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As Notas de Julius 2022/23 (01)

Julius Coelho, em 14.08.22

Após algum tempo decorrido que aproveitei para descanso e reflexão, é com muito prazer que estou de volta ao Camarote Leonino para partilhar com os leitores as minhas análises sobre as exibições da equipa do Sporting CP e dos seus jogadores, colectiva e individualmente. Como sempre, estou disponível para responder aos comentários dos nossos amigos. Bem hajam!

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Rio Ave, 2.ª jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória leonina por 3-0. Golos de Pedro Gonçalves 36', 75' e Matheus Nunes 67'.

Resposta à Leão. Após os primeiros 20' de jogo, período em que os rapazes do Sporting mostraram alguma ansiedade a quererem fazer tudo muito depressa, respiraram e acertaram depois no ritmo forte e intenso em cima de um Rio Ave muito esforçado, mas que nunca incomodou a baliza leonina até ao apito final. Mais concentração, acerto no passe e muito melhor capacidade na reacção, partiram para um triunfo incontestável. A partida foi jogada a maior parte do tempo no meio campo adversário. 3 golos, 2 bolas na barra e algumas jogadas muito bem desenhadas que encheram o olho e deixaram os adeptos do universo sportinguista mais tranquilos para o futuro imediato (Dragão).

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DESTAQUE - PEDRO GONÇALVES - 5 - Prepara-se para fazer uma grande época ao nível da do título; marcou em quase todos os jogos da pré-época e em 2 jornadas da Liga já leva 3 golos. Ontem marcou 2 golos mas podiam ter sido 4, isolado permitiu a defesa de Jhonatan e estoirou depois uma bola na barra. Voltou-lhe a alegria que lhe conhecemos.

ANTONIO ADÁN - 4 - Teve uma noite acentuadamente tranquila, com a defesa muito mais concentrada a ajudar. As raras vezes que interviu, fê-lo com tremenda segurança que mais tranquilizou a equipa.

PEDRO PORRO - 4 - Muito activo e disposto a ajudar a empurrar a equipa para a frente, faltou-lhe maior acerto na última decisão.

LUÍS NETO - 4 - O professor deu uma lição ao Jeremiah St. Juste que atentamente assistia no banco. Tranquilidade e muita segurança, principalmente nas bolas paradas, justificou a titularidade e provavelmente também para o próximo jogo no Dragão.

SEBASTIÁN COATES (CAP) - 4.5 - Deve ter tido uma semana difícil após o jogo de Braga. Na Liga portuguesa não há lugar para facilidades e ele sabe que a concentração máxima é o mais precioso dos segredos para minimizar os erros da equipa. Ontem voltou a mostrar excelente capacidade à reacção e notou-se uma clara evolução física, agarrou o comando e com isso ajudou a anular qualquer tentativa de atrevimento do adversário. 

GONÇALO INÁCIO - 3.5 - Também mais concentrado, preocupou-se em nunca chegar atrasado no desarme e na antecipação, cumpriu pela positiva, mas sabe fazer muito mais e melhor. 

MATHEUS REIS - 3.5 - Está a ter um início de época algo mais difícil, com menos fulgor. Ontem voltou a ser o elemento de menor rendimento da defesa, mas apresentou-se melhor que em Braga. Já saiu melhor no apoio e mais assertivo na marcação.

MANUEL UGARTE - 4.5 - Não fosse o amarelo que o condicionou e os dois golos do Pote e teria sido o melhor elemento da equipa. Na primeira parte encheu o campo no roubo da bola e na pressão ao adversário. Falta-lhe melhorar a definição do último passe no acerto e no critério. Amarelado, saiu por precaução.

MATHEUS NUNES - 4 - Não esteve tão exuberante como no jogo anterior em Braga mas realizou uma exibição segura e consistente e que culminou com o golo da noite, quiçá da jornada, que fez levantar o estádio e que arrasou a moral do adversário. Está mais adulto na leitura dos timings e cada vez mais exímio nos lançamentos teleguiados à distância.

FRANCISCO TRINCÃO - 4 - A subir de forma e de rendimento a olhos vistos, parece feliz a recuperar a confiança em si próprio, pode tornar-se decisivo na equipa neste campeonato. Jogador muito imprevisível e que olha o adversário de frente. Com um tremendo passe isolou o Pedro Gonçalves na cara do guarda-redes do Rio Ave, participou na melhor jogada da noite que culminou no 3 º golo e ainda fez estoirar uma bola na trave.

MARCUS EDWARDS - 3.5 - É um desequilibrador nato, assistiu no primeiro golo e arrastou várias vezes os defesas de Vila do Conde atrás de si. O inglês está cada vez mais entrosado na equipa e no que o treinador lhe pede. Terá que afinar mais ainda o último passe e o critério.

HIDEMASA MORITA - 2.5 - Já deu para perceber que será a muleta do Ugarte quando este tiver que sair. O nipónico cumpriu com muita seriedade e entrega, falta-lhe o melhor entrosamento para se libertar e poder assumir mais importância no jogo da equipa.

JEREMIAH ST. JUSTE - 2 - Está a aprender como melhor entrosar-se com os colegas da defesa, o Neto deu-lhe uma lição, ainda não deu para os adeptos perceberem o que pode valer. Muito ansioso nas suas acções pela muita vontade em querer mostrar-se útil, precisa primeiro de acalmar-se e jogar simples.

ROCHINHA - 2 - Está a cair rapidamente no agrado dos sportinguistas que gostam do seu futebol curto e muito imprevisível, mas cheio de coragem, sempre em cima do adversário. Será seguramente um jogador de grande utilidade na temporada. Melhor entrosado fará estragos nos adversários.

ISSAHAKU FATAWU - 2.5 - Era precisamente este tipo de jogador que faltava no plantel, grande capacidade de explosão, advinha-se-lhe grande futuro na equipa. Joga nas três posições da frente e tem uma velocidade do outro mundo. É um puro diamante a ser trabalhado pelo Rúben. Deixou água na boca aos adeptos. 

RICARDO ESGAIO - 2 - Mereceu a chamada e a ovação dos adeptos, uma coisa é ter tido uma noite menos boa em Braga (não foi o único e acontece a todos) outra bem diferente é ser alvo da fúria indigna de adeptos que pouco ou nada percebem de futebol, é injusto e desapropriado. Mais atento e focado, cumpriu bem a defender e a manter fechado o corredor, tarefa que o Porro lhe deixou quando saiu.

RÚBEN AMORIM - 4 - Boa resposta à leão àquele jogo muito estranho de Braga. A equipa apresentou-se mais focada, mais concentrada em todos os momentos de jogo e acima de tudo muito melhor na reacção e o resultado foi uma vitória incontestável que podia ter terminado com números mais expressivos. Também geriu bem as substituições.

LUÍS FREIRE - 2 - Não esteve presente por castigo. A sua equipa até entrou muito bem no jogo tapando com qualidade os espaços para a sua baliza, num sistema muito idêntico ao do Sporting (5-3), desdobraram-se com velocidade enquanto tiveram pernas, depois as melhores valias técnicas do adversário e o seu jogo mais consistente e melhor trabalhado fizeram toda a diferença e acabaram goleados, destruídos e desorientados.

MANUEL MOTA - 3 - O normal quanto aos erros que sempre existem num jogo de futebol. A tradição do Mota: cometer a maioria dos erros a prejudicar o Sporting, principalmente nos lances divididos e ainda perdoou uma expulsão a um jogador do Rio-Ave (2º amarelo). Nos jogos do Sporting gosta sempre de apitar à "inglesa".

ANDRÉ NARCISO (VAR) - 3 - É a nossa opinião que ficou uma grande penalidade por assinalar. O Trincão é derrubado com uma cotovelada no pescoço dentro da área.

publicado às 03:33

As Notas de Julius 2021/22 (41)

Julius Coelho, em 03.03.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o F.C.Porto, primeira mão das meias finais da Taça de Portugal que resultou numa derrota por 2-1. Golo de Pablo Sarabia (49').

Tudo o Porro deu e tudo o Porro tirou. Um penálti oferecido (59') trouxe o adversário de volta ao jogo e atirou até então a melhor equipa para uma segunda parte totalmente descaracterizada com os seus princípios de jogo, perdendo-se no terreno e a ter que correr atrás do resultado até final do jogo.

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DESTAQUE - PABLO SARABIA - 3 - Um excelente golo que levantou o estádio e falhou outro com a baliza deserta.

ANTONIO ADÁN - 2.5 - Voltou a ter uma noite ingrata, ficou a meio caminho no segundo e ainda evitou o terceiro com uma grande estirada.

PEDRO PORRO - 1.5 - Capaz do melhor (passe para o grande golo do Sarabia) e capaz do pior, demasiada ingenuidade no lance que mudou o jogo quando provocou um penálti absolutamente desnecessário que trouxe de volta a vida a um adversário moribundo.

LUÍS NETO - 3 - Inesperadamente estava a ser o melhor na defesa, foi depois sacrificado para a tentativa da equipa dar a volta ao resultado.

SEBASTIÁN COATES - 3 - Boa primeira parte até ao penálti. Quase no final da partida viu o Marchesin roubar-lhe o 2-2 com a defesa da noite.

GONÇALO INÁCIO - 2 - Realizou duas exibições de sentido contrário no mesmo jogo, a primeira seguro até ao lance do penálti, a outra desastrado e perdido nos espaços após o adversário empatar.

MATHEUS REIS - 2.5 - Muita vontade de querer fazer tudo bem e depressa, mas ficou-se pela vontade.

MANUEL UGARTE - 2 - A pior exibição que lhe vimos fazer até agora, as segundas bolas, nem uma sacou ou recuperou ao adversário.

MATHEUS NUNES - 2.5 - No registo do seu colega brasileiro, muito querer de fazer tudo bem e depressa, afunilou as suas intenções. Estoirou uma bola fora da área com selo de golo mas ...saiu ao lado.

NUNO SANTOS - 2 - Não está num bom momento, mas deu para sacar um cruzamento de esquadro que o Sarabia falhou escandalosamente à boca da baliza, de resto, viu o jogo... sem pagar bilhete.

PAULINHO - 2 - Parece desgastado física e mentalmente. Raramente ganhou um lance ou lhe deu bom seguimento

MARCUS EDWARDS - 1.5 - Substituição falhada, não trouxe nada ao jogo da equipa

ISLAM SLIMANI - 2 - Atabalhoado com muitos passes mal direcionados, a sua luta só teve visibilidade nos 10' finais que com outra tranquilidade e mior frieza podia ter ferido o adversário.

DANIEL BRAGANÇA - 2 - Após o penalti a equipa perdeu o norte, o Daniel podia ter sido o timoreiro para voltar à rota mas um forte torção no pé ficou coxo e a sua exibição também.

RÚBEN AMORIM - 2- Parecia ter tudo bem encarreirado para ganhar vantagem na primeira mão, mas foi atraiçoado pela ingenuidade do jovem defesa espanhol e pela ineficácia das substituições. Uma segunda parte excessivamente arcaica, sem rumo.

SÉRGIO CONCEIÇÃO - 4 - Veio para jogar para o empate mas o Porro abriu-lhe a caixa de pandora com aquela oferta do penálti, não se fez rogado, atirou de seguida com todos os trunfos para cima do tabuleiro e com isso ganhou o desnorte dos leões. 

ARTUR SOARES DIAS (Árbitro) - 1 - Arbitragem claramente habilidosa e cínica. Esperou friamente os timings favoráveis para aplicar as suas usuais sanções de estranha vingança aos jogadores do Sporting quando em lances  que eram falta ao contrário. Cartão firme na mão e um sorriso triunfante e de gozo nos lábios de quem sente e sabe que pode fazer o que lhe dá na real gana. Foram "só" 6 amarelos igual a 6 sorrisos.

HUGO MIGUEL - 3 - Foi penálti e já estava assinalado pelo grandioso "Messi" da arbitragem portuguesa.

publicado às 03:04

As Notas de Julius 2021/22 (40)

Julius Coelho, em 27.02.22

Pelos motivos do rebentar da desgraçada e incompreensível guerra no norte da Europa, na Ucrânia, que tanto nos afecta directa e indirectamente, o autor desta rubrica não sente a normal motivação para a apreciação em detalhe do jogo e das notas aos jogadores como sempre o faz. Pela responsabilidade assumida perante o blogue e pelo respeito por todos os leitores, faço-o, mas mais em síntese.

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Marítimo da 22ª. jornada da Liga BWIN, que resultou num empate por 1-1. Golo de Slimani (38').

Festival de más decisões no último terço ofensivo fizeram prever um mau resultado, que veio a acontecer. Com um domínio tão absoluto em toda a partida, não se pode esbanjar pontos. Terão todos que reflectir no que falhou. 

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DESTAQUE - MATHEUS REIS - 4 - Destacadamente o melhor da equipa a defender e no apoio ao ataque. Mais uma assistência no golo.

ANTONIO ADÁN - 3 - Traído pelo ressalto da bola no Gonçalo Inácio, o resto do jogo foi espectador.

PEDRO PORRO - 2.5 - Raramente acertou no último passe e nos cruzamentos, mas quase que dá a vitória à equipa que infelizmente a barra e o poste negaram.

GONÇALO INÁCIO - 2.5 - Terá que atingir o patamar da regularidade, viu-se pouco no jogo.

SEBASTIÁN COATES - 2.5 - O VAR salvou-o de uma grande bronca. Tantos desperdícios na área do adversário traduz a falta de inspiração que teve em todo o jogo.

NUNO SANTOS - 2 - Torna-se muito mais difícil para todos quando não faz a parte que lhe compete e ... não fez.

MANUEL UGARTE - 3 - Melhorou com o decorrer do jogo, mas esteve sempre melhor a defender.

DANIEL BRAGANÇA - 2.5 - Sabe fazer muitíssimo melhor. Surpreendeu bastante a falta de esclarecimento no último passe.

MATHEUS NUNES - 3.5 - Pegou no jogo por várias vezes mas transformou quase sempre os lances inconsequentemente. Tanto desperdício no último passe.

PAULINHO - 1 - Não esteve em campo. Inacreditável.

SLIMANI - 3.5 - Marcou o golo mas falhou um outro de forma escandalosa; o melhor da equipa no ataque.

MARCUS EDWARDS - 2.5 - Confirmou que devia ter entrado muito mais cedo.

RÚBEN VINAGRE - 2.5 - Entrou decidido e mexeu com o jogo, mas 10' em campo não deram para mais.

RÚBEN AMORIM - 2 - Quiçá... o pior jogo a nível das competições nacionais que dirigiu esta época. Pouco ou nada correu bem na táctica que levou, dominou o jogo mas de forma muito previsível. Não leu muito bem o jogo e verificou-se que a equipa ainda não está suficientemente afinada para uma estratégia de cruzamentos constantes. Será necessário muito mais treinamento. Retardou tempo demasiado a mexer na equipa.

VASCO SEABRA - 2 - Com dois remates enquadrados com a baliza do Sporting em toda a partida conseguiu o golo que resultou num empate fortuito, de resto foi só defender até ao derradeiro segundo.

MANUEL OLIVEIRA (Árbitro) - 4 - Boa arbitragem, com alguns erros, mas naturais.

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O vídeo do lance está disponível aqui

BRUNO ESTEVES - 4 - Ficou alguma dúvida no lance do Coates na área do Marítimo, mas o VAR é para decidir lances claros e não pareceu claro.

publicado às 04:20

As Notas de Julius 2021/22 (39)

Julius Coelho, em 21.02.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Estoril da 22ª. jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória do Sporting por 3-0. Golos de Pedro Gonçalves (40') Matheus Reis (76') e Pablo Sarabia (81').

O Sporting enfrentou com muita seriedade o jogo com a equipa dos canários do Estoril. Competência e muita concentração de todos os jogadores que fizeram o quanto baste a sua parte, na grande luta pela conquista de uma justíssima vitória. O momento de maior emoção esteve nos pés do Pablo Sarabia, quando procurou a inspiração num remate de longe e com sucesso, com a bola a entrar num arco bem perfeito junto ao canto superior esquerdo da baliza do surpreendido guarda-redes Daniel Figueira. Com esta vitória o Sporting mantém a pressão no F.C.Porto e vê o Benfica ficar mais afastado na luta pelos lugares de acesso à Liga dos Campeões.

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DESTAQUE - MATHEUS REIS - 4.5 - Um golo e quase que bisava. Ofereceu dinâmica à equipa em todo o jogo e está já ser o melhor defesa da Liga no momento. Assume um papel cada vez mais importante no sistema de Rúben Amorim, muito forte na saída, provocando muitos desequilíbrios no adversário, conseguindo depois, com facilidade, recuperar a sua posição.

ANTONIO ADÁN - 4 - Noite tranquila do guarda-redes espanhol. O Estoril Praia não fez um único remate enquadrado com a baliza do Sporting em todo o jogo. Quando teve que intervir, fê-lo sempre com segurança.

PEDRO PORRO - 3.5 - Exibição irregular com menor acerto no último passe do que lhe é habitual, foi alvo de várias entradas duras dos jogadores do Estoril. Esteve envolvido no lance que originou o primeiro golo quando descobriu o Pablo Sarabia solto perto da área do Estoril e que acabou na recarga vitoriosa do Pote.

LUÍS NETO - 3.5 - Fechou sempre bem as costas do Porro e não comprometeu com a bola no pé. Conhece de cor os movimentos na sua posição neste sistema que a equipa sempre apresenta e cumpriu com relativa facilidade.

