubes como a Juventus ou até o Manchester, não me parece que vão para a frente, porque não terão condições para atingir o valor da cláusula.

Hoje, porém, surgiu uma notícia que parece mais preocupante. Foi referido num debate televisivo que o PSG estava interessado em comprar Hjulmand. Espero que seja um boato, porque se não for, a situação é mais complicada. Porque esse clube, campeão europeu, tem todas as condições para o levar, se ele quiser ir.

Ainda falta muito tempo para fechar o mercado e este Agosto quente parece que não tem fim. Enquanto isso não acontecer a saída de jogadores que são quase imprescindíveis pode acontecer. Por isso, conto os dias, desejando que passem rapidamente, porque Hjulmand, é uma peça fundamental na manobra da equipa, e não vejo no plantel quem desempenhe a sua missão com a mesma eficácia, para além do papel que desempenha na unidade do plantel.

Quero acreditar que teremos o nosso capitão durante esta época, (assim como outros) mas só fico tranquilo no momento do fecho do mercado, no fim deste longo Agosto.

publicado às 02:04

Ainda é cedo para encomendar as faixas

Naçao Valente, em 08.08.25

Nota-se entre certos sportinguistas alguma descrença em relação à próxima época, e na qual também me incluo. A razão dessa eventual descrença, deve-se a duas percepções.

A primeira percepção prende-se com as prestações da equipa nos jogos da pré-época.  De facto, nesses jogos a equipa mostrou-se pouco dinâmica, e com grandes dificuldades de finalização. Por isso é natural a preocupação de alguns adeptos.

A segunda percepção, deve-se às copiosas análises que são divulgadas pela Comunicação Social, através das quais vemos, ouvimos e lemos, a pomposa valorização dos nossos adversários directos, devido às suas "grandes" aquisições. Passando ao lado dos exemplos concretos, o que me tranquiliza é que percepções não são realidades.

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Apesar de termos perdido um trunfo de peso e de os adversários se estarem a reforçar com craques, de acordo com os conhecedores, continuo a acreditar que a estrutura desportiva do Sporting, não obstante alguns conhecidos condicionalismos, está a fazer o seu trabalho com profissionalismo.

O campeonato nacional que agora vai começar, é longo e sujeito a muitas peripécias. A regularidade vai ser um factor muito determinante. Enquanto adepto procuro ser realista e esperar para ver, sem descrenças nem euforias.

Talvez seja cedo para encomendar as faixas...

Hoje começa verdadeiramente a época, no que diz respeito a provas importantes. Veremos como aparece a equipa, com ou sem os novos reforços. Vai ser a primeira final de muitas outras. Penso que não veremos ainda a nossa equipa na sua plenitude, mas teremos alguns indicadores.

publicado às 01:35

Paciência de santo e nervos de aço

Naçao Valente, em 06.08.25

A preparação da época do Sporting foi prejudicada pela novela Gyökeres. Um assunto que começou a ser tratado após o final da época, foi-se arrastando até ao início da nova época pelas razões conhecidas. O encerramento deste complexo dossiê com o sucesso possível, exigiu da Direcção do Clube paciência de santo e nervos de aço, mas atrasou a resolução de outros dossiês.

Os alvos prioritários estavam bem definidos desde o fim da época e foram estabelecidos contactos formais com atletas e clubes, mas só se concluíram as negociações quando se encerrou a venda de Gyökeres. Esse facto atrasou a integração das novas aquisições nos trabalhos de preparação.

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Agora parece estar a desenhar-se mais uma novela no futebol sportinguista. Na imprensa em geral, mas nas televisões em particular, em debates repetitivos discute-se a eventual saída de Huljmand. Não sou grande adepto de teorias da conspiração, mas pela insistência no assunto até parece que há forças interessadas em desestabilizar o Sporting.

