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As Notas de Julius 2022/23 (21)

Julius Coelho, em 08.12.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Rio Ave, da 2ª. jornada/grupo B da Taça da Liga Allianz, que resultou numa vitória do Sporting por 2-0. Golos de Gonçalo Inácio 62', Emanuel Boateng (autogolo) 73'.

TANTO DESPERDÍCIO EM VILA DO CONDE

Os leões voltaram ao festival dos golos falhados, alguns de forma bem escandalosa. Só com 2 lances de bola parada apareceram os golos de uma vitória incontestada, sendo um deles na própria baliza, quando tiveram oportunidades na cara do guarda redes para fazer 6/7 golos cantados, que podiam ter acabado com o jogo muito mais cedo. Com uma primeira parte muito cinzenta, mesmo mal jogada, muitos passes perdidos no meio campo e na decisão, deram a imagem da falta de inspiração dos criativos da equipa que passaram a noite numa espécie de concurso bizarro, de quem falhava mais vezes isolados à frente da baliza adversária, ganharam todos, porque ninguém acertou. (Trincão, Paulinho, Nuno Santos, Sotiris tiveram perdidas incríveis).

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DESTAQUE - PEDRO PORRO - 4 - Destacou-se claramente dos colegas, mais concentrado carregou a equipa às costas protagonizando vários lances que desequilibraram o meio campo do Rio Ave. Podia ter contribuído com várias assistências, tantos foram os golos que ofereceu ao Nuno Santos, Trincão e Paulinho. Como não aproveitaram, "ofereceu" ao Boateng... esse não falhou à boca da baliza, fazendo autogolo.

ANTONIO ADÁN - 3.5 - A noite do desperdício podia ter saído bem amarga, atento o guardião espanhol evitou por duas vezes o golo dos vilacondenses com saídas felinas aos pés do adversário. Um único erro, quando só agarrou uma bola à terceira tentativa, num lance que podia ter acabado da pior forma.

GONÇALO INÁCIO - 3.5 - Como os avançados não marcavam de baliza aberta, foi lá à frente mostrar como se faz, um cabezazo fulminante a um cruzamento bem medido do Marcus Edwards que levou a bola a entrar como um bólide na baliza do Jhonatan. Na defesa cumpriu sempre bem.

JOSÉ MARSÁ - 3 - Sempre muito activo na reacção e no apoio da construção. Um erro que podia ter saído caro, demorou ao não soltar a bola num lance ainda dentro da sua área e que acabou interceptada pelo adversário, foi a tempo de emendar estorvando a acção do avançado que ficou em boa posição para marcar. 

MATHEUS REIS - 3 - Prometeu muita uva nos minutos iniciais da partida, mas foi sol de pouca dura, rápidamente desapareceu do jogo.

DÁRIO ESSUGO - 3 - Muito jovem ainda mas já com um tremendo cabedal que se destaca dos colegas e adversários, muito forte na reacção e na chegada à bola, mas depois, com ela nos pés surgem os problemas, terá que evoluir e melhorar nesse tão importante capítulo.

PEDRO GONÇALVES - 1 - Oh Pedro, a equipa ontem jogou com 10 elementos, será mais uma noite para reflectires. O que te falta afinal? Verdade é que assim dessa forma não dá. Tens noites como a de ontem em que jogas como um veterano já em fim de carreira.

NUNO SANTOS - 3 - Não lhe correu nada bem o jogo, podia ter marcado por duas vezes em lances que já nos habitou a não falhar. Brilhou depois num remate brutal sem preparação que deixou seguramente as mãos do Jhonatan a arder.

FRANCISCO TRINCÃO - 2.5 - Fica difícil de encontrar justificação para as suas perdidas incríveis de baliza aberta ou na recarga a bolas rechaçadas pelo guarda redes. Urge melhorar a sua definição, deixa a ideia que se auto-bloqueia e acaba por complicar lances que de forma simples colocaria a bola dentro da baliza.

MARCUS EDWARDS - 2.5 - Ontem também não era a sua noite, exibição aos repelões, muito inconsequente. Raramente apareceu no jogo, quando o fez desequilibrou ou cruzou com peso e medida para o Gonçalo fuzilar. 

PAULINHO - 2.5 - No mesmo registo do Francisco Trincão, péssimo na finalização, sem o timing ou a criatividade para tirar a bola do alcance do guarda-redes nas varias boas oportunidades que teve para marcar. 

MANUEL UGARTE - 2 - Foi de férias para o Qatar,  onde aqueceu o banco do Uruguai e chegou agora sem ritmo. Vai ter que sofrer nos próximos dias para recuperar o tempo perdido.

ARTHUR GOMES - 2 - É forte no um para um mas depois falta-lhe o timing de largar a bola ou o bom critério do que fazer a seguir. Jogou no último quarto de hora, já com o adversário a oferecer muitos espaços nas suas costas que o Arthur não soube aproveitar com eficácia.

ROCHINHA - 1 - Poucos minutos em campo, não deram para nada.

ALEXANDROPOULOS - 1 - Muito corre este grego, gosta de correr, ainda terá que reflectir se não será melhor experimentar o atletismo. Tremendo sprint para ficar isolado com a bola na cara do guarda-redes do Rio Ave para depois acabar solidário com os colegas que levaram a noite a falhar. 

JOVANE CABRAL - 1 - Entrou já ao cair do pano, sem registo a assinalar.

RÚBEN AMORIM - 3.5 - Mister Amorim, a equipa consegue para já o pleno na competição, em duas vitórias em tantas jornadas e terá ontem praticamente assegurado a passagem à fase seguinte. Mas o jogo foi muito cinzento, principalmente na primeira parte, muitos passes falhados e por último, é forçosamente necessário que a equipa treine a definição, mostra ausência de técnica em colocar a bola dentro da baliza em lances com a baliza à mercê. Conseguem o mais difícil, que é construirem as oportunidades e depois falham clamorosamente de baliza aberta.

LUÍS FREIRE - 2 - Numa noite em que estranhamente foi muito mal aproveitada pelos leões, a sua equipa pouco ou nada produziu para poder equilibrar os acontecimentos da partida que penderam claramente e sempre para o Sporting. Numa noite de melhor acerto dos verdes de Alvalade e podia ter levado uma meia dúzia de golos. 

MIGUEL BERTOLO (Árbitro) - 4 - Vários erros técnicos de interpretação dos lances faltosos que não assinalou, a virtude de ter sido coerente nas decisões, errando para os dois lados sem prejuízo para nenhuma das equipas.

VASCO SANTOS (VAR) - 3 - Sem lances duvidosos que merecessem a sua análise, deixou-se estar sossegadinho sem atrapalhar ninguém.

publicado às 02:49

As Notas de Julius 2022/23 (20)

Julius Coelho, em 01.12.22

Caros amigos, devido a problemas técnicos no meu PC, não me foi possível apresentar a rubrica completa das notas aos nossos jogadores, referente ao excelente jogo que ontem fizeram contra o Farense, primeira jornada do grupo B da Taça da Liga Allianz. Pedimos as nossas sinceras desculpas mas cá estaremos no próximo jogo contra o Rio Ave.

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CABAZ NATALÍCIO

Os leões regressaram com a corda toda, muita fome de bola e de golos numa exibição exuberante que atropelou os algarvios do Farense goleando com meia dúzia de golos. Duas entradas fulgurantes (primeira e segunda parte) em que construiram bastantes oportunidades para marcar, apresentando muita consistência no ataque e ao mesmo tempo sem nunca facilitarem na defesa perante um adversário, que só por uma vez nos 90' perturbou a tranquilidade do guarda redes do Sporting, com um remate que saiu ao lado da sua baliza.

Os dois jovens centrais, Marsá e Gonçalo Inácio, deram conta do recado com muita facilidade na defesa e lá na frente um Paulinho em grande com 2 golos e uma assistência foi sempre bem apoiado por Trincão, Pote e especialmente Edwards, que criou imensos desequilíbrios. Ainda uma palavra de destaque também para o Pedro Porro que voltou a carrilar muito jogo, o que lhe valeu duas assistências.

Daqueles que entraram na segunda parte, o jovem Mateus Fernandes deu nas vistas e mereceu o golo que marcou, o primeiro da sua carreira na equipa principal. Depois da notícia da renovação do contrato do treinador dos leões, uma exibição de encher o olho com a equipa a prometer melhorias acentuadas.

publicado às 03:34

As Notas de Julius 2022/23 (19)

Julius Coelho, em 14.11.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Famalicão, da 12ª. jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória do Sporting por 2-1. Golos de Francisco Trincão 42', Pedro Gonçalves 45+3' (g.p).

LEÃO ENTRA NO JOGO COM FATO DE GALA E SAI DE FATO MACACO 

O Sporting volta a ganhar em Famalicão após quase 3 décadas, não vencia desde 1993 para o campeonato. A equipa entrou decidida a marcar cedo na partida, empurrou os famalicenses para perto da sua área em toda a primeira parte, não os deixando respirar. Aos 15' de jogo, já tinha construído três oportunidades claras de golo que desperdiçou, acabou por marcar por duas vezes ao cair do pano dos primeiros 45', dando justiça ao marcador. Na segunda parte a equipa baixou a intensidade querendo gerir demasiado cedo os dois golos de vantagem, convidaram o adversário a acreditar, a subir no terreno as suas linhas colocando-se a jeito para o sofrimento que acabou por suceder, com o golo do Famalicão, viram-se obrigados a substituir o fato de gala pelo fato macaco, para conseguirem segurar a vitória e trazer os 3 pontos para Lisboa.

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DESTAQUE - FRANCISCO TRINCÃO - 3.5 - Agora que estava a subir de forma vem esta a paragem prolongada. Mais objectivo e mais desequilibrador nos lances, foi o elemento que mais magia trouxe à equipa. Apareceu na linha de golo a confirmar o primeiro e decisiva a sua acção que resultou no penálti para o segundo, marcado pelo Pote.

ANTONIO ADÁN - 3 - Foi uma noite tranquila, o adversário só conseguiu beliscar com alguns cruzamentos bem definidos que não resultaram. No golo sofrido foi traído pela trajectória alterada da bola, depois de bater num colega da defesa.

PEDRO PORRO - 3.5 - Uma boa primeira parte em que várias vezes carregou a equipa pelo seu corredor, na segunda parte desapareceu do jogo muito cedo.

JEREMIAH ST. JUSTE - 3 - Estava a fazer uma exibição segura até ao golo do adversário, faltou-lhe reacção para estorvar e diminuir o ângulo no remate do Ivan Jaime, ficou a tirar uma selfie à acrobacia do avançado espanhol.

SEBASTIÁN COATES - 3.5 - Exibição de bom nível do capitão em toda a partida. Nos minutos finais, na hora do aperto, puxou dos galões e assumiu o comando, mantendo com sucesso toda a defesa disciplinada, atenta e equilibrada a defender a vitória no tudo por tudo de adversário.

GONÇALO INÁCIO - 3 - Prestação intermitente em todo o jogo, alguns erros na leitura do ataque à bola e principalmente nos lançamentos quase sempre desastrados atirando a bola para o espaço de ninguém. De resto esteve sempre bem não comprometendo.

MATHEUS REIS - 3 - Muita bulha nos duelos, na primeira parte foi mais extremo que defesa e provocou problemas na ultima linha defensiva do adversário. Na segunda parte estando já amarelado e tocado foi o primeiro a ser substituído.

MANUEL UGARTE - 3 - Jogo discreto do jovem uruguaio, fechou todos os caminhos ao adversário na primeira parte numa leitura irrepreensível na antecipação, na segunda parte com a equipa mais descida e com o Famalicão a optar pelas bolas rápidas no jogo directo pelos corredores, viu as suas acções ficarem vazias e desapareceu do jogo.

HIDEMASA MORITA - 3.5 - Correu muito mas nem sempre bem, verdade que deixou a pele em campo e foi decisivo no melhor período da equipa, empurrando-a para a frente, faltou-lhe melhor critério em algumas decisões que poderiam ter gerado contra-ataques perigosos para a baliza do adversário.

PEDRO GONÇALVES - 3 - Marcou bem a grande penalidade, mas continua perdulário em lances em que nos habitou a fazer. Ontem foram mais duas oportunidades claras de golo desperdiçadas, desapareceu na segunda parte.

PAULINHO - 2.5 -  Não lhe correu bem o jogo, quase sempre atrasado a chegar. Foi importante a sua acção de pressão no lance que resultou o primeiro golo, atirou para a baliza deserta a que o Trincão confirmou. Ontem foi dos jogos em que se lhe pedia mais.

ARTHUR GOMES - 2.5 - Entrou a 200 (quase que fazia golo no primeiro lance) e saiu a 10. Tem que manter mais tempo a intensidade e a pressão na primeira linha de saída do adversário.

MARCUS EDWARDS - 2.5 - Entrou mal no jogo, muito trapalhão, não conseguiu fazer a diferença como é habitual, verdade que os apoios estavam mais recuados no terreno nessa altura do jogo, mais longe da área adversária o que lhe provocou mais dificuldades a carregar o jogo e a desequilibrar nos duelos.

RICARDO ESGAIO - 2 - Entrou claramente para segurar o ouro da vitória, faltava pouco tempo para o final e o adversário já tinha feito o seu golo reduzindo a diferença. Cumpriu com a missão.

RÚBEN AMORIM - 3.5 - Sofreu a bom sofrer no banco, primeiro com os vários desperdícios da equipa que podiam e deviam ter matado o jogo, depois após o Famalicão ter reduzido a vantagem para um golo e ter gerado a expectativa a quem se colocou a jeito. Optou por segurar a vitória tirando o ineficaz Paulinho e fazendo entrar mais um defesa o Ricardo Esgaio.

JOÃO PEDRO SOUSA - 3 - Agarrou-se e bem ao Luís Júnior que evitou por varias vezes que o Sporting fizesse o terceiro e matasse o jogo. Na segunda parte aceitou o convite do adversário para subir mais no terreno, teve a oferta de um golo, uma chouriçada que colocou o Sporting à beira de um ataque de nervos até ao final. Tirando o lance do golo não tiveram mais oportunidades em toda a partida.

ARTUR SOARES DIAS (Árbitro) - 2 - Arbitragem manhosa ao seu nível de tramposo, de chico espertice, amarelou toda a defesa do Sporting e ainda condicionou logo cedo o Ugarte aos 20'. Curioso que nos primeiros 30' de jogo, período em que o Sporting amassou o Famalicão não o deixando respirar e já tinha amarelado 2 jogadores dos leões..

VÍTOR FERREIRA (VAR) - 2 - Nas imagens que a Sport TV transmitiu fica uma ideia clara que o Morita está em jogo no lance que poderia ter dado o 3º golo ao Sporting, estranha-se, porque se vê que o japonês aparece vindo de trás. Ficou o registo e vamos estar atentos a este Vítor Ferreira.

publicado às 03:19

As Notas de Julius 2022/23 (18)

Julius Coelho, em 06.11.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o V. Guimarães, da 11ª. jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória do Sporting por 3-0. Golos de Pedro Porro 34', Hidemasa Morita 40' e Marcus Edwards 56'.

O LEÃO ABAFOU 

Jogo de sentido único e sem história tal foi a superioridade total do Sporting. O Vitória só defendeu (efectuou 3 remates desenquadrados nos 90') tentando adiar ao máximo o primeiro golo dos leões. A tarefa dos rapazes de Amorim ficou desde cedo mais facilitada com a expulsão de um jogador vimaranense aos 26', mas já antes tinham criado várias chances de golo. Aos 56' venciam por 3-0, o que permitiu ao treinador descansar alguns dos titulares. A equipa leonina deu uma excelente resposta ao desaire europeu, decidida, com elevada velocidade e intensidade, obtendo com muito mérito uma das vitórias mais fáceis da época, num jogo que se previa difícil.

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DESTAQUE - MARCUS EDWARDS - 4 - Esteve nos 3 golos, entrou e fez a diferença, foi sempre o mais pragmático a fazer chegar a bola à área adversária. Excelente o cruzamento que coloca o Morita na cara do golo, foi só empurrar.

ANTONIO ADÁN - 3 - A noite mais tranquila da época até ao momento, o adversário nunca o incomodou.

PEDRO PORRO - 4 - O que mais carregou a equipa para a frente, impondo velocidade a que os vimaranenses nunca conseguiram responder e anular. Fez o primeiro golo da noite, com uma entrada fulgurante a dizer sim à bola, após cruzamento teleguiado do Matheus Reis. Já antes tinha oferecido uma bola de bandeja a Hidemasa Morita que em excelente posição facilitou a defesa do guarda-redes. E escassos minutos depois foi ele próprio a desperdiçar (cabeceou por cima da trave) num lance muito idêntico ao golo que marcou e com o mesmo protagonista (Matheus Reis) a assistir.

GONÇALO INÁCIO - 3.5 - Atitude sempre por cima, no limite, um único erro num passe mal medido. Apareceu mais rápido e decidido nos lances na antecipação.

SEBASTIÁN COATES (Cap) - 3.5 - Todos fizeram bem a sua parte, abafando o adversário logo à saída, o que facilitou bastante a vida aos três centrais. O Vitória raramente chegou à ultima linha defensiva do Sporting, o que permitiu ao capitão posicionar-se mais subido nas costas do Ugarte, para matar qualquer bola que sobrasse.

MATHEUS REIS - 4 - O melhor da defesa, esteve em destaque no grande apoio que deu no ataque, mais rápido e assertivo nos cruzamentos, por duas vezes ofereceu o golo ao jovem colega espanhol que acabou por marcar na segunda oportunidade. Excelente o lance em que sentou o adversário para depois cruzar para o primeiro golo do jogo.

NAZINHO - 3 - O adversário sempre asfixiado no seu meio campo, permitiu ao jovem lateral avançar bem no seu corredor, no apoio ao ataque, uma tarefa em que se sente mais confortável. Ganhou vários duelos na velocidade, faltou apenas uma melhor definição nos cruzamentos.

MANUEL UGARTE - 3 - A equipa esteve muito solidária desde o início e isso deu-lhe uma vida mais facilitada, sem ter que fazer as grandes piscinas do costume, não se desgastou tanto o que lhe permitiu uma melhor eficácia na reacção, na antecipação e no corte aos lances de tentativa de saída do adversário.

HIDEMASA MORITA - 3.5 - Está a evoluir na leitura do jogo estratégico da equipa, onde deve posicionar-se para o apoio ao colega uruguaio para bloquear as linhas de passe do adversário e ao mesmo tempo, poder sair no ataque e ser mais um na "llegada" à area adversária. Duas ocasiões flagrantes para fazer marcar: a primeira com remate de primeira na marca de penálti à figura guarda redes, mas na segunda, não perdoou respondendo bem a um passe teleguiado do Marcus ao segundo poste.