GONÇALO INÁCIO - 4 - Exibição muito segura, nota-se cada vez mais o seu conforto na posição central da defesa. Forte na antecipação e no corte, teve muitas responsabilidades na anulação do ataque do Estoril.

ZAHOUIR FEDDAL - 3.5 - O Sporting montou uma teia muito bem organizada na defesa e a bola acabou por lá cair e só em zonas de menor perigo para a sua baliza. O marroquino procurou não complicar jogando simples e directo. Colaborou sempre bem numa entre-ajuda com o Matheus Reis nas dobras e fechando o corredor esquerdo ao adversário.

MANUEL UGARTE - 3.5 - O jogo para ele é sempre assunto muito sério em que se entrega de corpo e muita alma na defesa da equipa. É um "6" do futebol moderno, um autêntico gladiador, disputa cada lance sempre com muita garra e procura sair sempre dos apertos, com a bola colada no pé.

MATHEUS NUNES - 4 - Fez um notável trabalho na ligação do jogo da equipa e é o elemento que mais espaços consegue criar no meio do adversário. Tem evoluído bastante no apoio aos colegas mais recuados a fechar as linhas de passe ao adversário no meio campo. Procura ser mais regular durante os 90' do jogo.

PEDRO GONÇALVES - 3.5 - Um jogo que parecia voltar a sair-lhe ao lado, acaba por ter o seu grande momento de destaque ao marcar o sempre difícil primeiro golo da partida. Adivinhou que o Daniel Figueira não ia segurar o remate do Sarabia e apareceu-lhe isolado para uma recarga fácil com êxito. Com as saídas de Matheus Nunes e Ugarte recuou no terreno, andando mais longe da baliza do Estoril.

PABLO SARABIA - 4 - Mais um golazo fora da área (o terceiro do jogo) e que começa já a ser o prato principal com a sua marca registada de qualidade gourmet. O golo do Pote também só resultou após um excelente remate rasteiro de fora da área.

PAULINHO - 3 - Inventou aquele lance de calcanhar que colocou a bola no sítio certo para o Matheus Reis fuzilar a baliza do Estoril.

DANIEL BRAGANÇA - 3.5 - Renovou a dinâmica à equipa quando entrou para a última meia hora do jogo. Foi com o Daniel em campo que o Sporting marcou mais dois golos, aproveitando a superioridade numérica após a expulsão do Raul Silva. Viu-se por duas vezes em fuga e solto, com espaço na direcção da baliza do Estoril, optou pelo passe e os lances acabaram sem efeito.

ISLAM SLIMANI - 3 - Já se se viu muito mais solto e melhor entrosado nos movimentos ofensivos da equipa, em velocidade conseguiu construir três contra-ataques perigosos; num deu a bola ao Sarabia para o golo da noite, nos outros dois falhou na decisão.

MARCUS EDUARDS - 2 - Não entrou bem no jogo, e deu sinal negativo quando os defesas estorilistas lhe tiraram o pé esquerdo, revelando dificuldades nos duelos do 1 contra 1.

NUNO SANTOS - 2 - Dez minutos em jogo e já com o resultado fechado, limitou-se a fechar o corredor esquerdo.

GONÇALO ESTEVES - 2 - Também só deu para jogar os últimos minutos da partida, ainda a frio falhou um passe que provocou um contra-ataque perigoso do adversário.

RÚBEN AMORIM - 5 - Depois do pesadelo da noite europeia urgia recuperar a moral de toda a equipa e focá-la de novo no principal objectivo que é o campeonato e fê-lo muito bem. A equipa correspondeu com o bom futebol que nos tem habituado, não fazendo uma exibição deslumbrante mas o quanto baste para garantir os três pontos. A expulsão do jogador do Estoril também permitiu fecharem o jogo sem quaisquer sobressaltos.

BRUNO PINHEIRO - 2.5 - Trouxe para Alvalade uma equipa muito bem arrumada no seu meio campo sempre na expectativa do erro do Sporting. Pouco ou nada exploraram ou arriscaram, mas mais por culpa dos jogadores leoninos que nunca facilitaram. Se tinha algum plano B para a segunda parte, vai ter que perguntar ao Raul Silva o porquê de rasgar a perna ao Porro nos quatro minutos que esteve em campo.

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HÉLDER MALHEIRO (Árbitro) - 4 - Tem sido um árbitro manhoso nos jogos que tem apitado do Sporting, ontem esteve melhor e procurou não ser protagonista, deixou o jogo correr e foi o melhor que fez. Exagerou no amarelo que deu ao Matheus Reis. 

HUGO MIGUEL (VAR) - 4 - Nota alta porque não estorvou, afinal nada no jogo justificou qualquer intervenção e nunca interviu.

publicado às 03:50

As Notas de Julius 2021/22 (38)

Julius Coelho, em 16.02.22

*** Houve um problema técnico, entretanto corrigido, que impediu comentários no post. Pedimos desculpa aos estimados leitores.

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Manchester City, para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões, que resultou numa derrota por 0-5.

Jogo sem história, tal foi a superioridade do Manchester City numa noite que terminou decepcionante para o Sporting. A equipa ousou entrar a jogar de frente, olhos nos olhos com os ingleses, mas a tremenda eficácia dos Citizens foi espectacularmente mortífera; em quatro oportunidades fizeram quatro golos (consentidos) ainda antes do intervalo e logo aí ficou sentenciada a eliminatória. Ficaram ontem bem evidentes as sequelas que o duríssimo jogo do Dragão causou nos jogadores do Sporting: muito desligados, tolhidos e deveras erráticos na reacção aos movimentos e passes com elevada precisão da equipa do Guardiola. O ataque também nunca aproveitou os escassos espaços que o adversário concedeu. Domingo será o regresso à terra para enfrentar o Estoril e claro o regresso às notas positivas,.

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DESTAQUE - ADEPTOS DO SPORTING - 6 -  O momento mais alto do Sporting no jogo e que está a correr os quatro cantos do mundo, foi dado pelos adeptos no estádio, quando de forma inesperada a poucos minutos do final da partida, se levantaram das cadeiras abanando os cachecóis bem no ar e cantando a bons pulmões um dos hinos mais ouvidos no apoio à equipa, foi um momento de arrepiar e que os jogadores e treinador jamais irão esquecer nas suas vidas.

ANTONIO ADÁN - 2 - Noite muito fria e exibição gelada. Não foi o Adán que conhecemos, seguro e imponente e para maior azar ainda levou com dois golos no ângulo da sua baliza, mas em outros dois podia e devia ter feito melhor.

PEDRO PORRO - 2.5 - Acabou por ser o melhor da defesa, mas pouco afoito nas saídas. O Guardiola estudou bem o Sporting e sabia que o Porro era uma das fontes de energia da equipa e não lhe deu espaço, quando o teve decidiu quase sempre mal.

GONÇALO INÁCIO - 2 - Mais um jogo para o seu crescimento. Muito comprometido na abordagem aos lances, evidenciou excesso de nervosismo e com isso nunca se soltou em todo o jogo.

SEBASTIÁN COATES - 2 - Com avançados muito rápidos, eficazes nos passes curtos e nos movimentos de rotura à sua frente, sabemos que não é de todo a sua praia. Foi uma noite de tortura.

MATHEUS REIS - 2 - Desastrado, descontrolou-se várias vezes na decisão dos espaços que tinha que ocupar, noite para esquecer.

RICARDO ESGAIO - 2 - Depois daquela noite da batalha que viveu no Porto e ter que levar a seguir com o Riyhad Mahrez ao vivo pela frente, foi missão quase impossível para as suas limitações, principalmente quando teve que usar o pé esquerdo.  

JOÃO PALHINHA - 2.5 - Foi uma das notas positivas da equipa, mas faltou-lhe sempre algo mais, deixou quase sempre tudo a meio, na transição nunca conseguiu furar a teia que o adversário montou no meio campo. Entre ele e o Matheus Nunes esteve sempre espaço a mais e foi vê-los a passar.

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MATHEUS NUNES - 3.5 - O melhor elemento da equipa, merecendo um rasgado elogio do Guardiola no final do jogo. Antes de chegar o peso dos golos do City, estava a ser o melhor jogador em campo, muito desequilibrador em várias zonas do terreno onde abriu espaços para a transição, mas nunca teve o apoio que merecia dos colegas da frente. Com o terceiro tiro eficaz do adversário e com sentimento visível de frustração atirou a toalha ao chão.

PEDRO GONÇALVES - 2 - Deu continuidade à má fase em que tem vindo a atravessar, conseguiu alguns espaços para chegar perto da área do City mas depois perdeu-se a pensar como definir e acabou desarmado. 

PABLO SARABIA - 2 - Exibição discreta e inconsequente, raramente a bola lhe chegou e quando a teve nunca decidiu bem, faltou-lhe maior frescura física.

PAULINHO - 2 - Foi 'engolido' nas poucas vezes que chegou a ver a bola perto de si. Os seus movimentos normais de recuo para procurar o apoio, foram também sempre bem anulados.

MANUEL UGARTE - 2.5 - Missão muito ingrata, entrar no jogo com a equipa já a perder por 4 golos de diferença, foi para ajudar a minimizar o sofrimento dos colegas e conseguiu várias dobragens com sucesso, mas o adversário já optava pelo controle da posse de bola mais longe da área do Sporting.

BRUNO TABATA - 1.5 - Entrou com o resultado já feito e para a missão de reduzir os espaços no meio campo, era hora de minimizar os estragos.

ISLAM SLIMANI - 1.5 - Entrou simplesmente para ganhar ritmo. 

LUÍS NETO - 1.5 - A substituição usual quando é hora de sair o Pedro Porro e o Esgaio está à esquerda e passa para o corredor direito.

RÚBEN AMORIM - 2 - Pois... uma goleada em casa é sempre duro para todos e para o treinador também. Está a fazer o seu trajecto e a aprender. Uma lição que o Guardiola lhe deu na leitura do antes e no durante do jogo do Sporting. Aprendeu o que é defrontar uma das melhores equipas do mundo no conhecimento da ocupação dos espaços no terreno. Aprendeu que terá que impor outra dinâmica nos seus jogadores e não ir com um meio campo menos preenchido, com isso provoca mais espaços para quem é terrivelmente eficaz no passe e na movimentação. Manter o que de melhor sabem fazer? Sem dúvida, mas com a inclusão de alguns ajustes perante um adversário tão poderoso.

PEP GUARDIOLA - 6 - Não brincou em serviço, levou o jogo em Alvalade muito a sério, exigindo aos seus jogadores o máximo de concentração e eficácia na pressão alta às saídas do Sporting. Quando via que um dos seus jogadores não cumpria no posicionamento, ia aos arames com ele de forma bem visível. Deu espectáculo com um futebol dinâmico, pleno de intensidade e acima de tudo muito eficaz, depois teve a sorte de tudo lhe correr à feição. Equipa de excelentes executantes mas também muito bem trabalhada, não é por acaso que goleou quase todos os adversários que defrontou esta época.

SRDJAN JOVANOVIC (Árbitro) - 5 - Boa arbitragem, deixando correr o jogo sem querer ser protagonista. Verdade que teve um jogo fácil de dirigir, mas também ajudou para que assim acontecesse.

MARCO FRITZ (VAR) - 5 - Uma única dúvida, o lance do primeiro golo pareceu irregular. Não deu para para ver bem as imagens em pormenor e, curiosamente, não mostraram as linhas virtuais do fora de jogo. Vamos acreditar que decidiu bem.

publicado às 03:34

As Notas de Julius 2021/22 (37)

Julius Coelho, em 12.02.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o FC Porto da 21ª. jornada da Liga BWIN, que resultou num empate 2-2. Golos de Paulinho e (8') Nuno Santos (34').

Surreal. No País do vale tudo, o Sporting CP escapa com vida nas contas da Liga a uma morte anunciada na visita ao recinto do azul e branco. Tudo se tentou para derrubar o Sporting, principalmente um 'apitador' que assumiu o papel de principal protagonista no claro inclinar do campo durante práticamente toda a partida, só lhe faltou meter a bola dentro da baliza do Ádan. Foram inúmeras as asneiras que precipitaram uma péssima gerência do jogo, tornando-se por de mais inevitável perder-se o controle e acabar precisamente como acabou, ao bom/mau estilo das salganhadas sul-americanas. O Sporting em igualdade numérica foi sempre mais equipa, com o futebol de melhor qualidade e mais inteligente a colocar em prática os seus processos de jogo. Anos atrás e o Sporting sairia goleado do Porto, como tantas vezes aconteceu, só mesmo uma grande equipa podia sair dali ainda viva no campeonato.

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DESTAQUE - MATHEUS REIS - 5 - Heróico em todo o jogo, assumiu as ganas de o querer ganhar e foi sempre peça importante nas manobras da equipa, tanto a soltar-se no apoio aos contra-ataques - dos seus pés saíram os lances que resultaram nos golos de Paulinho e Nuno Santos - como depois na hora de defender em desvantagem numérica, sendo um gigante e dando o exemplo a todos os colegas.

ANTONIO ADÁN - 4.5 - Não conseguiu evitar os golos do FC Porto, mas esteve fantástico em tudo o resto. Aparte dos golos, só por duas vezes o adversário chegou com verdadeiro perigo à sua baliza: uma logo no início e a outra quase no final, dois lances defendidos com muita potência. 

RICARDO ESGAIO - 3.5 - Tem pouco do Pedro Porro, mas fez a sua parte, mesmo que na maioria das vezes em dificuldade, principalmente nos piques curtos que exigiam melhor explosão e chegada. Tentou não complicar.

GONÇALO INÁCIO - 3.5 - Foi mais um jogo em que cresceu na maturidade. Teve algumas dificuldades no início, em que raramente pôde respirar e exibir-se na primeira fase de construção. Quando a equipa assegurou a vantagem dos dois golos, acalmou e ganhou outra confiança nas marcações, mas  logo depois chegou a expulsão do capitão e teve que assumir ele o comando da organização da defesa,  por ali ficou até ao final.

SEBASTIÁN COATES - 4 - Mais uma expulsão injusta, tornou-se o alvo preferencial dos árbitros. Dois lances que nem falta fez e leva dois amarelos inexplicáveis e com o mesmo protagonista de sempre, o grande palhaço do Taremi. Até esse ponto estava a realizar uma excelente exibição tirando a equipa do sufoco dos primeiros minutos e mostrando depois que dificilmente o FC Porto marcaria mais golos. Não o deixaram continuar a fazer o seu trabalho.

ZOUAHIR FEDDAL - 4 - Travou uma luta muito dura no seu lado, principalmente com as constantes tentativas do adversário nos passes curtos e combinados já dentro da sua área. Mostrou estar sempre muito atento para poder reagir e nunca se deixou enganar. Menos bem na primeira fase de construção, em que sentiu algumas dificuldades, mas foi o melhor elemento da defesa nos cortes das bolas que sobrevoavam a pequena área.

MANUEL UGARTE - 5 - Que jogazo do jovem uruguaio, foi até à exaustão sem hesitar um segundo, entregando-se de corpo e alma na luta do meio campo para travar Otávio e companhia. Foi um leão fantástico, principalmente durante a hora em que a equipa ficou reduzida a dez elementos. Nunca se deixou amedrontar pelo adversário nem pelo árbitro.

MATHEUS NUNES - 5 - Parecia que iria ser jogo para levar a nota máxima, as vezes que carregou a equipa para a frente ficaram bem registadas aos olhos de todos. Jogando um nível bem acima de todos os outros no relvado, mas o árbitro traiu-o com aquela aberrante expulsão do capitão e com a equipa reduzida a dez elementos teve que deixar o corredor central e baixar para ajudar a tapar as linhas de passe aos atacantes e aí desapareceu.

NUNO SANTOS -  4 - Assumiu o facto da equipa esperar que fizesse bem a sua parte, teve uma primeira chance na cara do guarda-redes do Porto falhando o remate mas logo depois redimiu-se, estando no sítio certo para fuzilar para o segundo golo. Magnífica jogada em que a bola passou por, salvo erro, dez jogadores do Sporting.

PABLO SARABIA - 3.5 - Fez a cabeça em água ao Zaidu e quando a equipa acalmou, o seu futebol começou a aparecer mais frequentemente. Fez mais uma assistência, mas teve que ser sacrificado pela expulsão de Coates e permitir a entrada de João Palhinha para melhor equilibrar a equipa no meio campo. 

PAULINHO - 4 - Fez uma boa exibição, a jogar de costas para a baliza é jogador top, sabe como movimentar-se, marcou um golo cedo pleno de oportunidade após um tremendo cruzamento sem deixar cair a bola do Matheus Reis. Instantes antes, podia também ter marcado após roubar uma bola à entrada da área portista. Ficou a ideia que o ataque da equipa perdeu claramente com a sua saída, mas talvez estivesse esgotado.

JOÃO PALHINHA - 4 - Foi surpresa ter iniciado o jogo no banco. Com a equipa reduzida a dez elementos era necessário trazer mais experiência e músculo ao meio campo e entrou no momento certo. A equipa estabilizou e conseguiu neutralizar o ataque inconsequente e aos repelões do FC Porto, que só já perto dos noventa minutos e numa falha de marcação, conseguiu empatar o jogo. Acabou também expulso na confusão que se gerou no final do jogo junto à baliza do Adán.

