Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Poderá Óscar Estupiñán ser uma opção?

Leão do Norte, em 11.05.22

Com a saída de Slimani é notório que plantel do Sporting necessita de reforçar o seu sector atacante com um ponta de lança que apresente um registo de golos. Paulinho necessita de companhia no plantel e a solução não parece passar pelos regressos de TT ou Sporar.

O problema principal está no valor que um jogador com estes predicados custa. Creio que, no próximo mercado, o Sporting fará um forte investimento financeiro na defesa, pelo que não restará o valor para reforçar o sector atacante de acordo com as elevadas exigências do mercado. Neste contexto, não se tratando de mais um rumor nem tendo acesso a qualquer informação privilegiada, Óscar Estupiñán desperta-me atenção.

oscar-estupinan.jpg

O actual jogador do Vitória de Guimarães não é, para Rúben Amorim, o ponta de lança ou o avançado tipo, mas não deixa de apresentar credenciais e qualidades bem interessantes e benéficas para a equipa do Sporting. Apresenta uma elevada dimensão física, posiciona-se muito bem na área e tem um bom jogo de cabeça. Nas últimas épocas tem um interessante registo de golos, com a relevante marca de 15 golos em 32 jogos na presente época. Mesmo não sendo o avançado móvel muito apreciado por Rúben Amorim, tem um contributo para o jogo apoiado da equipa assinalável.

Um aspecto essencial para a hipótese da sua contratação reside no facto de se tratar de um jogador que termina contrato com o Vitória e que poderá chegar a Alvalade a custo "zero". Para mais falamos de alguém ainda jovem (25 anos), já integrado no futebol português e com margem para progressão e rentabilização.

Poderá não ser a opção ideal, e há certamente uma multiplicidade de outras opções, mas na diversidade necessária à equipa do Sporting e analisando as diversas condicionantes e possibilidades do mercado na actual realidade do Clube, penso que o jogador colombiano seria uma opção a considerar, especialmente pela relação custo/benefício.

Não tenho dúvidas que muito dificilmente estará em Guimarães na próxima época e não terei qualquer surpresa se vier a ser contratado por um clube de maior dimensão do nosso campeonato. Ninguém duvide que, quer em Portugal, quer no estrangeiro, são certamente vários os clubes a fazerem contas.

Se essas contas batem certo para o Sporting não sei, mas aqui fica a "sugestão".

publicado às 13:45

Se em grande parte das ocasiões estou de acordo com as ideias de Rúben Amorim, na frase que dá título a este post e que foi proferida na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Gil Vicente, não posso estar.

É apenas impossível ignorar todo o impacto e a melhoria substancial proporcionada pela sua presença na orientação técnica e no planeamento da equipa de futebol profissional do Sporting, a qual é percepcionada e assinalada pela esmagadora maioria dos seus adeptos.

20220215filipeamorim3093.jpg

A relação apaixonada que os adeptos do Sporting estabeleceram com o seu treinador, pela conquista do muito ansiado título de campeão nacional na época passada, certamente não terminou na presente época. Apesar de estarmos no campo das emoções, exacerbadas pela volatilidade que caracteriza o futebol, a memória e a racionalidade dos sportinguistas tem de "garantir" essa relação.

Independentemente da não conquista do campeonato nacional na presente época, quando foi a última vez que a equipa do Sporting conquistou, em épocas consecutivas, o primeiro e o segundo lugares? Há mais de 50 anos, nas épocas 69/70 e 70/71. Entre outros feitos da presente época, a mais do que provável conquista do segundo lugar tem forte relevância no panorama actual.

É óbvio que nem tudo tem sido perfeito na época em curso e certamente Rúben Amorim será o primeiro a reconhecê-lo, mas o actual Sporting dispõe da estrutura, estabilidade e capacidade para, reconhecendo os aspectos menos positivos, os corrigir. E está muito mais preparado para o conseguir e voltar aos sucessos. Não tenho grandes dúvidas que Rúben Amorim aprendeu mais nesta temporada que na anterior e esta experiência, associada à sua inteligência, vai tornar o Sporting muito mais forte.

Caro Rúben Amorim permita-me a "interlocução" directa...

Não valorize comentários que não representam, minimamente, o pensamento do universo sportinguista, nem estes devem servir de base à sua opinião. Haverá, na massa adepta do Sporting, quem não goste de si, mas esses já não gostavam na época passada. Aqueles que gostavam de si não podem ter alterado ou diminuído esse sentimento na presente época, salvo por motivos não relacionados com o sucesso do Sporting CP.

Os adeptos querem a permanente conquista de títulos mas isso não altera a forma como gostam de si, essencialmente porque percebem a importância que teve, e tem, na melhoria e no espírito competitivo do Clube e no modo como os coloca mais próximos da conquista desses títulos. Certo que esta é a realidade, arrisco dizer que ficaram muito agradados com o remate que deu à frase "...mas eu quero ficar no Sporting".

publicado às 03:04

Não é difícil vislumbrar o grande talento e as qualidades de Jovane Cabral. Também é inegável que Rúben Amorim percepcionou essa realidade e deu-lhe oportunidades para o demonstrar. No entanto, a inconstância exibicional e as inoportunas limitações físicas colocaram o jogador numa situação algo delicada nas opções do treinador. Perante esta realidade, verificou-se que a melhor opção, para jogador e Clube, seria a saída através de empréstimo.

Aproveitando o que parecia ser um interesse antigo, Jovane Cabral foi emprestado à Lazio. Mudando assim o contexto competitivo e jogando com regularidade o jogador poderia, finalmente, confirmar tudo o que dele se espera.

fc-porto-v-ss-lazio-knockout-round-play-offs-leg-o

No entanto, esta nova experiência começou muito atribulada. Foi noticiado, pela imprensa italiana, que o treinador da Lázio, Maurizio Sarri, foi surpreendido por esta contratação, tendo tal facto provocado um mal estar com a direcção do próprio clube e originado um conflito com o director desportivo.

Mera coincidência, ou não, a utilização de Jovane Cabral pela Lázio tem sido meramente residual. Participou apenas em 2 jogos, num total de 72 minutos. Sarri tem justificado esta pouca utilização do cabo-verdiano com a baixa condição física e o calendário competitivo intenso.

Independentemente das razões, o que se constata é que o empréstimo de Jovane Cabral ao clube italiano não tem de modo algum correspondido às expectativas do jogador e do próprio Sporting, podendo mesmo ser considerado um retrocesso na sua evolução. E com a época a caminhar rapidamente para o final das suas competições não é de esperar uma alteração radical deste panorama.

É sempre possível que, apesar da escassa utilização, os responsáveis da Lázio acabem por reconhecer o potencial em Jovane Cabral e accionem a cláusula de compra, mas convém, realisticamente, o Sporting e o jogador, assumirem este retrocesso e começarem a delinear alternativas futuras. Continuar com toda esta actual estagnação competitiva só tende a prejudicar, e muito, o desenvolvimento do atleta e o próprio Sporting.

publicado às 03:02

A posição de defesa central é frequentemente assinalada por diversos sportinguistas como o alvo fulcral de reforço tendo em vista a próxima época. Sendo indiscutivelmente uma das posições chave no esquema de Rúben Amorim, é essencial o plantel do Sporting dispor de opções, em qualidade e quantidade, que correspondam a essa importância.

