Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



As Notas de Julius (25)

Julius Coelho, em 16.05.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes no jogo com o Benfica  - a contar para a 33ª jornada da Liga NOS - que terminou com a vitória encarnada por 4-3 - golos leoninos marcados por Pedro Gonçalves aos 45+1' e 77' (gp) e Nuno Santos aos 62'.

Rúben Amorim resolveu "oferecer" 45 minutos ao Benfica; não preparou bem o jogo, mexendo demasiado na equipa. Com Feddal e Pedro Porro ausentes, não devia abrir aquela tremenda autoestrada no meio campo aos jogadores do Benfica. Disse no final que a equipa precisa de crescer em outros aspectos, mas a começar por ele próprio  e perceber que há jogos que não se podem desperdiçar para fazer experiências. O jogo do Sporting só teve o seu verdadeiro ínicio na 2ª parte, quando estavam todos no seu devido lugar. Pedro Gonçalves não merecia aquela traição.

E1c5vglXEAA7-6J (2).jpg

DESTAQUE - PEDRO GONÇALVES - 6 - Pote está a mostrar outra faceta extraordinária; a sua regularidade nas boas exibições, não merecia que o treinador lhe tivesse dificultado tanto o jogo com aquelas traições no meio campo e na defesa, marcou 2 golos e outros tantos podia ter marcado, bolas nos postes, jogada do penálti, encheu o campo com a sua enorme qualidade. Ganhou claramente no duelo com Seferovic.

ANTONIO ADÁN - 3 - Teve à sua frente uma defesa algo desorganizada e ainda a dar demasiados espaços entre linhas; ainda evitou um golo certo ao adversário numa excelente recuperação depois de estar batido, mas que pesadelo sofrer 4 golos num só jogo e em que pouco ou nada podia fazer para os evitar.

JOÃO PEREIRA - 2.5 - Teve um muito bom inicio de jogo, mas foi ficando desorientado com todas aquelas baldas no meio campo e optou por resguardar-se; do outro lado o adversário era cada tiro cada melro e... assim, foi sacrificado para a equipa se reencontrar com as substituições obrigatórias. 

GONÇALO INÁCIO - 3 - Muitas dificuldades a corrigir tantos erros à sua frente, devia ter jogado no outro lado e Luís Neto à direita; respirou melhor na 2ª parte quando voltaram a conseguir fluir o jogo de construção de forma mais segura e organizada.

SEBASTIÁN COATES - 3 - Que grande dor de cabeça lhe deu o treinador. A falta de rotina do Matheus Reis ao não conseguir fechar os espaços entre ele e o Nuno Mendes mataram-lhe a liderança organizativa, depois nem o outro Matheus nem o Daniel fechavam à sua frente; andou desesperado toda a primeira parte. Nos dez minutos finais acabou por subir para a posição de ponta de lança, numa altura em que a equipa, depois de uma excelente recuperação, procurava o empate por todos os meios.

MATHEUS REIS - 1 - Chumbou redondamente e até colocou em causa a sua futura utilização; foi um autêntico passador sem noção dos espaços a fechar; foi o elemento menos na equipa e o principal desequilibrador da organização defensiva. É verdade que à sua frente "nunca existiu ninguém" a ajudar na primeira parte. Mas nem depois, quando o meio campo ficou mais organizado com as entradas de João Mário e Palhinha, mostrou acerto e qualidade.

NUNO MENDES - 4 - Não sabe jogar mal; foi sempre dos mais inconformados, tentando empurrar o jogo da equipa para a frente com muitas iniciativas individuais; foi sempre para cima deles sem medo e é difícil desarmá-lo sem ser em falta. Arrancou várias faltas e cruzou várias vezes com perigo para a área do Benfica.

DANIEL BRAGANÇA - 2 - "Que pasó" Daniel? A festa já acabou!!! Nem defendeu bem nem atacou como sabe. Foi engolido pelo meio campo adversário e nunca percebeu por onde sempre se escapava o Pizzi. Jogo para..."recordar", para trabalhar muito mais ainda no futuro.

MATHEUS NUNES - 2.5 - Ficou claro que aquela posição da primeira parte nunca será a sua; andou perdido e só quando voltou às zonas que tão bem conhece respirou melhor e foi importante na recuperação do resultado; mas já estava demasiado desgastado, tudo podia ter sido tão diferente. Nota negativa pela tremenda infantilidade no penálti que provocou; já não se usam esses lances depois de ganha a posição.

NUNO SANTOS - 4 - Está num bom momento e não merecia aquela "generosidade" geral da equipa em todo o primeiro tempo; lutou bastante e nunca desistiu; marcou um grande golo, daqueles que fazem levantar um estádio. 

PAULINHO - 3 - A sua missão principal era prender os centrais adversários enquanto o Pedro Gonçalves vagabundeava no meio deles; não fazendo um bom jogo teve, mesmo assim, oportunidades para marcar, a exemplo do cabezazo à boca da baliza.

JOÃO PALHINHA - 4 - Trouxe uma mensagem bem clara e dura: ninguém na equipa consegue fazer aquele lugar como ele e deixou-nos todos a pensar... no seu futuro. Se foi uma mera experiência do treinador, a conclusão é evidente. Entrou e "aquilo" foi outra coisa, totalmente diferente, até o mestre da táctica já coçava a cabeça.

JOÃO MÁRIO - 4 - Pode não ter golo, não ter intensidade, ser um jogador frio e calculista mas ninguém na equipa transporta a bola tão bem como ele. Pena que já havia três golos de diferença, mas ficou quase, quase..! Volto a dizer, tudo poderia ter sido tão diferente se......., mas só o treinador é que pode explicar o que pretendeu com "aquilo".

JOVANE CABRAL - 3.5 - Também a viver um bom momento, ajudou bastante na hora de tentar refazer a asneira da primeira parte e teve boas iniciativas, é perito a ganhar espaços com facilidade. Ficou clara a ideia que devia ter entrado mais cedo.

RÚBEN AMORIM - 3 - Ontem espalhou-se ao comprido; não devia ter mexido tanto na equipa e logo numa visita a casa do rival, que fazia deste jogo a salvação da sua época. O Daniel e o Matheus Nunes jamais conseguem ganhar um meio campo a este plantel do Benfica; têm que comer ainda muita farinha; o "mestre da táctica" agradeceu e chamou-lhe um figo. Tentou depois corrigir o erro mas já foi tarde; foi uma traição à equipa que não merecia.

