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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o BENFICA da jornada 13 da Liga Portugal Betclic, que resultou num empate 1-1. Golo de Pedro Gonçalves 12'.
UM LEÃO DE DUAS CARAS
O Sporting entrou muito bem no jogo, surpreendendo na facilidade com que encostou ás cordas os jogadores encarnados durante os primeiros 25'. Com um domínio avassalador e uma tremenda pressão que não deixava a equipa de Mourinho sequer respirar, provocando-lhes grandes dificuldades, a cometer vários erros e a sentirem-se no limite da desorientação total colectiva. Marcou e até podia ter feito o 2-0, mas acabou a sofrer o empate contra a corrente e acusou fortemente esse momento, perdendo a capacidade de ter bola e pior ainda, a reacção à perda. Inexplicavelmente caíram a pique, do oitenta para o oito e nunca mais conseguiram serem mais rápidos sobre a bola, seja no passe ou nos duelos, factor decisivo que inverteu a balança e a história do jogo, principalmente em quase toda a 2ª parte, com o Benfica a ameaçar mais vezes a baliza de Rui Silva. Com a expulsão de Prestianni, os leões ainda tentaram um derradeiro assalto à vitória nos instantes finais, mas faltou-lhes audácia, competência e mais algum tempo. Pote fez o golo.

DESTAQUE - MORTEN HJULMAND - 3.5 - Ninguém da equipa fez um bom jogo, sentiram fortemente o golo do empate contra a corrente e a partir daí encolheram as garras. O capitão destacou-se na excelente visão que teve no lance em que roubou a bola ao Barrenechea e deu de pronto para o Pote fazer o 1-0. Não lhe é normal ver falhar tantos passes em 90' e só raramente viu-se-lhe aquela luz do farol que costuma ser.
RUI SILVA - 3.5 - Seguro com as mãos e nas saídas com os passes laterais. Menos bem no passe frontal, raramente deu a bola em condições aos colegas.
ÍVAN FRESNEDA - 3 - Foi o polícia do 10 do Benfica (Sudakov) e cumpriu bem essa tarefa, mas foi uma nulidade no ataque.
OUSMANE DIOMANDE - 2.5 - Que passou com o jovem gigante da Costa do Marfim? Acusar ainda nervosismo neste tipo de jogos? Sofreu muito na pressão, raramente acertou um passe, sendo o elo mais fraco na saída de bola e que os avançados encarnados mais exploraram o erro. Menos mal no processo defensivo, mas não foi suficiente para dar cor a uma exibição de todo muito cinzenta.
GONÇALO INÁCIO - 3.5 - Esteve uns furos bem acima do colega do centro, mais assertivo no passe, maior confiança na posse, com a bola no pé, sempre com a concentração em alta. Sentiu também dificuldades na 2ª parte, quando a equipa deixou de esticar jogo e o adversário subiu mais vezes no terreno e entrou nos duelos de risco perto da sua baliza.
MAXIMILIANO ARAÚJO - 3 - Um deslize que manchou a sua exibição e que foi decisivo para a equipa e o resultado, deixou fugir com espaço o Dedic que cruzou sem oposição para o golo do empate. Ofensivamente até foi o elemento que mais teve capacidade para desequilibrar, como os lances individuais em que passou por vários adversários e ficou perto de fazer o 1-0 (defesa por instinto de Trubin com o pé) e pouco depois o que seria o 2-0, com a bola a passar muito perto do poste.
HIDEMASA MORITA - 1 - Aposta falhada do treinador, mal fisicamente foi comido de cebolada em quase todos os lances de disputa individual, perdeu demasiado para o Richard Rios. Lento no passe e na recepção, foi presa sempre fácil no meio campo.
GENY CATAMO - 2.5 - Teve várias insistências no melhor período da equipa, mas nunca conseguiu desequilibrar. Teve "participação" no empate encarnado, com vantagem na posição teve um momento que podia e devia ter cortado a bola, mas atrapalhou-se e...a bola sobrou para o Sudakov que fez um golo fácil.
FRANCISCO TRINCÃO - 2.5 - Bom início, participando muito activamente e com garras afiadas na pressão que a equipa fez nos 25' iniciais, depois levou uma "porrada" do Leandro Barreiro e acabou aí, eclipsando-se do jogo.
PEDRO GONÇALVES - 3.5 - Teve a sua oportunidade e não falhou, recebeu a bola na zona de penálti e só com o Trubin pela frente fez o 1-0. Também foi dos elementos que melhor se destacaram no período inicial, mas como toda a equipa, desapareceu do jogo após o golo do empate do adversário.
LUÍS SUÁREZ - 3 - O predador colombiano ficou a zero, mas voltou a ter boas oportunidades para marcar (2 vezes) que desperdiçou. Foi a carraça do costume no melhor período da equipa.
JOÃO SIMÕES - 3 - Entrou 61' - Mostrou que teria sido melhor opção que Morita, foi melhor, mais conclusivo nas disputas, a fechar os espaços e a dobrar por antecipação.
JEOVANY QUENDA - 1 - Entrou 61' - Entrada totalmente falhada, perdeu todos os lances que disputou. Não foi de todo a vitamina que a equipa esperava e precisava naquela altura, apesar da demonstração de enorme energia na reacção.
ALISSON SANTOS - 2 - Entrou 86' - Participou no ataque à vitória nos instantes finais, após o Benfica ter ficado reduzido a 10. Algumas iniciativas individuais com bom critério a romper e a entrar na área adversária, mas faltou uma a melhor decisão do último passe.
FOTIS IOANNIDIS - 2 - Entrou 86' - Tambem deixou a ideia que podia ter entrado mais cedo. A equipa passou a ter um avançado que colocou finalmente os centrais encarnados ( Antonio Silva e Otamendi) em sentido.
RUI BORGES - 3.5 - Parecia que ia ter uma noite memorável, a equipa a marcar cedo, a ter um domínio avassalador no ninho da águia e quando se pensavam que só faltava depená-la pena por pena, consentiram um golo contra a corrente e foram por ali abaixo inexplicavelmente. Terá que analisar estas duas caras da equipa, do como e porquê oscilou tanto entre extremos, do óptimo ao péssimo em escassos minutos. Desta vez não esteve bem nas substituições, com a equipa em queda notada, mais lenta sobre a bola e o Benfica a ameaçar o 2-1 e só voltou a mexer na equipa aos 86'.
JOSÉ MOURINHO - 3 - Ninguém se ficou a rir é um facto, mas acabou por ser o grande perdedor da noite, pode acabar a uma distância de 8 pontos do primeiro nesta jornada. Levou uma valente coça do leão nos 25' iniciais e só depois do golo fortuito do empate cresceu de tom, mas nunca passou de um futebol curto e pobre, com ausência de maior acutilância e mais risco.
ANTÓNIO NOBRE (Árbitro) - 3.5 - Safou-se, um jogo com momentos difíceis de dirigir, muito por culpa dos jogadores que acenderam alguns rastilhos, como manda a tradição dos derbys. Alguns erros que podia ter feito melhor, a entrada do Barreiro as pernas do Trincão (que nem falta marcou) era para amarelo, depois não teve coragem de expulsar de imediato o jovem argentino Prestianni, num lance perigoso em que podia ter causado danos, como o rompimento dos ligamentos do joelho ao Geny Catamo. Como lhe é hábitual, deixou a decisão para o VAR
RUI COSTA (VAR) - 5 - Não deixou e muito bem, passar em claro a entrada brutal do Prestianni e obrigou o árbitro a ir ver as imagens, uma expulsão que não deixam quaisquer duvidas.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o ESTRELA AMADORA da jornada 12 da Liga Portugal Betclic, que resultou numa vitória por 4-0. Golos de Eduardo Quaresma 7'; Luís Suárez 11' e 54'; Ívan Fresneda 25'.
OS LEÕES DEMOLIRAM E MASSACRARAM O ESTRELA
Soberbo show da equipa de Rui Borges, que entrou no relvado a todo o gás massacrando o Estrela com pressão muito alta e intensa e resolvendo o jogo em 25', com 3 golos de rajada. Com um aproveitamento alto das bolas paradas (Quaresma e Fresneda marcaram na sequência de livres directos) e bom nível de eficácia (2 golos nos primeiros 3 remates). Uma performance exibicional que permitiu gerir o esforço e o resultado na 2ª parte, já a pensar no derby de sexta feira. Suárez assumiu o protagonismo com 2 golos, mas voltou a falhar escandalosamente o hat trick; Trincão voltou a arrasar e fez 2 assistências; Morita com o seu melhor jogo da época.

DESTAQUE - LUÍS SUÁREZ - 4.5 - Terá que equilibrar melhor a sua grande capacidade técnica, principalmente quando só tem o guarda redes pela frente, leva 9 golos no campeonato, mas já podiam ser 20, com tanto golo feito perdido. Voltou a falhar um hat trick fácil.
RUI SILVA - 3 - É obra a capacidade desta equipa, o 2º jogo seguido (180') (Liga dos Campeões e campeonato) sem ser obrigado a fazer uma única defesa ou uma intervenção mais complicada.
ÍVAN FRESNEDA - 4 - Em cada partida acrescenta um pouco mais, já alcançou por mérito próprio a titularidade indiscutível, ultrapassando numa grande velocidade o colega grego. Dá grande energia e mobilidade ao jogo da equipa e aparece sempre incansável nas constantes "piscinas" sempre a abrir, mas mostrando competência. Marcou o merecido golo (3-0) que buscava faz tempo.
EDUARDO QUARESMA - 4.5 - Apareceu de surpresa no onze e que regresso!!! Mais adulto, mais qualidade, mais consistência, mais eficácia, só podia dar cereja no topo com tantos "mais", um "golazo" com um "tolazo" que quase furava as redes logo a abrir a partida (7').
GONÇALO INÁCIO - 4 - Também em grande forma, vende confiança em tudo o que faz, na velocidade, na antecipação, na leitura dos lances. Afinal não perdeu uma única bola para o adversário.
MAXIMILIANO ARAÚJO - 3.5 - Tem que encontrar sempre no adversário uma vítima para se entreter no jogo, nem que seja para a briga das palavras, desafiando-o em cada lance que disputam, é a sua forma de se auto motivar, levar sempre a melhor e nunca facilitar. Custou-lhe um amarelo ainda muito cedo e por isso já não voltou na 2ª parte.
MORTEN HJULMAND (Cap) - 4 - Confirmou que já atingiu aquela consistência exibicional que se lhe viu na maioria dos jogos da época passada. Falta-lhe agora elevar a intensidade e a eficácia do passe e estará de volta com a totalidade das capacidades que lhe conhecemos.
HIDEMASA MORITA - 4.5 - O melhor jogo da época, uma subida de forma clara que teve o brilho da magnífica assistência para o 4-0, numa rápida troca de pés que enganou o defesa. Um golo que foi efusivamente festejado por toda a equipa, como se tratasse do primeiro da partida, mostraram o grande carinho que todos sentem pelo colega nipónico.
GENY CATAMO - 3.5 - Assistiu (mais uma vez) para o 3-0 do Fresneda. Entregou-se a um ritmo e intensidade alto, cumprindo bem, logo a partir da primeira linha de pressão, não deixando o adversário armar o seu jogo de trás.
GEOVANY QUENDA - 4 - Voltou a estar em bom plano, mostrando boa capacidade física pela grande mobilidade que deu ao jogo. Melhorou bastante na precisão do passe longo e está mais responsável na protecção da bola na posse.
FRANCISCO TRINCÃO - 4.5 - Poderia ter sido eleito de novo para o destaque, está numa forma incrível, parece-lhe tudo fácil no que faz, mete a bola onde quer lançando os colegas, imparável nos duelos e no transporte da bola qundo carrega a equipa ás costas. Falhou um golo de forma incrível depois de um lance de génio.
MATHEUS REIS - 3.5 - Entrou 45'. Voltou a entrar com a garra do costume, forte nos duelos e desembaraçado no apoio da construção. Acrescentou.
PEDRO GONÇALVES - 3 - Entrou 60'. Vindo de lesão não era expectável que entrasse a fundo nos duelos, nas divididas ou nas correrias loucas com e sem bola, fez minutos para e só recuperar a condição física com vista ao derby. Este sempre activo no ritmo QB.
GIORGIOS VAGIANNIDIS - 2 - Entrou 60'. Deixou fugir o Fresneda na luta pelo lugar e ficou-lhe agora a grande distância, a diferença de qualidade no jogo começa a ser cada vez maior. Não acrescentou nada.
GIORGI KOCHORASHVILLI - 2.5 - Entrou 78'. Até que se notaram algumas coisas positivas que trouxe ao jogo, verdade que o resultado já estava feito e a vitória garantida, mas fez questão de se mostrar, que é útil quando é chamado.
ALISSON SANTOS - 2 - Entrou 78'. Muito trapalhão, por não ler da forma correta os lances. Embrulhou-se em duelos desnecessários quando se pedia um passe fácil. Devia rever o vídeo do que fez, iria ajudá-lo bastante.
RUI BORGES - 6 - Preparou o jogo de forma impecável, a verdade é que dos 3 rivais na luta pelo título, foi o Sporting a apresentar-se muito melhor no jogo do após jornada europeia, muito mérito do treinador que está claramente a conquistar jogo a jogo tudo e todos. Até deu para gerir a equipa para o derby, deixando no banco o João Simões e o Diomande e no jogo com as saídas antecipadas do Max, Trincão, Morten e Catamo. Na verdade se era um teste para saber quem merecia jogar contra o Benfica, todos passaram com distinção no teste, sem excepção.
JOÃO CARROMEU - 1 - Contra um Sporting que mostra os galões de bi campeão nacional só pode ficar mais difícil para qualquer equipa, muito mais ficou ontem para um Estrela, com a diferença dos recursos a ficarem mais á vista, expostos de forma bem escancarada. Foram dizimados pela lei do mais forte e à meia hora de jogo, com o 3-0, já desejavam que o árbitro desse o jogo por terminado, tal estava a ser o massacre dos leões.
ANZHONY RODRIGUES (Árbitro) - 2.5 - Geriu o jogo sem a justiça que se impunha em vários lances, permitindo excessiva dureza dos jogadores do Estrela (vários pisões) sem serem admoestados. Fez vista grossa a uma grande penalidade, atirando a responsabilidade para um VAR (um velho conhecido dos sportinguistas pelos piores motivos).
MANUEL OLIVEIRA (VAR) - 2 - Não surpreendeu não ter chamado o árbitro para rever as imagens do lance faltoso sobre o Suárez, uma grande penalidade escamoteada ao Sporting. O defesa pode lá ter chegado primeiro com o pé mas foi com tudo para cima do ponta de lança colombiano. Colocar o pé na frente do remate depende sempre da forma como o pé lá chega, sendo assim, nunca existiriam as rasteiras, afinal existe sempre um pé ou uma perna na frente, para o outro tropeçar.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o CLUBE BRUGGE da jornada 05 da Liga dos Campeões, que resultou numa vitória por 3-0. Golos de Geovany Quenda 24; Luís Suárez 31' e Francisco Trincão 70'
SPORTING DESPACHOU O CLUBE BRUGGE E ENTRA NO TOP 8
Os leões abrilhantaram a sua campanha europeia com uma vitória indiscutível perante o vice campeão belga, na fortaleza de Alvalade, deixando o play-off muito bem encaminhado, entrando inclusive no grupo do top 8. A equipa de Rui Borges teve sempre um domínio absoluto na estratégia, apresentado-se mais adulta e pragmática nos processos defesa /ataque, ludibriando com relativa facilidade as marcações individuais cerradas dos belgas. O triângulo protagonizado pelo Trincão, Quenda e Catamo, foram o principal impulsor permanente de criatividade que acabou por destroçar por completo os planos que a equipa do Brugge trazia para Alvalade. Quenda desbloqueou, Geny foi quebra cabeças e assistiu nos 2 primeiros, Suárez também marcou e podia até ter feito um hat-trick, Trincão matou o jogo, Rodrigo e Blopa tiveram a sua estreia.