Screenshot (799).png

Partindo do princípio que Sebastián Coates e Gonçalo Inácio são indiscutíveis e que o Luís Neto, pela renovação e papel de liderança no plantel, tem o seu lugar assegurado, a dúvida centraliza-se nos restantes elementos, estando o futuro de Feddal na base dessa questão. Estará ele nos planos do Sporting para a próxima época?

A renovação automática do central marroquino parece não se vir a concretizar, o que deixa o Sporting em posição deveras vantajosa. A irregularidade e a fragilidade física do jogador, associado ao facto de ser um dos futebolistas mais bem remunerados do plantel, colocam muitas dúvidas quanto à sua continuidade. Não se efectuando a automática renovação do contrato, o Sporting passa a ter a possibilidade de não o renovar ou fazê-lo em condições mais adequadas. Se a opção passar pela não renovação, certamente que a contratação de um novo jogador será uma das prioridades da equipa.

Rúben Amorim deverá querer contar com cinco defesas centrais, estando incluído nestes um jovem jogador vindo das equipas inferiores e que poderá partilhar a competição activa com a equipa B. José Marsà, Chico Lamba, Rafael Fernandes e até Etienne Catena são boas opções para este lugar.

preview-sporting-lisbon-vs-moreirense-prediction-t

Pode-se colocar a possibilidade de Matheus Reis ser um dos cinco centrais, mas a actual incerteza na lateral esquerda da equipa pode obrigar Rúben Amorim a utilizá-lo amiúdes vezes nessa posição. Neste contexto, com uma saída de Feddal cada vez mais provável e para fortalecer qualitativamente a equipa, julgo que os responsáveis da estrutura tenderão a avançar para a aquisição de um novo e seguro elemento para o eixo defensivo. E mesmo na eventual permanência do defesa marroquino não é lícito que não o faça.

A realidade da próxima época, a esta distância, não só é uma incógnita como está sujeita a múltiplas evoluções. A saída imprevista de um atleta pode alterar os planos, precipitando outras mudanças, mas, à data actual, a posição de defesa central parece ser uma das que exigirá maior atenção por parte dos responsáveis do Sporting.

publicado às 04:34

Neste regresso ao Sporting CP o rendimento de Islam Slimani tem sido, em determinados aspectos, surpreendente. Não pelos já conhecidos instinto matador ou espírito de entrega, mas pela forma como muito rapidamente assimilou os processos da equipa e demonstrou elevada capacidade para os executar. Prova disso está na titularidade que Rúben Amorim, de forma mais precoce que o esperado, lhe atribuiu em alguns jogos.

Screenshot (741).png

A lesão de Pote facilitou esta circunstância, mas Slimani justificou, com golos e exibições, a confiança conquistada a Rúben Amorim. Com Pote recuperado fisicamente conseguirá ele manter a confiança do treinador e relegar Paulinho para o banco de suplentes?

Parece óbvio que, sem limitações de ordem física, Pote e Sarabia serão, na grande maioria das ocasiões, titulares, discutindo Paulinho e Slimani a outra vaga do trio mais atacante.

Paulinho, pelas suas características e qualidades, tem sido o avançado preferido por Rúben Amorim, mas Slimani tem vindo a demonstrar, também ao nível do apoio e construção ofensivas, capacidades e qualidades assinaláveis. Não possui a mobilidade táctica nem, porventura, a capacidade técnica do Paulinho, mas apresenta um instinto goleador e um índice de eficácia superior.

No momento parece que Paulinho mantém uma relativa vantagem na discussão do lugar, mas Slimani teve o grande mérito de, mais precocemente que o esperado, colocar-se como uma das opções principais para o sector atacante da equipa. Isto apesar das referências à sua idade e da sua aquisição parecer mais associada ao aumento e à diversificação do leque de segundas opções. A identificação e o sentimento estabelecidos com o Clube, associados à relação de afectividade que mantém com os adeptos, certamente contribuíram para esta rápida afirmação.

Veremos, então, se a qualidade e o habitual espírito competitivo de Slimani farão mudar a, até agora, inabalável confiança de Rúben Amorim em Paulinho.

publicado às 05:04

Habituem-se, este Sporting é diferente!

Leão do Norte, em 15.02.22

Por mais que os responsáveis ou os mais básicos assalariados da comunicação do Oporto (nistas) o tentem esconder, debitando patéticos comunicados de hora a hora, o jogo de sexta-feira evidenciou diferenças substanciais entre as duas equipas e os dois treinadores.

Qualquer observação lúcida e séria do jogo permite verificar que o Sporting demonstrou ser uma equipa personalizada, bem trabalhada, com processos de jogo bem definidos e um espírito de união inexcedível. Paralelamente é possível observar que a estratégia da outra equipa assentava na pressão, na simulação, no grito e no rasgo individual, notoriamente diminuído pela perda de Luis Diaz.

Esta realidade também é, em grande parte, devido à diferença de qualidade entre os dois treinadores. Não fossem as habituais interferências externas e estas notórias diferenças de qualidade teriam permitido ao Sporting vencer o jogo e a Rúben Amorim "envergonhar" tacticamente Sérgio Conceição.

273705067_493580045467353_6557574207143893640_n.jp

Mas, em minha opinião, o destaque principal do jogo esteve no facto da actual equipa do Sporting CP apresentar uma dimensão competitiva muito diferente de tempos passados, especialmente ao nível da personalidade, da união e de um espírito de luta demonstrados. Como corajosamente referiu no final o presidente Frederico Varandas, todo o ambiente que envolveu o jogo do Dragão não foi novidade em relação ao habitual dos últimos 40 anos naquele palco.

A grande diferença esteve na forma como a equipa do Sporting CP o enfrentou. A atitude e organização competitivas, a crença nas suas capacidades e o elevado espírito de união foram essenciais para "sobreviver" e assim evitar o destino que lhe estava traçado. Sem estes predicados teria sucumbido, como diversas vezes ocorreu no passado, à sucessão de "ratoeiras" que foram sendo colocadas.

Quebrar este Sporting não é tarefa fácil. A atitude e a coragem claramente demonstradas por jogadores, staff técnico e dirigentes são um obstáculo a todos os que julgam poder continuar a subjugá-lo.

O espírito competitivo deste Leão é indomável. Habituem-se a esta nova realidade!

publicado às 04:34

A frustração, compreensível pelo inesperado resultado da equipa do Sporting nos Açores, invadiu o universo sportinguista e a ela associou-se um extenso rol de críticas.

A crítica é algo que devemos aceitar e com a qual devemos conviver e aprender. Inúmeras vezes é necessária para despertar e corrigir comportamentos. A sua ausência promove o conformismo e a inacção, resultando na perpetuação de erros que potencialmente levam ao fracasso. A questão principal não está, portanto, na sua existência, mas no modo e no objectivo com que é efectuada.

trees-gettyimages-100373862-credit-raul-touzon.jpg

É inegável a excelente prestação desportiva da equipa de futebol do Sporting CP no último ano e meio. Também não é menos verdade que o rendimento apresentado pela equipa no jogo com o Santa Clara não esteve de acordo com essa anterior prestação. No entanto, tal não é motivo para, através da crítica, elaborarem-se cenários "catastrofistas" que colocam tudo e todos em causa, tão típicos da bipolaridade comportamental inerente a uma parte do universo sportinguista. Pior é a sua inaceitável utilização para, de forma oportunista e com segundas intenções, atingir outros alvos.

