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As Notas de Julius 2021/22 (13)

Julius Coelho, em 20.10.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Besiktas em Istambul da 3.ª jornada da fase de grupos da Champions League, que resultou numa vitória por 4-1. Golos de Sebastián Coates (15' e 27'), Sarabia (44'gp) e Paulinho (89').

O Leão rugiu forte em Istambul, marcou por 4 vezes num festival de golos perdidos. Com um ataque demolidor arrasou na sua primeira vitória em terras turcas, esfriando e silenciando o sempre entusiástico público do Besiktas no caldeirão do Vodafone Park. Entrou no jogo na expectativa do que faria o adversário levando inicialmente com alguns sustos que o enorme Adán resolveu, depois percebeu que tinha condições de fazer mais e melhor, arregaçou as mangas e foi para cima deles subindo sempre de produção até ao apito final do árbitro. Aos 70 minutos já o treinador dos turcos estava sentado quietinho no seu banco com a toalha atirada ao chão.

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DESTAQUE - SEBASTIÁN COATES (CAP) - 5.5 - Nem foi necessário as habituais horas extraordinárias para marcar à ponta de lança. Aos 27 minutos já tinha metido dois lá dentro e para os mais distraídos que não viram como cabeceou para o primeiro, repetiu o lance novamente minutos depois com igual cabezazo. Dois golos a papel químico e quase um terceiro, não fosse a mão do Vida a desviar a bola, que resultou num penálti das novas tecnologias. Depois ainda armadilhou todos os terrenos da defesa da equipa, fazendo cair sistematicamente em fora de jogo os avançados turcos. Merecia um ...6.

ANTONIO ADÁN - 5 - Vê-se que é um guardião muito feliz na baliza do Sporting, Clube que aprendeu a amar e com o qual vai assinar um novo e merecido contrato. Naqueles primeiros quinze minutos, enquanto os colegas ainda não tinham entrado bem no jogo, resolveu e foi resolvendo sozinho os vários problemas com intervenções de excelente nível, depois o interruptor da equipa ligou e lá pôde respirar e assistir ao jogo.

PEDRO PORRO - 4 - Andou toda a primeira parte preocupado com o pezinho, sempre a ver onde o colocava. O treinador deve ter-lhe dito alguma coisa ao intervalo, porque no regresso ao relvado voltámos a ver aquele espanholazo sem medo, a ir para cima deles e a disputar os lances para ganhar. A equipa tem dois jovens defesas direitos fantásticos; quem viu o outro jogo ao princípio da tarde, dos juniores, viu o Gonçalo Esteves e tudo o que fez.

GONÇALO INÁCIO - 3.5 - Uiiiiiii!! Aquele início ainda andou aos papéis!! Salpicou o bom e o mau mas lá se recompôs e acalmou, o comandante também deu uma ajuda; o lance do primeiro golo é ele que a desvia no primeiro "palo" para a cabeça de ouro do patrão Seba. Na segunda parte subiu de produção como toda a equipa e voltámos a ver o Gonçalo Inácio no seu melhor.

ZOUHAIR FEDDAL - 3.5 - Cumpriu bem a sua tarefa é um facto, mas nota-se que ainda não está a cem por cento. Cometeu alguns deslizes primários com a linha do fora de jogo e no timing de entrada dos avançados do Besiktas, depois tranquilizou-se e foi sempre a subir de produção especialmente na capacidade de antecipação aos adversários.

MATHEUS REIS - 3.5 - Entrou no jogo com clara dificuldade de interpretar a sua missão e parecia que iria ter uma tarde difícil e de grande desacerto. Nunca transmitiu fiabilidade na sua tarefa mas lá foi melhorando com o decorrer do jogo. Sempre muito esforçado mas nem sempre com o critério que se pedia, fisicamente parece estar bem, apoiou sempre os colegas mais adiantados na construção dando linhas de passe.

JOÃO PALHINHA - 4.5 - O meio campo da equipa demorou a entrar no jogo; na primeira parte ele e o Matheus Nunes tiveram alguma dificuldade em perceber o jogo do adversário e com isso o acerto dos espaços a preencher. Tiveram que receber instruções do treinador que os ajudou a corrigir tudo o que parecia que estavam a complicar. Os golos do capitão ajudaram a "acalmar" o adversário e ligaram o João Palhinha ao jogo; a partir daí varreu tudo à sua frente até ao final. Comprou o meio campo com suor, garra e aquela qualidade que lhe reconhecemos.

MATHEUS NUNES - 4 - O jogo até parecia estar bem propício às suas características de vagabundo, mas faltou melhor definição no critério da decisão e no último passe. Sempre teve espaço àss carradas, mas raramente os soube aproveitar da melhor forma; melhorou também na segunda parte mas...sabe fazer muito mais e melhor.

PABLO SARABIA - 4.5 - A primeira vez que vimos jogar o trio (Pote, Paulinho e Sarabia) na frente do ataque e a equipa marcou quatro golos num estádio tradicionalmente terrível para qualquer adversário. Mas ficou bem evidente que falta ainda muito trabalho para melhorarem o seu entrosamento, principalmente no último passe, em que falharam várias vezes. Foi muito competente, difícil de marcar e sempre com muito bom critério no passe, marcou a grande penalidade num remate sem hipóteses para o guarda-redes. Terá que aparecer mais vezes com a sua temível meia distancia.

PEDRO GONÇALVES - 4 - Joga e faz em simultâneo o trabalho de recuperação física para voltar aos níveis de intensidade que lhe conhecemos. Falta-lhe um pouco mais ainda, está já perto, mas os falhanços pouco habituais em lances que sempre acertava provam isso. O critério, o último passe, a capacidade física na disputa, o feeling, tudo está a caminho e não tarda a chegar-lhe.

PAULINHO - 5 - Uiiii! Dar nota 5 ao Paulinho... Eu explico, duas bolas nos "palos" uma assistência para o segundo golo e um golazo que vale dois pontos e aí temos o 5. E ainda deu de borla tudo o resto que fez. Quiçá entusiasmado com o nível da guarda de honra ao seu lado (Pote e Sarabia) arrancou um muito bom jogo, dos melhores que fez desde que chegou. As defesas adversárias que se cuidem.

RICARDO ESGAIO - 3 - Agora foi bombeiro na esquerda, um sector que continua a dar trabalhos ao treinador. Cumpriu com a sua experiência, mas entrou já no melhor período da equipa, quando o adversário já tinha o seu treinador sentado no banco resignado e desiludido com o resultado e com tudo o que se passava no relvado.

TIAGO TOMÁS - 2 - Jogou dez minutos e viu-se por duas vezes: uma a levar um amarelo por uma entrada despropositada aos pés de um adversário e na outra, quando e mais uma vez, falha um golo cantado à boca da baliza.

DANIEL BRAGANÇA - 1 - Quatro minutos em jogo. Nem deu para o banho.

LUÍS NETO - 1 - Também jogou os últimos quatro minutos, mas mereceu, foi mais uma internacionalização para a sua carreira que já soma umas quantas. 

NUNO SANTOS - 1 - Quatro minutos em campo para não amuar, não pode dizer que não jogou.

RÚBEN AMORIM - 6 - Começam a faltar adjectivos para classificar este jovem treinador que mudou o rumo do nosso Sporting CP para uma rota de sucesso e de vitórias, com bom futebol, vivo, atraente, eficaz, que tantas alegrias tem dado nos últimos tempos a toda a nação sportinguista. Preparou bem o jogo e a mente dos seus jogadores para uma partida que era uma final, em que só a vitória interessava. Ganharam e convenceram na primeira vitória do Sporting em terras turcas. Depois ter um defesa central que mete inveja a todo o mundo ajuda muito. Agora vai ter o trabalho sempre complicado, mudar o chip à equipa para o jogo do campeonato.

SERGEN YALÇIN - 2 - Só deve ter visto o resumo do Sporting-Ajax e acreditou na virgem Maria. A sua equipa ainda fez umas cócegas na primeira parte mas todo aquele vendaval provocado pelo Seba e companhia destruiu por completo todos os seus sonhos. Resignou-se e saiu de fininho para o banco e por ali ficou até ao apito final do árbitro.

SLAVKO VINCIC (Árbitro) - 3.5 - No geral fez uma boa arbitragem, mas fez vista grossa à falta no lance do golo do Besiktas, o marcador apoia-se no Matheus Reis impedindo-o de disputar o lance. Depois o VAR podia e devia ter anulado o golo. 

MATEJ JUG (VAR) - 3.5 - Por um lado, agiu positivamente no lance da grande penalidade; na imagem corrida ninguém deu pela mão do Domagoj Vida (lance idêntico no Estoril mas que o VAR português nada fez). Já tinha impressionado negativamente no lance do golo do Besiktas ao não o anular por clara falta sobre o defesa do Sporting.

publicado às 04:03

Balanço do mês de Setembro

Julius Coelho, em 17.10.21

Depois dos jogos das selecções, a nossa equipa voltou às competições e logo para enfrentar uma série bastante dura de 5 jogos em 2 semanas para compensar o período de 2 semanas em que esteve parada, só a treinar com os jogadores disponíveis que não foram a jogos de selecção e com um alargado número de jovens da formação, efectuando, apenas, um jogo-treino com o Torreense (3-0).

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Voltamos também agora à análise mensal do que fizeram nos jogos do mês de Setembro.

5 jogos - 2 para a Liga dos Campeões e 3 para o campeonato; 2 derrotas na Liga milionária (Ajax e Borussia), 2 vitórias (Marítimo e Estoril) e um empate (FC Porto) na Liga Portugal.

O balanço do mês deixou um sabor agridoce; verdade que a equipa perdeu os dois jogos da Champions League com o descalabro num jogo bastante atípico contra o Ajax, mas depois deu muito boa resposta e até com alguma surpresa na difícil deslocação à Alemanha. A equipa ocupa a última posição do grupo mas tem a oportunidade de redimir-se já nos dois próximos jogos contra o Besiktas e tentar fazer seis pontos, o que daria esperança de se poder ainda vir a classificar-se para a fase seguinte.

No campeonato a equipa conseguiu resistir às ausências do seu melhor marcador Pedro Gonçalves e da revelação nacional, o jovem central Gonçalo Inácio, fazendo um excelente jogo contra o FC Porto, em que merecia ter ganho os três pontos e cumpriu com menor ou maior dificuldade ganhando os outros dois jogos contra o Marítimo e Estoril.

Ocupa o 3.º posto da classificação com 1 só ponto de desvantagem atrás do Benfica e com os mesmos pontos que o FC Porto. É para já a defesa menos batida da Liga e está a fazer um percurso algo semelhante ao da época passada. Com as mesmas 8 jornadas efectuadas tinha na época 2020/21, 22 pontos contra os 20 de agora mas na 9.ª jornada empatou em Famalicão que em caso de agora conseguir a vitória no próximo jogo contra o Moreirense em Alvalade fará precisamente a mesma pontuação dos 23 pontos.

No registo de golos marcados e sofridos a diferença mais notável é que na época passada já tinha marcado 21 golos contra 5 sofridos, mas que se explica pela ausência forçada por lesão do seu melhor marcador que não pôde jogar durante todo o mês de Setembro. Com as mesmas 8 jornadas efectuadas marcou esta época na Liga 13 golos, menos 8, mas tem somente 4 sofridos, menos 1 que na anterior época.

Com as lesões prolongadas de Pote e de Gonçalo Inácio e ainda com a difícil adaptação de Rúben Vinagre à equipa, em que ainda não conseguiu fazer esquecer o Nuno Mendes, a equipa tem tido algumas oscilações, mas no geral resistiu aos jogos do mês de Setembro.

Agora vem aí uma série complicada com vários jogos num curto espaço de tempo, em duas semanas vai fazer 5 jogos: 1 da Liga dos campeões (Besiktas) 2 para o campeonato em Alvalade ( Moreirense e Guimarães) 1 para a Taça de Portugal ( Belenenses) em Belém e por último 1 para a Taça da Liga em Alvalade ( Famalicão)

publicado às 03:34

As Notas de Julius 2021/22 (12 )

Julius Coelho, em 16.10.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com Os Belenenses no Estádio do Restelo para a Taça de Portugal, que resultou numa vitória leonina por 4 - 0. Golos apontados por Tiago Tomás ( 2' e 67') Jovane ( 77' gp) e Nuno Santos (80'gp).

O Sporting apresentou- se no velho Estádio do Restelo com um 'onze' titular com muitos jovens, mas que deram muito bem conta do recado. Marcaram 4 golos, como podiam ter marcado outros tantos, não fosse a displicência na cara do guarda-redes adversário que também rubricou excelentes intervenções, negando por várias vezes o golo aos leões. De registar a excelente dinâmica apresentada pela equipa na primeira parte, com lances bem conseguidos e vistosos, principalmente pelo lateral Rúben Vinagre que reapareceu rejuvenescido, mostrando ganas de querer voltar e vingar no lugar.

