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Apoiem o Sporting !

Naçao Valente, em 10.10.18

 

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Os sócios votantes escolheram, por maioria, Frederico Varandas para dirigir o Sporting. Se foi a melhor escolha entre as disponíveis só o tempo o dirá. O Presidente Varandas está no exercício das suas funções há cerca de trinta dias. Ainda nem teve tempo para conhecer os cantos à casa, de estudar os complicados dossiês que tem que resolver, e já andam no ar poeiras de contestação.

 

O Presidente e a Direcção têm nas mãos, entre outros dossiês urgentes, o problema das rescisões, o lançamento do empréstimo obrigacionista, e a necessidade de conseguir meios financeiros para gerir o dia a dia. A importante questão da resolução das rescisões é, no imediato, a melhor forma de conseguir dinheiro para satisfazer compromissos. O pior que pode acontecer, é deixar arrastar, por anos, os processos nos tribunais, sem ter a certeza de os poder ganhar.

 

A situação financeira do Sporting é muito difícil. Exige medidas imediatas. Contudo, os adeptos concentram-se num mar de discussões - com todo o respeito - de "lana caprina", com questiúnculas à volta da prestação da equipa principal de futebol, que apesar da situação existente, vai fazendo o seu percurso. Compreendo a ansiedade do adepto por títulos, mas não se pode ignorar a situação real em que se encontra o Clube.

 

O ex-candidato Ricciardi, passado um mês, sublinhe-se, veio a terreiro pôr mais achas na fogueira. A sua intervenção tem duas faces. Uma em que descreve a situação financeira do clube, que tem o condão de alertar os associados para as sérias dificuldades que existem, e que parecem ignorar, outra, onde ataca o Presidente eleito, quase o responsabilizando pela situação de que não é responsável. Como sportinguista, melhor faria, em se disponibilizar, para ajudar esta Direcção, com o fez em relação a anteriores. Mas o espírito de vingança prevalece. Mesquinho. E digo-o com toda a propriedade, pois cheguei a ter simpatia pela sua candidatura.

 

O Sporting é um Clube mesmo muito grande. Só assim se explica que vá resistindo, a este permanente espírito de "harakiri".

 

Muitíssimo pior do que os nossos adversários, são os amigos internos, que consciente e inconscientemente, se degladiam em lutas fratricidas. Não é hora de dissensões, é hora de união para recuperar o Clube. Não há bons resultados no plano desportivo, sem finanças sólidas e sem unidade na acção. Era aí que se deviam concentrar as energias. O sucesso desportivo é uma consequência.

 

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publicado às 17:30

Respeitem o Sporting !

Naçao Valente, em 09.10.18

 

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Uma derrota, e cai-nos o céu em cima da cabeça. Até parece que o Mundo vai acabar. E sem considerar quaisquer circunstâncias relevantes, só há um culpado. O treinador. Está encontrado o proverbial cordeiro do sacrifício. É um frouxo , vale zero e outros epítetos, sem consistência, que tenho pudor em reproduzir. Compreendo que a vida seja difícil, que se acumulem frustrações, mas não descarreguem no elo mais fraco. Usem-nas no sentido positivo.

 

Para as memórias curtas relembro: estamos a quatro pontos dos primeiros, e a dois do campeão em título, no início do campeonato, começámos bem a Taça da Liga, estamos, praticamente apurados para a fase seguinte da Liga Europa. Empatámos na Luz, perdemos em Braga. Quero ver se outros grandes vão lá ganhar. No entanto, primeiro de fininho, agora, após a esta derrota, em crescendo, pede-se a imolação do técnico. Quero crer que a amostra, que passa neste blogue, e de forma mais activa nas redes sociais, não passe de uma minoria ruidosa. Para bem do Sporting.

 

Observo, ouço, leio, leigos da bola, e analistas profissionais de futebol, imparciais, e tiro das suas palavras a seguinte conclusão: Peseiro foi corajoso ao pegar na equipa, e está a fazer um bom trabalho, com a sua reconstrução, paulatinamente. Precisa de tempo e não lho querem dar.

 

Para as memórias mais curtas volto a relembrar. No pós Alcochete, saíram nove jogadores, sendo uma maioria, titulares. Dessas saídas, foram recuperados apenas três. Na actual equipa, do plantel titular da época anterior sobram: Coates, Mathieu (lesionado), Bruno Fernandes, (em baixa de forma), Acuña, Battaglia, Bas Dost (lesionado). Destes, os que jogam, contam-se pelos dedos de uma mão.

 

Dos que foram contratados esta época jogam Gudelj, Nani, Raphinha e, aos soluços, Diaby. Ainda sobra um dedo de outra mão. A maioria são segundas linhas, que não jogavam na equipa anterior. É com esta equipa de segunda linha que querem milagres? A culpa de piores prestações é só do treinador?

 

A equipa joga com um defesa central de qualidade, e dois laterais fracos. Tem um meio campo que vai defendendo, mas que tem medo de ter a bola e não tem apetência para atacar. Na frente, salva-se Nani pela experiência, Raphinha pela qualidade, Jovane pelas potencialidades, mas em aprendizagem. Ponta de lança zero. Montero não desempenha essa função. E querem milagres?

 

Perdemos com o último classificado? Foi um mau jogo, e numa prova longa, outros haverá, para todas as equipas.Sugiro que acompanhem esta equipa do Portimonense. É das equipas ditas pequenas, a que joga melhor futebol. Tem jogadores de boa qualidade no ataque. O lugar onde está é mentira. Está a melhorar dia a dia. E estou curioso para ver os outros, ditos grandes, quando jogarem em Portimão.

 

A crítica a uma equipa de futebol, deve ser feita num todo coerente. Não depende apenas de quem a treina, de quem a dirige, depende da sua qualidade, das circunstâncias que envolveram a sua constituição, do tempo que teve para assimilar processos e rotinas, dos adversários que defronta, das condições físicas de cada momento e por aí fora. Atribuir responsabilidades apenas ao treinador., é como analisar a floresta a partir de uma única árvore. 

 

Esta perseguição cega ao actual treinador não é crítica, séria e honesta. É maldizer, bota-abaixismo, preconceitos em relação a uma pessoa que se chama Peseiro. Como disse um comentador televisivo, deve ter sido o único treinador que não teve estado de graça. Não merece este julgamento.

 

Aceitou pegar numa "não equipa", e com o que lhe foram facultando, aos bochechos, foi-a construindo, e muito pragmaticamente.  Sabendo do que dispunha, foi  jogando para os resultados. Não merece a sanha dos catedráticos de futebol que por aqui pululam, e que espremida toda a sua sapiência futebolística, apresentam uma mão cheia de nada, e outra de coisa nenhuma.

 

O treinador merece, destes adeptos, mais respeito, até porque, ao contrário do que pensam nas suas convicções persecutórias, com fundamento duvidoso, também não respeitam o Sporting.

 

P.S.: Na página de Facebook do Clube, a máquina de propaganda brunista continua activa, dominando o debate. Está a fazer trabalho de sapa para o regresso do destituído, como já tinha feito antes. E o que fazem os nossos adeptos? Concentram-se nas guerras de alecrim e manjerona, e embarcam na propaganda pré-programada. Na minha modesta opinião, o destituído não é carta fora do baralho. Estou a ficar preocupado. Pelo Sporting.

 

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publicado às 05:17

Tolerância zero

Naçao Valente, em 27.09.18

 

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No mundo do futebol depressa se passa de bestial a besta. Manuel José dixit, com toda a propriedade. No caso do treinador José Peseiro a regra nem se aplica, pela simples razão que nunca teve período de graça. Desconfiança e descrença marcam a sua contratação. Nem o facto de o Sporting estar num estado quase catatónico, sem dinheiro, sem equipa, e com recusas de outros técnicos, deu para admirar a sua coragem, assinando um contrato muito precário.