Os órgãos directivos têm mantido o silêncio e bem, mas não conseguem evitar que estas suposições cheguem ao plantel, que precisa de estar concentrado nos diversos objectivos. Esperemos que a Direcção, tal como no caso Gyökeres, mantenha a mesma paciência com nervos de aço. O momento é de união com o Clube e mais importante que andar a discutir sistemas. É uma época em que vai valer tudo e é tempo de deixar de parte guerras de alecrim e manjerona.

publicado às 01:34

Mais um "triste" domingo sem futebol

Naçao Valente, em 20.07.25

Mais um domingo sem futebol. Bastava esta frase para dar corpo ao título do post, porque para qualquer adepto, com mais ou menos fanatismo, o futebol é uma grande festa e para alguns quase a razão de viver. Hoje os jogos já não são apenas ao domingo, como quando comecei a seguir a modalidade. A evolução do futebol de um desporto amador ou semi-amador, para um desporto altamente profissionalizado, e transmitido em directo, faz do país um grande estádio.

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Apostava que os apreciadores do jogo da bola, estão como eu... “em pulgas” para que as competições comecem. Nos estádios, nos locais públicos, em casa, paramos tudo, ou quase, para “sofrer” com as peripécias do jogo do nosso clube. Em grande parte do século XX, se queríamos assistir ao jogo tínhamos que ir ao estádio, ou se não fosse possível, colar as orelhas aos rádios para ouvir o relato. Apesar disso, havia a mesma paixão, as mesmas alegrias ou tristezas. O que hoje é diferente é a utilização do jogo para descarregar violência e ódio sobre os adversários. A rivalidade apesar do clubismo, era mais civilizada.

No entretanto, a comunicação social para amenizar essa tristeza arranja alternativas para nos atazanar a mente, com as saídas e as entradas de jogadores, com as suas valias, os seus milhões, e com as peripécias que as envolvem. No nosso Clube a eventual saída do atleta Gyökeres tem sido a grande “novela” deste defeso. Quase todos os dias aparece um novo capítulo. E nós vamos alimentando a situação com as mais desvairadas opiniões. De concreto e realisticamente pouco sabemos do que se passa nos bastidores. Até parece que os principais protagonistas nos querem fazer sofrer. Sobre este caso, perdoem-me a ironia disparatada, mas chego a pensar que o jogador não quer sair e procura um motivo.

Quem me dera que volte depressa o jogo jogado. Segunda-feira há mais um jogo real e conto as horas para que chegue depressa. Sei que vou ter que sofrer com as peripécias do jogo, com as opiniões dos adeptos que vão do oito ao oitenta, como se viu no jogo anterior. Pode o amigo Rui Gomes distrair-nos com as imagens das belas sportinguistas, mas há lá melhor coisa que o jogo e o pós-jogo.

publicado às 14:30

História em imagens - 8

Naçao Valente, em 09.07.25

Conhecer o passado ajuda a compreender melhor o presente. Esta ideia pode parecer apenas uma “frase batida” mas encerra na sua simplicidade, a constatação de que o que somos hoje é resultado de um longo processo. Da mesma forma, o desporto tem uma longa história e o futebol como modalidade mais recente já existe há mais de um século.

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A fundação do Sporting Clube de Portugal remonta a Julho de 1906, embora tenha sido a continuidade de um projecto iniciado em 1902, remodelado em 1904, e assumido com a actual designação em 1906. Foi a mesma malta que queria ter um clube para jogar futebol, que está em todo o processo. Os irmãos Gavazzo são os primeiros impulsionadores, aos quais se seguiram os irmãos Stromp e José Alvalade, entre outros.

Embora a designação de Sporting Clube de Portugal fosse assumida em 8 de Maio de 1906, em Assembleia Geral, apenas foi assumida a partir de 1 de Julho. No entanto, foi na Assembleia Geral do Campo Grande Sporting Clube, em 8 de Abril, que se deu o primeiro passo com a cisão entre adeptos da prática desportiva e os de convívios (festas e piqueniques), o que levou à maioria dos fundadores, a sair dessa colectividade para fundar o Sporting Clube de Portugal designação definitiva até aos dias de hoje.

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A primeira Direcção foi constituída pelo Visconde de Alvalade (presidente) José Alvalade (vice-presidente) e ainda Frederico Ferreira, Henrique Leite e José Gavazzo. O primeiro campo de jogos foi no campo das Mouras, num terreno cedido pelo visconde de Alvalade, na zona da hoje designada Alameda das Linhas de Torres. O primeiro equipamento era constituído por camisola, calções brancos e meias pretas. A partir do ano de 1910 começa a aparecer a cor verde.