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DESTAQUE - TIAGO TOMÁS - 4.5 -  Marcou os 2 primeiros golos do jogo com destaque para o segundo em salto de peixe a aproveitar o passe de cabeça do Feddal, mas podia e devia ter marcado mais 3 ou 4, teve oportunidades soberanas na cara do guarda redes. Tem que crescer e melhorar na finalização. Falhou lances difíceis de desculpar; num jogo contra um adversário de outro calibre e com menos oportunidades para marcar, podem fazer grande diferença.

JOÃO VIRGÍNIA - 3.5 - Os adeptos sportinguistas viram-no a actuar pela primeira vez. Apresentou-se tranquilo e atento, resolvendo sempre bem as poucas situações a que foi chamado a intervir, terá com certeza testes mais complicados no futuro contra adversários com outros argumentos.

GONÇALO ESTEVES - 4 - Também uma estreia feliz na equipa titular, tem um futebol muito irreverente e repleto de energia, ataca de frente os seus adversários sem medo de falhar, sempre muito combativo e nunca se esconde, tem tudo para evoluir e ser um grande lateral. Tem 17 anos, mas já joga um futebol adulto e moderno. 

RICARDO ESGAIO - 3.5 - Voltou a ser novamente testado a central desta vez ao lado de Gonçalo e Feddal, cumpriu o quanto baste mas percebe-se que não se sente à vontade ali. Sabemos da sua usual lentidão quando na recuperação e em espaço mais aberto fica mais visível essa lacuna, embora seja verdade que o Belenenses raramente conseguiu chegar à área do Sporting, o que ajudou.

GONÇALO INÁCIO - 4 - Foi surpresa ter aparecido no jogo quando se disse que ainda não estava curado da lesão. Fez uma boa exibição e foi o melhor no eixo da defesa; comandou bem os movimentos dos colegas ao seu lado e vimo-lo seguro com a bola no pé.

ZOUHAIR FEDDAL - 3.5 - Esteve bem melhor na área adversária, ganhando vários lances aéreos, do que a defender, em que mostrou lentidão e com alguns passes sem lhe dar o melhor critério. Deu nas vistas a ganhar uma bola de cabeça na área do Belenenses a que o Tiago Tomás lhe deu o melhor seguimento fazendo o segundo golo do jogo e falhou um golo cantado bastava um pequeno toque na bola.

RÚBEN VINAGRE - 4.5 - Candidatou-se ao melhor jogador da equipa no jogo. Fez uma excelente primeira parte ganhando várias vezes em velocidade ao seu adversário directo, cruzou quase sempre bem e deu de bandeja o primeiro golo ao Tomás. Teve outros bem direccionados mas acabaram desperdiçados por Jovane e Tiago Tomás.

MANUEL UGARTE - 3.5 - Fez o seu primeiro jogo como titular do Sporting, fez bem a sua parte de matar o jogo do adversário no meio campo, mas teve algumas dificuldades a ligar o jogo de construção com os colegas, precisa de competição para se sentir mais confiante e entrosado. Sabe procurar os espaços com a bola bem grudada ao pé.

DANIEL BRAGANÇA - 4 - Parecia arrancar para uma grande exibição, marcando bem o ritmo de jogo na saída para o ataque. Voltou a dar nas vistas com os seus excelentes passes e a forma como se desenvencilhava dos adversários, mas não conseguiu ser mais constante desaparecendo algumas vezes do jogo. Tem capacidade para o agarrar de princípio ao fim e será o trabalho do treinador ajudá-lo a conseguir chegar a esse patamar.

PEDRO GONÇALVES - 3.5 - O seu reaparecimento deixou todos os sportinguistas muito satisfeitos, já tinham saudades de o ver no relvado. Precisa de ganhar ritmo competitivo. Jogou 60' a ritmo algo moderado e sem correr grandes riscos e ainda se isolou dentro da área adversária após uma excelente desmarcação, mas não escolheu o melhor lado para o remate. 

JOVANE CABRAL - 3.5 - Exibição cheia de altos e baixos, ainda não foi desta que "voltou o Jovane". Provocou alguns ameaços com lances de muito bom recorte técnico mas voltou a pecar na eficácia e critério do passe. Faltou-lhe feeling na área em vários lances. Marcou de forma irrepreensível a grande penalidade. Mas espera-se sempre mais e tem capacidade para isso.

PEDRO PORRO - (-) - Dez minutos dos piores que conheceu certamente na sua carreira; mal entrou viu um amarelo e pouco depois sofre uma entrada assassina e saiu de maca em lágrimas. A excelente notícia é que pelas redes sociais ele próprio informou que afinal foi mais o susto e pode não ser grave. 

NUNO SANTOS - 3.5 - Quase tudo lhe saiu (torcido) até a grande penalidade que marcou o guarda redes quase que defendeu, teve por duas vezes na cara do golo e não conseguiu matar. Cruzou para a cabeça do Feddal que acabou no segundo golo da equipa, cruzou no lance que deu o primeiro penálti mas aquela perdida depois do passe genial do Jovane...

MATHEUS NUNES - 3 - Jogou o último quarto de hora para manter o ritmo competitivo para o jogo decisivo em Instambul. Cumpriu sem grandes registos e ainda ajudou a equipa a marcar os últimos dois golos.

MATHEUS REIS - 3 - Entrou para o lugar do Feddal mas o jogo já estava resolvido, Viu a equipa ampliar a vantagem com mais dois golos, teve uma boa iniciativa em que quase se isola na área do Belenenses mas preferiu voltar para trás e manter a bola segura.

JOÃO GOULART - 3 - Outra estreia absoluta na equipa. Dez minutos que decerto nunca esquecerá na sua carreira. Deu nas vistas pela tremenda estampa física e na coragem que disputa os lances pelo ar, tem perfil de patrão da defesa.

RÚBEN AMORIM - 5 - Apresentou uma equipa nova repleta de jovens com alguns a serem titulares pela primeira vez. Apesar das muitas alterações, a equipa não perdeu dinâmica fazendo um boa primeira parte, com um futebol quase sempre em boa velocidade e eficaz na construção de várias claras oportunidades de golo. Podia ter acontecido uma goleada das antigas no Restelo.

NUNO OLIVEIRA - 3 - Equipa com muito poucos argumentos para uma missão quase impossível. Conseguiu, com alguma sorte à mistura, retardar o segundo golo do Sporting que só viria a acontecer na segunda parte. Livrou-se de uma goleada à antiga e a isso pode agradecer ao seu guarda-redes e também à ineficácia dos avançados do Sporting.

GUSTAVO CORREIA (Árbitro) - 2.5 - Arbitragem fraca, com várias decisões erradas no capítulo técnico. Percebeu-se a sua falta de experiência em ajuizar vários lances de forma correcta. No lance em que Pedro Porro se lesionou não teve coragem de expulsar o jogador do Belenenses que fez uma 'tesoura' por trás às pernas do lateral espanhol; ficou também um penálti claro por marcar na parte final do jogo sobre o Jovane.

VAR - Não houve nesta eliminatória da Taça de Portugal.

publicado às 03:33

As Notas de Julius 2021/22 (10)

Julius Coelho, em 03.10.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting e a outros intervenientes do jogo com o Arouca da 8.ª jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória leonina por 2-1. Golos apontados por Matheus Nunes (14' ) e Nunes Santos (54').

A equipa cumpriu com uma vitória indiscutível, que podia ter ficado logo resolvida na primeira parte, mas com tanto desperdício... depois surgiu o golo do Arouca e o desgaste da Champions League na segunda parte e lá tiveram que vestir o fato macaco para agarrarem e segurarem os 3 pontos até final. Uma noite em que as principais estrelas do costume estiveram apagadas, mas brilhou um cometa espanhol.

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DESTAQUE - PABLO SARABIA - 5 - Cada vez mais perto do que pode fazer, foi o cometa de uma equipa pouco inspirada. Dele saíram os principais lances de verdadeiro perigo para a baliza do Arouca, assistiu nos 2 golos da vitória e ainda podia ter marcado por três vezes, faltou uma melhor definição. Muito competitivo todo o tempo que esteve em campo, a defender, a atacar e a servir os colegas. Sem dúvida que é o grandes reforço desta época. Ficámos surpreendidos com a sua substituição.

ANTONIO ADÁN - 3.5 - Conheceu nova tripla de centrais à sua frente. Teve que mostrar serviço na segunda parte com intervenções seguras, no golo sofrido é um jackpot do adversário, 3 elementos do Arouca no meio de 7 do Sporting em que todos tocam na bola até acabar dentro da baliza. Foi solicitado pelos colegas a jogar como os pés mais vezes que o habitual e saiu-se sempre bem.

PERDRO PORRO - 3 - Jogo muito pouco conseguido e sempre atrapalhado. Mais lento na resposta, teve alguma dificuldade em ligar com o Ricardo Esgaio nas saídas. Na segunda parte piorou e já não se viu mais a subir pelo seu corredor, levou amarelo num lance em que foi agredido e ficou mais nervoso e alterado; foi o passo para sair de cena, o treinador substitui-o dois minutos depois.

RICARDO ESGAIO - 2.5 - Só se deu verdadeiramente por ele quando o Pedro Porro saiu e voltou ao lugar devido na lateral direita. Antes deu nas vistas a correr atrasado atrás do endiabrado Bukia (sacou três amarelos a jogadores do Sporting) que viria a cruzar para o golo do Arouca.

SEBASTIÁN COATES (CAP) - 3 - Conheceu nova dupla de centrais a seu lado e acusou, cometendo falhas no passe que não lhe são usuais, depois recompôs-se e fez uma segunda parte muito mais perto do seu melhor nível. Na hora do aperto voltou a ser o comandante que conhecemos.

MATHEUS REIS - 4 - Deve ter sido o jogo que acertou mais e melhor, muito activo quis mostrar serviço e que merece as oportunidades que o treinador lhe tem dado. Mostrou que consegue ser rápido a recuperar as suas costas, tem evoluído na leitura dos espaços entre ele e o lateral cometendo menos erros e menos faltas. Procura ganhar confiança no passe na saída.

NUNO SANTOS - 4 - Numa estratégia muito ofensiva da equipa surpreendeu a jogar como lateral e foi altamente competente a defender. Marcou o segundo golo cheio de intenção e convicção enganando o guarda-redes do Arouca num momento crucial, logo a seguir ao golo do empate do adversário; já tinha cruzado muito bem antes para o Sarabia no lance do primeiro golo.

JOÃO PALHINHA - 3 - Jogo discreto de uma grande estrela que pouco brilhou na noite; o esforço despendido no excelente jogo que fez na Alemanha deixou-lhe marcas. Foi dos que vestiu o fato macaco na segunda parte, agarrando-se a todos os colegas, na defesa da vantagem que daria os três preciosos pontos.

MATHEUS NUNES - 3 - Estava no sítio certo para empurrar a bola para o fundo das redes no primeiro golo madrugador da partida, aproveitando um bola dada de bandeja pelo Sarabia no "toma lá e faz-te famoso". Depois, pouco mais se viu e foi mais uma estrela que se foi apagando até ser substituído. Tentou sem êxito as suas habituais arrancadas com a bola colada ao pé, mas a jogar mais descaído para o lado esquerdo nunca o favoreceu a ele nem a equipa.

DANIEL BRAGANÇA - 4.5 - Excelente início de partida, pautando o ritmo da equipa nas saídas para o ataque. Tirou o protagonismo habitual ao Matheus Nunes (empurrado mais para a esquerda) com os seus passes muito precisos e imprevisíveis a rasgar as linhas do meio campo do Arouca. Na segunda parte foi perdendo gás e já não conseguia acompanhar o ritmo do jogo; o adversário ameaçava apoderar-se do meio campo e saiu para entrar o mais fresco Ugarte.

PAULINHO - 3 - Jogo mais de esforço físico, conseguia o mais difícil, ganhar a bola, mas depois não lhe dava o melhor seguimento definindo quase sempre mal na entrega ao colega. Foi infeliz nas opções que teve, quando tentava as desmarcações para os passes de Sarabia que acabaram quase sempre nos pés da defesa adversária. Quase que marca nos primeiros lances da partida, mas tinha o guarda-redes adversário muito em cima a fazer a mancha.

LUÍS NETO - 3.5 - Depois das boas exibições nos últimos jogos, surpreendeu ter aparecido no banco. Aproveitando a saída inevitável do Pedro Porro, o treinador desfez o erro inicial e recompôs a defesa. Neto e Esgaio voltaram para os seus lugares e na hora certa porque o Arouca já ameaçava voltar a poder fazer estragos; ajudou a partir daí a controlar melhor a defesa até ao final.

BRUNO TABATA - 2 - Jogou? No registo vem que entrou aos 70 minutos, muito tempo em jogo para fazer tão pouco ou quase nada. Falta-lhe garra e alegria para conseguir melhor critério no que (não) faz.