 

Para Peseiro a tolerância é zero, pelo menos por parte de alguns sportinguistas. Ontem, num texto aqui transcrito de outro blog, foi apresentada uma análise correcta, na minha perspectiva, da saga contra o treinador, desvalorizando a sua competência e criticando (acriticamente) as suas opções tácticas. A palavra chave para alguns mais radicais, é RUA... já. Tenho assistido a muita crítica absurda, mas como esta não me lembro de ter visto.

 

Desde que assumiu as suas funções, José Peseiro teve que correr contra o tempo, com um plantel amputado de jogadores fundamentais. A pouco e pouco, discretamente, com trabalho e humildade, foi construindo uma equipa, que foi recebendo alguns "reforços" a conta-gotas. Sete jogos depois foi somando pontinhos, uma vezes com mérito, outras com alguma sorte. Havia quem augurasse uma hecatombe na Luz. Não aconteceu. Em Braga o mínimo exigível era a vitória, como se o treinador dispussesse de um plantel excepcional.

 

Dezasseis anos sem ganhar um título e não assisti a uma tamanha rejeição em relação a qualquer técnico. Nos últimos três anos, investiu-se como poucas vezes, em jogadores de gabarito. Pagou-se um ordenado milionário a um treinador, e os resultados foram uma mão cheia de nada e outra de quase coisa nenhuma. No entanto, os adeptos assanhados contra Peseiro, tiveram então uma paciência de santo.

 

Com a "matéria-prima" de que dispõe, Peseiro construiu a equipa possível, uma equipa lutadora e empenhada. Não joga com nota artística, nem pode, pois faltam-lhe artistas. Mas joga na eficácia e só graças a isso se vai mantendo perto dos primeiros lugares. Em Braga perdeu, mas tivesse havido mais eficácia na finalização e poderia ter ganho.

 

Considero, porém, que a equipa pode melhorar com mais entrosamento, e quando puder dispor de jogadores que têm estado indisponíveis. Considero que pode melhorar com o apoio de todos os sportinguistas. O que menos precisa é do "bota-abaixismo" que aqui e ali vai aflorando, por profetas da desgraça, há muito à espera de uma derrota.

 

O que não se exigiu, com melhores condições, ao longo dos anos, a vários treinadores, exige-se agora à nova equipa técnica. Se não quiserem ajudar, não compliquem. Deixem trabalhar o Peseiro. As contas fazem-se no fim. E quem sabe se não terão uma surpresa.

 

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publicado às 03:19

Chutar para canto...!

Naçao Valente, em 19.09.18

 

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O problema fundamental é que os clubes de futebol, sobretudo os que têm mais adeptos, têm gozado de quase total impunidade, no que concerne ao cumprimento das normas estabelecidas quer ao nível desportivo, quer ao nível das leis da República.

De facto, os poderes instituídos evitam meter-se no vespeiro do futebol deixando-o em roda livre. O que em certo sentido se explica, pelo receio que os clubes utilizem como arma de arremesso, os milhares de adeptos/votantes, sempre reactivos à partidarize clubística.

Para além disso, usando a predisposição emocional dos mesmos adeptos, tecem uma teia de interesses que mina toda a sociedade. E sabendo da quase impunidade de que dispõem, colocam-se acima da lei e agem como um estado dentro do estado.

Alguém viu algum adepto do FC Porto revoltar-se, com honrosas excepções, com o Apito Dourado? Alguém espera ver um adepto benfiquista, revoltar-se com o e-Toupeira? Com honrosas excepções, todos chutam para canto. Para o adepto o clube é como uma religião, não se pode pôr em causa. O que o adepto quer é comemorar títulos, independentemente, de ser ou não com resultados viciados.

Não deixa de ser engraçado, sem ter graça alguma, ver os adeptos que criticaram, com propriedade, o Apito Dourado, fazerem agora de peixe morto, com o caso e-Toupeira. É por estas e outras que o futebol português não sai do proverbial lamaçal. E não sairá, enquanto estiver na mão de dirigentes sem escrúpulos, e enquanto a Justiça não usar, sem tibiezas, de mão pesada.

 

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publicado às 03:18

E depois do adeus

Naçao Valente, em 11.09.18

 

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"E depois do adeus" foi a canção escolhida para servir de senha ao arranque do movimento militar que iria derrubar, em 25 de Abril de 1974, o regime totalitário que governava Portugal. Começou então uma nova era com repercussões profundas no nosso país. No entanto o mundo do futebol resistiu a essa mudança positiva.

 

A eleição da nova direcção do Sporting, depois de um processo que pretendia a ocupação totalitária do Clube, não é um "25 de Abril a nível clubístico", embora ele seja necessário para o todo do futebol nacional. Não deixa apesar disso de representar uma mudança significativa, num caminho que conduziria à destruição da instituição SCP.

 

A primeira conclusão a tirar desta mudança é que os sportinguistas deram uma exemplar lição de civismo, ao mesmo tempo que recusaram o aventureirismo brunista. Ficou claro que a anterior Direcção, no meio de constantes ilegalidades, foi derrotada duas vezes. Uma na AG destitutiva e outra, pela larga participação, neste acto eleitoral.

 

Não sendo partidário de qualquer forma de vingança, acho de elementar justiça a expulsão do anterior Presidente, que mesmo depois de afastado pelos sócios, de forma democrática, continuou a ensombrar o clube, colocando em primeiro lugar os seus interesses pessoais, E se não lhe for retirada a condição de sócio pode continuar a fazê-lo.

 

Os sócios votantes escolheram para Presidente o candidato Frederico Varandas. É, a partir de agora o Presidente de todos os sportinguistas, independentemente das opções que antes tomaram. Depois de anos de desunião fomentada  pela Direcção anterior, chegou o momento de nos unirmos em prol dos interesses do nosso clube. Sem essa unidade não é possível reerguer o Sporting da situação em que se encontra.

 

A tarefa desta Direcção é quase ciclópica. Resolver problemas financeiros imediatos, criar as condições económicas para manter as equipas competitivas, exige grande rigor. Confio na competência dos elementos que constituem a Direcção, mas a recuperação será tanto mais fácil, quanto os adeptos mostrarem a capacidade de compreender que é preciso dar tempo a quem tem que resolver problemas complexos.

 

E depois do adeus a um período que nem deve ser lembrado a não ser como lição do que não pode acontecer, é fundamental ter confiança na equipa escolhida pelos associados. Mas lamento dizer que quando o andor ainda nem saiu da igreja já se notam alguns sinais de "bota-abaixismo", uns mais, outros menos velados, como por exemplo, à menor capacidade oratória do eleito. O que é necessário é acção.

 

Bem precisa esta Direcção, para além de trabalho, de muita sorte para conseguir levar o barco a bom porto, para que as vozes dissonantes não consigam sair da surdina. As vitórias apenas se tornarão uma constante, quando todos remarmos no mesmo sentido.

 

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publicado às 05:05

Hoje é dia de escolher

Naçao Valente, em 08.09.18

 

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Depois de um período de turbulência interna o Sporting vai hoje a eleições. E não se pode dizer que não há candidatos para vários gostos. Mas exceptuando três, os outros, na minha opinião, servem apenas para compor o proverbial ramalhete. Isso não significa desprimor, pois trouxeram ideias para enriquecer o debate e que o vencedor poderá aproveitar.