PEDRO GONÇALVES - 3.5 - Jogou com a atitude correcta de ajudar a equipa, nunca se escondeu do jogo e podia ter marcado logo ao 20' depois de uma recepção do outro mundo dentro da área vimaranense, mas atirou para fora, ainda não foi desta, mas anda a cheirar o golo.

ARTHUR GOMES - 3.5 - O colega F. Trincão tem mesmo que dar corda aos sapatos para não perder o comboio, este Arthur Gomes não lhe vai facilitar, o extremo brasileiro chegou a titular com mérito, com atitude e com a qualidade de saber tratar bem a bola. Faltou-lhe ontem definir melhor os lances.

PAULINHO - 3.5 - De novo uma grande atitude no querer ajudar a equipa, muito móvel e lutador, levando frequentemente a melhor nos lances disputados com a defesa adversária. Bom pormenores com a bola, em lances individuais a furar as linhas vimaranenses,  deu-se às tabelinha curtas com os colegas da frente, merecia o golo que ainda marcou, mas aqueles poucos centímetros adiantado, resultou na sua anulação.

ROCHINHA - 2.5 - Voltou a ser muito pouco feliz com a sua entrada, desperdiçando a oportunidade que lhe foi dada pelo treinador. Não conseguiu acrescentar e deixou cair a intensidade da equipa na segunda parte.

ALEXANDROPOULOS - 2 - Entra sempre com grande aceleração, na sexta velocidade, o pior é o resto, corre, corre e a bola fica nos pés do adversário e depois tem que correr atrás deles. Tem ainda muita dificuldade na leitura dos timings e do seu posicionamento.

JEREMIAH ST. JUSTE - 3.5 - A pouco e pouco vai conquistando a plateia, é craque com e sem bola. Sprints é a sua melhor praia, chega sempre primeiro. Sabe ler bem o jogo, é um elemento que vai dar muito à equipa no futuro. Entrou bem, seguro no risco do passe e acelerou o jogo várias vezes.

FRANCISCO TRINCÃO - 2.5 - Voltou a desiludir, muita genica, muita vontade em levar a bola, mas a definição ainda não é a melhor, perdeu em vários lances por não soltar a bola no timing. Não está confiante nos duelos.

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RÚBEN AMORIM - 4.5 - Os rapazes jogaram ontem muito por ele, quiseram mostrar que não desaprenderam de jogar à campeão e que têm condições para lutarem por melhores resultados que aqueles conseguidos até ao momento. A equipa esteve muito focada em ganhar e mostrar acima de tudo grande capacidade. Abafou um V. Guimarães, uma equipa que já não perdia à sete jogos.

MORENO TEIXEIRA - 2 - O azar de ter apanhado o leão selvagem, que joga à Sporting e nada pôde fazer, bem tentou adiar o golo, mas era inevitável, com toda aquela ofensiva leonina, nada a iria parar. Foram três golos e só pecam por escassos.

MANUEL MOTA (Árbitro) - 4 - Quando o Sporting anda longe dos lugares de cima voltam as boas arbitragens em Alvalade e até o Manuel Mota mostra que afinal sabe apitar, não surpreende que tenha cometido menos erros. Finalmente uma expulsão de um adversário do Sporting, coisa muito rara nos últimos tempos.

TIAGO MARTINS (VAR) - 3 - Não aconteceram focos de incêndio por isso manteve-se tranquilo lá no alto do seu miradouro.

publicado às 04:49

As Notas de Julius 2022/23 (17)

Julius Coelho, em 02.11.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com E. Frankfurt, da 6.ª e última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões e que resultou numa derrota dos leões por 2-1, golo de Arthur Gomes 39'.

CAMPEÕES NA ATITUDE, MAS NO FINAL, GANHARAM.....OS ALEMÃES

Alvalade viveu uma noite louca, fria e cruel que terminou em grande decepção. A equipa chegou a estar na liderança do grupo com o golo de Arthur Gomes até aos 72', mas com a reviravolta dos alemães viram-se eliminados de tudo, até que no último minuto do jogo em Marselha, o golo inglês ofereceu o prémio que ninguém queria, a Liga Europa.  O Frankfurt a precisar de ganhar, entrou com tudo logo no início, com a agressividade por vezes excessiva em alguns lances, que roçaram a fronteira da violência e sempre com o beneplácito do árbitro,  os leões  responderam sempre com atitude muito competitiva e chegaram à vantagem justa de um golo ao intervalo. As saídas forçadas por lesão do Nuno Santos e principalmente do Ugarte a juntar a pelo menos dois erros clamorosos e graves da arbitragem precipitaram o jogo para uma segunda parte inclinada, os leões recuaram no terreno a que os alemães não se fizeram rogados e aproveitaram para fazer os dois golos da vitória. 

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DESTAQUE - ARTHUR GOMES - 4 - Acabou por ser a melhor notícia da noite, mostrou que é reforço. Lamenta-se que apareça só agora, com alguns dos objectivos principais já afastados, inalcançáveis. Fez uma bom jogo, marcou e carregou a equipa em vários lances.

ANTÓNIO ADÁN  - 3 - Sofreu 2 golos, um penálti bem marcado e um fuzilamento em que pouco podia fazer. De resto raramente teve que reagir a lances complicados. Os alemães exploraram os cruzamentos para a sua área, a que o guardião espanhol respondeu sempre bem.

PEDRO PORRO - 3 - Noite muito difícil do jovem espanhol perante um Pellegrini sempre agressivo (no osso) e com marcação muito apertada. Não fez a diferença dos outros jogos.

JEREMIAH ST.JUSTE - 4 - Foi dos melhores elementos da equipa. O primeiro jogo que faz sem se lesionar, sempre muito forte nos duelos (não perdeu nenhum) e deu qualidade à equipa na saída de bola.  

SEBASTIÁN COATES (Cap) - 3.5 - Que injustiça, ficar marcado na história do jogo pelo penálti mal assinalado que deu o primeiro golo ao Eintracht, um lance em que a falta é claramente do alemão. Fez um bom jogo perante a tremenda agressividade do adversário que usou e abusou do habitual 'chuveirinho', disputou nos céus uma luta de titãs, merecia a passagem aos oitavos.

GONÇALO INÁCIO - 3 - Estava a fazer uma excelente exibição quando comprometeu ao minuto 72', não leu bem o lance que se tornou capital da partida, consentiu que o poderoso Randal ao seu lado se antecipasse à bola, depois o físico e a velocidade do jogador alemão fizeram a diferença para se isolar e fuzilar o Adán, no golo da eliminação do Sporting.

NUNO SANTOS - 3 - Noite que não vai poder esquecer,  aos 30' torceu violentamente um pé que o impediu de continuar no jogo. O bravíssimo trofense que estava a fazer um bom jogo, principalmente a fechar o seu corredor, complicou com a sua saída forçada e muito prematura a estratégia que  o treinador tinha preparado.

MANUEL UGARTE - 4 - Foi um leão de juba, desde muito cedo que ficou fragilizado com um forte pisão, fruto da agressividade dos forasteiros, foi vê-lo a coxear todo o tempo que permaneceu em jogo, dos 18' aos 63' quando já não aguentou mais as dores e teve que sair. A coxear e com os dentes serrados correu para chegar primeiro parando vários ataques do adversário, foi ainda à frente assistir para o golo do Arthur e quase que consegue isolar-se na área alemã para poder fazer o segundo golo. Que tremendo sacrifício, não merecia a derrota, foi um herói e deve ser recordado na história. 

PEDRO GONÇALVES - 3.5 - Finalmente um ar da sua graça, voltou a jogar mais atrás, no meio campo e foi o jocker da equipa nas tentativas de ligar o jogo. Foram raras as vezes que conseguiu rasgar as linhas alemãs, optando a maior parte das vezes com futebol muito directo, mas lutou sempre de olhos nos olhos com o adversário. 

MARCUS EDWARDS - 2 - O mais fraco da equipa, nunca se libertou da marcação em cima e muito agressiva que os calmeirões alemães propositadamente lhe fizeram, foi inoperante e inconsequente e foi bem substituído, quiçá tardiamente.

PAULINHO - 4 - Atirou-se aos alemães como um leão sem medo, nunca fugiu aos duelos físicos e aéreos, sofreu um bom número de faltas, algumas a roçar o limite da violência e que estranhamente não foram sancionadas pelo árbitro esloveno. Correu muito por todo o campo atrás a ajudar a defender e ainda na pressão à primeira linha alemã. Na segunda parte já com o campo muito inclinado e esgotado foi perdendo fulgor.

MATHEUS REIS - 2.5 - Exibição muito tremida, entrou para o lugar do lesionado Nuno Santos mas não veio acrescentar muito, voltou a recorrer às faltinhas desnecessárias que lhe provocaram a amostragem do amarelo (35'), com ainda bastante tempo para se jogar.

DÁRIO ESSUGO - 2 - Entrou mal no jogo, mostrou que ainda não tem pedalada para estes desafios muito alucinantes, a forma como se posicionava no terreno foi um convite para os alemães avançarem ainda mais. Perdeu várias bolas na saída e uma delas resultou no lance do segundo golo alemão. Gonçalo Inácio também falhou a intercepção porque também foi surpreendido.

FRANCISCO TRINCÃO - 1.5 - Uma substituição com pólvora seca, o único momento positivo, quando engana dois adversários e obriga o Jakic a falta grosseira a que o árbitro estranhamente (ou talvez não) perdoou o segundo amarelo.

JOVANE CABRAL - 2.5 - Era a hora do tudo ou nada, Jovane foi lançado para o quarto de hora final. Houve alguns momentos em que conseguiu levar a bola e a equipa para perto da área alemã, mas os lances acabaram por ser inconsequentes. 

RÚBEN AMORIM - 3 - Mais um grande objectivo que caiu e se perdeu no lamaçal, este com tremendo estrondo pelo leque de consequências, incluindo as financeiras. A equipa até conseguiu na primeira parte o mais difícil, marcar primeiro e pensou-se que a partir daí poderia gerir melhor o jogo. Com a saída forçada do Nuno Santos e as dificuldades físicas do Ugarte a equipa perdeu claramente muita qualidade e foi obrigada a muito jogo directo, raramente conseguindo ligar as linhas e ter bola. Agora, só os ratos abandonam o navio e o Rúben é um grande comandante, tem capacidade para dar a volta e encontrar a melhor solução para a equipa. Verdade que se perdeu um jogo importante, mas nunca o futuro. 

OLIVER GLASNER - 3.5 -  Sem fazer uma grande exibição ao nível técnico, a sua equipa levou de vencida a partida quase pela força dos muitos panzers que tinha no campo, tremenda agressividade em cada lance, era uma final e foram mais competentes e eficazes, não se deixaram abanar pelo golo dos leões mas tiveram uma pequena/grande ajudinha na arbitragem, com consequências determinantes no resultado. 

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(Foram ao bolso do leão)

SLAVKO VINCIC (Árbitro) - 1 - Deu o empurrão que os alemães necessitavam e na hora certa. Transforma uma falta clara sobre o capitão do Sporting num penálti, Kamada salta atirando-se de costas com costas contra o uruguaio Coates que tinha a posição ganha para dominar a bola. Depois novo erro, perdoa a expulsão (segundo amarelo) ao Jakic quando o Francisco Trincão se preparava para isolar na direcção da área alemã. Por último, mostrou ter alguma antipatia com o Paulinho que foi travado várias vezes com faltas duras e que não assinalou.

JUAN MARTÍNEZ MUNUERA (VAR) - (SEM  NOTA) - No lance do penálti onde estava o VAR? Não é para este tipo de lances que ele existe? Onde estava? Pelos vistos não havia, por isso não pode ter nota. 

NOTA ESPECIAL: As declarações do treinador alemão no final da partida...

"É incrível o rendimento dos jogadores e como conseguem lidar com o revés. Tivemos uma primeira parte má, com pouca presença. No intervalo, estávamos de cabeça baixa, disse-lhes para jogarem com convicção e a acreditar no que fazemos. Não queria nada a meio gás, era erguer a cabeça. Eles corresponderam e é incrível como se apoiaram uns aos outros. Jogámos muito no meio-campo do adversário. Tivemos sorte com o penálti, fizemos o 2-1 e conseguimos passar aos oitavos de final, ainda nem consigo acreditar".

publicado às 04:30

As Notas de Julius 2022/23 (16)

Julius Coelho, em 30.10.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Arouca, da 11ª. jornada da Liga BWIN, que resultou numa derrota do Sporting por 1-0.

OUTRA VEZ O MESMO FILME...

Dominar no campo todo o adversário, nunca foi garantia de vitória. Um filme repetido por várias vezes na presente época. O leão voltou a dar passos atrás na recuperação aos lugares de acesso à liga milionária. A equipa com muitas alterações nos titulares, até que teve um bom início de jogo, com dinâmica e movimentações constantes no meio campo do Arouca, por várias vezes conseguiu que a bola entrasse entre as últimas linhas do adversário e criar oportunidades claras de golo, mas... não foi competente na finalização e acabou por pagar a factura; um canto ao 2º poste (mais um), a equipa voltou a sofrer e tudo se complicou ainda mais. O treinador do Sporting CP ainda tentou responder, utilizou as cinco substituições logo aos 58' , colocou vários titulares, mas já não havia chama nem inspiração de ninguém, e para piorar a situação, voltaram a ser perdulários com outras tantas oportunidades desperdiçadas.

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DESTAQUE - SEBASTIÁN COATES - 3 - Em tanta falta de inspiração, o capitão acabou por ser o mais regular da equipa, voltou a ter que fazer horas extraordinárias como ponta de lança e esteve perto de fazer o empate, um tremendo cabezazo a responder a um cruzamento de régua e esquadro do Pedro Porro, proporcionou a defesa da noite ao guarda-redes do Arouca.

ANTONIO ADÁN - 3 - Mais um golo a frio, sofrido ao segundo poste em que não tem responsabilidades, logo a seguir evitou o segundo com excelente defesa a um remate à queima. Já na primeira parte fez outra enorme defesa a um remate forte na cara do adversário. 

RICARDO ESGAIO - 2.5 - Voltou a fazer um jogo fraco para variar. Desastrado nos cruzamentos e quando aparece sozinho pela direita na area  adversária, podia ter fuzilado, mas atirou denunciado, contra o corpo do guarda redes Arruabarrena.  O que dá à equipa é de uma diferença abismal em comparação com o jovem espanhol Pedro Porro.

GONÇALO INÁCIO - 2 - Fez uma mau jogo, lento na reacção e com pouca dinâmica no apoio na construção, um erro grave na primeira parte, quase que oferece o golo ao Arouca, recupera a posição numa transição rápida do adversário e depois não acompanha a desmarcação do avançado que entra isolado dentro da área, valeu o guarda-redes espanhol com grande defesa a salvar a situação.

MATHEUS REIS - 3 - Foi evidente o seu desgaste e as dificuldades em acelerar o jogo, consequência do embate europeu, mas deu o máximo, tentando sempre apoiar e ligar-se com as linhas da frente, a defender e do seu lado só por uma vez entraram, mas o Adán resolveu.

FLÁVIO NÁZINHO - 1 - Fica difícil avaliar as prestações deste jovem lateral, defende deficientemente, ataca sem a garra de leão. O treinador continua a dar-lhe oportunidades mas ainda está por provar que as merece. Um momento positivo, cruzou com régua e esquadro para o espaço onde apareceu o Esgaio a esbanjar soberana oportunidade de golo. De certo modo, esteve ligado ao golo, uma vez que João Basso estava mesmo à sua frente.

DÁRIO ESSUGO - 2 - Não foi a solução que o treinador mais esperava e que a equipa necessitava, demasiado trapalhão e lento a decidir no passe, valeu alguns bons cortes em lances que podiam gerar perigo. Ficou mal na fotografia no golo do Arouca, dado que era ele que estava a dar cobertura a João Basso. Permitiu completamente o cabeceamento.

PEDRO GONÇALVES - 1 - Foi um festival de más decisões, é estranho vermos este Pedro Gonçalves tão diferente para pior, comparado com as épocas anteriores. Passes sem nexo, falhas nos cortes, tudo sempre num timing errado. Podia ter marcado por três vezes em oportunidades que por norma nunca falha, mas....que se passa Pote? Aquela perdida nos últimos instantes do jogo, uma bola que lhe sobrou redondinha na zona do penálti e atira para fora? Antes isolou-se e depois deixa-se apanhar por dois defesas antes de atirar à baliza? Este não é o Pedro Gonçalves. 

FRANCISCO TRINCÃO - 1 - Acabou o jogo como começou, cansado e sem chama. Podia ter inaugurado o marcador logo no início, isolou-se pela esquerda, mas permitiu a defesa do guarda redes do Arouca. Perdeu o pouco gás que tinha muito cedo e eclipsou-se da partida.

ROCHINHA - 2.5 - Acabou por ser o melhor da primeira parte, o mais dinâmico e que mais vezes acelerou o jogo, um bom lance pela direita em que se isolou, mas não teve a frieza de ver a desmarcação do colega Arthur que seria só encostar para dentro da baliza, preferiu rematar contra o guarda redes, que já tinha feito a mancha.

ARTHUR GOMES - 2.5 - Dos mais activos na primeira parte, também deu aceleração ao jogo  carregando a equipa em alguns lances, mas tomou quase sempre as decisões erradas, perdeu um golo cantado aos 10' com a baliza escancarada.

MANUEL UGARTE - 2 - Um dos pesos pesados que ficou de prevenção no banco de início. O golo do Arouca atirou-o para jogo, mas notou-se bem o desgaste, tentou mas nunca conseguiu imprimir ritmo alto. Num fantástico lançamento descobriu o Pedro Porro isolado que acabou por falhar o golo na melhor jogada da equipa.

JEREMIAH ST. JUSTE - 3 - Entrou bem no jogo, não perdeu um único duelo, era hora de atacar e foi dos que mais empurrou a equipa para a frente nos minutos finais, na busca do golo. Fresco mostrou velocidade e boa dinâmica.

PEDRO PORRO - 3 - Não estaria nos seus planos e do treinador ir a jogo, mas o golo do Arouca alterou tudo. Não recuperou do jogo europeu e jogou em esforço e em sofrimento físico, mas fez logo a diferença, mesmo estando a 30% valeu mais que toda a frescura do Ricardo Esgaio. Uma grande perdida após uma excelente desmarcação  em que apareceu isolado na área adversária e um cruzamento teleguiado para o melhor lance de golo, o cabezazo do Coates. 

NUNO SANTOS - 2 - Notou-se que não estava mentalmente preparado para ir a jogo, também foi chamado de urgência e tudo lhe correu mal. Faltou-lhe frescura física e mental para melhor esclarecimento dos lances. Raramente conseguiu conquistar espaço livre para cruzar, que é a sua principal e mais mortífera arma. Em duas ocasiões teve a baliza à sua frente, mas decidiu mal.