DESTAQUE - GENY CATAMO - 5.5 - Cresceu na maturidade dos seus lances individuais, dando-lhe mais um toque de imprevisibilidade. Desequilibrou na maioria dos dribles no mano a mano e teve influência directa nos 2 primeiros golos.
RUI SILVA - 4 - Foi o exemplo claro do sucesso da estratégia da equipa, é que não foi uma única vez testado durante os 90' e surpreendentemente foram muito poucas as vezes que tocou na bola.
ÍVAN FRESNEDA - 4 - Correu muito, numa entrega total e sem tréguas no esforço permanente de querer colaborar sempre na construção, no meio campo e depois na zona da profundidade, dando sempre mais uma opção no passe. Foi também competente nas acções defensivas, matando com sucesso vários lances in extremis, que o adversário construiu com perigo pelo seu corredor.
OUSMANE DIOMANDE - 5.5 - Voltou a mostrar o seu melhor, um registo de altíssima qualidade e perante avançados muito móveis, rápidos e bons tecnicamente, o que valoriza ainda mais a sua exibição. Nas bolas pelo ar foi supremo a limpa-las, pela antecipação ou na grande capacidade de impulsão.
GONÇALO INÁCIO - 5.5 - Foi o jogo em que a dupla de centrais melhor se exibiram a um nível alto muito equivalente. Fez a diferença no passe, numa precisão muito elevada e que ficou notada pela alta confiança, confirmando o bom momento que atravessa.
MAXIMILIANO ARAÚJO - 5 - No ataque as coisas teimaram a não lhe saírem bem, não tomando as melhores decisões e opções, mas a defender esteve sempre intratável, metendo no bolso o jovem Forbs..
MORTEN HJULMAND (Cap) - 4.5 - Deixou a ideia de querer chegar de novo ao seu melhor e quando o conseguiu fez a diferença, mas ainda mostrou alguma irregularidade exibicional, principalmente quando falhou vários passes fáceis e em zonas proibidas. Foi vitima de um erro grave do árbitro, mostrou-lhe o vermelho e a expulsão, mas o VAR justamente não deixou e reverteu.
JOÃO SIMÕES - 4.5 - Fartou-se de correr o muchacho, mostrando a sua capacidade invulgar de poder jogar largo tempo sempre em grande intensidade. Foi de grande utilidade no apoio a fechar as linhas de passe ao adversário no meio campo.
GEOVANY QUENDA - 5.5 - Também explodiu para uma exibição notada e que foi muito aplaudida pelo adeptos no final. Deu velocidade e criatividade em muitas acções atacantes da equipa. Estava no sítio certo para o remate fatal para o primeiro da noite e que desbloqueou o jogo.
FRANCISCO TRINCÃO - 5.5 - Cresceu no jogo e no melhor momento pegou na equipa, liderando os contra-ataques na velocidade que se impunha, por vezes em apoio numa circulação segura da bola. Fez o ultimo da noite (70'), que matou de vez as aspirações da equipa belga.
LUÍS SUÁREZ - 5 - Brilhou, mas faltou-lhe mais pragmatismo nas decisões e na finalização, tenta sempre mais uma finta desnecessária. Fez o segundo, aproveitando uma grande assistência do Geny e podia ter feito um hat-trick, várias ocasiões que desperdiçou, como o lance quando correu todo o meio campo adversário isolado e não foi competente para fazer o golo.
HIDEMASA MORITA - 4 - Entrou 68'. Um boa entrada, sempre assertivo nas acções de passe e roubo de bola ao adversário. Pareceu mais confiante
ALISSON SANTOS - 3.5 - Entrou 76'. Tentou manter a defesa da equipa belga assustada, sempre boa protecção da bola e em progressão atacante, na procura de espaços para um passe letal para um colega bem posicionado para finalizar.
SALVADOR BLOPA - 1 - Entrou 76'. Teve a noite dos seus sonhos, quando o treinador o chamou para a sua 1ª Liga dos Campeões, mas acusou a responsabilidade e não se libertou da emoção, as primeiras 3 vezes que tocou na bola fez asneira da grossa, passes infelizes para trás que lançaram e já dentro da área os avançados adversários que quase fizeram golo. No ultimo lance do jogo esteve perto de fazer o 4-0, mas permitiu a defesa ao Nordin Jackers que saiu fortemente lesionado do lance.
MATHEUS REIS - 2 - Entrou 86'. Muito pouco tempo para poder brilhar, mas ainda deu ajuda notada e preciosa para travar as derradeiras investida do Brugge.
RODRIGO RIBEIRO - 2.5 - Também jogou escassos minutos, mas a tempo de brilhar como uma bonita acção individual e que finalizou com um passe para o colega Salvador Blopa que quase fazia o 4-0.
RUI BORGES - 6 - Marcou pontos importantíssimos, principalmente para os que ainda possam duvidar da sua capacidade. Estudou com perfeição o adversário e deu uma goleada táctica ao treinador do Clube Brugge. A equipa levou consigo para o relvado o antídoto para se libertar das marcações cerradas individuais e por todo o terreno dos jogadores belgas. Um plano inteligente e bem executado que deram 3 golos e um único remate enquadrado do adversário. Despachou o forte opositor e empurrou a equipa mais para cima, paraos lugares cimeiros da classificação, entrando dentro do top 8.
NICKY HAYEN - 2 - Deixou uma imagem de uma equipa forte, bem orientada e com um ataque difícil de contrariar, só perderam na estratégia muito bem montada pelos leões, que jogando na sua fortaleza e apoiados por um grande publico muito entusiasta não deram hipótese, construindo uma vitória justa e indiscutível.
TOBIAS STIELER (Árbitro - Alemanha) - 3 - Geriu o jogo com erros acumulados, por vezes confiando na sua intuição que saiu furada. Precipitou-se a mostrar um cartão vermelho ao capitão do Sporting numa falta que só esteve na fronteira do amarelo, valeu a correcção pronta do VAR, uma expulsão que seria de todo errada e que poderia provocar certamente uma história mentirosa no jogo.
BENJAMIN BRAND (VAR - Alemanha) - 6 - Mais uma vez ficou a prova e já com raízes profundas da utilidade do VAR. Impediu o que seria de uma enorme injustiça.
O Sporting cumpriu com um 3-0 e segue em frente na Taça de Portugal depois de ultrapassar sem dificuldades o Marinhense. (Trincão 29' e 38'; Suárez 81').

Morita e Trincão foram a excepção numa equipa mesclada de suplentes e jovens da B (Salvador Blopa voltou a ser titular e Rodrigo Ribeiro). Os leões nunca precisaram de imprimir uma grande intensidade para controlarem um jogo sem história e chegarem à vitória de forma natural. Com um caudal ofensivo assinalável, com muitos remates e o habitual desperdício, foi Trincão que assumiu o protagonismo fazendo a diferença com um bis, liderando vários lances ofensivos de bom recorte técnico, com slides vistosos que deram cor a uma exibição de quanto baste da equipa.
Blopa voltou a marcar pontos com uma assistência, Ribeiro foi infeliz na finalização, Quenda e Suárez entraram com boa atitude a partir do banco (cozinharam o 3-0), Kochorashvili teve mais acerto nas suas acções, com passes a rasgar a lançar os alas, Alisson voltou a dar pouco como titular e Morita nunca se viu.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o SANTA CLARA da jornada 11 da Liga Portugal Betclic, que resultou numa vitória por 2-1. Golos de Pote 32' e Hjulmand 90+4'.
SPORTING FINTA A LEI DE MURPHY NOS DESCONTOS
Foi a revolta do leão nos Açores. Um cenário preparado, com os astros e os deuses bem alinhados para tudo correr mal, a começar pelo péssimo relvado (um batatal), um árbitro ardiloso, um adversário com pinturas de guerra e com vários autocarros na frente da sua baliza, um golo sofrido logo aos 5', os avançados leoninos desastrados no remate, uma expulsão e ainda as ofertas incríveis (a antecipar o Natal) do Diomande, com tudo isso o destino parecia traçado. Mas a alma do BI CAMPEÃO é demasiado grande, fé-lo acreditar sempre até ao ultimo segundo, que a própria lei de Murphy podia ser fintada. E aconteceu o milagre, uma remontada a ferros com 10 nos descontos, que salvaram os 3 pontos e colocou todo o peso da justiça na vitória. Os leões não foram perfeitos, mas fizeram o suficiente para um triunfo justíssimo, tendo várias ocasiões de golo e total iniciativa do jogo contra um Santa Clara que marcou um golo de início e estacionou de seguida o autocarro. Hjulmand foi o milagreiro, Pote tambem marcou e saiu lesionado, Suárez e Ioannidis falharam golos certos, Maxi foi expulso.

DESTAQUE - MORTEN HJULMAND - 5 - Deu o grito da revolta à cabeçada, salvando o Sporting ao cair do pano. Um golo de raiva que contrariou todo aquele cenário preparado para provocar a escorregadela do campeão nos Açores.
RUI SILVA - 3 - Sofreu um golo totalmente a frio logo no início bastante injusto, no único remate enquadrado com real perigo. Mostrou concentração total em todo o jogo, com boas acções principalmente com os pés na reposição.
IVÁN FRESNEDA - 3 - Elogia-se o sacrifício em nome da equipa, quando ainda não estava totalmente recuperado da torção do pé, mas não teve uma noite feliz, falhando a grande maioria das iniciativas pelas más opções.
OUSMANE DIOMANDE - 1 - Neste nível de competição já não pode cometer aqueles erros primários, tentar jogar para a frente ou dominar a bola quando é o ultimo defesa e o adversário está já muito em cima da sua zona de acção. Ainda tem estas "brancas" e que podiam ter custado a derrota. Na primeira fífia resultou no golo do Santa Clara e na 2ª ainda foi mais caricato, com todo o espaço e tempo para controlar a bola deixa-se tropeçar entregando a bola à mercê do avançado do Santa Clara que isolou o Brenner e que quase fazia o 2-1.
MAXIMILIANO ARAÚJO - 3.5 - Salvou a equipa da jogada mais perigosa do Santa Clara 90+1', com um adversário isolado a correr para o golo, do lance acabou expulso. Uma boa exibição em que desequilibrou com as suas investidas ofensivas, mas falhou alguns passes fáceis.
GONÇALO INÁCIO - 4.5 - Uma única nódoa e que podia ter custado caro, leu muito mal o lance que resultou depois na expulsão do Max, tinha o espaço controlado para matar a jogada, mas deixou-se surpreender pelo Brenner que apareceu rápido nas suas costas deixando-o isolar-se na zona proibida, central. Esteve imperial e patrão no resto do jogo.
JOÃO SIMÕES - 2 - Não se adaptou ao terreno, com muitas dificuldades em controlar a bola na posse e no transporte e ainda em várias recepções que foram defeituosas. Não surpreendeu não ter voltado após o intervalo.
GENY CATAMO - 3 - Várias iniciativas individuais a conseguir espaço para bons cruzamentos ou para o passe de morte. Cruzou com peso e medida para o espaço onde apareceu o Pote a facturar o golo do empate.
PEDRO GONÇALVES - 4.5 - Confirmou o seu bom momento de forma, estava a ser o melhor elemento em campo quando teve que abandonar por lesão muscular, 57'. Pleno de oportunidade apareceu no espaço certo para o golo do empate e muitas das suas acções ofensivas com bom recorte tecnico, foram a causa do adversário ter que "viver" a maior parte do tempo do jogo bem recolhido e em bloco apertado perto da sua baliza.
FRANCISCO TRINCÃO - 1 - Mostrou logo de inicio que está a viver momento de grande desgaste, com um défice notado de força, velocidade e intensidade, mesmo na execução das faltas e cantos mostrou dificuldade de meter a bola para lá da primeira linha defensiva do adversário. Falhou muitos passes e recepção. Devia ter saído mais cedo.
LUIS SUÁREZ - 2.5 - Sempre muito abnegado e trabalhador, mas esteve muito desastrado na finalização, mostrou que tem algumas carências técnicas na recepção e na pontaria. Falhou 2 finalizações que deviam ter dado em golo, rematando muito mal.
FOTIS IOANNIDIS - 3.5 - (entrou 45') Até que mostrou estar já num patamar mais acima do Suárez, sendo um verdadeiro perigo para a defesa do Santa Clara que mostrou muitas dificuldades em conseguir parar o grego. Construiu 2 lances que podiam ter resultado em golo e ainda falhou de cabeça um golo fácil, com a bola a sair ao lado do poste.
HIDEMASA MORITA - 3.5 - (entrou 57') Trouxe alma ao meio campo, concertando melhor os movimentos com o capitão dinamarquês, maior eficácia no passe a rasgar linhas e mais intensidade no carrossel, num momento decisivo do jogo quando a equipa buscava o golo da remontada e da vitória.
GEOVANY QUENDA - 3 - (entrou 57') Terá que reflectir bastante nas suas quase inexistentes acções defensivas, pode não ser a sua praia, que não é de todo, mas ao nível da sua ambição e no estrelato que já vive, tem que saber fechar muito melhor atrás e não ser presa fácil para qualquer avançado adversário. Foi comido de cebolada num lance em que tinha tudo para matar a iniciativa atacante e deixou fugir o adversário...isolado.
ALISSON SANTOS - 1 - (entrou 76') Nâo é de todo o tipo de jogador para aquelas circunstancias, um péssimo relvado, que dificultou os dribles e um adversário muito recolhido atrás, sem dar os espaços de profundidade. Teve acção criticável quando deixou um adversário roubar-lhe facilmente uma bola e depois deixou-o fugir sem o estorvar minimamente, o que lhe valeu uma tremenda reprimenda do Inácio.
MATHEUS REIS - SEM NOTA - (entrou 90+4')
RUI BORGES - 4 - Viveu noite de sobressaltos e viu a equipa escapar de boa. Terá que analisar as abordagens do Diomande, a forma de principiante como quer resolver alguns lances e o seu jogo exagerado de braços, tudo para acabar mal se não for urgentemente corrigido. Deixou o Trincão demasiado tempo a arrastar-se no jogo, já era menos um na equipa. Tem que trabalhar melhor os cantos, a maioria deles a bola não passou a primeira linha da defesa do Santa Clara. Alisson ainda não está trabalhado para ser opção naquelas circunstancias. Ontem o jogo trouxe-lhe uma mensagem, que tem ainda muito trabalho pela frente.
VASCO MATOS - 2 - Que nota pode merecer um treinador de uma equipa que faz um golo e estaciona de seguida o autocarro? A verdade é que nessa estratégia até esteve perto de ganhar o jogo, o que seria de todo injusto e imerecido. Foram várias as situações que jogaram a favor, um mau relvado, que só eles conhecem, um árbitro bem "amigo", o Sporting a não acertar com a baliza e ainda ficou a ideia de algo mais, pela forma como os seus jogadores viveram cada lance, como se fosse o ultimo das suas vidas. Mas o grito da revolta do campeão acabou por soar mais forte e foi feita justiça.
VINICIUS LOPES - 3 - Um bom golo num remate de primeira e que levou a direcção certa. Um golo que provocou uma história bem viva de acção e drama em todo o resto do jogo até ao derradeiro segundo.
JOÃO GONÇALVES (Árbitro) - 1 - Um cínico diria que foi encomenda, até no 1º amarelo logo no 1ºminuto ao Wendel, que serviu para abrir as portas escancaradas para a missão de amarelar e com isso condicionar os jogadores do Sporting. Foram várias as faltas claras a jogadores do Sporting a que fez vista grossa, num critério claramente desigual e que favoreceu o Santa Clara. Os jogadores da equipa da casa "perceberam" que tinham um aliado e exploraram ao máximo essa "sociedade". Mas teve azar, acabou engolido na sua própria tramóia e com isso perdeu o controle do jogo nos instantes finais, teve que disparar cartões a torto e a direito para segurar a barra que se tornou pesada ao seu redor. Meteu-se nelas e teve o merecido.
LUÍS FERREIRA (VAR) - 3 - Ficam claras dúvidas no lance em que o Max é expulso, corta a bola primeiro antes do contacto mais intenso, podia ter intervindo para mostrar as imagens ao árbitro.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Alverca da jornada 10 da Liga Portugal Betclic, que resultou numa vitória por 2-0. Golos de Ioannidis 68' e Pote 74'.
O SPORTING CUMPRE E COLOCA PRESSÃO NOS RIVAIS
Os leões voltaram ao onze base, mas foram menos dominadores que no jogo de terça feira para a Taça da Liga e até demoraram a desbloquear o marcador. Com um grande volume ofensivo (30 remates), mas que não traduziram em oportunidades claras de golo. A toada monótona da 1ª. parte manteve-se durante largo tempo também na etapa complementar e só com a entrada de Ioannidis (59') os leões decidiram carregar mais no acelerador, empurrando um Alverca atrevido e de grande atitude competitiva mais para trás, obrigando-o a juntar linhas e a fecharem o bloco num quadrado apertado à frente da sua baliza. Não surpreende por isso que o golo desbloqueador (que já se adivinhava) só tenha aparecido de bola parada, mérito do avançado grego, que com um movimento técnico perfeito apareceu imperial nas alturas, na pequena área, a cabecear para o fundo da baliza, na sequência de um pontapé de canto bem executado por Pote. O médio criativo dos leões selava logo a seguir a vitória, com um golo de antologia, um tiro fora da área, com redondinha a entrar na gaveta (7º golo, nesta edição da Liga).