 

Tudo aponta para que a disputa final se dê, por ordem de intenção de candidatura, entre Varandas, Benedito e Ricciardi. Já aqui manifestei, em comentário, a apreciação para cada um deles. Não assumi, nem assumirei. publicamente, qualquer opção pessoal. Sei que, por razões diversas, a opção não é fácil e vai haver indecisão, por parte de alguns votantes, até ao acto de votar.

 

Ganhe quem ganhar será o presidente de todos os sportinguistas e enquanto exercer as suas funções com elevação, correcção e respeito, fazendo o seu melhor em prol do clube, deve merecer o apoio de todos.

 

Em termos genéricos, o perfil de um presidente de uma instituição como o Sporting CP, deve enquadrar-se em alguns princípios básicos: estabilidade e inteligência emocional, carácter, competência social, honestidade, criatividade, e capacidade de liderança e de decisão.

 

Quem corresponder a este leque de princípios tem, à partida, condições para vir a ser um bom presidente, para além de outros atributos específicos, que possa possuir.

 

A campanha eleitoral, onde aconteceram, como é natural, algumas picardias, acabou. Hoje é o dia de escolher uma equipa digna de dirigir o Sporting durante quatro anos. Que cada votante exerça o seu voto em consciência, sem preconceitos, pensando apenas no que será melhor para o Clube.

 

Amanhã será um novo dia, em que a disputa desportiva tem de ser apenas com os nossos adversários.

 

P.S.: Não posso deixar de expressar o meu agradecimento aos órgãos sociais que durante dois meses dirigiram e estabilizaram o Sporting. Obrigado pelo excelente trabalho.

 

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publicado às 10:59

Formação e fidelidades

Naçao Valente, em 27.07.18

 

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Tem sido assunto de muita polémica as rescisões de nove jogadores do Sporting, no fim desta época desportiva. É ,no entanto, um caso tão insólito quanto raro, e que só foi possível na sequência do delírio "tremendus" que atingiu o presidente destituído a partir do mês de Março. Não tivesse acontecido esse desvario, o Sporting teria todo o seu plantel, e estaria a negociar, normalmente, as vendas de alguns desses activos.

 

Comentadores do Camarote põem todo o ónus de culpa nos jogadores, esquecendo a origem principal desses acontecimentos. Os jogadores foram acusados de ingratos, quiçá de traidores. Ídolos que passaram num abrir e fechar de olhos de bestiais a bestas.

 

Compreende-se na perspectiva da irracionalidade do adepto, mas não tem cabimento algum numa análise racional, onde se devem considerar razões objectivas. Decerto que terá havido motivações variadas, e admito que alguns se tivessem atrelado ao carro das rescisões sem reais motivos que o justificassem.

 

Esta situação levanta, porém, uma discussão que tem a ver com os direitos de formação, por terem aqui sido usados como argumentação para condenar os atletas em causa, a um grave crime de "lesa pátria". Os direitos de formação estão regulamentados, os formandos têm contratos assinados com o clube formador, seja ele qual for, e dele constam direitos e deveres. Nenhum desses contratos implica uma espécie de fidelidade, tipo feudal, em que o formando, se obrigue a nunca poder denunciar o contrato, estando amarrado por direitos de formação. Afinal vivemos ou não numa sociedade livre?

 

Mas a questão dos direitos de formação merece outra reflexão. Diz-se que o Clube gastou imenso dinheiro com essa formação  e que deve ser ressarcido. Não passa de uma meia verdade. Eu gostaria de saber quantos dos milhares de formandos que passam pelos clubes dão em termos financeiros qualquer contrapartida. Certamente uma pequena minoria. A maior parte destes formandos vai-se perdendo pelo caminho, e apenas um número muito reduzido chega a profissional, e um número ainda mais reduzido garante retorno financeiro. Podem-se contar pelos dedos das mãos, os que deram retorno assinalável. Com todos os outros, tirando a sua participação em provas dos escalões em que actuaram, só constituíram despesas.

 

E quando futebolistas como Gelson, Rui Patrício, William, Podence, Leão ,apenas para referir os que estão envolvidos nestas rescisões, têm valor de mercado considerável, pela sua qualidade, nós adeptos devíamos estar-lhe gratos, pois são a tal e reduzida minoria que irá realmente "pagar" e bem o dinheiro gasto. E volto a repetir, se chegaram a este patamar, não foi somente pela formação em si, mas pela sua qualidade. E quando partem para outras paragens, independentemente da mais valia que geraram, já acrescentaram muito valor ao clube que os formou, e neste caso específico à marca Sporting.

 

Foi o que aconteceu com os referidos atletas, que embora tenham apresentado rescisão, pelas razões conhecidas, têm estado abertos a negociações, entre o seu clube formador e o que os pretende contratar. Como estas correm para o clube é uma situação que já os ultrapassa, mas estou convicto que ficarão satisfeitos, se este fizer um bom negócio. Claro que, numa outra vertente, procuram melhorar a sua condição profissional, mas isso é inerente à ambição de qual quer trabalhador. É verdade, que pelo meio, há os empresários que gerem a sua carreira, e que também tiram bons proventos. É a realidade que existe e existirá, enquanto o dinheiro, comandar o mundo.

 

Em conclusão, parece-me uma injustiça gritante para estes atletas, a forma como foram tratados pela irracionalidade de alguns adeptos, que vivem fora do tempo, e ainda confundem relações livres de trabalho, com relações de tipo feudal, para mais assentes na falácia da formação, e num tipo de fidelidade que não existe, noutros tipos de actividade. 

 

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publicado às 04:18

Assombração III (um pouco de pudor)

Naçao Valente, em 21.07.18

 

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As fidelidades podem ser um acto nobre. Mas há fidelidades, levadas ao absurdo, e difíceis de entender. Eu apenas as compreendo num espírito de fundamentalismo religioso. Este intróito serve para me referir aos fanáticos, que aqui no Camarote Leonino, continuam a aparecer para defender o presidente destituído por volta de setenta por cento de votos expressos em AG, e depois de ter infringido os Estatutos e de ter causado um enorme prejuízo na SAD e no prestígio do clube.

 

Houve um comentador que até nos acusou de não deixarmos de nos referir à personagem. Bem gostaria de o fazer, mas o facto é ele que insiste em desestabilizar o clube que diz amar. De facto, mesmo suspenso de sócio, continua a cometer ilegalidades atrás de ilegalidades. Insiste em apresentar candidatura  quando sabe, certamente, que não pode fazê-lo, nem poderá nestas eleições, se for feita justiça, em relação ao processo a que está sujeito.Queremos virar a página, calmamente, mas a assombração não deixa.

 

Como se tem dito está "morto" mas não aceita, e persiste como fantasma, no momento em que gente séria e honesta, está a fazer tudo para limitar os danos que provocou. Que não tem um pingo de vergonha na cara e que não conhece a palavra dignidade já está mais que provado. Mas para além disso, continua a passar todos os limites. Abandonado até pelos seu fiéis acompanhantes pigmeus, rodeia-se de toda a escória a que se pode agarrar. Pessoas de duvidoso sportinguismo, dispostos a vender a alma ao diabo por trinta dinheiros. O espectáculo indecoroso que estão a dar na comunicação social, seja "correios da manhã" ou outros, trocando mimos e acusações, só desprestigiam o clube e a sua grande valia, a marca Sporting. Quem ama o clube, sujeita-o a este lavar de "roupa mal.cheirosa" apenas por causa de eventuais lugares à mesa do seu orçamento?