Não se trata de abolir ou silenciar a crítica, conformando-se com o "inócuo" e exasperante discurso do "melhor resultado possível". Muito menos satisfazer-se com o que foi recém- conquistado e voltar aos tempos da luta pelo terceiro lugar. Mas a memória, a serenidade e a racionalidade, não devem permitir que o primeiro desaire (falamos da primeira derrota no campeonato) seja motivo para colocar em causa jogadores e orientação técnica, nem esquecer o que motivou vitórias consecutivas e títulos que nos trouxeram a este nível de exigência.

Num clube como o Sporting CP a exigência que promove a crítica é a mesma que obriga ao realismo e a assertividade dessa mesma crítica. Críticas efectuadas ao sabor de constantes alterações emocionais contribuem mais para a instabilidade do que para a resolução de problemas, por mais bem intencionadas que possam parecer. De boas intenções...

publicado às 02:49

Ugarte não é surpresa. É qualidade!

Leão do Norte, em 05.12.21

De modo algum se devem queimar etapas na formação de um jogador. Igualmente se pode desvalorizar a necessária fase de adaptação a novas realidades competitivas. No entanto, o talento e o potencial de um jogador podem permitir, desde relativamente cedo, perceber se esse trajecto pode ser abreviado. Ugarte é um dos jogadores com o talento e o potencial que permitem a possibilidade de encurtar esse trajecto.

A minha avaliação em relação ao Ugarte está algo condicionada pela admiração que por ele tenho. Desde os tempos em que o vi jogar nos torneios de selecções jovens sul-americanas, ainda antes de competir em Portugal, que as suas qualidades me agradaram, tendo as suas prestações em Portugal motivado que seguisse a sua carreira de uma forma especial. Nesta realidade fui um acérrimo defensor da sua contratação por parte do Sporting, mesmo nas condições em que foi efectuada.

image.jpg

Neste contexto não me surpreendeu a sua extraordinária prestação no jogo com o Benfica, excedendo as minhas expectativas apenas pela sua excelência. Independentemente de uma escassa utilização prévia e da consequente falta de ritmo de jogo, Ugarte conseguiu colocar toda a sua maturidade e qualidade em campo de forma a realizar uma excelente exibição, fazendo "esquecer" um dos mais influentes jogadores da equipa do Sporting.

A sua notável acção em campo bloqueou as iniciativas dos desequilibradores ofensivos da equipa do Benfica, os quais, com a ausência de João Palhinha, certamente esperariam uma noite muito mais "folgada". Associada à brilhante prestação desportiva, demonstrou uma maturidade e uma inteligência notáveis, fugindo ao "fantasma" das faltas repetidas e ao alto risco de expulsão, sempre presente pela acção de um árbitro excessivamente "atento", e nada tolerante, com a maioria das acções dos jogadores do Sporting.

As diversas previsões catastrofistas, por parte de certa comunicação social, face à ausência de Palhinha, tornaram-se num exercício de "malabarismo" face à prestação de Ugarte.

Convém salientar o importância do treinador Rúben Amorim. O seu discurso de que todos contam não se limita a meras e agradáveis palavras. A oportunidade dada a Ugarte revelou a sua grande coerência e demonstrou a elevada confiança que deposita em todos os seus jogadores, independentemente do tempo de jogo e oportunidades anteriores.

Todos os sportinguistas desejam que Palhinha recupere o mais rapidamente possível e que possa permanecer no Sporting por um longo período, mas a prestação do Ugarte provou a todos eles que o futuro da posição está assegurado e que as decisões para a constituição do plantel são tomadas de forma cuidada e estruturada, assentes na qualidade e, salvo raras excepções, com uma perspectiva de médio e longo prazo.

Qualquer avaliação apressada do valor das contratações é injusta e falível, não só porque o momento de afirmação de cada uma delas é invariavelmente diferente, como a experiência passada tem provado o acerto das decisões.

publicado às 12:15

A pressa como inimiga da afirmação

Leão do Norte, em 05.10.21

sporting_b.png

Ninguém pode ter dúvidas que um dos pilares do projecto desportivo da equipa de futebol profissional do Sporting Clube de Portugal consiste no aproveitamento de jovens valores, em especial dos saídos da sua Academia. Mais do que uma questão de ADN leonino, trata-se de uma atitude inteligente e uma questão de sobrevivência.

A constituição do actual plantel, aparentemente curto, criou um espaço necessário para, de acordo com as necessidades da equipa e o potencial dos jogadores, permitir a afirmação de jovens valores. Paralelamente, nada melhor do que um treinador audaz e competente para dar corpo a esse projecto, proporcionando as necessárias condições. Contudo, a realidade e o tempo de integração dos jovens valores é algo de muito específico, altamente variável e que não se coaduna com os desejos ou a impaciência dos adeptos.

O início de época por parte da equipa do Sporting está, do ponto de vista competitivo, a ser extremamente exigente e Rúben Amorim reconhece perfeitamente que o lançamento de um jovem nestas circunstâncias pode ser um "presente envenenado", com consequências nefastas para a sua carreira. Se há algo que eu admiro na forma como ele promove jovens jogadores é o balanço que estabelece entre as necessidades da equipa e o benefício para o jogador. Não é o tipo de treinador que lança jovens jogadores para "salvar a pele" ou ficar bem perante adeptos e comunicação social.

sub19sportingDR.jpg

Se neste início de temporada Rúben Amorim ainda não lançou nenhum jovem na equipa, perante a impaciência de alguns adeptos, tal certamente se deveu a que, na sua avaliação, não estão reunidas condições para o fazer com uma elevada percentagem de sucesso. É totalmente especulativo e precipitado, como já li e ouvi, relacionar tal atitude com uma secundarização na aposta em jovens valores ou pela falta de matéria prima. Apesar de não podermos esperar "Nunos Mendes" ou "Gonçalos Inácios" todos os meses, uma cuidada avaliação às equipas jovens e secundária do Sporting permite verificar que não falta a qualidade e o talento para dar sequência a essas apostas.

Destaco o lateral direito Gonçalo Esteves e o médio defensivo Dário Essugo que já treinam regularmente com o plantel principal, mas também posso referir os centrais João Goulart, Marsà e Rafael Fernandes, o lateral esquerdo Flávio Nazinho, o médio ofensivo Lucas Dias, os extremos Tiago Ferreira e Geny Catamo, o avançado Nicolai Skoglund, como exemplos de jovens com o potencial necessário para, em breve, poderem assumir um papel na equipa principal.

É certamente injusto referir apenas estes nomes, mas foram enunciados pelo simples facto de, em vários ocasiões, me terem despertado particular atenção. Certamente que existem outros com igual (ou até potencial superior), lembrando-me especialmente de dois "Félix" (Vando e Kiko) que está época foram contratados e que, após a necessária adaptação a uma nova realidade, podem aspirar à equipa principal.

sub-23-sporting.jpg

O sucesso no lançamento de um jovem jogador depende, tanto da sua qualidade individual como do "timing" e das condições envolventes em que é efectuado. Ocorrer de uma forma precipitada e sem uma correcta avaliação de toda a envolvência pode, não só comprometer a afirmação do jogador como as necessidades da equipa. E Rúben Amorim já provou que domina as variáveis para o fazer com o desejado sucesso.