TIAGO TOMÁS - 2.5 - Está-lhe muito difícil voltar a arrancar nota positiva. Na pressão ao adversário menos mal, correu muito para pressionar, mas depois nunca ganhou um lance no despique, deixando-se antecipar quase sempre. A equipa perdeu claramente capacidade de ataque nesta troca com o Sarabia.

JOVANE CABRAL - 2 - Voltou a confirmar que está a atravessar um péssimo momento, parece que desaprendeu de jogar o seu futebol. Mesmo quando teve espaço nunca o soube aproveitar, com a defesa adversária mais virada para o ataque optou por decisões ao nível de um principiante juvenil.

MANUEL UGARTE - 3 - Junto com o Luís Neto, foi quem veio do banco acrescentar, pena que só tenha entrado a dez minutos do final; com mais cabeça e qualidade acalmou o meio campo da equipa que estava quase perdido para o Arouca. Ajudou a estancar as tentativas de ataque esforçado do adversário. Mostrou ser uma opção muito válida para os futuros jogos da equipa.

RÚBEN AMORIM - 4 - Ganhou os preciosos três pontos que era o mais importante, após uma deslocação extremamente difícil à Alemanha para a Liga dos Campeões. Fez algumas experiências surpreendendo com a equipa titular, mas nem tudo saiu bem; ainda corrigiu oportunamente a defesa com a entrada do Luís Neto e terá que encontrar melhor solução na distribuição de tarefas na dupla Daniel Bragança/ Matheus Nunes. A equipa ganhou o melhor do Daniel mas perdeu o melhor do Matheus.

ARMANDO EVANGELISTA - 3.5 - Se o Sporting tivesse concretizado as oportunidades claras de golo na primeira parte, o jogo teria tido uma história muito diferente. Quem não marca fica a jeito de sofrer. O Arouca fez um golo fortuito num lance de jackpot, que sai uma vez num milhão e a partir daí, sim, conseguiram enervar o Sporting, acreditaram no duplo jackpot e ameaçaram de forma guerreira e organizada a última linha dos leões.

RUI COSTA (Árbitro) - 3 - Cometeu erros na apreciação das faltas e quase que perdia o controlo do jogo com a confusão que surgiu na segunda parte, no lance que envolveu o Pedro Porro, distribuindo vários amarelos mas sem admoestar o principal prevaricador o Bukia. Precipitação do auxiliar a apontar fora de jogo no primeiro golo do Sporting num lance difícil em que só o Var poderia analisar e confirmar.

MANUEL OLIVEIRA (VAR) - 5 - Deixou todos em suspense no lance do primeiro golo; o árbitro e o auxiliar já tinham ajuizado fora de jogo de Sarabia, mas lá meteu a régua e o esquadro nas linhas e repôs a verdade.

publicado às 04:19

As Notas de Julius 2021/22 (09)

Julius Coelho, em 29.09.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting e a outros intervenientes do jogo com o Borussia Dortmund da 2.ª jornada da fase de grupos da Champeon League, que resultou numa derrota por 1-0. 

Em Dortmund contra o temeroso Borussia, o Sporting recuperou a sua identidade nas jornadas da Champions League, Jogando os noventa e três minutos olhos nos olhos com os alemães. Se alguém esperava mais uma cabazada viu a equipa dar uma boa resposta e que até colocou em dúvida o resultado final até ao último segundo da partida. Verdade que não teve oportunidades claras para marcar, mas conseguiu em muitos momentos enervar e banalizar o futebol  do adversário na sua própria casa. Foi um alívio para os jogadores, treinador e adeptos da equipa alemã quando o árbitro apitou para o final da partida. O mais negativo da equipa do Sporting esteve no erro que levou ao único golo da partida e na perda constante das segundas bolas.

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DESTAQUE - MATHEUS NUNES - 4 - Já tinha sido o destaque no jogo contra o Ajax e voltou a ser o melhor da equipa ontem à noite. Não se amedrontou com o adversário e atirou-se ao jogo com ganas de fazer bem o seu trabalho, o transportar a bola e carregar a equipa para a frente. Pena que tenha caído bastante de produção na segunda parte e já sem pernas para poder acompanhar o último assalto à tentativa do golo do empate nos 10 minutos finais.

ANTONIO ADÁN - 3,5 - Concentrado e sempre bem atento aos movimentos da frente do ataque temeroso dos alemães, matou vários cruzamentos com segurança, fica a ideia que podia ter feito algo mais no golo sofrido, tem um breve momento que descai em excesso para o seu lado esquerdo e abriu  maior ângulo para o remate cruzado que acabou com a bola dentro da sua baliza.

PEDRO PORRO - 3.5 - Bastante seguro a defender, jogando simples e prático, mas teve algumas dificuldades para as suas patentes saídas pelo corredor onde encontrou quase sempre os caminhos tapados.

LUÍS NETO - 4 - Realizou uma das melhores exibições de leão ao peito.Já tínhamos dito que está a passar um bom momento de forma, foi o melhor elemento da defesa superando o próprio capitão Coates, excelente percepção dos movimentos dos avançados do Borussia que lhe permitiu chegar sempre primeiro roubando-lhes a maior parte das vezes a bola. 

SEBASTIÁN COATES - 3 - Muito melhor a comandar a defesa do que a resolver os seus próprios apertos. Falhou por duas vezes cortes que habitualmente não facilita colocando calafrios no Adán. Não leu bem o lance do passe de primeira que isolou o Donyell Malen à sua esquerda e já não conseguiu impedir o seu remate vitorioso para o único golo do jogo.

ZOUHAIR FEDDAL - 3 - No geral cumpriu não sendo exuberante. No golo sofrido não estava lá, nem Matheus Reis, abrindo uma cratera ao marcador do golo que carimbou a vitória dos alemães. Foi um erro bem crasso porque não podiam estar os dois ausentes ao mesmo tempo na zona. Nos 10 minutos finais viu-se com dois passes bem medidos a isolar o Nuno Santos à esquerda.

MATHEUS REIS - 3 - Foi competente na função de defender, mas complicou por vezes na saída, entregando a bola ao meio campo adversário. O treinador continua a experimentar soluções à esquerda depois do falhanço do Rúben Vinagre, com Feddal longe da sua forma fica ainda mais difícil estancar de vez o problema.

JOÃO PALHINHA - 3 - Não fez um grande jogo, chegou muitas vezes atrasado com os seus conhecidos carrinhos que são sempre muito eficazes, também não foi feliz no passe entre as linhas do adversário, a equipa nunca esteve muito ligada nessa zona faltando mais apoios e melhor precisão do passe.

PABLO SARABIA - 3 - Fez um jogo fraco e ainda não apareceu o que se espera dele, nunca conseguiu ligar o jogo com o agravante de perder a bola algumas vezes logo na recepção. 

TIAGO TOMÁS - 2.5 - A sua titularidade foi a grande surpresa da noite, mas percebeu-se a intenção do treinador. Perante o sistema de jogo sempre ofensivo dos alemães, o Tiago poderia ganhar a profundidade nas suas costas, mas isso raramente se viu. Forçosamente tem que melhorar o passe, foram quase todos interceptados pelo adversário. Num ataque que pouco produziu é também ele responsável por essa ineficácia.

PAULINHO - 3 - Cada vez mais desperta o interesse pelas notas que lhe são atribuídas, pelas suas exibições. Teve alguns pormenores com classe tirando várias vezes o adversário da frente, mas sempre longe da baliza adversária e das zonas onde deveria estar. Depois surpreendeu pela negativa no último passe onde terá que melhorar bastante.

NUNO SANTOS - 2 - Entrou aos 58 minutos, no momento em que a maioria dos adeptos do Sporting já pensavam nele, mas decepcionou. Revelou insuficiências técnicas e nunca soube mediar bem a sua posição face à última linha da defesa adversária, sendo apanhado várias vezes em fora de jogo. Nada acrescentou e por isso decepcionou-nos a todos.

JOVANE CABRAL - 2 - Depois entrou o Jovane e a situação ficou igual, sem melhoria na equipa, correu muito é verdade ... só que atrás da bola e dos alemães.

DANIEL BRAGANÇA - 3 - Finalmente entrou alguém que veio acrescentar e muito. Mexeu com o jogo, deu nova vida à equipa que parecia já ter desistido de tentar o golo do empate, e motivou os alemães a olharem para o relógio gigante do estádio. Pena ter já encontrado o Matheus Nunes nas lonas. O Daniel devia ter entrado mais cedo quiçá mesmo de início. Nos 10 minutos que jogou tudo o que fez foi sempre bem feito com critério acima da média que surpreendeu muito o adversário.

BRUNO TABATA - 2.5 - Trouxe mais energia à equipa, Porro já estava muito desgastado mas não foi por ali, por aquele lado que a equipa oscilou e perdeu.

RICARDO ESGAIO - 2 - Entrou fresco perante tentativa da equipa ainda chegar ao empate; segurou aquele lado esquerdo onde também anda ali para desenrascar. Pena que o Nuno Santos tenha passado ao lado do jogo, obrigando o Esgaio a ficar mais fixo sem poder arriscar muito mais.

RÚBEN AMORIM - 4 - Espremeu a equipa até onde foi possível espremer. Defrontou uma das equipas com maior poderio ofensivo a nível mundial na sua própria casa. Perdeu, mas surpreendeu pela positiva, assustando os alemães. A equipa quase que não cometeu erros na defesa, mas sem Pedro Gonçalves em campo o ataque fica demasiado inofensivo. O jogo valeu pelos 10 minutos finais, com as substituições principalmente do Daniel, a equipa agarrou no jogo e deu esperança de se chegar ao empate, o que seria um prémio merecido.

SRDJAN JOVANOVIC (Árbitro - Sérvio) - 3 - Arbitragem medíocre, na dúvida ganhavam sempre os... alemães. De parvo não tem mesmo nada, soube agradar a quem deve agradar, à cúpula do futebol mundial. Portugueses!!!! Quem são? Bahhh!!.

POL VAN BOEKEL (VAR - Holandês) - 3 - Ninguém o incomodou e também não incomodou ninguém.

publicado às 07:03

As Notas de Julius 2021/22 (08)

Julius Coelho, em 25.09.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting e a outros intervenientes do jogo com o Marítimo da 6.ª jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória por 1- 0. Golo de Pedro Porro (90+8'), g.p..

Jogo de um só sentido, mas macio da equipa do Sporting que provocou poucas vezes a intensidade que se exigia e que por isso quase que lhe saía bem caro. Adán não fez uma única defesa nos 101 minutos dados pelo árbitro. Nuno Santos voltou a ser bastante perdulário, podia ter resolvido o jogo muito mais cedo contra um adversário que apenas defendeu usando e abusando do anti-jogo. Vitória justíssima da única equipa que jogou para ganhar.

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DESTAQUE - PEDRO PORRO - 4.5 - Depois de uma primeira parte menos conseguida voltou do intervalo com outra disposição, impôs outro ritmo no seu jogo dominando todo o seu corredor como quis, foi dos mais esclarecidos da equipa, atirou ao poste num remate muito semelhante quando contra o Ajax, por sinal o mesmo poste, e a bola não quis entrar. Voltou a marcar a grande penalidade com classe dando à equipa os 3 pontos que quase fugiam.

ANTONIO ADÁN - 3 - Foi espectador durante todo o jogo, nem deu para aquecer para o banho. O Marítimo, tirando um remate aos 20 minutos da primeira parte e que saiu por cima da trave, nunca incomodou a baliza do Sporting.

LUÍS NETO - 3.5 - Durante toda a partida a equipa empenhou-se sempre em construção de ataque contínuo o que não é propriamente a sua praia; quando foi chamado a intervir na defesa fê-lo sempre com compromisso e competência.

SEBASTIÁN COATES (cap) - 4 - Pelo dispositivo táctico montado pelo Marítimo com as linhas sempre muito recuadas teve sempre muito espaço à sua frente. À medida que o tempo ia passando e com o resultado inalterável foi percebendo que tinha que arriscar mais levando a linha da defesa mais à frente. Nos 10 minutos finais voltou a ser o ponta de lança mais letal da equipa, teve dois cabezazos que podiam ter tido melhor sorte e foi ele que ganhou a bola na área do Marítimo no lance que resultou na grande penalidade.

ZOUHAIR FEDDAL - 3.5 - Ainda não atingiu a forma que lhe reconhecemos. Tem tido alguns problemas físicos mas ontem pareceu já estar melhor, mais solto e mais rápido sobre a bola. Verdade que os avançados do Marítimo raramente incomodaram o último terço da defesa do Sporting. 

RÚBEN VINAGRE - 3 - Continua complicado conseguir soltar-se e jogar o seu futebol, numa noite mais tranquila a defender a equipa necessitava muito mais da sua colaboração nas acções ofensivas com outra competência que nunca conseguiu dar. Está a passar um momento difícil. 