DESTAQUE - PEDRO GONÇALVES - 4.5 - No regresso à sua grande forma teve acção decisiva na vitória, assistiu para o 1º da partida e fechou o resultado com um grande golo que entrou seguramente no top 10 da sua carreira. O médio criativo assumiu sempre o comando das operações da construção, impondo uma boa rotação nos movimentos dos colegas da frente, provocando dessa forma um desgaste acelerado na defesa do Alverca.
RUI SILVA - 3.5 - Teve que se aplicar estirando-se, mostrando grande agilidade e segurança para agarrar a bola a 3 cruzamentos perigosos, puxados e tensos, rasteiros junto à relva e com o adversário muito perto a ameaçar o golo.
ÍVAN FRESNEDA - 2 - Uma lesão que pareceu traumática, torção do pé, retirou-o ainda muito cedo do jogo (15')
OUSMANE DIOMANDE - 4.5 - Começa verdadeiramente a fazer esquecer Sebastián Coates, é o melhor central a jogar em Portugal, o tipo de jogador que devia manter-se no clube durante vários anos. Imperial em tudo o que faz, não dá nada aos adversários, massacrando-os em todo o jogo nos duelos físicos e levando-lhes sempre a melhor. Quando melhorar o timing de ataque à bola de cabeça nas bolas paradas na área adversária, estará no top 5 a nível mundial. Grande jogo, mais uma vez.
GONÇALO INÁCIO - 4 - A mensagem do Gonçalo aparece cada vez mais clara, joga sempre muito melhor quando ao lado de quem confia, era assim com o Coates e é agora também com o Diomande, sente-se mais confortável e confiante, fazendo soltar toda a sua genialidade, com bola até deu recital.
MAXIMILIANO ARAÚJO - 3.5 - Dará para imaginar, as dificuldades para dormir dos seus adversários nas noites após o jogo, depois do confronto, a faisca que faz soltar nos duelos não lhes pode ficar indiferente, fácil esquecer. Mostra-lhes os dentes a todos e logo no inicio, a mensagem que está ali para ganhar e para não dar nada ninguém. Dá sempre tudo o que tem para tentar desequilibrar, mesmo que seja numa noite de pouco sucesso, como a de ontem.
MORTEN HJULMAN (Cap) - 3.5 - Não foi uma grande noite para o medio dinamarquês, foi assertivo no passe, na decisão e na protecção da bola, mas foram muito poucas as vezes que conseguiu desequilibrar e ser decisivo nas suas acções. Procura ainda a sua melhor forma, mesmo o timing, velocidade e inspiração para o remate da sua marca pessoal fora da área, que não têm aparecido.
JOÃO SIMÕES - 3.5 - Desta vez não marcou pontos, teve dificuldades em posicionar-se e enquadrar-se nos espaços apertados da linha defensiva adversária e mostrou uma lacuna e que forçosamente terá que trabalhar para melhorar, o seu jogo de cabeça é mau, ou mesmo inexistente.
GENY CATAMO - 4 - Valeu a aposta da sua titularidade, na 1ª parte foi o elemento que mais conseguiu desequilibrar e arrancar alguns lances que deram espaço aos colegas para poderem fazer golo. Executou um bom remate cruzado que ainda tirou tinta ao poste da baliza do André Gomes.
FRANCISCO TRINCÃO - 3 - Muito pouco influente nos lances colectivos que podiam gerar perigo e nas tentativas individuais pecou sempre pela má definição.
LUIS SUÁREZ - 3.5 - Prometeu bastante em toda a 1ª parte, com algumas boas movimentações de rotura e alguns (poucos) remates que levaram perigo. Viu um golo anulado por 8 cm e uma bola ser salva por um defesa em cima da linha de baliza. A sua produção foi decaindo na 2ª parte e acabou substituído (79')
GEORGIOS VAGIANNIDIS - 3 - (entrou 15') - Está claro que o Fresneda consegue dar mais coisas à equipa que o jovem grego. Brilhou com um cruzamento que foi meio golo, direitinho para a cabeça do João Simões mas que nem acertou com a baliza.
GEOVANY QUENDA - 3 - (entrou 59') Foi lançado quando o Alverca começava a dar sinais claros de fadiga, a já não conseguir fechar todos os espaços devido à recuperação mais lenta dos seus médios, explorou por isso essa fragilidade do adversário, alargando a frente de ataque e atacando mais a profundidade e as diagonais.
FITOS IOANNIDIS - 4 - (entrou 59') Depois do grande jogo que fez na terça feira voltou a ser decisivo no jogo de ontem. Foi uma entrada de leão, rebentou com as muralhas do castelo adversário. Fez o golo desbloqueador num remate de cabeça indefensável (até parece que é fácil), depois de ganhar nas alturas a bola às torres do Alverca.
HIDEMASA MORITA - 2 - (entrou 79') Com o resultado praticamente fechado com a moral dos jogadores do Alverca já por terra. Ajudou a gerir o 2-0 até final
ALISSON SANTOS - 2 - (entrou 79') Podia ter dado uma melhor ajuda à equipa se não fosse tão egoísta, por 2 vezes teve espaço para oferecer a bola a colegas (Ioannidis) em boa posição para fazer o 3-0.
RUI BORGES - 4.5 - Viu a sua equipa titular a ter tarefa bastante mais dura que a equipa secundária que apresentou na passada terça feira contra o mesmo adversário. Teve a chance de ter um banco recheado de gente que resolve e foi precisamente nas substituições que ganhou o jogo. Uma vitória justíssima pelo enorme caudal ofensivo que levou o Alverca às cordas e também porque remataram muito mais vezes com perigo.
CUSTÓDIO DE CASTRO - No regresso a Alvalade com a sua equipa 3 dias depois, após ter levado 5 golos por uma equipa secundária do Sporting, apresentaram-se com uma outra mentalidade competitiva, como se o jogo anterior tivesse sido uma estratégia pensada de adormecimento do adversário e fazê-lo crer de fragilidades excessivas.. Desta vez venderam cara a derrota e só cairam quando os leões apresentaram os argumentos de um banco de melhor qualidade e que fez toda a diferença nos ultimos 20' da segunda parte.
MARCO MILOVANOVIC - 3.5 - O joven sérvio mostrou serviço e deixou uma boa imagem, de grande capacidade de luta, foi muitas vezes sozinho contra o Mundo na maioria dos lances do ataque da sua equipa, teve só o azar de encontrar pela frente a melhor dupla de centrais da Liga.
ANTÓNIO NOBRE (Árbitro) - 4 - Jogo fácil de dirigir e sem casos. Até no disciplinar, um só amarelo para cada equipa.
RUI OLIVEIRA (VAR) - 4 - Teve um lance capital para analisar, o golo de Suárez que acabou por anular por fora de jogo por 8 cm, vamos confiar e acreditar que foi uma decisão correcta.
Numa noite de grandes golos, o Sporting chega às meias finais da Taça da Liga com uma goleada diante do Alverca.
Rui Borges arriscou, escalando uma equipa que nunca tinha jogado junta, um XI surpresa com os suplentes e alguns jovens da equipa B liderados por um "KING" (Ioannidis) e ...correu tudo muito bem!
Os leões dominaram o jogo todo, apresentando-se dinâmicos, fortes na pressão e na transição defensiva, velozes e intensos no passe e por último a cereja, envolvendo sempre muita gente na segunda fase de construção num critério elevado de qualidade, mesclando a inteligência com a criatividade, construindo um resultado de forma natural.

Para isso muito contribuiu Ioannidis, um grande exemplo de humildade para os jovens, marcou, assistiu, correu, defendeu, deu banho de qualidade nos movimentos de apoio e depois...aquele tiraço que fechou a "manita", foi mesmo de "King". Morita elevou a bitola da intensidade fazendo jogar acelerado no meio campo; Quaresma e o capitão Matheus Reis mandaram na defesa. Alisson parece que ainda só funciona bem arrancando do banco; Kochorashvili voltou a ser o elo mais fraco, errando muitos passes; Vagiannidis, por sua vez, conseguiu duas assistências mas mostrou-se displicente em vários lances, faltando-lhe melhor controle e equilíbrio na decisão.
A noite, no entanto, foi dos jovens da Academia; Quenda bisou, Flávio Gonçalves assistiu e Blopa brilhou numa estreia de sonho, bisou e mostrou tremenda capacidade (um físico invulgar) para fazer o corredor e uma forma muito pragmática de ver a baliza adversária que deixaram água na boa. Rui Borges aproveitou para lançar ainda mais 3 jovens: Rayan Lucas, João Moniz e Chris Grombahi, dois deles estreias.
Quanto ao Alverca resumiu-se num remate e um golo (85)'.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o TONDELA da jornada 09 da Liga Portugal Betclic, que resultou numa vitória por 3-0. Golos de Luís Suárez 18', Pedro Gonçalves 59' e Geovany Quenda 90+2'.
FOI TIRO AO BONECO
A história do jogo resume-se no tiro ao boneco, com os leões a regressarem às exibições convincentes, apresentando um volume ofensivo brutal, com muitas oportunidades para esmagar por 8 ou mais golos, mas esbarraram na exibição monstruosa do guarda redes dos Beirões, o melhor elemento do jogo bem destacado. Luis Suárez e Pote marcaram e desperdiçaram, Quenda também facturou.