Confiemos, adeptos e jogadores, que, quando estiverem reunidas as condições, os jovens jogadores do Sporting Clube de Portugal terão a sua grande oportunidade, continuando um legado que outros anteriormente deixaram. Prestigiar a formação do Sporting Clube de Portugal, fortalecer o clube desportiva e financeiramente, valorizando igualmente as suas carreiras profissionais.

À atenção, dentro e fora do Clube.

publicado às 03:04

O custo das "certezas" de Amorim

Leão do Norte, em 19.09.21

Na recente apresentação do Relatório e Contas 2020/21 do Sporting CP, um aspecto tem originado várias criticas e discussões acaloradas. Aquele relacionado com o investimento no plantel, especificamente o custo e as condições de diversas contratações. Acerca deste tema convém ter em conta alguns pontos que o enquadram.

Rúben Amorim foi contratado com o intuito de ser uma peça chave do projecto desportivo do Sporting CP, decisão que se revelou de total acerto, e neste momento ninguém duvida da força que a sua opinião tem nas contratações efectuadas pelo Clube. Se a esta realidade associarmos o facto de Rúben Amorim ser um treinador de forte personalidade, com ideias bem definidas e que sabe com clareza o que deseja ou não deseja para a equipa, podemos compreender algumas das opções tomadas pela direcção do Sporting CP no que concerne às contratações efectuadas.

image.jpg

Do ponto de vista da execução do projecto desportivo é excelente a sintonia existente entre a estrutura directiva do Sporting CP e o seu treinador, bem como o facto deste, como uma peça chave na sua execução, ter as ideias bem definidas em relação às "armas" necessárias para a sua execução.

Do ponto de vista das condições financeiras é inegável que as "certezas" de Rúben Amorim limitam bastante a capacidade negocial do Sporting. A partir do momento em que ele define apenas um jogador como objectivo para uma eventual contratação, a acção da direcção está desde logo condicionada e a sua margem negocial francamente diminuída. Numa eventual negociação é fácil perceber o "conforto" que a "exclusividade" de um seu "produto" gera no vendedor e como este facto, só por si, contribui para elevar as suas exigências e diminuir a sua flexibilidade.

Neste ambiente, torna-se compreensível que a direcção do Sporting CP, enquadrada entre a opção única do seu treinador e as elevadas exigências por parte do clube vendedor, tenha necessidade de efectuar contratações com custo económico mais elevado ou de arquitectar formas de aquisição partilhadas para diluir esse custo. 

Só assim poderá satisfazer alguns desejos do seu treinador, mantendo, ao mesmo tempo, a matriz de um projecto desportivo que com ele está a ser construído. E Rúben Amorim já conseguiu o crédito suficiente para justificar os custos assumidos com as suas "certezas".

publicado às 03:19

Um recente post do Camarote Leonino caracterizava, de forma esquemática, a composição actual do plantel leonino, composto por 24 jogadores e onde se incluem dois jovens que vão estar entre as equipas A e B, e abordava o facto do número de jogadores disponíveis poder ser curto para a necessária competitividade em todas as frentes.

Em relação a esta questão, já são muitíssimo bem conhecidas as ideias de Rúben Amorim, nomeadamente na forma como deseja apenas dois jogadores por posição de modo a todos sentirem que podem ser titulares. O próprio já publicamente assumiu ser uma decisão de risco mas totalmente consciente.

Ao contrário da época passada, o Sporting, pelo menos até à pausa do Natal, apresenta uma densidade competitiva muito mais acentuada, consequência da participação numa competição com um nível de permanente exigência como a Liga dos Campeões. Neste contexto, e tendo por base a opção de Rúben Amorim, torna-se evidente que todos os jogadores do actual plantel têm mesmo de estar preparados para serem titulares, uma vez que a densidade competitiva vai exigir intersubstituições de forma a, não só preservar a saúde física dos atletas, como diminuir a probabilidade de lesões e o desgaste físico que, lá para o último terço da época, podem ser fatais para as aspirações da equipa.

rubenamorim3.jpg

Para melhor compreender a necessidade dessas eventuais alterações traduz-se em seguida a realidade competitiva da equipa do Sporting até à pausa natalícia, a qual implica a disputa de 20 jogos (21 se passar à 4ª eliminatória da Taça de Portugal) em 80 dias, o que dará uma média de 1 jogo a cada 4 dias. Em função da concentração de jogos pode-se dividir esta etapa em quatro períodos.

O primeiro de 11/09 a 02/10 (22 dias) e que inclui os jogos com o Porto (em Alvalade-A), Ajax (fora-F), Estoril (F), Marítimo (A), Dortmund (F) e Arouca (F), implicando a disputa, em média, de 1 jogo a cada 3,6 dias.

O segundo de 17/10 a 07/11 (22 dias) com os jogos da Taça de Portugal, Besiktas (F), Moreirense (A), Famalicão (A) para a Taça da Liga, Guimarães (A), Besiktas (A) e Paços de Ferreira (F), e que implicará a disputa de 1 jogo a cada 3,14 dias em média.

O terceiro de 24/11 a 07/12 (14 dias), contendo os jogos com o Dortmund (A), Tondela (A), Benfica (F) e Ajax (F) e que levará à disputa média de 1 jogo a cada 3,5 dias.

O quarto e último período de 12 a 19 de Dezembro, extensível até ao dia 21 no caso do Sporting ser apurado para a 4ª eliminatória da Taça de Portugal, que inclui os jogos com o Boavista (A), Penafiel (F) para a Taça da Liga, Gil Vicente (F) e eventualmente o jogo da 4ª eliminatória da Taça de Portugal, implicando a disputa, em média, de 1 jogo a cada 2,67 dias (ou a cada 2 dias se jogar a eliminatória da Taça de Portugal).

Salienta-se que as pausas verificadas entre alguns destes períodos não permitem completo descanso competitivo, uma vez que serão ocupadas por jogos de selecções nacionais e onde alguns jogadores do Sporting CP certamente marcarão presença. Convém também realçar que, teoricamente, o nível de dificuldade competitiva não é igual em todos os períodos, destacando-se muito maior dificuldade dos primeiro e terceiro períodos onde a Sporting disputa os dois clássicos, os quais antecedem os dois compromissos com o Ajax, jogos que serão, provavelmente, de vital importância para as aspirações do Sporting na Liga dos Campeões.

Ao descrever-se este quadro competitivo do Sporting procurou-se, na medida do possível, objectivar uma realidade que futuramente justificará, por parte da equipa técnica, opções e alterações relativamente aos titulares mais efectivos, as quais, com um elevado grau de probabilidade, serão consideradas imprescindíveis na manutenção de um saudável e necessário equilíbrio entre as legítimas aspirações desportivas e a saúde física do plantel. Convém ainda ter em conta que algumas das esperadas decisões poderão ser influenciadas por factores não previsíveis, nomeadamente lesões ou castigos.

