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As Notas de Julius 2021/22 (31)

Julius Coelho, em 17.01.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o F.C.Vizela da 18ª. jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória do Sporting por 2-0. Golos de Pedro Gonçalves 28' e Daniel Bragança 42'.

De volta ao trilho das vitórias incontestáveis.  A equipa demorou algum tempo no início em se adaptar a um adversário que quis surpreender com as suas linhas subidas, até que o João Palhinha e o Daniel Bragança colocaram ordem no jogo. Os 2 golos marcados ainda na primeira parte apareceram depois com naturalidade. Na segunda parte vimos a equipa mais tranquila e confiante a gerir o ritmo, mantendo sempre a intensidade em alta, principalmente na pressão ao adversário, não o deixando jogar.

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DESTAQUE - DANIEL BRAGANÇA - 4.5 - Foi o cérebro e o distribuidor que a equipa necessitava, sempre muito assertivo no passe e na decisão desequilibrou o meio campo adversário, beneficiado pela tranquilidade e protecção que o João Palhinha sempre lhe deu. Pegou no jogo e fez com qualidade a ligação com os colegas da linha da frente. Falta-lhe acreditar que também pode ter chegada.

ANTONIO ADÁN - 4 - Voltou às suas noites tranquilas, não foi chamado uma única vez a intervir com grau de dificuldade elevado.Transmitiu à equipa a segurança do costume.

RICARDO ESGAIO - 4 - Os cruzamentos foram quase sempre desastrados, mas ofereceu uma enorme mobilidade no seu corredor a defender e a atacar, ganhando a esmagadora maioria dos lances que disputou com o adversário. Teve o terceiro golo no pé esquerdo, mas rematou por cima da trave na recepção ao excelente cruzamento do Nuno Santos ao segundo poste.

GONÇALO INÁCIO - 3.5 - Voltou a demorar algum tempo a entrar no jogo com algumas iniciativas precipitadas. Acertou depois a marcação e a sua produção foi subindo com os minutos e terminou a partida em bom plano, mais rápido a responder e melhor critério na entrega da bola. 

SEBASTIÁN COATES - 3.5 - Trabalha para recuperar a sua forma. Um erro quando deixou a bola fugir à sua frente custou-lhe um amarelo muito cedo de Fábio Veríssimo e com isso sentiu-se condicionado a ficar mais posicional e não embarcar para outras aventuras. 

MATHEUS REIS - 4.5 - Destacadamente, foi o melhor elemento da defesa, encheu o campo a defender e a sair com a bola, provocando roturas nas linhas do meio campo do Vizela. Parecia estar em todo o lado do relvado. Tem subido em flecha a sua produção e é já um dos imprescindíveis na equipa, seja a central ou a lateral. Impressiona manter -se em alta rotação durante os 90 minutos de jogo. O melhor elogio é que está a ser já o melhor defesa do campeonato até ao momento, não obstante a fase inicial algo tremida.

JOÃO PALHINHA - 4.5 - A sua melhor forma física está quase de volta, apareceu mais rápido nos cortes e na antecipação, muito forte no contacto, manteve sempre um nível elevado na intensidade das suas acções. Foi muito importante na fase mais difícil que a equipa sentiu nos primeiros 20' de jogo. Protegeu sempre as saídas do Daniel para que a equipa mantivesse sempre as linhas bem ligadas. 

NUNO SANTOS - 3.5 - A garra com que sempre se entregou ao jogo contagiou os colegas a não baixarem a intensidade, fez o último passe para o golo do Daniel e executa depois um excelente cruzamento que o Ricardo Esgaio não finalizou à boca da baliza. O negativo: podia ter evitado todo aquele sururu que provocou vários amarelos e vermelhos ao banco do Sporting quando se levantaram para o defender.

PABLO SARABIA - 3.5 - Pecou algumas vezes na definição do último passe e em vários lances que podiam ter causado danos ao Vizela e nem sempre tomou as melhores decisões no último terço do terreno. Dito isto, participou nos dois golos da equipa, especialmente na assistência ao excelente golo do Pote.

PEDRO GONÇALVES - 4 - Também parece querer voltar ao seu melhor, mais activo que nos últimos jogos, marcou um excelente golo com o remate no timing que o guarda-redes não esperava. Bem posicionado podia ter marcado em mais duas ocasiões: uma o Pedro Silva fez excelente parada e na outra a bola saiu-lhe por cima da baliza. 

PAULINHO - 4 - Foi determinante a enorme luta que travou com a linha defensiva do Vizela. Foi a todas e nunca se encolheu, combinou sempre muito bem nas triangulações com os colegas da frente e com os avanços do Daniel Bragança. Teve uma oportunidade de ouro para marcar ou optar pela assistência e permitiu a defesa do guarda-redes do Vizela.

MANUEL UGARTE - 2.5 - O Palhinha viu um amarelo e Rúben Amorim não quis arriscar, fez entrar de imediato o Ugarte para o seu lugar, era hora de gerir o resultado e fê-lo bem. Muito posicional, jogou mais na expectativa do adversário, não lhe dando espaços no meio campo.

GONÇALO ESTEVES - 2 - Um quarto de hora em jogo para voltar a mostrar o seu usual atrevimento quando surge a possibilidade de se escapar e ir por ali fora a rasgar a defesa adversária. 

TABATA - 2 - O resultado estava feito e entrou com missão de contenção. A fechar o pano teve oportunidade para cruzar com perigo mas perdeu tempo e o timing.

MATHEUS NUNES - 2 - Não chegou a aquecer para o banho.

TIAGO TOMÁS - 2 - Entrou nos derradeiros 5 minutos de jogo.

RÚBEN AMORIM - 5 - Equipa muitíssimo focada e de volta ao trilho das vitórias sem contestação. Teve uma entrada algo morna no jogo até a casa das máquinas aquecer bem, a partir daí os motores mantiveram-se sempre ligados em alta rotação e fizeram a natural diferença perante um adversário de rotação mais limitada. Objectivo cumprido com competência.

ÁLVARO PACHECO - 3 - A sua estratégia ficou clara: entrar a todo o gás na tentativa de marcar primeiro. A pressão muito alta iria provocar consequências mais tarde como se veio a verificar. Com o decorrer do tempo foram caindo, enquanto viam o Sporting a tomar totalmente conta do jogo com naturalidade.

FÁBIO VERÍSSIMO - 4 - No erro do Coates não podia ter tomado outra decisão perante o amarelo que lhe mostrou, já no lance do Palhinha precipitou-se, pois no limite nem falta foi. De resto, dirigiu bem o jogo no capítulo técnico. Não é dos árbitros a quem o Sporting colocou a cabeça a prémio faz tempo.

ANTÓNIO NOBRE - 4 - Sem lances de dificuldade para ajuizar não se meteu a complicar. O lance do Paulinho dentro da área do Vizela é uma disputa legal e em simultâneo dos 2 jogadores.

publicado às 03:34

As Notas de Julius 2021/22 (30)

Julius Coelho, em 12.01.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Leça para os quartos de final da Taça de Portugal, que resultou numa vitória do Sporting por 4-0. Golos de Tabata (12' e 80'), Matheus Nunes (31') e Nuno Santos (90'+3).

E quem pagou as favas foi o Leça, jogo sem história em que a intensidade e a dinâmica marcaram a diferença do mais forte. A partida foi disputada a maior parte do tempo junto à área do Leça, que nunca apresentou argumentos para discutir a eliminatória. De registar o retorno à equipa do marroquino Feddal e de Rúben Vinagre depois de longa ausência, ambos em bom plano na goleada que carimbou a passagem do Sporting às meias- finais da Taça de Portugal.

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DESTAQUE - BRUNO TABATA - 4 - Sempre muito activo a querer mostrar que pode ser útil à equipa. Marcou dois golos, assistiu no golo de Matheus Nunes e ainda obrigou o guarda-redes do Leça à defesa da noite depois de um excelente remate em arco. Ajudou a defesa nas raras vezes que o Leça chegou à área do Sporting. O jovem brasileiro mereceu o destaque, pena que as suas exibições sejam sempre muito irregulares.

JOÃO VIRGÍNIA - 3 - Tem à sua frente todavia uma montanha para escalar, a bola no pé e os cruzamentos não são a sua praia, complicou e andou aos papeis. Hoje chumbou no teste contra um adversário que nem o testou verdadeiramente. Não transmite confiança à defesa.

ZOUHAIR FEDDAL - 3.5 - Saúda-se a sua recuperação da lesão, apesar das gritantes fragilidades do adversário não facilitou e brilhou com cortes de qualidade mostrando agilidade e concentração. Ganhou todos os duelos pelo ar e viu uma bola a ser salva em cima da linha de golo depois de a cabecear para a baliza do Gustavo Galil que já estava fora do lance.

LUÍS NETO (CAP) - 2.5 - Não está bem, clara falta de confiança, voltou a ser muito pobre com a bola no pé, vários cortes de carrinho falhados aos pés do adversário que lhe custaram um amarelo. Perante um opositor fraco e sem grande velocidade nunca conseguiu marcar a diferença e impor-se como devia.

GONÇALO INÁCIO - 3 - Regresso à equipa sem grande brilho, exibição modesta a ritmo moderado, alguns passes falhados junto à área que podiam ter comprometido. Foi melhorando a sua produção com o decorrer do jogo e na segunda parte mais confiante acertou melhor o posicionamento com o Feddal e executou com êxito alguns dos seus conhecidos lançamentos.

RICARDO ESGAIO - 3.5 - Não podia falhar de novo e não falhou. Fez uma partida positiva e foi dos que mais tentou romper as linhas sempre muito juntas do Leça com passes a rasgar e com constantes cruzamentos, acabou por executar uma primorosa assistência para o segundo golo de Tabata e terceiro da equipa. Pouco depois foi substituído e recebeu o carinho dos adeptos.

MANUEL UGARTE - 3.5 - O jovem uruguaio não sabe jogar mal, falta-lhe o clique para explodir para outro patamar, é muito forte fisicamente, tem técnica, lê bem o jogo, assertivo no passe e nas decisões, vai explodir. Foi brilhante no lance do segundo golo, depois de ganhar o duelo com garra no meio de 3 adversários lança o Tabata que desmarca o Matheus Nunes que depois fuzilou o Galil.

MATHEUS NUNES - 3.5 - Já não se consegue imaginar esta equipa do Sporting sem o brasileiro, é a arte pura em directo, inventa espaços e carrega a equipa, é um diamante que cresce semana após semana. Fez uma exibição irregular mas as vezes que pegou na bola fez a diferença. Marcou o segundo da equipa depois de fuzilar o guarda-redes do Leça.

RÚBEN VINAGRE - 3 - Também voltou após de lesão prolongada, mostrou vontade de fazer um bom jogo mas nem sempre as coisas lhe saíram bem, teve pela frente um adversário que metia toda a equipa junto da sua área diminuindo muito os espaços, a defender resolveu sempre os problemas. Fez uma assistência inesperada para o 4º golo, cruzou e a bola teve um desvio caindo depois redondinha na cabeça do Nuno Santos.

NUNO SANTOS - 3 - Exibição irregular mas mostrou raça e muito querer em dar uma imagem diferente da que deu nos Açores, foi mais assertivo nas decisões. Com um cruzamento de letra quase que oferece o golo ao Tabata e acaba a fechar a contagem do marcador com um golo de cabeça à boca da baliza aproveitando o cruzamento imprevisto após um ressalto.

TIAGO TOMÁS - 2.5 - O Muchacho continua longe das exibições da época passada, entrou a todo o gaz mas voltou a atrapalhar-se com a bola no pé, muito lutador e agressivo mas raramente levou a melhor nos duelos, não tem conseguido ser uma alternativa ao ponta de lança.

GONÇALO ESTEVES - 2 - Entrou já ao cair do pano com os jogadores do Leça já a pedirem pelo fim do jogo, mostrou mobilidade e a sua característica conhecida de ir para cima dos defesas adversários sem medo e com personalidade. É o terceiro na hierarquia, vai ter que esperar sempre pela sua vez.

PAULINHO - 2 - Poucos minutos no relvado não foi tempo suficiente para brilhar. Só mesmo para o banho.

RÚBEN AMORIM- 4 - Com ele a comandar a equipa é outra coisa, os próprios jogadores sentem a diferença e não ousam facilitar, com ele ali a olhar para eles andam sempre a 200. Voltam a intensidade e a dinâmica, os elementos base que fazem a grande diferença nesta equipa. Está sempre atento a tudo e reage naturalmente a corrigir imediatamente. Está nas meias finais da taça de Portugal e bem vivo em todas as restantes competições.

LUÍS PINTO - 2.5 - Equipa sem argumentos para esgrimir a eliminatória com uma equipa muito desfalcada do Sporting, foram quase sempre empurrados para a sua área e raramente de  lá saíram, tornou-se por vezes um jogo monótono sem grande interesse, como um treino de cruzamentos. Viveram o seu dia que tanto ansiaram, verdade que são uma equipa com jogadores que trabalham e estudam e isso viu-se no relvado.

MANUEL MOTA (Árbitro) - 3.5 - Jogo fácil de dirigir, sem grande história e sem lances de difícil decisão. Não foi protagonista e é o melhor elogio que se lhe pode dar.

HUGO MIGUEL (VAR) - 3.5 - Um único lance para analisar, o cruzamento do Ricardo Esgaio que deu o 3º golo do Sporting. As linhas decidiram.

publicado às 03:19

As Notas de Julius 2021/22 (29)

Julius Coelho, em 08.01.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Santa Clara da 17ª. jornada da Liga BWIN, que resultou na primeira derrota da época do Sporting por 3-2. Golos de João Palhinha (10') e Pablo Sarabia (50').

Inesperado fiasco da equipa no jogo nos Açores. A maioria dos jogadores apresentou-se após as férias natalícias com um rendimento muito apático contra um Santa Clara mais concentrado e organizado, que com um raro índice de aproveitamento dos nove remates que fez - cinco enquadrados - marcou três golos à melhor defesa da Liga. Uma primeira parte excessivamente lenta, sem a dinâmica que é a sua principal imagem de marca, deu claros indícios de uma noite que se revelaria desastrosa. Rúben Amorim terá que fazer uma reflexão para tentar perceber porque motivo a equipa sofreu 5 golos em dois jogos consecutivos e vê quatro jogadores expulsos em quatro partidas. 

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DESTAQUE - PABLO SARABIA - 3.5 - Voltou a ser o mais esclarecido da equipa, viu-se que se cuidou durante as férias. Igual a si próprio, foi o que mais incomodou a defesa do adversário rompendo por diversas vezes as suas linhas.Marcou um golo de belo efeito após assistência de Pote e teve nos pés o 3-2 obrigando o Marco Rocha a defesa de recurso.

ANTONIO ADÁN - 2 - Noite muito ingrata para o guarda redes-espanhol que não teve lances para brilhar e ainda sofreu três golos muito consentidos pela defesa. Faltaram os usuais gritos de guerra para cerrrar as fileiras e deixou-se envolver pela ineficácia geral dos colegas à sua frente.

RICARDO ESGAIO - 1 - Noite para esquecer, entre o corpo e a cabeça um deles não esteve nos Açores. Bloqueou no primeiro golo dos açorianos e ainda juntou junto uma mão cheia de más decisões e desacertos; pedia-se a sua substituição ao intervalo. 

LUÍS NETO1 - Voltou à equipa após os dois jogos de castigo e deu para perceber que não recuperou a sua forma. Mentalmente apagado, sem dinâmica, foi sempre menos um na equipa. 

SEBASTIÁN COATES - 1 - Fez o pior jogo destas duas épocas; irreconhecível, voltou a ser o Coates pesadão do passado. Lento a pensar e a executar, desiludiu quando a equipa mais o necessitava dele, dada a ausência do general Rúben Amorim. Nunca deu o murro que se exigia e participou no descalabro dos três golos sofridos. As férias fizeram-lhe muito mal!

MATHEUS REIS - 3 - O melhor na defesa, viu os colegas em apertos e tentou lá ir ao outro lado por várias vezes ajudar mas não deu para mais. Foi uma pequena ilha naquele enorme deserto à frente do guarda-redes. Na tentativa de ajudar os colegas da frente, nunca conseguiu acrescentar qualidade.

NUNO SANTOS - 2 - Pareceu adormecido durante a maior parte da partida e pouco ou nada acrescentou. Passou ao lado do jogo, cruzamentos sempre inconsequentes e várias decisões desajustadas e precipitadas.

JOÃO PALHINHA - 2.5 - Dos que melhor começou o jogo na dinâmica e intensidade. Marcou um grande golo, o primeiro do jogo, mas depois foi "desaparecendo". Está ligado ao segundo golo do Santa Clara; precipitou-se num carrinho que falhou e com isso ficou fora da jogada, abrindo a via verde ao 'açoriano'.

MATHEUS NUNES - 3 - Foi dos melhores elementos da equipa numa noite em que a maioria dos colegas não fez a parte que lhes pertencia. Tentou empurrar a equipa para a frente e ligar o jogo, mas faltou-lhe sempre mais e melhores apoios.

PEDRO GONÇALVES - 2.5 - Uma sombra do jogador que todos tanto admiram, nada lhe saiu bem, displicente nas vezes que teve oportunidade de rematar à baliza do Marco. Nunca acertou a força e direcção a dar à bola, tem responsabilidades no mau resultado da equipa. Verdade que fez duas excelentes assistências, para o remate vitorioso do Sarabia e para a perdida escandalosa do Paulinho, no que seria o terceiro golo.

PAULINHO -  1 - A noite de Sevilha e o fumo da chicha ainda não se dissiparam à frente dos seus olhos. Falhar aquele golo que daria o empate vai ficar para a história e que irá juntar ao já vasto números de grandes falhanços que já teve neste campeonato. A verdade é que desta vez a equipa perdeu os preciosos três pontos, que podem vir a ser decisivos no final.

TABATA - 1 - Substituição falhada, não sabemos até que ponto teria sido preferível tê-lo enviado para Espanha em vez do Gonzalo Plata. Não nos recordamos de um único lance em que tenha feito a diferença. A equipa necessita de muito mais do que ele normalmemte oferece.