ISLAM SLIMANI - 1 - Ainda está longe de estar bem e ser uma mais valia para a equipa, não é o Paulinho na arte de jogar de costas para a baliza adversária, perdeu todas as bolas que lhe foram lançadas e ainda falhou passes atrasados que só provocaram contra-ataques do FC Porto com espaço para criar desequilíbrios na defesa da equipa. Foi uma má opção.

LUÍS NETO - 2.5 - A expulsão do Coates obrigou a profundas mexidas em toda a defesa o que provocou também a entrada do Luís Neto para que o Gonçalo se deslocasse para o centro da defesa, cumpriu como pôde mas foi do seu lado que originou o lance que deu o empate ao FC Porto.

BRUNO TABATA - 1 - Entrou mesmo ao cair do pano mas ainda a tempo de voltar a ser expulso no meio daquela feira sul-americanada montada no final.

RÚBEN AMORIM - 4.5 - Ao fim da meia hora de jogo viu a sua equipa silenciar e gelar o Dragão, com dois golos em lances geniais. Quando a equipa já respirava muita confiança, um inesperado deslize na zona central da área permitiu espaço ao remate certeiro para o primeiro golo azul e branco a poucos minutos do intervalo, foi uma pena. Depois a história do jogo da equipa acabou logo no início da segunda parte com a expulsão de Coates. Aí foi obrigado a alterar radicalmente a estratégia, inclusive as já programadas substituições. Viu que o Slimani foi má aposta e que ainda não está verdadeiramente apto. Saíram do Dragão de cabeça erguida como a melhor equipa em campo e ainda com vantagem importante no confronto directo.

SÉRGIO CONCEIÇÃO - 1- Levou um valente arrepio e viu a vida a andar para trás. O Sporting com um futebol mais prático e de melhor qualidade, adiantou-se no marcador ganhando com alguma facilidade uma vantagem de dois golos. Não fosse a escandalosa ajuda do árbitro e a esta hora estava em muitos maus lençóis. A sua equipa só conseguiu ter vantagem nos espaços do meio campo, quando em superioridade numérica e a praticar um futebol muito aos repelões e com pouco engenho. Todo o mundo pôde ver os truques que usaram para condicionar os jogadores do Sporting, desde das palhaçadas habituais do Taremi às provocações e agressões que ocorreram depois no final do jogo. Com um árbitro com "eles" no sítio, tinham perdido o jogo e com toda a justiça.

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JOÃO PINHEIRO (Árbitro) - 1 - Já não vai enganar mais no futuro, mostrou tudo o que é. Um árbitro que provou nada valer. Inclinou o campo desde o início, numa gritante falta de critério, sempre pronto para se atirar aos jogadores do Sporting, quer para 'amarelá-los' ou para ameaçar que os expulsava. Foi mau de mais para ser verdade. Condicionou a equipa leonina, nomeadamente a partir do momento que chegou à vantagem dos dois golos. Foi fácil perceber como tudo aquilo iria acabar. Este árbitro não pode arbitrar jogos de futebol.

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LUIS GODINHO (VAR) - 2 - Os lances de amarelos estão fora do protocolo do VAR mas de facto seria benéfico para o futebol se os áudios se tornassem públicos, saberíamos se pelo menos deu a conhecer ao árbitro os inúmeros erros que cometeu no relvado. Amedrontou-se depois perante o que viu nas imagens e deixou-se embalar pela música da conveniência da casa.

publicado às 04:34

As Notas de Julius 2021/22 (36)

Julius Coelho, em 07.02.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Famalicão da 21ª. jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória do Sporting por 2-0. Golos de Pablo Sarabia (6') gp e Matheus Reis (63').

Vitória leonina indiscutível mas que deu tremendo trabalho. A equipa permitiu mais espaços no seu meio campo do que o habitual, o Famalicão usou e abusou da estratégia da muita pressão individual, principalmente nos jogadores que tinham o 4º amarelo, que por isso se sentiram amarrados e condicionados em meter o pé. Foi a noite de todos vestirem o fato de macaco, de serem muito solidários na luta para defender o precioso resultado, que deu no final os merecidos três pontos. De registar também a entrada do Slimani na segunda parte que provocou uma forte explosão de entusiasmo e energia nos adeptos para um maior apoio à equipa que estava já a necessitar de um empurrãozinho.

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DESTAQUE - MATHEUS NUNES - 4.5 - Saúda-se o seu regresso à sua melhor forma e num momento crucial do campeonato. Protagonizou várias arrancadas abrindo espaços e roturas num bloco adversário muito unido e muito solidário, faltou depois uma melhor decisão no último passe. Foi dos elementos que mais procurou dar linhas de passe aos colegas e recuou sempre na ajuda à sua defesa na reacção à perda da bola. De notar que acabou o jogo ainda com energia para dar mais e mais.

ANTONIO ADÁN - 4.5 - Foi protagonista de um dos momentos mais importantes do jogo, defendendo com muita categoria a grande penalidade que daria o empate ao Famalicão ao cair do pano da primeira parte, o que poderia causar problemas à equipa. Sempre muito atento e seguro voltou a brilhar quase no final da partida negando com a ponta dos dedos o golo ao adversário.

PEDRO PORRO - 3 - Um bola no poste, o penálti evitável que o Adán acabou por defender e o cartão amarelo que o tira do jogo do título no Dragão na próxima jornada, foram os momentos de maior registo do espanhol. Verdade que se não pára ali o adversário ele iria isolado para um contra ataque perigoso do Famalicão. 

GONÇALO INÁCIO - 3 - Exibição mais discreta no seu regresso à sua posição, cometeu alguns deslizes no passe mal direccionado que valeram reprimendas do seu capitão. A permanente chegada perto da sua área dos dianteiros do Famalicão limitaram-no a ficar mais posicional e mais atento às dobras.

SEBASTIÁN COATES - 4.5 - O muito acerto do timing no corte da bola é sinal claro que está de volta à boa forma que sempre nos habituou. Preencheu sempre sempre bem os espaços da sua responsabilidade e voltou a comandar com mestria toda a defesa, manteve sempre uma boa organização defensiva, principalmente na leitura do ataque à zona que limitou bastante as manobras do adversário quando tentavam ficar mais perto da área do Sporting. Teve uma noite de inesperado muito trabalho.

ZOUHAIR FEDDAL - 3 - Foi muito bravo e leão na luta do um para um, mas teve algumas dificuldades no preenchimento dos espaços na sua zona e na do Matheus Reis; valeu-lhes o capitão no acerto nas dobras mas não se livraram dos raspanetes que este lhes deu. Com o amarelo, foi sacrificado e era necessário ter ali alguém mais rápido na resposta às bolas em profundidade.

MATHEUS REIS - 3.5 - Foi das exibições porventura menos conseguidas que lhe vimos fazer nos últimos jogos, cometeu erros baralhando-se com o Feddal na leitura do espaço e foi por isso ultrapassado algumas vezes, mas foi da sua autoria um dos momentos mais importantes do jogo, quando marcou um grande golo. Muito merecido há muito e que trouxe maior tranquilidade à equipa.

JOÃO PALHINHA - 4 - Apesar da equipa acusar algum desgaste e falta de energia nesta partida, o João Palhinha foi dos elementos que mais correu. Mostrou estar preparado para o jogo do Dragão, forte na pressão ao adversário, eficaz no desarme e já se viu também a sair bem com bola. Fez a sua parte e foi poupado a meio da segunda parte.

PEDRO GONÇALVES - 3 - Ainda não saiu da muito ingrata fase cinzenta do desacerto e da desinspiração. Atirou-se ao jogo com muita vontade, participando em triangulações bem definidas mas ainda não conseguiu voltar aos seus grandes momentos de explosão em que faz a diferença. Saiu com queixas numa perna, esperamos que não seja problema muscular e que esteja apto para sexta-feira.

PABLO SARABIA - 3.5 - Marcou o penálti com a tranquilidade que lhe conhecemos e foi o seu grande momento, o de maior brilho que realizou no jogo. Sempre muito bem marcado na primeira parte só conseguiu ter mais espaço na segunda parte quando o Famalicão teve que arriscar mais, mas o desgaste geral da equipa não permitiu dar melhor sequência aos bons passes de rotura que fez.

PAULINHO - 3.5 - Fez uma exibição bem positiva, muito activo a colaborar também nas acções defensivas nos momentos de maior pressão. Sempre marcado, foi alvo de muitas faltas no meio campo adversário que raramente o deixou rodar e ficar de frente para a baliza do Luís Júnior. 

RICARDO ESGAIO - 3 - O treinador percebeu que tinha que fechar o flanco esquerdo que estava a meter água pelas dificuldades e alguma inércia do Feddal e do Matheus Reis, entrou bem no jogo e ajudou a estancar as investidas do Famalicão por aquele lado, depois com o resultado já assegurado e com a entrada do Nuno Santos passou para o lado direito.

MANUEL UGARTE - 3.5 - Entrou muito bem no jogo e voltou a mostrar que é uma mais valia para a equipa. Controlou a sua zona, saindo sempre por cima nos duelos.

BRUNO TABATA - 2 - De facto, parece render muito mais quando é titular. Pouco ou mesmo nada acrescentou com a sua entrada e optou sempre pelas decisões que não deram boa sequência aos lances que protagonizou.

NUNO SANTOS - 2 - Jogou o último quarto de hora,  quando era o momento de manter bem fechado o flanco esquerdo e segurar a vantagem dos dois golos para a conquista dos três pontos e por isso não pôde aventurar-se no ataque.

ISLAM SLIMANI - 2 - Com o resultado assegurado, Rúben Amorim ofereceu aos adeptos um dos momentos que mais desejavam na partida, fez entrar o Slimani e foi um estrondo no estádio. O argelino entrou com todas as ganas de se mostrar e foi a todas, sempre que a bola passava para o meio campo do Famalicão mostrou boa reactividade.

RÚBEN AMORIM - 5 - Cumpriu com a vitória, mantendo a distância dos 6 pontos para o FC Porto. Viu um adversário que tentou sempre complicar ao máximo a tarefa da equipa (o Famalicão tem sido das equipas mais difíceis de vencer). Reagiu pontualmente ao que o jogo exigia e com a vantagem de dois golos no marcador decidiu finalmente fazer alguma gestão, recorrendo às cinco substituições. Não quis facilitar e proteger os jogadores que tinham quatro amarelos, mesmo sabendo que iriam jogar condicionados.

RUI TEIXEIRA DA SILVA - 3.5 - Esta equipa está no 16º lugar da Liga?... Mas só com o Sporting  jogam o seu jogo da época da "champions"? Dividiram o jogo com o Sporting numa luta como se fosse o último jogo das suas vidas. A jogar desta forma em todos os jogos iriam com certeza às provas europeias, pena que se transformem tanto quando jogam com os outros dois rivais do Sporting. Exploraram ao máximo o facto de quase meia equipa do Sporting estar condicionada com quatro amarelos.

ANDRÉ NARCISO (Árbitro) - 5 - Excelente arbitragem, manteve a cabeça fria no capítulo disciplinar e só dessa forma pôde segurar o jogo, não o deixando que se descambasse pela via dos cartões que poderia ter mais tarde um desfecho muito imprevisível. Agarrou-se bem ao deixar margem para poder decidir.

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BRUNO ESTEVES (VAR) - 5 - Noite difícil com vários lances para analisar. No capítulo disciplinar, pelas confusões que os jogadores protagonizaram com algumas discussões e em três lances na área passíveis de grande penalidade decidiu sempre bem, dois foram penálti e último lance de uma suposta mão na bola na área do Famalicão, não foi claro.

publicado às 03:35

As Notas de Julius 2021/22 (35)

Julius Coelho, em 03.02.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Belenenses SAD da 20ª. jornada da Liga BWIN, que resultou numa do Sporting por 4-1. Golos de Paulinho 11' e 47', Pedro Porro 17', Pablo Sarabia 45+2'.

O Sporting CP amassou o Belenenses SAD no Jamor ao ritmo de uma peladinha alegre e descontraída. No rescaldo da festa pela vitória da Taça da Liga, a equipa não facilitou e goleou o adversário, com um domínio total de princípio ao fim. Importante que todos os leões que entraram na segunda parte mantiveram a intensidade da equipa e o controle da vantagem do resultado. De assinalar, também, a estreia do inglês Marcus Edwards, muito ovacionado pelos adeptos leoninos presentes no estádio.

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DESTAQUE - PAULINHO - 5 - O efeito Slimani fêz-se sentir? Mostrou rara eficácia nas duas oportunidades que lhe surgiram, teve frieza e não falhou. Combativo como sempre, principalmente a recuperar bolas no seu meio campo ou quando os arrastava atrás de si, abrindo espaços para os colegas.

ANTONIO ADÁN - 4.5 - O golazo do Abel Camará foi um coelho que o avançado azul sacou da cartola, mas o guarda-redes leonino ainda consegue tocar na bola. Fica na retina a espectacular mancha que faz ao mesmo jogador, que lhe apareceu de frente isolado, tirando-lhe a chance de fazer o segundo golo do Belenenses SAD. 

PEDRO PORRO - 5 - Não sabe jogar mal, sempre com bom critério nas suas acções. Voltou a estar  imparável no um para um, a ganhar espaços para os cruzamentos ou passes de rotura em profundidade.  O golazo do meio da rua é a sua grande imagem de marca e fez levantar todo o estádio quando atirou à baliza aos 17', com o guarda-redes a esboçar a defesa só com os olhos.

LUÍS NETO - 3.5 - Mais solto fisicamente e a conseguir ocupar melhor os espaços entre a zona do Gonçalo Inácio e o Pedro Porro, o passe também lhe saiu mais assertivo, mas o adversário poucas vezes o pressionou.

GONÇALO INÁCIO - 4 - Voltou a dar bem conta do recado. O capitão uruguaio só pode sentir-se orgulhoso. O jogo só teve o sentido da baliza do Belenenses SAD e jogou-se quase sempre no meio campo adversário, por isso raramente foi acossado de dificuldades.

ZOUHAIR FEDDAL - 4 - Impetuoso e determinado na acção defensiva, quase sempre pela antecipação ao adversário, ganhou a maioria das disputas de bola cortando pela raíz várias tentativas do ataque da equipa de azul. Quando subiu à área do Belenenses SAD, teve a chance de marcar de cabeça por duas vezes, nas alturas e na antecipação, mas a bola saiu fora dos postes.

NUNO SANTOS - 3.5 - Fica ligado ao golo do Belenenses SAD no deficiente corte de cabeça, colocando a bola a jeito para o remate fantástico e vitorioso do Abel Camará. Mais tarde redimiu-se com um excelente cruzamento forte e tenso em que o Sarabia só teve que encostar à boca da baliza, no toma lá e faz-te famoso, para o terceiro golo da equipa.

MANUEL UGARTE - 4 - Fez uma boa partida muito equilibrada, mostrando concentração na rapidez de acção à perda da bola da equipa, foi o maior tampão, sem recorrer à falta, cortando as saídas dos azuis para o ataque. 

MATHEUS NUNES - 4 - Deu fortes indicações da sua melhor forma, executando alguns raides brilhantes com bola no meio campo adversário e já vimos também alguns dos seus famosos passes de rotura bem calibrados.

PEDRO GONÇALVES - 3 - Muito móvel na procura de espaços em que é exímio, mas pecou demasiado na finalização. Voltou a confiar na relva e esta traiu-o no que parecia um remate fácil para mais um golo, só tinha o guarda-redes pela frente, mas bola saiu para as nuvens. Tentou depois de novo o golo, numa boa acção individual mas o Álvaro Ramalho adivinhou e fez uma boa defesa.. 

PABLO SARABIA - 5 - Muito focado no compromisso da equipa, muito sério em todas as suas acções. O espanhol nunca facilita, todos os segundos de jogo para ele são sempre importantes e determinantes pela maneira como se entrega em cada lance. Mais um golo (5 na Liga) e uma assistência (6 na Liga) e outro ainda ficou por marcar, quando bem colocado não conseguiu fazer a emenda. É o elemento mais eficaz e intenso do ataque do Sporting e os adeptos adoram-no por tudo isso.

DANIEL BRAGANÇA - 3.5 - Entrou muito bem no jogo, muito vivaço nas acções em que levou quase sempre a melhor, não deixou a equipa cair na intensidade apesar do resultado dilatado no marcador. Um bom remate fora da área após ter ganho um ressalto merecia melhor sorte.

GONÇALO ESTEVES - 3.5 - O miúdo não parou um segundo após a sua entrada no início da segunda parte. Foi o jogador que mais faltas sofreu, impetuoso e imprevisível com a bola nos pés mostrou toda a sua fome do jogo e foi sempre de frente para cima deles. Teve o seu momento, um tremendo remate fora da área à Pedro Porro e quase que repetia o golazo do espanhol, que susto para o guarda-redes dos azuis.

RÚBEN VINAGRE - 3 - O adversário já tinha a toalha no chão e já só defendia muito empurrado para trás pelo melhor futebol do Sporting. O Rúben entrou e só atacou pelo seu corredor, conseguiu espaço para cruzar algumas vezes mas com pouca direcção, tentou também a sua sorte num bom remate de longe, mas sem efeito.

BRUNO TABATA - 3.5 - Entrou com a corda toda e também ajudou para que a intensidade do jogo da equipa não caísse. Forte nos duelos em que só na falta o adversário o conseguiu parar.