JORGE JESUS - 3 - Não se fez rogado com a oferta do Rúben Amorim, aproveitou ao máximo aquela primeira parte atípica da equipa do Sporting. O pior foi quando o Sporting se recompôs na 2ª parte e esteve quase a ser humilhado, depois de ter tido por duas vezes uma vantagem de três golos e quase que a perdia.

TIAGO MARTINS - (Árbitro) - 2 - A arbitragem habilidosa já esperada. Este é mais um dos cancros do futebol;  na dúvida apitou sempre para o mesmo lado; no momento alto do Sporting cortou-lhe as iniciativas, depois tentou limpar-se no lance do Nuno Mendes na parte final do jogo; manejou o jogo à conveniência. Quiçá... a sua nomeação não foi por acaso.

BRUNO ESTEVES - (VAR) - 3 - Sem casos para analisarmos. Nunca se meteu e foi o melhor que fez.

publicado às 03:04

As Notas de Julius (24)

Julius Coelho, em 12.05.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Boavista  - a contar para a 32ª jornada da Liga NOS - que terminou com a vitória do Sporting por 1-0 - golo marcado por Paulinho (36') - e a 'consagração' do título nacional.

Enfim, a entrada no Olimpo e dançar com os deuses na noite mais longa, ao som da voz da Maria João Valério. Sporting? É a maior loucura saudável, uma vitória para a eternidade, foi a melhor equipa em tudo e sejamos justos e honestos, passeou durante todo o campeonato e desde muito cedo na frente com margem segura até à consagração. Ontem podia e deveria ter terminado o jogo com uma goleada histórica, tantas foram as oportunidades claras de golo falhadas.

Screenshot (122).png

DESTAQUE - NUNO SANTOS - 6 - Entrou endiabrado no jogo, sem tremideiras e foi dos que queria acabar com "aquilo" o mais rápido possível; esteve imparável, driblou, ganhou sempre na velocidade, atirou ao poste uma bola fora do alcance guarda-redes. Foi o seu melhor jogo da época.

ANTONIO ADÁN - 6 - Seguríssimo em todas as suas acções; foi chamado a intervir a uma bola rematada à queima, aos 40', que daria o empate ao Boavista, e que provocou calafrios, mas resolveu como sempre.

PEDRO PORRO - 6 - Entrou feliz e decidido a fazer um grande jogo e numa excelente iniciativa ganhando espaço para rematar à baliza de Leonardo; foi traído pelo esticanço que deu à perna e lesionou-se; no seguimento, a bola sobrou para o João Mario que teve uma perdida incrível na cara do guarda -redes.

GONÇALO INÁCIO - 6 - Um dos benjamins da equipa; entrou algo ansioso, mas foi encontrando o seu equilíbrio e foi subindo de rendimento numa excelente entre-ajuda ao João Pereira, acabou em excelente plano.

SEBASTIÁN COATES - 6 - Uma das asas da taça do título pertence-lhe por direito; "el comandante" empurrou a equipa para o Olimpo, impecável a defender e ainda tentou por várias vezes fazer o seu habitual golo.

ZOUHAIR FEDDAL - 6 - Está a viver um momento inesquecível, foi dos cadeados mais robustos da defesa durante toda a época, ontem não deu hipóteses e antecipou-se sempre às ideias do adversário.

NUNO MENDES  - 6 - Benjamim na idade mas muito adulto no seu futebol, assumiu a responsabilidade de empurrar a equipa para a frente, mas sente-se mais cómodo com o Nuno Santos à sua frente. Tudo isto está a ser um sonho para ele.

JOÃO PEREIRA - 6 - Voltou ao Sporting para terminar a carreira e ser campeão. Ontem teve uma missão dificil quando entrou para substituir Pedro Porro, mas não tremeu e cumpriu sempre muito bem até ao fim. Ainda se aventurou, aparecendo algumas vezes solto lá na frente. Foi muito útil à equipa e não o vimos a cometer qualquer erro.

JOÃO PALHINHA - 6 - Entrou decidido a ser o rei leão no meio campo e rugiu durante toda a partida, mantendo sempre o adversário à distância da baliza de Adán; encheu o campo. Viu-se com excelentes passes largos a lançar o Nuno Mendes.

JOÃO MÁRIO - 6 - Se tivesse golo seria um jogador fabuloso; deu equilíbrio à equipa nas fases de transição, fez um trabalho notável a anteceder o golo do Paulinho. Trabalhou muito.

PEDRO GONÇALVES- 6 - Muito activo na frente, arrastou várias vezes os defesas adversários atrás de si, fez excelentes triangulações com o Paulinho, veio atrás várias vezes buscar jogo, teve o golo nos pés por duas vezes, fugiu pela direita solto na área mandou um tiraço ao poste; seria um golo monumental.

PAULINHO - 6 - Já ninguém duvida do seu valor e do que pode dar à equipa; cada vez mais integrado, destaca-se com excelentes iniciativas; marcou com tremendo sentido de oportunidade o golo do título finalizando um cruzamento de Nuno Santos, mas podia ter marcado mais golos. Ganhou o seu lugar com mérito e a equipa fica claramente mais forte com ele.

MATHEUS NUNES  - 6 - Nos derradeiros 15 minutos do jogo a ansiedade foi tomando conta da equipa, tirando -lhe algum discernimento, pedia-se a entrada do Matheus Nunes para rejuvenar o meio campo; era o momento de assegurar a vitória que tanto representa para os sportinguistas espalhados pelo Mundo inteiro.

DANIEL BRAGANÇA - 6 - Depois de perdidas tantas oportunidades de golo, a equipa acusou o desgaste, enquanto o Boavista ameaçava com mais alguma posse de bola, urgia refrescar a equipa e o treinador muito atento fez tripla substituição, estava tanto em jogo, o Daniel veio ajudar a equilibrar e a fazer de tampão às tentativas do adversário.

JOVANE CABRAL - 6 - Substituiu o desgastado Pedro Gonçalves nos 10 minutos finais; entrou forte e manteve a defesa do Boavista longe da construção ofensiva. Teve um raid que provocou pânico na área adversária e que podia ter acabado em golo, mas pecou na definição.