DANIEL BRAGANÇA - 1 - Entrou demasiado tarde no jogo mas ainda a tempo de ser expulso e já é a quarta expulsão nos últimos jogos. É altura de reflexão para dar um travão nestas incidências que tanto prejudicam a equipa e os resultados que se querem positivos.

RÚBEN AMORIM - 2 - Não tem culpa de ser vítima da Covid-19 e por essa razão não ter estado a comandar os rapazes na viagem aos Açores, mas a equipa perdeu e pouco fez para ganhar. Não mostrou dinâmica nem agressividade, mentalmente os jogadores não foram bem preparados após as férias e depois aquele par de jarras que tem como assistentes também não ajudaram em nada. Uma primeira parte a jogarem devagar, devagarinho e parados e o Carlos Fernandes, impávido e sereno de braços cruzados a olhar para, sabe-se-lá para onde, bom, é adjunto, estará explicado.

TIAGO SOUSA - 4 - Teve a sorte de ter apanhado o pior Sporting das últimas duas épocas e aproveitou a oferta atrasada do Natal da melhor forma. Explorou ao máximo a falta de agressividade defensiva do Sporting e com um índice elevado de aproveitamentos facturou os três golos da vitória histórica do Santa Clara ao campeão Sporting.

RUI COSTA (Árbitro) - 3 - Tudo estava destinado a dar azar na noite e não seria com o árbitro Rui Costa que as coisas poderiam mudar, verdade seja dita. Não foi pelo árbitro que o Sporting perdeu o jogo e seria de todo injusto analisar os seus erros, que os teve, como desculpa. 

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LUÍS FERREIRA (VAR) - 3 - O único lance de grande dúvida é o da expulsão, verdade que o Daniel se colocou a jeito mas fica a ideia de uma decisão muito exagerada quando o cartão amarelo seria mais adequado.

publicado às 02:18

As Notas de Julius 2021/22 (28)

Julius Coelho, em 30.12.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Portimonense da 16.ª jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória do Sporting por 3-2. Golos de Paulinho (65', 76' e 83').

O Portimonense apresentou-se de forma surpreendente em Alvalade com uma estratégia de mega autocarro, um bloco baixíssimo com 4 centrais numa linha de 6 defesas e que manteve até final. Uma teia bem orquestrada que confundiu os jogadores do Sporting que se viram a perder ao intervalo, com um lance de contra ataque  e que resultou num golo marcado na própria baliza. A equipa arregaçou as mangas, reajustou-se e entrou decidida na etapa complementar a dar a volta ao marcador. Primeiro Matheus Reis e depois Paulinho foram decisivos no destruir  dessa teia e no carimbar dos três preciosos pontos.

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DESTAQUE - PAULINHO - 5.5 - Tínhamos já dito anteriormente que era jogador para hat- tricks; aí está o primeiro ao serviço do Sporting que abafou por completo as críticas que ainda podiam existir sobre a sua qualidade e utilidade no ataque da equipa. Muito activo e inteligente nas acções, teve o feeling perfeito para estar no sítio certo e marcar os 3 golos da vitória e ainda teve oportunidade para fazer o quarto golo num remate que saiu a arrasar o poste.

ANTONIO ADÁN - 4 - Brilhou logo no início com uma extraordinária parada a um remate de fora da área do nipónico Nakajima e que levava o selo de golo. Sofreu 2 golos em que nada pôde fazer: um  na própria baliza do Matheus Reis, após um cruzamento rasteiro e em força, o outro já nos descontos, após um canto um cabezazo e a bola a entrar junto ao poste mais distante.

RICARDO ESGAIO - 3 - Dos elementos de menor produtividade. Recorreu excessivamente à falta e foi precisamente no seu corredor que nasceu o primeiro golo do Portimonense. Logo a abrir a segunda parte, o seu momento mais alto, no coração da área rematou com perigo mas a bola sofreu um desvio.

GONÇALO INÁCIO - 3 - Teve cumplicidade no primeiro golo do adversário, não leu bem o lançamento nas suas costas e quando reagiu foi tarde, já o Fali Candé lhe tinha ganho uns metros. Procura ainda recuperar a sua melhor forma e a confiança, principalmente com a bola no pé.

SEBASTIÁN COATES (CAP) - 3.5 - Está a atravessar uma fase de menor exuberância. Surpreendeu as dificuldades que o japonês e o Fabrício lhe colocaram em alguns lances. Na segunda parte subiu mais vezes no terreno como se impunha e ajudou na construção e a empurrar as linhas do meio campo do adversário mais para junto da sua área.

MATHEUS REIS - 5.5-  Mais outro grande jogo do defesa brasileiro. A bem dizer, foi ele que desbloqueou e destruiu a teia montada pelo Portimonense com as várias arrancadas à número "10", a sua posição quando jogava no São Paulo. Na falta de inspiração do outro Matheus (Nunes), assumiu ele o papel de carregar a bola e a equipa para a frente, encheu o campo e surgiu activo em toda a parte. Está num invejável momento de forma, cheio de confiança e a mostrar finalmente que podem contar com ele para grandes feitos. Não fosse o Paulinho marcar os tês golos e seria ele o destaque.

NUNO SANTOS - 4.5 - Fez um bom jogo, muito lutador e sempre a dar bom seguimento às iniciativas do Matheus Reis. Foi um grande quebra cabeças para o lado direito da defesa do Portimonense, fez a assistência para o primeiro golo do Paulinho, esteve envolvido no segundo e ainda estoirou por cima da trave uma bola de ressaca na zona frontal da baliza do Samuel.

JOÃO PALHINHA - 3.5- Foi o mais prejudicado pela inédita estratégia do Portimonense. Viu-se sem presas à sua frente para caçar num meio campo quase deserto. Teve um bom cabeceamento já dentro da área que não levou a melhor direcção. Foi o natural sacrificado para chamar a jogo o Daniel Bragança. 

MATHEUS NUNES - 3 - Jogo muito desinspirado; um dos que também acusou aquela estratégia tão esquisita do adversário; esperaram-no mais atrás durante toda a partida, sem lhe darem o terreno que ele tanto gosta para embalar com a bola. Felizmente para ele e principalmente para a equipa que o Matheus Reis mostrou aptidões idênticas, o que  surpreendeu a todos.

PEDRO GONÇALVES - 4 - Apareceu a espaços, sempre que teve oportunidade tentou ferir o adversário com remates fora da área mas que um Samuel muito atento defendeu sempre. Participação directamente em dois golos do Paulinho, principalmente o último, quando não desistiu e recuperou uma bola que parecia perder-se pela linha de cabeceira, deu de bandeja para um golo fácil do colega.

PABLO SARABIA - 4.5 - Foi o melhor elemento da equipa durante a primeira parte e o que mais causou problemas à defesa bem organizada dos algarvios, muito activo protagonizou lances de enorme qualidade técnica. Ganhou a maioria dos duelos, o bloco ultra defensivo muito compacto do adversário e sempre com muita gente, acabou por o desgastar com o decorrer do tempo.

DANIEL BRAGANÇA - 3.5 - O jogo exigia a sua entrada, a equipa necessitava de toda a criatividade disponível no banco para quebrar toda aquela teia de pernas, cabeças e braços adversários. Notou-se logo que a equipa subiu de rendimento, ajudou a ligar melhor as linhas com os colegas mais adiantados, trouxe mais imprevisibilidade que encurralou a equipa algarvia que já reduzida a dez elementos passou a defender como podia. 

GENY CATAMO - 3 - Já se adivinhava que a qualquer momento poderia estrear-se. Rúben Amorim não teve dúvidas em lançá-lo, num momento muito delicado com a equipa ainda a perder. Não acusou a responsabilidade do jogo e mostrou que pode evoluir muito, é forte e confiante no drible, atacando de frente como a serpente. Temos jogador, ficará na sua memória todos os segundos que jogou pela primeira vez na equipa.

TIAGO TOMÁS - 2 - Entrou principalmente para que o Paulinho tivesse o seu momento de glória com o público de Alvalade a aplaudi-lo de pé. Ainda viu o Portimonense marcar o segundo golo e o António Nobre apitar para o final do jogo.

RÚBEN AMORIM - 6 -  O mago Amorim. Cada vez mais terá que estar preparado para estas surpresas que os adversários lhe preparam. Todos tentam ser o primeiro a derrubá-lo. Ontem foi a vez do Paulo Sérgio; apresentou-se-lhe com uma estratégia surpreendente, nunca antes vista, com 4 centrais. O Rúben pensou, pensou e pensou e na segunda parte apareceu com o antídoto que lhes desmontou todas as aquelas armadilhas e ainda não foi desta. Foram sim mais três pontos e a 11ª vitória seguida na Liga. 

PAULO SÉRGIO - 4 - Cada um apresenta as armas que tem ao seu dispor; só é pena que não tenha apresentado os mesmos 4 centrais numa linha defensiva de 6 homens quando defrontou o FC Porto, certamente teria evitado a goleada. Fica para a história que bateu o pé ao campeão na sua própria casa e marcou-lhe dois golos. Reduzidos a dez elementos, acusaram ainda mais a forte investida do Sporting durante toda a segunda parte.

ANTÓNIO NOBRE (Árbitro) - 4 - É quase impossível realizar-se uma arbitragem perfeita. Errou na apreciação de alguns lances, tanto técnica como disciplinarmente. No lance do amarelo ao Paulinho entendeu que não houve intensidade suficiente para vermelho, mas se opta pela expulsão teríamos que aceitar. O Paulinho pôs-se a jeito.

HÉLDER MALHEIRO (VAR) - 4 - Apreciou correctamente os lances que foi chamado a intervir, no primeiro golo do Portimonense ficou inicialmente a dúvida de ter havido fora de jogo, mas as imagens esclareceram que é Coates a colocar em jogo Fali Candé. Nos três lances passíveis de falta para grande penalidade na área do Portimonense, só a placagem com os braços ao Geny Catamo merecia outra decisão. 

publicado às 05:45

As Notas de Julius 2021/22 (27)

Julius Coelho, em 23.12.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Casa Pia da 5.ª eliminatória da Taça de Portugal, que resultou numa vitória do Sporting por 2-1. Golos de Sebastián Coates (33') e Pablo Sarabia (58').

Uma entrada de pantufas em ritmo de treino natalício, ofereceu o primeiro golo do jogo ao Casa Pia no único remate enquadrado que fez à baliza do Sporting. A equipa só na segunda parte decidiu impor outro ritmo na partida na busca da remontada, que com toda a justiça foi alcançada num estoiro do Sarabia com a bola a bater estrondosamente na barra e a atravessar a linha de golo. Terceiro jogo seguido com expulsão, obrigando a equipa a jogar em inferioridade numérica nos 20 minutos finais contra uma equipa da Liga secundária mas que se apresentou sempre bem organizada e raramente se deixou desmantelar.

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DESTAQUE - PABLO SARABIA - 4 - O elemento mais regular da equipa nos 90+7', levou sempre o jogo a sério, com iniciativas de lances positivos, acabou por ser ele a resolver o jogo marcando o golo da vitória e que resultou num golazo de VAR.

JOÃO VIRGÍNIA - 3 - O adversário só conseguiu acertar na sua baliza no lance que deu golo. Tem que treinar o jogo de pés onde mostrou muita hesitação comprometedora e que resolvia com o tradicional chutão.

RICARDO ESGAIO - 2.5 - Jogo muito discreto, entrou amolecido na partida e não teve reacção a fechar as suas costas no lance em que nasceu o golo do Casa Pia.

GONÇALO INÁCIO - 2.5 - Jogou lento e desconcentrado, mostrou desconforto em toda a partida, o que surpreendeu.

SEBASTIÁN COATES (CAP) - 3 - Também não fez um bom jogo, foi estranho vê-lo a andar aos papéis em alguns lances. Marcou o seu golo habitual, o do empate, após um canto bem medido por Tabata.

MATHEUS REIS - 3.5 - Voltou a ser o melhor elemento da defesa e o que mais vezes participou na construção de jogo ofensivo. Sempre muito activo nas dobras ao Nazinho e assertivo no passe.

NAZINHO - 2.5 - Procurou sempre o passe seguro, invariavelmente prematuro; tem medo de arriscar mas vai chegar o dia em que vai ter que o fazer, porque desta forma fica aquém. Deixa-se ainda controlar com facilidade pelos opositores.

JOÃO PALHINHA - 3 - Depois da paragem procura voltar ao seu ritmo, jogou a fogachos. Ainda não conseguiu voltar a ligar o turbo.

DANIEL BRAGANÇA - 4 - Exibição muito semelhante à de Pablo Sarabia; as melhores iniciativas na primeira parte foram dele, jogou e fez jogar e ainda foi tentar a sua sorte com dois bons remates à baliza do adversário. Foi empurrado na área adversária e que o VAR não quis ver. Merecia ter marcado. Aparece mais guerreiro nos lances divididos com uma fibra que ainda não lhe tínhamos reconhecido.

BRUNO TABATA - 2.5 - Exibição muito intermitente, melhor quando passou para o lado esquerdo após a entrada do Paulinho. Executou um bom pontapé de canto que resultou no golo do empate. Foi infeliz na expulsão, quis proteger a bola e acabou por cravar os pitões da bota na perna do adversário, um lance que lhe roubou a nota positiva.

PEDRO GONÇALVES - 2.5 - Quase que não se deu por ele na primeira parte, deve ter ouvido do treinador ou do capitão ao intervalo. Voltou no segundo tempo mais rápido e já deu uma amostra do que melhor sabe fazer. A entrada do Paulinho também o ajudou. Fez um remate a tirar tinta ao poste e num outro lance quase que metia a bola dentro da baliza num arco perfeito. Mostrou um ar de enfadado na hora da sua substituição, desiludido consigo próprio provavelmente.

PAULINHO - 3.5 - Entrou logo no início da segunda parte e tudo "aquilo" lá na frente transformou-se para muito melhor. O Casa Pia percebeu então que era a hora de recuar e passou a defender-se como podia. Teve lances com passes geniais, Poucos no futebol português sabem receber a bola e rodar como ele.

NUNO SANTOS - 2.5 - Ficou amuado por não ter sido titular?... Não se deu muito ao jogo, embora também seja verdade que este infrequentemente passou pelo seu flanco. Depois em superioridade numérica o adversário acreditou que podia ser atrevido e o Nuno optou por ficar mais posicional no fecho.

MATHEUS NUNES - 2.5 - Foi esticar as pernas, estava frio e a chover, deu jeito, pouco mais do que isso conseguiu fazer.

MANUEL UGARTE - 2.5 - Entrou com a equipa em inferioridade numérica e melhor prevenir que remediar, optou também pela sua posição mais fixa sem riscos. O adversário percebeu que só chutando pelo ar para a confusão poderia chegar mais perto da área do Sporting.

RÚBEN AMORIM - 4.5 - Continua a excelente série de jogos a ganhar, uma das melhores de sempre na história do Sporting. O arrojo ofensivo inicial que o Casa Pia demonstrou foi mais consentido do que por próprio mérito. A equipa entrou com pouca velocidade e sem intensidade, em ritmo de passeio e só ao intervalo podia intervir para mudar-lhes o chip avariado e foi o que fez com a entrada do Paulinho. Prepara-se para passar o Natal de cadeirinha; em primeiro lugar no campeonato, nos oitavos-de-final da Champions League, na Final Four da Taça da Liga e agora apurado para a próxima eliminatória da Taça de Portugal, é obra sim senhor.

FILIPE MARTINS - 3.5 - Deixou boa imagem, uma equipa bem organizada com alguns elementos a mostrarem alguma qualidade, é também uma equipa difícil de bater. Dentro do que o Sporting permitiu na primeira parte não se fizeram rogados e até pareciam que estavam a acreditar num milagre. Depois a lei do mais forte prevaleceu.

RUI COSTA (Árbitro) - 2.5 - Nunca gostou nem nunca gostará do Sporting é de família, fica-lhe difícil ser imparcial, sempre que pode dá a ferroadela. Mas este Sporting tem-se mostrado imune a todos eles. Lá vão tentando a sua sorte mas esta equipa é deveras difícil de derrubar. Sobre os lances já nem vale a pena descrever as asneiras, todos viram.

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FÁBIO MELO (VAR) - 1 - Ficámos deveras surpreendidos que afinal havia VAR, quando o árbitro parou o jogo para se analisar se no remate do Sarabia a bola tinha entrado ou não. "Que paso"???...  Na primeira parte dois penáltis cristalinos passaram em claro. Quiçá o Fábio Melo atrasou-se a chegar à Cidade do Futebol devido à chuva e não estava ainda lá, no seu posto, não encontramos outra explicação.

publicado às 03:19

As Notas de Julius 2021/22 (26)

Julius Coelho, em 19.12.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Gil Vicente da 15.ª jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória do Sporting por 3-0. Nuno Santos (53'), Gonçalo Inácio (64') e Daniel Bragança (90+3').

Só uma grande equipa, com enorme espírito de união, conseguiria ultrapassar e vencer tantas adversidades num jogo armadilhado para o Sporting perder pontos fosse de que forma fosse. Num campo bem inclinado, a equipa mostrou porque é a campeã nacional, enfrentando com muita garra um adversário protegido pelo árbitro Tiago Martins. Com uma segunda parte de grande nível, os leões carimbaram três pontos arrancados a ferros, marcando três golos e falhando outros tantos.

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DESTAQUE - MATHEUS REIS - 5 - Jogo irrepreensível! Finalmente soltou-se de fantasmas. Convicto das suas qualidades, atirou-se ao jogo de corpo e alma, até sendo já dos elementos que menos erra. Primeiro à esquerda e depois ao centro, foi intratável na antecipação e com bola, não facilitando um milímetro nas suas acções.

ANTONIO ADÁN - 4.5 - Voltou a ter um jogo com pouco trabalho, os colegas à sua frente resolveram sempre os problemas. As poucas vezes que foi chamado a intervir fê-lo como habitualmente, com mãos firmes como aço.

GONÇALO ESTEVES - 4 - Começa a querer ganhar o seu espaço, irreverente mas mostrou muita qualidade, principalmente na saída rápida com bola. Vai fazer-se um grande lateral em pouco tempo. Sabe variar e entrar para dentro o que desconcerta os seus opositores. Entrou receoso no início mas com o decorrer dos minutos foi soltando o que de melhor sabe fazer.