MARCUS EDWARDS - 3.5 - A sua entrada no jogo acabou por ser a grande surpresa, ainda sem qualquer treino. Rúben Amorim quis já dar-lhe minutos para se ambientar no sistema de jogo da equipa e até saiu-se muito bem, dando excelentes indicações para o futuro já próximo. Bom de bola, inteligente nas acções, mostrou-se num grande remate fora da área e numa acção individual em que cruzou com a bola a passar perto da linha de golo em que quase oferece ao Paulinho o hat-trick.

RÚBEN AMORIM - 5.5 - O grande mérito de ter conseguido mudar o chip aos jogadores, logo após os festejos pela grande vitória sobre o Benfica na conquista da Taça da Liga. O compromisso de todos foi total. O resultado conseguido ainda cedo, permitiu-lhe fazer boa gestão do plantel e estrear um dos dois grandes reforços que chegaram para ajudar o Sporting a atacar a segunda metade da temporada.

FRANCLIM CARVALHO - 2 - Tem uma equipa desequilibrada e não conseguiu manter por muito tempo a intensidade que a equipa do Sporting sempre provocou no jogo. Perdeu sempre em todas as zonas do campo para o adversário, apesar de na primeira parte terem tido uma grande chance de recuperar os dois golos que já tinham de desvantagem, o Adán defendeu e ficou por aí a ultima oportunidade de poderem ferir os leões. Na segunda parte foram empurrados para junto da sua área e o jogo não teve mais história.

GUSTAVO CORREIA (Árbitro) - 4 - Bem no capítulo técnico e bem na acção disciplinar, acompanhou sempre o jogo de perto e sem grandes registos de erros.

HÉLDER MALHEIRO ( VAR) - 4 - Noite tranquila do VAR, sem motivos para ter que agir. Ficou a dúvida num lance de uma cotovelada dada por um jogador azul que se pôs a jeito para o cartão vermelho.

publicado às 03:20

As Notas de Julius 2021/22 (34)

Julius Coelho, em 30.01.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí a todos os jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Benfica para a final da Taça da Liga, realizada em Leiria, que resultou numa vitória do Sporting por 2-1. Golos de Gonçalo Inácio (49') e Pablo Sarabia (78').

O Sporting não deu hipótese ao rival Benfica num derby à antiga, muito rasgadinho na disputa da bola e do espaço, a equipa leonina foi sempre mais adulta, mais equipa desde o início até ao final. O golo do Benfica surgiu no único remate enquadrado que fizeram durante toda a primeira parte. O Sporting entrou após o intervalo decidido a conquistar a segunda Taça da Liga consecutiva e a 4ª dos últimos 5 anos. A entrada do Pedro Porro veio trazer à equipa a qualidade que faltava na exploração do espaço e na decisão do último passe, acabando por ser decisivo na justíssima remontada. 

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DESTAQUE - MATHEUS REIS - 5 - Fez um jogo com um grau de dificuldade muito elevado, voltou a sair-se muito bem não dando hipóteses ao adversário pelo seu corredor esquerdo. Nota-se bem que evoluiu muito na leitura do jogo e na ocupação dos espaços, percebendo sempre o bom timing para os encurtar quando a defender e depois a explorar quando sai para ajudar no ataque. Terminou o jogo como o começou, naquela invejável disponibilidade física que tem apresentado desde o início da época.

ANTONIO ADÁN - 4 - Foi surpreendido pelo fuzilamento do Everton no único remate enquadrado pelo Benfica em todo o jogo. Esteve sempre seguro a agarrar ou a socar para longe as poucas bolas que foram cruzadas com perigo para a área do Sporting. 

RICARDO ESGAIO - 4 - Excelente a ganhar várias vezes a profundidade pelo seu corredor e só voltou a pecar na definição dos cruzamentos, forte a defender e a única vez que deu espaço a mais no seu corredor o Benfica fez o golo.

LUÍS NETO - 3.5 - Esteve bem melhor no desarme por antecipação, mas foi sempre o elo mais fraco na defesa do Sporting, factor que o Benfica tentou sempre explorar através do Everton. No golo sofrido leu que o brasileiro iria fazer o seu movimento característico de puxar a bola para dentro e enganou-o, fez o movimento rápido por fora e com isso tirou-o do lance. No momento em que o jogo pedia o Porro e já com um amarelo foi substituído.

GONÇALO INÁCIO - 5 - Mais uma aula muito bem sucedida, para o curso do diploma Coates, de como comandar a defesa do Sporting. Muito bem na leitura das movimentações do gigante Roman Yaremchuk, tirando-lhe sempre o espaço e com isso secou o ucraniano que acabou por ser substituído. Na primeira parte testou o guarda redes encarnado que se viu grego para parar-lhe um tremendo cabezazo, mas à segunda foi de vez, nas alturas cabeceou fora do alcance do Odisseas e fez o golo do empate ao abrir da segunda parte.

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ZOUHAIR FEDDAL - 4 - Exibição mesmo muito positiva, deu uma boa resposta física e na velocidade para chegar primeiro à bola em vários lances que podiam causar perigo à baliza do Sporting. Melhor também no passe, sem complicar, combinando com qualidade com o Matheus Reis na leitura dos espaços que souberam dividir bem entre eles.

JOÃO PALHINHA - 4.5 - Está a subir bem de forma claramente, tanto no pulmão como no timing do desarme. O adversário apareceu muitas vezes em superioridade numérica no meio campo com três elementos contra dois, mas deu sempre bem conta da tarefa junto com o Matheus Nunes. Falta-lhe agora recuperar maior confiança com a bola no pé e no passe longo. Travou uma luta hercúlea com o alemão, com o gigante francês e com traidor português João Mário e levou quase sempre a melhor.

MATHEUS NUNES - 3.5 - Faltou-lhe o furor de outros jogos, teve 3/4 iniciativas em que foi igual a si próprio mas, em geral, o jogo correu-lhe inconsequentemente. Muito lutador, entrou corajoso na guerrilha do meio campo mas foi ultrapassado várias vezes. 

PABLO SARABIA - 5 - Decisivo na vitória leonina, na assistência do primeiro golo e depois no lance genial que marcou a partida após o lançamento do outro mundo do Pedro Porro; a recepção da bola foi fantástica, depois a forma como conquistou o espaço e o timing de desferir o remate certeiro ficará para história dos heróis das conquistas das Taça da Liga. Surpreende a sua tremenda entrega pela camisola, dando tudo o que tem, é muito duro de roer para os adversários, este espanhol.

PEDRO GONÇALVES - 3 - Lutou como um leão por cada centímetro de terreno à sua volta, mas foi infeliz na última definição do passe ou da iniciativa individual. Severamente marcado e sempre por perto pelo defesa belga que, por estratégia, nunca lhe deu muito espaço para chegar mais perto das zonas de finalização.

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PAULINHO - 3.5 - Também se atirou de forma incansável à luta e sem dar tréguas, nunca deixou a defesa das águias enquadrar o jogo na primeira fase de construção, obrigando-os a maior parte das vezes ao passe longo. Num excelente movimento de rotação e já dentro da área encarnada, rematou com enorme estrondo na barra da baliza do grego, o que seria um golo de levantar o estádio.

PEDRO PORRO - 4.5 - Entrou para a derradeira meia hora do jogo e logo se notou a diferença. Com muita fome de bola matou muitas das saudades que os adeptos já tinham de o rever na equipa. Com este espanhol, deveras possante de facto, a equipa transforma-se para muito melhor. Várias iniciativas pelo seu corredor que desequilibraram o meio campo e defesa encarnada e foi decisivo o passe teleguiado para a excelente desmarcação do Sarabia no lance que decidiu a conquista da Taça.

MANUEL UGARTE - 2.5 - Jogou os últimos dez minutos, na hora "H" de fechar lá atrás e ajudar a defender o resultado que acabaria na vitória da equipa.

NUNO SANTOS - 2 - Entrou nos derradeiros minutos para tentar explorar os maiores espaços do meio campo na hora do tudo por tudo do Benfica.

TIAGO TOMÁS - 2 - Foi também lançado nos últimos instantes do jogo para a tentativa de explorar a subida desesperada no terreno de toda a equipa encarnada.

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RÚBEN AMORIM - 6 - Que mais se pode dizer deste jovem treinador que conquistou a terceira Taça da Liga consecutiva (a primeira pelo SC Braga), com vitórias em todos os jogos? Preparou muito bem a equipa antes e durante o jogo, lendo-o sempre na perfeição. Acertou em cheio com a entrada do Porro quando percebeu que o adversário já estava em queda física no meio campo e era a hora de partir para o ataque final ao ouro e o espanhol correspondeu em pleno.

NELSON VERÍSSIMO - 2.5 - Tentou uma estratégia com muito contacto físico e com ordem de sacar espaço aos critativos do Sporting de que forma fosse, tentando cortar-lhes a dinâmica das suas acções. A sua equipa esteve sempre em plano secundário, só numa ocasião chegando com verdadeiro perigo à baliza de Adán e que resultou no golo fortuito, contra a corrente das melhores iniciativas do Sporting até então.

MANUEL MOTA (Árbitro) - 3.5 - Teve momentos difíceis de decisão num derby à antiga. Os jogadores nem sempre ajudaram, mas, em geral, conseguiu controlar o jogo mesmo quando se gerou alguma tensão em vários lances com faltas durinhas. Melhor no plano técnico, porque no disciplinar deixou o central belga e o João Mário abusarem da fruta que espalharam durante muito tempo.

ARTUR SOARES DIAS (VAR) - 4 - Não interferiu e por isso não veio a complicar.

publicado às 03:35

As Notas de Julius 2021/22 (33)

Julius Coelho, em 27.01.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Santa Clara para as meias-finais da Taça da Liga que se realizou em Leiria, que resultou numa vitória do Sporting por 2-1. Auto golo de Mikel Villanueva (40') e Pablo Sarabia (65')gp.

Um jogo longe da perfeição, mas o suficiente para carimbar a presença na segunda final consecutiva da Taça da Liga. Marcaram superioridade em quase todos os momentos da partida e deram muito justamente a volta a um resultado negativo que era de todo injusto, tal o domínio e com ocupação de 2/3 do campo. A equipa controlou a posse de bola mas teve dificuldades na primeira fase de construção com os médios Palhinha e Ugarte, ficando Matheus Reis a sair-se melhor nessa tarefa. O penálti e a expulsão ajudaram no resultado final mas nem por isso trouxe maior tranquilidade à equipa, curiosamente passou a jogar mais ansiosa a partir daí, com superioridade numérica e na frente do marcador.

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DESTAQUE - MATHEUS REIS - 4.5 - Esteve em grande nível e voltou a encher o campo; nas dificuldades dos colegas João Palhinha e Ugarte a construir, assumiu ele a tarefa da condução e fê-lo sempre bem, ligando o jogo ao trio do ataque. Continua a mostrar uma invejável capacidade física a galgar terreno, a desequilibrar e a recuperar a sua posição, fez um jogo aparte e começa a merecer ele também o seu golo. Foi dele o cabezazo no lance do penálti.

ANTONIO ADÁN - 2 - Errou no golo do Santa Clara. Com um exímio rematador pela frente, não pode defender aquele livre só com dois homens na barreira, repetiu a asneira de Famalicão e levou de novo com o golo, por coincidência da mesma forma e no mesmo lado. Meteu a equipa em apuros.

RICARDO ESGAIO - 3 - Tinha ordens para se encostar à linha para atacar as costas da defesa 'açoriana'. Essa parte ele cumpriu bem, mas depois voltou a ter as dificuldades do costume, nos cruzamentos ou nas decisões do último passe.

LUÍS NETO - 2 - Raramente assumiu com bola despachando-a sempre demasiado cedo, mostrou-se sempre inseguro e excessivamente preocupado com o timing de entrada nos cortes. Refugiou-se muito na posição.

GONÇALO INÁCIO - 2.5 - Também muito acanhado, falhou os dois primeiros passes e foi logo repreendido pelos colegas, pareceu acusar a péssima exibição que fez contra o Braga, está a passar uma fase de menor confiança. Preferiu arriscar menos, jogando pelo seguro lateralizando para os colegas e sem sair para longe da sua posição.

NUNO SANTOS - 3.5 - Foi dos que mais prometeu no início do jogo, impondo velocidade e dinâmica nas suas movimentações, procurando criar espaços e roturas pelo seu corredor. Conseguiu alguns cruzamentos de perigo com a bola bem tensa que causaram calafrios na defesa adversária. Foi muito castigado com faltas duras pelos 'açorianos' para com isso provocarem o seu temperamento. 

JOÃO PALHINHA - 3 - A destruir as investidas do adversários foi imparável em todo o seu raio de acção, pior foi depois com a bola no pé quando era hora de conduzir e construir. Não ligou bem com Ugarte aparecendo muitas vezes os dois na mesma zona de terreno. É uma dupla que necessita de treinar mais para que melhor entendam a separação de tarefas no jogo. 

MANUEL UGARTE - 2.5 - Não fez uma grande exibição, melhor a destruir, mas voltou a cometer faltas escusadas, de uma delas nasce o golo 'açoriano'. Na construção esteve muito atabalhoado e confuso, principalmente com as acções de ligação com o Palhinha.

PEDRO GONÇALVES - 1.5 - Não esteve no jogo, tentou muitas movimentações mas quase sempre mal decididas e sem a dinâmica que os lances exigiam, esperemos que reapareça o Pote que conhecemos na final de sábado contra o Benfica.

BRUNO TABATA - 3.5 - Do trio dos baixinhos da frente, foi sempre o mais ousado com várias aproximações à zona de finalização. Esteve nos dois golos da equipa e mostrou-se sempre inconformado. Dois bons remates colocaram à prova o guarda-redes 'açoriano'.

PABLO SARABIA - 3.5 - Exibição de altos e baixos, foram poucos os lances que criou e que provocarem desequilíbrio na defesa adversária, infeliz muitas vezes na decisão do passe. Acabou por ser decisivo no resultado final com o cabeceamento à boca da baliza, com a bola a ser desviada pelo braço do defesa; no penálti marcou sem hipóteses para o Ricardo Fernandes.

MATHEUS NUNES - 1 - Fez em tudo no inverso do que devia ter feito. Entrou demasiado precipitado na recepção e depois na decisão foi uma nulidade. Foi um dos culpados da equipa ter sofrido nos minutos finais, ficando intranquila sem necessidade. Esperemos que volte com a cabeça limpa no jogo da final e que jogue o seu futebol de grande nível.

PAULINHO - 1 - Felizmente a equipa conseguiu o objectivo da vitória porque se viesse a necessitar daquele golo que ele falhou escandalosamente, teria um caso complicado para resolver. Seguramente que não foi um lance de azar e a baliza também não desviou. Terá que ter forçosamente outro tipo de concentração no momento da finalização. 

RÚBEN VINAGRE - 1 - Não veio acrescentar nada à equipa; foi repreendido pelos colegas pelos chutões para o meio campo do adversário nos derradeiros minutos do jogo, quando o Santa Clara tentava o tudo ou nada.

GONÇALO ESTEVES - 2 - O mais jovem do grupo que foi a Leiria; foi o elemento dos que entraram na segunda parte que mais deu nas vistas, assertivo no passe, no desarme e na decisão.

TIAGO TOMÁS - 1 -  Não deu para aquecer para o banho.

RÚBEN AMORIM - 4 - Terceira final consecutiva para o jovem treinador que começa a construir um palmarés interessante na sua ainda curta carreira. Terá que treinar melhor a dupla Palhinha/Ugarte se quiser repeti-la de novo no futuro, ganhou no abafar sem bola o adversário no meio campo mas perdeu no transporte, na primeira fase de construção e na ligação do jogo. As substituições voltaram a nada acrescentarem ao jogo da equipa. Mas a vitória foi justíssima, foram a melhor equipa.

MÁRIO SILVA - 3.5 - Jogou com as poucas armas que tinha mas soube usá-las da melhor forma. tem um fora de série na equipa: inteligente na leitura do jogo e excelente nas bolas paradas, tudo passa muito por ele. Conseguiram a proeza do primeiro golo do jogo, mas não tiveram argumentos para se aguentarem na frente do marcador muito tempo perante um Sporting que foi superior em toda a linha.

ANTÓNIO NOBRE (Árbitro) - 4 - Fez uma boa arbitragem, com poucos erros técnicos. Compreende-se que não tenha visto a bola no braço que deu origem ao penálti na área do Santa Clara e a demora foi para analisarem se era ou não lance também para vermelho, já que as imagens não deixaram dúvidas sobre a falta.

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NUNO ALMEIDA (VAR) - 4 - Viu bem o braço a impedir a bola de ir para a baliza aberta e chamou o árbitro. Como era lance para golo, foi obrigatório exibir o cartão vermelho ao infractor.

publicado às 03:04

As Notas de Julius 2021/22 (32)

Julius Coelho, em 23.01.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com S.C. Braga da 19ª. jornada da Liga BWIN, que resultou numa derrota do Sporting por 2-1. Golo de Pedro Gonçalves 24'.

Um chorrilho de erros individuais (os centrais estiveram irreconhecíveis) na segunda parte e com isso ofereceram uma vitória inesperada, caída do céu, ao adversário. Após um domínio absoluto durante os primeiros 45 minutos de jogo, a equipa descontrolou-se emocionalmente com o golo do empate do Braga, perdeu o controle dos timings do passe e das movimentações, muito pela precipitação em querer jogar depressa, faltou depois serenidade e maior concentração nas várias oportunidades flagrantes que tiveram e que dariam certamente a vitória. Um início do ano de todo imprevisto e que já somam duas derrotas com os consequentes 6 pontos perdidos na Liga. É hora de reunir toda a gente.