DESTAQUE - LUIS SUÁREZ - 4.5 - Abriu o marcador com um remate colocado de pé esquerdo e ficou a dever vários golos, com realce num lance com nota máxima artística, digno do Puskas, que o colocou na cara do guarda redes e quase que o contorna, no que seria um golo para ver e rever e que correria seguramente os quatro cantos do mundo.
RUI SILVA - 3.5 - Sempre muito concentrado e firme nas poucas vezes que foi chamado a intervir.
IVÁN FRESNEDA - 3.5 - Correu quilómetros, atirando-se ao jogo e às várias piscinas, acima e a baixo no seu corredor. Faltou-lhe alguma melhor qualidade no último passe mas compensou com tremenda eficácia nas intervenções defensivas.
OUSMANE DIOMANDE - 4 - Está de volta com a eficácia que lhe é reconhecida, percebeu-se que com a paragem ganhou peso, mas ontem já se apresentou mais solto e forte na reacção. No jogo aéreo matou as saudades dos adeptos, foi imperial.
GONÇALO INÁCIO - 4 - Mais confiante, levou a melhor na maioria dos duelos e foi sempre muito veloz a ganhar os espaços e a antecipação.
MAXIMILIANO ARAÚJO - 4 - Mostrou a sua marca da raça do costume, levou a peito todos os duelos e abriu as habituais típicas hostilidades com todos os adversários que lhe apareceram pela frente. Para o uruguaio é mais que um jogo, é uma guerra que trava no relvado.
MORTEN HJULMAND (Cap) - 4 - Uma das melhores prestações da época, começa a engatar a regularidade exibicional, encheu o campo e ainda tentou por várias vezes o seu tiro mortífero fora da área. Será o regresso definitivo do patrão do meio campo?
JOÃO SIMÕES - 4 - Quando ganhar mais ritmo vai destacar-se, já conhece tudo do jogo e interpreta-o na perfeição, mostrou que é cada vez mais um titular indiscutível. Deu grande acrescento de qualidade ao jogo da equipa.
GENY CATAMO - 3.5 - Pareceu mais confiante a partir para o drible, de frente para cima dos defesas e com bom critério na decisão. Conseguindo desequilibrar em vários lances.
PEDRO GONÇALVES - 4 - Marcou numa iniciativa individual, fuzilando a baliza do herói Bernardo Fontes, mas dividiu com o avançado colombiano a factura pesada do enorme desperdício. Mostrou-se mais solto e veloz nas acções com bola.
FRANCISCO TRINCÃO - 3.5 - Também participou no espectáculo do tiro ao boneco, mas teve um nível de eficácia muito baixo. Pareceu ter dado sinais da retoma da forma, pela segurança e boa velocidade que deu aos duelos e na função do transporte.
FOTIS IOANNIDIS - 3 - (entrou 73') - Voltou a acrescentar no jogo da equipa, tem características únicas, diferentes das dos colegas avançados, possante a receber a bola de costas e eficaz nas triangulações provocando duvidas nos centrais adversários.
GEOVANY QUENDA - 3.5 - (entrou 73') - Jogou os 20' finais, mas ainda a tempo de voltar a facturar. Já nos descontos, teve uma boa leitura do cruzamento do Matheus Reis e apareceu solto na pequena área a cabecear sem oposição para o último da noite, dando uma expressão mais justa ao resultado final.
ALISSON SANTOS - 3 - (entrou 84') - Está cheio de confiança, parte para cima do adversário sem medo e a verdade é que os deixa a todos para trás, uma e outra vez. Teve acção determinante na construção do 3º golo.
MATHEUS REIS - 3 - (entrou 84') - Mostrou fome e ganas de bola, com as baterias de energia bem carregadas. Brilhou na assistência para o 3ºgolo, um cruzamento que meteu a bola direitinha na cabeça do Quenda.
KOCHORASHVILI - SEM NOTA - (entrou 90')
RUI BORGES - 4.5 - Desta vez não cometeu o mesmo erro do jogo com o Braga, preparou bem a cabeça dos jogadores para o embate na Beira Alta após o jogo europeu. No dia anterior já tinha avisado, dando um recado forte, "A nossa Champions é a Liga" e os jogadores captaram bem, dando uma boa resposta durante os 90'. Também se apresentou bastante mais activo no banco a dar instruções para dentro do campo, o que foi uma boa novidade.
IVO VIEIRA - 1 - A velha máxima do contra factos não à argumentos. A lei do mais forte foi clara, sem espinhas. Tiveram o azar do Campeão ter decidido puxar dos galões e podiam ter saído vergastados com uma goleada humilhante, mas tiveram um herói na baliza, com mais de uma dúzia de grandes defesas, a maior parte delas de enorme grau de dificuldade.
BERNARDO FONTES - 6 - O guarda redes brasileiro teve noite inesquecível que irá recordar para contar aos netos. Mais de duas mãos cheias de enormes defesas que negaram vários golos aos avançados do Sporting. No Estádio do Tondela houve feira de diversões, ele foi o "boneco" elástico, o herói que parou vários tiros.
JOSÉ BESSA (Árbitro) - 2.5 - Geriu um jogo, que até foi fácil, de forma estranha, não marcou as muitas faltas claras e que penalizaram excessivamente os jogadores do Sporting em vários lances em que podiam partir para o contra ataque em superioridade e gerar perigo para a baliza do Tondela.
TIAGO MARTINS (VAR) - 3 - Teve noite tranquila, sem casos de erros claros ou duvidosos para analisar.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o OLYMPIQUE DE MARSELHA da jornada 03 da Liga dos Campeões, que resultou numa vitória por 2-1. Golos de Geny Catamo 69' e Alisson Santos 86'.
DESTA VEZ CORREU TUDO BEM
O Sporting conseguiu um grande resultado na Liga dos Campeões ao vencer o Marselha na sua melhor versão (líder destacado no campeonato francês). Os leões até começaram a perder, mas a expulsão de Emerson Palmieri em cima do intervalo virou o jogo a favor da equipa de Rui Borges, que teve o toque de Midas com as substituições, sacou do banco os trunfos vitais para a remontada sensacional no marcador. Uma segunda parte muito diferente em que só deu Sporting, num jogo de muita paciência que empurrou a equipa francesa (em inferioridade numérica e que precisamente por isso apostava na defesa da curta vantagem do 1-0) para o seu meio campo. Geny Catamo empatou numa bela finalização e Alisson garantiu o triunfo nos minutos finais, com um remate carregado de convicção, que ainda foi desviado pelo braço de Pavard (Pénalti) que trai o guarda-redes dos marseillenses. O Sporting chega aos 6 pontos e entra bem dentro dos lugares do play off (12º).

DESTAQUE - ALISSON SANTOS - 5 - Foi o herói da noite ao garantir a vitória nos instantes finais, com a decisão de um remate que teve enorme sucesso e fez explodir as bancadas do estádio. Um triunfo muito saboroso e importante que pode vir a ser decisivo nas contas finais do apuramento para a 2ª fase da Liga milionária.
RUI SILVA - 4 - Um golo sofrido num remate de grande nível de execução, que não lhe deu hipótese de defesa. No resto, mostrou concentração, coragem e segurança que lhe permitiram 2 defesas de grau de dificuldade elevada.
IVÁN FRENEDA - 3.5 - Foi-se a eles como um leão, sempre numa atitude muito guerreira e de garras afiadas, que disfarçaram as dificuldades que sentiu em dar continuidade aos lances de ataque.
ZENO DEBAST - 3.5 - Teve prova de fogo na 1ª parte, perante um trio atacante adversário que entrou logo de inicio com tudo, com o turbo ligado, provocando lances atrás de lances a uma velocidade estonteante, difíceis de contrariar. Com o decorrer do jogo foi se adaptando, acertando as marcações e o ataque aos espaços no timing certo. Acabou por sair (80') lesionado (muscular?)
GONÇALO INÁCIO - 3.5 - Foi difícil, mesmo muito complicado conseguir parar aquele ataque dos craques do Marselha. Esteve perto de vacilar naquele período de sacrifício após o 1-0 e com o adversário a ameaçar novo golo, foi a hora de ranger os dentes e soltar as garras do leão, jogar simples e directo sem inventar e foi o que fez. Subiu a sua produção no decorrer do jogo e acabou por cima, a ganhar a maioria dos duelos.
MAXIMILIANO ARAUJO - 5 - Que "bravazzo" ! É um luxo vê-lo actuar, foram 60' a dar aulas de como se defende e ataca com nota artística, é um exemplo tremendo para todos, na garra, no querer, na luta e na coragem, o que lhe dá uma qualidade de fora de série. Pena ter acusado o cansaço, o que provocou vários passes falhados, alguns de risco na última meia hora.
MORTEN HJULMAND (Cap) - 4 - Não foi ainda a sua melhor versão, mas manteve equilibrada a sua exibição de principio a fim. Faltou-lhe as acções mais decisivas nos duelos que o definem como o patrão do meio campo. Deu sinais positivos de subida de forma.
JOÃO SIMÕES - 4 - Só pecou algumas vezes devido à falta da rotina competitiva, mas deixou no relvado a sua marca de um leão indomável. Teve oportunidade soberana de marcar obrigando o Geronimo Rulli a uma defesa de recurso com a perna.
JEOVANY QUENDA - 3.5 - Protegeu a bola com maior segurança, mas raramente desequilibrou, o adversário nunca lhe deu grande espaço. Exagerou nos raids interiores, por onde os caminhos estiveram sempre bem tapados, quando experimentou por fora quase que marca, só uma grande defesa de Rulli impediu o golo.
FRANCISCO TRINCÃO - 3 - A grande vitória dá-lhe o bónus da nota positiva, porque pela justiça da sua exibição (muito pobre) seria negativa. Vários lances com um bom inicio a prometerem mas as jogadas dissipavam-se, faltando sempre a continuidade.
PEDRO GONÇALVES - 3.5 - Teve missão de elevado sacrifício, tentou ser o celebro da organização dos ataques, pela esquerda, direita e pelo meio, como um 10 à antiga, só 2 passes entraram com sucesso, quando lançou e isolou pela direita o Geny que empatou a partida e antes para o Suárez que falhou o golo.
LUIS SUÁREZ - 4 - Voltou a ser bravo na pressão e nas recuperações a meio campo, roubando a bola aos adversários várias vezes, mas foi infeliz na finalização, falhando dois tiros, quando estava em boa posição para marcar.
GENY CATAMO - 4.5 - A sua melhor performance desta temporada, não só pelo bom remate certeiro que empatou a partida, mas também pelo sucesso em vários duelos, desequilibrou e conseguiu espaços com bons passes para finalização dos colegas.
FOTIS IOANNIDIS - 3.5 - Aos poucos vai aparecendo melhor integrado nas manobras do ataque da equipa, soube desenvencilhar-se sozinho quando esteve rodeado de adversários e mostrou sempre bom critério para o ultimo passe.
OUSMANE DIOMANDE - 3 - Foram só 15', mas já deu para perceber que a sua melhor versão está quase de volta. Assertivo na marcação pela antecipação, sem nunca dar espaço aos rápidos avançados do Marselha.
RUI BORGES - 5 - Vingou o Rúben Amorim daqueles 2 jogos azarados que ficaram na má memória de todos os sportinguistas. Serviu fria a vingança à equipa do Marselha. Não se encolheu quando os viu reduzidos a 10 elementos metendo toda a carne no assador, só que desta vez correu tudo bem. Uma vitória que sabe bem porque derrubaram um Marselha na sua melhor versão, provocando um grande impacto internacional.
ROBERTO DE ZERBI - 3 - Apresentou uma equipa de grande qualidade em Alvalade que só abrilhantou ainda mais a vitória leonina, numa grande noite de futebol. Entraram de inicio com tudo e estavam a fazer mossa principalmente depois do grande golo do Igor Paixão. Na 2ª parte com um homem a menos, montou a sua equipa para defender o 1-0 e perderam o poder de fogo e... o jogo.
RADE OBRENOVIC (Árbitro) - 1 - Foram 3 erros grosseiros (todos eles a prejudicar o Sporting) com uma influência que poderia ter sido decisiva no resultado final. Uma grande penalidade que marcou mas que foi revertida, um golo anulado ao Geny mas que afinal foi legal e por último, um vermelho directo, (expulsão do Maxi) que foi alterado para amarelo. Muitas asneiras graves num só jogo.
MATEJ JUG (VAR) - 6 - Se não fosse o VAR o Sporting teria perdido claramente o jogo. Um exemplo claro e factual da importância do VAR. De elogiar mil vezes a qualidade, isenção e coragem do Sr. Matej Jug que esmagou a prestação bizarra do seu colega do relvado, obrigando a justiça a prevalecer.
Os leões recuperaram por duas vezes uma desvantagem no marcador e só carimbaram a remontada no prolongamento, contra um Paços de Ferreira (ainda não ganhou na 2ª Liga) que manteve o comboio estacionado na frente da sua baliza durante os 120' de jogo.

A equipa de Alvalade expôs-se surpreendentemente a um cansaço adicional desnecessário, com muito controle da posse, mas sem intensidade, sempre muito apática e previsível nas movimentações e nos duelos, que resultaram nas pouquíssimas oportunidades de golo.
Exageraram no individualismo com muito pouca atitude colectiva sem a concentração que permitiria ler melhor o jogo e o timing do último passe, parecendo na maioria das vezes que procuravam entrar com a bola baliza adentro.O nosso ataque voltou a estar muito pouco inspirado, sem sequer conseguir desequilibrar, um meio campo pastoso no apoio e a defesa "meteu água".
Quenda teve uma relação pobre com a baliza e foi pouco pragmático na decisão; Alisson esqueceu-se que não jogava sozinho; Pote marcou e teve um lance de penálti que o árbitro fingiu não ver e pouco mais se viu dele; Trincão entrou muito mal; Geny Catamo pouco acrescentou; Mangas mostrou as habituais dificuldades técnicas; Vagiannidis nem se viu.
Suárez desperdiçou a grande oportunidade que salvaria o prolongamento, Hjulmand foi forçado a 120' depois de ser titular nos dois jogos da sua selecção; Diomande também foi forçado quase até rebentar, vindo de uma paragem de mais de dois meses; Melhor esteve Ioannidis, marcou, assistiu e deu qualidade no apoio. João Simões não saiu do banco!
Sporting segue em frente na Taça de Portugal.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o BRAGA da jornada 08 da Liga Portugal Betclic, que resultou num empate 1-1. Golo de Luís Suárez 19'.
BRAGA BLOQUEOU O LEÃO EM ALVALADE
O Sporting perdeu uma oportunidade de ouro de se aproximar da liderança e deixar o 3º lugar mais distante. Repetiu-se o tropeção e o mesmo desfecho da época passada, com o Braga a resgatar um empate nos descontos. Um confronto que se sabia de enorme importância para as contas do campeonato, até porque os rivais defrontavam-se no Dragão na mesma noite. Exigia-se por isso ao Campeão Nacional um outro tipo de intensidade e um muito maior volume ofensivo que nunca se verificou. Uma exibição surpreendentemente pálida, muito pobre pelo pouco futebol praticado, com um numero muito exagerado de passes falhados, raramente ligou o jogo ou fez mais de 3 passes seguidos o que se estranha. Nem o golo logo aos 20' de Luís Suárze deu chama à equipa, que se deixou adormecer na sombra da vantagem magra do 1-0, com o Braga sem surpresa a conseguir o empate nos instantes finais, através de uma grande penalidade cometida de forma algo insólita pelo capitão Hjulmand.