Se há algo que caracteriza Rúben Amorim como treinador são as suas fortes convicções, e a forma como construiu o actual plantel, apoiado numa confiança total em todos os seus jogadores e na possibilidade de os utilizar mediante qualquer necessidade, é certamente demonstrativa dessas convicções. Esperemos que a realidade valide as suas ideias e que a sorte o proteja de indesejáveis infortúnios.

publicado às 03:03

A chegada de Pablo Sarabia ao plantel do Sporting Clube de Portugal foi uma surpresa em vários meios do futebol, em especial os ligados ao país vizinho. A sua qualidade desportiva e o seu custo económico pareciam, nesta fase da sua carreira, estarem fora da realidade do Sporting.

No entanto, a conjugação de alguns factores, estabelecida a nível negocial, permitiu que este jogador, durante a presente época desportiva, possa expressar no Sporting as suas vastas qualidades, com a vantagem associada de não implicar qualquer custo do ponto de vista económico. É razoável ser tentado a pensar que, sendo Nuno Mendes o foco principal do negócio efectuado, Pablo Sarabia foi incluído como um "anexo" necessário para a sua concretização. Nada mais errado tendo em conta o valor do jogador e a sua "procura".

image (1).jpg

Independentemente dos objectivos financeiros do PSG, devido ao fairplay da UEFA, e da vontade de Pablo Sarabia em ter mais minutos de jogo para continuar a ser opção válida na selecção espanhola, a sua vinda é igualmente reveladora da credibilidade e estabilidade que o projecto desportivo do Sporting actualmente consegue transmitir e proporcionar.

Por mais que alguns desvalorizem este aspecto, o planeamento da carreira de um jogador de alta competição é actualmente tão rigoroso que nenhum aspecto pode ser considerado irrelevante ou deixado ao destino do acaso, muito menos as condições envolventes que são necessárias para o sucesso do seu rendimento desportivo. Se Pablo Sarabia não sentisse confiança no projecto desportivo do Sporting certamente não aceitaria a sua inclusão no negócio.

Para além de toda a importância desportiva, a vinda de um futebolista da sua reconhecida qualidade e curriculum, inegavelmente também credibiliza o Sporting Clube de Portugal a nível do seu projecto desportivo para o futebol. Até porque nos referimos a um jogador de elevadíssima qualidade, para o qual não faltam clubes desejosos de contar com os seus valiosos serviços e que também lhe proporcionariam o suficiente tempo de jogo.

Os objectivos bem definidos do actual projecto desportivo do Sporting Clube de Portugal, a competente e estratégica orientação técnica da equipa de futebol, os exemplos do sucesso recente de compatriotas, associado à uma apelativa presença na actual edição da Liga dos Campeões, criam um ambiente que o jogador julga ser propicio ao seu sucesso desportivo. A este respeito convém destacar a "ajuda" dos compatriotas Pedro Porro e António Adán. Apesar do inegável sucesso individual de ambos, só a elevada confiança que depositam no actual projecto desportivo do Sporting os leva a serem um género de "porta bandeira" no recrutamento de colegas.

A estrutura directiva, pela forma como competentemente (e revelando ter aprendido com os erros) criou e promoveu as condições globais do projecto, e a estrutura técnica, pela forma como desportivamente o legitimou com sucesso, estão intimamente ligadas a esta extraordinária aquisição, mesmo que, e aparentemente, seja apenas por uma época.

Fruto da competência adquirida a diversos níveis, da estabilidade entretanto criada e da confiança gerada por estas duas, o Sporting Clube de Portugal é hoje um clube apetecível e que permite aos seus jogadores, sejam jovens ou consagrados, as oportunidades que lhes possibilitam trilhar o caminho que os leve aos objectivos e expectativas de carreira. Assim eles consigam ter uma visão a longo prazo e não se limitem a olhar para o saldo actual da sua conta bancária!

publicado às 12:30

Quando veremos o ouro do Plata?

Leão do Norte, em 11.08.21

Contratado durante o mercado de inverno de 2019 o rendimento desportivo apresentado por Gonzalo Plata tem ficado, digamos, algo aquém das esperanças da maioria dos adeptos sportinguistas. Talvez seja o jogador com maior diferencial entre as expectativas criadas e o rendimento apresentado. Dotado de técnica individual e criatividade únicas, o problema de Plata tem estado essencialmente na atitude e no compromisso demonstrados.

Depois de um compreensível período inicial de adaptação e integração e de uma contínua intermitência no rendimento, Gonzalo Plata atingiu o ponto mais baixo durante a época passada quando, precisamente devido à sua falta de compromisso, foi relegado para a equipa B durante os meses de Fevereiro e Março.

Depois de um necessário "mea culpa" o jogador foi reintegrado no plantel principal ainda a tempo de mostrar outra atitude e compromisso, nomeadamente no decisivo jogo em Braga onde foi chamado a ocupar o lugar de falso defesa esquerdo, defendendo e lutando para segurar uma preciosa vantagem.

download.jpg

Por entre a inconstância e turbulência que tem sido a sua prestação no Sporting, o jogador tem encontrado na selecção do Equador o seu "porto de abrigo", terreno onde continua a realizar prestações desportivas assinaláveis, para delírio dos adeptos equatorianos.

Quando se pensava que o jogador tinha percebido a mensagem e poderia ser uma forte aposta para esta época, eis que a pré-época e os jogos oficiais já realizados mostraram que continua a faltar ali qualquer coisa. Seja pela atitude ou compromisso do jogador, seja pela incapacidade deste em adaptar-se à realidade competitiva do futebol europeu, seja pela relação com o treinador... Gonzalo Plata continua a ser um jogador marginal nas escolhas de Rúben Amorim.

Como pode o Sporting ajudar o jogador e, simultaneamente, "ajudar-se" a si próprio?

Com dúvidas na consistência comportamental por parte do jogador e sabendo que Rúben Amorim é um treinador de fidelidade extrema às suas ideias e aos seus princípios, começo a pensar se um empréstimo não será uma opção válida para o futuro do jogador. Não se trata de "desistir" do jogador, antes pelo contrário. Tanto talento em tão jovem idade não podem correr o risco de ficar mais um ano sem real competição.

Existe sempre o argumento de que a época é longa, com múltiplas competições e que não faltarão oportunidades e necessidades para a utilização do Gonzalo Plata, mas duvido que uma utilização intermitente ou condicionada a rotação dos habituais titulares seja o mais indicado para o perfil do jogador em causa.

Parece quase uma "heresia" que perante um jogador com tanto potencial se pense desta forma, mas um empréstimo (sem opção de compra!) pode, nesta fase, ser a melhor opção para o futuro do Gonzalo Plata e do Sporting. Eu que sempre fui contra esta ideia!

publicado às 03:03

Esgaio, até onde deve ir o Sporting?

Leão do Norte, em 13.06.21

Parece ser evidente que a aquisição do lateral direito Ricardo Esgaio é um desejo por parte de Rúben Amorim e que a administração do Sporting está a desenvolver diversos esforços para satisfazer as pretensões do seu técnico. No entanto, também circulam notícias sobre a intransigência do SC Braga, nomeadamente do seu presidente, em concordar com a saída do jogador pelos valores que o Sporting estará na disposição de oferecer.

Segundo notícias vindas a público, António Salvador estará a avaliar o passe de Ricardo Esgaio em 10 milhões de euros e, uma vez que o Sporting detém 20% do passe do jogador, a sua contratação implicaria um custo de 8M€.