 

Consta que mesmo não tendo condições para se candidatar, se apresentam nos núcleos para fazer campanha eleitoral. E como é possível que haja alguns que ainda recebem esta gente fora da lei? Não tiveram conhecimento do que aconteceu no dia vinte e três de Junho? Não sabem da situação dos destituídos? Embarcam na mesma ilegalidade? 

 

No meio desta "prostituição" não poderá haver,ao menos, um pouco de pudor? Um pouco de respeito pelo Sporting?

 

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publicado às 11:00

Assombração II

Naçao Valente, em 13.07.18

 

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...Os sócios votaram esclarecidamente e disseram que querem o fim do pesadelo. Mas a assombração não quer deixar os corpos gerentes recuperarem o Sporting e instalarem a normalidade. Deste modo, é difícil reverter a perda de activos ou o seu valor e é difícil lançar a época com tranquilidade.

 

Post de 26/6/2018 

 

Depois de vários anos de um caminho que aurava que ia acabar mesmo mal, aconteceu o desfecho trágico que colocou o Sporting num desvario que o bom senso de uma maioria conseguiu travar. Os sócios mobilizaram-se como nunca tinha acontecido, de Norte a Sul do país, e disseram claramente não ao populismo e à deriva ditatorial. Respirou-se de alívio. Mas ainda a destituição estava quente e já o destituído tinha deixado de ser adepto sportinguista e tinha voltado a ser, em menos de meia dúzia de horas. Escrevi então que o Clube estava sob o domínio de uma assombração.

 

Contra a vontade dos profetas da desgraça começaram a viver-se tempo de tranquilidade. A Comissão de Gestão, composta por gente séria, e com serenidade, começou a arrumar a casa e a preparar a nova época, para entregar o clube estabilizado à nova direcção. Passo a passo, foi resolvendo dossiers difíceis, ao mesmo tempo que se entrava num período de normalidade.Pensei então que o lamentável passado tinha acabado e que o Sporting, como grande instituição tinha virado a página. Perante os últimos desenvolvimentos não sei se assim será.

 

A grande assombração voltou, e voltou em duplicado. Dividiu-se para assim tornar ainda mais extensa a nuvem negra que assola o Clube. A pretensa e dupla candidatura de dois reconhecidos golpistas unidos e destituídos, pode não passar de uma tentativa de causar confusão e medo, mas contribuirá para desestabilizar e complicar a vida a quem está a fazer todos os esforços, para recuperar o Clube do fosso onde o meteram.

 

Possivelmente não passam de meros fantasmas, que ainda não perceberam que não têm existência real. No entanto, insistem em  pairar,com o seu cortejo de fanáticos de duvidoso sportinguismo, sobre a vida do clube, ao qual não são leais, se não, depois de terem ouvido um não rotundo na AG, ter-se-iam afastado.

 

Outras assombrações de reconhecido menor impacto estão porém a complicar todo o processo eleitoral. No meio de algumas candidaturas com seriedade, proliferam outras fantasmas, umas já anunciadas, outras em vias de o ser. Não trazem nada de novo, e não consigo perceber ao que vêm. As hipóteses de ganhar são iguais a zero.

 

Alguns exemplos: O que move Dias Ferreira, que prestou bons serviços ao Sporting, mas cujo tempo já passou? O que move  Zeferino Boal, um fala barato, sem conteúdo e sem perfil para a função? O que move um empresário do interior, com uma vaga intenção de coordenar os núcleos?

 

Bom gosto e bom senso é o mínimo que se exige nesta fase. Porque raio de sportinguismo se pauta esta gente, numa fase difícil, sabendo que só vêm para gerar confusão? O melhor serviço que podemos fazer ao clube, neste momento, é estar disponíveis para ajudar quem se apresenta com credibilidade.Já chega de assombrações.

 

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publicado às 03:44

Eleições: que projectos ?

Naçao Valente, em 07.07.18

 

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Rodrigo Roquette, num texto, transcrito aqui no Camarote Leonino, faz uma apreciação negativa, devido à falta de ideias claras e objectivas pelas candidaturas, que até agora se apresentaram a eleições, e enumera uma série de sugestões, que  poderiam fazer parte de um programa a apresentar aos sócios.

 

Num post que aqui escrevi, a propósito da candidatura de Francisco Varandas, intitulado Candidatura: A montanha pariu um rato? escrevi: "Na forma, pareceu-me haver uma grande preocupação com os efeitos visuais, o que talvez fosse dispensável. Mas isso é o menos relevante. Já quanto ao conteúdo, o achei algo vazio. Para uma candidatura que tem sido anunciada com pompa e circunstancia, vejo apenas no campo das ideias uma muito vaga enumeração de linhas gerais, inteiramente expectáveis, e de qualquer candidato".

 

Indo um pouco ao encontro das críticas de Rodrigo Roquette, que subscrevo, o que disse sobre a candidatura do Dr. Varandas, aplica-se aos outros candidatos, com o mesmo show-off e o vazio de ideias, ou dizendo de outro modo, com a inexistência de um projecto objectivo.Até este momento, procura-se captar o voto do eleitor, com a parafernália de apoios sonantes, ou com a apresentação de nomes de treinadores, como o às de ouros de um baralho de cartas.

 

Esse tipo de trunfos eleitorais, pode convencer alguns eleitores, mas parece-me que não é a principal razão para motivar o voto em qualquer candidatura. Não passa de fogo fátuo. Como escrevi no post Não é tempo de aventureirismos, quem quiser ganhar as eleições "tem de ter um projecto consistente e credível" . O que me parece, até este momento, é que os candidatos se limitam a mostrar desejo e ambição de ocupar o lugar da presidência, com muito foguetório e pouca substância. E desculpem-me a comparação: passa a ideia de putos pequenos a dizer, a minha é maior que a tua. Mas, salvo melhor opinião, isto é um assunto de homens.

 

Sem me debruçar especificamente sobre as medidas apresentadas, como ponto de partida, para elaboração de um projecto coerente e realista, admito que muitas delas fazem sentido, precisando de ser estruturadas e adequadas à verdadeira situação do Clube. Constituem um bom ponto de partida, para uma reflexão séria sobre o que queremos para o Clube, e como o queremos ver dirigido. Haverá outras que não passam de demonstração de meras utopias, sem pôr em causa a boa intenção.

 

Deixo, para terminar, algumas interrogações. O que pretende Rodrigo Roquette, cujo currículo desconheço, com esta reflexão? Contribuir apenas para um debate, até agora muito pobre? Ou não haverá outros objectivos que estejam inclusive a ser lançados, como uma semente, para o aparecimento de uma eventual candidatura?

 

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publicado às 03:48

Não é tempo de aventureirismos

Naçao Valente, em 05.07.18

 

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O Sporting CP, como qualquer grande clube, é para muitos dignos desconhecidos um trampolim para a visibilidade pública e para a vã glória de mandar, com muito dinheiro à mistura. Isso explica o aparecimento de tantas candidaturas. . Segundo a previsão do director do Record, podem chegar a dez. A maioria das candidaturas, espremidas, como se diz na linguagem popular, não deitam sumo nenhum. Não é que não tenham legitimidade. Não têm ,porém, condições objectivas para lidar com a complexidade da gestão de uma grande instituição.

 

Em linhas gerais, uma candidatura para ser levada a sério, tem, em primeiro lugar de demonstrar, inequivocamente, que está em missão de serviço ao clube, com total desapego ao poder e às suas mordomias. Depois, tem de ter um projecto consistente e credível e uma equipa que mereça credibilidade, venham de onde vierem os seus elementos. Por fim, tem de ser independente de lóbis, de grupos de pressão, reger-se por princípios e valores, onde pontuem o bom senso, a tolerância, a honestidade e o respeito pelas naturais diferenças, e muito importante, que não caia na tentação do populismo.