MATHEUS REIS- 6 - Também era hora de fechar o lado esquerdo da defesa, o Nuno Mendes já dava sinais de dificuldade a recuperar e foi isso que o Matheus Reis foi fazer.

RÚBEN AMORIM- 6 - Merecia um 10 olímpico; foi o grande obreiro deste enorme sucesso que ficará para a eternidade. A equipa voltou a entrar muito focada no que tinha que fazer, tentou resolver cedo e dar tranquilidade a todos lá dentro e cá fora, várias oportunidades claras de golo poderiam ter dado um resultado histórico, mexeu na equipa quando o jogo pediu.

JESUALDO FERREIRA - 4 - Treinador honesto e equipa competente, fizeram o que lhes estava ao alcance; enfrentaram a melhor equipa do campeonato, um Sporting muito forte e determinado, tiveram a sorte de não sairem de Alvalade com mais golos sofridos, um só golo provocou incómodo até final, mas também tiveram mérito.

LUIS GODINHO - (Árbitro) - 5 - Estava convicto que liberto dos fantasmas do VAR iria fazer uma boa arbitragem e assim aconteceu, nada a apontar. O problema não é o árbitro Luís Godinho e ontem ficou claro e provado.

BRUNO ESTEVES - (VAR) - 4 - Houve um empurrão ao Pedro Gonçalves que o pode ter impedido de cabecear à boca da baliza, mas dá-se o benefício da dúvida; de resto, nada mais a apontar

NOTA: Caros amigos leitores, pela enorme importância que esta vitória representa para o Sporting, tomei a liberdade de brindar os nossos jogadores com os seus nomes na cor de ouro e dar-lhes a nota máxima de 6, a título extraordinário, não só por tudo o que fizeram neste jogo, mas também pela época extraordinária que culminou no título merecidíssimo de Campeões Nacionais 2020/21.

publicado às 06:30

As Notas de Julius (23)

Julius Coelho, em 06.05.21

mw-1280.jpg

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Rio Ave  - a contar para a 31ª jornada da Liga NOS - que terminou com a vitória do Sporting por 2-0, golos marcados por Pedro Gonçalves (34') e Paulinho (63').

Vitória perfeita em Vila do Conde, sublinhada pela exemplar atitude e ambição de quem quer muito ser campeão nacional. Os rapazes atiraram-se ao adversário dispostos a não facilitarem, dominaram em todos os momentos do jogo e o resultado só peca por escasso. Foi um dos melhores jogos desta época, deixando-nos uma imagem de grande equipa, espalhando todo o perfume de um futebol muito seguro e objectivo.

DESTAQUE PAULINHO - 5 - Está cada vez mais entrosado com os colegas e com o que o treinador lhe pede. O resultado ficou hoje à vista. Foi incansável, procurou fazer sempre tudo bem, executou bons movimentos técnicos que demonstram a sua grande qualidade, acreditou naquela bola que parecia perdida e que originou o penálti e terminou com um excelente e merecido golo que sentenciou a partida.

ANTONIO ADÁN - 4 - Foi espectador a maior parte do tempo do jogo e quando teve que intervir fê-lo sempre com a segurança que nos habituou.

JOÃO PEREIRA - 3.5 - Resultou como engodo para o treinador do Rio Ave, que ao escolher atacar o Sporting pelo corredor direito da sua defesa, imaginando facilidades, seguramente que não contava que o "velhinho" ainda está ali para as curvas, nunca cedeu e foi sempre competente. Surpreendeu positivamente... afinal esteve meses sem competir.

GONÇALO INÁCIO - 3.5 - Dos mais discretos na defesa, mas cumpriu quando teve que intervir, principalmente a dobrar os colegas da defesa. Esteve sempre muito atento às fugas dos velozes Gelson Dala e Júnior Brandão quando tentavam ganhar as costas do Coates e do Feddal.

SEBASTIÁN COATES - 4.5 - Muito influente no jogo da equipa; é o grande líder em quase todos os jogos e ontem voltou a sê-lo. É o jogador do campeonato e merece essa notável distinção. Quase que voltava a facturar, não tivesse o poste negado um excelente cabezazo com selo de golo.

ZOUHAIR FEDDAL - 4 - Voltou a mostrar que está em grande forma, muito atento e seguro às tentativas de passes para as suas costas, chegou sempre primeiro e foi leão na luta.

NUNO MENDES - 4 - Teve um excelente início de partida. Diminuiu a intensidade depois de levar uma porrada num pé, conseguindo várias vezes chegar com sucesso para cruzar com espaço, embora lhe tivesse faltado melhor definição. 

JOÃO PALHINHA - 5 - Depois de alguns jogos com menor fulgor, eis que apareceu ontem a mostrar que está de volta à sua grande forma. Voltou a varrer todo o campo e foi importante a emperrar as manobras de construção do Francisco Geraldes. Esteve também perto de inaugurar o marcador, mas o seu cabezazo levou a bola directa ao poste.

JOÃO MÁRIO - 4.5 - Enquanto teve pernas foi um dos mais influentes da equipa, principalmente naquele período inicial quando entraram de rompante encostando o Rio Ave às cordas. Jogou muito bem entre linhas do adversário, abrindo espaços que disparava a equipa para cima do Rio Ave, sufocando-o várias vezes.

PEDRO GONÇALVES - 5 - Correu quilómetros; ele e Paulinho foram um constante quebra cabeças para a defesa do Rio Ave; exímio a jogar entre as últimas linhas da defesa adversária. Faz-me recordar muito o António Oliveira com os vários movimentos que faz, especialmente quando acelera com a bola colada ao pé. Marcou de forma irrepreensível a grande penalidade que deu o primeiro golo do jogo.

NUNO SANTOS - 4  - Sempre presente na procura de desequilíbrios pelo seu corredor com o triângulo: Pedro Gonçalves, Nuno Mendes e Paulinho. Escaldou as luvas do guarda redes do Rio Ave num tiraço já dentro da área que quase dava golo.

MATHEUS NUNES - 4 - Era a hora de entrar para travar o atrevimento do Rio Ave naquele início da 2ª parte. Entrou muito bem na partida, está também num bom momento de forma, levou a bola frequentemente para perto da área adversária e ajudou sempre a equipa para que nunca perdesse o meio campo. A sua entrada foi fundamental, o Sporting voltou a mandar no jogo.