DESTAQUE - GEOVANY QUENDA - 4 - Estava a ser o melhor em campo quando o treinador resolveu substitui-lo aos 90' sem a vitória estar ainda garantida. Foi o mais criativo da equipa e o que mais vezes levou a equipa para a frente.
RUI SILVA - 4 - Em Nápoles foi verdugo, ontem foi herói. Uma defesa impossível salvou o 1-1 aos 54'. Teve mais duas defesas de grau dificuldade bem elevada a remates fortes e colocados do Zalazar fora da área.
GIORGIOS VAGIANNIDIS - 2 - A dupla Vagiannidis/Fresneda ainda não conseguiram dar à equipa o que se espera e exige de um lateral direito. Voltou a mostrar-se muito tenro, pouco intenso e ainda foi previsível nas suas acções.
ZENO DEBAST - 3 - A dupla de centrais no geral esteve bem na sua função defensiva, o problema esteva na saída quando recuperavam a bola, sem a velocidade e intensidade que se exigia, tudo foi muito devagar, devagarinho e parados.
GONÇALO INÁCIO - 3 - O Braga atacou mais pelo seu lado e dobrou sempre bem o Maxi, uma dupla que combinou sempre bem a fechar os caminhos da sua baliza. Na saída éque se exigia outra atitude guerreira, outra velocidade.
MAXIMILIANO ARAÚJO - 4 - Não sabe jogar mal, foi quase sempre imbatível nos duelos. Cresceu muito nas acções defensivas e com a capacidade que tem no drible só faltou ter subido mais vezes a carregar a bola e a equipa para a frente.
MORTEN HJULMAN (Cap) - 1 - Existe o VAR, que raio lhe passou pela cabeça para provocar uma grande penalidade aos 90+3'? Que tremenda falta de concentração que não se compreende do capitão, a escassos instantes do apito final e da vitória. Já a exibição tinha sido frouxa, cinzenta, sem nunca ter tomado as rédeas do meio campo como se esperava e impunha.
HIDEMASA MORITA - 3 - A melhor noticia é que desta vez não viaja para o Japão para a sua selecção. Uma exibição sofrível sempre muito esforçada, mas foi quem tentou impor na equipa mais intensidade e velocidade no passe. Falhou o 2-0 num remate de cabeça, uma bola bem cruzada, teve tempo e espaço para escolher o lado da baliza. Com um grande corte, in-extremis, impediu que se isolado um avançado do Braga já na pequena área.
PEDRO GONÇALVES - 2 - Não tem nota 1 porque fez a grande jogada que resultou no golo do Suárez, depois praticamente desapareceu e ainda estorvou num remate que levava uma boa direcção da baliza do Braga.
FRANCISCO TRINCÃO - 1 - Nem a sua sombra se deixou ver, mais estranho foi ter regressado após intervalo. Com um Trincão "ausente" não existiu o box to box no meio campo, que retirou todo aquele tremendo volume ofensivo que a equipa nos tem habituado.
LUÍS SUÁREZ - 4 - Vários jogos em que falhou golos cantados, com vários remates a baterem nos ferros, ontem bastou um meio remate e a bola entrou. Mais uma exibição de nível elevado no "modos" sozinho contra o mundo. Deu intensidade e velocidade aos seus lances, pena que a equipa não o tenha acompanhado da mesma forma.
ALISSON SANTOS - 3 - (Entrou 64') Por 2 vezes teve o golo nos pés, o primeiro que daria o 2-0 e no ultimo lance do jogo seria o 2-1, só faltou melhor pontaria, porque em ambos os remates o guarda redes estava batido.
GIORGI KOCHORASHVILI - 2 - (Entrou 64') verdade que pode ter salvo um golo quando fez um grande corte, tirando esse lance esteve muito fraco, estragou quase tudo o que tocou. Existe uma diferença evidente entre o georgiano e a dupla Morita/João Simões.
FOTIS IOANNIDIS - 2 - (Entrou 73') Começa a ser a altura de ter que mostrar mais do que tem apresentado. Num dos seus movimentos usuais a um cruzamento tenso quase que faz o 2-0 com o joelho, mas a bola fugiu da direcção da baliza.
GENY CATAMO - (SEM NOTA) Entrou 90'
IVÁN FRESNEDA - (SEM NOTA) Entrou 90'
RUI BORGES - 1 - Desiludiu em muitas coisas. Uma deficiente preparação mental dos jogadores para a importância do jogo, um deficiente plano estratégico que nunca se percebeu qual era. A equipa levou toda a primeira parte na saida de bola a provocar bizarros compassos de espera que dava todo o tempo do mundo ao Braga para marcar e fechar os espaços, que depois finalizavam com chutão para a frente, sem qualquer acção construtiva que ligasse os sectores da equipa. Deixou-se dormir relaxado na vantagem do 1-0, imóvel e de braços cruzados a ver o Braga a dominar o meio campo como quis. Faltou coragem e audácia para ir atrás do 2-0. Nas substituições também falhou numa melhor leitura do jogo, tirou o melhor elemento em campo (Quenda) depois de manter tanto tempo em campo o Trincão e o Pote (jogou o tempo todo). Previa-se que o Braga subisse as linhas no ultimo quarto de hora na busca do empate e a provocar mais cruzamentos e tinha o Diomande no banco. São muito erros de um treinador a que se exige muito mais, tinha que transmitir energia à equipa quando a viu a passo, sem intensidade e velocidade, assim vai ficar mais difícil.
CARLOS VICENS - 5 - Está de parabéns pelo bom jogo que fez em Alvalade. Tinha a cabeça no cepo mas com estes dois últimos resultados excelentes (Sporting e Celtic) fora de casa, salvou o coiro. Teve a coragem e a audácia que faltou ao treinador do Sporting, impôs o seu padrão de jogo e buscou a sua sorte que acabou por alcançar. De notar ainda que teve um dia a menos de descanso que os leões.
CLAUDIO PEREIRA (Árbitro) - 4 - Não foi pelo árbitro que o Sporting não ganhou. Decidiu quase sempre bem os lances e na grande penalidade cometida pelo Hjulmand não a assinalou porque não a viu, foi o VAR que o chamou.
CLAUDIA RIBEIRO (VAR) - 4 - Nada a dizer, é grande penalidade, o puxão é ostensivo e para baixo e bem visível.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o NÁPOLES da jornada 02 da Liga dos Campeões, que resultou numa derrota por 2-1. Golo de Luís Suárez 62' gp.
O LEÃO AINDA RUGIU FORTE EM NÁPOLES
Resultado duro para os leões que anularam a teórica superioridade dos italianos e fizeram por merecer outro resultado. Os rapazes de Rui Borges (que surpreendeu com várias alterações de início), ainda chegou a silenciar o Estádio Diego Armando Maradona quando aos 76' Pote teve nos pés o golo da reviravolta e logo a seguir, no último lance da partida, Hjulmand remata de cabeça para o que seria o golo de um empate justíssimo, mas foi negado pelo Milinkovic Savic, com uma defesa impossível com as pontas dos dedos da mão direita. O Sporting caiu de pé, só derrotado por um conjunto italiano muito cínico que fez 2 golos (oferecidos) em poucos ataques e defendeu sempre com muitos quando se viu em vantagem. Com as entradas de Suárez, Pote, Debast, Alisson os leões arrancaram para uma grande 2ª parte, empurrando os napolitanos para trás, obrigando-os a jogar no contra ataque. Erro de Rui Silva ditou derrota; Pote falhou o 1-2; Hjulmand esteve muito perto do 2-2; Maxi e João Simões destacaram-se.

DESTAQUE - MORTEN HJULMAND (Cap) - 4.5 - Voltou a ser o grande capitão do jogo da equipa, enchendo o campo. Trabalhou como um verdadeiro operário, correndo todo o terreno acima a baixo com e sem bola sem tempo para folgas. Participou em todas as acções colectivas na construção com um alto índice de acerto no passe e comandou com mestria a organização defensiva que fechou as portas aos italianos. Quase que teve a cereja no topo, quando gelou as bancadas com um cabezazo que daria o 2-2 no ultimo lance da partida, com o guarda redes napolitano a fazer uma defesa impossível.
RUI SILVA - 2 - Um erro, uma saída em falso e golo do Nápoles, quando a equipa já tinha conseguido o empate e estava por cima dos italianos. Já no 1º golo napolitano deixou uma imagem azeda, escancarou a zona do meio das pernas convidando o remate por esse atalho.
ÍVAN FRESNEDA - 3 - Fez recordar as limitações com bola e as dificuldades em enganar os adversários nos duelos. Mas deu sempre uma grande disponibilidade aos lances.
EDUARDO QUARESMA - 3 - Um erro grave de imaturidade que saiu caro, teve um momento de oportunidade para parar o Hjulmand quando se isolava no lance que resultou no 1º golo italiano. Sem essa falha seria uma noite de exibição para recordar.
GONÇALO INÁCIO - 2 - Muitas dificuldades em quase todos os lances a que foi chamado a intervir e com responsabilidades directas nos golos italianos, no 1º acompanhou o avançado dinamarquês sem nunca o ter parado em falta e no 2º encolheu-se no salto. O elemento da equipa que mais passes falhou.
MAXIMILIANO ARAÚJO - 4.5 - Cresceu imenso o fibroso uruguaio, atirou-se com alma e coração a todos os lances e nunca se deixou vergar. É já o elemento da equipa mais corajoso e competente em tudo o que faz, fortíssimo nos duelos e na leitura do jogo e dos lances e ...claro só ele podia ganhar aquela grande penalidade.
JOÃO SIMÕES - 4.5 - Só surpreendeu os distraídos. Muita personalidade a sair da pressão em drible e a guardar a bola. Dá muitas outras coisas que o georgiano Kocho e mesmo o Morita não conseguem dar.
GENY CATAMO - 2 - Exibição muito fraca, inofensivo, sem conseguir nada brilhante, deixando-se agarrar como presa fácil dos adversários italianos que o marcaram.
GEOVANY QUENDA - 3.5 - Não foi o ala/extremo que a equipa precisou, mas esteve uns bons furos acima do colega moçambicano. Insistiu muito em provocar lances perigosos como o cruzamento para Hjulmand que quase dava o 2-2 no último minuto.
FRANCISCO TRINCÃO - 2.5 - Jogou a 1ª parte no pior período da equipa, quando os italianos ainda frescos e mais subidos no terreno atacavam de todos os lados. Tentou levar a bola algumas vezes para o meio campo do Nápoles, mas rapidamente a perdia por más decisões.
FOTIS IOANNIDIS - 3 - Teve uma missão de enorme sacrifício, ter que lutar sozinho contra toda a defesa italiana quando os colegas de trás lhe lançavam a bola para esticar o jogo. Em vários lances ganhou a bola e soube protegê-la enquanto a equipa subia. Uma distracção retirou-o de um lance que podia ter resultado no 1-0 logo aos 13', não percebeu o passe rasteiro do Fresneda que pedia a sua antecipação, mesmo assim quase que ainda consegue chegar 1º à bola.
LUÍS SUÁREZ - 4 - (entrou 45') Irrepreensível na grande penalidade que marcou com enorme frieza. Uma boa entrada a participar em variados lances combinados de ataque que colocaram os italianos à beira de um ataque de nervos
PEDRO GONÇALVES - 3 - (entrou 45') Entrada positiva, trazendo ao jogo a maquina criativa que proporcionou vários lances de passes curtos mas letais, que abriram brechas na defesa italiana fazendo-os perceber que afinal os leões de Portugal não estavam ali para brincadeiras. Teve nos pés o Olimpo da FAMA, o golo que seria o da remontada e que certamente garantiria pontos, mas atirou a bola por cima da trave quando só tinha o gigante sérvio barbudo pela frente.
ALISSON SANTOS - 3 - (entrou 67')Voltou a somar pontos. Agitou ainda mais o jogo e mostrou enorme compromisso defensivo (roubou a Neres a hipótese do 3-1).
ZENO DEBAST - 3 - (entrou 67') - Mostrou uma dinâmica muito positiva no passe rápido e pragmático, ajudando a equipa a ficar por cima dos italianos e empurrá-los para trás para perto da sua área.
HIDEMASA MORITA - 2.5 - (entrou 78') - Não iria ser nada fácil fazer melhor que o colega que substituiu (João Simões). Atirou-se com garra e disponibilidade física para ajudar a equipa a tentar chegar ao golo do empate nos instantes finais do jogo.
RUI BORGES - 5 - A derrota mesmo que injusta penaliza-lhe a nota máxima. Preparou muito bem a estratégia do jogo e mostrou coragem de mexer onde tinha que mexer na equipa titular e depois quando no momento das substituições. Já esperava o assédio inicial forte do ataque dos italianos, fechou todas as portas e esperou com paciência o seu momento de tentar pegar no jogo, como veio a acontecer na 2ª parte. Pena os 2 erros brutais que penalizaram injustamente uma exibição que ficaria certamente para a história dos grandes resultados.
ANTÓNIO CONTE - 4 - Não brincou em serviço e foi competente a estudar o adversário campeão português. Preparou a equipa para que se posicionasse bem atrás, todos juntos, como um engodo, numa espera do erro do adversário, para depois partir para o contra ataque rápido para cinicamente matar. Teve depois e ainda aquela ajudinha divina, dos brindes e na grande parada do seu guarda redes no último minuto que a salvou do empate.
DANNY MAKKELY (Árbitro) - 4 - Boa arbitragem, equilibrada e bem gerida na maioria dos lances. Quiçá perdoou uma amarelo claro ao Kevin de Bruyne por aquela entrada duríssima na perna do Fresneda
TOMASZ KWIATKOWSKI (VAR) - 4 - O lance do jogo de maior decisão foi a grande penalidade que não deu quaisquer dúvidas o derrube no pé do Max Araújo.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o ESTORIL da jornada 07 da Liga Portugal Betclic, que resultou numa vitória por 1-0. Golo de Luís Suárez 12'.
SPORTING VENCE NA AMOREIRA MAS PÔS-SE A JEITO
Com a exibição menos inspirada dos últimos tempos, os leões derrotaram o Estoril Praia e igualaram provisoriamente o FC Porto na liderança do campeonato. O golo de Luís Suárez logo aos 12' (numa bela jogada colectiva) prevaleceu e chegou para garantir os 3 pontos. A equipa de Alvalade, que até prometeu com um bom início, desligou a partir dos 30', caindo de produção e baixando a intensidade trazendo de volta ao jogo a equipa canarinha que já se preparava para se resignar à natural superioridade do campeão. A parte final da partida foi marcada por vários passes errados de um Sporting quase irreconhecível, que se pôs a jeito de um golo fortuito do Estoril que daria um empate que seria muito castigador.