JOÃO PALHINHA - 4 - O adversário encolheu-se lá atrás com as linhas o mais juntas possíveis e com isso provocou maiores problemas aos elementos do meio campo do Sporting que tinham que procurar inspiração para encontrar linhas de passe. Apareceu mais vezes em terrenos mais adiantados do que lhe é normal e por isso teve que construir mais do que destruir. Quase que marcava numa excelente iniciativa individual já dentro da pequena área do Marítimo, num ângulo difícil obrigou uma  defesa de recurso ao guarda-redes.

MATHEUS NUNES - 3.5 - Lutou bastante até ficar sem pilhas, o maior espaço que teve no meio campo para levar a bola foi estratégico do adversário, depois lá mais à frente ficava com menor espaço e sem ideias. Nunca se escondeu do jogo e tentou sempre forçar a linha defensiva do Marítimo com as suas diagonais, tentou empurrá-la e com isso criar linhas de passe nas suas costas para as entradas de Paulinho e Nuno Santos.

PABLO SARABIA - 3.5 - Apresentou-se melhor fisicamente, por duas vezes aclarou o caminho para isolar o Nuno Santos, mas está ainda num período de adaptação aos colegas, aos adversários, aos árbitros portugueses, enfim, ao futebol português. É lutador e parece disposto a assumir e participar no compromisso da equipa. Vai melhorar muito, porque vê-se bastante qualidade nas decisões que toma no jogo. 

NUNO SANTOS - 3.5 - Anda a cheirar o golo e estará muito perto de o festejar. Teve duas ocasiões perdidas em que com mais confiança teria marcado: uma delas a bola caiu como uma pena na trave e a outra levava boa direcção mas faltou intensidade no remate e permitiu o desvio do guarda-redes. Andou sempre solto lá na frente, à direita e à esquerda, ganhando muitas vezes as costas da defesa maritimista.

PAULINHO - 3 - É seu apanágio lutar sempre por cada bola, tentando criar intensidade nos lances que parecem quase mortos, mas ontem esteve particularmente desinspirado e quase sempre fora "dela". O autocarro do Marítimo tinha muitos 'rodados' lá atrás que lhe reduziram o espaço. Participou no lance do penálti, ganhando também nas alturas a bola vinda do Coates e que depois iria sobrar para o Jovane.

TIAGO TOMÁS - 2.5 - A sua principal característica como avançado é a velocidade, depois ficamos à espera de perceber quais são as outras e aí o cenário complica-se. Ficamos sem saber se é ponta de lança ou outra coisa no jogo. Terá sim seguramente que melhorar o seu remate - na zona do penálti não se fazem cócegas na bola, tem que fuzilar. Começa a ser hora de mostrar a utilidade que pode realmente dar à equipa.

DANIEL BRAGANÇA - 3.5 - A sua entrada foi decisiva para o ataque final à muralha do Marítimo. O jogo de construção melhorou substancialmente pela sua precisão e rapidez de passe e com a subida do Coates para junto do Paulinho o Marítimo sentiu dificuldades redobradas e a verdade é que se adivinhava o golo que acabou por aparecer.

JOVANE CABRAL - 3 - Sabe fazer muitíssimo mais, está uma sombra do Jovane que conhecemos, contudo, ainda executou um excelente passe na diagonal que encontrou o Porro no lance em que a bola foi ao poste; depois foi sobre ele que o guarda-redes cometeu a falta para penálti que mudou a história do jogo. Tirando isso, protagonizou demasiadas asneiras. Necessita de ganhar outra confiança.

RICARDO ESGAIO - 2.5 - Entrou para o lugar do amarelado Luís Neto  para trazer maior frescura nos movimentos de construção; era hora do tudo ou nada e o Marítimo já dava sinais de esgotamento e de poder vir a ceder, esteve pouco tempo em jogo para poder argumentar uma nota positiva.

BRUNO TABATA - 2.5 - Palhinha estava esgotado para poder ser o criativo que nunca foi, o Bruno mais fresco trouxe essa missão para os 15 minutos finais, foi o melhor período da equipa em que encostou verdadeiramente o Marítimo às cordas até ao golo da vitória.

RÚBEN AMORIM - 4.5 - Sofreu a bom sofrer no banco, viu a sua equipa sempre virada para o ataque mas sem grandes resultados pragmáticos. Face ao plantel à sua disposição não tinha grandes alternativas para poder surpreender no 'onze' titular; o adversário fechou-se a sete chaves num bloco muito junto e recuado, raramente se desmontou e era necessário mais velocidade e intensidade que alguns elementos da equipa não deram ao jogo. Tentou tudo, fazendo 5 substituições e com elas ganhou os 3 pontos já na 3.ª parte da partida.

JULIO VELAZQUEZ - 2.5 - Não terá assim tantos motivos como apregoa para se orgulhar do futebol da sua equipa; perdeu e deixou uma imagem feia de anti-jogo que deveria envergonhar qualquer treinador. A parte que teve de mais positivo foi as dificuldades que criou ao campeão nacional no seu estádio, com um esquema de grande união defensiva sempre com gente nas dobras e sem nunca se desmontar. Mas o guarda-redes do Sporting foi assistente privilegiado ao jogo.

JOÃO PINHEIRO (Árbitro) - 3 - Arbitragem esquisita, no início quis repetir o deixa andar do colega Tiago Martins e depois estranhamente foi apertando o critério das faltas, do oitenta passou ao oito e as faltas a beneficiar o Marítimo viu-as todas, mesmo as que não foram. Mas lá viu a falta rainha do jogo, deve-lhe ter custado assinalar o penálti.

HUGO MIGUEL - 3No lance capital do jogo corroborou a decisão do árbitro e não teve outros lances que o obrigasse a intervir.

publicado às 04:03

As Notas de Julius 2021/22 (07)

Julius Coelho, em 20.09.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting e a outros intervenientes do jogo com o Estoril da 6.ª jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória por 1- 0. Golo de Pedro Porro (67').

Todos muito solidários a jogarem à campeão ontem à noite na Amoreira; garra, querer, disponibilidade física, concentração no limite, coragem e persistência resultou numa vitória justíssima que só peca por escassa. Um penálti muito bem marcado pelo Pedro Porro tirou o enguiço que parecia ter a baliza do Estoril...e o Ajax já é passado.

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DESTAQUE - PAULINHO - 5.5 - Mereceu a coroa do destaque e ainda mais valorizada pela concorrência de peso de colegas que poderiam também serem escolhidos. Se alguém merecia o golo foi o Paulinho, foi o mais rematador do jogo, procurou-o de todas as formas mas havia sempre algo a impedir a bola de entrar, até o poste naquele excelente remate em arco que daria um golo monumental, a sua persistência provocou o erro do guarda-redes no lance do penálti. Nunca se acomodou ou escondeu-se do jogo. Calou os críticos.

ANTONIO ADÁN - 4.5 - Foi fundamental na primeira parte ao impedir que o Estoril Praia ficasse na frente do marcador, defendendo à queima em duas situações a bola que levava o caminho do golo. Na segunda parte teve menos trabalho sem necessidade de intervenções de nível complicado.

PEDRO PORRO - 5 Está num bom período de forma e de muita confiança, foi um abre latas pelo seu corredor, pena que o Sarabia ainda não esteja entrosado e maiores danos poderiam sair daquele lado para o adversário, com facilidade consegue espaço para cruzar com perigo. Marcou o penálti de forma irrepreensível e o próximo voltará a ser dele.

LUÍS NETO - 5 - A sua excelente forma física permitiu-lhe chegar à bola sempre primeiro que o adversário, varreu tudo à sua frente não dando nenhumas chances a ninguém. Podia ter marcado num remate de ressaca que levava o selo de golo mas ressaltou num defesa e a bola saiu ao lado. Boa exibição do veterano, foi um exemplo de garra.

SEBASTIÁN COATES (cap) - 5 - O patrão voltou ao seu posto e tudo foi diferente na defesa. Só mesmo ele consegue fazer aqueles cortes in extremis com a acentuada classe de grande craque. Comandou tudo à sua volta e a música saiu bem sincronizada com todos. Tornou-se fundamental no centro da defesa desta equipa do Sporting de Rúben Amorim.

MATHEUS REIS - 4 - Olhem quem é ele, entrou com atitude do sim ou sopas e as coisas até que lhe começaram a sair melhor que as outras vezes que foi chamado, foi até agora a sua melhor exibição na equipa, mostrou-se mais decidido a assumir a responsabilidade e o risco, menos faltoso, quererá sair da casca? 

RÚBEN VINAGRE - 3.5 - Voltou a ser o elo mais frágil da defesa, melhor que na quarta-feira (o adversário também foi outro) procura recuperar a confiança. Esteve uns furos abaixo dos colegas mas fez uma exibição no geral positiva.

JOÃO PALHINHA - 5.5 - Um monstro no meio campo, a sua melhor forma está a chegar e foi o que se viu, entregou-se ao jogo como um leão com um só objectivo, vencer. Levou quase sempre a melhor e é responsável pela inoperância do ataque do adversário em toda a segunda parte, bloqueou-os na maior parte do tempo de jogo.Teve um tremendo remate fora da área dando vida a uma bola que quase trai o guarda redes do Estoril. Nas saídas da equipa terá que ajustar-se melhor no terreno para oferecer outra linha de passe.

MATHEUS NUNES - 4.5 - Menos exuberante por défice de inspiração mas teve um papel deveras importante no transporte da bola para a linha da frente do ataque. Executou um bom remate que quase dava jackpot na baliza do Estoril. Mostrou atitude e muita técnica quando rompia pelas linhas adversárias, criando roturas.

NUNO SANTOS - 3.5 - Não esteve ao seu melhor. Pouco inspirado, mostrou dificuldades nos duelos, desta vez perdeu mais do que ganhou, viu-se num excelente cruzamento que quase deu golo, a bola foi tirada em cima da linha de golo pelo Joãozinho.

PABLO SARABIA - 3.5 - Não está ainda entrosado nos esquemas das movimentações e por isso mostra ainda alguma lentidão a decidir, mas deixou o registo de alguns lances que mostraram um jogador inteligente e de toque fácil na bola, com capacidade de descobrir caminhos que mais ninguém vê.

JOVANE CABRAL - 3 - As suas últimas exibições muito mal conseguidas já faziam prever que voltasse neste jogo ao seu registo normal das entradas a meio das segundas partes; não trouxe nada de especial ao jogo, pareceu lento e hesitante que mostram uma crise de confiança que necessita de recuperar.

TIAGO TOMÁS - 2.5 - Entrou para os 10 minutos finais para o lugar do esgotado Pablo Sarabia, pareceu querer fazer tudo muito depressa, sem ler os tempos de jogo, precipitou-se a rematar à baliza por duas vezes matando boas movimentaçôes da equipa em contra ataque e que podiam ter terminado de melhor forma.

RICARDO ESGAIO - 2 - Entrou já em cima dos 90 minutos e só para ajudar a segurar o ouro conquistado, não fosse o diabo tecê-las.

RÚBEN AMORIM - 5 - Pediu que à equipa que desse uma boa resposta após o desaire e os jogadores corresponderam na íntegra, cumprindo especialmente na atitude, controlando o jogo na segunda parte em que abafaram o adversário. Percebeu-se que todos levaram para o campo do Estoril um único objectivo: ganhar. Fez somente três substituições, o que diz muito do compromisso assumido pelos titulares. Os adeptos sportinguistas presentes no estádio também ajudaram, dando-lhes força e confiança... foi bonito.

BRUNO PINHEIRO - 4 - Não tem as mesmas armas do seu adversário, mas bateu-se bem e até podia ter marcado primeiro não fosse o guarda redes do Sporting chamar-se Antonio Adán, o melhor guarda redes da Liga 2020. Reconheceu no final que o resultado foi justo e fica-lhe bem, tentou tudo, meteu jogadores frescos nos minutos finais, mas o adversário esteve sempre muito forte e não lhe deu quaisquer possibilidades.

TIAGO MARTINS (Árbitro) - 4 - O árbitro mais inglês que apita no futebol português, com um critério bastante largo, por vezes excessivo em que confunde faltas reais e grosseiras com faltinhas.  Mas fé-lo para os dois lados e quando assim é nada a apontar.

BRUNO ESTEVES (VAR) - 4 - Nada a registar.

publicado às 04:03

As Notas de Julius 2021/22 (06)

Julius Coelho, em 16.09.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting e a outros intervenientes do jogo com o Ajax de Amesterdão da 1.ª jornada da fase de grupos da Champeon League, que resultou numa derrota por 5-1. Golo de Paulinho (33').