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DESTAQUE - BRUNO TABATA - 3.5 - Com a queda emocional a pique da equipa após o golo do Braga, a entrada do Bruno Tabata trouxe alguma esperança de chegarem de novo à vantagem. Entre tanto desacerto e precipitação foi o que melhor definiu, empurrando e carregando a equipa para a frente, ganhou sempre o espaço para cruzar ou para o passe a rasgar entre as linhas do Braga.

ANTONIO ADÁN - 3 - A noite desastrada dos centrais afectou a sua usual tranquilidade. Não esteve tão seguro nem assertivo no jogo de pés e no segundo golo do SC Braga pareceu demasiado descaído para a direita e por isso chegou tarde; também não acreditou que o avançado iria rematar dali.

RICARDO ESGAIO - 3 - Fez uma boa primeira parte, principalmente no plano táctico, mas contra uma equipa como o SC Braga não pode existir tanto espaço entre ele e o Gonçalo Inácio no corredor. Na segunda parte enervou-se e precipitou muito as suas decisões.

GONÇALO INÁCIO - 1 - Temos escrito que está fora de forma. Quando o Braga subiu as linhas logo a abrir a segunda parte, entrou numa espiral de erros que não se compreende, lento a recuperar bolas que já estavam na sua zona de domínio, desastrado a construir e no passe, muito desconcentrado na leitura dos lances. Está a passar uma péssima fase.

SEBASTIÁN COATES - 1 - Já indicámos várias vezes que o capitão entrou neste novo ano muito desalinhado das exibições que têm sido a sua grande marca. A maior parte do jogo de construção passa pelos seus pés, raramente acertou com os lançamentos largos e baixou excessivamente o ritmo. Depois, aquele erro inacreditável que levou ao lance do penálti e que acabou por afundar equipa. No momento que ela tanto necessitava de comando para voltar a assentar o seu jogo, não esteve lá.

ZOUHAIR FEDDAL - 2 - O menos culpado do desastre da defesa, mas também mostrou demasiada lentidão com a bola nos pés a construir, acabou por ser o primeiro sacrificado substituído por Bruno Tabata. 

MATHEUS REIS - 2 - O jogo menos conseguido das últimas semanas, esteve ligado ao momento do penálti, devia ter tido outra abordagem na leitura do lance. Depois deixou-se contagiar pela lentidão dos colegas da defesa na fase de construção. Logo a seguir ao golo do empate do Braga, ofereceu de bandeja uma bola para golo que o Paulinho esbanjou.

JOÃO PALHINHA - 3 - Fez uma boa primeira parte, cortando todas as investidas do adversário, mas surpreendeu bastante o nervosismo que apresentou e transmitiu à equipa logo após o golo do empate do Braga. Precipitado e fora do timing nos cortes e no passe, querendo fazer tudo muito depressa. Caiu a pique na segunda período, até ser substituído pelo Ugarte.

MATHEUS NUNES - 3.5 - Uma primeira parte em que encheu o campo, previa-se que seria mais uma daquelas noites para recordar, executou passes mágicos teleguiados com um deles a colocar a bola redondinha na frente do Pote para o primeiro golo do jogo. Depois, deixou-se também afundar na segunda parte, perdendo o tino da leitura do jogo. Meteu-se nas confusões com investidas com bola mas sempre muito atabalhoadas, caiu no engodo do jogo físico que o adversário queria. 

PABLO SARABIA - 2 - Seguramente o jogo menos conseguido do extremo espanhol desde que chegou a Alvalade. Esteve invariavelmente eclipsado no meio das linhas defensivas do adversário, errando frequentemente nas decisões que tomou. Pedia-se a sua substituição mais cedo. Desinspiradíssimo.

PEDRO GONÇALVES - 3.5 - Excelente primeira parte, sempre muito disponível nas linhas de passe e construiu espaços de desequilibro nas linhas da defesa do Braga. Pensou-se que iria disputar o destaque do jogo com o Matheus Nunes, marcou o primeiro golo do jogo, podia e devia ter resolvido os problemas da equipa no momento quando esta perdeu a confiança, teve duas oportunidades soberanas na cara do guarda-redes do Braga para dar a vitória ao Sporting, em ambas permitiu a defesa do Matheus.

PAULINHO - 2.5 - O perdulário, um cruzamento de régua e esquadro de Matheus Reis que cabeceou a tirar a tinta ao poste, o guarda-redes nem se mexeu. Um lance praticamente a seguir ao golo do empate do Braga e que traria de novo a confiança à equipa. Depois voltou a falhar o golo que seria o do empate num remate ao lado do poste. 

MANUEL UGARTE - 1.5 - Desta vez não entrou muito bem no jogo, não acertou um passe, também contaminado pela precipitação, não meteu a água na fervura que se lhe pedia. Foi opção falhada, nem defendeu bem e ajudou pior os colegas no ataque.

JOVANE CABRAL - 1.5 - De todos o menos culpado por a equipa não ter conseguido o golo que impediria a derrota. Saúda-se o seu regresso mas no jogo nada fez que acrescentasse, muito fora de órbita. Era o Daniel Bragança que o jogo pedia.

RÚBEN AMORIM - 3 - Viu chegar ao fim uma bonita e longa série de vitórias em casa, um jogo muito inglório porque tiveram oportunidades suficientes para assegurarem os três pontos. Têm que voltar a treinar com muito mais afinco a definição frente à baliza, nas zonas de remate. Não foi muito feliz com as substituições, salvo o Bruno Tabata. Quando o SC Braga empatou e viu a equipa perder confiança e precipitar-se, devia ter feito entrar o Daniel Bragança, ele sabe manter a frieza dos seus bons passes e está a passar por um bom momento de forma, foi o maior pecado que cometeu.

CARLOS CARVALHAL - 4 - Finalmente ganhou o seu dia de festa, têm carradas de razões para festejar, ganharam ao campeão, ganharam a uma grande equipa. O Sporting pôs-se a jeito e aproveitaram da melhor forma a noite desastrada da defesa leonina, depois a sorte e a ineficácia dos avançados do Sporting ajudaram para a festa. Um triunfo bem caídinho do céu.

HUGO MIGUEL (Árbitro) - 3 - Tecnicamente muito implicativo, a apitar a tudo o que mexia, prejudicou com isso bastante a dinâmica que o Sporting tentava colocar no jogo na procura do golo da vitória, beneficiando muito mais os bracarenses. No lance do penálti foi chamado pelo VAR. Disciplinarmente teve decisões mais justas e acertadas.

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JOÃO PINHEIRO - 3 - O lance do penálti deixa muitas dúvidas na intensidade, mas em outra zona do campo seria falta, por isso...

publicado às 03:19

As Notas de Julius 2021/22 (31)

Julius Coelho, em 17.01.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o F.C.Vizela da 18ª. jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória do Sporting por 2-0. Golos de Pedro Gonçalves 28' e Daniel Bragança 42'.

De volta ao trilho das vitórias incontestáveis.  A equipa demorou algum tempo no início em se adaptar a um adversário que quis surpreender com as suas linhas subidas, até que o João Palhinha e o Daniel Bragança colocaram ordem no jogo. Os 2 golos marcados ainda na primeira parte apareceram depois com naturalidade. Na segunda parte vimos a equipa mais tranquila e confiante a gerir o ritmo, mantendo sempre a intensidade em alta, principalmente na pressão ao adversário, não o deixando jogar.

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DESTAQUE - DANIEL BRAGANÇA - 4.5 - Foi o cérebro e o distribuidor que a equipa necessitava, sempre muito assertivo no passe e na decisão desequilibrou o meio campo adversário, beneficiado pela tranquilidade e protecção que o João Palhinha sempre lhe deu. Pegou no jogo e fez com qualidade a ligação com os colegas da linha da frente. Falta-lhe acreditar que também pode ter chegada.

ANTONIO ADÁN - 4 - Voltou às suas noites tranquilas, não foi chamado uma única vez a intervir com grau de dificuldade elevado.Transmitiu à equipa a segurança do costume.

RICARDO ESGAIO - 4 - Os cruzamentos foram quase sempre desastrados, mas ofereceu uma enorme mobilidade no seu corredor a defender e a atacar, ganhando a esmagadora maioria dos lances que disputou com o adversário. Teve o terceiro golo no pé esquerdo, mas rematou por cima da trave na recepção ao excelente cruzamento do Nuno Santos ao segundo poste.

GONÇALO INÁCIO - 3.5 - Voltou a demorar algum tempo a entrar no jogo com algumas iniciativas precipitadas. Acertou depois a marcação e a sua produção foi subindo com os minutos e terminou a partida em bom plano, mais rápido a responder e melhor critério na entrega da bola. 

SEBASTIÁN COATES - 3.5 - Trabalha para recuperar a sua forma. Um erro quando deixou a bola fugir à sua frente custou-lhe um amarelo muito cedo de Fábio Veríssimo e com isso sentiu-se condicionado a ficar mais posicional e não embarcar para outras aventuras. 

MATHEUS REIS - 4.5 - Destacadamente, foi o melhor elemento da defesa, encheu o campo a defender e a sair com a bola, provocando roturas nas linhas do meio campo do Vizela. Parecia estar em todo o lado do relvado. Tem subido em flecha a sua produção e é já um dos imprescindíveis na equipa, seja a central ou a lateral. Impressiona manter -se em alta rotação durante os 90 minutos de jogo. O melhor elogio é que está a ser já o melhor defesa do campeonato até ao momento, não obstante a fase inicial algo tremida.

JOÃO PALHINHA - 4.5 - A sua melhor forma física está quase de volta, apareceu mais rápido nos cortes e na antecipação, muito forte no contacto, manteve sempre um nível elevado na intensidade das suas acções. Foi muito importante na fase mais difícil que a equipa sentiu nos primeiros 20' de jogo. Protegeu sempre as saídas do Daniel para que a equipa mantivesse sempre as linhas bem ligadas. 

NUNO SANTOS - 3.5 - A garra com que sempre se entregou ao jogo contagiou os colegas a não baixarem a intensidade, fez o último passe para o golo do Daniel e executa depois um excelente cruzamento que o Ricardo Esgaio não finalizou à boca da baliza. O negativo: podia ter evitado todo aquele sururu que provocou vários amarelos e vermelhos ao banco do Sporting quando se levantaram para o defender.

PABLO SARABIA - 3.5 - Pecou algumas vezes na definição do último passe e em vários lances que podiam ter causado danos ao Vizela e nem sempre tomou as melhores decisões no último terço do terreno. Dito isto, participou nos dois golos da equipa, especialmente na assistência ao excelente golo do Pote.

PEDRO GONÇALVES - 4 - Também parece querer voltar ao seu melhor, mais activo que nos últimos jogos, marcou um excelente golo com o remate no timing que o guarda-redes não esperava. Bem posicionado podia ter marcado em mais duas ocasiões: uma o Pedro Silva fez excelente parada e na outra a bola saiu-lhe por cima da baliza. 

PAULINHO - 4 - Foi determinante a enorme luta que travou com a linha defensiva do Vizela. Foi a todas e nunca se encolheu, combinou sempre muito bem nas triangulações com os colegas da frente e com os avanços do Daniel Bragança. Teve uma oportunidade de ouro para marcar ou optar pela assistência e permitiu a defesa do guarda-redes do Vizela.

MANUEL UGARTE - 2.5 - O Palhinha viu um amarelo e Rúben Amorim não quis arriscar, fez entrar de imediato o Ugarte para o seu lugar, era hora de gerir o resultado e fê-lo bem. Muito posicional, jogou mais na expectativa do adversário, não lhe dando espaços no meio campo.

GONÇALO ESTEVES - 2 - Um quarto de hora em jogo para voltar a mostrar o seu usual atrevimento quando surge a possibilidade de se escapar e ir por ali fora a rasgar a defesa adversária. 

TABATA - 2 - O resultado estava feito e entrou com missão de contenção. A fechar o pano teve oportunidade para cruzar com perigo mas perdeu tempo e o timing.

MATHEUS NUNES - 2 - Não chegou a aquecer para o banho.

TIAGO TOMÁS - 2 - Entrou nos derradeiros 5 minutos de jogo.

RÚBEN AMORIM - 5 - Equipa muitíssimo focada e de volta ao trilho das vitórias sem contestação. Teve uma entrada algo morna no jogo até a casa das máquinas aquecer bem, a partir daí os motores mantiveram-se sempre ligados em alta rotação e fizeram a natural diferença perante um adversário de rotação mais limitada. Objectivo cumprido com competência.

ÁLVARO PACHECO - 3 - A sua estratégia ficou clara: entrar a todo o gás na tentativa de marcar primeiro. A pressão muito alta iria provocar consequências mais tarde como se veio a verificar. Com o decorrer do tempo foram caindo, enquanto viam o Sporting a tomar totalmente conta do jogo com naturalidade.

FÁBIO VERÍSSIMO - 4 - No erro do Coates não podia ter tomado outra decisão perante o amarelo que lhe mostrou, já no lance do Palhinha precipitou-se, pois no limite nem falta foi. De resto, dirigiu bem o jogo no capítulo técnico. Não é dos árbitros a quem o Sporting colocou a cabeça a prémio faz tempo.

ANTÓNIO NOBRE - 4 - Sem lances de dificuldade para ajuizar não se meteu a complicar. O lance do Paulinho dentro da área do Vizela é uma disputa legal e em simultâneo dos 2 jogadores.

publicado às 03:34

As Notas de Julius 2021/22 (30)

Julius Coelho, em 12.01.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Leça para os quartos de final da Taça de Portugal, que resultou numa vitória do Sporting por 4-0. Golos de Tabata (12' e 80'), Matheus Nunes (31') e Nuno Santos (90'+3).

E quem pagou as favas foi o Leça, jogo sem história em que a intensidade e a dinâmica marcaram a diferença do mais forte. A partida foi disputada a maior parte do tempo junto à área do Leça, que nunca apresentou argumentos para discutir a eliminatória. De registar o retorno à equipa do marroquino Feddal e de Rúben Vinagre depois de longa ausência, ambos em bom plano na goleada que carimbou a passagem do Sporting às meias- finais da Taça de Portugal.

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DESTAQUE - BRUNO TABATA - 4 - Sempre muito activo a querer mostrar que pode ser útil à equipa. Marcou dois golos, assistiu no golo de Matheus Nunes e ainda obrigou o guarda-redes do Leça à defesa da noite depois de um excelente remate em arco. Ajudou a defesa nas raras vezes que o Leça chegou à área do Sporting. O jovem brasileiro mereceu o destaque, pena que as suas exibições sejam sempre muito irregulares.

JOÃO VIRGÍNIA - 3 - Tem à sua frente todavia uma montanha para escalar, a bola no pé e os cruzamentos não são a sua praia, complicou e andou aos papeis. Hoje chumbou no teste contra um adversário que nem o testou verdadeiramente. Não transmite confiança à defesa.

ZOUHAIR FEDDAL - 3.5 - Saúda-se a sua recuperação da lesão, apesar das gritantes fragilidades do adversário não facilitou e brilhou com cortes de qualidade mostrando agilidade e concentração. Ganhou todos os duelos pelo ar e viu uma bola a ser salva em cima da linha de golo depois de a cabecear para a baliza do Gustavo Galil que já estava fora do lance.

LUÍS NETO (CAP) - 2.5 - Não está bem, clara falta de confiança, voltou a ser muito pobre com a bola no pé, vários cortes de carrinho falhados aos pés do adversário que lhe custaram um amarelo. Perante um opositor fraco e sem grande velocidade nunca conseguiu marcar a diferença e impor-se como devia.

GONÇALO INÁCIO - 3 - Regresso à equipa sem grande brilho, exibição modesta a ritmo moderado, alguns passes falhados junto à área que podiam ter comprometido. Foi melhorando a sua produção com o decorrer do jogo e na segunda parte mais confiante acertou melhor o posicionamento com o Feddal e executou com êxito alguns dos seus conhecidos lançamentos.

RICARDO ESGAIO - 3.5 - Não podia falhar de novo e não falhou. Fez uma partida positiva e foi dos que mais tentou romper as linhas sempre muito juntas do Leça com passes a rasgar e com constantes cruzamentos, acabou por executar uma primorosa assistência para o segundo golo de Tabata e terceiro da equipa. Pouco depois foi substituído e recebeu o carinho dos adeptos.

MANUEL UGARTE - 3.5 - O jovem uruguaio não sabe jogar mal, falta-lhe o clique para explodir para outro patamar, é muito forte fisicamente, tem técnica, lê bem o jogo, assertivo no passe e nas decisões, vai explodir. Foi brilhante no lance do segundo golo, depois de ganhar o duelo com garra no meio de 3 adversários lança o Tabata que desmarca o Matheus Nunes que depois fuzilou o Galil.

MATHEUS NUNES - 3.5 - Já não se consegue imaginar esta equipa do Sporting sem o brasileiro, é a arte pura em directo, inventa espaços e carrega a equipa, é um diamante que cresce semana após semana. Fez uma exibição irregular mas as vezes que pegou na bola fez a diferença. Marcou o segundo da equipa depois de fuzilar o guarda-redes do Leça.

RÚBEN VINAGRE - 3 - Também voltou após de lesão prolongada, mostrou vontade de fazer um bom jogo mas nem sempre as coisas lhe saíram bem, teve pela frente um adversário que metia toda a equipa junto da sua área diminuindo muito os espaços, a defender resolveu sempre os problemas. Fez uma assistência inesperada para o 4º golo, cruzou e a bola teve um desvio caindo depois redondinha na cabeça do Nuno Santos.