 

Mesmo que o desvairado Bruno de Carvalho não se possa candidatar, o "brunismo" está a tentar sobreviver, e penso que irá a votos com um testa de ferro.Se assim for e ganhar, foi em vão todo o trabalho feito, para colocar o Sporting no caminho que iniciou há mais de um século. Não é com soberba que o digo, mas costumo ter razão antes de tempo. Oxalá que desta vez me engane.A proliferação de candidaturas, a trouxe-mouxe, pode abrir portas ao regresso do populismo, que tanto custou a erradicar.

 

Com todo o respeito pelo direito democrático, entendo que este não o momento de uma multitude de candidatos que só servirão para dividir e para fazer ruído. Corre-se sério risco de termos um presidente eleito com uma grande minoria de votos, o que é perigoso, para a estabilidade que é preciso continuar.

 

Apelo ao bom senso e sportinguismo de todos e cada um dos concorrentes, para porem o interesse do clube acima das ambições e vaidades pessoais. Apelo aos eleitores para analisarem com realismo as candidaturas, e na medida de possível, concentrarem votos, numa lista que possa pacificar o Sporting,

 

Este, muito em especial, não é tempo de aventureirismos, nem de experimentalismos. Já bebemos desse veneno.

 

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publicado às 18:30

Candidatura: a montanha pariu um rato?

Naçao Valente, em 27.06.18

 

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O Ricardo Leão já manifestou, em post, a sua opinião sobre a apresentação da candidatura de Frederico Varandas. Apesar disso, e à margem da discussão que o tema já gerou, quero, enquanto redactor do Camarote Leonino, apresentar também a minha análise, numa fase ainda muito embrionária deste processo.

 

Como ponto prévio deixo claro, que senti alguma simpatia pelo agora candidato, a partir do momento em decidiu cortar a ligação que mantinha com uma direcção, que se colocou na ilegalidade. Tenho porém de dizer que, numa primeira leitura, esta apresentação me desiludiu em alguns aspectos, pela forma e pelo conteúdo.

 

Na forma pareceu-me haver uma grande preocupação com os efeitos visuais, o que talvez fosse dispensável. Mas isso é o menos relevante. Já quanto ao conteúdo, o achei algo vazio. Para uma candidatura que tem sido anunciada com pompa e circunstancia, vejo apenas no campo das ideias uma muito vaga enumeração de linhas gerais, inteiramente expectáveis de qualquer candidato.

 

É certo que a procissão ainda vai no adro, e de certo que o projecto ainda aparecerá, assim como a equipa que também não foi apresentada. Pareceu-me haver nesta candidatura alguma precipitação no arranque, para conseguir ser a primeira. Se assim foi, considero ser um erro, porque a vitória só se consegue quando se cortar a meta. Admito porém, que a estratégia passe por vários capítulos, para manter o foco dos votantes sempre activo. Se assim for será uma estratégia, muito assente em marketing comercial.

 

Há dois ou três aspectos que me merecem alguma reserva. A assunção de uma espécie de evolução na continuidade, com a atribuição de louros a Bruno como o obreiro exclusivo do Pavilhão, sabendo-se que este resultou de um processo que passou por outras direcções e já estava em andamento. Talvez para ganhar votos na área brunista, mas há alturas, em que é preciso fazer algumas rupturas. E isso é normal em disputas eleitorais. A questão da unidade interna começa quando o presidente assumir funções. Até lá tem que haver um rumo e opções claras, de acordo com as alternativas. É assim a democracia.

 

O aparecimento de apoiantes incondicionais do brunismo, na Comissão de Honra, como Barroso,(um dos criadores do Monstro) também responsáveis morais pelo que aconteceu ao Sporting, no mínimo não era aconselhável. E não tem nada a ver com a sua condição de adeptos ou sócios, que são de pleno direito, nem com qualquer perseguição. 

 

Em conclusão e porque muita água ainda vai correr por debaixo das pontes, não vou, à partida, diabolizar esta sua primeira candidatura, embora não tenha arrancado da melhor maneira, podendo até comparar-se, nesta fase preliminar, à montanha que pariu um rato.Vamos esperar para ver o leque completo. Para além de divergências, o que de pior pode acontecer é a campanha transformar-se numa guerra fratricida. Haja lucidez e bom senso.

 

P.S.: Um pouco à margem das candidaturas, penso que tinha sido mais razoável dar mais tempo à Comissão de Gestão, composta por gente séria e competente, para arrumar a casa. Se havia a possibilidade de utilizar seis meses, porque se dão apenas dois? Considero que houve mais uma precipitação.

 

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publicado às 04:33

A assombração

Naçao Valente, em 25.06.18

 

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As primeiras declarações no Facebook, onde insultou os sócios que votaram pela sua destituição, 71% de Viscondes, e considerou que até à sua presidência, cento e sete anos, o Sporting, não existiu, afirmando que ia deixar de ser Sportinguista, soaram totalmente a falso. Aí está o volte face. Impugnação da Assembleia Geral e candidatura a eleições. Uma formulação contraditória já que as duas coisas não se conjugam.

 

Depois do momento em que os sócios o demitiram de forma clara, só há uma conclusão: este indivíduo não é uma pessoa, é uma assombração. O Sporting não precisa de tribunais, precisa de um exorcista. Não vejo outra forma de nos vermos livre deste espírito maligno.

 

Os sócios votaram esclarecidamente e disseram que querem o fim do pesadelo. Mas a assombração não quer deixar. Não quer deixar os corpos gerentes recuperarem o Sporting e instalarem a normalidade. Deste modo, é difícil reverter a perda de activos ou o seu valor e é difícil lançar a época com tranquilidade.

 

Esta coisa ruim não pode ser deste mundo. Veio para destruir o Sporting e não sei como se pode parar. Vai de retro Satanás.

 

P.S.: O Sporting teve cerca de quinze horas de paz. Eu, e creio a grande maioria de Sportinguistas, sentimos que o execrável pesadelo já tinha terminado. Eis senão quando, repentinamente, ele volta. Esta assombração tem de ser expulsa de sócio. É o mínimo.

  

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publicado às 04:04

Sem medo

Naçao Valente, em 23.06.18
 

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 É a medo que escrevo. A medo penso,
 A medo sofro e empreendo e calo.
 A medo peso os termos quando falo.
 A medo me renego, me convenço.
 
 A medo amo. A medo me pertenço.
 A medo repouso no intervalo
 De outros medos. A medo é que resvalo
 O corpo escrutador, inquieto, tenso.
 
 A medo durmo. A medo acordo. A medo
 Invento. A medo passo, a medo fico.
 A medo meço o pobre, meço o rico.
 
 A medo guardo confissão, segredo,
 Dúvida, fé. A medo. A medo tudo.
 Que já me querem cego, surdo e mudo.
 
    António Ferreira, 1528-1569
 
 
Que já me querem cego, surdo e ainda mudo. Era assim no tempo em que pensar contra a ideologia dominante era crime. Tempo de perseguição, de condicionamento, de poder absoluto, de domínio das consciências pelo Tribunal da Inquisição. Mas tempo em que a razão venceu a ignorância, rumo ao progresso e à liberdade.
 
No Sporting, esse tempo instalou-se com armas e bagagens, como se vivessemos num regresso ao passado. Foram anos de perseguições, de julgamentos sumários, de ataques à liberdade de pensamento. Com armas modernas, os tiranos, tem sempre a mesma matriz. O poder total, a visão unilateral das coisas, o desrespeito pelas pessoas e pela lei.
 