Colapso total da defesa, faltou o comandante e andaram todos à deriva sem nunca acertarem com o tempo de entrada dos adversários que lhes apareciam pela frente, principalmente pela porta escancarada que o Rúben Vinagre lhes abriu à esquerda e que nunca conseguiu fechar. Uma equipa do Ajax que com uma tremenda qualidade de passe fez toda a diferença e caiu em cima de uma equipa do Sporting de forma implacável sem a deixar pensar o jogo. Fica para a história umas fugazes reacções da equipa leonina após o golo do Paulinho que ainda deram para ameaçar reentrar no jogo. 

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DESTAQUE - MATHEUS NUNES - 3.5 - Foi o mais esclarecido do meio campo; tentou por várias vezes levar a bola até as linhas mais recuadas do Ajax, ganhou quase sempre os duelos com o adversário respondendo na mesma velocidade e intensidade. Mas lá atrás na defesa era cada tiro cada melro.

ANTONIO ADÁN - 2.5 - História curta no jogo, sofreu 5 golos e não os conseguiu parar, sentiu-se quiçá pela primeira vez deveras desprotegido e nada pôde fazer para mudar o rumo aos acontecimentos.

PEDRO PORRO  - 3.5 - Dos melhores da equipa, deu muita luta e raramente perdeu nos duelos, principalmente com o Dusan Tadic, está em grande forma e como o Matheus Nunes tentou levar a bola pelo seu corredor conseguindo algumas vezes ter êxito, teve 2 bons remates que quase surpreendia o guarda redes holandês, um deles levava o caminho do golo mas a bola acabou por bater no poste e ir parar às mãos do keeper do Ajax.

GONÇALO INÁCIO - 1 - Voltou a lesionar-se e muito cedo no jogo, aos 20 minutos, mas já os holandeses tinham marcado dois golos em que não esteve isento também de culpas.

LUÍS NETO - 1 - Noite para esquecer, nem nos sonhos conseguirá fazer de Coates; nunca encontrou a fórmula para poder ajudar a estancar aquela rotura à esquerda da defesa e também foi comido de cebolada com as entradas dos avançados holandeses nas suas costas. Que o diga o Sébastien Haller, que aproveitou muito bem para marcar 4 golos em Alvalade.

ZOUHAIR FEDDAL - 1 - Está em nítida má forma, foi o pior dos centrais. Já o tem sido e jogos do campeonato, para azar do Rúben Vinagre que fica entregue a si próprio. Teve um bom cabezazo na área dos holandeses que em melhor forma e mais confiante seria golo.

RÚBEN VINAGRE - 1 - Mais uma noite para esquecer, foi do seu lado que a equipa se desmoronou, nada lhe saiu bem e depois entrou em desespero, tudo que fazia ou decidia fazer dava asneira, foi um passador para os holandeses que fizeram dele o que quiseram. Terá que crescer muito ainda para poder estar ao nível destes jogos, que medite muito bem tudo o que não fez para poder melhorar. 

JOÃO PALHINHA - 3 - Esforço ingrato porque a maior parte do tempo andou perdido sem saber o que fazer, se devia recuar e dar uma ajuda lá atrás ou se ousava avançar mais no terreno para ajudar nas escapadas do Matheus Nunes com mais uma linha de passe. Ficou confuso e o seu futebol acabou também por sair baralhado.Os holandeses apostaram na pressão e nos passes curtos já dentro da área do Sporting com desmarcações que deram cabo dos rins ao Luís Neto e ao Feddal; tudo isso se passou longe dos terrenos do João Palhinha.

JOVANE CABRAL - 1 - Jogou? Nem demos por ele, a equipa jogou seguramente com um elemento a menos enquanto ele esteve em campo. Esperamos que não entre em algum processo do tipo Manénização, (Carlos Mané). Não fez seguramente a parte que lhe estava destinada.

NUNO SANTOS - 3 - Acabou por ser dos melhores da equipa, mostrou sempre muito inconformismo e lutou por cada bola sem nunca a dar por perdida, andou sempre na luta de mangas arregaçadas, o ataque da equipa podia ter tido outra expressão caso a defesa não desmoralizasse tanto a todos. O Nuno mostrou que o Ajax também tem fragilidades e que em outras circunstâncias podem ser aproveitadas.

PAULINHO - 3.5 - O terceiro elemento do trio que esteve em melhor plano, lutou muito e ganhou algumas vezes nos poucos duelos que o jogo lhe permitiu disputar, marcou um golo que podia levar a equipa a entrar no jogo porque pouco depois fez o segundo que seria um fabuloso golazo de cabeça se o VAR não o invalida por fora de jogo duvidoso.

RICARDO ESGAIO - 1 - Entrou aos 20 minutos de jogo para o lugar do lesionado Gonçalo Inácio. Foi solidário com o descalabro dos colegas da defesa e o Ajax voltou a marcar por mais três vezes. Fora da sua posição mais natural foi um remendo que não surtiu qualquer efeito

PABLO SARABIA - 2.5 - Não trouxe grande diferença ao jogo do meio campo da equipa, o VAR sacou o segundo golo ao Paulinho e logo depois o Ajax voltou a marcar e a moral caiu para todos, geriu o seu esforço espreitando a possibilidade do contra golpe que raramente apareceu. Não está ainda preparado fisicamente para jogar os 90 mimutos.

MATHEUS REIS - 3 - Até que surpreendeu ter entrado bem no jogo e esteve muito melhor que o Rúben Vinagre a defender, inclusive viu-se em algumas tentativas de participar na construção ofensiva já perto da área do Ajax.

TIAGO TOMÁS - 2 - Entrou para o lugar do muito desgastado Nuno Santos para que a equipa mantivesse a pressão na primeira linha holandesa; tirando essa função nada mais se viu de grande registo.

DANIEL BRAGANÇA - 2 - Entrou para os quinze minutos finais quando o resultado já estava fechado, todavia entrou bem e viu-se com alguns bons pormenores no passe entre as linhas holandesas.

RÚBEN AMORIM - 1 - Por muita culpa que tenham tido alguns jogadores no jogo e que tiveram claramente o treinador será sempre o primeiro responsável. A verdade é que o sistema da equipa que para os jogos do campeonato português encaixa muito bem, pode não ser suficiente contra equipas que têm outra capacidade de pressão e um nível muito elevado no passe. Se o sistema é para manter nesta competição terá que o afinar melhor e depois jogar sem o Coates, quiçá seria melhor recuar mais o Palhinha e meter a jogo o Ugarte.

ERIK TEN HAG - 6 - Lição táctica em Alvalade, apresentou uma equipa muito bem trabalhada, uma verdadeira equipa, que sabe pressionar de forma tremenda durante os 90 minutos de jogo e ainda com uma qualidade fantástica no passe. Foram muito eficazes numa noite em que tudo lhes saiu bem.

JOSÉ MARÍA SÁNCHEZ MARÍNEZ (Árbitro) - 2.5 - Arbitragem sofrível tanto técnica como disciplinarmente. Errou muitas vezes e o mais prejudicado foi sempre o Sporting, não interpretou da melhor forma vários lances cortando erradamente contra ataques do Sporting e levou uma eternidade a dar o primeiro amarelo aos jogadores holandeses que usaram e abusaram da agressividade, frequentemente violenta. Aliás, cometeram (foram assinaladas) 27 faltas contra as 11 do Sporting, e mais teriam sido.

ALEJANDRO HERNÁNDEZ ( VAR) - 3 - Sem casos de maior não foi foi chamado a intervir. No golo do Paulinho é uma fora de jogo milimétrico duvidoso.

publicado às 03:03

As Notas de Julius 2021/22 (05)

Julius Coelho, em 12.09.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting e a outros intervenientes do jogo com o FC Porto da 5.ª jornada da Liga BWIN, que resultou num empate 1-1. Golo de Nuno Santos (16').

Jogo muito intenso excessivamente quezilento, com um árbitro muito fraco e com o VAR ausente, o João Pinheiro deve ter adormecido lá na cidade da trafulhice. O Sporting teve o pássaro na mão e justamente podia ter ido para intervalo com uma diferença mais dilatada no marcador, afinal o Diogo Costa foi o melhor em campo. No momento das substituições ficou claro as limitações do plantel.

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DESTAQUE - PEDRO PORRO - 5 - Esteve num nível muito elevado e foi o principal desequilibrador da equipa, arrancou nos minutos iniciais dois amarelos ao adversário que nunca o conseguiu parar, executou vários cruzamentos venenosos com conta peso e medida para as costas da defesa do FC Porto, um deles aproveitado com êxito pelo Nuno Santos no primeiro golo do jogo.

ANTONIO ADÁN -4 - Não pode ficar penalizado na nota por o adversário ter feito um único remate à baliza e que deu golo, noite sem grandes apuros não merecia aquela bola indefensável do Luis Diaz.

LUÍS NETO 4 - Não comprometeu e esteve sempre à altura, levou um amarelo injusto num lance que nem falta foi sobre o Corona. O lado direito da defesa da equipa foi o que esteve sempre melhor; no lance do golo a bola já vinha envenenada por incompetência do Matheus Nunes que permitiu a jogada e não a matou depois quando o devia ter feito.

SEBASTIÁN COATES (CAP) 4.5 - Também em excelente nível, e como sempre foi o melhor da defesa, sofreu dois penáltis na área do FC Porto (Taremi e Pepe) mas o VAR estava a dormir, foi também muitas vezes bombeiro no auxílio forçado ao Feddal.

ZOUHAIR FEDDAL - 2 - Fez um mau jogo, o que é difícil de compreender. É um jogador experiente e habituado a estes jogos mas falhou muitos passes fáceis e em zonas proibidas. Não está com a confiança que se exige e fisicamente pareceu débil.

RÚBEN VINAGRE 3 - Pareceu acusar a responsabilidade e mostrou pouca mobilidade, ao fim da primeira parte já mostrava dificuldades na recuperação com a velocidade que se exigia, o treinador esticou até ao limite no tempo a sua permanência em campo, viu-se por duas vezes perto da área adversária com espaço para cruzar, mas não decidiu da melhor forma.

JOÃO PALHINHA 5 - Foi um autêntico mouro de trabalho e um grande tampão às manobras ofensivas dos médios do FC Porto. Lutou até final como um verdadeiro leão, sempre incansável, merecia ter tido ao seu lado essa mesma atitude do seu colega Matheus Nunes e outro galo cantaria no resultado final do jogo. Executou alguns passes largos de bom recorte a lançar o Nuno Santos.

MATHEUS NUNES - 3Voltou a estar muito distante do que já lhe vimos fazer, terá que acalmar porque a equipa necessita do seu futebol, ontem nunca conseguiu agarrar o jogo. Verdade que lançou o Porro que cruzou para o golo do Nuno Santos e pouco depois isolou o mesmo Nuno Santos que na cara do Diogo Costa falhou o que seria o segundo golo mas esperava-se mais. Esteve directamente envolvido no golo do empate do FC Porto, perdeu a bola no meio campo e depois perseguiu o adversário sem matar o lance como se impunha, a bola depois acaba cruzada para o Luis Diaz.

JOVANE CABRAL - 2 - Aos 31 minutos fez um excelente passe isolando o Nuno Santos que voltaria a falhar o golo permitindo a defesa do guarda-redes do FC Porto e mais nada se viu nem antes nem depois até ao momento de ser substituído pelo Pablo Saraiba. Muito pouco e terá deixado o treinador muito preocupado.

NUNO SANTOS 5 - Teria tido uma noite memorável para recordar mais tarde com os netos, mas faltou melhor eficácia nas duas vezes em que isolado não conseguiu ampliar o marcador. Quem não marca, acaba quase sempre por pagar bem caro por isso como se veio a verificar. Marcou um excelente golo chegando a tempo ao cruzamento bem medido do Pedro Porro. Foi sempre o que mais incomodou a defesa portista.

PAULINHO 3 - Teve missão difícil e não conseguiu aparecer mais vezes lá na frente entre as linhas da defesa do FC Porto como ele gostaria. Quase nunca foi servido em condições sendo frequentemente obrigado a recuar para procurar a bola; ainda assim teve um excelente cabeceamento cheio de intenção mas o Diogo Costa estava bem posicionado e defendeu para canto.

PABLO SARABIA - 3 - Chegou, vindo do PSG, na quinta feira, fez um treino na sexta e foi a jogo no sábado integrado numa equipa nova, com tudo novo à sua volta, que se lhe podia exigir? Mesmo assim mostrou pormenores interessantes, quando devidamente integrado e com melhor condição física será um elemento muito útil à equipa. Entrou aos 60 minutos a substituir o muito apagado Jovane e a poucos minutos do fim quase que oferecia um golo cantado ao Paulinho.

RICARDO ESGAIO - 3 - Entrou aos 70 minutos e muito provavelmente vai ser um dos bombeiros do plantel para esta nova temporada, para ajudar a apagar os fogos à esquerda e à direita nas laterais; irá saltar para lá muitas vezes principalmente para o lugar do Rúben Vinagre que se tem mostrado máis débil para os 90 minutos. Cumpriu sem grandes registos.