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Como em tudo na vida o Sporting Clube de Portugal, nesta muito longa viagem, teve altos e baixos, mas desde cedo começou a afirmar-se como um clube vencedor que veio para ficar.

publicado às 14:30

História em imagem (7)

Naçao Valente, em 30.06.25

A época que terminou fica gloriosamente marcada na história do Sporting pela conquista do Bicampeonato e da Taça de Portugal, a chamada dobradinha.

Feito sem dúvida notável, tendo em conta o poder dos adversários directos. Foram vitórias “limpas” conquistadas apesar de múltiplas adversidades, como a mudança imprevista e forçada de treinadores, e o elevado número de lesões contraídas pelo plantel. Parabéns a todo o plantel e às equipas técnicas, assim como à estrutura desportiva.

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Para encontrarmos um feito semelhante, no que diz respeito á conquista do bicampeonato temos de recuar até à época de 1951/52, sendo treinador Randolph Galloway, presidente António Ribeiro Ferreira e um plantel com grandes jogadores. O campeonato só começou a decidir-se para os leões, no dia 2 de Março no Estádio Nacional com uma vitória sobre o Benfica por 3-2. O jogo bateu todos os recordes de bilheteira (536 contos). Depois desta vitória, o jogador Passos atirou o seu equipamento ao ar dizendo, “somos campeões” o que viria a acontecer a 6 Abril frente ao Barreirense. A equipa tipo era constituída por Carlos Gomes, Amaro, Manuel Passos, Caldeira, Veríssimo, Armando Barros, Vasques, Travassos, Albano, Jesus Correia e Martins.

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Este foi o ´segundo bicampeonato já que o primeiro tinha sido conquistado em 1946/47. A seguir a este segundo “bi” seguir-se-ia o tricampeonato e o “tetra”. Esperemos que está série de conquistas continue e que a previsão de Pedro Gonçalves se concretize.

Fontes: Site oficial do Sporting Cube de Portugal e Almanaque do Leão; autor, Rui Miguel Tovar.

publicado às 14:30

"BI" Até ao lavar dos cestos é vindima

Naçao Valente, em 09.04.25

Apetece recordar uma frase batida.  No futebol passa-se muito depressa de bestial a besta. Depois do empate com o Braga, esta afirmação aplica-se plenamente aos comentários que fui lendo, quase sempre fruto de abordagens sem fundamentos analíticos e pautados pela emoção.

Vou lembrar o seguinte: quando Rui Borges chegou ao Sporting CP, o Clube estava atrás dos “benfas”, e já não era a equipa deixada por Amorim. Tinha perdido dinâmicas, pela mudança da equipa técnica e pela perda de jogadores fundamentais, pela baixa confiança, a que acresce cansaço e uma onda progressiva de lesões de menor ou maior duração.

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Apesar de ter de gerir uma situação complicada, o treinador Rui Borges, ainda recuperou pontos, graças a resultados positivos da equipa e resultados negativos dos principais adversários. É verdade que foi perdendo pontos, perante equipas inferiores, devido a erros individuais e infantis, cometidos desnecessariamente. Lembro, como exemplo, o jogo com o Arouca onde se ofereceu um golo no início e outro num penálti, e ainda uma expulsão de bradar aos céus.

Sendo o futebol um jogo colectivo, mas que vive de actuações individuais, que culpa tem o treinador, de desconcentrações defensivas dignas de amadores, de falhas de golos construídos, de más decisões no último passe. Que pode fazer o treinador, este ou outro qualquer, quando olha para o banco, e só vê jovens inexperientes. Apesar disso, manteve até agora a equipa na frente, e continua na luta pelo primeiro lugar. Com as mesmas condições quem faria melhor? Como exemplo veja-se Guardiola ou Amorim na Inglaterra.

Criou-se muita esperança no “bi” e com razão, em função do arranque do campeonato, mas sempre disse que o campeonato é uma maratona que só se ganha no fim. Apesar do último revés, continuo a pensar da mesma maneira, porque até ao lavar dos cestos é vindima. Seja qual for o resultado final, não tenho dados concretos que apontem a responsabilidade apenas ao treinador, antes pelo contrário. Mesmo tendo de jogar com meia equipa de jovens e suplentes, tem continuado no topo.