Neste dia, em que os Sportinguistas têm nas suas mãos, a possibilidade de parar o assalto a uma instituição por um grupo de "falsos" sportinguistas, não pode haver medo. E não é só a sobrevivência de uma institução centenária e os seus princípios que estão em causa, é a liberdade como grande conquista da humanidade. Não deixemos que a ignorância vença a razão.
 

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publicado às 14:20

Banha da Cobra (BdC)

Naçao Valente, em 18.06.18

 

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A expressão do título, da autoria, creio, do leitor Fidalgo, vem mesmo a propósito. Define o golpista, que ao arremedo de tudo e de todos, continua a vender banha da cobra. E consegue vendê-la, embora os clientes tendam a diminuir. Todos os dias, nos palcos que os media lhe dão. faz a sua propaganda. Longos monólogos, redondos, onde repete até à exaustão o mesmo discurso. É o salvador transmutado em dono do Sporting. É vítima de uma série de malvados fora da lei. Até os próprios tribunais já entram nesse extenso rol.

 

Moita Flores ao responder a uma pergunta num programa televisivo, sobre a entrevista do demagogo à SIC, disse: "não posso responder porque não a vi;  na minha casa não entram bandidos". Nesse aspecto fico feliz, porque não estou sozinho. Já não há paciência para ver e ouvir, as mentiras e as contradições, do indivíduo, sem quaisquer escrúpulos, que arrastou  o Sporting para o período mais negro da sua história.

 

Recorde-se: a propósito da Assembleia Geral disse tudo e o seu contrário. Que não se fazia, que se faz, mas não é legal. Deste modo, se for demitido, isso não tem validade, mas se não for, passa, num passe de mágica, a ser legal. Só assim se entende a campanha que anda fazer nas televisões, e nas redes sociais, com os  seus soldadinhos. Não percebo, tirando os fanáticos sem cérebro, que haja ainda sportinguistas que não entendam quem é a personagem que apoiam, e que se for necessário, ao virar da esquina, é capaz dos insultar.

 

Todos os ditadores me metem asco. No passado ainda não muito longínquo puseram a Europa a ferro e fogo. No presente, Maduro  na Venezuela, tem um povo sequestrado. Metem-me asco, mesmo ao nível de um clube de futebol que já perdeu milhões e está, praticamente, em falência técnica e sem dinheiro para despesas corrente. Este ditador e a quadrilha que o acompanha, não querem saber do Sporting, só lhes interessa o seu poder pessoal.

 

Apelo veemente aos associados sportinguistas que se revêem numa instituição centenária, com princípios e com valores, e que estejam aonde estiverem se organizem e marquem presença na Assembleia de dia 23. Encham a Altice Arena para repor a legalidade no Sporting e dar voz aos sócios. Se este assalto não for parado a tempo, depois poderá ser tarde.

 

P.S.: Fala-se da apresentação de um treinador sérvio, cujo currículo profissional não é brilhante. Mas isso, agora, é o que menos importa. Ao ser o primeiro, no desemprego, que aceita colocar-se ao lado dos golpistas, diz muito sobre a sua pessoa. Diz-me com quem andas dir-te-ei quem és. Em termos de cidadania, tem um passado de apoio a ditadores desde comunistas, a criminosos de guerra nas lutas das balcãs. Além disso são conhecidos os seus tiques de racismo.

 

O que mais irá acontecer ao Sporting? 

 

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publicado às 19:15

Em defesa dos profissionais de futebol

Naçao Valente, em 16.06.18

 

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Não há nenhum sportinguista que goste de ver saírem do clube, da forma que tem vindo a acontecer, os seus melhores jogadores de futebol. Mas há sportinguistas que reconhecendo que isto nunca antes aconteceu, reflectem, e percebem porquê. É muito triste ver colocar responsabilidade única nestes atletas e, ao mesmo tempo, de modo irreflectido, absolver o principal responsável.

 

O futebol profissional dos nossos dias, já não tem qualquer semelhança com o futebol não amador ou semi-profissional da primeira metade do século XX. É uma indústria que move muito dinheiro e diversos interesses. Os atletas, hoje, são profissionais e têm uma carreira curta, entre dez a quinze anos, que devem saber gerir. O que os move não é, como o adepto, o amor à camisola, mas cumprir a sua função com seriedade, conseguindo, em simultâneo, auferir os maiores proveitos. Regra geral ,esta é a norma seguida por todos os profissionais. Digo mais, é a regra seguida por qualquer trabalhador.

 

Dizem que os jogadores são muito bem pagos? É verdade. Mas também é verdade que sem eles não há espectáculo e são eles que geram as receitas, que permitem a muita gente, viver como nababos. E é preciso acentuar que não é futebolista quem quer, mas quem nasceu com essa aptidão natural, que precisa depois de ser afinada. Além de mais, como cidadãos e trabalhadores de qualquer área, não são máquinas e como todos, estão sujeitos ao erro.

 

Além disso é uma actividade onde os trabalhadores estão sujeitos a altas pressões, da entidade patronal, da imprensa e dos adeptos. E fico espantado quando vejo os sócios  dizer que lhes pagam os ordenados, e que isso lhes dá direito ao insulto. Brada aos céus! Quem lhes paga são os patrocinadores, e a publicidade.. A contribuição dos adeptos são amendoins.

 

As rescisões dos atletas do Sporting, são atípicas, e enquadram-se num modelo que vai muito para além do mero interesse de melhoria profissional. Enquadra-se num total divórcio com um presidente, que ao longo de meses (e até anos) os desrespeitou, pelo simples acto de, como é natural no desporto, também perderem. Enquadra-se no facto de não quererem mais, estar sob a alçada de um individuo, emocionalmente desequilibrado, com atitudes ditatoriais e egocêntricas. Disse "quando entrarem em campo sejam eu" porque depreende-se "eu" sou o Sporting.

 

Ao contrário dos que, seguindo a linha presidencialista, vilipendiam os profissionais, não entendendo as suas razões, quero dar a esses profissionais que vestiram a nossa camisola toda a minha solidariedade. E quero dizer ainda aos seus carrascos e que os tratam como criminosos, que até este momento nenhum deles ainda assinou por outro clube. E que, porque não saíram de ânimo leve, afirmo que, se não todos, alguns deles poderão voltar ao clube se este deixar de ser Bruno Clube e voltar a ser Sporting Clube de Portugal.

 

P.S.: Hoje joga a Selecção de Portugal. Esta, quando está em campo, é o meu principal clube, sejam quais forem os jogadores que a compõem. Precisamente por isso, vou estar com eles, enquanto português e patriota. Se há português que não o faça por razões de fundamentalismo clubista, lamento profundamente.

 

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publicado às 04:01

Acuso

Naçao Valente, em 09.06.18

 

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Os ditadores são como os melões, só se sabe o que realmente são depois de abertos. O ditador golpista assumiu a presidência  do Sporting Clube de Portugal através de eleições, como muitos congéneres o fizeram, sobretudo na área da política. Convém assim fazer um pouco de história.

 

O assalto ao poder no Sporting pelos ignóbeis golpistas começou em 2011. O abandono de Bettencourt levou ao aparecimento de uma multitude de candidatos, entre os quais estava o então desconhecido Bruno, o único que soube explorar o desencanto da nação leonina, recorrendo à demagogia e ao populismo.

 

Arregimentou alguns notáveis, como Barroso ou Sampaio, entre outros, ditos croquetes, mas croquetes bons. Arregimentou a juve leo, como guarda pretoriana, a troco de regalias, cada vez mais visíveis. Por uma unha negra não ganhou, quando já tinha montado o palco da adoração, rodeado de de fiéis e ruidosos seguidores.