MATHEUS REIS - 1 - Não se entende a teimosia do treinador neste jogador; não tem o mínimo de qualidade para jogar no Sporting, arrisco-me a dizer que ainda consegue ser pior do que o Borja. Sem timing de entrada na bola, sem critério no passe, sem noção do seu posicionamento, nada, cada vez que entra é uma vitamina mais para o adversário ficar mais forte. Só fez aselhices. E coincidência ou não, entrou e logo a seguir o FC Porto fez o golo do empate.

BRUNO TABATA - 1.5 - Parece que anda a regredir em vez de melhorar, entrou muito mal no jogo, falhando passes fáceis, sem critério nas decisões só demonstrou o quanto curto está o Sporting de plantel. Já o vimos fazer muito melhor.

RÚBEN AMORIM 3.5 - Quanto ao onze que escolheu, não há nada a dizer, face às circunstâncias. Não tem culpa das hibernações repentinas do Jovane. Mesmo assim, enquanto tiveram pernas foram melhores que o adversário e podiam ter marcado nesse período mais um ou dois golos. Quanto ao sistema estratégico idem, jogaram com muita competência e intensidade. Os maiores problemas começaram quando chegou a hora das substituições e se viu quanto curto é o plantel na qualidade e depois aquela insistência no Matheus Reis não o favorece.

SÉRGIO CONCEIÇÃO - 3 - É difícil para qualquer adversário jogar contra a sua equipa, pela forma como a monta, mostram muita maturidade e muita matreirice, manobram bem os momentos do jogo, conhecem-nos de cor e nesse aspecto levam vantagem à equipa do Sporting que tendo jogadores mais jovens ainda sem o currículo de número elevado de jogos contra grande adversários mostram menos experiência, mas... foi o seu guarda redes o melhor elemento do jogo.

NUNO ALMEIDA (Árbitro) 1 - Arbitragem horrível, é muito frustrante ver-se este tipo de arbitragens nos jogos do nosso campeonato; sem personalidade, sem critério equilibrado, sem justiça, sem nada, porque esta gente tem medo de apitar jogos do Porto; quis ele fazer uma entrada de leão e depois saiu como um cordeirinho amedrontado. Mau de mais. Melhor ter dado o apito ao Pepe, ficávamos mais esclarecidos. Tantos erros num só jogo.

JOÃO PINHEIRO ( VAR ) - ( - ) Não esteve lá, não pode ter nota.

publicado às 03:49

Nota do dia

Julius Coelho, em 03.09.21

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Nuno Mendes e o salto vertiginoso para os galácticos de Paris

O Jovem jogador e o Sporting foram notícia em todo o Mundo, estando no epicentro das transferências do verão que maior impacto mediático causaram.

Questiona-se se estará já preparado para este tremendo desafio, se cresceu já o suficiente como jogador e na sua mentalidade para poder enfrentar os palcos que o esperam, sai da sua zona de conforto, atirado para a grande selva do futebol internacional em que vai ter que caminhar agora sozinho, vai ter que enfrentar as adversidades que possam surgir sozinho, irá jogar no meio das estrelas mais brilhantes do planeta e terá que estar à altura. A exigência do seu novo publico será muito diferente do que está habituado, pelo selo de qualidade que teve um custo altíssimo de 50M €. Uma parte dos adeptos sportinguistas são de opinião que deveria esperar mais um ano ou mesmo 2, para que termine o seu ciclo de crescimento e só depois dar o ousado salto.

O Sporting saiu como grande vencedor nesta guerra das transferências, equilibrou as suas finanças e manteve a espinha dorsal da sua equipa de futebol, no pior cenário que pudesse acontecer, principalmente para todos aqueles que criticam tudo o que mexe, sairia sempre igualmente vencedor, por qualquer carga de água não fosse accionada a cláusula dos 40M, recebe seguros os 7M do PSG, o jogador de volta ainda com 19 anos, podendo depois fazer outra transacção mais tarde e mais ainda recebe o internacional espanhol Pablo Sarabia emprestado sem quaisquer custos,, numa operação total que ascende a mais de 14M€.

Trabalha-se bem em Alvalade.

publicado às 03:04

Nota do dia

Julius Coelho, em 31.08.21

Agosto, primeiro mês de competições positivo (Análise)

Chegamos ao final de Agosto e ao fim do primeiro mês de competições da equipa: 5 jogos oficiais; 4 da Liga e a Supertaça com o Sporting de Braga.

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O saldo é bastante positivo e em alguns aspectos até melhor que na época passada no final do primeiro mês de competições. A equipa abriu a época 2021/22 com uma excelente vitória na Supertaça efectuando uma boa exibição em Coimbra; nas quatro jornadas da Liga só falhou o pleno no sábado passado com o empate em Famalicão. Curioso que na classificação está na mesma posição e com os mesmos pontos como nas primeiras quatro jornadas da época passada: 10 pontos pelas vitórias em casa com o Vizela e Belenenses e fora na casa do SC Braga e o empate em Famalicão, tem 8 golos marcados e 2 sofridos, menos um marcado mas também menos um sofrido que na época passada.

Mais positivo: a conquista da Supertaça; o jogo da Liga em Braga já ultrapassado com uma vitória (na época passada a ida a Braga só aconteceu na 29.ª jornada); a vitória com o Belenenses ( na época passada tinham perdido dois pontos com o empate a 2 golos); Pedro Gonçalves já com 3 golos mais 2 do que registava com os mesmos jogos; o jogo da equipa estar mais consistente; melhores soluções nas laterais com a vinda de Rúben Vinagre e Ricardo Esgaio, ficando agora com um quarteto de grande nível; a explosão de Matheus Nunes a desempenhar a posição do foragido João Mário, merecendo a sua primeira chamada à selecção brasileira; a tremenda evolução de Gonçalo Inácio a justificar a sua primeira convocatória pelo seleccionador nacional,; o maior respeito e reconhecimento dos rivais pelo poderio da equipa do Sporting.

Menos positivo: Como na época passada ter-se deixado fugir dois pontos em Famalicão. A persistência problemática com um activo, Gonçalo Plata, que continua a dificultar a sua integração na equipa.

Segue-se agora o segundo mês (Setembro) com 5 jogos, 3 da Liga ( em casa com o FC Porto e fora com o Estoril e Marítimo) 2 da Liga dos campeões ( em casa com o Ajax e na Alemanha com o Borussia Dortmund)

Vamos apoiar e a acreditar sempre.

publicado às 05:34

As Notas de Julius 2021/22 (04)

Julius Coelho, em 29.08.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting e a outros intervenientes do jogo com o Famalicão da 4.ª jornada da Liga BWIN, que resultou num empate 1-1. Golo de João Palhinha (82').

A besta negra atacou de novo o Sporting em Famalicão. A equipa fez um jogo fraco com vários jogadores irreconhecíveis. Não atacaram o jogo deixando-o correr e com isso caíram no engodo do adversário que partindo de trás encontrou várias vezes uma defesa apática e lenta a responder às desmarcações para as suas costas. Valeu a grande frieza do guarda-redes que retardou ao máximo o golo do Famalicão. Com as substituições a equipa melhorou, mas já não foi a tempo de dar a volta ao jogo. 

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DESTAQUE - ANTONIO ADÁN - 5 - Retardou o golo do Famalicão com fantásticas intervenções, mostrando excelentes reflexos, foi o único elemento da equipa que esteve num nível muito elevado durante todo o jogo. Ajudou a salvar um ponto e ao mesmo tempo não merecia a perda dos dois pontos.

RICARDO ESGAIO - 3 - No Sporting não basta jogar 'benzinho' e com acerto no passe, tem que haver também a ousadia e o atrevimento e isso o Esgaio não deu quando a equipa o mais necessitava, exige-se mais e pode ter perdido o lugar.

GONÇALO INÁCIO - 2.5 - Por 3 vezes o adversário rompeu as linhas da defesa e apareceu isolado nas suas costas na cara do Adán; lento a reagir como todos os colegas do centro da defesa. Mostrou-se demasiado inquieto com o que se estava a passar.

SEBASTIÁN COATES - 2.5 - Foi o primeiro a dar o alarme a todos que algo não estava bem, viu-se várias vezes a gritar com os colegas para os despertar para a realidade, mas o adversário continuou a furar as linhas com e sem bola e a aparecer com facilidade nas suas costas. Todos lá atrás terão forçosamente que rever vários inaceitáveis aspectos do jogo numa defesa considerada a melhor da Liga da época anterior e a Champions está à porta.

ZOUHAIR FEDDAL - 2.5 - Não deu várias vezes a necessária cobertura ao Nuno Mendes e foi também lento na reacção e percepção aos movimentos dos avançados famalicenses que lhe apareciam pela frente e encontravam sistematicamente nas suas costas a profundidade com sucesso.

NUNO MENDES - 2.5 - Desastrado na maioria das vezes quando confrontado nos duelos com os Rodrigues (Ivo e Bruno) em que surpreendeu por não conseguir levar a melhor. Sentiu-se afectado por isso e perdeu a ousadia que sempre demonstra no ataque pelo seu corredor e a equipa ficou mais fragilizada ofensivamente. O amarelo também pesou e devia ter ficado no balneário ao intervalo.

JOÃO PALHINHA - 4 - Lutou de princípio ao fim como um leão apesar do amarelo precoce que o condicionou bastante o resto da partida; merecia melhor ajuda no meio campo, principalmente pelo "ausente" Matheus Nunes. Ainda fez o golo do empate e ameaçou a remontada, não foi por ele que a equipa não ganhou. 

MATHEUS NUNES - 1 - Do oitenta ao oito numa semana, irreconhecível, deixou que as histórias das selecções mexessem com ele e o afectassem, é agora que vai ter que mostrar afinal de que fibra é feito, se merece de facto uma selecção brasileira ou portuguesa ou se o melhor é voltar para a padaria; com o que fez ontem fica mais perto de voltar a vender pão e bolos. A família tem um papel importantíssimo neste momento em que vive a lua.

JOVANE CABRAL - 2 - Voltou aos seus registos misteriosos, teve nos pés logo no inicio da partida a possibilidade de dar uma história diferente ao marcador mas quis dominar a bola com o peito do seu pé cego naquelas circunstâncias... Não voltou a ter outra igual. Pediu protagonismo na equipa e foi-lhe concedido, pediu a camisola do seus sonhos e foi-lhe entregue e agora? Quando a equipa mais o necessita? Devia ter saído também ao intervalo.

PEDRO GONÇALVES - 3 - Quando realmente acordou para o jogo e percebeu que este lhe estava a passar ao lado tentou pegar nele, mas nada lhe saiu bem, umas vezes por lentidão na decisão, outras por alguma precipitação. A verdade é que as suas tentativas nunca tiveram sucesso. Por duas vezes teve nos pés a possibilidade de fazer o golo da remontada mas não foi suficientemente competente no remate.

PAULINHO - 2 - Foi o espelho da falta de inspiração e desacerto do ataque do Sporting na noite de ontem. De facto tem que melhorar em alguns aspectos importantes no momento de finalização. Muito precipitado, podia ter resolvido no último lance da partida quando já dentro da área rematou para a bancada; ao lado dele estavam dois colegas em posição de fuzilar a baliza. Teve um bom remate de cabeça em salto de peixe mas a bola foi direita ao corpo do guarda redes.

NUNO SANTOS - 3.5 - De facto fez mais e melhor que o Jovane, mais rápido sacou bons cruzamentos mas encontrou sempre pouca gente na área, quase que faz o primeiro golo poucos segundos depois de ter entrado, atirando ao poste uma bola com selo de golo. 

PEDRO PORRO - 4 - Entrou com todas as ganas para dar a volta ao jogo e notou-se logo melhoria geral da equipa. Devia ter entrado mais cedo, levou sempre a melhor nos duelos e conseguiu por várias vezes espaço para os seus cruzamentos tensos; num canto bem marcado saiu o golo do empate e ameaçou sempre a remontada até ao último segundo de jogo; pode ter recuperado o lugar.

DANIEL BRAGANÇA - 4 - Juntamente com o Porro foi o elemento que melhor mexeu com a equipa que estava amorfa e a perder soluções; finalmente se viu o Famalicão recuar as suas linhas até à sua grande área e a fazer pela vida para segurar a vantagem do golo, a remontava esteve à vista. Devia ter entrado muito mais cedo.

TIAGO TOMÁS 3 - Entrou já no melhor período da equipa e sai favorecido na nota por isso. Mostrou garra e querer para dar a volta ao resultado, mas também tem que melhorar no último passe; por duas vezes teve nos pés a possibilidade de passe de morte a colegas bem posicionados dentro da área e por precipitação não teleguiou a bola.

BRUNO TABATA - 2 - Fica sempre difícil de entender uma substituição aos 90 minutos de jogo quando a ideia é dar a volta ao jogo e não defender um resultado favorável. Rúben Amorim tem também que crescer neste aspecto. Quando quis tocar na bola com critério o árbitro apitou para o final do jogo.