DESTAQUE - LUÍS SUÁREZ - 4 - Desta vez foi eficaz e resolveu o jogo com um golo de excelente efeito. Ofereceu a habitual disponibilidade na pressão, perseguindo várias vezes os adversários até ao meio campo.
RUI SILVA - 4 - Foi decisivo quando salvou o golo do empate (1-1) com excelente recurso pleno de reflexos, na cara do isolado Marquês.
GEORGIOS VAGIANNIDIS - 2.5 - Exibição algo fraquinha, com alguma atrapalhação defensiva e muito incisiva no ataque, sem qualquer lance de registo.
ZENO DEBAST - 3 - Por pouco que oferecia o golo do empate, valeu Rui Silva. Um início bastante activo com várias tentativas inglórias de passe na profundidade para os colegas da frente, mas com o passar dos minutos de jogo foi perdendo concentração e velocidade de execução.
GONÇALO INÁCIO - 3 - Nota positiva no limite. Também teve um bom início, mas foi perdendo gás, provocando vários erros no passe que podiam ter comprometido.
MAXIMILIANO ARAÚJO - 4 - Mesmo o melhor em campo durante toda a partida, a quem também seria bem entregue a escolha do destaque. Sempre numa cilindrada bem acima de todos, incluindo os adversários oferecendo muita energia e profundidade ao seu lado esquerdo. Defensivamente esteve impecável. A assistência foi meio golo.
MORTEN HJULMAND (Cap) - 3.5 - Brilhou na jogada do golo com acção decisiva. Voltou à rotação a três tempos e não conseguiu segurar e dar continuidade ao melhor ritmo da equipa da primeira meia hora, deixando-se também afundar naquela lentidão de posse de bola, que marcaram toda a segunda parte.
HIDEMASA MORITA - 3 - Enquanto durou (30') ajudou a equipa a pressionar e a encostar o Estoril às cordas, mas ficou no balneário ao intervalo. O treinador disse no final que já estava assim previsto.
GEOVANY QUENDA - 3 - Aquela mistura do fantástico e do péssimo que ainda o definem muito como jogador. Tem que continuar a crescer para diminuir as vezes que perde a bola no timing errado durante um jogo. Faz coisas extraordinárias e depois na jogada seguinte perde a bola provocando um contra ataque comprometedor do adversário.
FRANCISCO TRINCÃO - 2.5 - Não foi a sua noite. Escolheu sempre as piores opções nas ligações dos lances com os colegas e no remate quando apareceu solto e isolado na área do Estoril pela direita perdeu o timimg do remate, porque não quis rematar de pronto com o pé direito.
PEDRO GONÇALVES - 2.5 - Muito desinspirado como prova o falhanço quase em cima da linha de golo, em que acabou por fazer o mais difícil, falhar o 2-0, conseguindo que a bola incrivelmente passasse por cima da trave.
GIORGI KOCHORASHVILI - 2 - (entrou 45') Piorou a equipa, sempre muito longe do que tinha feito o colega japonês. Perdeu-se em triangulações consecutivas, quando por vezes a jogada pedia outras coisas.
ÍVAN FRESNEDA - 2.5 - (entrou 73') Trouxe uma energia diferente, mais positiva, que a que deixou o jovem colega grego.
GENY CATAMO - 1 - (entrou 73') Conseguiu a proeza de falhar praticamente todos os lances em que interviu.
FOTIS IOANNIDIS - 3 - (entrou 73') Voltou a mostrar que é boa opção para a equipa, não perdeu um único duelo e já mostra que é de caras o melhor elemento a jogar de costas para a baliza adversária, como muito bem fazia o Gyokeres. Segurou com competência várias bolas no ataque, num timing decisivo do jogo quando o Estoril ainda acreditava que podia chegar ao empate.
ALISSON SANTOS - 3 - (entrou 84') O que este muchacho conseguiu outra vez fazer em tão pouco tempo de jogo é obra e mérito, a merecer sem dúvida entrar mais cedo no jogo. Trouxe forte agitação, mexendo com aquilo tudo, acelerando como num veículo a motor enquanto todos em campo já andavam de bicicleta. Em 10' quase que faz 3 assistências, após jogadas individuais, e ainda teve um portentoso remate que levava selo de golo, impedido por uma cabeça que desviou a bola da direcção do alvo.
RUI BORGES - 3.5 - Terá que analisar e procurar as explicações do motivo dos jogadores desligarem a partir da meia hora de jogo. Viu a equipa por-se a jeito nos minutos finais de sofrer um empate que seria devastador. Terá também que analisar melhor o timing das substituições em situações como esta de queda abrupta da intensidade.
IAN CATHRO - 3 - Encostado às cordas durante toda a primeira meia hora já se resignava à superioridade do campeão nacional, mas deu-se o golpe de teatro, os leões começaram a quebrar na intensidade e velocidade, passando a jogar lentos e previsíveis trazendo a sua equipa, comandada pelo João Carvalho e o habilidoso Rafik Guitane de novo ao jogo, provocando a incerteza no resultado até ao apito final.
LUÍS GODINHO (Árbitro) - 3 - Arbitragem positiva, apesar de ter tido alguns lances de interpretação difíceis de ajuizar, muito disputados fisicamente.
RUI SILVA (VAR) - 3 - O golo parece claro e limpo, verdade que o Pote está fora de jogo na altura do remate do Suárez mas não interfere com a visão do guarda-redes. No lance do Maxi na área do Sporting, fez bem em não intervir, é um lance no mínimo duvidoso e o protocolo pede intervenções em lances claros e óbvios.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o MOREIRENSE da jornada 06 da Liga Portugal Betclic, que resultou numa vitória por 3-0. Golos de Luís Suárez 76'; Pedro Gonçalves 90' e Fotis Ioannidis 90+4'.
LEÃO COM MENU DE GOLEADA LIGHT
O Sporting cumpriu a sexta jornada da Liga com uma exibição convincente, repleta de oportunidades de golo e uma grande capacidade para dominar o adversário. Os leões provocaram um vendaval de ocasiões para marcar na 1ª parte, com uma dinâmica ofensiva avassaladora (só Suárez falhou 4 flagrantes) e uma tremenda reacção à perda, que impediram o Moreireirense de respirar ou de poder chegar à frente, mas não conseguiram abrir o marcador e só no quarto de hora final desbloquearam, com duas grandes penalidades claras a garantirem o triunfo. Trincão ganhou as 2 penalidades que Suárez e Pote marcaram; Ioannidis estreou-se a marcar; André Ferreira encheu a baliza do Moreirense.

DESTAQUE - FRANCISCO TRINCÃO - 4.5 - Voltou a desbloquear, ganhando duas grandes penalidades num jogo que teimava no empate a zero e resolveu o problema garantindo os 3 pontos. Quase que faz um grande golo fora da área, a bola a passar rente ao poste, com o André Ferreira pregado no relvado.
JOÃO VIRGÍNIA - 3.5 - Foi das últimas contratações do mercado de verão e partiu do zero absoluto. Tem surpreendido pela positiva, marcando pontos em todos os jogos, subindo a sua montanha a pulso. Mostrou o seu bom jogo de pés e a confiança no risco do passe.
GEORGIOS VAGIANNIDIS - 3.5 - Cada vez melhor integrado participou na maioria das combinações de ataque na sua fase final, do último passe ou cruzamento.
ZENO DEBAST - 3.5 - Desta vez a equipa não sofreu golos, a defesa soube resolver com qualidade todos os lances das pouquíssimas vezes que o Moreirense chegou perto da baliza do guarda-redes leonino.
GONÇALO INÁCIO - 3.5 - Igual patamar elevado para os 2 centrais que fecharam sempre e bem os caminhos para a sua baliza.
RICARDO MANGAS - 3 - Foi o elemento mais débil, voltando a somar erros técnicos e sem capacidade de fazer a diferença nos duelos.
MORTEN HJULMAND (Cap) - 4 - Já se viu uma aproximação ao nível exibicional que nos tem habituado, esteve muito mais rápido na reacção e notou-se logo a diferença, ganhou a maioria dos duelos impondo a sua marca de mestre.
GIORGI KOCHORASHVILI - 3.5 - Participou de forma bem activa e muito enérgica no carrossel de combinações com o trio da frente, que provocaram muito sofrimento ao adversário em toda a 1ª parte.
GEOVANY QUENDA - 3 - Exibição pouco convincente e inconstante pelos vários passes falhados de forma infantil e que provocaram alguma animação ao adversário desferindo contra ataques.
PEDRO GONÇALVES - 4 - Também esteve algo perdulário ontem, falhando um par de ocasiões flagrantes de golo, mas não vacilou no penálti que garantiu aos 90' a merecida vitória. Brilhou com vários passes que rasgaram a defesa do Moreirense.
LUIS SUÁREZ - 4 - Foi o rei dos falhanços, alguns inacreditáveis depois de fintar o guarda redes e voltou a acertar no poste. Competente a marcar o penálti (bem marcado) que abriu o caminho da vitória.
MAXIMIANO ARAÚJO - 3.5 - (entrou 54') Comparado com o Mangas é a estrada da Beira com a beira da estrada, sempre muito acutilante desbaratou mesmo quem lhe apareceu pela frente. Num lance sentou 2 adversários e atirou no que seria um golo de arte, mas a bola saiu ao lado do poste.
HIDEMASA MORITA - 3.5 - (entrou 54') Trouxe o andamento que a equipa necessitava na 2ª parte quando já dava sinais de cair a intensidade, foi um momento chave para pegar de novo no jogo e encostar o adversários ás cordas.
FOTIS IOANNIDIS - 3 - (entrou 79') Mostrou grande agressividade a atacar a área no golo que marcou, como um relâmpago.
ALLISON SANTOS - 3 - (entrou 90') Voltou a implorar mais minutos de jogo. Aquela arrancada e cruzamento para o "toma e faz-te famoso" é de craque.
JOÃO SIMÕES - (entrou 90') Sem lances de registo.
RUI BORGES - 4.5 - Viu a equipa cumprir agarrando os três pontos, num jogo que se adivinhava complicado, após uma noite europeia e defrontando uma das melhores equipas da Liga, que chegava a Alvalade com os mesmos pontos do Sporting. Tem crescido como treinador a olhos vistos, a equipa dominou de forma avassaladora o adversário e não lhe permitiu qualquer remate perigoso. Não voltou a desperdiçar as 5 substituições que fazem rodar a equipa.
VASCO COSTA - 2 - Levou em cima e de forma implacável com a melhor versão do campeão nacional. Sofreram muito em todo o jogo e só por grande milagre chegaram ao intervalo com a sua baliza inviolável, deveu-se também à grande exibição (para recordar) do André Ferreira, que foi por isso o melhor elemento em campo.
HÉLDER CARVALHO (Árbitro) - 5 - Grande arbitragem, corajoso na interpretação de vários lances, deixando jogar. De pronto assinalou as duas grandes penalidades que foram claras.
JOÃO BENTO (VAR) - 5 - Confirmou as grandes penalidades que foram óbvias.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o FC KAIRAT ALMATY da jornada 01 da Liga dos Campeões, que resultou numa vitória por 4 -1. Golos de Francisco Trincão 44', 65', Alisson Santos 66' e Geovany Quenda 68'.
SPORTING ABRIU A CHAMPIONS LEAGUE COM GOLEADA
O Sporting iniciou a Liga das Campeões da melhor maneira ao cumprir diante do Kairat. Os leões podiam ter marcado logo a abrir por Pote, mas foram desperdiçando boas oportunidades, Hjulmand, aos 21′, inclusive, viu Kalmurza defender-lhe o penálti, e só chegaram ao golo perto do intervalo por Trincão. Na 2.ª parte Virgínia negou o empate a Satpayev, logo a seguir Suárez, que já tinha acertado no ferro no 1.º tempo, acertou na barra, até que Rui Borges faz uma tripla alteração e os leões no espaço de 3 minutos fizeram 3 golos. Primeiro foi Francisco Trincão, a seguir Alisson a estrear-se a marcar pelos leões e no minuto seguinte Quenda também fez o gosto ao pé num belo lance individual. Os verde e brancos dominavam, mas iam desperdiçando golos (Trincão até de baliza aberta) e o Kairat aproveitou para reduzir por Edmilson. Trincão bisou; Alisson estreou-se a marcar; Quenda fez o golo da noite; Hjulmand desperdiçou penálti; Suárez acertou 2 vezes nos postes; Virgínia salvou 2 golos.

DESTAQUE - FRANCISCO TRINCÃO - 4.5 - Demorou a entrar no jogo mas quando o agarrou soltou-se o génio; correu, desbloqueou, bisou e matou.
JOÃO VIRGÍNIA - 4.5 - Salvou 2 golos com realce para o 1º lance que daria com surpresa o empate 1-1 aos cazaques.
IVÁN FRESNEDA - 4 - Uma das melhores exibições de verde e branco. Correu muito, desequilibrou e assistiu. Pena as dificuldades que teima em manter no último passe.
EDUARDO QUARESMA - 4 - Uns bons furos acima do colega Inácio. Foi sempre eficaz e contundente nos duelos.
GONÇALO INÁCIO - 3 - Terá que repensar muito a sua forma de ler os lances, lento nas abordagens, a chegar e a executar.
MAXIMILIANO ARAÚJO - 3 - Exibição QB, com várias decisões bastante criticáveis, principalmente com entregas da bola quando tinha espaço para fazer melhor.
MORTEN HJULMAND - 2.5 - Ainda não foi desta que o nosso capitão voltou. Falhou na grande penalidade (mal marcada) e pareceu desligado.
GIORGI KOCHORASHVILI - 2.5 - Manteve o registo insuficiente dos últimos jogos da muita parra e nenhum bago de uva, desta vez com várias falhas comprometedoras.
GEOVANY QUENDA - 3.5 - Valeu o golazo que deu ânimo às bancadas. Muitos dribles com alguns desses lances a exagerar pelo individualismo.
PEDRO GONÇALVES - 3 - Teve o golo nos pés logo no início (5'), nem ele sabe como falhou só com o guarda redes pela frente. Não voltou a ter outra igual.
LUÍS SUARÉZ - 4 - Dos elementos mais activos, deu cabo da tinta dos ferros da baliza adversária por 2 vezes e levou a defesa do kairat ao limite em outros lances.
HIDEMASA MORITA - 2.5 (entrou 61') - Fez a equipa fluir mais que o cartvélio. O japonês foi mais pragmático e assertivo.
ALISSON SANTOS - 3.5 (entrou 61') Marcou um bom golo e marcou pontos por tudo o que fez. Muita vontade em mostrar-se, que é bom de bola ao estilo bem brasileirado.
FOTIS IOANNIDIS - 2 - (entrou 61') Não é um caso de ter estado mal, mas pouco ou quase nada acrescentou, deixando-se ir na onda do resultado de goleada já feito.
MATHEUS REIS - 2 - (entrou 66') Trouxe frescura e maior velocidade nos movimentos da equipa e nada mais.
ZENO DEBAST - 2 - (entrou 79') Voltou à posição que mais gosta e o faz sentir mais confortável, mas o resultado já estava feito.
RUI BORGES - 4.5 - A equipa cumpriu com goleada apesar da exibição intermitente. Teve sempre presente a gestão dos dois jogos, o de ontem daLiga dos Campeôes e o de segunda- -feira contra o Moreirense para o campeonato e fê-lo muito bem, rodando vários elementos, mas os adeptos esperavam ver também o João Simôes, era um jogo ao seu jeito para ganhar competição nas pernas.
RAFAEL URAZBAKHTIN - 2 - Não foi a melhor estreia da sua equipa na liga milionária, mas as diferenças foram (são) abismais entre as duas equipas, apesar da boa organização defensiva, com toda a equipa bem distribuída nos espaços. Fizeram o seu golo histórico e quase que faziam mais 2, negados pelas excelentes defesas do guarda redes do Sporting.
DAMIAN SYLVESTRZAK (Árbitro) - 4 - Boa arbitragem num jogo bem fácil de dirigir. Foi peremptório a assinalar a falta da grande penalidade.
TOMASZ KWIATKOWSKY (VAR) - 3 - Não teve lances duvidosos que merecessem a sua intervenção. Confirmou a grande penalidade evidente.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o FAMALICÃO da jornada 05 da Liga Portugal Betclic, que resultou numa vitória por 2-1. Golos de Pedro Gonçalves 22' e Luís Suárez 65'.
SPORTING DÁ A VOLTA EM FAMALICÃO
Os leões tiveram que se aplicar para cumprir num dos campos mais complicados da Liga, com uma exibição que não terá sido brilhante, mas foi madura e muito musculada. Apesar do equilíbrio, é uma vitória justa face à quantidade e qualidade das ocasiões criadas. Alguns sinais de preocupação com o terceiro jogo consecutivo em que começa a perder, voltando a mostrar fragilidades no jogo aéreo, mais visível nas bolas paradas, mas também nos passes em profundidade para as costas da sua defesa. Luis Suárez resolveu, Pote marcou e assistiu; Quenda desperdiçou duas oportunidades bem claras; Ionnadinis teve a sua estreia.