MARCUS EDWARDS - 2 - Foi a última cartada do treinador quando ainda faltava mais de meia hora para o final.  Também muito desgastado nunca conseguiu dar ritmo elevado ao seu jogo, vários lances perdidos por más decisões. Brilhou numa jogada dentro da área, em que enganou os defesas e cruzou para o meio da área, gerando uma clara oportunidade de golo desperdiçada. 

RÚBEN AMORIM - 2 - São inúmeras as oportunidades de golo que a equipa falha de forma inacreditável. A falta de frescura física não pode explicar tudo, é sempre responsável pelas escolhas da equipa e é avaliado depois pelos resultados. A equipa voltou a oferecer 3 pontos aos adversários directos e quando o FC Porto tinha escorregado minutos antes nos Açores. O título começa a ser uma miragem e com tamanha inconsistência nos resultados o acesso à Liga dos Campeões começa a estar seriamente em risco. Esperemos que todo o esforço despendido na segunda parte, na tentativa da remontada, não traga consequências para o jogo de terça feira contra os alemães.

ARMANDO EVANGELISTA - 4 - Não podia imaginar melhor cenário, tudo encaixou na perfeição, as estrelas alinharam-se no sítio exacto. Um adversário a chegar ao jogo muito desgastado e a ser obrigado a mexer radicalmente na equipa, uma equipa nova (nunca tinham jogado juntos), o desperdício de inúmeras oportunidades flagrantes de golo do Sporting, marcar um golo na tal bolita parada do costume, após erro grosseiro na defesa adversária, um árbitro encomendado e igual a si próprio nos jogos que apita do Sporting e claro por último, estacionar todos os autocarros em frente da sua baliza e fé nos deuses. Correu bem,  bateu tudo certo.

RUI COSTA (Árbitro) - 1 - Os sportinguistas esperam e desesperam pela hora de esta abécula deixar a arbitragem. Persona non grata, todos os detalhes são aproveitados para decidir contra o Sporting, até o acabar a primeira parte antes da hora, tal era a pressa... Tantos anos a apitar e tantos jogos do Sporting que apitou e não há um único jogo em que os sportinguistas não tenham fortes razões de reclamar deste Rui Costa, é de família, não apareceu em Arouca por acaso.

HUGO MIGUEL (VAR) - 3 - Pelo protocolo não existiram lances que pedissem a sua intervenção, mas o protocolo deveria alargar-se aos lances de amostragem dos amarelos. O Gonçalo Inácio leva um amarelo em que nem falta houve.

publicado às 03:04

As Notas de Julius 2022/23 (15)

Julius Coelho, em 27.10.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com Tottenham, da 5.ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões e que resultou num empate 1-1, golo de Marcus Edwards 22'.

QUE INCRÍVEL PRIMEIRA PARTE DOS LEÕES EM LONDRES

Poucas equipas conseguem fazer o que o Sporting fez a uma das equipas mais poderosas do planeta e ainda por cima no seu próprio estádio em Londres. Com uma primeira parte perfeita e surpreendente, os leões banalizaram o poderoso Tottenham perante os seus adeptos, que permaneceram incrédulos, mudos e gelados a verem os portugueses trocar a bola no campo todo, com tremenda personalidade e qualidade e que justamente chegou à vantagem, com o magnífico remate certeiro do pequeno grande génio inglês formado naquela casa. Na segunda parte e com as substituições, versão II da UEFA Youth League (Rúben Amorim lançou três jovens da formação com menos de 20 anos), os Spurs finalmente empurraram os leões para trás, mas só conseguiram chegar ao empate através de um lance de bola parada em que Adán falhou o tempo de salto. Agora que venham os alemães.

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DESTAQUE - MARCUS EDWARDS - 5 - Teve o seu grande momento de sonho e que jamais irá esquecer, uma exibição muito segura coroada com um magnífico golo e logo ali, naquele estádio, onde nasceu para o futebol. Obrigou os adeptos do Tottenham a recordar o seu nome que ficará gravado na história.

ANTONIO ADAN - 4 - Estava a ser o melhor em campo até aquele fatídico minuto, um deslize que custou o golo do empate, hesitou e depois perdeu o timing do salto, aquela bola era sua. Várias intervenções de alta dificuldade pareciam levá-lo para uma das suas melhores noites da carreira, foi uma pena.

PEDRO PORRO - 4 - Exibição muito segura do jovem espanhol, muito assertivo nas suas acções sempre com critério no passe durante toda a primeira parte. Num dos cruzamentos tensos e bem medidos quase oferecia o golo ao Paulinho. Na segunda parte com o sufoco inglês, limitou-se a fechar bem as suas costas.

GONÇALO INÁCIO - 5 - Excelente exibição do jovem central, tarefa árdua principalmente na segunda parte quando os ingleses abusaram dos mísseis para a área. Manteve sempre o controlo das situações de maior apuro. Soube gerir bem o espaço onde aparecia o Harry Kane a tentar complicar para poder servir.

SEBASTIAN COATES (Cap) - 5 - Ufff, que sufoco aquele último quarto de hora, os ingleses foram com tudo mas o capitão respondeu sempre por cima. Quase que faz o segundo golo, mas chegou um tudo de nada atrasado e acabou por meter a bola na baliza à Maradona, mas agora em tempos de VAR, golos com a mão já não pegam.

MATHEUS REIS - 5 - A sua melhor exibição até ao momento, a fazer recordar os grandes momentos da época passada. rápido na reacção, mais assertivo no passe e no timing nas dobras. Sempre muito disponível a oferecer linhas de passe na saída.

NUNO SANTOS - 4.5 - Voltou a realizar uma exibição de grande nível, nunca perdeu um duelo com o veloz sul coreano Son que tentou enganá-lo várias vezes aparecendo nas suas costas. Ficou a ideia que foi substituído demasiado cedo (62'), podia ter ficado mais algum tempo, a equipa acusou a sua saída.

MANUEL UGARTE - 5 - Foi peça chave no melhor momento quando a equipa conseguiu adormecer o adversário em quase toda a primeira parte, inteligente a procurar espaços e a ligar o jogo. Poderoso na antecipação o que sacou as ganas aos avançados dos Spurs que perceberam que só se desgastavam a cheirar a bola. Os últimos 10 minutos foram-lhe pesarosos, as pernas já não respondiam. 

HIDEMASA MORITA - 4 - Verdade que falhou alguns passes de nível fácil, mas lutou bastante entres as linhas inglesas. Foi o que mais pressionou no meio campo na segunda fase da construção inglesa que nunca conseguiram ligar o jogo com critério enquanto o japonês esteve em campo. Foi substituído aos 61', juntamente com o Nuno Santos, estava esgotadíssimo e parecia tocado.

FRANCISCO TRINCÃO - 4 - Desta vez fez uma boa partida, mais a cair no lado contrário (esquerda) ao que lhe é habitual, soltou mais a bola no timing certo e deixou-se das usuais brincadeiras na areia. Foi pragmático nas tentativas de explorar os espaços vazios e nas triangulações com os colegas da frente. Elevado nível de sacrifício na pressão na saída dos ingleses. Saiu também exausto aos 71'.

PAULINHO - 4 - Exibição ao seu melhor nível, com a muito ingrata e difícil missão de estorvar os defesas adversários para não saírem com a bola controlada, obrigando-os ao jogo directo. Quase que faz o segundo golo, disparado na área do Tottenham remata junto à trave uma bola tensa, metida pelo Porro. Saiu também aos 75', já não dava para mais.

MATEUS FERNANDES - 2 - Decisão corajosa do treinador ao enviá-lo lá para dentro quando ainda faltavam 30 minutos de jogo. Não comprometeu, mas pouco acrescentou na perda a pique da energia da equipa que passou a recuar cada vez mais. Sofreu um sufoco nos minutos finais na hora do tudo por tudo dos ingleses e sentiu dificuldades.

FLÁVIO NÁZINHO - 1 - Curioso, foi a substituição menos conseguida mas podia ter resolvido o jogo por duas vezes, uma delas de baliza aberta, em ambas foi precipitado no remate, terá dificuldade em dormir nos próximos dias. Acusou a responsabilidade que lhe condicionou os movimentos, viu-se em alguns lances à deriva sem o devido discernimento. Os ingleses perceberam a sua fragilidade e tentaram entrar nos últimos instantes pelo seu lado  e quase que o conseguiam, felizmente vivemos em tempos de VAR.

ARTHUR GOMES - 2 - Tem capacidade de poder vingar, é bom de bola, forte no drible. Compreendeu o papel do sacrifício na missão que levou, era momento de fechar todos os caminhos da sua baliza e deu o seu contributo, descendo no terreno no apoio.

ISSAHAKU FATAWU - 3 - Tem características para o papel de elemento poderoso para contra-ataque, será treinado de futuro para essas situações. Muito forte no um para um, veloz e de remate fácil, quase que marca um golo à Eder e o Hugo Lloris, teve um arrepio na espinha, deve ter-se recordado, mas desta vez conseguiu desviar a bola.

JEREMIAH ST. JUSTE - 3 - Os ingleses pressionaram bastante a equipa do Sporting no último quarto de hora, o treinador leonino achou que seria útil entrar mais um central, em vez de manter o Paulinho que já não pressionava lá na frente. O holandês entrou bem no jogo, verdade que pouco depois o Tottenham chega ao empate na bola parada, mas foi maior a responsabilidade do Adán.

RÚBEN AMORIM - 5.5 - Quase que conseguia a exibição perfeita, faltou ter gente mais experiente no banco. Ele bem sabia que tudo podia mudar quando chegasse a hora das substituições, reconhecia o risco, mas teve a coragem de o enfrentar. Os ingleses nunca ganharam um duelo, só conseguiram criar problemas através do jogo directo e aéreo para a área do Sporting e o golo do empate só surgiu num lance de bola parada, com Adán a falhar. Preparou e leu muito bem o jogo do princípio ao fim, merece passar aos oitavos de final.

ANTÓNIO CONTE - 4 - Com a exibição da primeira parte não teriam conseguido a nota positiva, porque não tiveram a capacidade de contrariar a boa dinâmica do leão, deixando-se adormecer. A fadiga chegou e com ela as substituições. Falou depois mais alto as óbvias diferenças dos bancos e com isso quase que conseguiam ganhar o jogo no derradeiro lance, o que seria uma monumental injustiça para a equipa de Alvalade. O italiano acabou por ser expulso no final por querer ter mais razão que as linhas do fora de jogo do VAR.

DANNY MAKKELIE (Árbitro) - 4 - Uma boa arbitragem no geral, controlou a partida e sempre bem em cima dos acontecimentos. Pode ser acusado de um ligeiro caseirismo em algumas decisões que tomou em lances divididos.

POL VAN BOEKEL (VAR) - 5 -  A César o que é de César. A decisão do golo anulado pode ter sido algo morosa, deixando todos no estádio (e na TV) num estado de alto frenesim, e apesar de acabar por ter sido bastante frustrante para os da casa, o mais importante é que se fez justiça. Além desse lance, validou correctamente o golo do empate, uma vez que não houve falta sobre Adán.

publicado às 05:00

As Notas de Julius 2022/23 (14)

Julius Coelho, em 23.10.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Casa Pia, da 10ª. jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória do Sporting por 3-1. Golos de Paulinho 57', Nuno Santos 59' e Pote 65'.

FIM DO ENGUIÇO DE UM LEÃO FAMINTO

Nuno Santos  e Pedro Porro deram asas ao leão, que voou e arrasou na segunda parte. Só desta forma, de encarar o jogo com a intensidade muito elevada, a equipa pode aspirar a levar de vencida os seus adversários. Depois do desperdício de oportunidades escandalosas na primeira parte (a equipa entrou a perder após o intervalo por um golo fortuito dos gansos). Temeu-se o pior nas bancadas de Alvalade, a repetição do filme já visto várias vezes nas últimas semanas, foi o momento de cerrar os dentes, arregaçar as mangas, olhar para o símbolo da camisola que envergam e atirarem-se ao jogo como se de uma batalha se tratasse, fizeram pela vida e tiveram o merecido prémio: a remontada com 3 golos de rajada (em 8 minutos) e podiam ter chegado a um resultado ainda mais desnivelado, caso tivessem um melhor discernimento na finalização.

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DESTAQUE - PEDRO PORRO - 5 - Foi decisivo nos dois primeiros golos e carimbou a reviravolta no marcador,  ganhou confiança com a entrada do Paulinho e fez o leão voar pela sua ala direita. 

ANTÓNIO ADÁN - 4 - Sereno e muito activo a ordenar a defesa, só não conseguiu parar o remate do isolado Clayton que fuzilou. 

GONÇALO INÁCIO - 4 - Calhou-lhe a fava, teve na sua frente o mais perigoso e mais veloz dos gansos, experimentou dificuldades em fechar as costas do Pedro Porro quando o Godwin metia velocidade. Melhorou quando o Marsá teve que sair por lesão e foi ocupar o lugar do ex-catalão no centro da defesa, ganhou confiança com melhor acerto no corte e na antecipação e acabou em bom plano.

JOSÉ MARSÁ - 4.5 - Parece encaminhado a tornar-se num grande central, muito forte na antecipação e na saída com bola. Precisa de ganhar mais músculo para ganhar no choque a adversários como o Clayton. Tivesse mais um pouco de altura e o Barcelona não o deixava sair. Verdade que não conseguiu evitar o lance que deu o golo ao Casa Pia, mas já estava inferiorizado, com fortes dores no pé violentamente pisado pelo Clayton e que o obrigou a ficar nos balneários ao intervalo.

MATHEUS REIS - 3.5 - Bem tenta dar o seu melhor apoio aos colegas da frente, mas falta-lhe frescura física. Desatento no lance em que mete em jogo o Clayton que correu isolado para o golo do Casa Pia. Acusa o acumular dos jogos.

NUNO SANTOS - 5 - Candidato também ao destaque, foi o elemento mais regular da equipa em todo o jogo e o mais acutilante na primeira parte. Fez o 2º golo, o da remontada num soberbo remate de primeira que fez levantar o estádio. Já leva 5 golos.

MANUEL UGARTE - 4.5 - A dupla de médios esteve num alto nível muito semelhante, o uruguaio entregou-se com alma ao compromisso da equipa e acabou de rastos, deixou suor, pele e sangue no relvado.  Esgotado foi substituído no derradeiro quarto de hora.

HIDEMASA MORITA - 4.5 - Impressionante as vezes que apareceu a antecipar-se para bloquear a saída do adversário, aparecia em todo o lado no meio campo, nas costas dos adversários entre as suas linhas desorientado-os. Foi fundamental na ligação do jogo da equipa. Podia ter marcado ainda na primeira parte, um remate cruzado dentro da área que o Ricardo Baptista defendeu rente à relva para canto. Esteve envolvido no golo adversário, num corte deficiente serviu o Godwin que isolou o Clayton.

FRANCISCO TRINCÃO - 3 - Voltou a ser o elo mais fraco da linha avançada, com uma exibição muito intermitente, desperdiçou duas ocasiões flagrantes de golo, uma atirou a bola para a bancada, na outra, após uma boa iniciativa individual, a bola caprichosamente foi ao poste. Saiu logo após o início da segunda parte. 

PEDRO GONÇALVES - 4.5 - Realizou um dos melhores jogos da época. Procurou ser mais participativo com movimentações constantes, entregou de bandeja um golo cantado que o Trincão desperdiçou, três vezes que quase marcou, mas o guardião casa-piano defendeu os remates com grande aparato. Teve frieza no penálti muito bem marcado e que resultou no 3º golo. Saiu com queixas musculares aos 72'.

MARCUS EDWARDS - 4 - Alternou o muito bom com o péssimo. logo no início do jogo teve uma perdida escandalosa, junto ao poste da baliza adversária cabeceando para fora, quando estava isolado. Melhorou consideravelmente quando o Paulinho entrou e recuou para as zonas que melhor conhece. Protagonizou dois lances de antologia, um acabou no penálti que o Pote marcou, o outro fintou e sentou vários adversários no relvado dentro área do Casa Pia mas deslumbrou-se e perdeu a bola.

CHICO LAMBA - 3.5 - Entrou para a segunda parte a substituir o lesionado José Marsà, uma prova de fogo logo na sua estreia e num momento conturbado da equipa. Acusou de início, perdendo os primeiros duelos para a gazela Godwin, mas foi ganhando confiança e assumiu a sua qualidade no passe e na antecipação e o ganso desapareceu do jogo.

PAULINHO - 4.5 - Decisiva a sua entrada, podia ter sido também o destaque. Trouxe do banco a magia que quebrou o raio do enguiço, ao excelente remate do Porro a bruxa ainda deu asas ao guarda redes do Casa Pia, mas a magia do Paulinho foi mais forte, num golpe, com excelente e inesperado salto de peixe matou a bruxa e meteu a bola lá dentro. Com o enguiço quebrado a equipa soltou-se e rapidamente fez mais dois golos, não foram mais porque... há jogo em Inglaterra para a semana. 

ARTHUR GOMES - 2 - Na última aparição não foi muito feliz, revelando várias lacunas, ontem apareceu melhor preparado, com melhor timing na leitura dos lances. Tem que continuar a trabalhar, tem forte drible em velocidade e dá aceleração ao jogo.

MATEUS FERNANDES - 2 - Pouco tempo em jogo e o resultado estava feito, ambas as equipas já esperavam o apito final do árbitro. Cumpriu mantendo a missão da guarda, que lhe deixou o colega uruguaio.

FLÁVIO NÁZINHO - 2 - Também jogou poucos minutos, entrando para o lugar do Pedro Porro,  quando a gazela Godwin ja andava com a bandeira branca da rendição na mão.

RÚBEN AMORIM - 5 -  Preparou todos para este jogo como se de uma final se tratasse, era crucial ganhar e com isso passarem o adversário e ficarem a três pontos do segundo lugar na classificação, mantendo as aspirações no campeonato. Foi uma grande batalha e com resultado imprevisível pelo golo inesperado dos forasteiros. A missão apresentava-se muito difícil na segunda parte para dar a volta ao marcador, a equipa abafava o adversário mas os golos continuavam enguiçados sem aparecer. Foi do banco que lançou e bem a solução que permitiu a remontada. A rota foi agora reencontrada e não podem voltar a sair do trilho.

FILIPE MARTINS - 3.5 - Está de parabens, montou de facto uma equipa muito difícil de abater. O golo que lhe concedeu a vantagem ao intervalo gelou Alvalade, como ele próprio reconheceu, contra a corrente do jogo, mas deixou em dúvida o resultado. Tentou jogar com o nervosismo dos jogadores do Sporting, mas os leões estavam decididos, famintos e indomáveis e com naturalidade impuseram a lei do mais forte e com toda a justiça.