LUÍS NETO - 1 - Os colegas com a vitória salvaram-no de boa. Teve um apagão naquele momento tão inesperado como insólito que podia ter provocado sérios danos no resultado final. Ele mais do que ninguém estará a sofrer  pelo seu acto irreflectido. Deixou a equipa à beira de um ataque de nervos que o Rúben resolveu rapidamente com os acertos que foi obrigado a fazer

GONÇALO INÁCIO - 4 - Teve uns curtos dias de descanso mas foram o suficiente para o vermos mais solto e alegre. Realizou uma exibição de bom nível e ainda teve participação decisiva no segundo golo às três tabelas, após remate do Pote.

SEBASTIÁN COATES (CAP) - 4.5- Campo de boas recordações da época passada quando marcou os dois golos vitoriosos mesmo ao cair do pano. Foi fundamental a sua acção de  capitão, mantendo a equipa sempre unida e focada no objectivo. Imperial pelo ar quando o adversário procurou o jogo directo e os cruzamentos. Viu um amarelo injustamente por simulação do adversário.

MANUEL UGARTE - 4.5 - Está a ser a grande surpresa desta época, vai ter um tremendo futuro, é craque na posição tão exigente de pêndulo da equipa. O mais esclarecido, pautou e leu bem o jogo, muito seguro com a bola colada no pé, falta-lhe só a confiança de ir com ela mais vezes por ali fora. Foi pontapeado no lance do penálti que o Pote falhou ainda na primeira parte.

MATHEUS NUNES - 4 - Andou sempre intranquilo naquele turbilhão que foi a primeira parte, mas voltou na segunda muito mais calmo e focado a praticar o seu futebol que faz a diferença. Conseguiu explorar os espaços entre as linhas do Gil e o Sporting tomava conta do jogo.

PABLO SARABIA - 3 - Seria de todo injusto penalizá-lo com nota negativa, dado que foi o sacrificado no meio de toda aquela embrulhada que o Luís Neto provocou. A estratégia que mais favorece o jogo da equipa não podia alterar-se e por isso teve que sair para o Matheus Reis mudar para central e o Nuno Santos assumir o corredor esquero. Foi dele o primeiro remate com perigo à baliza do Gil. Saiu triste mas irá compreender. 

PEDRO GONÇALVES - 3.5 - A noite mais desastrada que lhe vimos fazer. A principal causa é a enorme pressão que coloca em si próprio e terá que libertar-se dela. Com toda esse stress não controla o timing de remate e decisão, foi assim no penálti e em três outras ocasiões em que tinha tudo para fazer golo. E quando se está com azar até o VAR dá golo a outro.

PAULINHO - 4.5 - Ninguém diria que esteve dez dias parado, correu muito durante toda a partida, alinhando os 90+minutos. Executou lances com muita visão e de bons requintes técnicos e assistiu com perfeição o Daniel para o terceiro golo.

NUNO SANTOS - 4.5 - Entrada precoce aos 30 minutos, por consequência da expulsão do Luís Neto. Mexeu muito com o jogo em toda a segunda parte; após recuperar uma bola ao adversário, foi por ali fora e atirou forte para o primeiro golo que desbloqueou o marcador.

JOÃO PALHINHA - 3.5 - O Sporting ganhava e Rúben Amorim não quis arriscar com o Manuel Ugarte amarelado. Temendo o diabo (Tiago Martins), retirou o uruguaio e meteu o Palhinha logo a seguir ao golo do Nuno Santos. O Palhas foi o "tractor" que conhecemos, ágil nos desarmes e a fazer parede ao adversário. Foi a partir desse ponto que se viu um Sporting ainda mais dominante na partida.

DANIEL BRAGANÇA - 4 - Que entrada muchacho, andaste a ler as críticas!!! Partiu o meio campo gilista nos vinte minutos em que esteve no relvado, fez "" duas assistências que o Pote desperdiçou de forma bem escandalosa e ainda marcou o terceiro golo, selando o resultado final.

RÚBEN AMORIM - 6 - Uns são treinadores de verdade, outros são treinadores de bancada ou do sofá. É nestes jogos, perante as adversividades que todos presenciámos, com um campo com tendências claras a inclinar-se, que se vê quem é de facto um bom treinador. Rúben Amorim passou mais um exame muito difícil de forma exemplar. Manteve a equipa totalmente focada, unida e ajudou-a a superar todas as armadilhas que estavam montadas para a derrubar. Sacrificou um dos jogadores mais influentes da equipa (Sarabia) para não ter que desmontar as bases da principal estratégia de jogo e que é a sua identidade. Os jogadores sentiram-se confortáveis e retribuíram com luta, garra, suor e sofrimento e no final ganharam os três pontos.

RICARDO SOARES - 3.5 - Tem uma equipa bem montada e trabalhada e que sabe gerir os tempos do jogo, mas também muito ensaiada para a vigarice, vários jogadores simularam faltas inexistentes. No final não lhe ficou nada bem toda aquela azia a reclamar um penálti inexistente.

TIAGO MARTINS (Árbitro) - 1 - Inacreditável, o que este "senhor" fez (que dizem ser dos melhores árbitros portugueses). Foi às claras, nem sequer disfarçou a intenção de inclinar o campo para fazer o Sporting cair com estrondo em Barcelos. Um rol de asneiras, tanto no capítulo disciplinar como técnico, bastava um jogador do Gil cair e gritar e saltava amarelo para o jogador do Sporting mais próximo, mesmo sem ter visto o lance. Viu o penálti claro mas teve que esperar pelo VAR, viu a entrada de sola  para vermelho directo, mas teve que esperar pelo VAR, viu o jogador do Gil caído e dá vermelho de imediato ao Ugarte quando estava de costas para o lance. Mas ninguém saca este senhor da arbitragem de uma vez? Vinha com a missa bem decorada mas saiu-lhe o tiro pela culatra. 

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JOÃO PINHEIRO (VAR) - 6 - Se não fosse o João Pinheiro que tantas vezes já criticámos e teríamos mais um escândalo no futebol português. Repôs várias vezes a verdade do jogo em lances que o seu colega de campo queria esconder e alterar. Mais um exemplo que se não existisse o VAR, o Sporting dificilmente sairia de Barcelos sem um derrota.

publicado às 04:34

As Notas de Julius 2021/22 (25)

Julius Coelho, em 15.12.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Penafiel da 3.ª e última jornada do Grupo B da 3.ª fase da Allianz Cup (Taça da Liga) que resultou numa vitória leonina por 1-0. Golo de Tiago Tomás (16')

Sporting apurado para a Final Four com uma vitória justa e sem história. Depois de uma entrada forte a equipa desligou após o golo madrugador do Tomás. Com uma arbitragem exageradamente severa para os leões que ficaram reduzidos a dez elementos (expulsão de Bruno Tabata aos 73'), a equipa controlou sempre um adversário muito quezilento longe da sua baliza até ao final da partida.

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DESTAQUE - SEBASTIÁN COATES (CAP) - 4 - Manteve sempre o nível elevado habitual, nunca facilitou e passou uma boa parte do jogo a puxar as orelhas aos colegas da frente por baixarem a intensidade e a pressão. Foi obrigado a puxar pelos galões ao mau árbitro e por isso levou amarelo.

JOÃO VIRGÍNIA - 4 - Foi principalmente expectador durante todo o jogo, as poucas vezes que foi chamado a intervir fê-lo sempre bem e com segurança. Tem uma oportunidade de ouro na sua carreira em que certamente não vai querer desperdiçar.

GONÇALO ESTEVES - 3.5 - Boa primeira parte, principalmente quando a carregar a bola, surpreendeu com lances imprevisíveis que abriram crateras na defesa adversária, mas tem que crescer mais a defender as suas costas. Estoirou muito cedo, o treinador manteve-o até ao final porque precisa de ganhar pulmão rapidamente.

LUÍS NETO - 3 - Sereno e quase sempre eficaz na defesa. Na segunda parte hesitou a cobrir as costas do Gonçalo Esteves e o adversário escapou. Levou um amarelo cortando a bola sem tocar no adversário. 

MATHEUS REIS - 3.5 - Não facilita nada, sabe de onde veio e tem subido a corda a pulso. Sempre muito concentrado a defender e quando teve oportunidade subiu no terreno para ajudar os colegas da frente.

NUNO SANTOS - 2.5 - Até ao golo esticou ao máximo a intensidade e a pressão, depois foi um dos que deixou o jogo correr marcando o adversário com os olhos. Mal no passe e nas iniciativas de rematar à baliza do Penafiel. Vai ficar com as orelhas a arder.

MANUEL UGARTE - 4 - Muito profissional, sempre focado no essencial das suas funções no campo , leva a sério cada lance que disputa, quiçá o elemento que melhor cumpre com rigor a estratégia do seu treinador. Saiu aos 60' e com isso perdeu o destaque.

DANIEL BRAGANÇA - 2.5 - O Daniel deveria rever a história do Francisco Geraldes, far-lhe-ia muito bem. Não aproveita estas oportunidades e o tempo vai passando e muitíssimo mais rápido do que ele julga. Jogo muito intermitente, tinha a responsabilidade de pautar o ritmo, era ele o baterista do grupo e assobiou para o lado.

BRUNO TABATA - 1 - Revendo as imagens fica a ideia que é penálti, o defesa toca-lhe no pé de apoio; no segundo amarelo vai à bola em carrinho dentro das regras. Exageradíssima a sua expulsão. Mas já com um amarelo pôs-se a jeito naquela entrada sem necessidade nenhuma, por isso a nota bem negativa.

PABLO SARABIA - 3 - Participou bem no pressing até ao golo, depois foi desaparecendo do jogo. O treinador já tinha o plano de lhe dar apenas 45 minutos de jogo e já não voltou na segunda parte.

TIAGO TOMÁS - 3.5 - Dos mais activos e irrequietos da equipa, procurou várias vezes atirar à baliza mesmo quando tinha colegas melhor posicionados. Fez o único golo da partida aproveitando um ressalto de uma bola rematada pelo Bruno Tabata que bateu na cara do guarda-redes do Penafiel. Voltou a mostrar dificuldades técnicas.

PEDRO GONÇALVES - 2 - Apareceu na segunda parte a substituir o Sarabia, jogou em modus peladinha em ritmo moderado. Encontrou por uma vez espaço na área do Penafiel, fez pontaria, mas o Nuno Macedo defendeu.

MATHEUS NUNES - 2.5 - Entrou para os 20 minutos finais da partida. Brilhou num lance genial em que eludiu a pressão adversária junto à sua área passando por vários oponentes e arrastando-os atrás de si. É a sua imagem de marca.

GONÇALO INÁCIO - 2 - Entrou aos 90'.

RÚBEN AMORIM - 4 - Mais um objectivo cumprido e volta com mérito a apurar a sua equipa para a Final Four da Taça da Liga (Allianz Cup). Jogo em que fez alguma gestão do plantel num período complicado com muitas ausências de peso forçadas.Na primeira parte fieis à sua identidade, com muita intensidade e pressão no meio campo, na segunda parte foi traído pelos jogadores quando baixaram o ritmo e deixaram correr o jogo contra a sua vontade.

PEDRO RIBEIRO - 3 - Não está mal para uma equipa da Segunda Liga, mas abusaram da agressividade a dar pau, beneficiando da benevolência do juiz da partida que não castigou disciplinarmente faltas bem durinhas dos seus jogadores. Nunca incomodaram a sério a defesa do Sporting em toda a partida.

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CLÁUDIO PEREIRA (Árbitro) - 1 - Tecnicamente até teria nota positiva mas afundou-se disciplinarmente; não tendo a ajuda do VAR reinou como quis. Falhou nos 5 amarelos aos jogadores do Sporting. Terá sido só uma noite má ou foi mais alguma coisa?

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(VAR) - Esta fase da competição não tem VAR.

publicado às 03:04

As Notas de Julius 2021/22 (24)

Julius Coelho, em 12.12.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Boavista da 14.ª jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória do Sporting por 2-0. Golos de Sarabia (53') e Nuno Santos (59').

Jogo rasgadinho mas sempre num único sentido: o da baliza do Boavista . Aconteceu algo curioso, 2 golos e 4 explosões de alegria dos adeptos leoninos; fica cada vez mais difícil marcar golos ao VAR que ao adversário. A equipa de Amorim seguiu na sua caminhada no regresso do capitão Coates, sem dar o mínimo de facilitismo e já leva mais 2 pontos (38) que na época passada com o mesmo número de jogos da Liga. Vitória clara e convincente.

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DESTAQUE - PABLO SARABIA - 5 - Está a subir de forma jogo para jogo, marcou em duas jornadas seguidas e voltou a assistir desta vez para o golo do Nuno Santos e também para o falhanço incrível do Pote. Está com mais velocidade e explosão, melhorou muito no passe. Já constam rumores que o Sporting vai tentar renovar o empréstimo perante o PSG.

ANTONIO ADÁN - 4.5 - Evitou que o Boavista abrisse o marcador logo aos 8' fazendo parede ao isolado Kenje Gorré. Como disse Rúben Amorim... "É apenas Adán a ser Adán". Após este momento, passou a ser um mero espectador.

PEDRO PORRO - 4 - Exibição ao nível que nos tem habituado, num bom remate a passe de Matheus Nunes meteu a bola na baliza do iraniano em cima do final da primeira parte, mas o VAR anulou por fora de jogo. Já antes tinha oferecido o golo de bandeja ao Nuno Santos que isolado permitiu a defesa do guarda-redes do Boavista. Não voltou na segunda parte por problemas físicos.

GONÇALO INÁCIO - 3 - O treinador confirmou que está cansado e necessita de descansar, mas perante as limitações do plantel tem que seguir a jogar. Teve reacção atrasada quando o Gorré ganhou as suas costas e se isolou perante Adán. Teve um bom remate de cabeça na área do Boavista mas não se elevou o suficiente e a bola saiu por cima.

SEBASTIÁN COATES - 4 - Voltou o comandante e tudo ficou sereno lá atrás na defesa, mantendo a bola longe da sua baliza. Quase que marca num bom golpe de cabeça mas o Alireza estava atento e defendeu. Bem tentou por várias vezes os passes longos para a dupla Sarabia/Pote mas a paragem forçada desequilibrou-lhe a mira. 

MATHEUS REIS - 4.5 - Voltou a fazer uma boa exibição, sempre concentrado e disponível para tudo, aos poucos está a agarrar o lugar no onze. Também teve a sua oportunidade de marcar quando na segunda parte rematou com intenção, a bola quase que tirou tinta ao poste.

NAZINHO - 3 - Anda a dar os primeiros passos ainda a medo, tem velocidade e muita energia mas falta-lhe o resto que só vem com os jogos, defendeu melhor que na função da saída em que mostra dificuldades naturais na leitura do jogo. Não comprometeu. Foi substituído por problemas físicos (cãibras nas pernas).

MANUEL UGARTE - 4 - Exibição muito positiva e personalizada de quem se esforça para dar o máximo em cada lance que disputa. Aos poucos vão-lhe crescendo os tentáculos que amarram os adversários no meio campo, já apareceu mais vezes lá na frente a ligar o jogo e teve um excelente remate fora da área que quase deu golo.

MATHEUS NUNES - 4.5 - Teve marcação especial e apertada mas que não o impediu de escapar algumas vezes e provocar o pânico na defesa do Boavista. numa dessas fugas brilhou com um lance para o Pedro Porro, o Pote atrasou o passe por centímetros e o golo foi anulado. 

PEDRO GONÇALVES - 4 - Muito activo e sempre participativo nos lances de ataque, trocou algumas vezes com o Sarabia o centro com a direita. Podia ter marcado por duas vezes, mas ninguém vai esquecer ter enviado a bola ao lado com a baliza toda escancarada, o treinador é que não gostou nada e substitui-o pouco tempo depois.

NUNO SANTOS - 4 - Ontem fez um bom jogo, mais consistente e assertivo nos lances em que foi chamado a intervir. Marcou um golo de bandeja a passe do Sarabia mas podia ter marcado outro ainda na primeira parte quando o Pedro Porro lhe ofereceu uma bola em que só tinha o guarda-redes do Boavista pela frente.

RICARDO ESGAIO - 3 - Entrou no jogo na segunda parte após a saída forçada do Pedro Porro, cumpriu sem comprometer mas sem a mesma influência do espanhol. 

DANIEL BRAGANÇA - 3 - Entrou já com o resultado praticamente construído e fechado, o ritmo e a intensidade da equipa já dava sinais de querer baixar,  mais fresco segurou a barra no meio campo saindo sempre bem da pressão. 

TIAGO TOMÁS -2.5 - Mostrou vontade de querer voltar a mexer com o jogo, mas não teve os apoios que gostaria e correu quase sempre sozinho. Foi útil a estorvar a saída da bola do adversário.

LUÍS NETO - 3 - Com a a saída forçada do Nazinho o treinador teve que aplicar o plano B da defesa, entrada do Neto e o Reis na esquerda. Cumpriu bem numa fase do jogo em que o adversário já  conformado com a derrota dava sinais de querer atirar a toalha ao piso. 

BRUNO TABATA - 2 -  Os poucos minutos que esteve em campo deu para perceber que queria que a equipa chegasse ao terceiro golo. Fez três remates bem intencionais, um deles com excelente execução técnica obrigando a defesa apertada de Bracali.

RÚBEN AMORIM - 5.5 - Já somou mais pontos que na época passada com as mesmas 14 jornadas e já foi à Luz e a Braga. Não deixou de todo os seus jogadores relaxarem contra o Boavista, bem conscientes da importância de nova vitória depois do jogo fantástico que fizeram na Luz. Tem um tremendo discurso para o grupo que no jogo transmitem muita confiança aos adeptos que se sentem muito orgulhosos e felizes no apoio.

ARMANDO TEIXEIRA (Petit) - 3.5 - Bem tentou surpreender e quase que o conseguia nos primeiros minutos de jogo mas o Sporting tem um guarda redes chamado Adán. Depois experimentou todos os argumentos que tinha mas que foram sempre inconsequentes. Na segunda parte fizeram apenas um único remate enquadrado à baliza leonina.