RÚBEN AMORIM - 2.5 - E já lá vão três jogos sem ganhar ao Famalicão, mas pior que o resultado é a inexistência de uma exibição positiva que fosse claramente superior ao adversário. O Rúben mostrou tremendas dificuldades de armar bem a equipa no capítulo estratégico contra os famalicenses; terá que repensar tudo muito melhor quando voltar a defrontá-los. Ao contrário do que nos tem habituado, ontem foi lento a ler o jogo e a não perceber que tinha elementos da equipa que deviam sair muito mais cedo, simplesmente estavam ausentes do jogo. Depois, porquê fazer entrar o Tabata aos 90 minutos? Só serviu para parar mais uma vez o jogo.

IVO VIEIRA - 5 - Quase que consegue uma vitória e que seria justa contra o campeão nacional. O seu Famalicão continua a ter um boa equipa apesar de ter perdido jogadores importantes. Estudou bem a equipa de Rúben Amorim e implementou uma estratégia bem conseguida, sempre comandada e pautada pelo genial Ivan Jaime. Nos minutos finais sentiu-se apertado com o despertar do Sporting e quase que viu escapar-se tudo entre os dedos. Mérito pelo empate.

FÁBIO VERÍSSIMO (Árbitro) - 2 - Personagem extremamente estranha este árbitro com uma dualidade de critérios que ninguém entende. Atirou a matar logo no início da partida com quatro amarelos. Com isso, correu sérios riscos de perder o controlo do jogo; depois no decorrer da segunda parte chegaram as inevitáveis e estranhas dualidades de critérios, com lances semelhantes a terem decisões diferentes; a continuar naquele fácil 'disparar' iriam saltar vários vermelhos.

LUÍS GODINHO (VAR) - 3 - Felizmente que não surgiram casos a exigir a sua intervenção e acabou por ter uma noite tranquila.

publicado às 06:04

Nota do dia

Julius Coelho, em 27.08.21

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O engenheiro faxina do Marechal Mendes

Como chegou o engenheiro Fernando Santos a seleccionador da principal equipa nacional? Quem aconselhou o presidente da FPF para lhe confiar tal cargo? Por outras palavras quem o meteu lá?

Nada se dá gratuitamente neste mundo, tudo se paga, directa ou indirectamente os favores são sempre retribuídos e como se diz na França "c'est la vie".

A dificuldade que o actual seleccionador mostra em lidar com as escolhas quando se vê forçado a sair da rota da sua agenda especial é bastante visível e já muito irritante para a esmagadora maioria dos adeptos que começam a estar fartos.

Dos 25 jogadores seleccionados, 16 são agenciados por Jorge Mendes; parece incrível mas é  verdade. Fica agora mais fácil de compreender a resistência que apresenta na escolha de jogadores do Sporting CP em que nenhum é agenciado por esse marechal dos futebóis e o Fernando Santos é pequenino demais para ousar desobedecer.

A selecção do Jorge Mendes foi mais uma vez "obrigada" a receber quatro intrusos... uma grande chatice.

publicado às 04:19

Nota do dia

Julius Coelho, em 25.08.21

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Os erros e as mentalidades...

Será possível imaginar por exemplo, o Artur Soares Dias quando expulsou o Gonçalo Inácio aos 15 minutos em Braga ter um igual comportamento a este árbitro dinamarquês, que mostrou de imediato e em directo o seu arrependimento após se ter dado conta de um erro cometido? Ou o Fábio Veríssimo quando amarelou injustamente o João Palhinha no estádio do Bessa? 

A atitude surpreendente do árbitro da Dinamarca é um excelente exemplo de como deveriam ser todos os árbitros quando dirigem os jogos. O erro faz parte do próprio jogo, sejam eles cometidos por treinadores, jogadores ou árbitros. É um elemento natural e aceite por todos quando são cometidos de forma natural, quando fica demonstrado que cada um procurou de facto fazer o seu melhor.

O avançado quando falha um golo fácil ou o guarda redes quando sofre um golo defensável têm uma reacção muito natural e expontânea de desânimo, de arrependimento, bem em contraste com as reacções que se verificam na esmagadora maioria dos árbitros quando erram, que escondem os seus verdadeiros sentimentos na autoridade que têm, mostrando, mais vezes do que não, atitudes deveras arrogantes e despropositadas que só estragam o espectáculo e alimentam a desconfiança.

publicado às 03:03

Nota do dia

Julius Coelho, em 23.08.21

Sporting cada vez mais português

O Sporting CP de Rúben Amorim, versão 2021/22, fez um registo notável no jogo com o Belenenses em Alvalade: iniciou a partida com nada mais nada menos que 9 portugueses a titulares, (Ricardo Esgaio, Luís Neto, Gonçalo Inácio, Rúben Vinagre, João Palhinha, Matheus Nunes, Nuno Santos, Pedro Gonçalves e Paulinho). Se compararmos com os principais rivais ...

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O plantel do Sporting, dos três principais candidatos ao título, é o que tem maior número de jogadores portugueses, maior número de portugueses na equipa titular, maior número de jovens e o maior número de jovens oriundos da sua Academia, com um orçamento bastante inferior aos do Benfica e FC Porto, que continuam a gastar rios de dinheiro para tentarem destronar o leão. Mas não vai ser tarefa fácil, vão ter ainda que penar muito, para o conseguir.

publicado às 05:50

As Notas de Julius 2021/22 (04)

Julius Coelho, em 22.08.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting e a outros intervenientes do jogo com o Belenenses da 3.ª jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória do Sporting por 2-0. Golos de Gonçalo Inácio (7') e João Palhinha (48').

Exibição de luxo do principio ao fim. Soltaram os leões famintos na arena de Alvalade e não deram hipótese a qualquer movimento atrevido do adversário, a equipa nunca se desmontou mesmo quando nas substituições, mantendo sempre as mesmas ganas de golo de como iniciaram a partida, pecou a finalização para concluir com êxito as várias situações bem construídas e dessa forma ficaram mais 2 ou 3 golos por marcar.

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DESTAQUE - JOÃO PALHINHA - 5.5 - Bastou uma semana e ei-lo de volta a encher o campo, cada vez melhor entrosado com o Matheus Nunes, apresentou-se já más rápido a encurtar os espaços e as linhas de passe ao adversário, mais confiante na segunda parte injectou inspiração para aparecer mais vezes em zonas de finalização, marcou o segundo golo depois de um livre teleguiado do Pedro Gonçalves.

ANTONIO ADÁN4 -Foi expectador durante os 95 minutos de jogo, os colegas da defesa resolveram sempre e fosse uma noite fria e saía seguramente do jogo geladinho, nem deu para se aquecer. Mas não pode ficar penalizado na nota por isso.

RICARDO ESGAIO4.5 - Mas que grande dor de cabeça para o Rúben Amorim... fez uma exibição irrepreensível, é um jogador muito maduro na leitura do jogo e de extrema competência no que faz, sacou uns bons cruzamentos, mas não era o dia do Paulinho.

LUÍS NETO4 - Inesperadamente, integrou a equipa titular e cumpriu com nota elevada, arriscou o desarme quase sempre pela antecipação e saiu-se sempre bem. A verdade é que a experiência do Ricardo Esgaio ajudou bastante para que as coisas lhe ficassem mais fáceis pelo seu lado.

SEBASTIÁN COATES (CAP) 4.5 - Não sabe jogar mal,  ficamos todos muito tranquilos por vermos que está já em boa forma física e quando assim é não dá chances ao adversário, vai melhorar ainda mais nos próximos jogos. Falhou o 3º golo por pouco, mesmo ao cair do pano.

GONÇALO INÁCIO4.5 - A jogar na sua posição natural pela ausência de Feddal, sentiu-se como peixe na água. Realizou mais uma excelente partida, coroada majestosamente com aquele cabezazo logo aos sete minutos a responder ao excelente cruzamento do Rúben Vinagre em que a bola só parou no fundo das redes, abrindo o marcador.

RÚBEN VINAGRE 5 - Anda a ameaçar a ser o destaque da partida, mais outra dor de cabeça para o treinador. Muchacho muito bom de bola e muito competente no momento de fechar, ele e o Nuno Santos provocaram o caos no lado direito da defesa adversária, não surpreendeu ter saído dos seus pés o cruzamento bem medido para a cabeça do Gonçalo para o primeiro tento da partida. 

MATHEUS NUNES - 5.5 - Entre ele e o João Palhinha assentava bem o destaque a qualquer dos dois, foi um leão à solta com a bola nos pés e surpreende também o seu bom registo na leitura táctica do jogo a saber recuar nos timings que o tem que fazer, percebeu que tem mais utilidade a arrancar de trás e para o fazer tem que lá estar. Falhou um golo de bandeira e perdeu com isso o destaque.

NUNO SANTOS4.5 - Também surpreendeu a sua titularidade, mas ficamos todos esclarecidos, entrou com tudo e não deu uma trégua ao Diogo Calila, foi por aquele lado da defesa adversária que o Sporting tentou as primeiras investidas até chegar com sucesso ao primeiro golo.

PEDRO GONÇALVES3.5 - Fez um jogo algo menos vistoso do que lhe é normal e por isso teve poucas oportunidades para marcar. Ao cair do pano obrigou o guarda redes do Belenenses SAD à defesa do jogo, negando-lhe um golo que parecia certo, praticamente na única oportunidade que teve. Tentou algumas vezes dar uma ajudinha ao desinspirado Paulinho, oferecendo-lhe a bola quando podia ele próprio tentar a finalização.

PAULINHO3.5 - Muito desinspirado, teve boas ocasiões para finalizar com êxito mas não foi muito competente nas acções e perderam-se vários golos com isso; exibição pouco exuberante que o marcou, mostrou-se triste e desiludido na hora que foi substituído pelo Tiago Tomás.

JOVANE CABRAL - 3 - Perdeu a titularidade neste jogo para o Nuno Santos mas entrou a meio da segunda parte; 30 minutos que jogou mas sem grandes registos que justificassem nota mais elevada.

PEDRO PORRO 3.5 - Entrou muito bem no jogo a substituir Ricardo Esgaio e deu nas vistas em vários lances pelo seu corredor; em duas ocasiões enganou o seu "polícia" e apareceu livre de marcação a cruzar com perigo para a área adversária.

NUNO MENDES 3.5 - Como já era de esperar entrou forte e tal como o Pedro Porro também deu nas vistas, principalmente quando rematou forte e cruzado que provocou um bruáaa nas bancadas.

DANIEL BRAGANÇA3 - Entrou para que o Matheus Nunes recebesse a merecida ovação da bancada, cumpriu nos 15 minutos que jogou, deu para executar um excelente passe a isolar o Nuno Mendes que se atrapalhou com tamanha oferta não dando boa sequência ao lance.

TIAGO TOMÁS - 2.5 - Com a vinda do Paulinho, perdeu algum espaço nesta fase inicial da temporada, mas vêm aí muitos jogos e terá seguramente mais e melhores oportunidades.

RÚBEN AMORIM (TREINADOR) 6 - Surpreendeu com as mexidas no 'onze' inicial, mas que resultaram muito bem. A sua nota máxima deve-se à tremenda dinâmica que a equipa demonstrou durante todo o jogo, sempre muito pressionante e rápida nas movimentações, dando um excelente espectáculo para todos que assistiram, quer no estádio ou na TV, em que ninguém se sentiu defraudado; viu-se sim os comentadores adeptos dos rivais muito preocupados com esta equipa do Sporting.

PETIT (TREINADOR) 3 - Pouco a dizer de uma equipa que foi dominada de princípio ao fim e que não criou uma única oportunidade de golo. Lutaram muito é verdade, mas só numa missão de fechar os caminhos da sua baliza; enfrentaram um Sporting muito forte e de uma outra dimensão e quando assim é, pouco ou nada há a fazer. 

MANUEL OLIVEIRA (Árbitro) 5 - É dos árbitros que mais preocupa os sportinguistas nos jogos da equipa; têm memória de más arbitragens suas no passado, mas ontem até esteve bem no geral, segurando o jogo e apesar de ter cometido alguns erros, não tiveram influência de maior. 

VASCO SANTOS (VAR) 5 - Também surpreendeu pela positiva; andarão novos ventos a soprar na arbitragem dos jogos do Sporting? Veremos se irá passar nos próximos jogos, ( Famalicão e FC Porto). Ontem, 3 vezes chamado a intervir e com decisões todas correctas, nos 2 golos e no vermelho naquela entrada do Afonso Taira sobre João Palhinha. 

publicado às 04:18

Nota do dia

Julius Coelho, em 21.08.21

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Decisão de risco

A saída em definitivo de Luís Maximiano deixa-nos com algumas questões no ar. Todos nós assistimos à sua notória evolução nos últimos tempos e nas vezes que foi chamado pelas ausências forçadas do guarda-redes espanhol, provou que a baliza ficou sempre bem entregue, deu todas garantias que não seria por ali que a equipa ficaria mais fragilizada.