HÉLDER MALHEIRO (Árbitro) - 3.5 - Não começou bem o jogo, cometendo vários erros na interpretação dos lances passíveis de falta e que não assinalou. O deixar correr o jogo e fazer vista grossa a faltas mais evidentes foi o seu maior pecado, com o decorrer da partida melhorou e acalmou decidindo com melhor acerto e justiça. O lance da falta evidente que lesionou o Marsà deixou o jogo seguir e na sequência quase que dá golo para o Casa Pia, precisamente porque a defesa do Sporting ficou descompensada por o jovem espanhol ter ficado estatelado no relvado contorcendo-se com dores.

CLÁUDIO PEREIRA (VAR) - 1 - Um erro grave, deixou passar uma agressão do Godwin a Gonçalo Inácio aos 23' da primeira parte, foi lance para vermelho directo.

publicado às 04:04

As Notas de Julius 2022/23 (13)

Julius Coelho, em 17.10.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Varzim, da 3.ª eliminatória da Taça de Portugal e que resultou numa derrota leonina por 1-0.

FALTOU TUDO À EQUIPA, ATÉ A VONTADE DE GANHAR

A equipa leonina apresentou-se na Póvoa sem chama, vazia de ideias, pouca velocidade, intensidade a zero e pior que tudo com pouquíssima qualidade. Durante os 96' de jogo não criaram uma única oportunidade clara de golo, sendo justamente eliminados da Taça de Portugal. Muitos cruzamentos, muita posse de bola mas que resultaram em nada, contra uma equipa sempre muito bem organizada no seu bloco baixo tapando todos os caminhos para a sua baliza. Obteve aos 70' minutos o seu prémio numa bola parada, marcando o golo histórico que fez cair com estrondo um dinossauro do futebol português.

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DESTAQUE - NUNO SANTOS - 3 - Estranha-se a sua saída, foi o único elemento que empurrou a equipa para a frente disparando vários cruzamentos para a área povoense.

FRANCO ISRAEL - 3 - Sem culpas no golo sofrido, esteve sempre atento e ágil nas poucas vezes que teve que intervir.

PEDRO PORRO - 2 - Jogou a passo e retraído, com demasiadas paragens no passe, não se entregou ao jogo.

GONÇALO INÁCIO (Cap) - 2 - Mais um golo com culpas do lado direito da defesa, verdade que aquela forma de defender bolas paradas com aquela defesa em linha não é a melhor, divide excessivamente o lance com os atacantes adversários e em cada cruzamento é um ai jesus!. O treinador terá que rever essa estratégia urgentemente.

JOSÉ MARSÁ - 2 - Também terá que dividir uma menor percentagem de culpas no lance do golo sofrido. Raramente o adversário chegou perto da baliza do Sporting, mas quando lá chegou, conseguiu criar expectativa nos lances.

MATHEUS REIS - 2 - Não se entende porque necessita de criar sempre confusão nas bolas paradas para a sua área, que tem ganho com isso? Nesses lances cruzados vimo-lo sempre fora deles e com a bola a ameaçar a sua baliza. Apareceu muitas vezes no apoio do ataque mas sem qualquer consequência positiva.

ALEXANDROPOULOS - 1 - Pois é, só a vontade não chega, é preciso também mais qualidade, principalmente na leitura dos lances, voltou a falhar muitos passes e várias intercepções nas segundas bolas. Já não voltou ao intervalo

HIDEMASA MORITA - 2 - Jogo sem brilho do nipónico, algumas tentativas de remate fora da área mas sem a direcção da baliza. Foi também substituído.

FRANCISCO TRINCÃO - 2 - Ontem nem parra nem uva, fez-se a alguns dos cruzamentos vindos da esquerda do Nuno Santos, mas cabecear não é de todo a sua praia. Na segunda parte perdeu-se em iniciativas individuais, não era daquela forma que iria conseguir entrar na defesa do adversário.

MARCUS EDWARDS - 2 - Pensar e executar lento só pode dar em desinspirado, foi dos jogos mais fracos que o inglês fez esta época. As tentativas de triangulação deixaram várias vezes a bola a meio, nos pés dos adversários. Foi substituído pouco depois do início da segunda parte.

PAULINHO - 1 - A jogar desta forma só provoca os adeptos que o criticam, forçosamente tem que fazer muito mais, é inaceitável um atacante com a sua estatura não atacar os vários cruzamentos do Nuno Santos. Assim fica sempre mais difícil chegar ao golo.

PEDRO GONÇALVES - 1 - Os adeptos leoninos quando o viram aquecer ao intervalo, pensaram que poderia transformar o jogo e toda a segunda parte, puro engano, pouco ou nada se deu por ele. Passes mal medidos, timing de entrada errados, terá que fazer uma grande reflexão no que anda a fazer dentro do campo.

ISSAHAKU FATAWU - 2 - Necessita de tempo de jogo, da guerra lá dentro do campo para crescer, para compreender o que o jogo pede. As poucas vezes que conseguiu desequilibrar defeniu mal. Necessita de aprender também a proteger melhor a bola, sem a perder tão fácilmente.

MANUEL UGARTE - 2 - Se estava roto, ainda pior ficou, nunca conseguiu acelerar o jogo, algumas acções positivas no corte em antecipação, mas o que a equipa necessitava mais era da capacidade para ultrapassar a última linha do adversário e aí nunca pôde ajudar.

ROCHINHA - 1 - Entrada de um jogador aparentemente triste e sem a adrenalina que a equipa necessitava para romper linhas, nada veio a acrescentar.

JOVANE CABRAL - 2.5 - Entrada muito tardio na partida (84 minutos); foi quem mais e melhor mexeu com o jogo, desequilibrando através de vários lances na zona de conforto do adversário que finalmente sentiu dificuldades na sua organização defensiva. Depois de uma longuíssima ausência, aplaude-se este seu regresso à equipa que vê nele um bom reforço.

RÚBEN AMORIM - 1 - Tudo correu muito mal, a mensagem do perigo nunca passou, entrou por um ouvido e saiu pelo outro aos jogadores. Jogo sem chama, com excessivos compassos no passe que tiraram a intensidade que se impunha, nunca conseguiu dar a aceleração que faria toda a diferença de uma equipa de primeira Liga. Dessa forma ficou a jeito para o castigo que se adivinhava, o da eliminação. Terá que rever a estratégia de defesa das bolas paradas para a sua área, não é a melhor, em cada cruzamento é um ai jesus!.

TIAGO MARGARIDO - 5.5 - Festa rija na Póvoa por toda a noite, derrubou com estrondo um dinossauro. Mérito de conseguir trazer e impor o ritmo de 3ª Liga, de maior conforto para sua equipa, com isso adormeceu o tubarão que se esqueceu de jogar mais rápido que aquilo. Resultou em pleno.

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BRUNO COSTA (Árbitro) - 3 - Deficiências na interpretação dos lances faltosos e não faltosos provocaram vários equívocos nas suas decisões.

*** Dúvidas sobre fora de jogo no lance do golo.

publicado às 04:03

As Notas de Julius 2022/23 (12)

Julius Coelho, em 13.10.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Marselha, da 4.ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões e que resultou numa derrota leonina por 2-0.

E TUDO O ESGAIO LEVOU

O Sporting tem que ir à bruxa, ontem voltou a viver a repetição do filme de terror de Marselha, mas com outro protagonista, Ricardo, que com um erro crasso matou a equipa e desequilibrou largamente a partida para o lado dos franceses logo a partir dos 19' da primeira parte, foi expulso e consequente penálti que deu o primeiro golo aos forasteiros. A equipa, que desta vez entrou menos bem no jogo, nunca conseguiu reagir à adversidade e ao esquema estratégico do Marselha que pouco depois fez o segundo e último golo da partida. A partir daí o treinador leonino voltou a abdicar do jogo ofensivo e da vitória e acabou com uma equipa de miúdos.

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DESTAQUE - MANUEL UGARTE - 3 - Não merecia tantas traições no jogo, andou sempre muito isolado no meio campo e por isso nunca conseguiu jogar o seu melhor futebol que sabe e pode. Aconteceu tudo muito rápido, aos 30 minutos a equipa já perdia por 2 -0 e já não tinha à sua volta o capitão Coates, o Morita e o Marcus Edwards. Apesar de amarelado foi o elemento mais lúcido até ao final, o bombeiro de serviço à frente da defesa, foi fundamental para que a equipa não sofresse mais golos, principalmente quando ficou reduzida a 9 elementos.

FRANCO ISRAEL - 3 - Apesar da desconfiança baseada na sua inexperiência, acabou por fazer uma exibição positiva, adivinhou o lado do penálti em que quase chega à bola e respondeu bem a alguns remates fortes e traiçoeiros dos franceses.

RICARDO ESGAIO - ZERO - Não tem condições técnicas e psicológicas para jogar na equipa, são já tantos os erros inacreditáveis que não se entende a teimosia do treinador na sua aposta, por muito menos desistiu do Rúben Vinagre. Tem sido um dos principais culpados dos maus resultados da equipa e não é continuar a colocá-lo a jogar que o defende neste momento. Uma primeira falta com amarelo desnecessária que valeu uma valente reprimenda do capitão Coates e logo a seguir o insólito: chega de novo atrasado dentro da área provocando penálti e expulsão, entregando a equipa à morte aos franceses, que pouco ou nada tinham feito até esse momento.

GONÇALO INÁCIO - 2.5 - Salvou-se pela melhor concentração quando a equipa em inferioridade numérica, o que evitou danos maiores no resultado. No lance do penálti não estava lá, andava fora do lugar, a tentar compensar os buracos que um meio campo desequilibrado abriu.

SEBASTIÁN COATES (Cap) - 1 - Um pique a uma bola em profundidade e sentiu a picada no músculo que ainda recuperava da anterior lesão, aí o jogo acabou para ele logo aos 35', a sua saída ainda veio tornar o cenário mais negro para a equipa, que já perdia por 2 golos de diferença e em inferioridade numérica.

MATHEUS REIS - 2 - Do seu lado nasceu o lance cruzado que resultou no penálti. Foi ultrapassado várias vezes pelas triangulações rápidas dos avançados franceses. Esteve melhor na segunda parte fechando com maior eficácia os espaços.

NUNO SANTOS - 2.5 - Também teve que vestir o fato do bombeiro, foi sempre melhor lateral que avançado, com a equipa com um elemento a menos perdeu-se depois em acções individuais, querendo resolver tudo sozinho.

HIDEMASA MORITA - 1 - Com a expulsão do Ricardo Esgaio foi o sacrificado para a entrada do Fatawu para se posicionar na lateral direita. A sua saída desequilibrou ainda mais um meio campo, que já estava em défice desde o início.

FRANCISCO TRINCÃO - 1 - O ataque da equipa desapareceu com a expulsão, com o meio campo e a defesa alterados em nunca conseguiram ligar o jogo com os colegas da frente. Um remate frontal (37') já perto da área foi o seu melhor momento e da equipa em todo o jogo. Já não voltou após o intervalo.

PEDRO GONÇALVES - ZERO - Exibição muito cinzenta culminada com uma expulsão com duplo amarelo no mesmo lance faltoso, que deixou a equipa com 9 elementos e à beira de um ataque de nervos, quando faltavam ainda mais de 30' para o final da partida. Vermelho que o impede de jogar o próximo jogo importantíssimo em Inglaterra.

MARCUS EDWARDS - 1 - Também foi sacrificado pelo treinador logo após o segundo golo dos franceses, com a sua saída o Rúben abdicou do ataque e da tentativa de resposta ao resultado negativo de 2 golos.

ISSAHAKU FATAWU - 3 - Entrou para colmatar a lateral direita pela expulsão do Ricardo Esgaio, com a equipa com 10 e mais tarde com 9 elementos foi o que mais e melhor tentou chegar à frente com bola, conseguindo com a sua velocidade de drible conquistar espaços e provocar discussão nas hostes francesas pelo seu atrevimento. Mostrou que merece mais oportunidades.

JOSÉ MARSÁ - 3 - Atirou-se decidido à luta sem tremedeiras, percebeu o momento complicado e a missão que tinha pela frente quando substituiu o seu capitão uruguaio. A verdade é que os franceses raramente voltaram a provocar perigo na baliza do Franco Israel e acabou por ser a melhor exibição de toda a defesa.

ALEXANDROPOULOS - 2 - Entrou quando o jogo já estava de pantanas, para o lugar do Marcus. Cumpriu na missão de ajudar a fechar os caminhos para a sua baliza mas muito ineficaz nas tentativas de ligar o jogo à sua frente.

FLÁVIO NÁZINHO - 2.5 - O Nuno Santos subiu no terreno entrando o jovem Flávio para fechar a lateral esquerda, perante as dificuldades perante um adversário em superioridade numérica acabou por cumprir e ajudar a equipa a não sofrer mais golos. 

PEDRO PORRO - 1 - Entrou  e imediatamente a seguir viu o Pote a ser expulso e deixar a equipa com 9 elementos. Isso irritou-o e ficou muito quezilento, levou um amarelo e pôs-se a jeito para o segundo, continuou a protestar com o árbitro espanhol de tolerância zero

RÚBEN AMORIM - 1 - Desde que chegou ao Sporting é a primeira nota negativa que lhe é atribuída. Tem culpas directas neste descalabro, foi sempre em todos os momentos do jogo inferior a um Marselha perfeitamente ao alcance. Não leu bem o jogo dos franceses e deixou à deriva um meio campo sempre descompensado com dois elementos contra três e quatro franceses. O primeiro lance que resultou no penálti e expulsão do Esgaio é também resultado da armadilha marselhesa, os centrais foram atraídos e colocados fora do lugar porque foram compensar os espaços que o Morita e o Ugarte sozinhos em inferioridade numérica não conseguiram fechar. Depois teimar no Esgaio já não é defendê-lo, é sim prejudicá-lo ainda mais e com isso a equipa. Que pensará o Rúben Vinagre de tudo isto?

IGOR TUDOR - 5 - Viu o feitiço voltar a ter um efeito arrasador, tudo lhe foi facilitado desde o primeiro minuto da partida. O adversário voltou a dar tiros nos pés e na cabeça e ofereceu-lhe de bandeja uma vitória sem luta. Fácil de mais. Verdade que compreendeu que povoando o meio ganharia facilmente os espaços contra dois solitários guerreiros que nada puderam fazer. Depois em superioridade numérica e no resultado tão cedo, a história do jogo acabou aí.

ALEJANDRO HERNÁNDEZ (Árbitro) - 2 - Um árbitro com decisões de tolerância zero é sempre muito perigoso e a fava saiu ao Sporting. Optou por um critério muito apertado e duvidoso nas faltas e nos cartões.

RICARDO DE BURGOS (VAR) - 3 - O penálti? Sim a decisão é correcta, mas foi mesmo legal o segundo golo do Marselha? Ficaram dúvidas.

publicado às 04:30

As Notas de Julius 2022/23 (11)

Julius Coelho, em 09.10.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Santa Clara, da 9ª. jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória do Sporting por 2-1. Golos de Hidemasa Morita 29' e Nuno Santos 90'.

VITÓRIA MUITO SUADINHA NAS ILHAS AÇORIANAS

Primeira parte de sentido único, jogado quase sempre no meio campo açoriano com os laterais leoninos a jogarem como extremos, conseguiu chegar justamente à vantagem de 1 golo antes do intervalo. Todavia a segunda parte trouxe um Sporting diferente, baixou o ritmo e muito lento na reacção, foi a vez do Adán aparecer com três fantásticas defesas, especialmente a terceira que negou autenticamente o golo do empate ao Santa Clara. A equipa ressentiu-se do jogo europeu, muito desgastada ainda conseguiu marcar o segundo golo já perto do fim, colocando ponto final no sofrimento e garantindo a vitória e os 3 pontos preciosos na rota da recuperação na tabela.

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DESTAQUE - ANTONIO ADÁN - 5 - De vilão a herói. O guarda-redes espanhol redimiu-se do desastre de Marselha e foi decisivo na vitória da equipa ante o Santa Clara. A equipa caiu fisicamente na segunda parte e foi ele a segurar com mãos de aço o cabo que prendia a vitória. Três fantásticas defesas com nota muito especial para a última, que com uma impressionante estirada tirou uma bola que levava selo de golo, seria o do empate já perto do final da partida.

RICARDO ESGAIO - 2 - Na primeira parte o adversário por estratégia manteve-se sempre muito recuado e com isso facilitou-lhe a vida, posicionou-se como extremo no seu corredor mas as suas acções foram sempre inconsequentes. Na segunda parte com a subida do bloco adversário jogou recuado e voltou a mostrar as suas evidentes lacunas, várias vezes ultrapassado em velocidade e com a dificuldade em proteger as costas, teve também várias perdas de bola.

JEREMIAH ST. JUSTE - 4 - Foi a melhor exibição que lhe vimos até agora, surpreendeu pela positiva, mostrando-se já adaptado ao que o treinador lhe pede. Enquanto jogou deu espectáculo em vários lances. Por precaução foi substituído pouco depois do início da segunda parte.

SEBASTIÁN COATES (CAP) - 3.5 - Não é novidade para ninguém que com Coates a defesa é outra coisa, voz de comando na organização defensiva e saída da bola, deu tranquilidade a todos à sua volta.

MATHEUS REIS - 3 - Continua a não acertar uma boa exibição. Três meses de competição e ainda não vimos o Matheus Reis da época passada. Não está tão confiante, por isso as hesitações e maus passes. 

NUNO SANTOS - 3.5 - Teve o seu momento de fama quando sentenciou a partida já perto do fim, com  um excelente remate de primeira e fora da área, deu oxigénio à equipa e todos respiraram de alívio, ajudando a garantir a vitória.

MANUEL UGARTE - 3 - Fez um jogo de altos e baixos, deu nas vistas em lances de um "8" a transportar a bola a fazer lembrar o ex-colega Matheus Nunes, passando em velocidade por vários adversários. Na pressão esteve igual a si próprio. Alguns passes falhados que terá que corrigir.

HIDEMASA MORITA - 3.5 - No retorno à sua anterior casa foi feliz, marcou o sempre difícil e importante primeiro golo do jogo, o realce nesse lance de mostrar concentração, mantendo-se atrás da linha da bola e só a atacar no timing certo para a recarga vitoriosa.

MARCUS EDWARDS - 4 - Foi o melhor elemento criativo do ataque, excelente jogada que resultou no remate que sobrou para a cabeça do Morita fazer o primeiro da partida. Na segunda parte esteve mesmo muito perto de marcar, após uma sucessão de dribles dentro da área adversária, rematou forte rente ao poste, com o Gabriel Baptista a defender com os olhos. 

PEDRO GONÇALVES - 3 - Pouco activo no último terço do terreno. Ligou bem o jogo no meio campo mas faltou-lhe mais aproximação à area adversária, na segunda parte caiu de produção com o desgaste.

PAULINHO - 2 - Exibição muito discreta, raramente saiu vencedor dos duelos. As vezes que teve espaço decidiu sempre mal na entrega da bola.