Fico muito contente se conseguirmos ganhar este campeonato, e acredito que é possível, mas não é um caso de vida ou de morte, porque não é assim que analiso o futebol. Sabem o que me preocupa? É ganhar um campeonato de vinte em vinte anos. Se ganharmos dois seguidos, maravilha, mas se mantivermos, um ano sim e outro não, assino por baixo. Significa que estamos a criar uma equipa competitiva, de forma regular e não apenas em fogachos. Isso exige estabilidade. Se Amorim tivesse sido despedido no primeiro ano no Sporting depois do quarto lugar, ou se tivesse sido dispensado, no ano em que voltou a ficar em quarto, teríamos ganho os dois campeonatos?

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Eu, porque ainda tenho alguma memória, não gostaria nada de voltar a ver o meu Clube, relegado para uma situação secundária durante vinte anos, por erros de gestão financeira e desportiva, alguns proporcionados pela irracionalidade dos adeptos. Seja qual for o resultado, o actual treinador, merece uma oportunidade, como aconteceu com Amorim. Na minha perspectiva, tendo em conta as circunstâncias, tem feito um trabalho positivo, não isento de erros, porque é humano. Se o futebol vier a ser comandado e jogado por robôs, talvez desapareçam os erros, mas creio que perderá o seu encanto.

P:S: Tem-se discutido muito a entrada de Harder mais cedo. É uma questão pertinente, mas lembro-me de o ver como titular na ausência de Viktor Gyökeres, e não me lembro de grandes exibições, mas ainda é muito jovem e tem margem de progressão. Uma questão discutível é porque se retrai a equipa ao fim de quarenta minutos. Nunca me apercebi que foi o treinador que os mandou parar. Para além de eventual quebra física, Debast não é Pote, nem Morita. É um central adaptado a médio. Realismo!

publicado às 02:04

Num post publicado aqui ,ontem, pelo Rui Gomes, debateu-se o assunto da venda de activos do Sporting CP, incluindo as concretizadas e as que se poderão concretizar. Falou-se de milhões, de muitos milhões. Um hipotético observador, que não conhecesse esta realidade, poderia chegar à conclusão de que o Sporting é uma empresa de investimentos financeiros. Mas quem participou no debate sabe, que para além disso, e antes disso, o Sporting é um clube desportivo. A discussão que se gerou, inspirou-me a fazer uma abordagem mais abrangente.

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Sabemos que o Sporting CP é acima de tudo um clube desportivo, e foi para exercer essa actividade que foi fundado há mais de cem anos, primordialmente como clube de futebol. Nos primórdios desse desporto no nosso país, o Clube foi pioneiro, e começou a existir devido à enorme vontade de alguns jovens, que gostavam de jogar à bola, sendo essa a sua motivação. Foi o tempo onde se andava de balizas às costas, para jogar em descampados, apenas pelo gosto de o fazer.

Muita água correu debaixo das pontes desde essa época fundadora. A história está feita e é conhecida. Como desporto amador, o futebol depressa se implantou pela vontade dos praticantes, mas também pela sua capacidade de captar espectadores, motivados pela sua espectacularidade.  Do amadorismo, passando pelo semi-amadorismo, depressa se chegou ao profissionalismo. Do espectáculo que atraía multidões, chegou-se a um negócio que move milhões.

O prazer de jogar e ver jogar, assim como as paixões que move, continuam iguais, mas a sua capacidade para gerar receitas, depressa o transformou num negócio que vai para além da prática desportiva, de tal modo, que existe uma separação entre ricos e pobres, confundindo-se uma modalidade desportiva com especulação financeira.

O Sporting CP continua a ser, na minha perspectiva, um clube desportivo eclético, mas que deve a sua grandeza ao futebol, à sombra do qual foi crescendo ao longo dos anos. Ser jogador de futebol, é hoje uma profissão muito bem remunerada, e cobiçada por muitos jovens, cujo objectivo, para além do gosto de jogar, é chegar a profissional, e conseguir atingir os mais altos patamares da glória e da riqueza.