JOVANE CABRAL - 4 - Feliz a sua entrada para aquele quarto de hora final, imparável nas suas arrancadas que levou o pânico por duas vezes à área adversária, mas já não havia necessidade de arriscar e preferiu e bem que a equipa mantivesse a bola sem atirar à baliza e tentar mais um golo.

DANIEL BRAGANÇA - 3.5 - Entrou para o lugar do esgotado Pedro Gonçalves, na fase que a equipa já geria o resultado dos 2 golos; ainda deu para participar numa saída rápida e em superioridade numérica em que podia ter sido mais feliz, mas era a hora de agarrar aqueles três pontos tão preciosos.

LUÍS NETO - 2.5 - Era necessário refrescar o lado direito da defesa da equipa, o João Pereira já dava sinais de começar a ceder, entrou fresco e repôs o equilíbrio, apesar de uma entrada dura mas desnecessária aos pés de Carlos Mané, pela qual foi amarelado.

RÚBEN AMORIM - 6 - 31 jogos da Liga na mesma época sem perder é um feito deveras extraordinário e recorde absoluto em todos os campeonatos. Ontem esteve brilhante na preparação de uma partida tão importante, em que pode ter dado o passo decisivo para a conquista de um título que ninguém ousaria acreditar ser possível. A equipa fez um jogo perfeito, nunca deu qualquer oportunidade de golo ao adversário, foi ágil a perceber e a responder com a entrada imediata do Matheus Nunes, quando no início da 2ª parte o Rio Ave alterou a sua estratégia e ameaçava a defesa do Sporting.

MIGUEL CARDOSO - 3.5 - Apanharam um Sporting demasiado forte e tiveram sempre uma missão muito complicada, jogaram limpo e com interessantes movimentações que procuravam a boa velocidade dos seus avançados. Não foi seguramente o jogo em que apostavam fazer pontos, para saírem da posição difícil na tabela. Do outro lado esteve um conjunto de rapazes que querem ser campeões nacionais e que estiveram dispostos a dar tudo em campo.

FÁBIO VERÍSSIMO (ÁRBITRO) - 6 - Excelente arbitragem, decidindo sempre com muita coragem em tempos (de cólera) muito difíceis, principalmente quando se trata de jogos do Sporting.

TIAGO MARTINS (VAR) - 4 - Analisou o lance que originou o penálti e muito bem, pedindo ao árbitro que fosse ver as imagens ao monitor.

publicado às 04:19

As Notas de Julius (22)

Julius Coelho, em 02.05.21

OriginalSize$2021_05_01_10_24_08_1844998 (2).jpg

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Nacional   - a contar para a 30.ª jornada da Liga NOS - que terminou com a vitória do Sporting por 2-0,  golos marcados por Zouhair Feddal (83') e Jovane Cabral (90+2').

Os nervos, o artista do árbitro, a falta de comparência do VAR, a equipa do Machado, o relógio a correr contra, mas.... no final ganhou o mesmo e muito justamente. Esta equipa do Nacional merece descer à 2ª Liga e já agora devia levar este árbitro junto, fazia um favor ao futebol. Vitória muito apertada, mais por culpa de terceiros, onde foi permitido o jogo violento ao Nacional que deveria ter acabado reduzido a oito elementos. Jovane entrou e resolveu.

DESTAQUE JOVANE CABRAL - 6 - Jogou 28 minutos e só fez isto: arrancou a expulsão a um adversário, meteu a bola redondinha na cabeça de Feddal no primeiro golo numa excelente assistência, teve uma arrancada que terminou rasteirado na área para penálti e marcou ele próprio o castigo máximo, metendo a bola na gaveta que sentenciou a partida e a conquista dos 3 pontos.

LUÍS MAXIMIANO - 4.5 - Fez tudo perfeito e teve uma acção de grande nível, um mergulho limpo aos pés do isolado Éber Bessa, evitando o golo do Nacional que poderia complicar muito a vida ao Sporting. Surpreendeu com a segurança nas bolas aéreas; vê-se que tem evoluído.

PEDRO PORRO - 3 - Jogo discreto e foi dos que se deixou intimidar pela postura muito faltosa do Nacional. Algo infeliz nos cruzamentos, voltou a ter um deslize comprometedor quando deixou um adversário escapar com perigo para a baliza de Max. Acertada a sua substituição num momento que o Sporting teria que arriscar tudo.

LUÍS NETO - 3 - Exibição muito sofrível; valeu que o adversário raramente incomodou na sua zona, mas tem de facto poucas ideias na hora de construir e quando o tentou fazer estorvou mais que ajudou. Poderia ter sido substituído, mas o Rúben optou pela saída do Daniel que já estava amarelado.

SEBASTIÁN COATES - 3.5 - Menos inspirado no jogo de ontem. Cometeu um deslize muito grave, quando arriscou na frente do avançado do Nacional que lhe escapou isolado, valendo depois o Max. Esteve bem melhor a esticar o jogo nos lançamentos largos para as costas da defesa adversária.

ZOUHAIR FEDDAL - 4.5 - Voltou ao melhor da sua conhecida forma; impecável a defender, sempre muito concentrado e com eficácia, fez o primeiro golo antecipando o cruzamento de Jovane Cabral, entrou de rompante não dando hipóteses ao sortudo do guarda redes do Nacional e fez a equipa respirar de alívio.

NUNO MENDES - 3 - Dos jogos menos conseguidos; começou muito bem, mas a forma caceteira com que os jogadores do Nacional entraram na partida intimidou-o, sofrendo várias faltas seguidas e duras, com o beneplácito do árbitro.

JOÃO PALHINHA - 3.5 - Também entrou muito bem na partida, mas à medida que o Nacional ia recuando no terreno, deixando bastante meio campo para o Sporting, passou a ser uma peça a mais na equipa e o Rubén também o percebeu, fazendo entrar para o seu lugar o homem do jogo, o Jovane.

DANIEL BRAGANÇA - 3 -  Não fez um bom jogo, longe disso, acusou alguma ansiedade e precipitação que não lhe são normais; depois da saída do João Palhinha recuou para o seu lugar e acalmou o seu futebol, com isso melhorou e terminou em alta.

NUNO SANTOS - 3 - Entrou com muita vontade de ferir o adversário, correu bastante a procurar espaços na profundidade pelo seu corredor, conseguiu alguns cruzamentos mas não foram bem direccionados. Manteve o adversário a cuidados na largura e nas costas da sua defesa até o final.