GONÇALO INÁCIO - 3 - Entrou para o lugar do St. Juste na segunda parte, esteve bem na reacção, com Coates ao seu lado pesou-lhe menos a responsabilidade e fluiu melhor na leitura dos lances. Pouco feliz no passe longo.

FRANCISCO TRINCÃO - 1.5 - Se o Paulinho não esteve bem, o extremo esteve pior, pouco se viu e nada acrescentou no momento que via a equipa a cair a pique fisicamente.

ROCHINHA - 1.5 - Como Trincão, também nada de relevo trouxe ao jogo. Participou em poucos lances e sem brilho.

ALEXANDROPOULOS - 2 - Falta-lhe escola da leitura de jogo, não o sabe ler e por isso provoca muitas acções que acabam por prejudicar a equipa, deixando-a desposicionada por perdas de bola em zonas e momentos proibidos. Tem também dificuldades em gerir o esforço e timing do ataque no espaço do adversário que vem com a bola. Tem muito para corrigir.

RÚBEN AMORIM - 4.5 - A equipa cumpriu o objectivo da vitória num dos campos onde perdeu o campeonato na época passada. O adversário optou por oferecer meio campo na primeira parte e nesse período a equipa dominou totalmente o jogo, chegando ao golo. Na segunda metade, viu a equipa perder gás e sofrer, jogando mais recuada, empurrada pelo adversário, tentou refrescá-la com as quatro substituições; não melhorou nas saídas, mas conseguiu no final o mais importante, os 3 pontos.

MÁRIO SILVA - 3.5 - Estudou bem a melhor estratégia para bater o Sporting, ofereceu-lhe a iniciativa na primeira parte, provocando-lhe desgaste, para depois na segunda parte subir as linhas. Mas não conseguiu evitar o golo dos leões, andou sempre atrás do prejuízo, verdade que obrigou o guardião espanhol a mostrar os galões e como não marcou, acabou por sofrer o segundo que arrumou a partida.

ARTUR SOARES DIAS - 1 - O par de jarras voltou a atacar os leões na traição. É deveras impressionante o currículo de penáltis não assinalados a favor do Sporting desta dupla de imbecis (Artur Soares Dias e Hélder Malheiro). Ontem só foram mais 2. Felizmente não impediram a vitoria leonina, mas fica o registo. 

HÉLDER MALHEIRO - ZERO - O VAR liderado por estes senhores, só serve para reverter decisões em desfavor do Sporting? Não serve para analisar lances claros de penálti a favor? Só assombram a arbitragem portuguesa para que continue de luto. Merecem medalhas de latão enferrujado.

publicado às 03:34

As Notas de Julius 2022/23 (10)

Julius Coelho, em 05.10.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Marselha, da 3.ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões e que resultou numa derrota leonina por 4-1. Golo de Francisco Trincão 1'.

SPORTING EM MODOS HARAKIRI EM MARSELHA

Três erros grosseiros do guarda redes espanhol de rajada (em 9') e que resultaram fatais, destruíram por completo toda a organização de jogo da equipa leonina, após conseguirem chegar à vantagem com um dos golos mais rápidos da história da Champion League (53s) e dominarem por completo um adversário que mostrou limitações quando em igualdade numérica. A história do jogo para o Sporting em Marselha acabou logo aos 23' quando ficou reduzido a dez elementos e já com os franceses na frente do marcador. O treinador decidiu proteger os jogadores para a segunda metade da partida, fazendo 4 substituições logo após o intervalo, optando por uma estratégia de maior contenção para evitar um resultado mais volumoso que pudesse vir a causar mais danos no grupo.

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DESTAQUE - FRANCISCO TRINCÃO - 3 - O momento mais alto da equipa resumiu-se aos 53 segundos de jogo, quando o Francisco Trincão numa excelente jogada individual surpreendeu todos, finalizando com um remate em arco que só acabou no fundo da baliza. Pouco depois esteve perto de fazer o segundo, mas a bola bateu numa muralha de pernas.

ANTONIO ADÁN (Cap) - 0 - Seguramente os 23' mais "horribilis" de toda a sua carreira, destruiu com os seus erros o sonho da equipa poder conquistar três vitórias seguidas na Liga dos Campeões, o que seria um feito inédito na história do Clube. Entrou em campo, mas deixou a concentração no autocarro que se perdeu no trânsito. Depois de dois erros que resultaram em golos do adversário, provocou uma saída sem timing e meteu a mão à bola fora da área, inacreditável. Ficámos incrédulos e sem palavras.

RICARDO ESGAIO - 1.5 - Como tem sido habitual, voltou a realizar um jogo muito fraco. Entende-se que um jogador tem direito a cometer erros, mas primeiro, tem que conquistar créditos e aí, poucos tem conquistado desde que voltou ao Clube. Muito preocupado com a sua posição na linha do fora de jogo mas depois falta-lhe tudo o resto.

JEREMIAH ST. JUSTE - 2 - Além dos erros do Adán, a defesa também não esteve bem, nunca deu garantias na saída da bola, cometendo vários erros sem serem provocados e o holandês ressentiu-se com a falta de uma voz de comando que o tranquilizasse e colocasse a todos na ordem. Já não voltou para a segunda parte.

GONÇALO INÁCIO - 2 - Ainda não é a sua praia assumir a posição de quarto homem, não basta ter reacção ou velocidade e controle na linha do fora de jogo, é preciso também voz de comando que não tem. Os erros do guarda-redes também foram consequência dessa falta de liderança no sentido de lhe serem oferecidas linhas de passe com melhor critério. Viu-se também com dois erros graves, quando ofereceu a bola ao adversário perto da sua área.

MATHEUS REIS - 2 - Andou aos papéis a maior parte do tempo, perdendo-se com dobras e mais dobras numa espécie de função de bombeiro, quando se pedia mais cabeça e melhor organização defensiva. Melhorou na segunda parte fechando melhor o seu lado com o Nazinho.

NUNO SANTOS - 2.5 - Curiosamente, estava a dar nas vistas na posição mais recuada a fechar muito bem o seu corredor, rápido na antecipação e no timing do corte. Foi o melhor elemento da defesa durante o período do descalabro provocado pelo Adán. No ataque ou na construção da saída de bola nunca se viu. Na segunda parte não voltou.

MANUEL UGARTE - 2 - Um erro clamoroso quando fez um passe para trás que quase isola um adversário, depois foi melhorando o seu jogo, nos movimentos de reacção e no passe com melhor critério. Também foi substituído após o intervalo.

HIDEMASA MORITA - 2.5 - Viu-se numa tarefa muito ingrata o japonês, mal se viu na primeira metade da primeira parte, depois e já com o resultado a desfavor e com a equipa com menos um elemento, assumiu a responsabilidade e atirou-se àquela luta tão desigual do meio campo, nunca se vergou. Foi o elemento que mais e melhor produziu na segunda parte mas sem resultados práticos.

PEDRO GONÇALVES - 1.5 - Isolado, teve nos pés o segundo golo que poderia ter dado uma história muito diferente ao jogo, mas não teve potência no remate nem a arte de colocar a bola fora do alcance do guarda redes francês. Sempre muito mal na recepção, perdendo inúmeras bolas para o adversário. Ficou também no balneário ao intervalo.

MARCUS EDWARDS - 3 - Deu a ideia de poder vir a fazer uma grande noite. Até aos descalabros foi o jogador mais cerebral na construção, com mais tino, um passe magistral isolou o Pote e teve outras iniciativas que fizeram a cabeça em água aos  franceses. Na expulsão do Adán, foi o sacrificado e mostrou claro desagrado na hora de sair.

FRANCO ISRAEL - 2.5 - O pior momento para um guarda redes, é entrar gelado no jogo no momento de um canto contra, dessa forma sofreu o terceiro golo, não se fez ao lance no timing correcto e sem a convicção que o lance pedia. Não se perturbou por isso e defendeu depois duas bolas bem difíceis e no quarto golo ainda defendeu o primeiro remate. Não conseguimos ainda ver e perceber as suas reais qualidades de grande ou médio guarda-redes.

JOSÉ MARSÁ - 2.5 - Foi atirado às feras na segunda parte num momento muito delicado, menos um elemento e  com 2 golos a desfavor. O jovem espanhol não tremeu e aproveitou a lição para crescer em tempos de guerra, no geral safou-se menos mal.

FLÁVIO NAZINHO - 2.5 - Entrou bem no jogo quando foi chamado logo a abrir a segunda parte, parecia poder desiquilibrar pelo seu corredor, mas o adversário depressa se adaptou e obrigou-o a recuar e a  posicionar-se mais perto da sua área.

PAULINHO - 1 - Missão ingrata que nada produziu segunda parte. Muito sozinho lá na frente viu-se muitas vezes a ter que recuar até às primeiras linhas da defesa para conseguir ter alguma bola. Conseguiu uma ou outra falta mas sem acrescentar nada no contra ataque que a equipa tanto necessitava.

ALEXANDROPOULOS - 2 - O miúdo luta que se farta, mas sem o critério que marque a diferença. Terá que reduzir perdas de bola e pensar melhor o jogo para não cair em acções constantemente precipitadas.

RÚBEN AMORIM - 3.5 - Não merece de todo a nota negativa. Viu-se no início do jogo que preparou bem a estratégia; enquanto em igualdade numérica o Sporting CP foi superior ao Marselha. Não pôde evitar os disparates do seu guarda-redes, teve que se aguentar com a tremenda realidade em que caíram após aqueles nove minutos fatais e ter que decidir; esquecer o jogo e as consequências do resultado e partir para a defesa dos seus jogadores e da equipa. Arriscou e fez as cinco substituições permitidas na primeira parte. Mostrou inteligência e coragem quando a borrada já estava feita.

IGOR TUDOR - 3.5 - Ganhou com números expressivos, mas o jogo teve uma história muito estranha, defrontou um adversário que decidiu suicidar-se e oferecer-lhe a vitória. Tudo lhe correu à feição e sem nada fazer por isso. Na verdade, até se livrou de um grande aperto quando perdia e estava a ser dominado. Depois lá pôde respirar de alívio. O mérito? Aproveitou bem os erros infantis do Sporting.

DAVIDE MASSA (Árbitro) - 3 - De forma inteligente apitou com caseirismo, na dúvida a bola ficava em casa, e nos cartões sempre teve melhor visibilidade para um dos lados.

PAOLO VALERI (VAR) - 3 - No geral não foi uma boa transmissão, foram dadas poucas repetições de alguns lances que suscitaram dúvidas. Vamos acreditar que decidiu sempre bem.

publicado às 03:34

As Notas de Julius 2022/23 (09)

Julius Coelho, em 01.10.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Gil Vicente, da 8ª. jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória do Sporting por 3-1. Golos de Hidemasa Morita 16' , Pote 22' e Rochinha 82'.

A GRANDE NOITE  DE  MORITA

Vitória convincente dos leões (a melhor 1.ª parte da época) numa noite de desperdício. Uma melhor definição no último passe e teriam conseguido uma goleada histórica. O Gil Vicente não é uma equipa qualquer, mas foi autenticamente banalizada e dominada em toda a primeira parte, em que raramente saíram do seu meio campo. Com dois golos de vantagem e com o adversário melhor adaptado, o Sporting optou por gerir o resultado no segundo período até ao momento em que Rochinha sentenciou a partida marcando o terceiro golo. 

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DESTAQUE - HIDEMASA MORITA - 5 - Foi a sua noite de 'show', encheu o campo com lances de muita qualidade. Excelente visão do timing de entrada para o seu primeiro golo da época e que culminou depois no passe mágico  que isolou Pote para o segundo da noite deixando os jogadores de Barcelos com os olhos em bico.

ANTONIO ADÁN (Cap) - 4 - Com a sua tranquilidade habitual negou 2 golos ao Gil com duas excelentes paradas, exibindo os seus fantásticos reflexos.

RICARDO ESGAIO - 3 - Fez uma extraordinária assistência para o golo do Rochinha surpreendendo com o nível de execução, mas voltou a ser o elemento mais débil da defesa.

GONÇALO INÁCIO - 3.5 - Uma exibição segura a defender, na primeira parte toda a defesa engoliu os dianteiros gilistas, principalmente na antecipação nunca os deixaram terem vida no jogo.

JOSÉ MARSÁ - 3.5 - Tem sido preparado pelo treinador para entrar forte na equipa, tem tiques da escola do Barcelona, gosta de ter bola e sair com ela, tremenda personalidade deste muchacho, será o natural substituto do capitão Coates num futuro.

MATHEUS REIS - 3.5 - Mostrou eficácia e velocidade na maioria dos lances que disputou e foi sempre forte e decidido nos duelos. Na primeira parte apareceu várias vezes no apoio da construção arriscando a saída com segurança.

NUNO SANTOS - 4 - Esteve sempre ligado à corrente, mostrou estar num bom momento de forma. Atira-se às piscinas do vai e vem pelo seu corredor com ganas e quase sempre com bom critério. Está mais maduro nas decisões do último passe e nos cruzamentos.

MANUEL UGARTE - 3.5 - Começou a partida de forma excelente, ganhou frequentemente a bola no meio campo antecipando o momento exacto dos lances de ataque e provocou desequilíbrios nas linhas recuadas do adversário, depois chegou a fadiga e teve que ser substituído.

FRANCISCO TRINCÃO - 3 - Tem que acalmar o seu futebol para conseguir melhor decisão no último passe (o seu maior pecado). Faltou-lhe inspiração e mais confiança.

PEDRO GONÇALVES - 4 - Foi protagonista de um dos momentos mais altos da noite, aproveitou bem o passe mágico do japonês, entrou na área e marcou um golo de belo efeito. Pena ter-lhe faltado maior convicção em outros lances, que bem colocado podia ter feito melhor e ter marcado mais 2 ou 3 golos que acabaram por se perder.

PAULINHO - 3 - Parecia arrancar para uma grande noite quando aos 11 minutos mete a bola dentro da baliza do Andrew, mas cometeu o erro de se adiantar ao Nuno Santos no momento que este lhe faz o passe. Logo de seguida fez um passe largo e com ajuda da cabeça de um adversário a bola vai direitinha para o Nuno Santos que cruza para o golo do Morita, depois raramente se viu até desaparecer do jogo.

MARCUS EDWARDS - 2.5 - Não teve uma entrada feliz a substituir o Francisco Trincão, alguns 'raids' pelo interior da defesa adversária mas definiu sempre mal.

ALEXANDROPOULOS - 3 - O grego tem qualquer coisa de muito especial, come a relva e nunca dá uma bola por perdida, vai de frente e sem medo para cima do adversário. Trouxe energia positiva à equipa e ao jogo.

JEREMIAH ST. JUSTE - 2 - Pouco tempo em jogo e o golo do Gil caiu do seu lado.

ROCHINHA - 3 - No melhor e no pior, excelente desmarcação no passe mágico do Ricardo Esgaio e soube posicionar-se para o terceiro golo, mas depois no final borrou a pintura; na saída virou as costas à bola e deixou-se antecipar num lance que resultaria no golo do Gil Vicente.

RÚBEN AMORIM - 4 - Muito pouco a dizer da excelente preparação para esta partida, frente a um adversário sempre incómodo e perigoso. Viu a sua equipa realizar quiçá a melhor primeira parte da época, uma exibição que engoliu os de Barcelos. Uma melhor definição do último passe e teríamos assistido a uma goleada histórica.

IVO VIEIRA - 2 - Errou na estratégia que trouxe para Alvalade, começou com 3 centrais, mas foram tantos os buracos que abriram para os avançados dos leões que numa noite de melhor acerto teriam sido castigados com números humilhantes. Corrigiu depois com a defesa clássica de quatro e adaptou-se melhor ao jogo do Sporting mas nunca conseguiram disputar o resultado.

TIAGO MARTINS - 1 - É um dos cancros da arbitragem portuguesa, em um jogo fácil e atractivo para o público consegue transformá-lo e transfigurá-lo em algo que não é futebol, com faltas inventadas e cartões a torto e a direito aos jogadores do Sporting como é seu hábito. Enervou deliberadamente o público e toda a equipa leonina, oferecendo do nada vida a um adversário que esteve sempre à beira de ser goleado. Em 9 faltas assinaladas, mostrou 4 cartões amarelos (1 ao Gil Vicente).

LUÍS GODINHO - 4 - Nas duas vezes que teve que intervir e resultou na anulação de dois golos ao Sporting esteve bem, os jogadores leoninos estavam de facto adiantados.

publicado às 03:03

As Notas de Julius 2022/23 (08)

Julius Coelho, em 18.09.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Boavista, da 7ª. jornada da Liga BWIN, que resultou numa derrota leonina por 2-1. Golo de Marcus Edwards 55'.

DO CÉU AO INFERNO EM 4 DIAS!!! 

Mais três pontos esbanjados que comprometem ainda mais os objectivos da longa caminhada. Não basta jogar bonito e ter o controle esmagador da bola se não há velocidade, intensidade e eficácia no último passe. Voltaram os erros inacreditáveis da defesa e com eles dois golos oferecidos ao Boavista, equipa que defendeu o tempo todo, bem estacionado no seu meio campo à espreita de aproveitar as bolas lançadas em profundidade nas laterais da defesa leonina. Faltou outro tipo de energia no meio campo,  principalmente após terem conseguido o empate aos 55' e com tempo suficiente para a remontada. O Rúben acabou por mexer muito tarde na equipa quando já havia jogadores a arrastarem-se, casos de Marcus Edwards e Trincão, depois, tirar o melhor homem em campo? Com a sua saída o Petit e a sua equipa respiraram de alívio.

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DESTAQUE - NUNO SANTOS - 3.5 - O único da equipa que manteve o nível da Champions, inteligente na hora de subir e depois a ganhar espaços para cruzar, assistiu de letra no golo e pouco depois e inexplicávelmente foi retirado do jogo para ir tomar banho, o Petit agradeceu, foi um alívio para ele e para a sua equipa a sua saída. O Sporting ficou coxo no ataque a partir daí e não mais conseguiu lances de oportunidade de golo.

ANTONIO ADÁN - 2.5 - Uma bola sofrida no ângulo, saída da roleta do euro milhões e um penálti, foi a sua história na noite. Viu a sua defesa dar 2 tiros nos pés que provocaram mais uma derrota que não conseguiu evitar. 

PEDRO PORRO - 2.5 - O recuo estratégico do adversário para o seu meio campo, convidou-o a ficar mais tempo lançado no ataque no seu corredor, foi armadilha que resultou, o espaço nas suas costas foi o que mais o adversário procurou explorar. No ataque esteve muito desinspirado nos cruzamentos e na decisão do último passe.

GONÇALO INÁCIO - 2 - Voltou a não mostrar consistência exibicional, muito lento na reacção e desastrado no passe largo para...ninguém! No primeiro golo andou aos papeis, teve duas horripilantes abordagens ao nível de um principiante, obrigou o seu capitão a ir à dobra na queima e não teve depois qualidade para fechar a saída do adversário. Deixou muitas interrogações no ar.