19624318_fFMSa.jpeg

É incontestável que a equipa necessita de uma alternativa sólida a Pedro Porro e que a realidade competitiva da próxima temporada exigirá mais e melhores soluções ao nível do plantel. Para além disso estamos a falar de um jogador com formação no Clube, habituado ao futebol português e cujas características e qualidades parecem agradar ao treinador. Contudo, e salvo imponderáveis de mercado ou clínicos, convém não esquecer que tratar-se-á de uma solução alternativa ao habitual titular e que o Sporting necessita de manter liquidez para reforçar outras posições.

Deverá o Sporting investir esse valor, mais ainda sabendo-se a especificidade negocial e a animosidade que esse presidente tem para com o Sporting Clube de Portugal? Se não, qual deve ser o valor limite para o Sporting contratar Ricardo Esgaio?

Sou da opinião que o Sporting, dadas as circunstâncias do negócio e do próprio jogador, não deve pagar o valor que estará a ser exigido pelo SC Braga. Sem prejuízo de procurar alternativas no mercado, pode, e deve, manter alguma pressão negocial e os falados 5/6 milhões de euros que eventualmente o Sporting estará na disposição de oferecer parecem-me bastante razoáveis. Até porque duvido muito que o presidente adversário, nas actuais circunstâncias do mercado, consiga realizar, com qualquer outro clube que não o Sporting, o negócio nas condições que exige.

Convém é não transformar está contratação em mais uma novela com protagonistas do Minho a Lisboa.

P.S.: Por mera coincidência, Record noticia hoje que o Sporting "subiu" a proposta para 5 milhões de euros, mas que o SC Braga "só baixa" até aos 6 milhões.

publicado às 04:49

Rafael Camacho, um caso (muito) particular

Leão do Norte, em 11.06.21

Há poucos dias, aqui no Camarote Leonino, a situação dos emprestados/excedentários do Sporting foi debatida e, de entre as diversas situações, há uma que, na minha perspectiva, suscita particular atenção. A de Rafael Camacho.

Na pré-época de 2019 a contratação de Rafael Camacho por parte do Sporting implicou não só um esforço algo significativo do ponto de vista económico, como, desportivamente, constituiu uma aposta na qual se depositavam fundadas esperanças. Infelizmente a sua prestação na época 2019/20 esteve aquém das expectativas geradas, constituindo, para os adeptos, uma das maiores desilusões da época. Como consequência não integrou o plantel em 2020/21.

Rafael-Camacho-Sporting-vs-Belenenses-SAD.jpg

Após um período na equipa B, onde manifestamente não andou motivado, foi, na segunda metade dessa época, emprestado ao Rio Ave. Rapidamente conquistou um lugar na equipa, constituindo-se como uma das principais referências ofensivas e tendo inclusive marcado três golos. Uma lesão na fase final da época afectou a boa prestação que vinha desenvolvendo.

Estando em preparação a época 2021/22 coloca-se uma questão. Como resolver a situação de Rafael Camacho?

É inegável que ainda apresenta alguma imaturidade e lacunas a nível técnico-táctico. Para além destes factos parece não "encaixar" nas ideias e exigências de Rúben Amorim para o desempenho no corredor direito da equipa. Mas sendo ainda bastante jovem (completou 21 anos em Maio) e possuindo potencialidades que lhe são reconhecidas desde os tempos do Liverpool, parece-me prematuro que o Sporting abdique do futuro desportivo deste jogador.

Com contrato até Junho 2024, Rafael Camacho é um dos dossiers que deve merecer maior cuidado por parte da actual estrutura dirigente leonina. Se não existir a possibilidade de venda com um mínimo de rentabilidade económica e uma vez que parece não fazer parte dos planos de Rúben Amorim para a época que se avizinha, o seu empréstimo deve ser cuidadosamente preparado. Será de total interesse e conveniência que o Clube (e até o treinador) tenham a capacidade para o ajudar a "crescer", nomeadamente nas lacunas e imaturidade que evidencia.

Na minha opinião, este futebolista tem "demasiado" potencial para, tão prematuramente, o Sporting prescindir dele.

publicado às 04:34

Na sombra do sucesso. Os outros heróis.

Leão do Norte, em 30.05.21

Ao nível da equipa do Sporting, Rúben Amorim, Coates, Palhinha, Pote… foram os rostos mais visíveis e mediáticos do extraordinário sucesso desportivo atingido nesta época. No entanto, sem prejuízo da natural maior relevância dada a alguns dos seus intervenientes, o sucesso desportivo da equipa do Sporting assentou no seu espírito colectivo, na sua união, na sua força como grupo.

Para que tal ocorresse também foi importante o contributo de quem, na sombra do sucesso de alguns, desempenhou um papel essencial e crucial na tarefa de construção de um coeso e fantástico grupo. É de inteira justiça recordá-los e prestar-lhes o merecido tributo pela sua enorme importância no título conquistado. De entre várias possibilidades destacam-se aqui quatro exemplos. 

190020678_10157737285176555_626163632935272832_n.j

LUÍS MAXIMIANO

Quando se é um jovem valor, de potencial reconhecidamente elevado, e se conquistou a titularidade numa equipa como a do Sporting, não é fácil fazer um retrocesso e passar a ser a alternativa. Max, para além de ter correspondido quando foi chamado à titularidade, soube aceitar a opção tomada em favor de Adán, nunca sendo um foco de instabilidade e contribuindo para a relação saudável no grupo dos guarda-redes. O seu futuro desportivo certamente será brilhante e esta experiência também contribuirá para isso.

LUÍS NETO

É comum falar-se, diga-se com alguma propriedade, das insuficiências e limitações do Luís Neto, mas em momento algum se pode ignorar, ou questionar, o seu perfil ao nível da liderança, a sua entrega e o papel extremamente importante que teve na criação do forte espírito de grupo. Foi um dos “faróis” que guiou os jovens no caminho do sucesso.

JOÃO PEREIRA

Em final de carreira "aceitou” fazer meia época, em trânsito para uma carreira técnica, como mentor de jovens valores. Acabou por ter uma importância desportiva superior ao inicialmente esperado e rapidamente tornou-se numa voz ouvida e respeitada no seio do grupo. A braçadeira de capitão no jogo com o Benfica foi o reconhecimento público que Rúben Amorim lhe prestou, pela dedicação e importância no grupo.

ANTUNES

Dada a sua maturidade e vasta experiência foi contratado essencialmente com a função de apoiar o desenvolvimento do Nuno Mendes, sendo mais um exemplo de que o seu papel na equipa ultrapassou em muito essa função. Durante os jogos, no banco de suplentes, era um dos mais interventivos no incentivo aos colegas e era vê-lo a vibrar com os sucessos da equipa. Em termos do rendimento desportivo correspondeu ao solicitado, nomeadamente na Madeira, no confronto com o Marítimo, tendo sido uma peça importante numa vitória significativa. A braçadeira de capitão no último jogo do campeonato foi um justo prémio.

O sucesso de uma equipa está muito para além da exclusiva soma do potencial técnico dos seus jogadores. Em boa altura, contrariamente a ocasiões no passado, o Sporting, através de Rúben Amorim e da sua estrutura directiva, o percebeu.