NUNO SANTOS - 3 - Exibição irregular mas mostrou raça e muito querer em dar uma imagem diferente da que deu nos Açores, foi mais assertivo nas decisões. Com um cruzamento de letra quase que oferece o golo ao Tabata e acaba a fechar a contagem do marcador com um golo de cabeça à boca da baliza aproveitando o cruzamento imprevisto após um ressalto.

TIAGO TOMÁS - 2.5 - O Muchacho continua longe das exibições da época passada, entrou a todo o gaz mas voltou a atrapalhar-se com a bola no pé, muito lutador e agressivo mas raramente levou a melhor nos duelos, não tem conseguido ser uma alternativa ao ponta de lança.

GONÇALO ESTEVES - 2 - Entrou já ao cair do pano com os jogadores do Leça já a pedirem pelo fim do jogo, mostrou mobilidade e a sua característica conhecida de ir para cima dos defesas adversários sem medo e com personalidade. É o terceiro na hierarquia, vai ter que esperar sempre pela sua vez.

PAULINHO - 2 - Poucos minutos no relvado não foi tempo suficiente para brilhar. Só mesmo para o banho.

RÚBEN AMORIM- 4 - Com ele a comandar a equipa é outra coisa, os próprios jogadores sentem a diferença e não ousam facilitar, com ele ali a olhar para eles andam sempre a 200. Voltam a intensidade e a dinâmica, os elementos base que fazem a grande diferença nesta equipa. Está sempre atento a tudo e reage naturalmente a corrigir imediatamente. Está nas meias finais da taça de Portugal e bem vivo em todas as restantes competições.

LUÍS PINTO - 2.5 - Equipa sem argumentos para esgrimir a eliminatória com uma equipa muito desfalcada do Sporting, foram quase sempre empurrados para a sua área e raramente de  lá saíram, tornou-se por vezes um jogo monótono sem grande interesse, como um treino de cruzamentos. Viveram o seu dia que tanto ansiaram, verdade que são uma equipa com jogadores que trabalham e estudam e isso viu-se no relvado.

MANUEL MOTA (Árbitro) - 3.5 - Jogo fácil de dirigir, sem grande história e sem lances de difícil decisão. Não foi protagonista e é o melhor elogio que se lhe pode dar.

HUGO MIGUEL (VAR) - 3.5 - Um único lance para analisar, o cruzamento do Ricardo Esgaio que deu o 3º golo do Sporting. As linhas decidiram.

publicado às 03:19

As Notas de Julius 2021/22 (29)

Julius Coelho, em 08.01.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Santa Clara da 17ª. jornada da Liga BWIN, que resultou na primeira derrota da época do Sporting por 3-2. Golos de João Palhinha (10') e Pablo Sarabia (50').

Inesperado fiasco da equipa no jogo nos Açores. A maioria dos jogadores apresentou-se após as férias natalícias com um rendimento muito apático contra um Santa Clara mais concentrado e organizado, que com um raro índice de aproveitamento dos nove remates que fez - cinco enquadrados - marcou três golos à melhor defesa da Liga. Uma primeira parte excessivamente lenta, sem a dinâmica que é a sua principal imagem de marca, deu claros indícios de uma noite que se revelaria desastrosa. Rúben Amorim terá que fazer uma reflexão para tentar perceber porque motivo a equipa sofreu 5 golos em dois jogos consecutivos e vê quatro jogadores expulsos em quatro partidas. 

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DESTAQUE - PABLO SARABIA - 3.5 - Voltou a ser o mais esclarecido da equipa, viu-se que se cuidou durante as férias. Igual a si próprio, foi o que mais incomodou a defesa do adversário rompendo por diversas vezes as suas linhas.Marcou um golo de belo efeito após assistência de Pote e teve nos pés o 3-2 obrigando o Marco Rocha a defesa de recurso.

ANTONIO ADÁN - 2 - Noite muito ingrata para o guarda redes-espanhol que não teve lances para brilhar e ainda sofreu três golos muito consentidos pela defesa. Faltaram os usuais gritos de guerra para cerrrar as fileiras e deixou-se envolver pela ineficácia geral dos colegas à sua frente.

RICARDO ESGAIO - 1 - Noite para esquecer, entre o corpo e a cabeça um deles não esteve nos Açores. Bloqueou no primeiro golo dos açorianos e ainda juntou junto uma mão cheia de más decisões e desacertos; pedia-se a sua substituição ao intervalo. 

LUÍS NETO1 - Voltou à equipa após os dois jogos de castigo e deu para perceber que não recuperou a sua forma. Mentalmente apagado, sem dinâmica, foi sempre menos um na equipa. 

SEBASTIÁN COATES - 1 - Fez o pior jogo destas duas épocas; irreconhecível, voltou a ser o Coates pesadão do passado. Lento a pensar e a executar, desiludiu quando a equipa mais o necessitava dele, dada a ausência do general Rúben Amorim. Nunca deu o murro que se exigia e participou no descalabro dos três golos sofridos. As férias fizeram-lhe muito mal!

MATHEUS REIS - 3 - O melhor na defesa, viu os colegas em apertos e tentou lá ir ao outro lado por várias vezes ajudar mas não deu para mais. Foi uma pequena ilha naquele enorme deserto à frente do guarda-redes. Na tentativa de ajudar os colegas da frente, nunca conseguiu acrescentar qualidade.

NUNO SANTOS - 2 - Pareceu adormecido durante a maior parte da partida e pouco ou nada acrescentou. Passou ao lado do jogo, cruzamentos sempre inconsequentes e várias decisões desajustadas e precipitadas.

JOÃO PALHINHA - 2.5 - Dos que melhor começou o jogo na dinâmica e intensidade. Marcou um grande golo, o primeiro do jogo, mas depois foi "desaparecendo". Está ligado ao segundo golo do Santa Clara; precipitou-se num carrinho que falhou e com isso ficou fora da jogada, abrindo a via verde ao 'açoriano'.

MATHEUS NUNES - 3 - Foi dos melhores elementos da equipa numa noite em que a maioria dos colegas não fez a parte que lhes pertencia. Tentou empurrar a equipa para a frente e ligar o jogo, mas faltou-lhe sempre mais e melhores apoios.

PEDRO GONÇALVES - 2.5 - Uma sombra do jogador que todos tanto admiram, nada lhe saiu bem, displicente nas vezes que teve oportunidade de rematar à baliza do Marco. Nunca acertou a força e direcção a dar à bola, tem responsabilidades no mau resultado da equipa. Verdade que fez duas excelentes assistências, para o remate vitorioso do Sarabia e para a perdida escandalosa do Paulinho, no que seria o terceiro golo.

PAULINHO -  1 - A noite de Sevilha e o fumo da chicha ainda não se dissiparam à frente dos seus olhos. Falhar aquele golo que daria o empate vai ficar para a história e que irá juntar ao já vasto números de grandes falhanços que já teve neste campeonato. A verdade é que desta vez a equipa perdeu os preciosos três pontos, que podem vir a ser decisivos no final.

TABATA - 1 - Substituição falhada, não sabemos até que ponto teria sido preferível tê-lo enviado para Espanha em vez do Gonzalo Plata. Não nos recordamos de um único lance em que tenha feito a diferença. A equipa necessita de muito mais do que ele normalmemte oferece.

DANIEL BRAGANÇA - 1 - Entrou demasiado tarde no jogo mas ainda a tempo de ser expulso e já é a quarta expulsão nos últimos jogos. É altura de reflexão para dar um travão nestas incidências que tanto prejudicam a equipa e os resultados que se querem positivos.

RÚBEN AMORIM - 2 - Não tem culpa de ser vítima da Covid-19 e por essa razão não ter estado a comandar os rapazes na viagem aos Açores, mas a equipa perdeu e pouco fez para ganhar. Não mostrou dinâmica nem agressividade, mentalmente os jogadores não foram bem preparados após as férias e depois aquele par de jarras que tem como assistentes também não ajudaram em nada. Uma primeira parte a jogarem devagar, devagarinho e parados e o Carlos Fernandes, impávido e sereno de braços cruzados a olhar para, sabe-se-lá para onde, bom, é adjunto, estará explicado.

TIAGO SOUSA - 4 - Teve a sorte de ter apanhado o pior Sporting das últimas duas épocas e aproveitou a oferta atrasada do Natal da melhor forma. Explorou ao máximo a falta de agressividade defensiva do Sporting e com um índice elevado de aproveitamentos facturou os três golos da vitória histórica do Santa Clara ao campeão Sporting.

RUI COSTA (Árbitro) - 3 - Tudo estava destinado a dar azar na noite e não seria com o árbitro Rui Costa que as coisas poderiam mudar, verdade seja dita. Não foi pelo árbitro que o Sporting perdeu o jogo e seria de todo injusto analisar os seus erros, que os teve, como desculpa. 

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LUÍS FERREIRA (VAR) - 3 - O único lance de grande dúvida é o da expulsão, verdade que o Daniel se colocou a jeito mas fica a ideia de uma decisão muito exagerada quando o cartão amarelo seria mais adequado.

publicado às 02:18

As Notas de Julius 2021/22 (28)

Julius Coelho, em 30.12.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Portimonense da 16.ª jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória do Sporting por 3-2. Golos de Paulinho (65', 76' e 83').

O Portimonense apresentou-se de forma surpreendente em Alvalade com uma estratégia de mega autocarro, um bloco baixíssimo com 4 centrais numa linha de 6 defesas e que manteve até final. Uma teia bem orquestrada que confundiu os jogadores do Sporting que se viram a perder ao intervalo, com um lance de contra ataque  e que resultou num golo marcado na própria baliza. A equipa arregaçou as mangas, reajustou-se e entrou decidida na etapa complementar a dar a volta ao marcador. Primeiro Matheus Reis e depois Paulinho foram decisivos no destruir  dessa teia e no carimbar dos três preciosos pontos.

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DESTAQUE - PAULINHO - 5.5 - Tínhamos já dito anteriormente que era jogador para hat- tricks; aí está o primeiro ao serviço do Sporting que abafou por completo as críticas que ainda podiam existir sobre a sua qualidade e utilidade no ataque da equipa. Muito activo e inteligente nas acções, teve o feeling perfeito para estar no sítio certo e marcar os 3 golos da vitória e ainda teve oportunidade para fazer o quarto golo num remate que saiu a arrasar o poste.

ANTONIO ADÁN - 4 - Brilhou logo no início com uma extraordinária parada a um remate de fora da área do nipónico Nakajima e que levava o selo de golo. Sofreu 2 golos em que nada pôde fazer: um  na própria baliza do Matheus Reis, após um cruzamento rasteiro e em força, o outro já nos descontos, após um canto um cabezazo e a bola a entrar junto ao poste mais distante.

RICARDO ESGAIO - 3 - Dos elementos de menor produtividade. Recorreu excessivamente à falta e foi precisamente no seu corredor que nasceu o primeiro golo do Portimonense. Logo a abrir a segunda parte, o seu momento mais alto, no coração da área rematou com perigo mas a bola sofreu um desvio.

GONÇALO INÁCIO - 3 - Teve cumplicidade no primeiro golo do adversário, não leu bem o lançamento nas suas costas e quando reagiu foi tarde, já o Fali Candé lhe tinha ganho uns metros. Procura ainda recuperar a sua melhor forma e a confiança, principalmente com a bola no pé.

SEBASTIÁN COATES (CAP) - 3.5 - Está a atravessar uma fase de menor exuberância. Surpreendeu as dificuldades que o japonês e o Fabrício lhe colocaram em alguns lances. Na segunda parte subiu mais vezes no terreno como se impunha e ajudou na construção e a empurrar as linhas do meio campo do adversário mais para junto da sua área.

MATHEUS REIS - 5.5-  Mais outro grande jogo do defesa brasileiro. A bem dizer, foi ele que desbloqueou e destruiu a teia montada pelo Portimonense com as várias arrancadas à número "10", a sua posição quando jogava no São Paulo. Na falta de inspiração do outro Matheus (Nunes), assumiu ele o papel de carregar a bola e a equipa para a frente, encheu o campo e surgiu activo em toda a parte. Está num invejável momento de forma, cheio de confiança e a mostrar finalmente que podem contar com ele para grandes feitos. Não fosse o Paulinho marcar os tês golos e seria ele o destaque.

NUNO SANTOS - 4.5 - Fez um bom jogo, muito lutador e sempre a dar bom seguimento às iniciativas do Matheus Reis. Foi um grande quebra cabeças para o lado direito da defesa do Portimonense, fez a assistência para o primeiro golo do Paulinho, esteve envolvido no segundo e ainda estoirou por cima da trave uma bola de ressaca na zona frontal da baliza do Samuel.

JOÃO PALHINHA - 3.5- Foi o mais prejudicado pela inédita estratégia do Portimonense. Viu-se sem presas à sua frente para caçar num meio campo quase deserto. Teve um bom cabeceamento já dentro da área que não levou a melhor direcção. Foi o natural sacrificado para chamar a jogo o Daniel Bragança. 

MATHEUS NUNES - 3 - Jogo muito desinspirado; um dos que também acusou aquela estratégia tão esquisita do adversário; esperaram-no mais atrás durante toda a partida, sem lhe darem o terreno que ele tanto gosta para embalar com a bola. Felizmente para ele e principalmente para a equipa que o Matheus Reis mostrou aptidões idênticas, o que  surpreendeu a todos.

PEDRO GONÇALVES - 4 - Apareceu a espaços, sempre que teve oportunidade tentou ferir o adversário com remates fora da área mas que um Samuel muito atento defendeu sempre. Participação directamente em dois golos do Paulinho, principalmente o último, quando não desistiu e recuperou uma bola que parecia perder-se pela linha de cabeceira, deu de bandeja para um golo fácil do colega.

PABLO SARABIA - 4.5 - Foi o melhor elemento da equipa durante a primeira parte e o que mais causou problemas à defesa bem organizada dos algarvios, muito activo protagonizou lances de enorme qualidade técnica. Ganhou a maioria dos duelos, o bloco ultra defensivo muito compacto do adversário e sempre com muita gente, acabou por o desgastar com o decorrer do tempo.

DANIEL BRAGANÇA - 3.5 - O jogo exigia a sua entrada, a equipa necessitava de toda a criatividade disponível no banco para quebrar toda aquela teia de pernas, cabeças e braços adversários. Notou-se logo que a equipa subiu de rendimento, ajudou a ligar melhor as linhas com os colegas mais adiantados, trouxe mais imprevisibilidade que encurralou a equipa algarvia que já reduzida a dez elementos passou a defender como podia. 

GENY CATAMO - 3 - Já se adivinhava que a qualquer momento poderia estrear-se. Rúben Amorim não teve dúvidas em lançá-lo, num momento muito delicado com a equipa ainda a perder. Não acusou a responsabilidade do jogo e mostrou que pode evoluir muito, é forte e confiante no drible, atacando de frente como a serpente. Temos jogador, ficará na sua memória todos os segundos que jogou pela primeira vez na equipa.

TIAGO TOMÁS - 2 - Entrou principalmente para que o Paulinho tivesse o seu momento de glória com o público de Alvalade a aplaudi-lo de pé. Ainda viu o Portimonense marcar o segundo golo e o António Nobre apitar para o final do jogo.

RÚBEN AMORIM - 6 -  O mago Amorim. Cada vez mais terá que estar preparado para estas surpresas que os adversários lhe preparam. Todos tentam ser o primeiro a derrubá-lo. Ontem foi a vez do Paulo Sérgio; apresentou-se-lhe com uma estratégia surpreendente, nunca antes vista, com 4 centrais. O Rúben pensou, pensou e pensou e na segunda parte apareceu com o antídoto que lhes desmontou todas as aquelas armadilhas e ainda não foi desta. Foram sim mais três pontos e a 11ª vitória seguida na Liga. 

PAULO SÉRGIO - 4 - Cada um apresenta as armas que tem ao seu dispor; só é pena que não tenha apresentado os mesmos 4 centrais numa linha defensiva de 6 homens quando defrontou o FC Porto, certamente teria evitado a goleada. Fica para a história que bateu o pé ao campeão na sua própria casa e marcou-lhe dois golos. Reduzidos a dez elementos, acusaram ainda mais a forte investida do Sporting durante toda a segunda parte.

ANTÓNIO NOBRE (Árbitro) - 4 - É quase impossível realizar-se uma arbitragem perfeita. Errou na apreciação de alguns lances, tanto técnica como disciplinarmente. No lance do amarelo ao Paulinho entendeu que não houve intensidade suficiente para vermelho, mas se opta pela expulsão teríamos que aceitar. O Paulinho pôs-se a jeito.

HÉLDER MALHEIRO (VAR) - 4 - Apreciou correctamente os lances que foi chamado a intervir, no primeiro golo do Portimonense ficou inicialmente a dúvida de ter havido fora de jogo, mas as imagens esclareceram que é Coates a colocar em jogo Fali Candé. Nos três lances passíveis de falta para grande penalidade na área do Portimonense, só a placagem com os braços ao Geny Catamo merecia outra decisão. 

publicado às 05:45

As Notas de Julius 2021/22 (27)

Julius Coelho, em 23.12.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Casa Pia da 5.ª eliminatória da Taça de Portugal, que resultou numa vitória do Sporting por 2-1. Golos de Sebastián Coates (33') e Pablo Sarabia (58').