PEDRO GONÇALVES - 4 - Parecia que ia, juntamente com o Paulinho, arrancar uma grande exibição; entrou muito bem e a todo o gás, mas foi perdendo alguma intensidade por consequência das inúmeras faltas sistemáticas cometidas pelos jogadores do Nacional. Esteve mesmo perto de facturar em diversas ocasiões, faltando-lhe alguma felicidade na definição.Voltou a aparecer em bom plano nos 15 minutos finais.

PAULINHO - 4 - Fez a sua melhor exibição até agora na equipa; sempre muito activo, foi dos que mais faltas sofreu, inclusive agressões, ganhou mais duelos que perdeu, teve o golo à mercê em várias ocasiões; o poste, os deuses, o guarda redes, as pernas dos adversários, tudo lhe aparecia pela frente a negar o golo. Foi um quebra cabeças constante na defesa do Nacional até ao fim do jogo.

GONZALO PLATA - 3 - Substituiu Pedro Porro, no momento que o Rúben Amorim tinha que arriscar tudo para ganhar o jogo e os três pontos; entrou bem e ajudou no ataque final e consequente destruição da fortaleza do Nacional.

MATHEUS NUNES - 2.5 - Jogou os minutos finais, já depois da equipa ter conseguido o primeiro golo da partida; entrou para o lugar de um esgotadíssimo Nuno Mendes; era hora de equilibrar a equipa e foi isso que tentou fazer.

MATHEUS REIS - 2.5 - Da mesma forma como Matheus Nunes entrou para dar mais frescura e equilíbrio na equipa e na defesa, numa hora em que o adversário tentava o jogo directo. Ainda ajudou a aquecer os colegas com o abraço da festa do segundo golo.

Rúben Amorim - 4 - Mais uma jornada sem perder e numa altura decisiva. A equipa precisa ainda de engrandecer a sua personalidade, quando perante um adversário que pratica uma estratégia de jogo violento; devia ter reagido logo no início da 2ª parte fazendo entrar o Jovane Cabral ou o Plata, seria um murro na mesa e uma mensagem dura para a equipa, que teriam que abanar o jogo e abordá-lo de outra forma. 

MANUEL MACHADO - 1 - Esta múmia voltou de novo ao futebol e trouxe uma equipa de caceteiros a Alvalade. Ele já sabia até onde podia ir, trazia a lição bem estudada e sentiu as costas bem quentes. Assistimos à sua tradicional actuação carnavalesca; depois das inúmeras faltas e agressões que os seus jogadores cometeram e dos três penáltis claros não assinalados contra a sua equipa, ainda teve a lata de criticar o árbitro. Pode voltar para onde veio, porque não faz falta nenhuma ao futebol.

MANUEL OLIVEIRA (Árbitro) - 1 - Numa semana em que tanto se falou sobre arbitragens escandalosas, eis o invejoso deste árbitro que não quis ficar atrás. É um dos piores da Liga e estranha-se esta nomeação; fazia parte seguramente do plano "NORMAL" para varrer o Sporting CP da luta pelo título. Três penáltis e duas expulsões perdoadas ao Nacional, sem contar com os amarelos que ficaram por mostrar. É excessiva fruta para um só jogo.

LUÍS FERREIRA (VAR) - 0 - Não esteve lá, adormeceu ou sabe-se-lá o que pode ter acontecido, três penáltis, duas expulsões e... silêncio total na Cidade do Futebol.

publicado às 04:03

As Notas de Julius (21)

Julius Coelho, em 26.04.21

Screenshot (89).png

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting e a outros intervenientes do jogo de ontem com o SC Braga  - a contar para a 29.ª jornada da Liga NOS - que terminou com a vitória do Sporting por 1-0, golo marcado por Matheus Nunes ( 81').

Sporting agarrou o título com uma mão? Vitória contra todos os mafiosos do futebol português. Com um enorme coração de leão, a equipa soube resistir durante 78' a jogar em inferioridade numérica, face à expulsão de Gonçalo Inácio. Após um início de jogo aos repelões e acusando alguma tremedeira numa defesa que cometeu alguns erros (Gonçalo Inácio e Nuno Mendes), tiverem o momento chave na expulsão e a partir daí arregaçaram as mangas e mostraram porque são a melhor defesa da Europa.

DESTAQUE - SEBASTIÁN COATES - 6 - Foi dele o grito da revolta, fez um jogo de alto nível mundial, cortou tudo, empurrou a equipa, comandou nas horas de aflição, foi lá à frente para ser derrubado em falta na área do SC Braga, pegou na bola e foi por ali fora quase passando por toda a gente e no ar foi... um ás na guerra. Fez um jogo irrepreensível, à campeão.

ANTONIO ADÁN - 5 - Voltou a ser o muro que nos tem habituado, sempre muito seguro nos cruzamentos transmitindo muita fé a toda a equipa e ainda fez uma excelente defesa à queima-roupa no cabezazo do Galeno, negando-lhe o golo.

NUNO MENDES - 5 - É um grande jogador e olha sempre o adversário de frente; teve várias iniciativas que incomodaram a defesa do Braga; voltou a brilhar com uma excelente exibição; anulou o Ricardo Esgaio, uma das chaves principais da estratégia do adversário. Saiu esgotadíssimo.

ZOUHAIR FEDDAL - 4.5 - Ficou bem claro que quando está bem fisicamente o lugar é dele; muito agressivo na antecipação e no jogo aéreo; assumiu a responsabilidade após a expulsão e cumpriu sempre. Protegeu muito bem as saídas do Nuno Mendes.

GONÇALO INÁCIO - 2 -  Entrou demasiado confiante e facilitou diante do ratão do  Gaitán e teve que o travar depois levando com o 1º amarelo, ficou desde logo condicionado e com a tolerância zero deste árbitro nos jogos que apita do Sporting. Não surpreendeu ter levado o 2º e ser expulso logo aos 18'. Vai reflectir e crescer com isso.

PEDRO PORRO - 3.5 - Tinha ordens para não se aventurar; com Galeno no outro lado não podia arriscar, mostrou alguma retoma depois do período apagado dos últimos jogos, ganhou a maioria dos duelos ao Galeno e ao Gaitán.