NUNO ALMEIDA (Árbitro) - 3.5 - Tentou levar o jogo sem ter que mostrar os amarelos mesmo em lances que o mereciam. refugiou-se demasiadas vezes no meio campo ficando longe da bola apitando faltas à distância. Pura intuição?

VÍTOR FERREIRA (VAR) - 2 - O VAR veio para resolver lances como o agarrão ao Matheus Reis na área do Boavista, um penálti não marcado do tamanho de um elefante para quem conseguia ver formigas em alguns lances.

publicado às 03:35

As Notas de Julius 2021/22 (23)

Julius Coelho, em 08.12.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Ajax no Johan Cruijff Arena, em Amesterdão, da 6.ª e última jornada da fase de grupos da UEFA Champions League, que resultou numa derrota por 4-2. Golos de Nuno Santos (22') e Tabata (78').

Em mês festivo, o Sporting brindou o Ajax com 3 presentes que atraiçoaram uma boa primeira parte dos seus jogadores que não se deixaram intimidar pela melhor formação do Ajax. A equipa mais jovem de sempre na Liga dos Campeões acabou por ser vítima da sua inexperiência cometendo erros bem infantis e que resultaram em três golos fáceis da formação holandesa. Ainda pairou o muito cruel fantasma da goleada em Alvalade, mas um fantástico golo de Bruno Tabata deu maior justiça ao resultado final com a diferença de dois golos.

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DESTAQUE - BRUNO TABATA - 4 - Destacou-se pela excelente assistência para o golo do Nuno Santos e depois quando fuzilou a baliza de Remko, que só teve tempo de mexer os olhos. Numa missão muito ingrata à Paulinho, na pressão aos defesas holandeses, teve alguns lances de bom registo que reclamam mais minutos ao treinador.

JOÃO VIRGÍNIA - 3.5 - Se era um teste saiu-se bem, não tendo culpa nos golos sofridos, com os 'holandeses' a aparecerem-lhe na cara. Rubricou algumas defesas de elevado nível de dificuldade e mostrou personalidade nas decisões.

GONÇALO ESTEVES - 2.5 - Realizou um grande sonho, com 17 anos estreou-se na Liga dos Campeões. Entrou muito mal no jogo, encolhido e tímido no um para um, sem nunca conseguir ultrapassar o seu opositor que lhe caía logo em cima. Com o decorrer do jogo foi ganhando confiança e melhorando a sua produção. Tem um bom nível técnico e é corajoso nas iniciativas, falta-lhe só a experiência dos jogos deste calibre. 

LUÍS NETO - 3 - Foi igual a si próprio, tentou várias vezes assumir o comando da defesa e da equipa mas as suas limitações técnicas condicionaram a sua intenção . Muito combativo apareceu sempre  a dobrar tudo e todos.

GONÇALO INÁCIO - 2 - Desastrado, sabe fazer muito melhor, deixou-se encurralar várias vezes pelos adversários, faltou-lhe maior concentração e mais agilidade a pensar. Infantil o seu passe à queima para um colega, que resultou num brinde para o segundo golo do Ajax, num momento decisivo do jogo. Com o empate no marcador e a chegar ao intervalo, sem este erro a segunda parte poderia ter tido outra história.

MATHEUS REIS - 3.5 - Foi o melhor elemento da defesa, sempre lúcido nas suas acções, inesperadamente acabou por assumir o comando e a organizar as acções defensivas contra um adversário que metia sempre muita gente junto à área do Sporting. Cresceu muito nos últimos jogos, está um outro jogador muito diferente do que vimos no início da época.

RICARDO ESGAIO - 3 -Tinha uma missão bastante complicada, travar o melhor jogador do Ajax, o extremo brasileiro Antony, que destruiu o Rúben Vinagre no jogo em Alvalade. Mostrou-lhe os dentes de leão logo a abrir a partida e acabou por levar-lhe quase sempre a melhor. Esperava-se mais do Esgaio nas acções de construção do ataque.

MANUEL UGARTE - 3.5 - Apesar do resultado, voltou a rubricar uma boa exibição e não foi por ele que a equipa perdeu. Pouco apoiado, desempenhou sempre bem a sua missão, incansável a cortar as linhas de passe do meio campo holandês em que recuperou algumas bolas. Depois do enorme desgaste do embate na Luz, deixou excelentes indicações de um futuro craque naquela posição.

DANIEL BRAGANÇA - 3 - Desapontou numa primeira parte inesperadamente horrível, raramente conseguiu ligar o jogo com os colegas, mal na pressão, acusou bastante a falta infantil que cometeu logo aos sete minutos que causou o penálti e o primeiro golo do Ajax. Decerto que o Sporting não precisava desta adversidade em casa de um temível adversário. Demorou muito a recompor-se, mas na segunda parte apareceu finalmente decidido a dar outra imagem à sua exibição onde rubricou lances de excelente recorte técnico a sair da pressão e que lhe salvaram à pele a nota positiva. 

NUNO SANTOS - 2.5 - Era também a sua hora, contudo, lamentavelmente, deixou passar o comboio. Marcou um golo pleno de oportunidade a um excelente cruzamento de Tabata e pouco mais se viu. Tecnicamente esteve desastroso e optou quase sempre pelo critério errado.

TIAGO TOMÁS - 2 - Precisa muito de evoluir rapidamente, é confrangedor vermos as suas limitações técnicas, muito trapalhão e previsível foi presa fácil na teia da defesa do Ajax. Precipita-se excessivamente em lances que exigem melhor leitura.

PAULINHO - 2 - Tirando algumas tabelinhas bem executadas, um remate em boa posição quase frontal à baliza do Ajax, em que a bola saiu ao lado do poste, e a entrega da bola para o tiro de Tabata, pouco mais se registou nos trinta minutos que jogou a substituir o pouco produtivo Nuno Santos.

PEDRO GONÇALVES - 2 - Entrou para substituir o inútil Tiago Tomás mas também pouco ou nada fez para melhorar a dinâmica da equipa. Viu-se dar alguns "cumprimentos" aos holandeses que lhe apareceram pela frente.

FLÁVIO NAZINHO - 2 - Alinhou nos vinte minutos finais, na lateral esquerda, trocando com Ricardo Esgaio. O Ajax obrigou-o a aplicar-se a defender e a não largar a sua posição. Com 18 anos, falta-lhe naturalmente muita experiência, o que foi visível em vários lances. Muito preocupado em não falhar, tentou simplificar no passe. Teve um bom lance na área do Ajax, solto, rematou para a bancada.

PABLO SARABIA - 1 - Entrou para o quarto de hora final a substituir o desgastadíssimo Ugarte, mas não mais se viu.

DÁRIO ESSUGO - 2 - Escreveu a segunda página notável na sua história ao ser o mais jovem (16 anos) a actuar na Liga dos campeões pelo Sporting (Gonçalo Esteves é o mais jovem como titular). Ainda fez um corte precioso para canto num lance de golo iminente dos holandeses.

RÚBEN AMORIM - 4 - Corajoso a enfrentar a melhor formação do poderoso Ajax na sua própria casa, com uma equipa com muitos jovens inexperientes. Arriscou uma derrota já esperada mas fez ganhar muitas coisas aos jovens jogadores que meteu em campo. Voltou a ganhar o respeito, a admiração e maior confiança de todos do plantel. Sabem que podem contar com ele se derem sempre o máximo. Os adeptos podem não ter gostado das suas opções para o jogo, mas o Rúben tem um plano definido de que não abdica em nome do Clube que estará sempre em primeiro lugar.

ERIC HAG - 5 - Com o primeiro lugar do grupo garantido não facilitou e apresentou a sua melhor equipa, principalmente porque procurava o recorde da primeira equipa holandesa a vencer os quatro jogos na fase de grupos da Liga dos Campeões. Fizeram um jogo sério e competente o que valoriza mais ainda as actuações dos jovens jogadores do Sporting. São de facto uma equipa muito bem trabalhada, principalmente nos processos ofensivos muito similares aos que são utilizados pelo Bayern Munique.

DAVIDE MASSA (Árbitro) - 3.5 - Complicou algumas vezes sem qualquer necessidade na apreciação das faltas. Deu espaço a alguma dureza dos jogadores holandeses que matavam as iniciativas do Sporting de qualquer forma. Tanto assim, que o Ajax cometeu 19 faltas contra as 9 do Sporting, no entanto viu os mesmos dois amarelos.

PAOLO VELERI (VAR) - 5 - Viu o lance do Daniel Bragança para penálti dentro da área do Sporting alertando e bem o árbitro.

publicado às 04:03

As Notas de Julius 2021/22 (22)

Julius Coelho, em 04.12.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Benfica da 13.ª jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória do Sporting por 3-1. Golos de Sarabia (8') , Paulinho (62') e Matheus Nunes (68').

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ONZE INDOMÁVEIS PATIFES ARRASARAM E CALARAM A LUZ 

Uma noite de sonho para o Sporting CP, deram uma lição do que é uma grande equipa contra um grupo de jogadores adversários. Grande vitória no palco mais apetecido de todos!... Os jogadores leoninos e o seu magnífico treinador jamais irão esquecer a noite em que despediram os adeptos do Benfica das bancadas e muito provavelmente o mestre da táctica. Domínio absoluto de todos os momentos de jogo de principio ao fim, com uma exibição irrepreensível e portentosa que deixaram orgulhosos e em festa os seus adeptos pelos quatro cantos do planeta. 

DESTAQUE - A EQUIPA DO SPORTING E O SEU TREINADOR - 6 - Uma exibição notável de todos que rebentou a escala, calaram e despediram os adeptos encarnados das bancadas da Luz no muito querer, nas garras afiadas do leão, na disponibilidade física que foi impressionante e na tremenda solidariedade; interpretaram na perfeição a estratégia do jovem treinador do Sporting que comeu de cebolada o mestre da táctica. Foi limpinho.

ANTONIO ADÁN - 6 - Mostrou toda a sua classe e faz tremer os avançados adversários. Está em grande forma o guardião espanhol do Sporting. Quase que consegue chegar à bola cruzada do Pizzi, um golo que não merecia.

PEDRO PORRO - 6 - Coitado do Grimaldo, vai ter pesadelos nas próximas noites, o Pedro meteu-o no bolso.

LUÍS NETO - 6 - Foi a melhor versão do Luís, que foi um autentico patife a varrer tudo à sua frente. 

GONÇALO INÁCIO - 6 - Alôô Fernando Santos já conhece o Gonçalo? Mesmo quando perdeu o colega do lado, o marroquino Feddal por lesão, não tremeu e deixou seguramente o seu capitão Coates muito orgulhoso. 

ZOUHAIR FEDDAL - 6 - Deu tudo o que tinha e que não tinha e foi até rasgar. Enquanto lá esteve, ajudou a manter as vedetas da equipa adversária sempre bem distantes da sua área. 

MATHEUS REIS - 6 - Foi um tremendo leão, incansável, aparecia por todas as partes a cortar e a dobrar. Com a lesão do Feddal ocupou o seu lugar e ficou mais posicional. Mas as suas pilhas nunca se esgotaram. Também está em grande forma.

MANUEL UGARTE - 6 - Sensacional exibição! Tinha uma tarefa de nível altíssimo, cortar os espaços de fuga ao Rafa e... secou-o. Que inveja provocou aos rivais, o Sporting tem dois jogadores fantásticos para aquela posição. Não tremeu um único momento e a equipa cedo percebeu que podia confiar no jovem Uruguaio.

MATHEUS NUNES - 6 - Que patife!!! Mas qual João Mário?... Agora todos ficaram a perceber quem ganhou e bem com a troca, desportiva e financeira. Foi um monstro, um autêntico patife a destruir a equipa do Benfica. O golo? É para ver e rever. 

PEDRO GONÇALVES - 6 - Outro patife à solta, depois do que vimos ontem ninguém iria querer estar na pele do imbecil do seleccionador nacional, que jogazo fez e ainda deu para ser perdulário falhando dois golos cantados.

PABLO SARABIA - 6 - Grande classe de um patife endiabrado, em espanhol diz-se... um ¨sinverguenza". Que golazo aproveitando aquela bola teleguiada do Pote de ouro e quase que marcava um segundo golo.

PAULINHO - 6 - A máquina ou o pior dos patifes, pobrezitos do Otamendi e Vertonghen que só com muita malandrice o paravam. Foi vítima do sistema que queria a vitória do Benfica; aquele golo anulado é golo em toda a parte do Mundo. Mas 50 mil nas bancadas presenciaram bem a sua marca que deixou vincadíssima no golazo que marcou. Esse valeu mesmo.

RICARDO ESGAIO - 6 - A lesão do Feddal obrigou a várias mexidas na defesa, o Ricardo foi para a esquerda e ainda foi a tempo de participar nas patifarias da grande noite na Luz, ajudando a equipa a marcar mais 2 golos. Num contra-ataque quase que também a metia lá dentro da baliza do grego.

TIAGO TOMÁS - 6 - A equipa concretizou o seu principal sucesso em ter conseguido ser um autêntico bloco sem oscilações durante os 97' da partida e por isso todos merecem a mesma nota máxima. O jovem patife Tomás também fez pontaria ao grego nos escassos minutos que jogou, logo após ter substituído Sarabia.

DANIEL BRAGANÇA - 6 - Substituiu um dos grandes heróis do dérbi, o uruguaio Ugarte. Foi quase ao cair do pano e não teve muita oportunidade para se exibir.

NUNO SANTOS - 6 - Quatro minutos em campo, a noite memorável já estava ganha e não teve tempo para as suas usuais patifarias.

RUBÉN AMORIM - 6 - Foi um grande patife, ao fazer toda aquela desfeita no estádio da luz, aos mais de 50 mil adeptos encarnados. Muitos deles não acharam piada nenhuma e foram-se embora logo a seguir ao grande golo do Matheus Nunes, ainda com mais de 20 minutos para se jogar. Por este andamento ainda ficamos sem ele (?) em menos tempo do que imaginamos. Estava bastante confiante e mostrou que tinha amplas razões para isso. Jogo fantástico, muito bem organizado e colocado em prática, é um craque de treinador. Vai despedir muitos treinadores adversários.

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JORGE JESUS - 1 - Foi arrasado e viu o adversário jogar o triplo na sua própria casa. Levou uma lição de futebol e como se joga com uma defesa a cinco. Depois de perceber que estava só a inventar, mudou-a para quatro e levou mais 2 golos. Esteve mudo e calado no banco, os onze patifes do Sporting deram-lhe um banho de bola, acontece.

ARTUR SOARES DIAS - 1 - Tentar bem tentou, não fossem os jogadores do Sporting mais patifes que ele e teríamos o caldo entornado. Depois percebeu que já não podia forçar mais e acalmou fingindo mais justiça nas suas decisões.

HUGO MIGUEL - 1 - Como pode anular o golo do Paulinho?... A bola não chega a ele, é interceptada pelo Sarabia e só depois o Sarabia lhe faz o passe com ele bem dentro do jogo. Felizmente não teve influência no resultado mas podia ter tido.

publicado às 12:16

As Notas de Julius 2021/22 (21)

Julius Coelho, em 29.11.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Tondela da 12.ª jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória do Sporting por 2-0. Golos de Sarabia (10') e Paulinho (50').

Quinze minutos com entrada de leão com um futebol total levaram ao primeiro golo do jogo, depois baixaram a intensidade e relaxaram, foi o momento de testar a defesa para o dérbi. Na segunda parte, com as orelhas ainda a arder do que ouviram no balneário, voltaram a carregar no acelerador e o segundo golo chegou naturalmente e outros mais podiam ter chegado. Depois do jogo exigente contra o Borussia a equipa cumpriu o objectivo da vitória.

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DESTAQUE - LUÍS NETO - 5 - Jogo irrepreensível e até surpreendente do veterano rijaço como o ferro. Não tem sido opção na equipa titular mas mostrou estar em grande forma e quão útil ainda é, rápido a ler o jogo e fortíssimo na antecipação. Fez um corte do outro mundo e até bastante arriscado, imagine-se, quando o gazela Murillo isolado se preparava para bater o Adán. Manteve enorme intensidade de princípio ao fim.

ANTONIO ADÁN - 4 - Sempre muito seguro tanto entre como fora dos postes, raramente foi incomodado pelos avançados do Tondela; os problemas foram sempre resolvidos pelos seus defesas antes da bola chegar a ele com perigo.Um aspecto que é visível, o seu jogo de pés tem melhorado bastante.

RICARDO ESGAIO - 4.5 - Realizou um boa exibição, muito forte a defender, com as costas sempre bem protegidas, conseguiu libertar-se várias vezes e subir pelo seu corredor para fazer ligação com os colegas da frente. Sempre muito activo, tranquilizou o treinador que resolveu fazer descansar o Pedro Porro para o dérbi de sexta feira.

SEBASTIÁN COATES (CAP) - 4.5 - Não sabe jogar mal o capitão do Sporting, mesmo no período em que a equipa baixou substancialmente a intensidade foi sempre o gigante Seba, igual a si próprio, tanto nas intercepções da bola como a comandar toda a defesa. Teve que puxar pelos galões e gritar para todos quando viu a equipa a relaxar e a facilitar.

GONÇALO INÁCIO - 4 - Apareceu na sua posição de raís alternando algumas vezes com o Luís Neto. É um central já feito e apto para a selecção nacional. Quando a equipa deixou o Tondela pegar no jogo, a defesa voltou a mostrar porque é a menos batida do campeonato. Ainda levou uns apertões do capitão em lances em que não leu na perfeição os espaços e o timing do passe do adversário para as suas costas.

NUNO SANTOS - 3 - Seguindo as palavras do treinador, quem não estivesse bem neste jogo não jogaria o dérbi. O Nuno fez uma primeira parte irreconhecível, não ganhou um drible, menos mau a fechar o corredor mas a ligar o jogo esteve bastante abaixo do que sabe fazer. Melhorou na segunda parte e até teve oportunidade para fazer um golo num remate já dentro da área, solto e só com o guarda redes pela frente rematou forte para uma defesa de recurso.

JOÃO PALHINHA - 3.5 - Foi dos elementos que entrou muito forte no jogo até a equipa chegar à vantagem, depois reduziu bastante a intensidade e passou a gerir o esforço. Mais posicional, tentou resguardar-se, mas o azar bateu-lhe à porta num lance fortuito, numa tentativa de corte a um cruzamento para a sua área, não acertou na bola e foi traído pelo músculo da perna; veremos em breve se foi apenas um esticão ou se chegou mesmo a rasgar. Aparentemente pode ter sido só um esticão, mas que pode ser o suficiente para o afastar do dérbi.