SEBASTIÁN COATES (Cap) - 2 - Dos jogos menos conseguidos pelo capitão esta época, somou más abordagens nos lances defensivos chegando várias vezes atrasado, foi ineficaz nos lançamentos largos, lia bem os espaços  mas metia muito mal a bola nos colegas. Saiu mais cedo para não ter que viajar para o Uruguai.

MATHEUS REIS - 2 - O facto de raramente se aventurar no apoio da construção tem sido um sinal claro do momento menos bom que atravessa neste arranque de época, em termos físicos, não está confiante. O lance que resultou no penálti do Esgaio, começa num erro seu clamoroso e sem qualquer necessidade, uma péssima abordagem de cabeça a uma bola directa vinda de Marte, em que teve tempo para tudo, mas adiantou-se excessivamente e mal chegou à bola que tocou sem controlo para trás, dando espaço ao adversário para cruzar para o fatídico momento.

MANUEL UGARTE - 3 - Depois do Nuno Santos foi o elemento que mais se aproximou do nível que apresentou contra os ingleses do Tottenham. Correu muito mas nem sempre bem, muito esforçado atacou todos os lances na sua zona anulando muitas das tentativas de saída do Boavista. Depois o desgaste chegou e já não teve energias para apoiar na construção com a qualidade que se pedia após o golo do empate.

HIDEMASA MORITA - 3 - Mexe-se bem no meio campo mas tem que aprender a ser mais pragmático no momento do último passe,  erra muitas vezes no critério e com isso perde-se muitos lances que podiam e deviam ferir mais o adversário, acabou por oferecer mais parra que uva., mas enquanto teve forças a equipa dominou totalmente.

FRANCISCO TRINCÃO - 2 - Fez um jogo muito estranho e pouco inteligente, conseguia aparecer solto na profundidade com espaço na direita e depois nunca respeitou os gritos de pedido de passe, que se exigia de primeira, do Pote ou do Nuno Santos que correram soltos desmarcados do outro lado, preferiu agarrar-se à bola, flectir para dentro ao encontro dos defesas adversários que entretanto estavam a recuperar as suas posições.O Rúben Amorim tem que intervir nesta situação que se repete várias vezes. Podia ter marcado momentos antes do golo do Boavista, já dentro da área a bola ressaltou na sua direcção mas atirou à barra, não teve a arte para a meter lá dentro e com o guardião boavisteiro fora da baliza.

PEDRO GONÇALVES - 2.5 - Estava no sítio certo para fazer o primeiro que poderia ter mudado a história do jogo, mas foi anulado, devido à péssima leitura que o Marcus Edwards fez do lance quando se adiantou inexplicavelmente à bola no momento do cruzamento. O "construtor" da equipa tentou criar espaços e romper as linhas cerradas da defesa adversária mas sem grandes resultados práticos, faltou mais dinâmica e energia nas suas iniciativas.

MARCUS EDWARDS - 2.5 - Marcou o golo do empate e quem diria, de cabeça dentro da área do Boavista. Teve alguns lances vistosos no meio campo mas faltou melhor definição e acabaram por se perder. Não se compreende que no lance do golo anulado por sua causa, se tenha adiantado ao colega que ía cruzar, é um erro inacreditável, porque ele acompanha o lance com boa visão. Na parte final aparece com espaço na direita com o Pedro Porro a poder entrar na área solto e fez-lhe muito mal o passe com a bola a sair pela linha de fundo, estava desgastado e devia ter saído na vez do Nuno Santos.

RICARDO ESGAIO - 1 - Colecciona asneiras atrás de asneiras que irão marcar a sua carreira. Péssima leitura que voltou a fazer a um lance simples, defendeu com os olhos uma bola  bem larga cruzada, que sobrevoou toda a área sua direcção e deixando-a cair redondinha nos pés do adversário já dentro da área e depois tenta dar-lhe uma biqueirada sem timing? Mas, dentro da área? Tem a sorte de ter o treinador que tem, com outros iria fazer certamente umas boas travessias no deserto. Já são erros a mais que estão a ter custos elevadíssimos na classificação da equipa na Liga.O jovem espanhol Marsà não é melhor que isto? Uma equipa como o Sporting tem que ter melhores alternativas.

ARTHUR GOMES - 1 - Não se entendeu a sua entrada, o Nuno Santos estava a ser o melhor elemento da equipa num patamar exibicional mais elevado. O Arthur esteve fora dos timings de tudo, não funcionou e foi presa muito fácil para o lateral boavisteiro.

PAULINHO - 1 - Era fezada poder repetir o grande momento do jogo de Alvalade que matou os ingleses, mas não se viu, jogou? 

ROCHINHA - 2 - Entrou aos 86'? Para fazer o quê? Nos 10' que jogou mostrou que devia ter entrado logo no início da segunda parte, foi o que mais mexeu com o jogo no ataque da equipa após terem empatado, entrou tarde de mais.

RÚBEN AMORIM - 2 - Do céu ao inferno em 4  dias. Trabalhou bastante a preparação deste jogo para que o Sporting pudesse sair do Porto com a vitória e os 3 pontos, mas tudo correu mal desde o início, ficou perturbado com a incapacidade dos jogadores fazerem o assalto à baliza do Boavista após o golo do empate e ainda com 40' para se jogar. Foi muito infeliz com as substituições, com o seu timing e principalmente com a decisão da saída do Nuno Santos, o ataque nunca mais funcionou. O Último passe foi muito ineficaz em toda a partida mesmo antes de chegar o desgaste. Terá que rever o vídeo deste jogo e analisar os erros inacreditáveis de alguns dos jogadores, principalmente na reacção, na abordagem e leitura de certos lances.

ANTÓNIO TEIXEIRA (PETIT) - 3 - O seu Boavista ganhou é um facto, soube aproveitar os erros caídos do céu. Esteve no jogo sempre encostado às cordas, mas no final é ele que leva os 3 pontos. Defendeu sempre bem fechado no seu meio campo e depois era o chutão na bola na direcção do sprinter que tinha lá na frente e ainda apostar que os defesas do Sporting dessem uma ajudinha. No futebol não existe justiça.

JOÃO PINHEIRO (Árbitro) - 3 - O Sporting tem que se queixar de si próprio, não foi pelo árbitro que perdeu o jogo. O penálti aconteceu, um tremendo disparate do Esgaio que se imagina a jogar ainda nos tempos do liceu. Mas deixou o seu habitual perfume a azedo. Fez vista grossa quando lhe apeteceu a alguns lances merecedores de falta perto da área boavisteira, não surpreendeu.

FÁBIO MELO (VAR) - 4 - Não tinha que inventar nos dois lances em que interviu, o golo é bem anulado, percebe-se logo que o Marcus se adianta, quanto ao penálti, sabemos que não houve intensidade para tal, mas o Esgaio pôs-se a jeito, ao contrário estaríamos aqui certamente a dizer que sem dúvida foi bem ajuizado.

publicado às 03:50

As Notas de Julius 2022/23 (07)

Julius Coelho, em 14.09.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Tottenham, da 2.ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões e que resultou numa vitória leonina por 2-0. Golos de Paulinho 90' e Arthur Gomes 90'+3'.

A GRANDE NOITE DOS HERÓIS 

Sporting impõe a primeira derrota da época à equipa inglesa do Tottenham. Um Triunfo incrível, que o coloca no primeiro lugar do grupo, com 6 pontos, 5 golos marcados e zero sofridos, o que é surpreendente. Muita personalidade, união, paciência e acima de tudo inteligência a interpretar o jogo dos ingleses para nunca se deixarem desmontar. Muita coesão na zona defensiva e depois a saírem com muita qualidade para as transições rápidas. Conseguiram a proeza de olharem os milionários do top-4 da Premier League sempre de frente nos olhos, repartiram o jogo e ainda tiveram capacidade e ousadia para carregar na fase final da partida, para amealharem o ouro (2.9M€) e oferecerem aos adeptos  leoninos no estádio toda aquela explosão de alegria.   

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DESTAQUE - PAULINHO - 5 - O herói improvável, ele acreditou e chegou primeiro de cabeça à melhor bola da noite, nem de propósito, desatou o jogo e o resultado no pior momento para os ingleses que ficaram incrédulos quando viram a bola colada nas malhas da baliza do Hugo Lloris. O estádio explodiu como há muito não se via. A vingança serve-se fria, para todos aqueles que o detrataram e difamaram.

ANTONIO ADÁN - 5 - Terá sido o melhor elemento da equipa, defendeu tudo com muita segurança e simplicidade. Grande parte da vitória pertence-lhe por tudo o que fez no jogo, só ao alcance de um guarda-redes fora de série. Voltou a estar muito bem com o jogo de pés nas saídas.

PEDRO PORRO - 4.5 - Muito concentrado, sentiu que tinha um adversário de peso à sua frente. Continua a evoluir a grande velocidade, será já um dos melhores laterais do mundo da actualidade. É o elemento que melhor sai detrás, com critério de muita qualidade. Sempre muito seguro também a defender,  levando a melhor sobre Ivan Perisic.

GONÇALO INÁCIO - 4 - No global a equipa esteve muito bem o que lhe facilitou a tarefa, apesar de voltar a cometer alguns erros consentidos, no passe fácil. O colega espanhol também tinha instruções para se manter perto para o ajudar a apertar os espaços, para as movimentações do Perisic, Harry Kane e Son que ali caíram várias vezes.

SEBASTIÁN COATES (Cap) - 5 - Está a passar uma excelente fase, na reacção e na leitura dos espaços, sabe sempre onde a bola cai. Foi intratável a comandar o fora de jogo a que os ingleses foram apanhados  muitas vezes. Dois cortes in extremis ficaram na retina.

MATHEUS REIS - 4 - Notou-se-lhe algumas dificuldades nos duelos individuais, temeu arriscar-se a avançar no terreno na saída, o adversário ameaçou sempre a profundidade nas suas costas e por isso defendeu mais desta vez. A sua velocidade foi fundamental para recuperar várias bolas que pareciam isolar os avançados ingleses.

NUNO SANTOS - 4.5 - Fez um excelente jogo... a defender. Foram muito importantes as suas acções defensivas que eliminaram um número elevado de lances perigosos pelo seu corredor. Concentradíssimo atirou-se à luta para a ganhar principalmente nos duelos com o Emerson.

MANUEL UGARTE - 5 - Jogou de pantufas como um joker invisível no centro do terreno, mas que sempre aparecia no momento certo a cortar a bola ou a emperrar a manobra atacante do adversário. Correu kilómetros, sempre no mesmo ritmo do primeiro ao último minuto e ainda se atreveu a tentar furar a defesa do Tottenham e a arrancar um amarelo a quem o travou em falta.

HIDEMASA MORITA - 4 - Uma primeira parte bem conseguida apesar das dificuldades no acerto do passe. Mostrou inicialmente alguma ansiedade que foi desaparecendo com o decorrer do jogo, melhorando muito na leitura dos espaços e na forma como confrontava a construção de jogo dos ingleses. Depois de adaptado ganhou confiança e soltou-se mais. Foi o primeiro a ser substituído (71') porque já não dava para mais.

FRANCISCO TRINCÃO - 4 - Teve um desafio algo difícil na sua tarefa em ganhar espaços entre as linhas defensivas do Tottenham. Só por uma vez conseguiu libertar-se e rematou, assustando os ingleses, a bola passou perto do poste. Combinou bem com as tabelinhas com o Pote e com o Marcus que enganaram várias vezes os ingleses mantendo-os sempre alarmados.

PEDRO GONÇALVES - 5 - Bom jogo do pequeno grande génio, principalmente a assumir as despesas da construção, partiu os rins por várias vezes ao seu opositor, teve acerto assinalável no passe curto de rotura que resultaram em lances bens desenhados que muito incomodaram Eric Dier e companhia.

MARCUS EDWARDS - 5 - Uiiiiiiiii! Que lhe passou pela cabeça ao minuto 45? Lance genial estilo "Maradomessi" que merecia ter acabado em golo, seria seguramente o golo do ano, não fosse a defesa da noite do Lloris que o roubou. Protagonizou outros lances vistosos que confirmam a sua já perfeita adaptação ao modelo de jogo da equipa e ao que o treinador espera dele. Os ingleses não o vão esquecer tão cedo,.

ALEXANDROPOULOS - 3 - Entrou a substituir Morita com o resultado ainda empatado a zero, os ingleses tinham nessa altura instruções para carregarem mais ainda, na busca desenfreada da vitória. Era hora de concentração máxima e de algum sofrimento nas dobras para os travar, o grego foi importante nessa tarefa sem nunca descurar a tentativa de contra-atacar, dado que havia espaço com o jogo mais partido.

ARTHUR GOMES - 4 - As imagens após o seu inacreditável lance que acabou em golo, comoveu os adeptos, lágrimas misturadas de inúmeros sentimentos brotavam dos seus olhos de felicidade e de espanto. Que entrada! Apanhou a todos de surpresa, os próprios adeptos que ainda festejavam o golo do Paulinho. Apareceu como um furação a passar com tremenda velocidade na defesa inglesa, o próprio guardião da selecção francesa ficou surpreendido e sem reacção quando a bola se anichou pela segunda vez nas redes da sua baliza. 

RICARDO ESGAIO - 1 - Entrou no último minuto... a tempo de abraçar o Arthur Gomes.

RÚBEN AMORIM - 6 - Que jogatana Míster Amorim, a continuar dessa forma quem o segura em Alvalade? Leitura irrepreensível do adversário, dos pontos fortes a anular e das debilidades a explorar. Cresceu muito na aprendizagem destes desafios europeus, agora conseguem todos perceber melhor, porque escolheu adversários de grande nível na pré-época. Passou a mensagem da estratégia do jogo de forma perfeita e ajudou-os a todos a serem heróis nesta noite que ficará para a história das grandes noites europeias do Sporting. Coragem e ousadia mas acima de tudo muita qualidade na execução do plano que resultou em cheio.

ANTONIO CONTE - 4 - Sem dúvida que lidera com mestria uma excelente equipa, que joga muito em todas as zonas do campo, verdade que nunca conseguiu desmontar a equipa dos leões de Portugal e estavam mais frescos, mas ameaçaram sempre em quase todos os lances de ataque. Mas não contou com o Paulinho nem como o Arthur Gomes. Agora percebeu que enfrentou de facto uma equipa de autênticos leões.

SRDJAN JOVANOVIC (Árbitro) - 5 - Arbitragem impecável, técnica e disciplinarmente, sempre perto dos lances e decidindo com a aplicação das leis com justiça para ambas as equipas. Num jogo durinho a meio campo, surpreende que o Ugarte não tenha levado nenhum amarelo. Claro, o árbitro não era português.

PAOLO VALERI - 3- Sem casos a provocar dúvida, não interferiu.

publicado às 03:34

As Notas de Julius 2022/23 (06)

Julius Coelho, em 11.09.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Portimonense, da 6ª. jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória leonina por 4-0. Golos de Francisco Trincão 7', 41', Pedro Gonçalves 72' e Nuno Santos 76'.

OBJECTIVO CUMPRIDO COM GOLEADA 

Em três dias o Sporting obteve duas vitórias importantes (3.ª consecutiva na Liga), marcou 7 golos e não sofreu nenhum, indícios claros que se reencontrou com a rota dos bons momentos, da boa fase. Os leões transformaram um embate com os algarvios, que se antevia complicado (o Portimonense é 4.º na tabela) num dos jogos mais fáceis dos últimos tempos. Assumiu logo de início o compromisso de garantir os três pontos e nunca facilitou até ao final. O adversário nunca conseguiu colocar à prova o guardião Adán. Os golos foram surgindo naturalmente em lances bem desenhados e sem nunca tirar o pé do acelerador. O momento mais negativo... o facto de em dois jogos seguidos ficar sem os centrais à direita, por lesões bravas e que por isso vão ficar ausentes algumas semanas, um desafio para o treinador conseguir soluções para os próximos embates.

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DESTAQUE - FRANCISCO TRINCÃO - 4.5 -  Logo que o árbitro apitou para início do jogo, mostrou ao que vinha. Decidido a tomar a iniciativa das acções do ataque, correu o tempo todo com e sem bola, à esquerda, à direita e ao centro, rompendo a defesa algarvia, criando sempre muitos desequilíbrios. Marcou os 2 primeiros golos do jogo e esteve várias vezes perto de fazer o hat trick, o que seria de toda a justiça pela boa exibição que ofereceu aos adeptos que marcaram presença a Alvalade. Participou também no lance do último golo. Surpreendeu pela positiva.

ANTONIO ADÁN - 3.5 - Já sentia saudades das noites tranquilas, mais concentrado não cometeu erros com os pés nas saídas. Voltou a mostrar a segurança que se lhe reconhece entre  os postes nas poucas bolas que a defesa não conseguiu interceptar.

RICARDO ESGAIO - 3.5 - Surpreendeu a sua titularidade, mas cumpriu bem a defender e esteve mais atento às suas costas nas vezes que subiu pelo seu corredor. Mais tarde foi chamado a ocupar o lugar de central a substituir o lesionado Luís Neto e voltou a não cometer erros, estando sempre bem na ocupação do espaço e no passe.

LUÍS NETO - 3 - O momento mais dramático do jogo, quando se lesionou e não conteve as lágrimas, reconhecendo prontamente que vai ficar de fora algum tempo. Até ao lance fatídico esteve impecável, sem erros e muito concentrado no passe.

SEBASTIÁN COATES (Cap) - 4 - Voltou a estar em muito bom plano, principalmente na função do "el comandante", mantendo sempre a ordem à sua volta, obrigando a todos à boa leitura dos lances. A verdade é que o ataque algarvio foi sempre anulado com relativa facilidade.

GONÇALO INÁCIO - 3 - Também sofreu uma entrada dura ainda na primeira parte que quase o retira do jogo. Já não voltou depois do intervalo, segundo o treinador, por motivos de gestão e precaução. Estava a fazer um exibição muito positiva, mas voltou a mostrar pouca confiança no passe.

NUNO SANTOS - 3.5 - Foi o dono no corredor esquerdo, mas voltaram as dificuldades quando tem que defender, ler bem os espaços nessa zona não é a sua praia. Melhor a atacar e a oferecer linhas de passe na profundidade, num lance genial do Pote ficou sozinho dentro da área do Portimonense em posição de fuzilar e não perdoou, fazendo o último golo do jogo.

HIDEMASA MORITA - 4 - Foi-lhe delegada a principal responsabilidade das zonas "6". Surpreendentemente, cumpriu muito bem, sendo um dos principais obreiros da boa exibição colectiva. O Adán e a defesa do Sporting devem-lhe o facto do adversário nunca lá ter chegado com perigo ou em transições desequilibradoras. Mostrou para já, ser boa opção para o lugar.