JOÃO PALHINHA - 4 - Teve uma entrada difícil no jogo, não conseguindo exercer a pressão que tão bem sabe fazer; foi dos que cresceu a olhos vistos depois da expulsão do Gonçalo Inácio e ganhou realce a emperrar muitas vezes as movimentaçôes na construção do SC Braga e a tapar  principalmente o corredor central ao Fransérgio e ao Ricardo Horta. Acabou em excelente plano.

JOÃO MÁRIO - 3 - Está a passar por alguns problemas de confiança, voltou a ser dos elementos de menor produção da equipa, correu muito, esforçou-se, mas não acrescentou muito na construção; teve momentos que passou ao lado do jogo. A sua substituição aos 65' não surpreendeu e só peca por tardia.

NUNO SANTOS - 3 - Havia uma estratégia na sua utilização, mas com a expulsão logo aos 18',  as ideias que tinham para o ataque descambaram-se. Foi um dos sacrificados a sair para a equipa se reorganizar e partir para um plano B. Cumpriu bem naquela tarefa ingrata de segurar o resultado até ao intervalo.

POTE - 4 - Foi sempre importante nas manobras da equipa quando se multiplicava na procura de contra-atacar; depois, tudo se alterou e viu-se mais vezes a ajudar a defender. Tentou algumas jogadas individuais em esforço, mas faltou acompanhamento dos colegas que não podiam arriscar na subida.

PAULINHO - 3 - Ganhou algumas faltas antes e depois da expulsão do colega; teve um desvio de registo na área do Braga após um pontapé de canto em que Pote quase chega e faz golo. Em inferioridade numérica e com a necessidade de reorganizar a equipa com um novo plano, compreende-se a sua saída.

MATHEUS NUNES - 5 - Um dos homens do jogo; marcou um golo que pode valer muito no final do campeonato; valeu sim e já ontem uma grande vitória num campo muito difícil. Já tinha dado boas indicações no jogo contra o B-SAD e ontem ficou claro que voltou à sua forma e confiança em alta. Fantástica a sua desmarcação no lance do golo em que rematou com muita convicção.

NETO - 4 - Entrada forçada para a reorganização da equipa na defesa após a expulsão do Gonçalo; mostrou sempre muita garra e muito coração. Curioso, não teve falhas e deve-se também a ele o facto do Sporting ter saído da Pedreira com os três pontos, no ataque final do Braga mostrou serviço e deu o exemplo no apoio ao Porro no corredor direito.

MATHEUS REIS - 3 - Entrou na hora de defender o pote do ouro que valia os 3 pontos; o SC Braga usa e abusa dos corredores e era o momento de fechá-los na ajuda ao Porro e ao Nuno Mendes; cumpriu e trouxeram o ouro para Alvalade.

TIAGO TOMÁS - 3 - A sua entrada foi com a ideia de não deixar subir os centrais do SC Braga, mantendo-os sempre em sentinela. Sofreu várias faltas e numa delas foi a chave do jogo, deu o golo da vitória ao Sporting.

GONZALO PLATA - 3 - "Muy bien venido, muchacho". Entrou muito bem no jogo num momento crucial que era preciso tirar a bola perto da nossa área,  conseguiu ganhar duelos e com isso minutos preciosos.

RUBÉN AMORIM - 5.5 - Uma grande montanha ultrapassada com rigor e disciplina; ficou a ideia que estava "feita a cama" ao Sporting neste jogo em Braga; foi uma vitória contra todos os mafiosos do pobre futebol português. Na expulsão não entrou em pânico e teve cabeça fria; pediu à equipa para aguentar até ao intervalo e aí reorganizou os rapazes e ensaiaram com êxito um plano B para a segunda parte; mexeu depois sempre bem e quando tinha que mexer.

CARLOS CARVALHAL - 3 - Terceiro jogo com o Sporting CP e três derrotas: (Alvalade, campo neutro e Braga); estará a esta hora conformado que de facto é tremendamente difícil ganhar a este Sporting; voltou a tentar tudo, pela direita, pela esquerda, pelo centro mas....... do outro lado estava o ...Sporting.

ARTUR SOARES DIAS - 1.5 - Arbitragem habilidosa, a empurrar sempre o mesmo até encontrar forma de expulsar um jogador do Sporting, por vias de um critério apertado com tolerância zero. Foi uma arbitragem à Artur Soares Dias, por isso não estranhamos; no lance do Fransérgio já fez vista grossa, nem tão pouco quis incomodar o VAR.

TIAGO MARTINS - 1.5 - Que dupla em Braga, a cama estava feitinha. Dois lances em que tinha que parar o jogo e obrigar o árbitro a ir ao monitor: empurrão ao Coates na área do SC Braga e entrada de sola do Fransérgio na perna do João Palhinha. Com esta notória dupla, a expulsão do jogador do Sporting foi a normalidade reclamada pelo bandido do Norte.

publicado às 03:34

As Notas de Julius (20)

Julius Coelho, em 22.04.21

176331661_10157678884936555_8544851048806170064_n.

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting e a outros intervenientes do jogo de ontem com o Belenenses - a contar para a 28.ª jornada da Liga NOS - que terminou num empate por 2-2, golos leoninos de Sebastián Coates (84') e Jovane Cabral (90+6').

Quarenta e cinco minutos e dois golos oferecidos ao adversário, dão de certo modo a ideia de masoquismo de uma equipa que parece não ter assim tanta necessidade de ser campeã. Com uma segunda parte de um só sentido, viu-se muito desacerto e gritante falta de eficácia nas zonas de finalização. Mas o onze inicial trazia equívocos; Tiago Tomás perdeu condição para a titularidade, parece desgastado e não consegue ter reacção. Chegou a hora do Jovane? 

DESTAQUE- NUNO MENDES - 5 - Carregou a equipa às costas a maior parte do tempo, voltou à sua grande forma e foi o maior desequilibrador da equipa, foram dele as melhores movimentações e iniciativas que mais danos provocaram no adversário, esteve sempre uns furos bem acima dos colegas da equipa.

ANTONIO ADÁN - 2 - Acontece, mas ao Sporting nestas alturas acontece sempre tudo; um tremendo disparate aquele deslize em que ofereceu de bandeja o segundo golo ao colombiano Cassierra. Ficou então mais difícil dar a volta ao resultado.