MATHEUS NUNES - 4 - Que susto, quando aos 43' deitou-se no relvado contorcendo-se com dores numa perna, pensamos que seria um problema muscular, mas depois ele fez o gesto de uma simples pancada e felizmente pôde continuar. Uma exibição muito regular com alguns momentos de elevado nível técnico; um passe magistral com o seu pé direito a isolar o Sarabia já dentro da área adversária, deu origem ao segundo golo marcado por Paulinho.

PABLO SARABIA - 4.5 - Acabou por ser decisivo no resultado. Abriu cedo o marcador aproveitando o atraso de um defesa adversário. Podia ter feito o segundo por duas vezes na segunda parte: isolado rematou já dentro da área e permitiu a defesa do Pedro Trigueira. Felizmente que num desses lances a bola sobrou para a dupla Pote/Paulinho que obraram o segundo golo. Tirando esses lances esteve muito infeliz nos dribles e nos passes.

PEDRO GONÇALVES - 3.5 - Exibição muito discreta, não fosse o lance em que ofereceu de bandeja o golo ao Paulinho e um outro quando bem colocado, quase na zona de penálti, atirou para grande defesa do guarda-redes do Tondela e podíamos comentar que passou praticamente ao lado do jogo. Foi substituído quando ainda faltava meia hora para o final.

PAULINHO - 3.5 - Depois daqueles infernais primeiros 15 minutos, foi desaparecendo do jogo sem fazer a sua já patente pressão alta na saída da bola da defesa e do meio campo do adversário. Também deve ter ouvido ao intervalo, porque voltou a pressionar a defesa do Tondela no segundo período e acabou por marcar o segundo golo que lhe foi oferecido de bandeja pelo Pote.

DANIEL BRAGANÇA - 4 - Rúben Amorim optou por não arriscar excesso de desgaste a Matheus Nunes e substituiu-o logo a abrir a segunda parte com o Daniel. Fresco, trouxe outra dinâmica ao jogo, provocando mais intensidade e critério no passe, obrigando a uma maior circulação da bola com todos os colegas a movimentarem-se com mais rapidez. Período em que nasceram vários lances que podiam ter dado o terceiro golo.

TIAGO TOMÁS - 3 - Entrou com bastante energia a lutar e a provocar desequilíbrios na defesa do Tondela; combativo e destemido a meter o pé. A sua acção foi importante para a equipa manter-se por cima do jogo. Pressionou sempre a saída de bola do adversário. Teve também a sua oportunidade para marcar mas permitiu a defesa com os pés do Pedro Trigueira. Sofreu e fez algumas faltas na luta.

MANUEL UGARTE - 2.5 -  Está ainda alguns furos abaixo do João Palhinha para aquela tarefa de varrer o meio campo. Entrou e acumulou faltas que podia evitar. Falta-lhe ritmo para uma posição difícil mas muito importante para o jogo da equipa, tanto a ligar o jogo do ataque e muito mais a fechar os espaços ao adversário logo no meio campo, tarefas que executou de forma sofrível.

NÁZINHO - 2.5 - Entrou para o lugar do visivelmente desinspirado Nuno Santos para os 20 minutos finais do jogo, naquela que foi a sua estreia absoluta na Primeira Liga. Muito jovem (18 anos), procura ainda adaptar-se ao nível de exigência e responsabilidade desta equipa vencedora; tentou jogar simples e não comprometer.

TABATA - 2 - Entrou a substituir o Paulinho já ao cair do pano. Oito minutos em campo só deram para ganhar um ressalto perto da área do Tondela, rematou de imediato mas a bola foi interceptada por um defesa tondelense.

RÚBEN AMORIM - 5 - Continua a cobrar um impressionante número de vitórias seguidas na Liga. Chegar aos mesmos 32 pontos da classificação geral com as mesmas 12 jornadas da época passada, é obra digna. Depois de um jogo tremendo no meio da semana em que derrotou uma das mais poderosas formações do futebol mundial, manteve o plantel focado no compromisso do campeonato. Viu a equipa começar a querer cair no final da primeira parte e falou com todos ao intervalo. Assertivo na hora de refrescar a equipa e gastou as cinco substituições.

PAKO AYESTARÁN - 3.5 - Apresentou-se com invulgar ousadia em Alvalade - embora pessoalmente ausente devido à Covid-19 - com uma equipa destemida a olhar de frente o campeão. Com processos muito bem trabalhados, o Tondela disputou o resultado até  ao momento do Sporting perceber que tinha que acelerar o jogo e fazer a natural diferença. De realçar a notável exibição do seu guarda-redes que evitou com excelentes paradas que o resultado fosse mais dilatado.

HUGO MIGUEL (Árbitro) - 3.5 - Tem uma estranha forma de interpretação dos lances quando disputados com intensidade, para sua defesa marca quase sempre falta, fica mais fácil e resolve o seu problema. Errou várias vezes com essa interpretação. Decidiu bem no primeiro golo, viu que foi o defesa a atrasar a bola ao seu guarda-redes e com isso a colocar em jogo o Sarabia.

LUÍS FERREIRA (VAR) - 3.5 - No único lance em que foi chamado a intervir, na validação do primeiro golo marcado por Sarabia decidiu bem.

publicado às 06:04

As Notas de Julius 2021/22 (20)

Julius Coelho, em 25.11.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Borussia Dortmund em Alvalade da 5.ª jornada da fase de grupos da Champions League, que resultou numa vitória por 3-1. Golos de Pedro Gonçalves (30 e 39') e Pedro Porro 81'.

A grande noite em que mais de quarenta mil adeptos assistiram ao afundanço do porta aviões alemão de Dortmund com 3 tiros certeiros. A regra da história foi contrariada, no final ganhou....o Sporting e não os alemães, numa vitória histórica, na raça, no querer, no acreditar. O leão rugiu forte em Alvalade e deu o tremendo salto para os oitavos de final da Liga dos Campeões. Jogadores, técnicos e adeptos uniram-se numa só voz, numa só força e tornaram o leão indomável num jogo que será para recordar. Tudo saiu e acabou perfeito.

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DESTAQUE - PEDRO GONÇALVES - 5.5 - O falhanço do penálti roubou-lhe a nota máxima. Aqueles dois tiros quase de rajada no porta aviões alemão indiciaram que a noite seria a do leão, a do campeão. Não começou bem o jogo falhando vários passes e timing de chegada mas quando as oportunidades lhe surgiram não falhou, nasceu para não falhar e aquele segundo tirazo que fez levantar o estádio vai correr mundo. Mais um pote cheio de milhões  com a passagem à fase seguinte.

ANTONIO ADÁN - 5 - Nunca se deixa intimidar seja quem for o adversário. Seguro, ágil, concentrado. É através da enorme maturidade que demonstra que tudo começa na equipa, todos se ajudam, todos acreditam mais ainda que podem ser felizes. O espanhol ganhou com muito mérito o enorme carinho dos adeptos. É um vencedor.

PEDRO PORRO - 5.5 - Mas que grande jogo fez o espanhol... mostrou toda a sua enorme qualidade na maioria dos lances que disputou. Continua a crescer e já é dos melhores laterais que passaram pelo Sporting CP. Sabe gerir bem o que o jogo pede. Muito oportuno para a recarga ao penálti defendido pelo Gregor Kobel ao remate de Pote, fazendo o terceiro golo, que acabou com as esperanças dos alemães. 

GONÇALO INÁCIO - 5 - Aos 40' roubou um golo aos alemães cortando uma bola em cima da linha de golo. Está a tornar-se um grande central e em breve estará na selecção ao lado do Rúben Dias. Rápido, seguro no passe, forte nos cruzamentos, cresceu muito com este jogo.

SEBASTIÁN COATES (CAP) - 5.5 - O golo dos alemães perto do final do jogo roubou-lhe a nota máxima e o destaque do jogo. Não teve culpa mas o cruzamento caiu na sua zona. Fez um jogo irrepreensível; se o argentino Otamendi foi uma águia gigante em Barcelona, o Uruguaio Seba foi o rei leão em Alvalade. Parece que tem todos os colegas à sua volta, ligados a ele por cordas e elásticos tal é a precisão com que os comanda. Secou os alemães que praticamente não tiveram oportunidades para marcar. E ainda teve tempo para aquele genial lançamento que isolou o Pote para o primeiro golo.

ZOUHAIR FEDDAL - 4.5 - Teve que fazer pela vida perante uma linha avançada alemã rápida e deveras perigosa nas triangulações. Esteve sempre à altura do que se esperava e exigia. Não era noite do colega do lado - o Matheus Reis - arriscar demasiado nas saídas, ficaram mais juntos para proteger as suas costas. Viu-se em vários cortes importantes por antecipação, mas teve maiores dificuldades no passe, na entrega.

MATHEUS REIS - 4.5 - Não irá esquecer nunca, quando no momento da sua substituição foi ovacionado de pé pelos adeptos em todo o estádio. A defender esteve sempre muito seguro e competente, rápido a fechar e a dobrar. Percebeu que não era jogo para sair dali, da sua área mais posicional; o adversário mostrou que merecia respeito. Mostrou também algumas dificuldades na entrega da bola e na ligação aos colegas à sua frente.

JOÃO PALHINHA - 4.5 - Jogo de exigência máxima e de enorme desgaste. Sentiu algumas dificuldades no início, quando os alemães impuseram o ritmo e posse de bola. Com os golos tranquilizou-se e passou a ler melhor o jogo do adversário. A partir daí conseguiu interceptar mais vezes a bola entre as linhas do meio campo alemão. Coates pediu-lhe para não se afastar muito da zona central, por onde o Borussia tentava quase sempre entrar.

MATHEUS NUNES - 4.5 - Exibição a espaços; demorou muito a entrar no jogo. Aqueles primeiros trinta minutos que antecederam os golos do Pote foram-lhe muito complicados, perdendo várias vezes a bola. Com os golos também ficou mais tranquilo, mais confiante pôde finalmente mostrar o seu futebol com algumas arrancadas de bom registo com bola que desequilibraram as linhas alemães. Foi subindo de produção e acabou em bom plano.

PABLO SARABIA - 4 - Logo no início da segunda parte podia ter matado o jogo, num lance em que apareceu com o Pote na área do Borussia com espaço; já na cara do guarda-redes falhou o que seria o terceiro golo. A sua qualidade foi importante em vários momentos do jogo segurando a bola, mas só foi feliz no passe no lance do segundo golo. Acabou muito massacrado pelos alemães e saiu exausto aos 68', dando lugar a Nuno Santos.

PAULINHO - 4.5 - Deu tudo o que tinha, muitas vezes sozinho como D. Quixote. Sempre esforçado nas tentativas de impedir a saída de bola dos alemães. Teve qualidade nas recepções, muitas vezes com bolas difíceis, mas só em contra golpe com poucos elementos do Sporting a conseguir colocar em pânico a defesa alemã. Teve o seu momento mais alto no lance da grande penalidade cometida sobre si.

RICARDO ESGAIO - 4 - O jogo pedia a sua entrada, dado que Matheus Reis já dava sinais de fadiga e já não correspondia com a agilidade necessária. A sua entrada foi importante para ajudar a fechar o lado esquerdo. Cumpriu com competência.

NUNO SANTOS - 3.5 - O Pablo Sarabia estava esgotado e o Nuno em pulgas para entrar. Foi o período em que o Sporting decidiu o jogo, veio a expulsão e logo a seguir o penálti. Depois foi hora de gerir o resultado até ao final. O Nuno ajudou e cumpriu batendo-se bem nos despiques.

TIAGO TOMÁS - 3 - Com a vantagem de três golos era tempo de gerir o resultado. O treinador aproveitou para refrescar a equipa, foi a vez de um esgotado Paulinho dar o lugar ao Tiago. Entrou bem, com velocidade desequilibradora. Ganhou duas faltas já no meio campo adversário. Mas a equipa estava mais recuada sem necessidade de arriscar.

FLÁVIO NAZINHO - 2 - Entrou e o Borussia fez logo a seguir o seu golo que provocou ainda alguma preocupação. Não teve lances para se mostrar, era definitivamente hora de defender o resultado e a passagem épica aos oitavos finais da Liga dos campeões. Ficou o registo da sua estreia numa noite que jamais irá esquecer.

MANUEL UGARTE - 2 - Entrou e os alemães aproveitaram algum relaxe da equipa instantes após as substituições para marcar. Ainda teve que se esforçar, cortando algumas bolas que poderiam gerar perigo na defesa da equipa.

RÚBEN AMORIM - 6 - Destaque e nota máxima para o jovem treinador do Sporting CP que mudou tudo em Alvalade. Hoje os adeptos do Sporting já não conseguem imaginar a equipa sem o Rúben Amorim. Numa noite muito especial em tantas coisas, confessou no final que começa a sentir-se contagiado e com isso sportinguista. Protagonizou mais um momento histórico e dos mais altos das últimas décadas ao levar a equipa a apurar-se para os oitavos de final da Champions League, depois de um primeiro jogo, em que levou 5 golos do Ajax. Preparou de forma excelente a equipa para esta final com os alemães. Um único deslize, a enxurrada de substituições na parte final do jogo em que podia ter deitado tudo a perder. A equipa perdeu concentração e relaxou.

MARCO ROSE - 3 - Apesar de se terem que apresentar sem a sua grande estrela Haaland, são sempre uma grande equipa e um poderoso adversário. Tentaram agarrar o jogo logo no início, período em que tiveram muita bola e pressionaram empurrando a equipa do Sporting para trás. Mas não contaram com o Pedro Gonçalves, dois tiros certeiros em dez minutos causou-lhes um grande rombo que acabou por os afundar definitivamente. Foram muito poucas as vezes que incomodaram o Adán.

CARLOS DEL CERRO GRANDE (Árbitro) - 4.5 - Também não teve um bom início de jogo, tomando algumas decisões erradas. Foi-se adaptando ao jogo e aos jogadores e saiu-se melhor com o passar dos minutos. Decisivo na amostragem do cartão vermelho ao Emre Can e na grande penalidade, um lance difícil de análise mas que o VAR não teve dúvidas.

JUAN MARTÍNES MANUERA - 5 - Não interferiu na decisão da expulsão, confirmando-a, e foi corajoso a alertar o árbitro no lance da grande penalidade.

publicado às 03:49

As Notas de Julius 2021/22 (19)

Julius Coelho, em 19.11.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Varzim da 4.ª eliminatória da Taça de Portugal, que resultou numa vitória do Sporting por 2-1. Golos de Pedro Gonçalves (67') e (88') gp.

Foi preciso chamar a 'cavalaria' para desbloquear e resolver um jogo sem chama ou grandes motivos de interesse. Equipa com muitas mexidas, principalmente na defesa, não conseguiu manter a intensidade dos primeiros 20 minutos, deixando um adversário - que a jogar sempre de bloco médio e baixo - acreditar e ganhar ânimo nos despiques. As entradas de Porro, Sarábia e Pote trouxeram de novo o ritmo que se exigia e com eles os golos que ditaram uma vitória justíssima e apuraram o Sporting para os oitavos de final da Taça.

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DESTAQUE - PEDRO GONÇALVES - 4 - Entrou aos 60 minutos a substituir o azarado Jovane e resolveu um jogo que parecia bloqueado. No primeiro golo teve o 'feeling' para estar no sítio certo, permitindo-lhe um remate fácil e na grande penalidade não falhou. Os golos aparecem-lhe com naturalidade. Mostra um nível de eficácia sempre muito elevado.

JOÃO VIRGÍNIA - 4 - Duas intervenções de alto nível e que foram muito importantes para impedir que o Varzim marcasse o primeiro golo do jogo. 

GONÇALO ESTEVES - 3.5 - Entrou com tudo e prometeu uma grande noite, conseguiu por várias vezes provocar desequilíbrios na defesa do Varzim e espaços para cruzar, mas faltou-lhe sempre uma melhor definição. Foi caindo de produção até ser substituído pelo Pedro Porro aos 66'.

RICARDO ESGAIO - 2.5 - Exibição bastante discreta; competente a defender mas ineficaz e pouco energético na primeira fase da construção. Ser central não é de todo a sua praia e evidencia muito pouca determinação quando a equipa ganha a bola. Tem dificuldade em compreender os espaços que lhe compete ocupar.

ZOUHAIR FEDDAL - 3 - A sua experiência ajudou a disfarçar as suas limitações para o lugar do centro da defesa, o lugar do patrão que nunca conseguiu ser, exibição desfocada e muito esforçada. Tentou fazer de Coates mas foi sempre o Feddal que conhecemos. Deixou algumas vezes o adversário ganhar vida em lances que podia e devia ter resolvido.

MATHEUS REIS - 3 - Não consegue resistir ao vício das faltas desnecessárias; tem sempre uma mãozinha a agarrar ou a empurrar desmedidamente o adversário, ou vai à queima quando bastava manter a posição. Melhor a ligar o jogo pelo lado esquerdo do ataque da equipa.

NUNO SANTOS - 3 - Um inicio de jogo bem fulgurante, ganhando na velocidade pelo seu corredor, cruzou muitas vezes com espaço para a área adversária mas definiu sempre mal. Precipitou-se na forma como abordou o avançado do Varzim dentro da sua área, no lance que precipitou a falta para grande penalidade e que resultou no golo do empate. A sua nota saiu prejudicada por isso.

DANIEL BRAGANÇA - 3 - Era jogo para poder brilhar com a braçadeira de capitão no braço e mostrar toda a sua qualidade, mas raramente se viu. Só mesmo naquele tiraço que levava o selo para um grande golo em que o guarda-redes (grande exibição) do Varzim lhe negou com a defesa mais espectacular da noite. Foi sem dúvida um dos momentos mais altos do jogo. Estranhamente, teve pouca bola e também não a procurou.

MATHEUS NUNES - 3.5 - Correu quilómetros na primeira parte na tentativa de ajudar a equipa a resolver cedo o jogo. Teve excelente oportunidade para inaugurar o marcador mas o inspiradíssimo Ismael não o permitiu com uma espantosa defesa. Com o desgaste foi naturalmente perdendo a intensidade. As entradas de Pote e Sarabia deram-lhe novo ânimo para a ligação aos colegas da frente.