A união, a força e a crença são deveras fundamentais no espírito e no sucesso de um grupo de trabalho, devendo a sua construção assentar especificamente num padrão em que a utilização das qualidades de todos os intervenientes, mesmo dos que não tenham muitos argumentos técnicos, é uma realidade. Até porque, na maioria das ocasiões, são eles que colocam os interesses do colectivo acima das ambições pessoais.

Também a eles, através destes quatro exemplos, é justo prestar o tributo pelo mérito que possuem nesta época fantástica.

publicado às 03:05

O médico, o paciente, a doença e a cura...

Leão do Norte, em 23.05.21

Apesar de viver tempos de euforia, a memória de acontecimentos passados e uma curiosa associação de ideias recordou-me a importância de termos um médico à "disposição".

O aparecimento de doenças ou de alterações no estado de saúde é, ao longo da vida, quase uma inevitabilidade. É nesses acontecimentos que os serviços de um médico, muitas vezes personalizando uma equipa, podem ser realmente essenciais. Se porventura o médico for "generalista" e "dominar" diversas especialidades os resultados podem ainda ser mais satisfatórios.

Devido à acumulação de erros próprios ou por acção de "agressões" externas podemos ser "fustigados" por uma doença que nos abala e que coloca muito do que julgamos adquirido em causa. É o momento de canalizarmos todas as nossas energias para esse "combate" e a presença de um médico, acompanhado pela sua equipa, torna-se essencial.

O diagnóstico de uma doença pode não ser fácil de realizar, especialmente se no paciente existirem factores endógenos que conduzam a permanente dano e conflitualidade. Esta dificuldade diagnóstica leva a um penoso atraso na instituição da terapêutica. Mesmo após o diagnóstico correctamente efectuado, definir a terapêutica correcta pode ser uma etapa ainda mais complicada e implicar escolhas iniciais pouco eficazes. 

Qualquer tratamento, para além do desejável efeito benéfico, apresenta um conjunto de riscos e custos associados. Estabelecer uma relação benefício/risco favorável pode protelar o início do tratamento e atrasar a percepção do desejado benefício, mas é essencial para a escolha correcta.

Existirão sempre situações em que o paciente poderá não ter as condições, nem o tempo necessário, para essa espera. Poderá o médico também não ter a capacidade para definir a orientação terapêutica correcta. Poderá ainda existir uma pressão externa, ao doente e ao médico, que muito dificulte esse processo. Mas, mesmo podendo haver indicadores iniciais contrários, se existir competência do médico (e da sua equipa) e a necessária confiança por parte do paciente, o sucesso terapêutico terá elevada probabilidade de ocorrer.

E nessa altura, após um difícil e muitas vezes penoso percurso, obter-se-à a desejada cura, com plena satisfação do paciente e dos que mais directamente a ele estão ligados. Serão eles os que mais devem exteriorizar o seu contentamento.

Ao médico compete um comportamento de maior recato e, sem prejuízo de uma satisfação com o trabalho realizado, a sua "celebração" no sucesso alcançado deve ser mais íntima. No fundo, ele e a sua equipa, cumpriram a sua "obrigação" e devem direccionar energias para o próximo episódio que possa afectar a saúde do paciente. É que a saúde é um estado transitório sempre à espera de um episódio que a afecte.

"Alargando", metaforicamente, as definições de médico, de paciente e de doença podemos encontrar situações de "cura" muito para além de actos exclusivamente médicos. Seja na nossa família, na nossa empresa ou no nosso Clube. Até porque todos nos lembramos de um médico.

publicado às 04:03

Na baliza está uma das bases do sucesso

Leão do Norte, em 18.04.21

Há algum tempo que este post estava preparado, mas pelo ambiente e pela realidade que, recentemente, envolveu o Sporting CP, não achei muito oportuna a sua publicação. A feliz coincidência da excelente exibição do Antonio Adán contra o Farense veio tornar a sua publicação uma "obrigatoriedade".

Ao longo de uma temporada, um guarda-redes de futebol pode evitar tantos golos, com clara tradução significativa em pontos, que tornam a sua posição imprescindível em equipas com elevadas aspirações competitivas. Habitualmente, não têm a mesma fama e o proveito (a nível monetário) dos jogadores de campo, nem a sua valorização comercial, mas são tão, ou mais, importantes que eles.

Eqwlp6MXMAE1n-B.jpg

Esta época, na baliza do Sporting, Antonio Adán tem sido o reflexo dessa realidade e, se nos lembra-mos da importância de Peter Schmeichel na conquista do título de 1999/2000, percebemos não só o alcance, como o acerto, da sua contratação.

Apesar de todo o talento, capacidades e qualidades que um jovem guarda-redes pode ter, a especificidade de um clube que luta por títulos, exige outras características, as quais serão decisivas nas contas finais. A experiência acumulada, ao longo de anos, em clubes de topo, sempre habituados a conquistar títulos, permite aos guarda-redes adquirirem a confiança, a imprescindível segurança, a leitura de jogo e a capacidade para orientarem os colegas de equipa, aspectos que são fundamentais para um clube com aspirações.

Num clube como o Sporting a exigência para com o guarda-redes é enorme e não se esgota nas suas qualidades técnicas, por mais elevadas que elas sejam. Habitualmente, e por jogo, não fará muitas defesas, mas terá inevitavelmente uma constante pressão psicológica de não poder falhar. Qualquer erro ou falha pode ser fatal para a equipa.

Antonio Adán, para além das evidentes qualidades técnicas, tem vindo a provar possuir essas outras importantes características necessárias ao sucesso da equipa e, através disso, tem conseguido transmitir à própria equipa e aos adeptos a confiança necessária. Como exemplo recordo os jogos contra o Braga, Boavista, Portimonense, Santa Clara, Guimarães e recentemente o Farense, onde, e apesar de não ter sido submetido a intenso trabalho, efectuou defesas cruciais, que foram decisivas para as vitórias da equipa. Viu até ser-lhe dado o reconhecimento individual, traduzido nos vários prémios de melhor guarda-redes do mês da Liga.

No futebol a posição de guarda-redes não pode, nem deve, ser subavaliada e congratulo quem, na preparação da presente época do Sporting, teve a lucidez não só para o perceber, como a coragem para o efectuar.

Adán no presente e outros grandes nomes no passado assim o demonstram.

publicado às 05:49

O sucesso volta a passar por Alcochete

Leão do Norte, em 28.03.21

A "prematuridade" da estreia de Dário Essugo na equipa principal do Sporting atingiu uma tal notoriedade que colocou, definitivamente, a aposta na formação no centro da realidade leonina.

O Sporting Clube de Portugal sempre foi considerado um clube de excelência ao nível da formação futebolística, como comprovam os inúmeros talentos gerados no seu historial, ainda que, ao longo dos anos, tenha passado por períodos de intermitência nessa formação e algum subaproveitamento desses valores.

senhoras-e-senhores-dario-essugo-e-o-mais-novo-de-

A essência de sucesso da formação desportiva deve assentar em três pilares fundamentais: prospecção, condições de trabalho e oportunidades. Infelizmente, durante um período considerável, o "abandono" desses pilares condicionou esse sucesso na formação do clube leonino.