DESTAQUE - PEDRO GONÇALVES - 4.5 - Liderou a equipa e fez a diferença na qualidade que dá aos lances. Empatou a partida numa jogada de enorme visão e leitura respondendo ao passe do Quenda e assistiu de bandeja o Suárez para o golo da preciosa vitória.
JOÃO VIRGÍNIA - 3.5 - Exibição bem segura. Mostrou-se sempre muito concentrado respondendo bem às poucas intervenções a que foi chamado.
GEORGIOS VAGIANNIDIS - 3 - Falta-lhe ainda perceber como ligar-se aos colegas da frente, nas jogadas de ataque ensaiadas. Mostrou que sabe cruzar bem de primeira e com direcção na bola.
ZENO DEBAST - 3.5 - Em vários lances foi um pouco peixe fora de água, principalmente nas disputas aéreas e nos passes longos para as suas costas. Mostrou grande fibra atlética, que ajudou a disfarçar as lacunas.
GONÇALO INÁCIO - 3.5 - Teve tarefa complicada face aos adversários sempre muito determinados que lhe apareciam em velocidade pela frente. Teve que deixar a nota artística de lado nas suas intervenções, optando e bem por jogar simples e pragmático numa luta feroz que travou no mano a mano.
RICARDO MANGAS - 3 - Mostrou algumas debilidades a defender, na leitura dos espaços acabando por sofrer bastante contra um opositor muito forte (Gil Dias).
MORTEN HJULMAND (Cap) - 3 - Uma exibição que acabou algo estranha por ter andado todo o jogo tão longe do que sabe e pode fazer. A primeira fase de construção ser agora da responsabilidade do colega Georgiano, o que surpreende, retira-lhe o protagonismo e a alegria que sempre dá aos lances.
GIORGI KOCHORASHVILI - 3.5 - Apesar de ter estado mais em foco que o capitão leonino, não conseguiu ainda convencer, voltou ao registo do típico jogador de "tabuleiro" (recebe e entrega). Melhorou na 2ª parte, brilhando com 2 bons passes a rasgar as linhas de trás do adversário.
GEOVANY QUENDA - 3.5 - Teve dois grandes falhanços que poderiam ter custado muito à equipa, isolado não soube finalizar e depois atirou ao poste com a baliza escancarada. Redimiu-se com o soberbo passe que isolou o Pote para o golo do empate.
FRANCISCO TRINCÃO - 3 - Exibição esforçada mas também mais discreta que o habitual, sem grandes lances ou jogadas a registar.
LUÍS SUÁREZ - 4 - O típico ponta de lança que as defesas adversárias detestam e não gostam de enfrentar, foi chatinho (carraça) em todos os lances, sempre na espera de um falhanço do adversário. Depois da sensacional exibição pela sua selecção em que brilhou com um Póker histórico, marcou o golo da vitória dos leões.
MAXI ARAÚJO - 2.5 - (entrou 68') A boa noticia da sua recuperação depois de 1 mês lesionado. Foi lançado para travar (bem) o Gil Dias a que o colega Ricardo Mangas já não estava a conseguir.
FOTIS IOANNIDIS - 3 - (entrou 68') Fez finalmente a sua estreia na equipa (com um ano de atraso) e já deu para mostrar que é "jogador" , fortissimo a proteger a bola, boa leitura dos lances e dos espaços, deixou água na boca aos adeptos.
JOÃO SIMÕES - 2.5 - (entrou 88') O miúdo com muito futebol nos pés que reclama mais minutos de utilização. Sacou um lance da cartola que quase dá grande golo.
ALISSON SANTOS - 2 - (entrou 88') Foi lançado quase no final sem tempo para grandes brilhos. Segurou bem a bola quando a teve, era hora de agarrar os 3 pontos.
EDUARDO QUARESMA - 2 - (entrou 90') Boa visão do treinador, o jogo naquela altura pedia de facto a sua entrada, com o Famalicão já a fazer jogo directo no risco total, na tentativa de ainda poder empatar o jogo. Muito determinado e assertivo trouxe a energia que ja estava a faltar à defesa.
RUI BORGES - 4.5 - Passou com sucesso um teste difícil num campo tramado para todos que o visitam, contra um adversário forte que joga bem, que não perdia em todo o ano de 2025. Soube dar à equipa na 2ª parte as substituições que o jogo pedia.
HUGO OLIVEIRA - 3.5 - A sua equipa esteve à altura de um bom jogo e de um grande espectáculo de futebol que entreteve o publico até ao apito final. Muito combativa e corajosa a dividir um jogo bem rasgadinhio de frente, com olhos nos olhos no adversário.
ANTÓNIO NOBRE (Árbitro) - 4 - Brilhou com uma boa arbitragem, com poucos erros nas suas decisões. Um exagero de cartões amarelos na fase inicial, mas que foi corrigindo até final, deixando jogar apitando só quando tinha que ser, nas faltas evidentes e claras.
PEDRO FERREIRA (VAR) - 4 - Ficou a ideia pelas imagens que foram assertivas as suas intervenções que ajudaram o colega de campo na justiça das suas decisões.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o NACIONAL da jornada 03 da Liga Portugal Betclic, que resultou numa vitória por 4-1. Golos de Pedro Gonçalves 52', 76', 90+3', e Conrad Harder 83'.
UM SHOW POTE NA CHOUPANA
O Sporting foi cruelmente penalizados logo após a abertura do jogo, engolindo um golo a frio num lance de bola parada. Ficou logo aí lançado o grande desafio aos leões, à sua capacidade de terem que dar a volta ao marcador e garantirem os 3 preciosos pontos, quando apareceu o génio de Pote para resolver. O médio criativo, que é uma espécie de reforço de luxo para esta época, fez toda a diferença com a sua qualidade, marcando 3 excelentes golos, uma assistência em bandeja de ouro, um estoiro na trave e ainda viu um novo golo ser-lhe negado em cima da linha de baliza. A equipa de Rui Borges cumpriu com goleada, somando o 3º triunfo consecutivo na Liga, e já com um score incrível de 12 golos marcados.

DESTAQUE - PEDRO GONÇALVES - 6 - Show Pote na Choupana. Um belíssimo hat-trick (todos grandes golos), uma assistência que valeu meio golo, um estoiro na trave, um outro golo que lhe foi negado em cima da linha e que lhe daria um justíssimo poker-trick. Rebocou a equipa na remontada logo após ter ligado o pé para poder continuar no jogo, vitima de uma entrada dura de um adversário. Ficou claro que isto com o Pote é outra coisa...
RUI SILVA - 3 - Sofreu o 1º golo (podia ter feito algo mais) da Liga e num lance de bola parada e cruzada que colocou a nu o desconforto de toda a equipa no jogo aéreo. Depois só teve que intervir raríssimas vezes, apesar de algumas bolas ameaçadoras terem cruzado a sua baliza.
IVAN FRESNEDA - 3 - Prestação sofrível, sem impacto qualitativo positivo, acrescentado na equipa e no jogo. Positivo sim, a sua grande capacidade de luta e abnegação que ofereceu a todos os lances, sem nunca desistir.
ZENO DEBAST - 3 - Quando o adversário procurou o jogo aéreo sentiu alguma dificuldade e desconforto para anular os lances, saindo com saldo deveras negativo na sua disputa. Já com a bola junto à relva, a música foi outra, dando sempre uma boa resposta.
GONÇALO INÁCIO - 3 - Já não ter o Coates faz tempo e agora nem o Diomande ao seu lado no eixo da defesa, é ser colocado a uma prova de guerra que ainda não não consegue superar com o brilhantismo que se exige, nas bolas lá no alto, voadoras pelo 2º andar. Já com a bola no pé, aí ofereceu a habitual boa qualidade.
RICARDO MANGAS - 3 - Na primeira parte foi dos elementos da equipa mais perigosos para a baliza do Nacional oferecendo várias bolas de golo, mas foi caindo na produção, cometendo algumas perdas de bola consecutivas que lhe sacaram a confiança e quando assim acontece, o melhor é sair do jogo.
MORTEN HJULMAN (Cap) - 3.5 - Ainda procura o seu ritmo mais alto que faz toda a diferença, mesmo assim numa rotação de cruzeiro moderado, mostrou eficácia e domínio na sua zona, naquela função de varrer as investidas do adversário e marcar o ritmo de ataque da equipa.
HIDEMASA MORITA - 2 - (que pasó?) Lesionado? Uma prestação muito má na meia hora que jogou, até ser substituído.
GENY CATAMO - 2 - Exibição inconsequente, falhando a maioria das suas acções que nunca tiveram o seguimento devido, pelas más opções que tomou e também pela falta de maior criatividade desequilibradora.
FRANCISCO TRINCÃO - 3 - Sempre muito disponível na função box to box e nas tabelas com os colegas já perto da baliza do Nacional, mas faltou-lhe inspiração para dar um rumo de maior aproveitamento e eficácia nos lances.
LUÍS SUÁREZ - 3.5 - Exibição intermitente, é de facto um perito na forma como pressiona os adversários, conseguindo várias vezes roubar-lhes a bola, foi precipitado nas várias vezes que rematou muito longe do alvo, numa altura que a equipa já reclamava por um ponta de lança que apareceu de outra forma, a servir com genialidade em dois golos do Pote.
GIORGI KOCHORASHVILI - 3 - (Entrou 32') Trouxe uma rotação superior ao colega japonês que substituiu, apesar da imprecisão em vários lances. Uma entrada que acabou por ser decisiva no jogo, pela expulsão (2º amarelo) do jogador do Nacional que fez a falta sobre o georgiano (37')
GEORGIOS VAGIANNIDIS - 3 - (Entrou 64') Deixou bons apontamentos em alguns lances, mas ainda procura o natural entrosamento na sua nova equipa
GEOVANY QUENDA - 1 - (Entrou 64') Algo não parece bem com o muchacho, conseguiu a proeza de fazer ainda pior que o colega moçambicano. Só teve más acções e decisões.
CONRAD HARDER - 3.5 - (Enrtrou 78') Marcou um golo à ponta de lança, a provocar ainda mais dúvidas nos adeptos e no treinador, quando se fala tanto numa eventual saída.
RUI BORGES - 4 - Ainda apanhou um susto quando viu a equipa entrar praticamente a perder no jogo. Verdade que a qualidade dos seus jogadores, com o Pote a liderar, fizeram toda a diferença, imprimiram sempre no jogo até final um ritmo e rotação altíssimos, com muitas acçôes atacantes variadas, que tiveram os seus frutos e com toda a justiça. Mas ficaram a descoberto as dificuldades da equipa no jogo aéreo, algo que terá forçosamente que corrigir já no jogo seguinte contra o FC Porto.
TIAGO MARGARIDO - 2.5 - Não fosse a goleada e a excessiva dureza dos seus jogadores em alguns lances e teria nota positiva. Leu muito bem o adversário e as suas maiores lacunas (bolas pelo ar) que explorou bem e até à exaustão. O filme do jogo e do resultado ficou-lhe traçado, quando um seu jogador foi (bem) expulso ainda na 1ª parte (37')
BRUNO COSTA (Árbitro) - 3.5 - Um jovem árbitro a querer aparecer nos palcos dos grandes jogos. Pareceu mostrar ter qualidades, se não se deixar influenciar. Nem sempre acertou nas decisôes que tomou mas no geral foi uma actuação positiva.
JOÃO BENTO (VAR) - 3 - Levou excessivo tempo a ver e rever as imagens do golo anulado ao Suárez e as linhas do fora de jogo nunca foram apresentadas. Um lance que deixou muitas duvidas e que nem ele nem o operador da TV, ajudaram a esclarecer.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o AROUCA da jornada 02 da Liga Portugal Betclic, que resultou numa vitória por 6-0 . Golos de Ricardo Mangas 20' e 50', Luís Suárez 31' e 62', Francisco Trincão 45' e 76'.
A MÁQUINA DE ALVALADE AMASSOU E CILINDROU
Grande demonstração de força do leão no seu regresso a casa, inaugurando o novo "Alvalade 2.0" (sem fosso) com uma goleada das antigas. Voltou a não dar qualquer hipótese ao adversário em todas as zonas do terreno, sendo que ao contrário do jogo anterior, do arranque da Liga, traduziu desta vez números acrescentados no placard, que deram maior justiça à imponente superioridade em campo, perante um Arouca que foi rapidamente diluído no jogo em que só lhe foi permitido ter um único remate (fraco) enquadrado nos 90'. Mangas, Trincão e Suárez homenagearam a noite festiva com brilhantismo, bisando cada um.