Uma entrada de pantufas em ritmo de treino natalício, ofereceu o primeiro golo do jogo ao Casa Pia no único remate enquadrado que fez à baliza do Sporting. A equipa só na segunda parte decidiu impor outro ritmo na partida na busca da remontada, que com toda a justiça foi alcançada num estoiro do Sarabia com a bola a bater estrondosamente na barra e a atravessar a linha de golo. Terceiro jogo seguido com expulsão, obrigando a equipa a jogar em inferioridade numérica nos 20 minutos finais contra uma equipa da Liga secundária mas que se apresentou sempre bem organizada e raramente se deixou desmantelar.

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DESTAQUE - PABLO SARABIA - 4 - O elemento mais regular da equipa nos 90+7', levou sempre o jogo a sério, com iniciativas de lances positivos, acabou por ser ele a resolver o jogo marcando o golo da vitória e que resultou num golazo de VAR.

JOÃO VIRGÍNIA - 3 - O adversário só conseguiu acertar na sua baliza no lance que deu golo. Tem que treinar o jogo de pés onde mostrou muita hesitação comprometedora e que resolvia com o tradicional chutão.

RICARDO ESGAIO - 2.5 - Jogo muito discreto, entrou amolecido na partida e não teve reacção a fechar as suas costas no lance em que nasceu o golo do Casa Pia.

GONÇALO INÁCIO - 2.5 - Jogou lento e desconcentrado, mostrou desconforto em toda a partida, o que surpreendeu.

SEBASTIÁN COATES (CAP) - 3 - Também não fez um bom jogo, foi estranho vê-lo a andar aos papéis em alguns lances. Marcou o seu golo habitual, o do empate, após um canto bem medido por Tabata.

MATHEUS REIS - 3.5 - Voltou a ser o melhor elemento da defesa e o que mais vezes participou na construção de jogo ofensivo. Sempre muito activo nas dobras ao Nazinho e assertivo no passe.

NAZINHO - 2.5 - Procurou sempre o passe seguro, invariavelmente prematuro; tem medo de arriscar mas vai chegar o dia em que vai ter que o fazer, porque desta forma fica aquém. Deixa-se ainda controlar com facilidade pelos opositores.

JOÃO PALHINHA - 3 - Depois da paragem procura voltar ao seu ritmo, jogou a fogachos. Ainda não conseguiu voltar a ligar o turbo.

DANIEL BRAGANÇA - 4 - Exibição muito semelhante à de Pablo Sarabia; as melhores iniciativas na primeira parte foram dele, jogou e fez jogar e ainda foi tentar a sua sorte com dois bons remates à baliza do adversário. Foi empurrado na área adversária e que o VAR não quis ver. Merecia ter marcado. Aparece mais guerreiro nos lances divididos com uma fibra que ainda não lhe tínhamos reconhecido.

BRUNO TABATA - 2.5 - Exibição muito intermitente, melhor quando passou para o lado esquerdo após a entrada do Paulinho. Executou um bom pontapé de canto que resultou no golo do empate. Foi infeliz na expulsão, quis proteger a bola e acabou por cravar os pitões da bota na perna do adversário, um lance que lhe roubou a nota positiva.

PEDRO GONÇALVES - 2.5 - Quase que não se deu por ele na primeira parte, deve ter ouvido do treinador ou do capitão ao intervalo. Voltou no segundo tempo mais rápido e já deu uma amostra do que melhor sabe fazer. A entrada do Paulinho também o ajudou. Fez um remate a tirar tinta ao poste e num outro lance quase que metia a bola dentro da baliza num arco perfeito. Mostrou um ar de enfadado na hora da sua substituição, desiludido consigo próprio provavelmente.

PAULINHO - 3.5 - Entrou logo no início da segunda parte e tudo "aquilo" lá na frente transformou-se para muito melhor. O Casa Pia percebeu então que era a hora de recuar e passou a defender-se como podia. Teve lances com passes geniais, Poucos no futebol português sabem receber a bola e rodar como ele.

NUNO SANTOS - 2.5 - Ficou amuado por não ter sido titular?... Não se deu muito ao jogo, embora também seja verdade que este infrequentemente passou pelo seu flanco. Depois em superioridade numérica o adversário acreditou que podia ser atrevido e o Nuno optou por ficar mais posicional no fecho.

MATHEUS NUNES - 2.5 - Foi esticar as pernas, estava frio e a chover, deu jeito, pouco mais do que isso conseguiu fazer.

MANUEL UGARTE - 2.5 - Entrou com a equipa em inferioridade numérica e melhor prevenir que remediar, optou também pela sua posição mais fixa sem riscos. O adversário percebeu que só chutando pelo ar para a confusão poderia chegar mais perto da área do Sporting.

RÚBEN AMORIM - 4.5 - Continua a excelente série de jogos a ganhar, uma das melhores de sempre na história do Sporting. O arrojo ofensivo inicial que o Casa Pia demonstrou foi mais consentido do que por próprio mérito. A equipa entrou com pouca velocidade e sem intensidade, em ritmo de passeio e só ao intervalo podia intervir para mudar-lhes o chip avariado e foi o que fez com a entrada do Paulinho. Prepara-se para passar o Natal de cadeirinha; em primeiro lugar no campeonato, nos oitavos-de-final da Champions League, na Final Four da Taça da Liga e agora apurado para a próxima eliminatória da Taça de Portugal, é obra sim senhor.

FILIPE MARTINS - 3.5 - Deixou boa imagem, uma equipa bem organizada com alguns elementos a mostrarem alguma qualidade, é também uma equipa difícil de bater. Dentro do que o Sporting permitiu na primeira parte não se fizeram rogados e até pareciam que estavam a acreditar num milagre. Depois a lei do mais forte prevaleceu.

RUI COSTA (Árbitro) - 2.5 - Nunca gostou nem nunca gostará do Sporting é de família, fica-lhe difícil ser imparcial, sempre que pode dá a ferroadela. Mas este Sporting tem-se mostrado imune a todos eles. Lá vão tentando a sua sorte mas esta equipa é deveras difícil de derrubar. Sobre os lances já nem vale a pena descrever as asneiras, todos viram.

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FÁBIO MELO (VAR) - 1 - Ficámos deveras surpreendidos que afinal havia VAR, quando o árbitro parou o jogo para se analisar se no remate do Sarabia a bola tinha entrado ou não. "Que paso"???...  Na primeira parte dois penáltis cristalinos passaram em claro. Quiçá o Fábio Melo atrasou-se a chegar à Cidade do Futebol devido à chuva e não estava ainda lá, no seu posto, não encontramos outra explicação.

publicado às 03:19

As Notas de Julius 2021/22 (26)

Julius Coelho, em 19.12.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Gil Vicente da 15.ª jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória do Sporting por 3-0. Nuno Santos (53'), Gonçalo Inácio (64') e Daniel Bragança (90+3').

Só uma grande equipa, com enorme espírito de união, conseguiria ultrapassar e vencer tantas adversidades num jogo armadilhado para o Sporting perder pontos fosse de que forma fosse. Num campo bem inclinado, a equipa mostrou porque é a campeã nacional, enfrentando com muita garra um adversário protegido pelo árbitro Tiago Martins. Com uma segunda parte de grande nível, os leões carimbaram três pontos arrancados a ferros, marcando três golos e falhando outros tantos.

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DESTAQUE - MATHEUS REIS - 5 - Jogo irrepreensível! Finalmente soltou-se de fantasmas. Convicto das suas qualidades, atirou-se ao jogo de corpo e alma, até sendo já dos elementos que menos erra. Primeiro à esquerda e depois ao centro, foi intratável na antecipação e com bola, não facilitando um milímetro nas suas acções.

ANTONIO ADÁN - 4.5 - Voltou a ter um jogo com pouco trabalho, os colegas à sua frente resolveram sempre os problemas. As poucas vezes que foi chamado a intervir fê-lo como habitualmente, com mãos firmes como aço.

GONÇALO ESTEVES - 4 - Começa a querer ganhar o seu espaço, irreverente mas mostrou muita qualidade, principalmente na saída rápida com bola. Vai fazer-se um grande lateral em pouco tempo. Sabe variar e entrar para dentro o que desconcerta os seus opositores. Entrou receoso no início mas com o decorrer dos minutos foi soltando o que de melhor sabe fazer.

LUÍS NETO - 1 - Os colegas com a vitória salvaram-no de boa. Teve um apagão naquele momento tão inesperado como insólito que podia ter provocado sérios danos no resultado final. Ele mais do que ninguém estará a sofrer  pelo seu acto irreflectido. Deixou a equipa à beira de um ataque de nervos que o Rúben resolveu rapidamente com os acertos que foi obrigado a fazer

GONÇALO INÁCIO - 4 - Teve uns curtos dias de descanso mas foram o suficiente para o vermos mais solto e alegre. Realizou uma exibição de bom nível e ainda teve participação decisiva no segundo golo às três tabelas, após remate do Pote.

SEBASTIÁN COATES (CAP) - 4.5- Campo de boas recordações da época passada quando marcou os dois golos vitoriosos mesmo ao cair do pano. Foi fundamental a sua acção de  capitão, mantendo a equipa sempre unida e focada no objectivo. Imperial pelo ar quando o adversário procurou o jogo directo e os cruzamentos. Viu um amarelo injustamente por simulação do adversário.

MANUEL UGARTE - 4.5 - Está a ser a grande surpresa desta época, vai ter um tremendo futuro, é craque na posição tão exigente de pêndulo da equipa. O mais esclarecido, pautou e leu bem o jogo, muito seguro com a bola colada no pé, falta-lhe só a confiança de ir com ela mais vezes por ali fora. Foi pontapeado no lance do penálti que o Pote falhou ainda na primeira parte.

MATHEUS NUNES - 4 - Andou sempre intranquilo naquele turbilhão que foi a primeira parte, mas voltou na segunda muito mais calmo e focado a praticar o seu futebol que faz a diferença. Conseguiu explorar os espaços entre as linhas do Gil e o Sporting tomava conta do jogo.

PABLO SARABIA - 3 - Seria de todo injusto penalizá-lo com nota negativa, dado que foi o sacrificado no meio de toda aquela embrulhada que o Luís Neto provocou. A estratégia que mais favorece o jogo da equipa não podia alterar-se e por isso teve que sair para o Matheus Reis mudar para central e o Nuno Santos assumir o corredor esquero. Foi dele o primeiro remate com perigo à baliza do Gil. Saiu triste mas irá compreender. 

PEDRO GONÇALVES - 3.5 - A noite mais desastrada que lhe vimos fazer. A principal causa é a enorme pressão que coloca em si próprio e terá que libertar-se dela. Com toda esse stress não controla o timing de remate e decisão, foi assim no penálti e em três outras ocasiões em que tinha tudo para fazer golo. E quando se está com azar até o VAR dá golo a outro.

PAULINHO - 4.5 - Ninguém diria que esteve dez dias parado, correu muito durante toda a partida, alinhando os 90+minutos. Executou lances com muita visão e de bons requintes técnicos e assistiu com perfeição o Daniel para o terceiro golo.

NUNO SANTOS - 4.5 - Entrada precoce aos 30 minutos, por consequência da expulsão do Luís Neto. Mexeu muito com o jogo em toda a segunda parte; após recuperar uma bola ao adversário, foi por ali fora e atirou forte para o primeiro golo que desbloqueou o marcador.

JOÃO PALHINHA - 3.5 - O Sporting ganhava e Rúben Amorim não quis arriscar com o Manuel Ugarte amarelado. Temendo o diabo (Tiago Martins), retirou o uruguaio e meteu o Palhinha logo a seguir ao golo do Nuno Santos. O Palhas foi o "tractor" que conhecemos, ágil nos desarmes e a fazer parede ao adversário. Foi a partir desse ponto que se viu um Sporting ainda mais dominante na partida.

DANIEL BRAGANÇA - 4 - Que entrada muchacho, andaste a ler as críticas!!! Partiu o meio campo gilista nos vinte minutos em que esteve no relvado, fez "" duas assistências que o Pote desperdiçou de forma bem escandalosa e ainda marcou o terceiro golo, selando o resultado final.

RÚBEN AMORIM - 6 - Uns são treinadores de verdade, outros são treinadores de bancada ou do sofá. É nestes jogos, perante as adversividades que todos presenciámos, com um campo com tendências claras a inclinar-se, que se vê quem é de facto um bom treinador. Rúben Amorim passou mais um exame muito difícil de forma exemplar. Manteve a equipa totalmente focada, unida e ajudou-a a superar todas as armadilhas que estavam montadas para a derrubar. Sacrificou um dos jogadores mais influentes da equipa (Sarabia) para não ter que desmontar as bases da principal estratégia de jogo e que é a sua identidade. Os jogadores sentiram-se confortáveis e retribuíram com luta, garra, suor e sofrimento e no final ganharam os três pontos.

RICARDO SOARES - 3.5 - Tem uma equipa bem montada e trabalhada e que sabe gerir os tempos do jogo, mas também muito ensaiada para a vigarice, vários jogadores simularam faltas inexistentes. No final não lhe ficou nada bem toda aquela azia a reclamar um penálti inexistente.

TIAGO MARTINS (Árbitro) - 1 - Inacreditável, o que este "senhor" fez (que dizem ser dos melhores árbitros portugueses). Foi às claras, nem sequer disfarçou a intenção de inclinar o campo para fazer o Sporting cair com estrondo em Barcelos. Um rol de asneiras, tanto no capítulo disciplinar como técnico, bastava um jogador do Gil cair e gritar e saltava amarelo para o jogador do Sporting mais próximo, mesmo sem ter visto o lance. Viu o penálti claro mas teve que esperar pelo VAR, viu a entrada de sola  para vermelho directo, mas teve que esperar pelo VAR, viu o jogador do Gil caído e dá vermelho de imediato ao Ugarte quando estava de costas para o lance. Mas ninguém saca este senhor da arbitragem de uma vez? Vinha com a missa bem decorada mas saiu-lhe o tiro pela culatra. 

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JOÃO PINHEIRO (VAR) - 6 - Se não fosse o João Pinheiro que tantas vezes já criticámos e teríamos mais um escândalo no futebol português. Repôs várias vezes a verdade do jogo em lances que o seu colega de campo queria esconder e alterar. Mais um exemplo que se não existisse o VAR, o Sporting dificilmente sairia de Barcelos sem um derrota.

publicado às 04:34

As Notas de Julius 2021/22 (25)

Julius Coelho, em 15.12.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Penafiel da 3.ª e última jornada do Grupo B da 3.ª fase da Allianz Cup (Taça da Liga) que resultou numa vitória leonina por 1-0. Golo de Tiago Tomás (16')

Sporting apurado para a Final Four com uma vitória justa e sem história. Depois de uma entrada forte a equipa desligou após o golo madrugador do Tomás. Com uma arbitragem exageradamente severa para os leões que ficaram reduzidos a dez elementos (expulsão de Bruno Tabata aos 73'), a equipa controlou sempre um adversário muito quezilento longe da sua baliza até ao final da partida.

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DESTAQUE - SEBASTIÁN COATES (CAP) - 4 - Manteve sempre o nível elevado habitual, nunca facilitou e passou uma boa parte do jogo a puxar as orelhas aos colegas da frente por baixarem a intensidade e a pressão. Foi obrigado a puxar pelos galões ao mau árbitro e por isso levou amarelo.

JOÃO VIRGÍNIA - 4 - Foi principalmente expectador durante todo o jogo, as poucas vezes que foi chamado a intervir fê-lo sempre bem e com segurança. Tem uma oportunidade de ouro na sua carreira em que certamente não vai querer desperdiçar.

GONÇALO ESTEVES - 3.5 - Boa primeira parte, principalmente quando a carregar a bola, surpreendeu com lances imprevisíveis que abriram crateras na defesa adversária, mas tem que crescer mais a defender as suas costas. Estoirou muito cedo, o treinador manteve-o até ao final porque precisa de ganhar pulmão rapidamente.

LUÍS NETO - 3 - Sereno e quase sempre eficaz na defesa. Na segunda parte hesitou a cobrir as costas do Gonçalo Esteves e o adversário escapou. Levou um amarelo cortando a bola sem tocar no adversário. 

MATHEUS REIS - 3.5 - Não facilita nada, sabe de onde veio e tem subido a corda a pulso. Sempre muito concentrado a defender e quando teve oportunidade subiu no terreno para ajudar os colegas da frente.

NUNO SANTOS - 2.5 - Até ao golo esticou ao máximo a intensidade e a pressão, depois foi um dos que deixou o jogo correr marcando o adversário com os olhos. Mal no passe e nas iniciativas de rematar à baliza do Penafiel. Vai ficar com as orelhas a arder.

MANUEL UGARTE - 4 - Muito profissional, sempre focado no essencial das suas funções no campo , leva a sério cada lance que disputa, quiçá o elemento que melhor cumpre com rigor a estratégia do seu treinador. Saiu aos 60' e com isso perdeu o destaque.

DANIEL BRAGANÇA - 2.5 - O Daniel deveria rever a história do Francisco Geraldes, far-lhe-ia muito bem. Não aproveita estas oportunidades e o tempo vai passando e muitíssimo mais rápido do que ele julga. Jogo muito intermitente, tinha a responsabilidade de pautar o ritmo, era ele o baterista do grupo e assobiou para o lado.