ROCHINHA - 3 - Foi também surpresa a sua titularidade, compreendeu o que se lhe pede num ataque que se pretende muito móvel, sem espaços fixos e já se viu a movimentar-se melhor entrosado com os colegas, tinha também a missão de recuar no apoio ao Morita para ligarem o jogo com o trio da frente do ataque. Executou um excelente remate fora da área que quase dava golo. O seu momento de grande brilho, quando se desmarcou pela esquerda e ofereceu o golo ao Trincão que só teve que empurrar a bola para o fundo da baliza.

PEDRO GONÇALVES - 4 - A grande mobilidade do ataque da equipa favorece as suas características de génio, adora vagabundear entre as linhas da defesa adversária, muito activo em toda a partida marcou o 3.º golo do jogo com um bom golpe de cabeça (não lhe foi reconhecido pela Liga) e assistiu depois de bandeja o Nuno Santos para o 4.º.

MARCUS EDWARDS - 3.5 - Menos fogoso que na Alemanha, mas muito participativo nas tabelinhas e movimentações que acabaram por desequilibrar a defesa do Portimonense. Percebe agora com melhor exactidão o que o Rubén lhe pede para fazer, com a liberdade para explorar outras zonas do ataque adequadas ao seu excelente pé esquerdo. Lançou o Rochinha na esquerda para o lance que resultou no 2.º golo.

MATHEUS REIS - 2.5 - Acusou o desgaste de Frankfurt e ficou em modos gestão com o Gonçalo Inácio, a jogarem uma parte cada um na mesma posição de central. Não se aventurou fora do seu espaço, tentando cumprir sem ter que forçar até ao final.

PEDRO PORRO - 3 - É um craque naquela posição que domina como quer. Jogou 35' e viu-se a diferença quando entrou, sabe explorar muito bem o interior e chega sempre com relativa facilidade perto da área adversária, sempre intratável nos duelos, ganhou a esmagadora maioria dos lances.

MANUEL UGARTE - 3 - Entrou no decorrer da segunda para o lugar do Rochinha e o que fez mereceu a nota positiva, é um perito na leitura dos espaços e no roubo de bola ao adversário.

PAULINHO - 2 - Dos que saíram do banco na segunda parte foi o que menos brilhou. Um único lance de registo, quando chegou primeiro à bola com espaço, já dentro da área do adversário. Precisa rapidamente de ganhar forma.

ALEXANDROPOULOS - 2.5 - Percebe-se a boa vontade do jovem grego em participar nos lances com os colegas, tem fome de bola e mostra-o sem rodeios, quer mostrar serviço. Deixou boa imagem no pouco tempo que jogou.

RÚBEN AMORIM - 5 - Sabia a importância da vitória, temeu que a euforia dos adeptos pela estrondosa vitória na Alemanha pudesse contagiar a equipa, alertou os jogadores para o perigo, preparou-os bem psicologicamente e todos cumpriram. Quando assim acontece, tudo fica mais fácil e o objectivo foi atingido com uma exibição bem agradável e muitos golos. 

PAULO SÉRGIO - 2 - Tentou o golpe estratégico bem orquestrado, jogar mais lento e com linhas baixas na primeira parte, resistir para depois tentar surpreender na segunda parte, subindo mais no terreno metendo jogadores frescos. O golo muito cedo do Trincão ruíram-lhe a estratégia e aos 30' de jogo sentiu-se obrigado a antecipar o que tinha preparado para depois do intervalo. O Sporting ainda voltaria a marcar antes de irem paras as cabinas e foi o xeque-mate. Na segunda parte, viu um adversário sempre alerto que recusou levantar o acelerador. 

CLÁUDIO PEREIRA - 3 - Arbitragem com vários erros técnicos, faltas que não viu e que eram merecedoras de acção disciplinar, estranho porque foi um jogo muito fácil de dirigir. Os seus auxiliares também acumularam alguns erros com a precipitação de levantarem a bandeirinha sem primeiro deixarem concluir os lances de fora de jogo.

VITOR FERREIRA (VAR) - 3 - Sem lances duvidosos nas áreas, nunca teve que intervir.

publicado às 03:04

As Notas de Julius 2022/23 (05)

Julius Coelho, em 08.09.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Eintracht Frankfurt da 1ª jornada, da fase de grupos da Liga dos Campeões e que resultou numa vitória leonina por 3-0. Golos de Marcus Edwards 65', Francisco Trincão 67' e Nuno Santos 82'.

TRIUNFO ESTRONDOSO NA CASA DO VENCEDOR DA LIGA EUROPA

O Sporting arrancou no Deutsche Bank Park, uma das vitórias de maior impacto da sua história (nunca tinha vencido na Alemanha), contra um adversário por norma terrível na sua casa e que só por erros incríveis individuais conseguiu criar perigo na baliza de Adán. Grande mérito para o treinador dos leões, que tentou baixar o ritmo na 1ª. parte, enervando os jogadores, treinador e público alemão, para depois na 2.ª parte explorar a ambição e castigá-los friamente com três golos sem resposta, deixando incrédulos a todos os que assistiam no estádio e pela TV.

A equipa leonina anulou o ponto mais forte do Eintracht: as transições protagonizadas pelo Götze e pelo japonês Kamada. Com isso evidenciaram as debilidades do conjunto de Oliver Grasner que nunca conseguiu encontrar soluções para libertar os seus desse colete de forças imposto pela formação portuguesa.

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DESTAQUE - MARCUS EDWARDS - 5 - Foi o grande protagonista do ataque dos leões, vários nós cegos que apertaram os rins aos defesas alemães. Marcou o primeiro golo e ofereceu o segundo ao Trincão, antes já tinha colocado à prova os reflexos do gigante guarda-redes alemão que in extremis defendeu uma bola que ia direitinha para o fundo da sua baliza. Foi uma grande noite do inglês.

ANTONIO ADÁN - 4 - Muito mérito no triunfo da equipa e só não leva também a nota 5 porque na primeira parte quase que ofereceu o golo ao adversário, redimindo-se depois cortando o lance com uma excelente defesa. Não perdeu a serenidade e a verdade é que foi intransponível durante todo o jogo. Tanto os remates como os cruzamentos mais perigosos dos alemães acabaram sempre nas suas mãos e aí começou a desenhar-se a vitória do Sporting, mostrando frieza e  muita segurança.

PEDRO PORRO - 4.5 - Esteve sempre num plano muito elevado, destacou-se pelas vezes que conseguiu libertar-se e dar apoio com perigo aos colegas da frente; teve uma boa oportunidade já dentro da área adversária mas definiu mal. O seu grande momento e que irá passar nas TVs por esse mundo fora, a tremenda arrancada pelo seu corredor deixando os adversários pelo caminho definindo a jogada com um cruzamento do outro mundo, que colocou a bola redondinha nos pés do Nuno Santos para fazer o terceiro golo que acabou de vez com os alemães.

JEREMIAH ST. JUSTE - 3.5 - Estava a destacar-se na defesa, com muita serenidade no passe e na antecipação. No início da segunda parte apareceu inesperadamente sentado no relvado a pedir a substituição supostamente por sentir dores numa coxa. Esperamos que não seja uma lesão muscular.

SEBASTIÁN COATES (Cap) - 5 - Uma das melhores noites para a sua colecção das grandes exibições, foi imperial. Destaca-se a sua enorme garra e comando no pior período da equipa, quando no início da partida percebeu que tinha que despertar os colegas para o perigo. Muita concentração para anular as variadas movimentações dos atacantes alemães colocando-os muitas vezes em fora de jogo.

GONÇALO INÁCIO - 4 - Reapareceu no lado esquerdo da defesa e mais concentrado nas suas acções, em especial nos movimentos concertados do fora de jogo. Esteve também bem nos cruzamentos, ganhando vários lances nas alturas aos alemães. Foi importante nas dobras nas costas do Matheus Reis não deixando espaços vazios para o adversário.

MATHEUS REIS - 3.5 - Uma primeira parte com algum nervosismo, em que mostrou dificuldades nos duelos, falhando alguns passes fáceis que o inibiram de se aventurar para ligar o jogo mais à frente, como costuma fazer.  Na segunda parte apareceu mais sereno, mais confiante, jogando simples e acabou por cima em bom plano.

MANUEL UGARTE - 5 - Voltou a encher o campo para o júbilo dos adeptos leoninos presentes no estádio; "engoliu" o Götze e meteu no bolso o nipónico Kamada. Está a transformar-se num monstro do meio campo. Será titularíssimo da selecção uruguaia. A sua grande eficácia a destruir o jogo de transição do adversário na segunda parte, foi simplesmente espectacular

HIDEMASA MORITA - 4 - Vimos dois "Moritas" nas duas partes do jogo: na primeira nada lhe saiu bem, parecia perdido no meio campo, muitos passes errados e quase sempre fora dos espaços que devia ocupar, nas segundas bolas não ganhou uma. Foi desmontado no intervalo e voltaram a monta-lo e apareceu perfeito na segunda parte, um jogador novo, raramente errou um passe, atacou os espaços que devia atacar por antecipação e aquela assistência com passe de primeira para o lance que resultou o primeiro golo é de craque.

FRANCISCO TRINCÃO - 3 - Está difícil encontrar a sua boa forma, uma primeira parte muito invisível, sempre a correr atrás de uma bola que nunca lhe chegou. A estratégia da equipa para a segunda parte, que subiu o bloco um pouco mais no terreno ajudou-o a aparecer mais visível no jogo, acabou por marcar o segundo golo, aproveitando muito bem bem o "toma y hazte famoso" do Marcus.

PEDRO GONÇALVES - 3.5 - Ausentou-se algumas vezes do jogo, realizou uma primeira parte difícil em que nunca conseguiu levar a melhor nos duelos, os adversários traziam a lição bem estudada e caiam-lhe logo em cima, não lhe dando espaços. Na segunda parte teve mais espaços e participou directamente nos dois primeiros golos da equipa.

LUÍS NETO - 3 - Entrou no inicio da segunda parte para o lugar do lesionado holandês. Não começou bem acusando a responsabilidade, falhando vários passes fáceis, passou depois a jogar simples e foi recuperando a confiança até se adaptar aos movimentos do adversário. Acabou o jogo sem se notar, o que é sempre bom sinal para um defesa. 

ROCHINHA - 2 -  Entrou para o quarto de hora final a substituir o homem do jogo e já com o resultado em 2-0, era hora de gerir o resultado com a equipa a recuar um pouco e a unir-se, para reduzir os espaços ao adversário no meio campo, cumpriu nessa tarefa de ajuda.

NUNO SANTOS - 3 - Entrada de leão a 10 minutos do final da partida, fez o golo do xeque-mate aos alemães e esteve perto de fazer o 4º.

PAULINHO - 2 - Os adeptos, a equipa e o treinador já ansiavam pelo seu regresso, depois de algumas semanas lesionado. Entrou para abraçar o Nuno Santos na comemoração do 3º golo.

RÚBEN AMORIM - 6 - Tem todo o mérito desta vitória histórica, A forma inteligente como preparou o jogo e os seus jogadores, como geriu e leu os timings, as substituições no momento certo, foi tudo perfeito, por isso a justiça da nota máxima. Sabia que se conseguisse anular os movimentos do Götze e do japonês Kamada iria dificultar o melhor jogo de transição do Eintracht, o seu ponto mais forte. Depois a estratégia de tentar adormecer e enervar os alemães na primeira parte, pedindo aos seus jogadores um ritmo baixo, foi o engodo perfeito que lançou ao adversário, os alemães comeram-no e caíram como tordos na segunda parte com a tentativa do atrevimento e maior risco na subida da equipa, deixando depois as costas desprotegidas.

OLIVER GLASNER - 2 - Ficou incrédulo quando em 2 minutos viu a equipa portuguesa enfiar-lhe duas batatas e pouco depois a terceira que os aniquilou. Confiou na história negra do adversário em terras alemãs e na virgem Maria e não correu. Oportunidades de golo, só mesmo as poucas que os defesas do Sporting lhes ofereceram de bandeja, porque construídas, foram zero. Terá uma noite de pesadelo com tantos leões a querem devorá-lo durante o sonho.

OREL GRINFELD - 5 -  Excelente arbitragem, disciplinar e na justiça das faltas. Nada a apontar. Um exemplo que devia servir para os árbitros portugueses.

POL VAN BOEKEL (VAR)) - 3 - Sem nada de grande registo para intervir. O lance para um eventual penálti que teve como consequência uma queda do Edwards na área alemã, não existiu qualquer falta.

publicado às 04:49

As Notas de Julius 2022/23 (04)

Julius Coelho, em 03.09.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Estoril , da 5ª jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória leonina por 2-0. Golos de Jeremiah St. Juste 13' e Marcus Edwards 21'.

VALEU A EXCELENTE PRIMEIRA PARTE

Vitória da melhor equipa com domínio absoluto sobre o Estoril, que escapou de chegar ao intervalo a sofrer uma goleada. Uma primeira parte bem conseguida da parte do Sporting, com um futebol muito intenso, dinâmico e de grande mobilidade, que destruiu a maior parte das vezes o sistema ultra defensivo dos canários. A equipa do Estoril, só conseguiu chegar à baliza de Adán por duas vezes e através de erros grosseiros da defesa leonina, erros que,  surpreendentemente, quase resultaram em golo canarinho. A equipa de Amorim, entrou depois na segunda parte um pouco mais recuada no terreno, gerindo os dois golos de vantagem mas mantendo o adversário  sempre controlado  e longe da sua baliza até ao final da partida.

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DESTAQUE - HIDEMASA MORITA  - 4.5 - Correu kms,  foi o elemento da equipa mais regular durante toda a partida, sempre em alta rotação, cumpriu com competência a elevada missão que lhe pertence: ligar o jogo com os colegas da frente e ajudar o Manuel Ugarte na pressão imediata ao adversário no meu campo, no momento da perda da bola. 

ANTONIO ADÁN - 3 - Não está ainda na forma que nos habituou, duas saídas da baliza com timing errado que quase oferceram golos de bandeja ao adversário. Tem que afinar a concentração para melhor compreender os lances e os tempos de entrada.

PEDRO PORRO - 4 - Dá outro andamento no seu corredor que contagia positivamente toda a equipa, quando está concentrado torna-se quase imbatível, a defender e no um para um. Num livre muito bem marcado quase que faz um grande golo, a bola saiu a roçar o poste.

JEREMIAH ST. JUSTE - 4 - Estreia a titular que não vai esquecer, uma leitura perfeita num canto marcado pelo Pote, entrou no espaço certo dentro da área adversária para fazer o primeiro golo do jogo num excelente golpe de cabeça. Mostrou-se mais confiante, saindo de trás com bola sempre bem controlada e com critério no passe e nas acções.

SEBASTIÁN COATES (CAP) - 3.5 - Apareceu mais confortável com a companhia, colegas muitos rápidos nos lados, cometeu alguns erros no passe mas terminou em bom plano.

MATHEUS REIS - 3.5 - Já dá indícios de querer aproximar-se da boa forma da última época, errou menos no passe e ajudou muito a equipa na construção a provocar a rotura na defesa adversária. Voltámos a vê-lo a acelerar o jogo várias vezes na primeira parte, no melhor período da equipa.

NUNO SANTOS - 1.5 - Ontem foi o elemento mais fraco da equipa. Nunca conseguiu ler bem o jogo nem o que a equipa pedia nas suas acções. Não está na sua forma habitual, os cruzamentos voltaram a sair-lhe disparatados e acusou falta de confiança no remate, quando teve possibilidades para o fazer.

MANUEL UGARTE - 4 - Na primeira parte encheu o campo, fazendo uma dupla muito competente com o colega japonês no meio campo. Foi sempre o primeiro a cair em cima do adversário quando a equipa perdia a bola, acusou muito o desgaste a partir do meio da segunda parte. 

FRANCISCO TRINCÃO - 3.5 - Está a melhorar a sua forma de jogo para jogo, foi menos egoísta, soltando mais a bola. Falta-lhe melhorar a definição das suas acções quando parte para cima do adversário, provocando-lhe desequilíbrios, quando a conseguir melhorar, voltará a ser o Trincão que todos os adeptos sportinguistas anseiam por voltar a ver.

MARCUS EDWARDS - 3.5 - Numa excelente leitura do lance de contra-ataque em que foi servido com mestria pelo Pote, isolou-se na área estorilista e após contornar o guarda-redes adversário marcou o segundo golo. Num outro lance de oportunidade, fez um bom remate fora da área que quase surpreendia o Daniel Figueira. Na segunda parte caiu de produção e foi o primeiro a ser substituído.

PEDRO GONÇALVES - 4.5 - Duas assistências para os golos que garantiram a vitória e os 3 pontos. Voltou a ser o elemento mais criativo da equipa, nunca se sabe o que vai sair dos seus pés. Esteve sempre envolvido nos melhores lances de ataque, melhorou claramente a sua forma física e por isso aparece mais confiante em tudo o que faz. Levou uma pancada numa perna e acabou em nítidas dificuldades. 

ROCHINHA - 1.5 - Entrou para o lugar do inglês mas já no período em que a equipa tinha ligado os modos de gestão, notou-se pouco em acções de registo no ataque. Ajudou a equipa a manter o adversário longe da baliza de Adán. 

LUÍS NETO - 1.5 - Entrou na parte final do jogo a substituir o holandês, o Estoril já tinha a toalha atirada ao piso.

RICARDO ESGAIO - 1 - Entrou em cima dos 90', logo a seguir o árbitro apitou e mandou todos irem para o banho.

ALEXANDROPOULOS - 1 - Também entrou aos 90', ainda deu para fazer um pique até junto à área adversária e cruzar com perigo.  

ISSAHAKU FATAWU - 1 - O árbitro cortou-lhe a possibilidade de poder brilhar, roubou legalmente a bola ao defesa do Estoril e quando se preparava para se disparar para a baliza adversária o árbitro apitou inventando uma falta.

RUBÉN AMORIM - 4 - Quando se ganha e de forma categórica, tudo fica melhor, até as notas individuais. A equipa compreendeu o momento e respondeu com competência, não deram quaisquer hipóteses ao adversário. Na primeira parte inclusive, podiam ter ido para intervalo com uma goleada. A defesa errou menos mas ainda à trabalho a fazer. Tocou ao Gonçalo Inácio ficar no banco, fez-lhe bem, faz-lhe abrir a pestana.

NÉLSON VERÍSSIMO - 2 - Viu a sua equipa bem vergada a uma derrota que só peca por escassa. As poucas vezes que chegou à área do Sporting com algum perigo, foram por consequência de erros grosseiros que a defesa leonina cometeu. Na segunda parte a sua equipa subiu um pouco mais no terreno que o Sporting lhe ofereceu por estratégia.

MANUEL OLIVEIRA (Árbitro) - 1 - Uma péssima arbitragem só pode merecer uma péssima nota a este árbitro (encomendado) anedótico e anti-Sporting. 7 cartões amarelos a jogadores do Sporting? É mesmo verdade perante o que vimos? Muito fácil disparar contra os jogadores vestidos de verde. O Fatawu roubou limpo uma bola e quando viu que ele podia isolar-se, assinalou descaradamente uma falta inexistente. Nunca mais se reforma? Já devia ser hora, não vai deixar saudades.