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Portanto, o grande amor à camisola, e o puro “gosto” pelo jogo, está nas calendas dos seus primórdios. Daí os futebolistas hoje serem activos, que valem muitos milhões. Daí os clubes terem de gerir esses activos, de forma a rentabilizá-los, para conseguir receitas e equilibrar as suas contas. Daí parecer que um clube se confunda com uma empresa financeira. Daí que fique claro que apesar disso, o Sporting CP continua a ser um clube desportivo, que para além do futebol, presta um importante serviço público à sociedade, com as suas várias modalidades, e que permite que centenas de cidadãos, utilizem os seus espaços para praticar educação física.

E se hoje a valorização de activos e as suas vendas são uma grande fonte de receitas, entre outras, temos que acentuar que essa não é a razão da existência do Clube. E nesse aspecto convém separar as águas. O que os adeptos mais esperam e o que os mais apaixona, são as competições desportivas e os seus resultados.

Como a pescadinha de rabo na boca, as duas vertentes estão ligadas, as vendas são um mal necessário, no contexto em que vivemos, mas que não se coloque a vertente financeira, em pé de igualdade com a vertente desportiva, mas antes ao seu serviço. No fundo, sendo um mal necessário, que se subordine ao que é essencial.

publicado às 03:04

Uma das características do ser humano, do ponto de vista emocional, é a paixão, mas que no futebol atinge níveis exagerados. Assim transformam-se discussões que deviam ser civilizadas, em confrontos, por vezes violentos e desajustados.

A avaliação dos treinadores, por exemplo, é frequentemente feita de forma irracional. O principal critério dessa avaliação pelos adeptos, são os resultados. Enquanto a equipa ganha, o técnico é bestial, mas se não ganha passa num ápice a besta. Embora esta norma seja geral, vou concentrar-me no que se passa no Sporting, por ser o clube que apoio e que sigo com mais atenção. Quando Rui Borges chegou ao Clube, este tinha sido ultrapassado pelo Benfica na classificação geral, em função do que se passou, após a saída de Ruben Amorim.

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Passado algum tempo, o Sporting estava de novo isolado, com seis pontos de avanço sobre o segundo, apesar de ter perdido vários jogadores fundamentais, chegando ao ponto de neste último jogo, ter jogado com jogadores adaptados ou trazidos da equipa B, na zona do meio campo. Para além disso, nota-se muito bem desde a segunda metade do campeonato, que os jogadores mais utilizados que continuam a jogar, estão fisicamente esgotados, com respeito pelos que acham que não estão sujeitos a essas mundividências porque são super-homens.

Mas para além do cansaço e da ausência dos chamados “peso pesados” aconteceram nestes dois últimos jogos, erros infantis a roçar a estupidez. Huljmand, no jogo anterior, fez um penálti desnecessário e a seguir comete uma falta para segundo amarelo. No jogo com o Aves, repetiu-se a mesma cena com Diamondé. Porquê? O certo é que se desperdiçaram seis pontos em três jornadas!

Nota-se que a equipa recua no terreno na segunda parte. Porquê? De forma deliberada ou por incapacidade? Ao contrário de algumas análises que leio por aqui, não me parece que seja deliberada, mas fruto de diversos factores, como incapacidade física e falta de força mental. Como é possível perder pontos preciosos, no último minuto do prolongamento? As responsabilidades devem ser devidamente repartidas por toda a estrutura, não criando bodes expiatórios, e analisando com serenidade e bom senso. Há erros e erros. Uns são evitáveis, outros nem por isso.

Sem ser optimista, nem pessimista, apenas realista, concluo que a situação não está fácil. A equipa continua bem desfalcada, as arbitragens, ao contrário do que aqui leio, nalgumas opiniões, têm-nos prejudicado, e os erros comprometedores, persistem. Quero acreditar que com a recuperação dos nossos melhores, a equipa poderá voltar à sua antiga dinâmica, de modo a continuar na luta até ao fim. Desde o início que digo que a conquista da prova só está garantida quando chegarmos à "meta". E também gostaria que algumas análises sobre a situação não se baseassem unicamente em percepções unívocas, mas em diversos factores conjugados. No futebol, como noutras áreas, as coisas não são a preto e branco, como as paixões que nos dominam.

publicado às 03:03

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