 

Durante o mandato de Godinho Lopes, que fez uma direcção de saco de gatos, e cometeu erros de palmatória, o golpista manteve-se alerta à espera da sua oportunidade. Com os seus homens de mão, foi preparando o golpe. Godinho Lopes que mau grado os seus erros, não teve um mínimo de tolerância, entregou-lhe o poder de mão beijada. Aplauda-se a coragem de José Couceiro em ir a jogo, mas já entrou perdedor.

 

Com o apoio dos homens da finança, como Ricciardi e Sobrinho concluiu a reestruturação já estava em andamento. Em consequência teve de reduzir despesas e graças a treinadores baratos, jovens, mas prometedores, conseguiu melhorar os resultados no futebol.

 

Mas quem estava atento, percebeu, logo no segundo ano de mandato, que o ataque público à equipa após perder um jogo, não era comportamento de um líder equilibrado. Percebeu-se igualmente que pelo desrespeito por antigos presidente, pela  recusa em pagar dívidas, como a da Doyen, se estava perante um individuo, sem princípios e sem valores.

 

Marco Silva, ao colocar-se ao lado da equipa para a manter motivada, traçou aí o fim do sua função como treinador. Ao não apoiar o presidente no seu desvario, conseguiu, muito por vontade dos adeptos, concluir a época com um título.

 

Com o universo leonino dividido, o ditador anunciado,teve oportunidade de jogar a carta Jorge Jesus, para acalmar os ânimos. Contudo, os resultados no futebol ficaram aquém do expectável. Foi-se ungindo com êxitos nas modalidades, graças a grandes investimentos, pelo que parece, retirados da SAD, ao arrepio da normas da mesma.

 

Com uma poderosa máquina de propaganda de lavagem ao cérebro de adeptos ingénuos e pouco dados à capacidade reflexiva, e que preferem a ilusão à realidade, teve uma auto-estrada aberta para a reeleição.

 

Apenas com um único opositor corajoso, mas que serviu de cordeiro pascal, para o seu sucesso, saiu ainda mais reforçado. Foi então que chegou à conclusão que o seu poder era absoluto. E se o poder corrompe, o poder absoluto corrompe completamente.

 

Todo o ano do segundo mandato, demonstra claramente essa assunção do poder absoluto. O aumento de ataques à equipa, a perseguição a jogadores mais contestatários, a ruptura com o treinador, as assembleias como actos de adoração do chefe, com o beneplácito da MAG, a guerra com todos os críticos, incluindo antigos apoiantes.

 

E por fim, o atropelo das leis vigentes, assumindo, descaradamente o poder, à margem dos Estatutos, e desafiando instituições do próprio estado, como os tribunais.

 

Espanta a pueril ingenuidade dos restantes órgãos sociais, que face a situação conhecida nos últimos meses, se demitiram. esperando que o ditador e os seus acólitos também se demitissem. Mas algum ditador se demitiu?  Foram precisos cinco anos e acontecimentos graves para perceberem? Não estava há muito tempo demonstrada a natureza ditatorial do golpista? Não estranharam métodos de gestão, com utilização de verbas à margem das contas, como parece que aconteceu? Não tiveram conhecimento de desvio de verbas para os próprios bolsos, a ser verdade o que hoje vem na imprensa?

 

Agora, choram baba e ranho pelos tribunais, sabendo da lentidão da justiça e que esta é feita por homens, também sujeitos ao erro, ou à argumentação dúbia, como se viu na decisão da Providência Cautelar?  A estes e outros, chamados notáveis, acuso de serem responsáveis pela situação em que está o Sporting. "Croquetes" bons para o ditador, que agora viraram o bico ao prego, "croquetes maus" que contribuíram com o seu silêncio e apatia para que se chegasse a este ponto.

 

Acuso os vários financeiros que lhe abriram os cofres. Acuso os votantes que não tiveram discernimento, nem vontade, para perceber os sinais que levaram à situação a que se chegou. Acuso as claques, vendidas ao poder, por um prato de lentilhas. 

 

Ninguém viu o golpismo, em marcha? Estava claramente visto! Desejo que o despertar para o golpismo ainda venha tempo.Seja como for que esta situação termine, já ninguém tira esta mancha vergonhosa de cima da instituição. Seja como for que isto termine o Sporting levará tempo a recompor-se, se não ficar por muitos anos na mão dos golpistas.

 

Estou tão enojado com a situação a que se chegou, que não sei se voltarei a escrever sobre o assunto. Espero para ver.

 

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publicado às 16:45

O décimo mandamento

Naçao Valente, em 08.06.18

 

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Num excelente texto de opinião, publicado na revista Visão, pela directora Mafalda Anjos, intitulado "Os dez mandamentos do bom tiranete", esta, traça as regras infalíveis para se ser um bom tiranete em 2018. O décimo mandamento, acaba por resumir, no essencial, todo o articulado. Vou transcrever:

 

"Mudarás as leis e as regras por forma que não consigam tirar-te dali tão cedo. Deixarás que quem te contexta se enlei em formalidades e burocracias, enquanto vais rebentando com tudo à tua volta. Farás do lugar o teu bunker e só sairás de lá num colete de forças ou diretamente para a prisão".

 

Nos mandamentos primeiro e segundo , o tiranete faz a sua apresentação: salvador, contra os (antecessores) inimigos da nação,  ao mesmo tempo que publicita as suas qualidades. O ódio e a raiva serão a estratégia, já que têm bom mercado.

 

Nos mandamentos três e quatro, usarás a mentira repetida como arma fulcral, pois mesmo que desmascarada não causará indignação. Repetirás até à exaustão as mesmas frases, até se tornarem realidade nas cabeças sedentas de qualquer esperança, mesmo vã. Nunca assumirás responsabilidade e serás sempre a vítima. Sabes, acrescento eu, que o mundo está cheio de papalvos, que gostam de viver na ilusão.

 

Nos mandamentos  cinco , seis e sete, não aceitarás qualquer crítica e ostracizarás todos os que se opuserem, até mesmo os teus apoiantes. Incitarás à violência e lavarás daí as mãos, como Pilatos, acrescento eu. Usarás as redes sociais com alarvidades que serão virais.

 

Nos mandamentos oito e nove, deixarás que a comunicação social repita a tua palavra até à exaustão, e verás comentadores discutirem as tuas insignificâncias, horas a fio. Apesar de toda a contestação à vista e consequente retirada de apoios, continuarás firme. Quando a oposição for interna será corrida a pontapé. Poderás ficar sozinho, rodeado pelos otários, que te acompanharão porque, como tu, não têm para onde ir.

 

Fonte: Visão nª 1318.(texto integral)

 

P.S.: Qualquer semelhança com a realidade, não passa de mera especulação. Se estes mandamentos se traduzissem em algum comportamento comprovado, julgo que se podia aplicar a lei de talião "olho por olho, dente por dente" porque não há outra forma, nem nunca houve, de parar um tiranete. Quanto mais tempo ganha, e essa é a estratégia, mais armadilha e mais difícil é removê-lo.

 

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publicado às 15:30

Sete magníficos golpistas

Naçao Valente, em 04.06.18

 

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Já tenho algum (muito) pejo, em falar da situação degradante a que chegou o Sporting. No entanto, e por mais pedidos que se façam aos sete magníficos golpistas, do lado negro da força, que sequestraram o clube, e que actuam à margem da lei, para terem bom senso e desbloquearem o impasse, fazem sempre ouvidos de mercador.