TABATA - 2 - Nunca conseguiu desequilibrar nem vencer nos duelos, foi aposta falhada sem efeitos práticos nas poucas iniciativas que protagonizou. Tardia a sua substituição que já se pedia; saiu aos 66' para dar o lugar a Sarabia.

JOVANE CABRAL - 3 - Saiu lesionado com torção no joelho, depois de escorregar no excesso de areia que um deplorável relvado apresenta em algumas zonas do campo. Estava a ter uma exibição inconstante, com pouco protagonismo. Marcou um livre ao seu jeito ( é a sua grande praia) levando a bola a bater na barra sem hipótese de defesa.

PAULINHO - 2 - Totalmente ausente do jogo, foi invisível em quase todos os 90 minutos, claramente o elemento da equipa que menos produziu. Após um bom trabalho de Sarabia pelo lado esquerdo, quase que fazia um golo de belo efeito de calcanhar, a bola sobrou para o Pote que não falhou para inaugurar o marcador.

PABLO SARABIA - 3.5 - Foi decisiva a sua entrada, notou-se de imediato a melhoria da qualidade que trouxe à equipa na fase derradeira da partida, numa excelente iniciativa em que ganhou espaço já dentro da área dos poveiros, cruzou uma bola que acabou por sobrar para o Pote que não desperdiçou para o primeiro golo do jogo.

PEDRO PORRO - 3.5 - Entrou para os 25' finais ainda com o resultado empatado a zero e mexeu com o jogo; destemido nos duelos ajudou a empurrar o Varzim ainda mais para a sua grande área. Decisivo no resultado final no lance em que sofreu a grande penalidade e que deu a vitória à equipa ao cair do pano.

LUÍS NETO - 2.5 - Fica para a história da sua carreira os dez minutos que jogou contra o clube onde tudo começou para ele. O treinador sabia da importância que tinha este jogo para o Luís Neto. Ainda foi a tempo de cortar um cruzamento em que a bola ia direitinha para a cabeça de um adversário à boca da baliza do João Virgínia.

RÚBEN AMORIM - 4.5 - É sempre missão complicada voltar a impulsionar os jogadores, após paragem para os jogos das selecções. Esperava um desafio menos complicado e optou por apresentar a equipa que uns dias antes tinha feito um belo jogo-treino contra o Estoril. No entanto, as coisas pareciam querer complicar-se e sentiu a necessidade de lançar a cavalaria para resolver a contenda. E... já são nove vitórias consecutivas.

ANTÓNIO BARBOSA - 3.5 - Jogou com as armas limitadas que tem. Com um já esperado bloco médio baixo, tentou explorar os contra-ataques que chegaram à área do Sporting com algum perigo. O adversário tinha outros argumentos que fizeram a diferença. Ficou a boa imagem de uma equipa que se esforçou até ao final. Teve também um guarda-redes inspiradíssimo que ajudou a equilibrar momentos do jogo.

ANDRÉ NARCISO (Árbitro) - 3 - Usou a lei da compensação, quando entendia que errava, compensava o adversário depois. Geriu o jogo de forma sofrível tecnicamente. Nos lances de grande penalidade precipitou-se mas foi coerente, ou marcava os dois ou não marcava nenhum. 

VAR - Esta fase da competição ainda não tem o VAR. O motivo é porque há equipas dos escalões secundários em prova que não têm condições nos seus estádios para montar o sistema das câmaras.

publicado às 03:33

As Notas de Julius 2021/22 (18)

Julius Coelho, em 08.11.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Paços de Ferreira da 11.ª jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória do Sporting por 2-0. Golos de Gonçalo Inácio (47') e Pedro Gonçalves (69').

Personalidade de grande campeão na Mata Real. A equipa não facilitou do princípio ao fim, marcou dois golos e orquestrou pelo menos três outras oportunidades soberanas para dilatar o marcador, entre os vinte remates que efectuou. Ganhou a melhor equipa, aquela que esteve indubitavelmente mais entrosada e adulta nos processos. Surpreendeu pela descomunal disponibilidade física de todos os jogadores que estiveram totalmente focados em levar três preciosos pontos para Alvalade, para delírio dos muitos adeptos sportinguistas que não deram um único minuto de descanso às suas gargantas no apoio à equipa.

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DESTAQUE - MATHEUS REIS - 5 - Ficou evidente o seu bom momento de forma. Fez um excelente jogo. Sempre muito rápido na resposta, foi incansável na ligação aos colegas da frente, mais confiante arriscou com sucesso o passe de primeira. Estragou a noite ao Antunes, cortando-lhe de cabeça uma bola que levava o selo de golo num momento crucial da partida, mesmo a acabar a primeira parte.

ANTONIO ADÁN - 4 - O nosso gigante guarda-redes voltou a estar em bom plano nas poucas vezes que foi chamado a intervir. Muito concentrado, dominou sempre nas alturas com mãos de ferro. Por tudo o que tem feito já merecia uma chamada do Luís Henrique na convocatória à selecção espanhola.

RICARDO ESGAIO - 5 - Ninguém se lembrou do Pedro Porro e esse é o melhor elogio que se pode dar à excelente exibição que rubricou. Por duas vezes, ainda na primeira parte, podia ter inaugurado o marcador. Apareceu muitas vezes solto no seu corredor mas o jogo da equipa inclinou quase sempre pela ala esquerda. Quando o serviram provocou muitos problemas à defesa do Paços e ofereceu o segundo golo ao Pote no lance mais bonito do jogo, após uma excelente iniciativa de Bruno Tabata. 

GONÇALO INÁCIO - 4 - Muito forte no desarme e concentração sempre em alta nas bolas servidas para as suas costas. Teve o seu grande momento de fama ao marcar o sempre difícil primeiro golo do jogo, num cabezazo pleno de oportunidade após o capitão Coates ter ganho a bola nas alturas e a ter redireccionado. Ganhou confiança e teve melhor acerto no passe.

SEBASTIÁN COATES - 5 - Empurrou sempre a equipa para a frente, transmitindo-lhe garra e compromisso; os adversários respeitam-no e tremem de pânico quando ele sobe à sua área. Um tremendo cabezazo obrigou a uma defesa apertada do guarda-redes do Paços e na segunda oportunidade desviou a bola para o golo do Gonçalo. Na defesa, o 'centralão' voltou a ser o comandante.

JOÃO PALHINHA  - 4 - Exibição a compassos, menos consistente que o normal, mas o quanto baste, mantendo o seu adversário quase sempre longe da baliza de Adán. O Paços provocou muitas movimentações dos seus jogadores no meio campo num jogo muito do contacto físico. Foi uma noite muito dura para o "6" do Sporting que não teve um segundo de descanso. Podia ter feito o terceiro golo nos instantes finais; rematou de cabeça rente ao poste.

MATHEUS NUNES - 4.5 - Fez um jogo de grande sacrifício pela forma dura com que o adversário disputou todos os lances. Foi um leão sempre decidido nos duelos, arrastou adversários atrás, procurou espaços e roturas na defesa do Paços, foi indomável e saiu exausto a 15 minutos do fim.

NUNO SANTOS - 4.5 - Uma exibição consistente e muito intensa durante toda a partida. O treinador terá surpreendido colocando-o de novo a lateral e foi um quebra cabeças para o adversário. Arrancou vários cruzamentos venenosos; logo aos dez minutos de jogo fez a bola sobrevoar toda a defesa pacense oferecendo um golo de bandeja de prata ao Ricardo Esgaio que rematou forte ao primeiro poste para defesa do guarda-redes.

PEDRO GONÇALVES - 4 - Muita vontade de marcar de novo, movimentou-se sempre bem e com muita dinâmica mas faltou-lhe mais inspiração no passe de rotura. Estava no sítio certo para matar o jogo com o segundo golo depois de soberba combinação entre Tabata e Esgaio. Está mais solto e muito melhor fisicamente.

PABLO SARABIA - 3.5 - Até que entrou bem no jogo, voltou a ser muito eficaz nas bolas paradas, têm íman as bolas que saiem dos seus pés especialmente as que vão direitinhas para a cabeça do Coates, mais um ponta pé de canto com sucesso de golo e ainda teve um excelente passe para o Esgaio que solto na área atirou ao lado quando devia ter servido o Paulinho que seria só encostar para a baliza. No passe vertical/diagonal não esteve tão inspirado e esqueceu-se várias vezes de dar uma ajuda aos colegas a fechar. Foi caindo de rendimento e foi o primeiro a ser substituído.

PAULINHO - 4 - Enquanto a equipa continuar a ganhar os jogos, as perdas escandalosas do Paulinho não causam danos nos resultados. Depois de fazer o mais difícil, tirar a bola ao defesa e isolar-se na cara do André Ferreira, foi displicente ao tentar um chapéu sem espaço. Voltou a fazer um bom jogo nas ligações com os colegas entre as linhas da defesa do Paços.

BRUNO TABATA - 3.5 - Fez sentido a sua entrada após o estoiro do Sarabia, dado que era deveras necessário manter a dinâmica na linha da frente e, curiosamente, o Bruno Tabata conseguiu fazê-lo. Teve lances preciosos ganhando duelos em espaços curtos. Concentrado e inspirado fez quase sempre tudo bem, com intervenção nos principais lances. Depois de ganhar espaço, descobriu solto o Ricardo Esgaio no lance do segundo golo e num outro rasgo individual quase que conseguiu o terceiro. 

DANIEL BRAGANÇA - 3 - O jogo já pedia a sua entrada; com dois golos de vantagem era hora de refrescar o meio campo. Entrou a substituir o esgotado Matheus Nunes e em boa hora chegou. A equipa voltou a agarrar o controlo do jogo na sua totalidade. Dez minutos foram suficientes para arrancar a nota positiva, não perdeu um único duelo, passando a bola com critério e ainda lançou o Nuno Santos na esquerda, que, solto, podia ter feito o terceiro golo. Falhou isolado um golo que parecia fácil; inspirou-se na tentativa de chapéu do Paulinho e... falhou.

JOVANE CABRAL - 2.5 - Desta vez sim, deu uma boa amostra do verdadeiro Jovane que conhecemos. É verdade que foram só cinco minutos em jogo, mas deu para desequilibrar a defesa do Paços, ganhando os duelos e com bom critério no passe. Pena aquele ultimo lance que rematou para as nuvens.

RUBÉN AMORIM - 5.5 - Mudar o 'chip' da equipa na cauda de um grande jogo na Liga dos Campeões é tarefa sempre muito complicada para qualquer treinador. O Rúben Amorim tem esse mérito. A equipa entrou com ganas, com as garras do leão afiadas e nunca deixou de acelerar até conseguirem a vantagem dos dois golos, contra um adversário muito mais folgado e que recorreu excessivamente ao contacto físico. Fez sempre boa leitura do jogo e substituiu quando era exigido. E, com isto, já igualou o registo da época passada das 8 vitórias consecutivas.

JORGE SIMÃO - 3.5 - Tem uma equipa muito bem arrumada, em que os seus jogadores sabem ler bem os tempos do jogo; são osso duro de roer. Só a muita qualidade da equipa do Sporting, executada com rigor e grande disponibilidade para a luta, podia ter levado de vencida ontem a sua equipa. Foi surpreendido pela segunda parte do Sporting. O segundo golo matou-lhes as ganas e pouco a pouco foram deitando a toalha ao chão.

LUÍS GODINHO - 5.5 - Excelente arbitragem, uma das melhores que vimos esta época. Justo nas decisões, controlou muito bem o jogo até ao final, tanto no nível técnico como no disciplinar. Quiçá, foi "amigo" para o Luís Carlos que sempre que podia oferecia fruta pela calada e acabou o jogo sem ser amarelado.

VASCO SANTOS - 5.5 - Foi chamado a intervir em vários lances nas duas áreas e decidiu sempre bem.

publicado às 05:34

As Notas de Julius 2021/22 (17)

Julius Coelho, em 04.11.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Besiktas em Alvalade da 4.ª jornada da fase de grupos da Champions League, que resultou numa vitória por 4-0. Golos de Pedro Gonçalves (31' gp e 38'), Paulinho (41') e Sarabia (56').

Quem diria!!! ... Depois da goleada dos 5 golos sofridos em Alvalade com o Ajax, que o Sporting se levantava desta forma e que dependia de si para decidir já o apuramento para a fase seguinte da champion, no próximo jogo em casa com o poderoso Borussia Dortmund. A equipa não facilitou, entrou forte e decidida abafando o Besiktas durante praticamente toda a partida, brindando-o com nova goleada. Com uma primeira parte de gala em que todos os elementos estiveram muito bem e que logo ali resolveram o jogo com 3 golos sem resposta. Na segunda parte abrandaram, jogando em modus de gestão já a pensar no jogo em Paços de Ferreira, mas ainda deu para marcar o 4º golo por Sarabia. 

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DESTAQUE - PEDRO GONÇALVES - 5.5 - Está de volta o Pote e logo com dois golos para o mundo ver. Muito ligado ao jogo, viu-se já mais rápido na disputa dos lances em que levou quase sempre a melhor; com a sua subida de forma o trio de ataque do Sporting tornou-se um verdadeiro pesadelo para os turcos. Foram 4 golos, mas podiam ter sido 6 ou 7.

ANTONIO ADÁN - 4.5 - É um guardião muito seguro, muito sereno e responde sempre bem quando é chamado a intervir; a equipa reconhece-o e fica tranquila. Sempre bem posicionado fez algumas paradas a remates tensos, que fez parecer fáceis pela segurança com que agarra sempre a bola.

PEDRO PORRO - 2 - Não lhe está a ser fácil estes primeiros meses da época, voltou a lesionar-se e desta vez pode ter sido um problema muscular, veremos nas próximas horas se terá paragem curta ou mais prolongada de recuperação. 

GONÇALO INÁCIO - 4 - Esteve sempre muito competente a defender, nunca facilitou nos espaços atrás de si, a sua forma física está a evoluir muito favoravelmente, apareceu várias vezes atrevido com passes a rasgar as linhas adversárias, sinal que se sente mais confiante e mais confortável.

SEBASTIÁN COATES - 5 - Fez tudo bem como sempre, só não marcou o seu golo habitual mas andou lá perto, ganhou vários lances nas alturas na área adversária. Voltou a ser o patrão a que todos obedecem à sua volta, até mesmo... os adversários.

ZOUHAIR FEDDAL - 4 - Mostrou também que está em clara subida a sua forma física, mais confiante na disputa e no passe, teve mais trabalho porque o adversário teimou em tentar entrar pelo seu lado e do Matheus Reis. Foi competente e fez sempre bem a sua parte na leitura dos espaços e na antecipação.

MATHEUS REIS - 4 - Esteve sempre bem a defender e a dar a largura no apoio à saída. Entendeu-se bem com o Feddal na distribuição dos espaços e nas dobras as várias vezes que os avançados turcos tentaram entrar por aquele lado esquerdo. Com a concentração sempre em alta nunca facilitou. Teve excelente iniciativa numa fuga pelo seu corredor e que resultaria no quarto golo da equipa.

JOÃO PALHINHA - 4.5 - Correu kilómetros, sempre ligado à corrente foi apagando os fogos, que os turcos tentavam incendiar em várias zonas do campo, saiu-se sempre bem, matando logo de início vários lances que podiam gerar perigo à defesa da equipa.

MATHEUS NUNES - 4.5 - No melhor período da equipa, evidenciou-se na função muito exigente de box to box; fez uma excelente assistência ao Pedro Gonçalves no segundo golo. Ligou com perfeição as linhas da equipa. Foi substituído ainda cedo, aos 60', quando o resultado já estava feito e era a hora de gerir. 

PABLO SARABIA - 5 - Fez uma excelente exibição com várias assistências em lances que poderiam dar golo. Foi o avançado mais móvel da equipa e com isso ajudou a criar espaços e desequilíbrios na defesa turca, marcou o quarto e merecido golo com uma excelente execução.

PAULINHO - 5 - E já vão três golos na Liga dos Campeões em 4 jogos... voltou a marcar um golo de belo efeito num lance bem construído e com remate fora da área sem hipótese de defesa. Antes ouviu o estrondo de uma bola sua no poste que fez abanar a baliza e depois o guarda-redes fazer a defesa da noite num remate que levava o selo de golo. É jogador para o hat trick e não faltará muito para fazer o primeiro. 

RICARDO ESGAIO - 3.5 - Entrada forçada pela lesão do Pedro Porro ainda na primeira parte. Entrou muito bem no jogo com muita competência e foco no que tinha que fazer. O golo do Paulinho que fez levantar o estádio teve o seu início no Ricardo Esgaio num lance de excelente entendimento.

DANIEL BRAGANÇA - 3.5 - Com a vitória já garantida o Rúben Amorim decidiu ainda cedo fazer gestão na equipa, mas o Daniel quis mais que isso quando entrou a substituir o Matheus Nunes, por duas vezes quase que molhava a sopa. Falhou de forma inacreditável um golo cantado.

NUNO SANTOS - 3.5 - Entrou também com ganas de se mostrar aos mais de 40.000 adeptos que estavam no José Alvalade; a ordem era desacelerar e controlar o resultado mantendo a posse da bola, mas o Nuno e a sua irreverência queriam algo mais, mas já não deu.

RÚBEN VINAGRE - 2.5 - Entrou para o quarto de hora final, numa fase em que a equipa já tinha desacelerado e baixado a intensidade, os turcos aproximaram-se mais da baliza do Sporting e o Rúben Vinagre ficou aí amarrado no seu lugar a defender e a fazer pela vida. Viu-se ainda num lance solto e com espaço perto da área do Besiktas mas definiu muito mal.

JOVANE CABRAL - 2.5 - Tentou algumas vezes a explosão das suas arrancadas com a bola colada no pé mas a equipa já não acompanhou esses lances. Ainda ofereceu um golo de bandeja ao Daniel que falhou clamorosamente.