BRUNO TABATA - 1 - Revendo as imagens fica a ideia que é penálti, o defesa toca-lhe no pé de apoio; no segundo amarelo vai à bola em carrinho dentro das regras. Exageradíssima a sua expulsão. Mas já com um amarelo pôs-se a jeito naquela entrada sem necessidade nenhuma, por isso a nota bem negativa.

PABLO SARABIA - 3 - Participou bem no pressing até ao golo, depois foi desaparecendo do jogo. O treinador já tinha o plano de lhe dar apenas 45 minutos de jogo e já não voltou na segunda parte.

TIAGO TOMÁS - 3.5 - Dos mais activos e irrequietos da equipa, procurou várias vezes atirar à baliza mesmo quando tinha colegas melhor posicionados. Fez o único golo da partida aproveitando um ressalto de uma bola rematada pelo Bruno Tabata que bateu na cara do guarda-redes do Penafiel. Voltou a mostrar dificuldades técnicas.

PEDRO GONÇALVES - 2 - Apareceu na segunda parte a substituir o Sarabia, jogou em modus peladinha em ritmo moderado. Encontrou por uma vez espaço na área do Penafiel, fez pontaria, mas o Nuno Macedo defendeu.

MATHEUS NUNES - 2.5 - Entrou para os 20 minutos finais da partida. Brilhou num lance genial em que eludiu a pressão adversária junto à sua área passando por vários oponentes e arrastando-os atrás de si. É a sua imagem de marca.

GONÇALO INÁCIO - 2 - Entrou aos 90'.

RÚBEN AMORIM - 4 - Mais um objectivo cumprido e volta com mérito a apurar a sua equipa para a Final Four da Taça da Liga (Allianz Cup). Jogo em que fez alguma gestão do plantel num período complicado com muitas ausências de peso forçadas.Na primeira parte fieis à sua identidade, com muita intensidade e pressão no meio campo, na segunda parte foi traído pelos jogadores quando baixaram o ritmo e deixaram correr o jogo contra a sua vontade.

PEDRO RIBEIRO - 3 - Não está mal para uma equipa da Segunda Liga, mas abusaram da agressividade a dar pau, beneficiando da benevolência do juiz da partida que não castigou disciplinarmente faltas bem durinhas dos seus jogadores. Nunca incomodaram a sério a defesa do Sporting em toda a partida.

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CLÁUDIO PEREIRA (Árbitro) - 1 - Tecnicamente até teria nota positiva mas afundou-se disciplinarmente; não tendo a ajuda do VAR reinou como quis. Falhou nos 5 amarelos aos jogadores do Sporting. Terá sido só uma noite má ou foi mais alguma coisa?

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(VAR) - Esta fase da competição não tem VAR.

publicado às 03:04

As Notas de Julius 2021/22 (24)

Julius Coelho, em 12.12.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Boavista da 14.ª jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória do Sporting por 2-0. Golos de Sarabia (53') e Nuno Santos (59').

Jogo rasgadinho mas sempre num único sentido: o da baliza do Boavista . Aconteceu algo curioso, 2 golos e 4 explosões de alegria dos adeptos leoninos; fica cada vez mais difícil marcar golos ao VAR que ao adversário. A equipa de Amorim seguiu na sua caminhada no regresso do capitão Coates, sem dar o mínimo de facilitismo e já leva mais 2 pontos (38) que na época passada com o mesmo número de jogos da Liga. Vitória clara e convincente.

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DESTAQUE - PABLO SARABIA - 5 - Está a subir de forma jogo para jogo, marcou em duas jornadas seguidas e voltou a assistir desta vez para o golo do Nuno Santos e também para o falhanço incrível do Pote. Está com mais velocidade e explosão, melhorou muito no passe. Já constam rumores que o Sporting vai tentar renovar o empréstimo perante o PSG.

ANTONIO ADÁN - 4.5 - Evitou que o Boavista abrisse o marcador logo aos 8' fazendo parede ao isolado Kenje Gorré. Como disse Rúben Amorim... "É apenas Adán a ser Adán". Após este momento, passou a ser um mero espectador.

PEDRO PORRO - 4 - Exibição ao nível que nos tem habituado, num bom remate a passe de Matheus Nunes meteu a bola na baliza do iraniano em cima do final da primeira parte, mas o VAR anulou por fora de jogo. Já antes tinha oferecido o golo de bandeja ao Nuno Santos que isolado permitiu a defesa do guarda-redes do Boavista. Não voltou na segunda parte por problemas físicos.

GONÇALO INÁCIO - 3 - O treinador confirmou que está cansado e necessita de descansar, mas perante as limitações do plantel tem que seguir a jogar. Teve reacção atrasada quando o Gorré ganhou as suas costas e se isolou perante Adán. Teve um bom remate de cabeça na área do Boavista mas não se elevou o suficiente e a bola saiu por cima.

SEBASTIÁN COATES - 4 - Voltou o comandante e tudo ficou sereno lá atrás na defesa, mantendo a bola longe da sua baliza. Quase que marca num bom golpe de cabeça mas o Alireza estava atento e defendeu. Bem tentou por várias vezes os passes longos para a dupla Sarabia/Pote mas a paragem forçada desequilibrou-lhe a mira. 

MATHEUS REIS - 4.5 - Voltou a fazer uma boa exibição, sempre concentrado e disponível para tudo, aos poucos está a agarrar o lugar no onze. Também teve a sua oportunidade de marcar quando na segunda parte rematou com intenção, a bola quase que tirou tinta ao poste.

NAZINHO - 3 - Anda a dar os primeiros passos ainda a medo, tem velocidade e muita energia mas falta-lhe o resto que só vem com os jogos, defendeu melhor que na função da saída em que mostra dificuldades naturais na leitura do jogo. Não comprometeu. Foi substituído por problemas físicos (cãibras nas pernas).

MANUEL UGARTE - 4 - Exibição muito positiva e personalizada de quem se esforça para dar o máximo em cada lance que disputa. Aos poucos vão-lhe crescendo os tentáculos que amarram os adversários no meio campo, já apareceu mais vezes lá na frente a ligar o jogo e teve um excelente remate fora da área que quase deu golo.

MATHEUS NUNES - 4.5 - Teve marcação especial e apertada mas que não o impediu de escapar algumas vezes e provocar o pânico na defesa do Boavista. numa dessas fugas brilhou com um lance para o Pedro Porro, o Pote atrasou o passe por centímetros e o golo foi anulado. 

PEDRO GONÇALVES - 4 - Muito activo e sempre participativo nos lances de ataque, trocou algumas vezes com o Sarabia o centro com a direita. Podia ter marcado por duas vezes, mas ninguém vai esquecer ter enviado a bola ao lado com a baliza toda escancarada, o treinador é que não gostou nada e substitui-o pouco tempo depois.

NUNO SANTOS - 4 - Ontem fez um bom jogo, mais consistente e assertivo nos lances em que foi chamado a intervir. Marcou um golo de bandeja a passe do Sarabia mas podia ter marcado outro ainda na primeira parte quando o Pedro Porro lhe ofereceu uma bola em que só tinha o guarda-redes do Boavista pela frente.

RICARDO ESGAIO - 3 - Entrou no jogo na segunda parte após a saída forçada do Pedro Porro, cumpriu sem comprometer mas sem a mesma influência do espanhol. 

DANIEL BRAGANÇA - 3 - Entrou já com o resultado praticamente construído e fechado, o ritmo e a intensidade da equipa já dava sinais de querer baixar,  mais fresco segurou a barra no meio campo saindo sempre bem da pressão. 

TIAGO TOMÁS -2.5 - Mostrou vontade de querer voltar a mexer com o jogo, mas não teve os apoios que gostaria e correu quase sempre sozinho. Foi útil a estorvar a saída da bola do adversário.

LUÍS NETO - 3 - Com a a saída forçada do Nazinho o treinador teve que aplicar o plano B da defesa, entrada do Neto e o Reis na esquerda. Cumpriu bem numa fase do jogo em que o adversário já  conformado com a derrota dava sinais de querer atirar a toalha ao piso. 

BRUNO TABATA - 2 -  Os poucos minutos que esteve em campo deu para perceber que queria que a equipa chegasse ao terceiro golo. Fez três remates bem intencionais, um deles com excelente execução técnica obrigando a defesa apertada de Bracali.

RÚBEN AMORIM - 5.5 - Já somou mais pontos que na época passada com as mesmas 14 jornadas e já foi à Luz e a Braga. Não deixou de todo os seus jogadores relaxarem contra o Boavista, bem conscientes da importância de nova vitória depois do jogo fantástico que fizeram na Luz. Tem um tremendo discurso para o grupo que no jogo transmitem muita confiança aos adeptos que se sentem muito orgulhosos e felizes no apoio.

ARMANDO TEIXEIRA (Petit) - 3.5 - Bem tentou surpreender e quase que o conseguia nos primeiros minutos de jogo mas o Sporting tem um guarda redes chamado Adán. Depois experimentou todos os argumentos que tinha mas que foram sempre inconsequentes. Na segunda parte fizeram apenas um único remate enquadrado à baliza leonina.

NUNO ALMEIDA (Árbitro) - 3.5 - Tentou levar o jogo sem ter que mostrar os amarelos mesmo em lances que o mereciam. refugiou-se demasiadas vezes no meio campo ficando longe da bola apitando faltas à distância. Pura intuição?

VÍTOR FERREIRA (VAR) - 2 - O VAR veio para resolver lances como o agarrão ao Matheus Reis na área do Boavista, um penálti não marcado do tamanho de um elefante para quem conseguia ver formigas em alguns lances.

publicado às 03:35

As Notas de Julius 2021/22 (23)

Julius Coelho, em 08.12.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Ajax no Johan Cruijff Arena, em Amesterdão, da 6.ª e última jornada da fase de grupos da UEFA Champions League, que resultou numa derrota por 4-2. Golos de Nuno Santos (22') e Tabata (78').

Em mês festivo, o Sporting brindou o Ajax com 3 presentes que atraiçoaram uma boa primeira parte dos seus jogadores que não se deixaram intimidar pela melhor formação do Ajax. A equipa mais jovem de sempre na Liga dos Campeões acabou por ser vítima da sua inexperiência cometendo erros bem infantis e que resultaram em três golos fáceis da formação holandesa. Ainda pairou o muito cruel fantasma da goleada em Alvalade, mas um fantástico golo de Bruno Tabata deu maior justiça ao resultado final com a diferença de dois golos.

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DESTAQUE - BRUNO TABATA - 4 - Destacou-se pela excelente assistência para o golo do Nuno Santos e depois quando fuzilou a baliza de Remko, que só teve tempo de mexer os olhos. Numa missão muito ingrata à Paulinho, na pressão aos defesas holandeses, teve alguns lances de bom registo que reclamam mais minutos ao treinador.

JOÃO VIRGÍNIA - 3.5 - Se era um teste saiu-se bem, não tendo culpa nos golos sofridos, com os 'holandeses' a aparecerem-lhe na cara. Rubricou algumas defesas de elevado nível de dificuldade e mostrou personalidade nas decisões.

GONÇALO ESTEVES - 2.5 - Realizou um grande sonho, com 17 anos estreou-se na Liga dos Campeões. Entrou muito mal no jogo, encolhido e tímido no um para um, sem nunca conseguir ultrapassar o seu opositor que lhe caía logo em cima. Com o decorrer do jogo foi ganhando confiança e melhorando a sua produção. Tem um bom nível técnico e é corajoso nas iniciativas, falta-lhe só a experiência dos jogos deste calibre. 

LUÍS NETO - 3 - Foi igual a si próprio, tentou várias vezes assumir o comando da defesa e da equipa mas as suas limitações técnicas condicionaram a sua intenção . Muito combativo apareceu sempre  a dobrar tudo e todos.

GONÇALO INÁCIO - 2 - Desastrado, sabe fazer muito melhor, deixou-se encurralar várias vezes pelos adversários, faltou-lhe maior concentração e mais agilidade a pensar. Infantil o seu passe à queima para um colega, que resultou num brinde para o segundo golo do Ajax, num momento decisivo do jogo. Com o empate no marcador e a chegar ao intervalo, sem este erro a segunda parte poderia ter tido outra história.

MATHEUS REIS - 3.5 - Foi o melhor elemento da defesa, sempre lúcido nas suas acções, inesperadamente acabou por assumir o comando e a organizar as acções defensivas contra um adversário que metia sempre muita gente junto à área do Sporting. Cresceu muito nos últimos jogos, está um outro jogador muito diferente do que vimos no início da época.

RICARDO ESGAIO - 3 -Tinha uma missão bastante complicada, travar o melhor jogador do Ajax, o extremo brasileiro Antony, que destruiu o Rúben Vinagre no jogo em Alvalade. Mostrou-lhe os dentes de leão logo a abrir a partida e acabou por levar-lhe quase sempre a melhor. Esperava-se mais do Esgaio nas acções de construção do ataque.

MANUEL UGARTE - 3.5 - Apesar do resultado, voltou a rubricar uma boa exibição e não foi por ele que a equipa perdeu. Pouco apoiado, desempenhou sempre bem a sua missão, incansável a cortar as linhas de passe do meio campo holandês em que recuperou algumas bolas. Depois do enorme desgaste do embate na Luz, deixou excelentes indicações de um futuro craque naquela posição.

DANIEL BRAGANÇA - 3 - Desapontou numa primeira parte inesperadamente horrível, raramente conseguiu ligar o jogo com os colegas, mal na pressão, acusou bastante a falta infantil que cometeu logo aos sete minutos que causou o penálti e o primeiro golo do Ajax. Decerto que o Sporting não precisava desta adversidade em casa de um temível adversário. Demorou muito a recompor-se, mas na segunda parte apareceu finalmente decidido a dar outra imagem à sua exibição onde rubricou lances de excelente recorte técnico a sair da pressão e que lhe salvaram à pele a nota positiva. 

NUNO SANTOS - 2.5 - Era também a sua hora, contudo, lamentavelmente, deixou passar o comboio. Marcou um golo pleno de oportunidade a um excelente cruzamento de Tabata e pouco mais se viu. Tecnicamente esteve desastroso e optou quase sempre pelo critério errado.

TIAGO TOMÁS - 2 - Precisa muito de evoluir rapidamente, é confrangedor vermos as suas limitações técnicas, muito trapalhão e previsível foi presa fácil na teia da defesa do Ajax. Precipita-se excessivamente em lances que exigem melhor leitura.

PAULINHO - 2 - Tirando algumas tabelinhas bem executadas, um remate em boa posição quase frontal à baliza do Ajax, em que a bola saiu ao lado do poste, e a entrega da bola para o tiro de Tabata, pouco mais se registou nos trinta minutos que jogou a substituir o pouco produtivo Nuno Santos.

PEDRO GONÇALVES - 2 - Entrou para substituir o inútil Tiago Tomás mas também pouco ou nada fez para melhorar a dinâmica da equipa. Viu-se dar alguns "cumprimentos" aos holandeses que lhe apareceram pela frente.

FLÁVIO NAZINHO - 2 - Alinhou nos vinte minutos finais, na lateral esquerda, trocando com Ricardo Esgaio. O Ajax obrigou-o a aplicar-se a defender e a não largar a sua posição. Com 18 anos, falta-lhe naturalmente muita experiência, o que foi visível em vários lances. Muito preocupado em não falhar, tentou simplificar no passe. Teve um bom lance na área do Ajax, solto, rematou para a bancada.

PABLO SARABIA - 1 - Entrou para o quarto de hora final a substituir o desgastadíssimo Ugarte, mas não mais se viu.

DÁRIO ESSUGO - 2 - Escreveu a segunda página notável na sua história ao ser o mais jovem (16 anos) a actuar na Liga dos campeões pelo Sporting (Gonçalo Esteves é o mais jovem como titular). Ainda fez um corte precioso para canto num lance de golo iminente dos holandeses.

RÚBEN AMORIM - 4 - Corajoso a enfrentar a melhor formação do poderoso Ajax na sua própria casa, com uma equipa com muitos jovens inexperientes. Arriscou uma derrota já esperada mas fez ganhar muitas coisas aos jovens jogadores que meteu em campo. Voltou a ganhar o respeito, a admiração e maior confiança de todos do plantel. Sabem que podem contar com ele se derem sempre o máximo. Os adeptos podem não ter gostado das suas opções para o jogo, mas o Rúben tem um plano definido de que não abdica em nome do Clube que estará sempre em primeiro lugar.

ERIC HAG - 5 - Com o primeiro lugar do grupo garantido não facilitou e apresentou a sua melhor equipa, principalmente porque procurava o recorde da primeira equipa holandesa a vencer os quatro jogos na fase de grupos da Liga dos Campeões. Fizeram um jogo sério e competente o que valoriza mais ainda as actuações dos jovens jogadores do Sporting. São de facto uma equipa muito bem trabalhada, principalmente nos processos ofensivos muito similares aos que são utilizados pelo Bayern Munique.

DAVIDE MASSA (Árbitro) - 3.5 - Complicou algumas vezes sem qualquer necessidade na apreciação das faltas. Deu espaço a alguma dureza dos jogadores holandeses que matavam as iniciativas do Sporting de qualquer forma. Tanto assim, que o Ajax cometeu 19 faltas contra as 9 do Sporting, no entanto viu os mesmos dois amarelos.

PAOLO VELERI (VAR) - 5 - Viu o lance do Daniel Bragança para penálti dentro da área do Sporting alertando e bem o árbitro.

publicado às 04:03

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