Nesse período, ao nível da prospecção, que num clube com a dimensão do Sporting deve ser de âmbito global e o mais abrangente possível, o nosso Clube foi ultrapassado pelos dois rivais (Porto e Benfica) e na região norte do país clubes como o Braga e mesmo o Vitória de Guimarães tornaram-se mais influentes. Alguns desses clubes chegaram a recrutar no Sporting os recursos humanos com que dinamizaram as suas estruturas de "scouting" e formação.

Foram tornadas públicas deficiências na manutenção das infra-estruturas e na melhoria das condições para o desenvolvimento dos atletas, o que condicionou negativamente esse desenvolvimento e o seu rendimento. As consequentes oportunidades ao nível da equipa principal foram escassas e inconstantes, fosse pela diminuição do talento disponível, fosse pela fraca aposta, por parte da equipa técnica, nos jovens formados na academia, muitas vezes em detrimento de jogadores com qualidade duvidosa e nitidamente inferior.

É com descomunal agrado que actualmente se constata, cumprindo uma promessa inicial e corporizando o projecto desportivo, que a actual Direcção apostou fortemente no reforço desses pilares de sucesso para a formação.

Para além do forte investimento nas condições físicas da academia e na metodologia de treino é rara a semana em que não assistimos à renovação de um jovem valor da formação, o que comprova a atenção dada ao percurso dos jovens e à sua estabilidade. Auscultando os intervenientes no terreno é fácil constatar o "regresso", a nível nacional, por parte do Sporting, à identificação, acompanhamento e contratação de jovens valores, que pelo país fora são continuamente gerados. Como complemento ideal para o sucesso deste projecto temos a competência e a coragem de uma equipa técnica que, com a sua aposta convicta nos jovens da formação, fornece-lhes as oportunidades necessárias para demonstrarem o seu potencial.

Dário Essugo conquistou os "holofotes da fama", mas Nuno Mendes (já internacional A), Gonçalo Inácio e Tiago Tomás são habituais titulares da equipa principal e importantes peças no seu sucesso actual. Se a estes juntarmos as utilizações frequentes de Matheus Nunes e Daniel Bragança, as apostas já feitas em Eduardo Quaresma e Joelson Fernandes e as chamadas constantes de muitos outros jovens aos trabalhos da equipa principal, comprovamos que a aposta na formação está no caminho do sucesso e o reforço dos seus pilares essenciais foi decisivo para estes resultados. 

Apostar na formação em nome do "ADN Sporting" não pode ser um "cliché" ou uma mera promoção comercial, mas sim criar as condições para o seu sucesso, pois esse é o caminho correcto para tornar o Sporting um clube sustentável e sustentado por títulos.

publicado às 03:04

Reconhece-se que estamos ainda muito longe do objectivo final, mas é inevitável que a vasta maioria de sportinguistas comece a olhar para o que resta do campeonato 2020/21 com uma atitude de prognóstico, associada a alguma ansiedade.

Todos os jogos podem ser complicados e, como amiúde se refere, o próximo jogo é sempre o mais importante e o mais complicado. No entanto, podemos sempre estabelecer, a nível teórico, uma gradação dessa dificuldade.

Contra aquilo que me é habitual, vou procurar estabelecer, com base apenas em teoria e à data actual, uma avaliação/reflexão sobre o que os restantes jogos podem implicar para o Sporting, a nível de dificuldade.

Para melhor poder objectivar esta nossa avaliação, estabeleci uma simples escala, de 1 a 5, sendo o 1 atribuído aos jogos teoricamente menos complicados e 5 aos mais complicados. A avaliação dos jogos será feita pela ordem natural do calendário.

TONDELA (Fora) - 2 - Esta época o Tondela revela ser uma das equipas mais frágeis do campeonato. No entanto a jogar em sua casa tem obtido bons resultados e é um local onde o Sporting várias vezes experimentou dificuldades.

V. GUIMARÃES (Casa) - 3 - O V. Guimarães é das equipas com melhores resultados na condição de visitante (melhores mesmo do que a jogar em casa), essencialmente porque tem jogadores rápidos, tecnicamente dotados e que jogam muitíssimo bem em transição explorando o espaço dado pelos adversários. Podem colocar problemas sérios ao Sporting.

MOREIRENSE (Fora) - 3 - Jogar em Moreira de Cónegos nunca é fácil, especialmente pela forma aguerrida como o Moreirense joga e, particularmente, defende.

FAMALICÃO (Casa) - 2 - O Famalicão está muito abaixo da prestação da época passada, mas não deixa de ter um grupo de jogadores de talento que a qualquer momento podem complicar. Para além disso poderá significar o reencontro com Silas.

FARENSE (Fora) - 4 - Prevejo este como um dos jogos mais complicados. O Farense, além de defender bem, utiliza o factor casa, nomeadamente as características do São Luís, para dificultar ainda mais a tarefa dos adversários.

BELENENSES SAD (Casa) - 2 - A dificuldade deste jogo vai estar no "estilo Petit"... jogo defensivo e físico no limite.

SC BRAGA (Fora) - 5 - Um dos principais adversários. Muito forte a jogar em casa e com variadas soluções. Jogo de dificuldade máxima e que pode definir muita coisa.

NACIONAL (Casa) - 1 - A dificuldade inerente a este jogo vai estar muito ligada à forma com sairmos da jornada anterior. Como espero que saiamos fortalecidos, atribuí o 1. Que seja o início da contagem final.

RIO AVE (Fora) - 4 - Outra equipa que coloca muitas dificuldades aos grandes a jogar em sua casa, especialmente pela forma como gosta de jogar, e tem jogadores para isso, em transição e a explorar os espaços. Espero que saiamos de lá como em 2000... em euforia.

BOAVISTA (Casa) - 2 - Optei pelo 2 face à realidade actual, mas, dependendo da posição aflitiva do Boavista nesse momento, o jogo pode ter um grau de dificuldade mais elevado.

BENFICA (Fora) - 5 - Este jogo até pode não vir a ter um carácter decisivo para as contas do campeonato, mas o dérbi lisboeta é sempre um jogo de dificuldade máxima para as duas equipas.

MARÍTIMO (Casa) - 1 - Esperemos que seja a merecida consagração.

O futebol é o momento e qualquer avaliação antecipada é sempre subjectiva e poderá ser alterada pela realidade quando chegar esse momento. Uma avaliação prévia da dificuldade de um jogo, imposta por determinado adversário, pode ser alterada pelas condicionantes existentes nessa altura, como sejam a sua posição na tabela classificativa ou as incidências do próprio jogo (expulsões, golos precoces...). Isto para além da forma como o decorrer das jornadas vai influindo nas seguintes.

No entanto decidi aventurar-me nesta avaliação, através de uma gradação objectiva, para, a esta distância, caracterizar o mais objectivamente possível o que resta do percurso do Sporting rumo ao sucesso, sabendo que tal "aventura" engloba de algum modo algo de futurologia, que a realidade pode desmentir, e que, por cada pessoa que o faça, teremos muito provavelmente avaliações diferentes.

Mas esta é a vantagem de uma boa e interessante discussão.

publicado às 03:18

Comentar

Para comentar, o leitor necessita de se identificar através do seu nome ou de um pseudónimo.




Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Taça das Taças 1963-64



Pesquisar

  Pesquisar no Blog



Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2016
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2015
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2014
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2013
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2012
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D




Cristiano Ronaldo


subscrever feeds