RÚBEN AMORIM - 5.5 - Que excelente espectáculo que os seus jogadores proporcionaram a um estádio bem recheado de adeptos. A equipa puxou pelo público que respondeu da melhor forma, nunca se calou a apoiar de princípio ao fim. Já tem garantida a Liga Europa mas quer muito mais do que isso e no próximo jogo pode acontecer a grande surpresa; a equipa que tantos já tinham condenado vai poder lutar num só jogo pelo apuramento para a fase seguinte. Deu para tudo até para gerir a equipa para o próximo jogo do campeonato em Paços de Ferreira.

SERGEN YALÇIN - 2 - Foi goleado duas vezes pelo Sporting, encaixando 8 golos; ontem o melhor que os seus jogadores conseguiram foi cumprimentarem o Adán que respondeu sempre que estava muito bem e tranquilo da vida. Foi uma noite divertida para os adeptos leoninos.

SERGEI KARASEV (Árbitro) - 4 - Árbitro de más recordações para o Sporting, no tempo em que máfia russa andava pelos estádios europeus a penalizar os concorrentes dos russos pelo ranking para a Liga dos Campeões. Fez uma arbitragem competente, interpretando as leis do jogo como elas são.

JUAN MARTÍNEZ MUNUERA (VAR) - 4 - O penálti sobre o Pote não deixou margem para dúvidas e só tinha que o confirmar.

publicado às 03:34

As Notas de Julius 2021/22 (16)

Julius Coelho, em 31.10.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Vitória de Guimarães da 10.ª jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória leonina por 1-0. Golo de Sebastián Coates (31').

Ao contrário de outros tempos ainda recentes, o Sporting não vacilou no momento que podia passar para a frente da classificação da Liga (num empate pontual com o FC Porto). Se o ataque conseguisse apresentar a mesma qualidade do seu sector defensivo, estaria seguramente no top cinco das melhores equipas da Europa. Os nossos avançados terão que fazer treinos específicos com o Seba, ele ajudará a que falhem menos. Três golos cantados incrivelmente desperdiçados... (Pedro Gonçalves, Matheus Nunes e Paulinho) colocaram a equipa desnecessariamente em maus lençóis nos minutos finais do jogo. E, claro, como é hábito, quem não falhou foi o nosso capitão Sebastián Coates.

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DESTAQUE - SEBASTIÁN COATES (CAP) - 5 - Foi o elemento que manteve sempre o melhor discernimento durante os 95 minutos de jogo. Imperial a defender com soberbos cortes de tirar a respiração, sempre no sítio certo, comandou a equipa com grande mestria mantendo os colegas tranquilos a fazerem o seu trabalho com tino na cabeça. Depois o habitual... num pontapé de canto voltou a marcar numa entrada fulgurante aproveitando o excelente desvio do Paulinho na bola, numa jogada bem ensaiada tal como aconteceu na Turquia frente ao Besiktas.

ANTONIO ADÁN - 5 - Esteve fantástico em lance de difícil defesa nos primeiros minutos do jogo; a sua actuação foi determinante para a confiança da equipa em toda a partida. Não é fácil bater o gigante guarda redes do Sporting.

PEDRO PORRO - 4 - Voltou a mostrar boa dinâmica, principalmente durante toda a primeira parte, executou bons lances com triangulações rápidas  ligando bem o jogo com os médios e avançados, mas voltou a falhar na decisão do último passe quase sempre por precipitação.

GONÇALO INÁCIO - 3.5 - Cumpriu com as principais tarefas defensivas e experimentou algumas vezes o seu bom passe longo a procurar a profundidade nas costas da defesa dos vimaranenses, mas nem sempre com o mais desejado critério. Ainda não tem a confiança totalmente recuperada. Nos momentos de aperto esteve sempre lúcido e não falhou.

ZOUHAIR FEDDAL - 3.5 - No mesmo patamar exibicional do Gonçalo, cumpriu o quanto baste nas tarefas defensivas e raramente se expôs em manobras mais ousadas na ajuda no ataque, procura ainda a sua forma plena para poder sentir-se mais confiante a sair da sua zona de conforto.

MATHEUS REIS - 3 - Voltou ao registo das exibições esforçadas, mostra-se sempre muito solidário nas dobras ou a procurar linhas de passe mas depois define quase sempre mal, aparte do rol das asneiras que efectuou, nas faltas desnecessárias ou na precipitação com entregas da bola ao adversário em zonas proibidas. É um jogador muito desconcertante, nunca se sabe o que vai fazer.

JOÃO PALHINHA - 4 - Disse presente bem alto quando a equipa mais precisou dele nos derradeiros 20 minutos. Voltou a ser o Palhas obreiro de fato macaco a ajudar a segurar o golo de vantagem até final. Não fez uma primeira parte exuberante como é costume fazer, faltou-lhe melhor qualidade no passe e no critério.

MATHEUS NUNES - 5 - Se tivesse marcado aquele golo cantado a abrir a segunda parte - com tremendo falhanço para os apanhados - e seria indiscutivelmente a figura do jogo. Excelente primeira parte em que foi um príncipe a cavalo a galgar várias vezes o terreno do adversário, depois aquela perdida marcou-o e foi baixando a intensidade do seu futebol deixando inclusive de fazer pressão nos adversários ao seu lado. 

PEDRO GONÇALVES - 3.5 - Só com jogos poderá chegar à sua forma conhecida, voltou a falhar demasiado. Logos nos primeiros minutos teve uma das melhores oportunidades do jogo, solto na área permitiu a defesa do Varela num lance que em nunca falhava. Depois decidiu sempre mal em lances de superioridade numérica matando contra-ataques que deveriam ferir o adversário de outra forma. O seu melhor lance foi quando ofereceu um golo de bandeja ao Matheus Nunes. Marcou um golo que viria a ser anulado.

PABLO SARABIA - 3.5 - Indiscutível a forma como bate muito bem as bolas paradas e que gerou mais um golo do seu capitão Seba, mas o último passe e o critério deixaram muito a desejar. Percebe-se a sua boa qualidade técnica e que tem capacidade para melhorar essas lacunas que apresentou. Marcou um golo que viria a ser anulado.

PAULINHO - 4.5 - Foi o melhor elemento do ataque, muito móvel e dinâmico, sempre excelente na pressão alta ao adversário, correndo muitos quilómetros e mostrando total disponibilidade e querer. Nuno Santos colocou-lhe a bola direitinha para que a metesse na baliza e ... . Precisa de umas lições urgentes do Coates para aquele tipo de lances.

NUNO SANTOS - 3 - Os elementos do ataque da equipa começaram a dar sinais de fadiga a meio da segunda parte, o Pablo deu o lugar ao Nuno Santos e na jogada seguinte meteu a bola direitinha na cabeça do Paulinho, mas este e o golo ainda andam de costas voltadas. Foi o último lance para marcar; a partir daí a ordem foi agarrarem-se uns aos outros para defender o golinho dos 3 pontos.

MANUEL UGARTE - 3 - Depois foi a vez do Pote ir tomar banho e entrar fresquinho o Ugarte; foi útil para os 10 minutos finais para ajudar a segurar a preciosa vitória.

BRUNO TABATA - 1- Decididamente, o seu melhor momento foi os trinta segundos que queimou quando entrou aos 89' a substituir o esgotadíssimo Matheus Nunes. O adversário estava a crescer era hora de acabar com o jogo.

RICARDO ESGAIO - 2 - Fresco, foi útil para ajudar a parar os cruzamentos que pudessem surgir do recém entrado a jogo, Ricardo Quaresma, e até ao apito final do árbitro não lhe deu espaço, trazia a lição estudada do banco.

DANIEL BRAGANÇA - 2 - Foi também um dos ferrolhos da porta que o Rúben Amorim lançou a cinco minutos do final da partida, era hora de irem todos tomar um bom banho saltando para a frente da classificação do campeonato e não aventurarem-se e virem a sofrer dissabores.

RÚBEN AMORIM - 5 - Grão a grão, ponto a ponto e lá vai o Sporting na sua caminhada, num registo impressionante que iguala o da época passada com as mesmas dez jornadas da Liga. Bom futebol na primeira parte que deveria ter outra vantagem no marcador ao intervalo, depois o desgaste chegou e com ele os desequilíbrios nos sectores da equipa, o adversário cresceu, acreditou mais, mas o Míster estava bem atento e fechou as portas da defesa com ferrolhos e trancas e já lá está em cima, no lugar do campeão.

PEPA - 4.5 - Olhos nos olhos na casa do campeão não é para todos, temos que lhe dar esse mérito. Já consta que poderá ser ele a substituir o mestrão da táctica e não será surpresa se vier a acontecer. Evoluiu muito como treinador e sabe arrumar bem uma equipa como ontem se viu. No final soube honrar a derrota e o adversário. Merece por tudo isso nota alta.

RUI COSTA (Árbitro) - 3 - Mantém-se no activo e por isso o Sporting tem que levar com ele de vez em quando. Não é flor que se preze cheirar, nunca foi, diga-se. No mínimo, decide sempre contra o Sporting, mas hoje os tempos são outros e esta equipa leonina é muito difícil de bater mesmo com árbitros manhosos a apitar.

VASCO SANTOS  (VAR) - 3 - O Vasquinho também é velho conhecido; pertence à mesma seita de apitadores que anos a fio prejudicou o Sporting; agora foi "promovido" a VAR. Decidiu bem nos dois golos anulados por fora de jogo. Não viu ou entendeu que não houve falta sobre Sarabia aos 53', que daria uma grande penalidade.

publicado às 02:04

As Notas de Julius 2021/22 (15)

Julius Coelho, em 27.10.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Famalicão da 2.ª jornada do Grupo B da 3.ª fase da Allianz Cup (Taça da Liga) que resultou numa vitória leonina por 2-1. Golos de Manuel Ugarte (8') e Nuno Santos (61').

Uma equipa nova do Sporting, com 6 alterações no onze inicial, garantiu uma vitória justíssima contra a besta negra do Famalicão; foi a noite para Rúben Amorim matar finalmente o borrego. Um golo madrugador de Manuel Ugarte tranquilizou a equipa que controlou sempre o jogo até aos 90 minutos em que o Famalicão criou a sua única oportunidade e que resultou no seu golo, momento que provocou alguma agitação nos jogadores do Sporting nos derradeiros minutos da partida.

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DESTAQUE - MANUEL UGARTE -  4 - A importância do seu golo logos nos minutos iniciais permitiu que a equipa se tranquilizasse e fizesse o seu jogo com maior confiança. Nota-se-lhe a natural falta de ritmo para poder ser mais intenso, mas foi regular e manteve o equilíbrio do meio meio campo na ligação entre as linhas da defesa e ataque da equipa. Matou sempre pela raiz as iniciativas mais atrevidas do adversário.

JOÃO VIRGINIA - 3.5 - Não merecia aquela traição no final, a única vez que foi chamado a intervir com grau de dificuldade maior sofre um golo de todo injusto, consegue chegar a tempo mas não pôde evitar o ressalto. Foi principalmente um assistente durante todo o jogo.

RICARDO ESGAIO - 3.5 - Teve direito a um chocolate do treinador, jogou a titular na sua posição de origem e fê-lo como peixe na água; na segunda parte matou saudades dos seus tempos em Braga subindo pelo seu corredor e a aparecer solto à direita por várias vezes encostado à linha. Foi sua a iniciativa do lance que resultou no segundo golo marcado pelo Nuno Santos.

LUÍS NETO (CAP) - 3 - Estava a fazer um bom jogo mas aquele lance aos 90' fê-lo borrar a pintura; reagiu bem para dar auxílio quando o Pablo fugiu ao Gonçalo Inácio e se isolou e depois ficou a olhar parado para o lance enquanto o Heriberto vindo de trás o ultrapassou nas suas costas e fez um golo fácil.

GONÇALO INÁCIO - 3 - Mais uma boa lição que aprendeu na noite de ontem. Até ao apito final do árbitro tem que manter sempre os níveis de concentração em alta, para mais quando faz a posição de central no eixo da defesa. Foi comido de forma infantil deixando escapar ao seu lado o Pablo, um deslize que foi fatal. Se já está atrás do avançado não pode recuar ainda mais para a tentativa de o colocar em fora de jogo, essa má decisão isolou o avançado do Famalicão e perdeu a chance de o poder alcançar.

ZOUHAIR FEDDAL - 3.5 - Foi o melhor dos três centrais e já se notou algum retorno do Feddal que conhecemos na época passada; mais rápido na chegada e sobre a bola, muito mais seguro no passe e deu nas vistas naquele sprint fantástico em que consegue recuperar a distância que o Pablo deu para o Gonçalo Inácio, pena o ressalto da bola ter ido parar precisamente aos pés do Heri que só precisou de encostar para o golo.

RÚBEN VINAGRE - 3 - Tem que se acalmar e usar mais a cabeça, quer mostrar serviço em todos os lances em que participa e com isso fica demasiado tempo grudado na bola quando a devia largar mais vezes e com mais critério. Mostra uma vontade enorme de se afirmar, mas ontem não o fez da melhor forma.

MATHEUS NUNES - 4 - Exibição intermitente, viu-se muito mais na segunda parte, mas a espaços, com as suas usuais arrancadas, aproveitando ter mais terreno livre à sua frente, principalmente a partir das substituições com a entrada dos consagrados Pote, Palhinha e Paulinho, ligou-se melhor ao jogo. Teve participação activa no segundo golo da equipa. 

NUNO SANTOS - 3.5 - Primeira parte discreta, só mesmo o cruzamento irrepreensível direitinho para o cabeceamento de Sarabia; tentou sempre entrar nas linhas da defesa do Famalicão mas fê-lo sem grande risco, preferindo o passe seguro para um colega solto mais recuado e com isso manter a posse de bola. Estava no sítio certo para a recarga no remate do Sarabia que o guarda-redes não conseguiu segurar e marcou o segundo golo.

JOVANE CABRAL - 2 - Estará à espera da final Four para voltar a explodir ? É que ontem voltou a não fazer nada que acrescentasse ao jogo da equipa. É nestes jogos e com estas oportunidades que deveria dar tudo para se fazer sentir. Fez um jogo muito discreto com muitos momentos a passar-lhe ao lado e também por isso foi o primeiro a ser substituído.

PABLO SARABIA - 3.5 - Se foi uma experiência jogar na posição (9), não surtiu grande efeito, embora seja verdade que quase nunca foi solicitado para se sacar as provas. O Nuno Santos colocou-lhe a bola redondinha na cabeça e o golo ficou à vista, mais tarde disparou forte para a baliza no lance em que a bola sobrou para o Nuno Santos fazer o 2-0. Saiu insatisfeito porque sabe que pode fazer muito melhor.

PEDRO GONÇALVES - 2.5 - Cavalga para a sua forma, na sua entrada fez quinze minutos de bom nível, muito activo nas movimentações, assumindo bem a bola, mas mesmo assim ainda não foi suficiente para chegar à nota positiva; falhou de novo um golo que parecia fácil.

MATHEUS REIS - 3 - Entrou muito bem no jogo, parece já adaptado e com confiança na marcação e no passe mas ainda se mostra pouco confortável com a bola no pé. Aqueles últimos dois lances do Famalicão que provocaram o desnorte na defesa do Sporting não foram pelo seu lado.

JOÃO PALHINHA - 3 - Também entrou muito bem no jogo e não perdeu nenhum lance que disputou. A equipa só foi traída nos instantes finais da partida, quando o Famalicão em desespero experimentou o jogo directo para as costas da defesa.

PAULINHO - 2.5 - Vinte minutos em campo deram para aparecer por duas vezes solto na esquerda já dentro da área adversária e nas duas ocasiões não tomou a melhor decisão. Na segunda tinha o Pote solto para atirar à baliza e deixou passar o timing.

BRUNO TABATA - 2.5 - Mexeu com o jogo, teve bons lances, faltando só o último passe. Viu-se numa boa iniciativa individual em que por pouco ficava isolado. Mostrou que está totalmente recuperado da lesão.

RÚBEN AMORIM - 5 - Manteve a série de vitórias e num jogo que era uma final para poder levar novamente a equipa a participar na Final Four da Taça da Liga, que tão boas recordações tem para si. Tinha que fazer rotação na equipa e os escolhidos estiveram à altura, o golo cedo também ajudou. Depois matou este borrego e só ao sexto jogo foi de vez com o Famalicão.

IVO VIEIRA - 3 - Quase que lhe saía o jackpot no final num golpe de teatro em que podia ter-lhe caído do céu o empate, o que seria uma enorme injustiça para o Sporting. Desta vez foi dominado de princípio ao fim e salvo os dois lances no final, nem cócegas conseguiram fazer na área dos leões.

MANUEL MOTA (Árbitro) - 2.5 - Quase que provocava uma grande caldeirada e livrou-se de boa, ao ter ajuizado mal um corte com o braço dentro da área do Famalicão e um outro ainda mais flagrante em que um jogador do Sporting se isolava; depois validou o golo do adversário numa jogada em que o início é bem duvidoso no fora de jogo; só faltava mesmo validar aquele outro lance que significaria o golo do empate, em que o auxiliar assinalou, correctamente, o fora de jogo.

(VAR) Esta fase da competição não tem VAR.

publicado às 03:49

As Notas de Julius 2021/22 (14)

Julius Coelho, em 24.10.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Moreirense da 9.ª jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória leonina por 1-0. Golo de Sebastián Coates (16').

Falsa partida da equipa no jogo, contra um adversário que apostou todas as suas fichas em surpreender o campeão numa tentativa de marcar logo nos minutos iniciais. De facto o Moreirense entrou com tudo, conseguiu uma excelente oportunidade para inaugurar o marcador, mas o guarda-redes leonino mais uma vez foi gigante e não deixou. Depois a equipa do Sporting entrou no jogo e tomou-lhe as rédeas. O golo do capitão Seba surgiu naturalmente (mais do mesmo dele) e Paulinho podia mais uma vez ter arrumado o assunto muito mais cedo mas... ainda não foi desta. Ao intervalo, Rúben Amorim acertou melhor as peças de xadrez e na segunda parte a equipa bloqueou melhor a circulação de bola do adversário, controlando, daí em diante, tanto o jogo como o resultado final. O Sporting consegue, à 9.ª jornada, precisamente o mesmo registo de 23 pontos (7 vitórias e 2 empates) da época passada.