PEDRO PORRO - 2 - Continua uma sombra do que já lhe vimos fazer, voltou a ser dos mais fracos da equipa e viu de novo uma bola a sobrevoar-lhe para as suas costas e que acabou em golo do adversário (o primeiro) e já vão três em 4 jornadas seguidas.

GONÇALO INÁCIO - 2.5 - Também muito hesitante nos duelos com o Miguel Cardoso e deu-lhe demasiado espaço no lance do primeiro golo; deixou a imagem de alguma perda de confiança.

SEBASTIÁN COATES - 3.5 - Se jogasse a ponta de lança seria por esta altura o melhor marcador da Liga. O treinador, a perder por 0-2, deveria ter logo arriscado e colocá-lo na frente. Jogo muito ingrato, anda preocupado com aquele lado direito da equipa. Marcou um bom golo e foi ele que rompeu o esquema defensivo que o Petit trabalhou durante a semana para este jogo.

MATHEUS REIS - 3 - Não consegue fazer esquecer o Feddal quando em forma, esforça-se bastante mas com pouca utilidade visível; menos mal a proteger as costas do Nuno Mendes mas também porque o adversário raramente lá chegou.

JOÃO PALHINHA - 2.5 - Ainda em recuperação daquela queda de forma que tem vindo a apresentar nos últimos jogos, melhor no jogo aéreo em que já conseguiu ganhar vários lances mas sem dar à bola a direcção da baliza. A velocidade e intensidade que se exigia logo na primeira parte esbarraram na sua lentidão em resolver.

JOÃO MÁRIO - 3 - Fala-se da falta de estofo que os jovens da equipa ainda apresentam com excepção do Nuno Mendes, neste momento mais crítico ao nível exibicional colectivo, e por isso esperava-se que os mais velhos e experientes como o João Mário empurrassem a equipa. Também mostrou algumas dificuldades e ainda falhou uma grande penalidade num momento chave, a acabar a primeira parte, em que poderia dar o golo do empate e melhores condições para a equipa dar a volta no segundo tempo.

POTE - 2.5 - Muito estático ao contrário do que fez e jogou em Faro, deixou-se amarrar e nunca se libertou, mesmo quando recuava a procurar jogo esteve lento e trapalhão e raramente decidiu bem. Tem que procurar ser mais constante e consistente.

TIAGO TOMÁS - 2 - Está a ser o maior equívoco do treinador ao trazê-lo para titular, está fora "dela"....e anda a maior parte das vezes perdido mostrando uma notável crise de confiança talvez porque se sente desgastado e perde por isso os duelos na velocidade que antes não perdia, teve pouco discernimento a finalizar quando lhe apareceu por duas vezes a bola em boas condições já dentro da área. 

PAULINHO - 2 - Ainda não foi desta e a falta de confiança que demonstra em cada lance contagia negativamente a equipa; parece que pode engatar a qualquer momento mas os jogos vão passando e os  pontos vão ficando pelo caminho; ainda há tempo, é um facto, mas......vai já ficando um sentimento de angústia nos adeptos.

NUNO SANTOS - 3 - Não foi tão consequente como se previa com a sua entrada para dar a volta ao resultado, mas foi dele o excelente cruzamento para Coates fazer o primeiro golo da equipa.

BRUNO TABATA - 2.5 - Entrou com vontade e quis ser protagonista; foi servido várias vezes mas raramente saiu dali bom sumo; desperdiçou bons lances ao rematar sem nexo e sem direcção, conseguiu espaço para alguns cruzamentos que acabaram por não ter efeito prático; tem de procurar ser mais pragmático e eficaz nas suas decisões.

DANIEL BRAGANÇA - 2 - Não foi muito feliz na ideia que trazia de ajudar a empurrar a equipa para a reviravolta, mostrou alguma precipitação e teve iniciativa de remate a alguma distância da baliza adversária mas se não olhar para ela no momento do remate dificilmente dará a melhor direcção à bola.

JOVANE CABRAL - 3.5 -Quiçá seja a hora do treinador apostar no Jovane a titular ou colocá-lo mais cedo em jogo; voltou a entrar bem e a conseguir espaços no meio da defesa adversária; teve o mérito do cruzamento que foi cortado pelo braço do Tiago Esgaio para penálti; assumiu a marcação dessa penalidade e fez o golo do empate no último lance da partida.

MATHEUS NUNES - 3 - Entrou nos 15 minutos finais quando o resultado ainda estava em 0-2, já se mostrou mais solto e ajudou a empurrar a defesa do Belenenses para trás e com isso teve papel importante por a equipa ainda ter ido a tempo de sacar o empate.

RÚBEN AMORIM - 3 - É o lider de uma equipa que ainda não perdeu e segue na frente a 6 jornadas do final, mas neste momento os adeptos anseiam por muito mais do que a equipa tem vindo a mostrar nos últimos jogos; na época passada deixou escapar 12 pontos nas últimas 10 jornadas e agora nas mesmas 10 jornadas finais em 4 já deixou escapar 6 pontos ;esperamos que não se repita o mesmo e comece a dar a volta já no jogo em Braga. A equipa apesar do empate mostrou ter condições de segurar a vantagem na tabela. Terá que analisar melhor tudo e todos na equipa e arriscar com quem se apresenta em melhores condições.

PETIT - 4 - O futebol que as suas equipas apresentam raramente agrada aos adeptos, mas ontem foi eficaz e quase tudo lhe saiu bem. Mesmo sem rematar à baliza do Sporting viu a sua equipa marcar dois golos e esteve a um fio de conseguir a primeira derrota do líder; e é importante registar que não recorreu ao odioso anti-jogo.

NUNO ALMEIDA (Árbitro) - 5 - Realizou uma excelente exibição o que surpreendeu com uma arbitragem sem erros e merece nota elevada, mostrou coragem de decisão nos lances das penalidades na área do Belenenses.

ANDRÉ NARCISO (VAR) - 5 - Um jogo com vários casos e todos a serem muito bem decididos. Merece levar nota elevada.

publicado às 06:00

As Notas de Julius (19)

Julius Coelho, em 17.04.21

Screenshot (77).png

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting e a outros intervenientes do jogo de ontem com o SC Farense - a contar para a 27.ª jornada da Liga NOS - que o Sporting venceu por 1-0, golo de Pote aos 35 minutos.