 

De quando em vez, en passant, dou uma vista de olhos, pelos fóruns televisivos de "vox populi ", onde opinadores, geralmente, mais idosos, dão opinião por tudo o que vem à rede. E como é expectável, a situação no Sporting tem sido recorrente nesses fóruns. Não sei que peso ou representatividade têm no universo leonino essas vozes.

 

Há opiniões a favor e contra o presidente golpista, mas o que me causa perplexidade é que as muitas opiniões favoráveis, vêm de pessoas, com idade para ter cabelos brancos e que já têm idade para ter juízo.

 

Geralmente esses opinadores continuam a ver a personagem como salvador, como um "Deus", que veio salvar a nação leonina, do pecado original, por ter sido fundado por um visconde e mais um grupo das elites da época. Para esta gente, que consegue fazer algo contraditório, raciocinar pela emoção, os principais culpados da situação, são os canais televisivos, os atletas, meninos mimados, os opositores. O principal culpado real é transmutado em herói.

 

Essa gente de memória curta, que mais que não querer ver, não é capaz de ver, não se lembra, nem percebeu, quem foi que dividiu os adeptos, em sportinguistas e sportingados, quem insultou antigos dirigentes, quem desestabilizou e injuriou e desvalorizou jogadores, quem transformou claques em guarda pretoriana, quem criou um ambiente de ódio, quem, em suma, não respeita nada, nem ninguém.

 

Na minha perspectiva, só encontro uma explicação, esta gente, próxima da minha geração, faltou às aulas, onde se ensinavam princípios e valores. Pois, ao estarem a apoiar, contra todas as evidências, um cidadão sem cidadania, que é arruaceiro, mal educado, mentiroso, oportunista e ditadorzeco, é porque se revêem no seu comportamento, e são tal e qual como ele.

 

Fazem parte daqueles, iguais entre iguais, para quem a honestidade e a dignidade valem bola. Fazem parte daqueles iguais, que ao longo da história da humanidade, apoiaram populistas, demagogos e ditadores, que foram responsáveis por milhões de mortos.

 

O que está aqui em causa, não é felizmente, um país mas uma instituição centenária, com um passado que merece respeito de adeptos e adversários. Se for transformada numa seita, de maus costumes, ao serviço de um grupo de ditadores, pode manchar-se o seu glorioso passado, mas não terá quqlquer influência, na vida quotidiana, do pais, que é muito mais que futebol. Contudo é com grande tristeza, que vejo o meu clube nas mãos de quem perdeu a noção da respeitabilidade.

 

P.S.: Duas notas: conforme previa os "cidadãos" amestrados que apoiam o golpista, estarão numa contra-manifestação, contra aqueles, que ainda têm lucidez para salvar o Sporting. Porque não se manifestam noutro dia? Intimidação? Foi divulgado hoje mais um SMS do golpista, a insultar atletas, desta vez do hóquei em patins, aquando da derrota com o FCP.

 

E ainda há quem se admire de rescisões?

 

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publicado às 17:00

O charlatão

Naçao Valente, em 01.06.18

 

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     ...Na ruela de má fama

     faz negócio um charlatão

     vende perfumes de lama

     anéis d'ouro a um tostão

     enriquece o charlatão...

 

     (Letra/canção de José Mário Branco)

 

 

  

 

Quando, em criança, ia às feiras anuais, que eram comuns por todo país, apareciam uns indivíduos a vender produtos ditos milagrosos. Lembro-me de um que vendia um pó que curava os males do estômago e fazia uma experiência, com vinho, que convencia muita gente. Com o desaparecimento das feiras tradicionais, e a evolução da medicina, estes pequenos charlatães foram desaparecendo.

 

De outra forma, a charlatanice continua. Há uns tempos fui visitado por um alegado técnico, que me vinha fazer uma análise à água, e lá a foi manipulando para mostrar que esta estava cheia de compostos assustadores. Apresentou então o equipamento para a purificar. Como não o adquiri, ainda foi arrogante e desagradável.

 

Neste mundo, os charlatães, existem em todas as áreas da sociedade. De uma forma geral, definem-se como " aqueles que se aproveitam da boa-fé de outras pessoas, geralmente simulando atributos e qualidades que não possuem, para obter quaisquer vantagens e ganhos".

 

Foi assim que Bruno Miguel conseguiu chegar à presidência do Sporting, sem para isso ter qualquer preparação e conhecimento. De charlatanice em charlatanice , foi-se utilizando da boa fé dos sócios para se instalar numa cadeira dourada de prebendas, que nunca tinha tido na vida.

 

A charlatanice da salvação do clube, digamos que foi a a que primeiro vendeu. Seguiu-se a da reestruturação, que não passou de uma engenharia financeira, feita sob a égide da banca, e com apoio de investidores que agora diaboliza. Veio ainda a propalada saúde financeira do clube. Está a ver-se. De empréstimo em empréstimo até à derrocada final. Se não houver novo empréstimo obrigacionista rápido, fica sem dinheiro na secretaria para pagar despesas correntes. E ainda há muita charlatanice escondida, em relação a compra e venda de jogadores.

 

No plano desportivo, há falta de conquistas fundamentais - lá foi vendendo a melhoria da competitividade - tendo apenas como comparação retórica a presidência anterior. Para desmistificar esta charlatanice, basta recuar só até à presidência de Soares Franco, para verificar que com menos meios, houve não só maior poder competitivo, como melhores resultados.

 

Nas ditas modalidades "pouco ou nada" amadoras anuncia-se um brilharete. É preciso lembrar que aqui o investimento foi desproporcionado com a sua rentabilidade. É preciso, também lembrar, que o futsal já era ganhador, o atletismo aspas aspas, por exemplo. Claro que introduziram algumas modalidades que têm tido êxito, mas se não tivessem, face às circunstâncias, é que seria de admirar.

 

Contudo, e apesar dos sinais, há sempre quem continue a acreditar em charlatanices, o charlatão perdeu o resto da compostura, que nunca teve, talvez em desespero por mais uma época falhada, e sem se prever, começou a cavar a sua própria sepultura. Meteu-se e meteu o Clube num buraco de difícil saída.

 

E em vez de ser a solução, é cada vez mais o problema e as charlatanices agora são diárias. Nem ata, nem desata. Mas diga-se, em abono da verdade, que o presidente da MAG que foi seu ajudante, e que teve um rebate de consciência perante as evidências, não tem sabido estar à altura exigida, e que mesmo inconscientemente, tem andado a reboque de mais charlatanices. E assim continua.

 

...Na ruela de má fama

o charlatão vive à larga

chegam-lhe toda a semana

em camionetas de carga
rezas doces, paga amarga 

ibidem

 

P.S.: Este texto foi escrito muito antes dos últimos capítulos desta novela lamentável que um argumentista mediocre está a escrever no Sporting. Por isso ficou suspenso para dar espaço à actualidade. Contudo, entendo, que continua a ter pertinência, no momento adequado.

 

Depois da invenção de uma "comissão" para substitir a MAG em funções, acto que não está previsto nos Estatutos, e portanto é ilegal, surge o pedido de rescisão de Rui Patrício. Como é habitual, o charlatão já veio fazer-se de vítima. A culpa, nunca é sua, é sempre dos outros.

 

A verdade é que este presidente/golpista, além de estar agarrado ao poder, e às suas mordomias, ultrapassa todos os limites. A sua permanência no poder, já não é resistência. Trata-se de um golpe palaciano óbvio, à margem da lei. Como tal torna-se necessária a intervenção dos poderes do desporto, quiçá da República. Isto,é cada vez mais, um caso de polícia.

 

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publicado às 15:45

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