JOÃO PINHEIRO (VAR) - 3 - Sem casos para intervir, assistiu à vergonhosa arbitragem do seu colega de campo.

publicado às 04:19

As Notas de Julius 2022/23 (03)

Julius Coelho, em 28.08.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o GD Chaves , da 4ª jornada da Liga BWIN, que resultou numa derrota leonina por 2-0.

ALVALADE EM CHOQUE

Vitória inesperada dos transmontanos, que colocam os leões já à 4ª jornada em sérias dificuldades na ambição pela luta pelo título e pelos lugares de acesso directo à Liga dos Campeões. Depois de uma primeira parte em que engoliram os jogadores do Chaves, encostando-os às cordas, construiram várias boas oportunidades para marcar, mas a falta de eficácia e convicção na finalização levaram para o intervalo o jogo injustamente empatado a zero.

Previa-se uma segunda parte ainda mais intensa da equipa do Sporting na procura do golo. Rúben Amorim voltou a mexer na defesa e acabou por sofrer mais dois golos de rajada. Surpreendentemente, precipitaram o desnorte da equipa que foi perdendo a serenidade na construção de jogo, optando por inúmeros cruzamentos inconsequentes, que nunca chegaram a um desconsolado Sebastián Coates (que entretanto subiu para ponta de lança a partir dos 65'). As substituições nada vieram a acrescentar, trouxeram sim uma confrangedora e preocupante falta de ideias.

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DESTAQUE - MANUEL UGARTE - 3 - Enquanto esteve em campo foi o elemento da equipa mais equilibrado, o pêndulo a unir o jogo com a linha da frente, o amarelo condicionou-o e foi por isso sacrificado, a equipa já perdia.

ANTONIO ADÁN - 3 - Tem sido um pesadelo este início do campeonato. Já leva 8 golos sofridos, o que era impensável. Ainda negou o primeiro golo e o que seria o terceiro dos transmontanos com duas boas defesas. Nos golos sofridos, o primeiro subiu uns passos na área e foram fatais, a bola cabeceada em arco caiu no ângulo oposto e quando se lançou foi tarde, no segunda nada podia fazer.

RICARDO ESGAIO - 1 - Como é possível conseguir tantas vezes espaço livre para cruzar... sempre tão horrivelmente mal? Tem um pé direito assim tão cego? Deveria ficar uma semana de castigo a cruzar bolas para ver se melhora, qualquer colega avançado perde as ganas de lá ir, para quê? "No pasa nada"... .Voltou a não fechar como devia o seu corredor de onde nasceu o passe letal que resultou no segundo golo do adversário.

LUÍS NETO - 2 - Agiganta-se por vezes contra adversários de nomeada quando só tem que preocupar-se em defender, mas a jogar em casa, contra equipas como a de ontem que raramente sobem, torna-se um jogador a menos na equipa, muito limitado a construir e horrível no passe a romper as linhas adversárias. Não é uma boa opção para este tipo de jogos.

SEBASTIÁN COATES (cap) - 2.5 - O capitão bombeiro da equipa, ainda com (25'?) para se jogar recebeu ordem para subir no terreno, para junto da área adversária e fixar-se entre os centrais do Chaves. É o fiel retrato  das opções do plantel. A equipa ganhou com isso um ponta de lança, mas perdeu o único elemento recuado com capacidade de lançar a bola à distância com critério. Pior, foi a bola nunca lhe ter chegado em condições, bem podiam estar ali a noite toda.

GONÇALO INÁCIO - 1.5 - Começa a ser um caso de estudo, cada vez que o treinador pede para mudar de posição durante o jogo afunda-se em tremendos disparates, perdendo a total noção dos timings de entrada, perdeu serenidade e acabou descontrolado. Precisa de ajuda urgente do treinador, corre o risco de marcar passo o que se encaminhava para vir a ser um belíssimo central. Menos mal na área adversária, em que por duas vezes podia ter marcado, mas não acertou com os cabeceamentos.

NUNO SANTOS - 2 - Na primeira parte prometeu, muito móvel e rápido nas transições, quase que marcava um grande golo com um remate de ressaca fora da área. A segunda parte foi mesmo para esquecer, foi solidário com o colega do lado oposto (Ricardo Esgaio) nos cruzamentos sem nexo e pior ainda quando optou por lançar bolas pingadas quando se pediam tensas.

PEDRO GONÇALVES - 3 - Teve nos pés por duas vezes o que poderia ter dado uma outra história ao jogo e ao resultado: a primeira bola bateu no poste ressaltando para o braço do guarda-redes, a segunda o Paulo Vítor respondeu com a melhor defesa da noite. Na etapa complementar esteve muito desaparecido. Tem que ganhar mais garra, mais unhas de leão e subirá para outro patamar.

ROCHINHA - 1.5 - Foi uma desilusão para os adeptos e para ele o jogo que realizou, nada lhe saiu de feição, errou no critério e faltou mais rapidez na execução. Por vezes apareceu perdido em zonas que não se sentiu confortável e claramente está ainda fora do conjunto, sem entender quando e a quem deve entregar a bola.

FRANCISCO TRINCÃO - 2 - Vai ter que se agarrar menos à bola, quer fazer tudo sozinho e isso só o desgasta e pouco acrescenta em acções realmente válidas. Parece um peixe fora de água. Falta-lhe qualquer coisa para produzir um futebol muito mais consequente, mais pragmático, que traga resultados mais eficazes. Mas é um lutador, tem garra e dá tudo.

MARCUS EDWARDS - 2 - Por vezes fica difícil entender o inglês da equipa, passou ao lado do jogo, veio de pantufas quando devia ter calçado as botas de pitons, pouco concentrado, facilitou em lances com a bola controlada, passes sem nexo, sem critério e voltou a mostrar a sua fragilidade nos despiques físicos. Um único lance de registo, quando ganhou espaço na área junto à linha de fundo e disparou contra o corpo do guarda-redes. Muito pouco.

MATHEUS REIS - 2.5 - Dos jogadores que vieram do banco foi o que melhor se adaptou às necessidades que se exigiam à equipa naquela altura da partida. Prometeu mexer com o jogo entrando a todo o gás e ganhando a maioria das disputas de bola. Empurrou a equipa para a frente, mas aos poucos baixou de rendimento pelo mau jogo dos colegas e as suas acções foram-se perdendo num vazio.

JEREMIAH ST.JUSTE - 1.5 - Os adeptos esperam e desesperam para verem o que pode acrescentar à equipa. Ontem a jogar em casa contra o Chaves, vimos o treinador fazer três experiências no lado direito da defesa e nenhuma delas conseguiu convencer. Para já é preocupante.

HIDEMASA MORITA - 2 - É bom jogador, mas começa a mostrar as limitações que tem. Apesar do bom critério nas suas acções, não consegue esticar o jogo e ver mais à frente, tudo tem que acontecer ali junto a ele num curto raio de acção; dessa forma sai-se bem mas fica curto para as necessidades da equipa. Depois, levar a bola consigo a rasgar linhas adversárias também não parece ser a sua praia.

RODRIGO RIBEIRO - 1 - Quando se esperava a entrada do Fatawu, foi para jogo o Rodrigo. Muita vontade em jogar rápido mas saiu pouco sumo. Ainda teve oportunidade de rematar de primeira dentro da área, mas a bola foi direitinha à figura do guarda-redes transmontano.

RÚBEN AMORIM - 2 - Desta vez também está a sofrer muito com o que aconteceu, terá forçosamente de reflectir em várias coisas e talvez seja a hora de não ser tão teimoso na sua ideia de jogo, terá que encontrar ideias que garantam melhores equilíbrios para os vários timings do jogo perante os jogadores que tem à sua disposição. Voltou a mexer profundamente na defesa com trocas de posições e voltou a ser o descalabro quando o fez. Já não são meras coincidências (Braga, Porto e Chaves).

Nas substituições, tem jogadores que perdem a concentração em momentos que se tornam chave no jogo. Subiu Coates para a área adversária e depois viu servirem-no de forma consecutiva com cruzamentos de bolas pingadas. Algo não bate certo aqui. Não treinam os cruzamentos? Saiu o Palhinha perdemos altura na área adversária, na linha da frente são todos cegos no jogo aéreo; perdemos o Matheus Nunes e agora ninguém consegue romper linhas e servir à distância com a visão total do campo. Assim fica difícil.

VÍTOR CAMPELOS - 5 - Acreditou na primeira dose de sorte em que foi encostado às cordas durante os primeiros 45 minutos. Depois explorou com sucesso a segunda dose de sorte com as trocas que o treinador do Sporting fez na defesa e saiu-lhe a taluda. Viu a sua equipa finalmente aproximar-se com perigo à área dos leões e a marcarem dois golos e que até podiam ter sido três. Depois voltou ao registo da primeira parte, remontou o autocarro à frente do seu guardião até ao apito final e levou justamente os três pontos da vitória, um feito histórico que irão festejar muito.

ANDRÉ NARCISO - 4 - Fez uma boa arbitragem, sempre tentando minimizar os erros. Houve algumas entradas durinhas aos pés dos jogadores a roçar a outra cor do cartão, mas acabou por ajuizar com justiça, quiçá tenha exagerado no vermelho ao jogador do Chaves. Foi sim condescendente com as inúmeras faltas dos jogadores flavienses no meio campo, que travaram vários lances do Sporting e que escaparam ao cartão amarelo.

VASCO SANTOS (VAR) - 3 - Ficou a dúvida na real posição do jogador do Chaves no lance que resultou no segundo golo; há um jogador claramente em fora de jogo que apesar de não tocar na bola fez-se ao lance, acção que enganou o Gonçalo Inácio e que por isso perdeu reacção na perseguição ao marcador do golo.

publicado às 06:03

As Notas de Julius 2022/23 (02)

Julius Coelho, em 21.08.22

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o FC das Antas, 3ª. jornada da Liga BWIN, que resultou numa derrota leonina por 3-0.

Derrota pesada e incaracterística dos leões no Dragão. Com uma primeira parte para esquecer, estiveram 25 minutos sem sair do meio campo (15' aos 40') muito por culpa da noite desastrada do Porro que perdeu inúmeros passes na saída, que condicionaram a construção e organização do ataque da equipa. Em oportunidades claras de golo, o Sporting até que goleou por 5-0, mas a falta de eficácia aliada à má forma do guardião Adán acabaram vergados por uma derrota justa mas por números exagerados, contra uma equipa que se limitou ao jogo directo para ganhar as segundas bolas no meio campo. A equipa de Rúben Amorim mostrou claras dificuldades em lidar com a pressão exercida pelo meio campo azul e viu-se amputada de alguém com capacidade de romper linhas. Nas 3 primeiras jornadas em 9 pontos possíveis, ganhou 4.

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DESTAQUE - MANUEL UGARTE - 3 - Saiu com nota positiva, mesmo que condicionado aos 15' da primeira parte com cartão amarelo. Perante a estratégia do FC Porto do muito jogo directo que fez, viu-se muito isolado no despique das segundas bolas. Na construção foi o elemento do meio campo que melhor ligou o jogo da equipa.

ANTONIO ADÁN - 1 - Mostrou muitas dificuldades na reacção às bolas a meia altura na sua área e cometeu vários erros comprometedores no jogo de pés. Tem responsabilidades directas no primeiro e terceiro golos do adversário e com isso no resultado desnivelado.

PEDRO PORRO - 1 - Noite desastrada do jovem lateral espanhol, uma primeira parte para esquecer em que não conseguiu ultrapassar o Zaidu, cometendo muitos erros no passe, oferecido a maior parte das vezes para os pés do adversário. Parecia querer redimir-se na segunda parte, mas o instinto traiu-o tirando uma bola com a mão que se dirigia para golo, seria preferível ter deixado a bola entrar e salvar a expulsão. Foi penálti e foi golo na mesma e aí acabou o sonho leonino em conseguir pontos no Dragão.

LUÍS NETO - 2.5 - Exibição esforçada dentro das suas limitações técnicas que se lhe reconhecem, teve dificuldades acrescidas na primeira parte no pior período da equipa, os inesperados erros do colega espanhol fizeram-no suar a ter que fazer vários cortes no limite da falta.

SEBASTIÁN COATES (cap) - 3 - Cumpriu a sua parte na sua zona, principalmente no jogo aéreo em que foi intransponível, mas a bola sobrava a maioria das vezes para os pés do adversário que ganhavam na pressão. Na segunda parte tentou que a equipa subisse mais no terreno e até parecia estar a resultar mas...a ineficácia dos colegas da frente na área do Diogo Costa e depois dos colegas da defesa incluindo o guarda-redes,  deitaram tudo a perder. 

GONÇALO INÁCIO - 3 -  Aos 70' passou para a direita com a entrada do Nuno Santos e deixou-se desposicionar no lance que resultou o segundo golo ao adversário, recuperando a posição com lentidão e dali saiu o cruzamento fatal. Ao cair do pano da primeira parte teve um fabuloso "cabezazo" que levava selo de golo em que só as pontas dos dedos do Diogo Costa negaram. Na antecipação e reacção esteve bem.

MATHEUS REIS - 3 - Está a subir de rendimento, foi o lado da equipa que melhor funcionou nas duas partes, em que por varias vezes conseguiu sair com perigo para a área do Porto. Ganhou a maioria dos duelos e foi competente no apoio ao ataque, conseguindo espaços para cruzar. Tem responsabilidades no segundo golo azul, no cruzamento que levou a bola à esquerda não estava ninguém da defesa.

HIDEMASA MORITA - 3 - Tentou mostrar as garras do leão, um tremendo remate com o pé esquerdo ao poste já dentro da área portista quase que deitava a baliza do Diogo Costa abaixo, lance que podia ter mudado a história do jogo. lutou com bravura num meio campo em desigualdade numérica para o adversário. Com bola era imediatamente rodeado de 3/4 adversários, levou um amarelo injusto que o condicionou. Não tem características de transportar a bola, de romper linhas ou fazer passes longos teleguiados mas mostra utilidade no jogo apoiado do passe curto.

PEDRO GONÇALVES - 2.5 - Foi obrigado a recuar mais vezes do que desejava, para procurar a bola para depois tentar sair com ela, mas viu os caminhos sempre tapados face à pronta reacção do meio campo do FC Porto. Combinou bem com o Francisco Trincão em alguns lances que ameaçaram a baliza azul na segunda metade da partida.

FRANCISCO TRINCÃO - 3 - Foi o elemento que mostrou maior capacidade de luta com os defesas azuis, tentou romper de várias formas na direcção da baliza portista mas faltou-lhe apoio mais consistente. Por duas vezes colocou à prova os apurados reflexos do Diogo Costa em lances claros de golo.

MARCUS EDWARDS - 2 - Prometeu com um bom início, mas depressa se deixou engolir pela dupla de centrais portista. Caiu muito de produção durante a partida e raramente se viu a ganhar duelos ou no apoio aos 2 colegas da frente. Terá que rever a sua capacidade de reacção à antecipação do adversário. Mostrou-se também frágil na disputa dos lances.

NUNO SANTOS - 2 - Chegou o momento das substituições nos derradeiros 20' e o Nuno Santos foi a jogo junto com o Rochinha, dando um claro sinal à equipa de reacção para tentarem chegar pelo menos ao empate. Mas não resultou, pouco tempo depois chegou o primeiro penálti que sentenciou a partida. Tem responsabilidades directas no lance que resultou no segundo golo do FC Porto, Tal como o Matheus Reis descuraram o lado esquerdo onde entrou a bola cruzada, lance que resultou no penálti do Pedro Porro.

ROCHINHA - 2 - Também foi lançado ainda com a equipa a perder por uma bola, quando tentava agarrar na sua tarefa aconteceu o segundo golo do adversário e a expulsão do colega Pedro Porro, ainda ajudou a equipa a ter uma reacção que gerou uma oportunidade clara para reduzir, mas depois chegou o segundo penálti com o 3º golo e foi o fim da história.

ISSAHAKU FATAWU - 2 - Nos pouco minutos que esteve em campo foi protagonista do melhor e do pior.Teve nos pés a possibilidade de reduzir a diferença de 2 golos do adversário aos 83' logo após ter sido lançado a jogo, num lance em que conseguiu ganhar em velocidade ao Marcano e aparecer isolado na cara do Diogo Costa, mas não teve a arte para o enganar. Depois numa tentativa de saída junto à sua área perde a bola de forma infantil para o Veron que isolado faz golo (seria o 4º) mas para sua felicidade viu o árbitro marcar erradamente uma falta inexistente e invalidar o golo.

JEREMIAH ST.JUSTE - 1.5 - Mais uns (poucos) minutos em campo e voltou a não convencer e a não mostrar que possa acrescentar. Esperemos pelo próximo jogo.

RICARDO ESGAIO - 1 - Entrou ao cair do pano para que não houvessem mais golos sofridos e com isso maior sofrimento, já no período da toalha atirada ao piso.

RUBÉN AMORIN - 2 - A equipa voltou a fazer um jogo estranho como em Braga e por coincidência a sofrer os mesmos 3 golos. Após as substituições e mexidas principalmente na defesa (várias trocas) a equipa voltou a sofrer 2 golos com erros nas zonas em que houve mexidas. Terá que rever os vídeos dos jogos de Braga e Dragão e perceber porque aconteceu. Verdade que o adversário não construiu nenhuma oportunidade de golo mas marcou 3, a equipa construiu 5 oportunidade e não marcou nenhum. A equipa tem que ter solução para o jogo directo dos adversários que facilmente ganham as segundas bolas e é aí que está o maior problema.

SERGIO CONCEIÇÃO - 4 - O futebol tem destas coisas, viu a sua equipa marcar 3 golos sem resposta com alguma facilidade e sem ter realizado uma grande exibição, quiçá a pior dos últimos derbys. Foi inteligente  a estudar a equipa do Sporting no jogo em Braga, percebeu a dificuldade que a defesa leonina tem nas bolas directas, percebeu que bastava posicionar os seus jogadores e pressionar nas zonas onde cai as segundas bolas para ganhar vantagem, depois contou com um guarda-redes inspirado a negar golos feitos aos leões. 

NUNO ALMEIDA - 2 - O Sporting não perdeu pela arbitragem, longe disso, mas é um facto que foi bem caseirinha. Nas divididas a maioria das vezes para o lado dos da casa e depois aquele amarelo ao japonês onde nem falta existiu... para se limpar, anulou o 4º golo ao FC Porto por uma falta inexistente. O resultado já estava feito. 

HUGO MIGUEL (VAR) - 2 - O VAR é para corrigir os erros grosseiros do árbitro. O 4º golo do FC Porto é perfeitamente legal, deveria ter chamado o árbitro e validado o lance.

publicado às 04:03

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