Vitória merecida da equipa que mais e melhores oportunidades criou para marcar. Não precisava daquele sofrimento no final em que vacilou na defesa, muito por culpa do Farense, que não tendo nada a perder atirou-se ao jogo directo levando a incerteza do resultado até ao apito final do árbitro. Mas a equipa não pode perder tantas segundas bolas. Um feito histórico do Clube, que atingiu  27 jogos no campeonato sem conhecer a derrota.

DESTAQUEANTONIO ADÁN - 5.5 - Segurou com muita firmeza os três pontos da vitória, num claro duelo com Beto. Brilhou a grande altura e levou a melhor. Foi a vez dele segurar aquele cabo de aço da defesa, esteve fantástico no jogo.

PEDRO PORRO - 2.5 - Mais um jogo ao lado; está bastante abaixo da sua forma. Foi estranho vê-lo perder tantos duelos com o adversário e fazer cruzamentos sempre sem convicção e com pouca direcção; está a atravessar um período menos bom e a equipa está a ressentir-se por isso.

GONÇALO INÁCIO - 3.5 - A equipa necessita daquele pé esquerdo que coloca a bola onde quer nas costas da defesa adversária; nunca se aventurou e foi dos que sofreu na parte final do jogo para parar o avanço directo do Farense.

SEBASTIÁN COATES - 4 - Mesmo com alguns desacertos na saída, foi sempre o melhor homem da defesa, o mais esclarecido e o que soube guardar sempre a posição; teve um dos seus famosos "cabezazos" que levava o selo de golo, que obrigou Beto a brilhar com uma excelente parada.

MATHEUS REIS - 3.5 - Preocupado em cumprir a principal missão que era defender; tentou mostrar-se algumas vezes no apoio ao ataque sem grande resultado prático, mas mostrou as garras de leão nos despiques e vimo-lo levar quase sempre a melhor.

NUNO MENDES - 3 - Exibição algo abaixo do que estamos habituados a ver-lhe; teve dificuldades em entrar no jogo, sendo algumas vezes surpreendido pela velocidade a todo o gás com que entrou o Farense. Melhorou com o decorrer do jogo, mas raramente acertou com os cruzamentos e acabou em bom plano quando quase ofereceu de bandeja um golo ao Tiago Tomás.

JOÃO PALHINHA - 3 - Curiosamente, fez um dos jogos menos conseguidos esta época, esteve mais discreto sem aquele fulgor, acusou algum desnorte nos minutos finais quando o Farense apostou tudo no jogo directo e deixou-se envolver também pela ansiedade.

JOÃO MÁRIO - 4.5 - Foi o melho elemento da equipa durante a primeira parte. Atirou-se ao jogo de frente, decidido e vimo-lo chegar mais vezes à área adversária; puxou dos galões e quis mandar no jogo nunca se escondendo; por duas vezes podia ter marcado com passes de morte do Paulinho, principalmente no segundo lance mesmo à boca da baliza.

DANIEL BRAGANÇA -3.5 - Raramente perde a bola e manteve um excelente critério no passe, teve sempre visão na leitura do timing que o jogo pedia, foi pragmático e vertical na procura de espaços na construção. Enquanto esteve em campo a equipa não perdeu muitas segundas bolas; saiu esgotado.

POTE - 5 - Esteve sempre muito bem durante toda a partida; nunca se escondeu e veio procurar jogo atrás muitas vezes. Dos mais inconformados quando a equipa perdia a bola e não conseguia agarrar o jogo, sempre animado a sair e a procurar soluções, marcou de ressaca o golo da vitória e ofereceu outro cantado ao Paulinho. Só uma grande exibição do Adán lhe retirou o prémio do homem do jogo. Já podemos dizer que o Pote ...voltou.

PAULINHO - 3.5 - Não se compreende tanta hesitação em rematar à baliza; teve várias oportunidades de matar o jogo e por isso a equipa acabou por arriscar-se a sofrer o golo do empate; na pequena área teve uma bola direitinha à sua cabeça e preferiu um passe para trás? Mais tarde o Pote dá -lhe uma bola cantada pela direita e isolado frente ao guarda redes volta de novo a preferir fazer mais um passe? Falta de confiança? Teve um golo feito num bom remate perto da linha da baliza mas também era a noite do Beto brilhar, com mais uma espantosa defesa.

MATHEUS NUNES - 1 - Substituição falhada, irreconhecível, entrou muito mal no jogo e nem para estorvar o adversário foi capaz . Entrou para ganhar as segundas bolas e segurar o jogo mas não ganhou coisa nenhuma.

NUNO SANTOS - 2 - Entrou no pior período da equipa quando já se agarravam todos uns aos outros e a ver a bola pelo ar a chegar várias vezes à área do Sporting; sem registo.

TIAGO TOMÁS - 2 -  No poucos minutos que esteve em jogo, só por uma vez a bola lhe chegou, embora algo adiantada, naquela escapada do Nuno Mendes, e não lhe conseguiu chegar; um lance que podia acabar com o sofrimento de todos.

RÚBEN AMORIM - 5 - Merece nota alta o treinador que consegue um registo histórico de maior número de jogos (27) sem derrotas no campeonato e num jogo em que ganhou e mereceu ganhar, mexeu menos na equipa e não foi feliz com as escolhas. Fica-nos a ideia que João Mario não devia ter saído.

JORGE COSTA - 4 - Bom jogo da sua equipa; creio que o Farense reúne a simpatia da maioria dos sportinguistas, que fazem votos para que consiga manter-se na primeira Liga; mostra futebol suficiente para isso e seria justo.  Foram de novo guerreiros até ao final do jogo.

HUGO MIGUEL - (Árbitro) - 4 - Teve um jogo difícil de muitos contactos e ajuizou quase sempre bem, tanto tecnicamente como disciplinarmente; teve um lance difícil na área do Sporting e esperou pela decisão do VAR.

VÍTOR FERREIRA - (VAR ) - 4 - No lance na área do Sporting entre o Nuno Mendes e o Tomás Tavares, não pareceu que o contacto entre os pés de ambos fosse o suficiente para penálti; ficou a dúvida e perante essa dúvida o VAR ajuizou bem.

publicado às 04:33

Comentar

Para comentar, o leitor necessita de se identificar através do seu nome ou de um pseudónimo.




Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Taça das Taças 1963-64



Pesquisar

  Pesquisar no Blog



Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D




Cristiano Ronaldo


subscrever feeds