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DESTAQUEDANIEL BRAGANÇA - 4 - De assinalar que jogou os 90 minutos, e dentro do registo médio de intensidade de toda a equipa, foi o que mais deu nas vistas, o mais esclarecido, principalmente pelos recortes técnicos com traço de mestre no passe que encheram o olho. Fez um bom jogo e teve físico para o fazer até final e é desta forma que evolui para poder chegar a níveis mais elevados. Mostra ter capacidade de poder chegar lá.

ANTONIO ADÁN - 4 - Evitou com uma excelente defesa de recurso (12') que o adversário marcasse primeiro o que poderia ter provocado um grande problema. Esse lance foi o clique que fez acordar toda a equipa e a partir daí foi mais espectador intervindo poucas vezes em lances controlados até final.

PEDRO PORRO - 3 - Bem a defender e na saída mas esteve muito desastrado na definição do último passe e foi aí que sai duramente penalizado. Falta de concentração ou cansaço? Algo aconteceu, porque não é de todo normal vê-lo decidir tantas vezes mal.

GONÇALO INÁCIO - 3 - Partida muito discreta, raramente foi visto a aventurar-se na audácia dos seus passes longos. Ainda procura recuperar o ritmo e intensidade da equipa e, por isso, prefere manter-se só por ali a defender não saindo da sua zona de conforto no risco mínimo.

SEBASTIÁN COATES (CAP) - 4 - Mais um golo à ponta de lança e mais um que valeu três pontos. No final, na entrevista, disse algo curioso, "tem muito a haver com quem bate a bola" e tem toda a razão. Na sombra começa-se a vislumbrar um grande batedor, Sarabia. Depois do golo fez o que de melhor sabe fazer, comandar a sua defesa e os colegas à sua frente, creio que vamos ter ali um futuro treinador.

MATHEUS REIS - 3.5 - Desta vez surpreendeu pela positiva, sempre que foi chamado a intervir fê-lo invariavelmente bem, principalmente a partir daqueles primeiros 15 minutos em que o adversário teimou em tentar entrar pelo seu lado e do Nuno Santos. Procurou em concentrar-se primeiro nas tarefas defensivas e foi o melhor que fez, ontem acrescentou à equipa.

NUNO SANTOS - 3 - Quase que marcava um golo de bandeira aos 75 minutos; que golazo a cerca de 30 metros da baliza e o público bem merecia. Na verdade pouco mais fez. Vinha fresco da Turquia, esperava-se mais, mas a sua missão era principalmente fechar o lado esquerdo ao Moreirense o que não conseguiu fazer nos tais 15 minutos iniciais. Sentiu o perigo e por ali deixou-se ficar, sendo sempre mais cauteloso nas saídas.

JOÃO PALHINHA - 3 - De ressaca depois daquele seu grande vendaval na Turquia, jogou em intensidade sempre moderada - mais ainda com o cartão amarelo a condicioná-lo - mas o suficiente para manter o meio campo controlado; acusou o desgaste e saiu aos 85 minutos.

PEDRO GONÇALVES - 2.5 - Tal como o Gonçalo Inácio, procura chegar aos seus normais índices físicos, mas ainda lhe falta muito. Tem que ser paciente, porque eles acabarão por chegar. O seu jogo voltou a ser fracote, mas tem que persistir. O treinador também está a puxar por ele. Deu de bandeja uma bola para golo cantado ao Paulinho.

PABLO SARABIA - 3.5 - Também evidenciou a ressaca do jogo na Turquia. Começa a ter papel importante nas bolas paradas e se ele conseguir meter a bola direitinha no capitão temos golo pela certa. É brigão, trabalhador e muito sério no que faz.

PAULINHO - 2.5 - Como disse o treinador, amanhã há treino e vai voltar a ter uma baliza na sua frente para treinar meter as bolas lá dentro. A água tanto bate, até que fura. Vai ultrapassar esta fase de azar e também de alguma aselhice, aquele lance ao 47 minutos não se pode falhar, era para o outro lado que tinha que desviar a bola para um golo fácil, não quis ser famoso e falhou. Felizmente a equipa ganhou os três pontos mas... tantas vezes o cântaro vai à fonte que um dia fica lá em cacos.

MATHEUS NUNES - 2.5 - Entrou para os vinte minutos finais a substituir o Sarabia, mas a equipa no geral não mostrou interesse em arriscar a provocar maior intensidade nessa altura do jogo, preferindo manter a posse de bola impedindo a sua circulação nos pés do adversário, pouco se viu.

TIAGO TOMÁS - 2.5 - Entrou para os 15 minutos finais para pressionar a saída da defesa adversária e nessa tarefa fê-lo bem mas também pouco mais de viu fazer. Com a bola nos pés a ansiedade fé-lo atrapalhar-se e não soube decidir bem.

MANUEL UGARTE - 2 - A sua entrada a 5 minutos do final foi a derradeira mensagem do treinador à equipa que o resultado precioso era para preservar de qualquer forma. Não foi tempo suficiente para se mostrar, embora se tenha metido em algumas alhadas em que acabou por perder a bola.

RICARDO ESGAIO - 2 - Aos 85 minutos era definitivamente a hora de guardar o ouro e entrou fresco para ajudar a dar essa garantia.

RÚBEN AMORIM - 4 - Conseguiu mudar o chip à equipa do jogo da Liga dos Campeões e com isso garantir a vitória no campeonato e mais três pontos. Para já, obteve o mesmo registo da época passada: 7 vitórias e 2 empates. Estes, curiosamente, com os mesmos adversários ( Famalicão e FC Porto) e nos mesmos estádios, tem os mesmos 23 pontos à nona jornada. Viu ontem a equipa passar por apuros nos primeiros quinze minutos mas foi gradualmente acertando as posições dos jogadores até encaixarem na estratégia do Moreirense, depois controlou sempre o jogo até final.

JOÃO HENRIQUES - 3 - Nota positiva para uma equipa que conseguiu surpreender nos primeiros quinze minutos  do jogo com um futebol rápido e com muitas movimentações e com isso quase que chegam ao golo. Depois, a equipa do Sporting acordou e o futebol do Moreirense foi desaparecendo; não mais incomodaram o Adán.

VITOR FERREIRA (Árbitro) - 3 - Arbitragem sofrível, positiva no limite, muitos erros (para os dois lados) e algum desnorte deste jovem árbitro que precisa também de jogos para evoluir. 

LUÍS FERREIRA (VAR) - 3 - Não houve registo de casos flagrantes que necessitassem da intervenção do VAR

publicado às 03:34

As Notas de Julius 2021/22 (13)

Julius Coelho, em 20.10.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Besiktas em Istambul da 3.ª jornada da fase de grupos da Champions League, que resultou numa vitória por 4-1. Golos de Sebastián Coates (15' e 27'), Sarabia (44'gp) e Paulinho (89').

O Leão rugiu forte em Istambul, marcou por 4 vezes num festival de golos perdidos. Com um ataque demolidor arrasou na sua primeira vitória em terras turcas, esfriando e silenciando o sempre entusiástico público do Besiktas no caldeirão do Vodafone Park. Entrou no jogo na expectativa do que faria o adversário levando inicialmente com alguns sustos que o enorme Adán resolveu, depois percebeu que tinha condições de fazer mais e melhor, arregaçou as mangas e foi para cima deles subindo sempre de produção até ao apito final do árbitro. Aos 70 minutos já o treinador dos turcos estava sentado quietinho no seu banco com a toalha atirada ao chão.

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DESTAQUE - SEBASTIÁN COATES (CAP) - 5.5 - Nem foi necessário as habituais horas extraordinárias para marcar à ponta de lança. Aos 27 minutos já tinha metido dois lá dentro e para os mais distraídos que não viram como cabeceou para o primeiro, repetiu o lance novamente minutos depois com igual cabezazo. Dois golos a papel químico e quase um terceiro, não fosse a mão do Vida a desviar a bola, que resultou num penálti das novas tecnologias. Depois ainda armadilhou todos os terrenos da defesa da equipa, fazendo cair sistematicamente em fora de jogo os avançados turcos. Merecia um ...6.

ANTONIO ADÁN - 5 - Vê-se que é um guardião muito feliz na baliza do Sporting, Clube que aprendeu a amar e com o qual vai assinar um novo e merecido contrato. Naqueles primeiros quinze minutos, enquanto os colegas ainda não tinham entrado bem no jogo, resolveu e foi resolvendo sozinho os vários problemas com intervenções de excelente nível, depois o interruptor da equipa ligou e lá pôde respirar e assistir ao jogo.

PEDRO PORRO - 4 - Andou toda a primeira parte preocupado com o pezinho, sempre a ver onde o colocava. O treinador deve ter-lhe dito alguma coisa ao intervalo, porque no regresso ao relvado voltámos a ver aquele espanholazo sem medo, a ir para cima deles e a disputar os lances para ganhar. A equipa tem dois jovens defesas direitos fantásticos; quem viu o outro jogo ao princípio da tarde, dos juniores, viu o Gonçalo Esteves e tudo o que fez.

GONÇALO INÁCIO - 3.5 - Uiiiiiii!! Aquele início ainda andou aos papéis!! Salpicou o bom e o mau mas lá se recompôs e acalmou, o comandante também deu uma ajuda; o lance do primeiro golo é ele que a desvia no primeiro "palo" para a cabeça de ouro do patrão Seba. Na segunda parte subiu de produção como toda a equipa e voltámos a ver o Gonçalo Inácio no seu melhor.

ZOUHAIR FEDDAL - 3.5 - Cumpriu bem a sua tarefa é um facto, mas nota-se que ainda não está a cem por cento. Cometeu alguns deslizes primários com a linha do fora de jogo e no timing de entrada dos avançados do Besiktas, depois tranquilizou-se e foi sempre a subir de produção especialmente na capacidade de antecipação aos adversários.

MATHEUS REIS - 3.5 - Entrou no jogo com clara dificuldade de interpretar a sua missão e parecia que iria ter uma tarde difícil e de grande desacerto. Nunca transmitiu fiabilidade na sua tarefa mas lá foi melhorando com o decorrer do jogo. Sempre muito esforçado mas nem sempre com o critério que se pedia, fisicamente parece estar bem, apoiou sempre os colegas mais adiantados na construção dando linhas de passe.

JOÃO PALHINHA - 4.5 - O meio campo da equipa demorou a entrar no jogo; na primeira parte ele e o Matheus Nunes tiveram alguma dificuldade em perceber o jogo do adversário e com isso o acerto dos espaços a preencher. Tiveram que receber instruções do treinador que os ajudou a corrigir tudo o que parecia que estavam a complicar. Os golos do capitão ajudaram a "acalmar" o adversário e ligaram o João Palhinha ao jogo; a partir daí varreu tudo à sua frente até ao final. Comprou o meio campo com suor, garra e aquela qualidade que lhe reconhecemos.

MATHEUS NUNES - 4 - O jogo até parecia estar bem propício às suas características de vagabundo, mas faltou melhor definição no critério da decisão e no último passe. Sempre teve espaço àss carradas, mas raramente os soube aproveitar da melhor forma; melhorou também na segunda parte mas...sabe fazer muito mais e melhor.

PABLO SARABIA - 4.5 - A primeira vez que vimos jogar o trio (Pote, Paulinho e Sarabia) na frente do ataque e a equipa marcou quatro golos num estádio tradicionalmente terrível para qualquer adversário. Mas ficou bem evidente que falta ainda muito trabalho para melhorarem o seu entrosamento, principalmente no último passe, em que falharam várias vezes. Foi muito competente, difícil de marcar e sempre com muito bom critério no passe, marcou a grande penalidade num remate sem hipóteses para o guarda-redes. Terá que aparecer mais vezes com a sua temível meia distancia.

PEDRO GONÇALVES - 4 - Joga e faz em simultâneo o trabalho de recuperação física para voltar aos níveis de intensidade que lhe conhecemos. Falta-lhe um pouco mais ainda, está já perto, mas os falhanços pouco habituais em lances que sempre acertava provam isso. O critério, o último passe, a capacidade física na disputa, o feeling, tudo está a caminho e não tarda a chegar-lhe.

PAULINHO - 5 - Uiiii! Dar nota 5 ao Paulinho... Eu explico, duas bolas nos "palos" uma assistência para o segundo golo e um golazo que vale dois pontos e aí temos o 5. E ainda deu de borla tudo o resto que fez. Quiçá entusiasmado com o nível da guarda de honra ao seu lado (Pote e Sarabia) arrancou um muito bom jogo, dos melhores que fez desde que chegou. As defesas adversárias que se cuidem.

RICARDO ESGAIO - 3 - Agora foi bombeiro na esquerda, um sector que continua a dar trabalhos ao treinador. Cumpriu com a sua experiência, mas entrou já no melhor período da equipa, quando o adversário já tinha o seu treinador sentado no banco resignado e desiludido com o resultado e com tudo o que se passava no relvado.

TIAGO TOMÁS - 2 - Jogou dez minutos e viu-se por duas vezes: uma a levar um amarelo por uma entrada despropositada aos pés de um adversário e na outra, quando e mais uma vez, falha um golo cantado à boca da baliza.

DANIEL BRAGANÇA - 1 - Quatro minutos em jogo. Nem deu para o banho.

LUÍS NETO - 1 - Também jogou os últimos quatro minutos, mas mereceu, foi mais uma internacionalização para a sua carreira que já soma umas quantas. 

NUNO SANTOS - 1 - Quatro minutos em campo para não amuar, não pode dizer que não jogou.

RÚBEN AMORIM - 6 - Começam a faltar adjectivos para classificar este jovem treinador que mudou o rumo do nosso Sporting CP para uma rota de sucesso e de vitórias, com bom futebol, vivo, atraente, eficaz, que tantas alegrias tem dado nos últimos tempos a toda a nação sportinguista. Preparou bem o jogo e a mente dos seus jogadores para uma partida que era uma final, em que só a vitória interessava. Ganharam e convenceram na primeira vitória do Sporting em terras turcas. Depois ter um defesa central que mete inveja a todo o mundo ajuda muito. Agora vai ter o trabalho sempre complicado, mudar o chip à equipa para o jogo do campeonato.

SERGEN YALÇIN - 2 - Só deve ter visto o resumo do Sporting-Ajax e acreditou na virgem Maria. A sua equipa ainda fez umas cócegas na primeira parte mas todo aquele vendaval provocado pelo Seba e companhia destruiu por completo todos os seus sonhos. Resignou-se e saiu de fininho para o banco e por ali ficou até ao apito final do árbitro.

SLAVKO VINCIC (Árbitro) - 3.5 - No geral fez uma boa arbitragem, mas fez vista grossa à falta no lance do golo do Besiktas, o marcador apoia-se no Matheus Reis impedindo-o de disputar o lance. Depois o VAR podia e devia ter anulado o golo. 

MATEJ JUG (VAR) - 3.5 - Por um lado, agiu positivamente no lance da grande penalidade; na imagem corrida ninguém deu pela mão do Domagoj Vida (lance idêntico no Estoril mas que o VAR português nada fez). Já tinha impressionado negativamente no lance do golo do Besiktas ao não o anular por clara falta sobre o defesa do Sporting.

publicado às 04:03

Balanço do mês de Setembro

Julius Coelho, em 17.10.21

Depois dos jogos das selecções, a nossa equipa voltou às competições e logo para enfrentar uma série bastante dura de 5 jogos em 2 semanas para compensar o período de 2 semanas em que esteve parada, só a treinar com os jogadores disponíveis que não foram a jogos de selecção e com um alargado número de jovens da formação, efectuando, apenas, um jogo-treino com o Torreense (3-0).

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Voltamos também agora à análise mensal do que fizeram nos jogos do mês de Setembro.

5 jogos - 2 para a Liga dos Campeões e 3 para o campeonato; 2 derrotas na Liga milionária (Ajax e Borussia), 2 vitórias (Marítimo e Estoril) e um empate (FC Porto) na Liga Portugal.

O balanço do mês deixou um sabor agridoce; verdade que a equipa perdeu os dois jogos da Champions League com o descalabro num jogo bastante atípico contra o Ajax, mas depois deu muito boa resposta e até com alguma surpresa na difícil deslocação à Alemanha. A equipa ocupa a última posição do grupo mas tem a oportunidade de redimir-se já nos dois próximos jogos contra o Besiktas e tentar fazer seis pontos, o que daria esperança de se poder ainda vir a classificar-se para a fase seguinte.

No campeonato a equipa conseguiu resistir às ausências do seu melhor marcador Pedro Gonçalves e da revelação nacional, o jovem central Gonçalo Inácio, fazendo um excelente jogo contra o FC Porto, em que merecia ter ganho os três pontos e cumpriu com menor ou maior dificuldade ganhando os outros dois jogos contra o Marítimo e Estoril.

Ocupa o 3.º posto da classificação com 1 só ponto de desvantagem atrás do Benfica e com os mesmos pontos que o FC Porto. É para já a defesa menos batida da Liga e está a fazer um percurso algo semelhante ao da época passada. Com as mesmas 8 jornadas efectuadas tinha na época 2020/21, 22 pontos contra os 20 de agora mas na 9.ª jornada empatou em Famalicão que em caso de agora conseguir a vitória no próximo jogo contra o Moreirense em Alvalade fará precisamente a mesma pontuação dos 23 pontos.

No registo de golos marcados e sofridos a diferença mais notável é que na época passada já tinha marcado 21 golos contra 5 sofridos, mas que se explica pela ausência forçada por lesão do seu melhor marcador que não pôde jogar durante todo o mês de Setembro. Com as mesmas 8 jornadas efectuadas marcou esta época na Liga 13 golos, menos 8, mas tem somente 4 sofridos, menos 1 que na anterior época.

Com as lesões prolongadas de Pote e de Gonçalo Inácio e ainda com a difícil adaptação de Rúben Vinagre à equipa, em que ainda não conseguiu fazer esquecer o Nuno Mendes, a equipa tem tido algumas oscilações, mas no geral resistiu aos jogos do mês de Setembro.

Agora vem aí uma série complicada com vários jogos num curto espaço de tempo, em duas semanas vai fazer 5 jogos: 1 da Liga dos campeões (Besiktas) 2 para o campeonato em Alvalade ( Moreirense e Guimarães) 1 para a Taça de Portugal ( Belenenses) em Belém e por último 1 para a Taça da Liga em Alvalade ( Famalicão)

publicado às 03:34

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