Desconhecemos por completo as aptidões do seu substituto, o jovem guarda-redes João Virgínia acabado de chegar. Sabemos, no entanto, que na mente de Rúben Amorim é para que assuma já o lugar vago deixado pelo Max, que é nada mais nada menos que o de n.º2,  depois de Antonio Adán.

Será sempre uma decisão que implica risco, muito dependente do guardião espanhol se manter firme e sem lesões até que se processe o natural período de adaptação do jovem guarda redes. Esperamos que tudo corra bem, no imediato e a longo prazo.

publicado às 06:17

Nota do dia

Julius Coelho, em 19.08.21

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O futebol e o velho Oeste.

Chingar o árbitro em plena actuação, com promessas de estadia vip no inferno, é um filme repetido vezes sem conta em muitos jogos de futebol nas Américas Central e Sul. A grande particularidade é que muitos desses jogos nem sequer chegam ao seu termo por serem interrompidos abruptamente pelos adeptos descontrolados, que pretendendo passar das simples ameaças aos actos de violência grosseira, invadem os terrenos de jogo correndo atrás do homem do apito.

Num jogo do campeonato distrital de futebol nas Honduras, os invasores tiveram uma surpresasita quando chegaram ao centro do relvado com intenções de agredir o árbitro, mas ele esperava-os de pistola na mão colocando-os a todos em sentido. Em silêncio, esfriando-lhes as ganas, obrigou-os a recuar de mansinho e a voltarem mais tranquilos aos seus lugares nas bancadas. É isso, a lei do mais forte, neste caso a do melhor armado prevaleceu. Consta-se que o jogo foi retomado sem mais incidentes, inclusive sem "la chingadera".

Portugal e o resto da Europa são um paraíso, se compararmos com o verdadeiro Oeste do futebol que se vive noutras paragens.

publicado às 03:33

Nota do dia

Julius Coelho, em 17.08.21

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" QUE PASÓ"?

Ainda estamos na segunda jornada do campeonato e começam já as histórias estranhas, muito bizarras, a envolverem os jogos dos suspeitos do costume. Com a procissão ainda no adro e já temos os usuais padres em grande acção, com missas forçadas e extraordinárias e a milagrosa água benta a salvar os resultados. Benfica e FC Porto lá se safaram.

No Estádio da Luz, o árbitro Manuel Mota protagonizou uma peça enredada ao nível do dramaturgo William Shakespeare. Uma decisão no mínimo questionável, quando deixou o adversário do "glorioso" em agonia até à morte, obrigando-o a jogar 95 minutos reduzido a 10 elementos.

Em Famalicão, o VAR viu as imagens do lance do golo do empate do Famalicão, já nos descontos, e seguramente que viu muito bem tudo, incluindo as reacções no banco do FC Porto. Procuraram e voltaram a procurar e lá encontraram uma câmara que dava nas linhas virtuais do fora de jogo 2 cm offside? Ufff que alívio, é essa mesmo, siga. Quem se salvou? O treinador do FC Porto ou o seu Director do futebol? Sabemos sim quem não se safou, o Famalicão e as contas do campeonato.

*** Em nota separada, mas relacionada com o mesmo tema, Gilberto Borges, director do Sporting, teceu considerações nas redes sociais a propósito das decisões do VAR no acima referido jogo entre Famalicão e FC Porto:

"VAR Almeida salva despedimento do Director Geral por Sérgio Conceição! Ou o mister vai retirar o que disse? Porque não deixaram as linhas o tempo necessário? O 2° golo do FC Porto válido por 2 cms? E o empate não interessava a quem? Na 2.ª jornada e onde já estamos!!!".

publicado às 04:48

As Notas de Julius 2021/22 (03)

Julius Coelho, em 15.08.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting e a outros intervenientes do jogo com o SC Braga da 2.ª jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória do Sporting por 2-1. Golos de Jovane Cabral (40') e Pedro Gonçalves (50').

Passagem em Braga com distinção e ainda não foi desta que o treinador dos bracarenses conseguiu enganar Rúben Amorim, vitória personalizada da melhor equipa em campo, melhor organizada, mais destemida e muito focada no objectivo dos 3 pontos. Pena a tremenda infantilidade do Matheus Reis que, ao ser expulso, deixou a equipa reduzida a dez elementos e quase deitava tudo a perder. Valeu o guarda-redes espanhol que com duas espantosas defesas ajudou a agarrar a vitória e evitar o que seria uma tremenda injustiça e desilusão se o Braga tivesse conseguido empatar nesse período. 

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DESTAQUE - JOVANE CABRAL - 5.5 - Um golaço com soberba execução técnica, a assistência ao golo de Pedro Gonçalves e meia dúzia de arrancadas pela esquerda que provocaram o alerta na defesa do Braga, foi o suficiente para ser decisivo na vitória da equipa. Teve contudo um mau arranque no início da partida, falhando os primeiros passes que quase comprometeram os colegas da defesa, mas foi-se recompondo e entrou depois bem no jogo até à sua substituição.

ANTÓNIO ADÁN - 5.5 - Deu espectáculo, só foram 4 paradas extraordinárias que vão seguramente tirar o sono na noite de hoje ao Yuri Medeiros, Abel Ruiz, Fábio Martins e Al Musrati. Ter um guarda-redes com esta categoria pode-se sonhar sempre o que se quiser, aquele tiraço do "6" do Braga a morrer nas suas mãos daquela forma, como se nada tivesse passado, deixou-nos sem palavras.

RICARDO ESGAIO - 4.5 - Irrepreensível a anular as jogadas do veloz Galeno e sem levar qualquer cartolina amarela. Fantástico o cruzamento para entrada fulgurante do Jovane de cabeça que deu o primeiro golo. A vida do Pedro Porro não vai ser nada fácil esta época. Transformou-se num senhor jogador, de facto é muito bem vindo.

GONÇALO INÁCIO - 4 - Já consegue ser imperial em todas as suas acções, apresenta uma evolução notável na leitura do jogo e dos espaços; está já de pedra e cal naquela posição. Quase que fazia o segundo golo, mas o cabeceamento foi ligeiramente ao lado. Na parte final do jogo já com a equipa em inferioridade numérica e com tantas trocas à esquerda, ele e os colegas defesas tiveram mesmo que se agarrar uns aos outros, porque num ápice o jogo complicou-se e ficou feio.

SEBASTIÁN COATES - 4.5 - Até à expulsão do Matheus Reis foi comandante e imperador, nunca dando grande azo aos avançados do Braga, geriu sempre muito bem os espaços nas suas costas, entre a linha de toda a defesa e o Adán. Já está melhor fisicamente e começa de novo a ser um problema para os adversários no jogo aéreo, principalmente nas bolas paradas. Levou um amarelo porque o Fábio Martins é também um grande jogador e foi mais rápido.

ZOUHAIR FEDDAL - 4 - Fez uma boa exibição, muito forte na antecipação e nunca temeu ter que usar o físico pela garra, também já está com mais capacidade física mas não se livrou de andar também aos papeis naqueles minutos finais após a expulsão do colega que abriu todo aquele espaço à esquerda perto de si e que o Braga estava a tentar aproveitar para entrar.

RÚBEN VINAGRE - 4 - Outra excelente exibição de um jovem jogador que está a mostrar muita qualidade e coragem. É rápido e inteligente a defender e sabe muito bem subir pelo seu corredor com critério, personalidade e segurança. Está a provar que estamos muito melhor nas laterais que na época passada.

JOÃO PALHINHA - 4 - Foi de novo um leão incansável em todas as zonas do terreno. Ainda não atingiu a sua melhor condição física, mas já ganha a maioria dos lances por antecipação, cada vez mais posicionalmente entrosado com o Matheus Nunes. Falta sim uma melhor ligação dos dois com o Pedro Gonçalves, aparecem ainda por vezes demasiado afastados em momentos que deviam estar mais juntos.

MATHEUS NUNES - 5.5 - Marcava um golo e teria nota máxima. Mas que excelente jogo fez o Matheus Nunes! Cada vez melhor a segurar a bola, irrequieto, espontâneo, aguerrido e veloz. Já usa a cabeça para executar bons lançamentos nos espaços vazios à distância. É um joker naquele meio campo, tem magia e é um gosto vê-lo naquelas arrancadas que faz levando os adversários a correr atrás dele. 

PEDRO GONÇALVES - 4 - O suspeito do costume na hora de finalizar com um soberbo remate seco e colocado que não deu hipóteses ao gigante guardião da baliza do Braga. Não fez uma primeira parte brilhante, vai com certeza trabalhar uma melhor ligação com o Matheus Nunes e o João Palhinha que irá ajudar para que se desgastem menos. Terá que recuar no terreno mais vezes e entrar assim de forma mais constante no jogo.

PAULINHO - 3.5 - O menos notado na frente do ataque da equipa, mas trabalhou bastante e teve participação na movimentação com várias trocas de bola na excelente jogada que lançou à esquerda o Jovane e que acabou no segundo golo marcado pelo Pedro Gonçalves. Com a expulsão, tudo mudou e ele foi um dos sacrificados para o treinador refrescar a equipa.

NUNO SANTOS - 3 - Teve uma entrada ingrata, levava a missão de manter a pressão alta na saída dos defesas do Braga e esperar uma bola que entrasse no seu espaço, mas viu a equipa ficar reduzida a dez elementos pouco tempo depois e foi forçado a alterar o seu plano e ter que ocupar posições mais recuadas. 

MATHEUS REIS - 1 - Incompreensível o número de erros que este jogador continua a cometer do tipo Borja versão 2. Que tremendo disparate o primeiro amarelo e depois ainda é displicente naquela entrada quando já está admoestado. É imperdoável, sacrificou a equipa a momentos de sofrimento que não merecia e pôs em risco a vitória e os 3 pontos. São estes tipos de "acidentes" que podem depois marcar uma época. Terá forçosamente que repensar a sua forma de actuar e alcançar outro tipo de tranquilidade.

TIAGO TOMÁS - 2 - Entrou e minutos depois o Braga fez o seu golo e tudo mudou. O ataque da equipa do Sporting desapareceu e o Tiago andou à deriva sem quaisquer efeitos práticos nas suas acções até ao apito final.

PEDRO PORRO - 2.5 - A substituição do Rúben Vinagre com a expulsão do Matheus Reis baralharam todo aquele lado esquerdo e com isso toda a organização defensiva da equipa. Num só jogo o lado esquerdo conheceu três elementos, quando o Rúben Amorim deslocou o Ricardo Esgaio para lá e fez entrar o Pedro Porro para a direita. O Pedro cumpriu como pôde naquela confusão e em momentos de grande sacrifício de todos.

MANUEL UGARTE - 2 - Estreou-se de leão ao peito, mas a sua entrada a cinco minutos do final foi mera estratégia para incomodar a dinâmica de jogo do Braga que estava em claro crescimento. 

RÚBEN AMORIM - 5.5 - Preparou mais uma vez muito bem o jogo e tornou ainda mais infeliz o Carlos Carvalhal, que perde já 5 vezes seguidas com o Sporting. Naturalmente viu a equipa chegar aos dois golos de vantagem com superioridade bem notável, mas aquela traição do Matheus Reis quase que levava tudo a perder. Foi todavia um novo e grande desafio para ele, vir a ser obrigado a colocar três jogadores diferentes no lado esquerdo da defesa. Reagiu muito bem às incidências que provocaram a expulsão e manteve a equipa unida, quiçá tenha recuado em excesso.

CARLOS CARVALHAL - 4 - Preparou melhor a equipa que no jogo anterior da Supertaça, mas até à expulsão e em igualdade numérica a sua equipa raramente incomodou a defesa do Sporting, que controlou sempre a partida e o resultado. Depois da expulsão e com o espaço que se abriu no lado esquerdo da defesa do Sporting foi com tudo por aí, colocou toda a sua artilharia em jogo, conseguindo ainda reduzir com um golo e nos instantes finais levou a incerteza no resultado, mas no final ganhou com toda a justiça a melhor equipa.

LUIS GODINHO (Árbitro) - 5.5 - Excelente actuação, técnica e disciplinarmente. Foi correcto e justo nas suas decisões, quiçá na primeira parte deveria ter mostrado o cartão amarelo mais cedo, o Raul Silva andou a pedi-lo. Corajoso a não se deixar ir na manha dos jogadores em faltas que eram de facto inexistentes. Tem tudo para se tornar um bom árbitro de momento que não tenha no VAR os podres da arbitragem portuguesa.

HUGO MIGUEL (VAR) - 4 - Decidiu correctamente quando foi chamado a intervir, principalmente na validação do golo do Jovane. Ficaram só algumas duvidas no lance entre o guarda-redes do Braga, Matheus e o Coates.

publicado às 03:18

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