DESTAQUE - RICARDO MANGAS - 5 - O galgo de Alvalade está com a corda toda, a surpreender tudo e todos, quiçá a ele próprio. Bisou, esteve perto do hat-trick e ainda assistiu uma bola cantada para o Suárez falhar escandalosamente à frente da baliza. Sabe e sente que é a oportunidade de uma vida e vive agora o seu sonho, fazendo sonhar também os adeptos dos leões, que o aplaudiram de pé no final.
RUI SILVA - 3.5 - Voltou a não ser testado, sujou os calções uma única vez, quando se estirou no relvado para defender o único remate, fraco e denunciado, do adversário. Sempre bem a ler o jogo, na antecipação às bolas lançadas longas, na profundidade.
IVÁN FRESNEDA - 3 - Uiiiiiiii tantos passes falhados e cruzamentos mal definidos e já com o jovem grego à perna, que apesar de uma estreia tímida, mostrou logo ali que lhe é superior.
ZENO DEBAST - 5 - Deu recital nos passes teleguiados como um 10 à antiga, meteu a bola onde quis, nas costas dos defesas adversários e ainda sacou uma das suas conhecidas bombas, que escaldaram as mãos do João Valido tal foi o impacto que se ouviu em todo o estádio, silenciando-o com um bruáá de espanto, num lance que acabou por resultar no 3º golo.
GONÇALO INÁCIO - 4 - Se do lado do Zeno choviam passes de mestre, do outro lado o Gonçalo não lhe quis ficar atrás, mostrando que também andou na mesma escola, apesar de não ter sido tão feliz, foi menos assertivo, falhando várias vezes o alvo.
MORTEN HJULMAND (Cap) - 3.5 - Menos exuberante (perdeu algumas bolas) que na jornada anterior em Rio Maior, mas no geral voltou a ser implacável no domínio do meio campo, secando todas as iniciativas do adversário, que ameaçavam levar perigo à baliza do Rui Silva.
HIDEMASA MORITA - 3 - Leu bem o jogo, posicionando-se sempre bem nos espaços a dar linhas de passe aos colegas, mas pecou na definição, falhando precisão no passe que emperrou a continuidade de vários lances que pediam acerto e velocidade de execução, perdendo-se a superioridade numérica pontual.
GENY CATAMO - 3 - Foi o elemento da linha da frente que mais vezes foi solicitado pelo Debast, que lhe ofereceu um sem número de bolas cantadas a pedirem a sua desmarcação, carregou "o piano" muitas vezes é um facto, mas estranhamente nunca lhe soltou boas notas artísticas.
FRANCISCO TRINCÃO - 5 - Na verdade foi o verdadeiro patrão da equipa, voltou a fazer uma grande jogatana repleta de qualidade técnica. As várias vezes que correu todo o campo para recuperar o equilíbrio defensivo da equipa, com verdadeiros sprints que até cansaram os olhos dos adeptos só de ver. Bisou e também andou perto de fazer o hat-trick em vários lances.
PEDRO GONÇALVES - 3 - As filhas gémeas não o deixam dormir à noite, pareceu de facto sonolento, num ritmo mais lento, fora da frequência dos colegas e quando se falha aqueles golos cantados, explica de alguma forma o défice de alguma energia cerebral e de visão.
LUÍS SUÁREZ - 5 - A pergunta é se vai aguentar toda a época naquelas acelerações alucinantes, pressionou de facto como um animal faminto e vê-se que vai fazer muita mossa nos adversários. Também bisou e com os 2 pés e esteve pertinho de fazer de cabeça o hat trick, no lance mais escandaloso da noite.
GEORGIOS VAGIANNIDIS - 3 - ( Entrou 45') Ainda deslumbrado com a música "O Mundo sabe que" e com tudo o que viu à sua volta, mesmo com toda aquela timidez entrou e assistiu com pinta para o 4º da equipa. Deu para ver que o Fresneda vai ter grandes e sérios problemas.
GEOVANY QUENDA - 4 - (Entrou 57') Um grande leão surpreendentemente a apresentar um banco cheio de garras, de luxo. O jovem craque entrou e fez logo 2 assistências.
GIORGI KOCHORASHVILI - ( Entrou 73') - 3 - Mostrou muita mobilidade e muita vontade de fazer tudo bem para ajudar a equipa a manter um ritmo alto competitivo, apesar dos golos irem surgindo.
CONRAD HARDER - 1 - ( Entrou 73') Voltou a escolher o caminho mais difícil para se mostrar, assim não vai lá. Não pode nunca colocar a equipa para segundo plano, depois de si. Um lance em excelente posição mas "obrigado" a fazer o passe para o colega que seria só empurrar para golo e preferiu insistir no remate, mesmo depois de ficar com a baliza tapada, voltou a insistir, mostrando um egoísmo que é de todo reprovável e que só o prejudica.
ALISSON SANTOS - 2 - (Entrou 81') Mostrou boa energia e que pode crescer bastante. Bom toque de bola e capacidade de improvisar. Precisa de mais tempo de jogo para se acalmar e fazer as coisas com menos precipitação.
RUI BORGES - 6 - E esta hein? Está a dar cartas sim senhor, a surpreender e lá no seu estilo invulgar, sorrateiro, envia mensagens bem claras a todos, que pode sim levar com sucesso a água ao moinho. 2 jogos em que arrasou 2 das equipas que foram sensação na época passada e...sem o "mito" Gyokeres! A equipa voltou a apresentar um futebol múltiplo, vivo, atractivo, criativo e sempre com o pé a fundo no acelerador. Pode vir a calar muitas vozes, haverá sacos para tantas violas?
VASCO SEABRA - 1 - Verdade que viu a equipa a ficar reduzida a 10 elementos muito cedo (30'), mas provocado, resultado, pelo futebol avassalador do bicampeão nacional, que esmagou a sua equipa e não deu qualquer hipótese em todas as zonas do campo. Foram meia dúzia, mas podiam ter sido 8, 9 e... .
HELDER MALHEIRO (Árbitro) - 2 - Como se pode num jogo tão fácil de dirigir não ter convencido ninguém? Foi medroso ou manhoso, a assumir de imediato várias faltas claras, como exemplo, a da grande penalidade tão cristalina.
MANUEL MOTA (VAR) - 5 - O jogo pode ter tido um árbitro manhoso, mais preparado para uma qualquer festa especial, mas também se percebeu que teria que passar um crivo apertado, por alguém com eles no sítio no VAR.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o CASA PIA da jornada 01 da Liga Portugal Betclic, que resultou numa vitória por 2-0 . Golos de Francisco Trincão, 42' e Morten Hjulmand 60'.
O SPORTING ARRANCA NO CAMPEONATO À CAMPEÃO
Imagem muito convincente dos leôes no arranque do campeonato. Uma entrada de rompante no jogo, com uma 1ª parte demolidora, de luxo, espectacular, que com acerto na finalização tinham construído uma goleada e acabado logo com o jogo. No entanto os postes e o guarda redes Sequeira (várias grandes defesas) foram adiando o golo e impediram o descalabro dos gansos. Com as saídas prematuras, forçadas por lesões (musculares?) de Araújo e principalmente de Diomande trouxeram para a 2ªparte um leão menos ousado, a convidar o adversário a subir mais no terreno, com o jogo a ficar mais dividido, com momentos de equilíbrio, mas com os rapazes de Rui Borges a terem sempre as melhores chances para fazer o 3-0, o que daria uma maior justiça no resultado final.

DESTAQUE - FRANCISCO TRINCÃO - 5 - O homem elástico que nunca parte, quando folgado fisicamente torna-se imparável, deixou perfume em todos os lances e foi decisivo nos 2 golos com enormes execuções.
RUI SILVA - 3 - Estes jogos por vezes tornam-se ingratos e gelados, uma bola bem cruzada e é a morte do artista. Foi espectador de cadeirinha nos 90'.
IVAN FRESNEDA - 2 - Não confirmou o bom jogo da supertaça, forte a ganhar espaço mas sem capacidade de dar boa sequência aos lances, péssimo no ultimo passe, com cruzamentos disparatados. Foi claramente o elemento mais fraco da equipa na 1ª parte. Voltou a não entrar bem na etapa complementar, com várias más decisões na defesa.
OUSMANE DIOMANDE - 4 - Assumiu logo de inicio a sua coroa de rei de toda a zona central da defesa, imperial em todos os lances que disputou com o possante Cassiano e ainda a emendar as asneiras do Fresneda. Foi traído por um esticão excessivo muscular na coxa e saiu do jogo com dores.
GONÇALO INÁCIO - 4- Exibição bem acima do jogo da Supertaça, errou menos passes e sempre com boa reacção nas acções que interveio, a dobrar e a chegar sempre primeiro à bola na antecipação.
MORTEN HJULMAND (cap) - 5 - Podia ter sido o eleito do destaque, foi o polvo habitual, varrendo, de pantufas, todas iniciativas do adversário no centro do terreno. Fez o 2º golo e ainda tirou tinta ao poste num dos seus remates de assinatura. Deu tremenda resposta a todos os noveleiros que criam fantasias diárias de uma saída.
HIDEMASA MORITA - 4 - Já deu bons sinais de retoma do Morita que conhecemos, esteve mais rápido na execução e nas movimentações sem bola para as zonas estratégicas, que completavam com sucesso a última peça do rolo compressor que esmagou o Casa Pia na 1ª parte.
GENY CATAMO - 3.5 - Teve a sua tarefa muito dificultada devido a um policiamento especial, em cima, que o treinador adversário lhe "ofereceu", na sua ideia, era o elemento a "abater" do Sporting. Nunca teve espaços para progredir, aparecia logo um "policia" a dobrar para matar-lhe o lance de qualquer forma.
MAXIMILIANO ARAÚJO - 4 - Cada vez mais é um prazer assistir à forma de jogar deste uruguaio de raça pura. É dos elementos da equipa que provoca mais duvidas no adversário, pela imprevisibilidade das suas jogadas. Conquistou com mérito a entrada no grupo dos nucleares da equipa. Foi também traído por um esticão excessivo no músculo da coxa e que forçou a sua substituição.
PEDRO GONÇALVES - 5 - Hum! O Pote voltou? Será mesmo verdade? Se for, os adversários que se cuidem. Já tínhamos saudades de vê-lo a fazer tudo "aquilo" que só ele sabe, passes inventados entre linhas, aberturas para espaços que pareciam não existir, combinações de jogadas desenhadas com arte de esquadro, faltou apurar o remate para ter sido uma noite de glória, oportunidades não lhe faltaram.
LUÍS SUÁREZ - 5 - Então? Ainda restam dúvidas que este colombiano vai marcar muitos golos e oferecer outros mais? Não é o Gyo, é muito diferente do sueco, mas tem mais técnica individual, é mais participativo nos lances combinados, soma mais predicados no jogo aéreo e pressiona como um "animal". Ficou apresentado, tem classe, é um rato de área. Merecia de todo o golo. Este não engana, é só mesmo abrir a tampa do ketchup.
RICARDO MANGAS - 3.5 - (entrou 53') Nem nos seus melhores sonhos o muchacho de Olhão imaginou que iria receber em Moscovo um telefonema do...Sporting, que o resgatou lá da guerra e do gelo e o trouxe para se unir ao campeão. Foi quase chegar, vestir a camisola sagrada e jogar. Sabe que é uma oportunidade única (27 anos) caídinha do céu e irá fazer tudo para não desiludir. Viu-se isso claramente no tempo que esteve em campo, entregou-se de alma e coração, impondo ele mesmo uma dinâmica e velocidade nos lances que agradou a todos, com treino irá com certeza aprimorar a definição que faltou.
ZENO DEBAST - 1 - (entrou 58') Tudo lhe correu mal, quiçá a polivalência de jogar também no meio campo lhe confunda movimentos e leitura dos timings de atacar a bola e os espaços. Nunca se sentiu confortável, percebia-se que quase entrava em pânico quando a bola vinha na sua direcção e tinha que a disputar com um adversário perto da sua área e sem ninguém nas suas costas. Andou aos papeis em vários lances, somando más decisões.
GEOVANY QUENDA - 4 - (entrou 58') Muita fome de bola, do jogo e de jogar bem. Trouxe ao jogo outras dificuldades acrescidas ao adversário e ao contrário do Geny, conseguiu encontrar soluções de fugir ao policiamento que vinha ao seu encontro, contornando-os e pondo-lhes a cabeça em água. O miúdo craque também está de volta.
CONRAD HARDER - 3 - (entrou 84') Poucos minutos em jogo mas teve capacidade de se mostrare arrancar nota positiva, entrando bem no jogo com 2/3 lances em que deu boa sequência, provocando roturas na defesa adversária e que quase resultaram em golo.
GIORGI KOCHORASHVILI - 2.5 - (entrou 85') Ainda tem vícios de ter jogado muito tempo numa equipa pequena, com excessivos passes para trás e para os lados. Brilhou numa boa abertura à esquerda do ataque que quase acaba em golo.
RUI BORGES - 6 - Até se lhe pedia que no mínimo ganhasse o jogo mesmo que a exibição fosse fraca. É definitiva a mudança do sistema e isso podia levar sempre o seu tempo com os riscos naturais. Saiu do jogo como o grande vencedor, triunfante, com a equipa a fazer uma das melhores exibições desde que chegou, mostrando que tem sim, capacidade de colocar a equipa a jogar bem na nova estratégia, mostrou inclusive que a partir de agora, a margem de progressão até pode ser imensa, quando todos os sectores estiverem bem oleados. Mostrou e bem que neste sistema a equipa pode ficar mais equilibrada e meter mais gente na "llegada"e aumentar o numero de soluções na construção, desgastando e massacrando as defesas.
JOÃO PEREIRA - 1 - Contra tantos factos não tinha minimamente argumentos para poder responder. Foi um resultado simpático para o que se passou no jogo, valeram as grandes exibições do seu guarda redes e... dos postes da sua baliza, que impediram uma valente tareia do campeão.
GUSTAVO CORREIA (Árbitro) - 3.5 - Oscilou entre períodos brilhantes, de controlo absoluto do jogo acertando em quase todas as decisões e outros muito apagados, com decisões bizarras, marcando faltas inexistentes e depois aquele cartão amarelo ao Pote...
LUÍS FERREIRA (VAR) - 3.5- A grande duvida do jogo, um lance que parece ter sido cortado pelo braço ou mão dentro da area do Casa Pia, mas como sempre as "malditas" imagens que nos é permitido ver não esclareceram.
QUEM PERDE A SUPERTAÇA SUJEITA-SE A SER CAMPEÃO?
Cá estamos de novo e prontos para dar continuidade à rubrica "As notas de Julius" para mais uma época do Sporting CP que desejamos que volte a ser triunfante. Agradecemos bastante e mais uma vez, a preciosa colaboração de todos os leitores que nos visitam neste espaço que com a sua participação nas conversas de opiniões, após os jogos da nossa equipa de futebol que de forma transversal é avaliada jogo após jogo por todos os participantes.
SUPERTAÇA - SPORTING 0 BENFICA 1

Foi dado o tiro de partida da época com o tradicional jogo da Supertaça e nada menos que um Sporting/Benfica. Um jogo jogado muito mais com o coração de ambas as equipas, que ajudou a disfarçar a ainda e natural precária condição física da maioria dos jogadores. Depois de uma pré-época com exibições mesmo muito cinzentas que pouco ou nada entusiasmaram os adeptos sportinguistas, eis que a equipa de Rui Borges se apresentou bastante melhor (mas muito longe de deslumbrar) mais entrosada e a dar a ideia de querer pegar um fio de jogo. Uma partida sem grandes oportunidades acabou por levar a Taça a equipa que teve o jogador com maior índice de eficácia (Pavlidis), com um remate desferido ás 2 tabelas que traiu um Rui Silva desatento (tem que esperar sempre um qualquer ressalto da bola). Perder a Supertaça pode repetir-se a moda do ultimo ano e acabando a época em Maio como Campeâo Nacional
Em geral a equipa não teve notas negativas apesar da derrota, só mesmo o treinador Rui Borges (mas já lá iremos), saltando mais à vista as pouquíssimas oportunidades de poder marcar e acima de tudo os inúmeros passes errados, que com mais dias de preparação que o adversário, estranhamente não se superiorizaram nesse importante detalhe como se lhes devia ser exigido.
O capitão HJULMAND voltou a pautar o ritmo e a destacar-se pela regularidade enquanto teve pernas, IVÁN FRESNEDA foi o maior desequilibrador, POTE, TRINCÃO e MAXI ARAÚJO tiveram alguns (poucos) pormenores de classe, enquanto HARDER perdeu os lances quase todos (muitas dificuldades a ligar o jogo, desastrado no 1º toque e com os remates todos maus). Após o golo sofrido foram-se abaixo, mas rivatilizaram-se com as entradas de DEBASTE e ...LUÍS SUÁREZ, com o avançado colombiano a ser a melhor notícia da noite para Rui Borges e para os adeptos do Bi Campeão Nacional ao ter uma entrada muito promissora, sensacional, para quem chegou pela primeira vez à equipa e somente com 3 dias de treinos. No resto, GENY não justificou a aposta em detrimento de QUENDA, KOCHORASHVILI não se conseguiu mostrar, INÁCIO ainda não regressou de férias, DIOMANDE resolveu dar uma ajudinha ao Benfica, oferecendo-lhes vários passes mais certeiros que os dos avançados encarnados, RUI SILVA deu um frango que custou um título e por último de novo o RICARDO ESGAIO a lateral esquerdo? Parece impossível que o Sporting comece mais uma época a ver o ex-Braga como opção válida.
RUI BORGES, Não teve uma noite positiva, muito pelas declarações que proferiu na conferencia após jogo que provocaram preocupação, da sua real visão da dimensão do Sporting CP e da sua própria dimensão como treinador, do seu nível de exigência para os jogadores e para o futebol praticado pela equipa. Apresentou-se surpreendentemente exuberante depois de uma derrota e após uma exibição da equipa que foi positiva, mas muito longe de deslumbrar. Não fez a diferença que se exigia mais notada na ligação do jogo e dos sectores da equipa quando teve quase mais 2 semanas de treinamento e se a solução era recorrer de novo ao Esgaio para lateral esquerdo, só pode deixar os adeptos do clube no mínimo pensativos.
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