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Se há equipa que ao longo do Campeonato Nacional foi muito superior aos adversários, com uma qualidade futebolística incomparavelmente superior, essa equipa só pode ser a do Sporting CP. Nesta indesmentível realidade, o título de Campeão Nacional é o corolário de uma merecida conquista. Com uma expressão tão grata a outros, podemos dizer que foi "limpinho"!

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Apesar de todas as evidências, reconhecidas por uma vasta maioria, há uma corrente de opinião que tem vindo a tentar lançar uma "nuvem" sobre esta conquista. Travestidos de desportivismo com o conceito inicial do "Sporting ser um justo campeão", um grupo de "opinadores", afectos aos adversários, complementa esse conceito com a frase "mas com ajudas iniciais", no sentido de desvalorizar o inegável mérito e a justeza desta conquista.

Ajudas iniciais?

Um lance mal ajuizado no segundo jogo do campeonato contra o Casa Pia, que resultou num golo do Sporting, parece indiscutível. Com um critério de "boa vontade" podemos incluir os lances no jogo com o Farense em Faro. Mas e o restante do campeonato?

Podemos enumerar diversos outros lances com um juízo arbitral que prejudicou muito o Sporting. A começar por esse mesmo jogo com o Casa Pia, continuando pelos jogos em Braga, na Luz, em Guimarães, em Vila do Conde, só para referir os que retiraram pontos ao Sporting.

Num campeonato com uma mais que evidente supremacia da equipa leonina, lançar esta justificação sobre o vencedor é, para além de um acto de má fé, cair no ridículo.

publicado às 06:03

Quem se apercebeu?

Leão do Norte, em 02.05.24

Que Gyökeres é, do ponto de vista competitivo, um "monstro", já todos nós sabemos. Mas, para além de inigualável, essa apetência competitiva parece ser insaciável.

No recente jogo contra o FC das Antas, após marcar o segundo golo, muito perto do final e estabelecendo um "impensável" resultado face ao desenrolar do próprio jogo, Gyökeres não se deteve em qualquer festejo. Pegou rapidamente na bola e correu com ela para o centro do terreno no sentido de reatar o jogo o mais rapidamente possível, motivando, ao mesmo tempo, os colegas de equipa para a obtenção de mais golos.

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Face às incidências deste jogo, a esmagadora maioria dos jogadores, compreensivelmente, teria aproveitado este golo para uma celebração efusiva e demorada, mas o Gyökeres não se deu por satisfeito com um "simples" empate e rapidamente focou-se na vitória.

No mediatismo do momento, este comportamento do jogador sueco muito pouco, ou nada, foi destacado. Mas convém destacá-lo pois é deste inesgotável espírito competitivo e desta insaciável fome de vitória que muito tem beneficiado o Sporting CP ao longo desta época. E quão fundamental ele tem sido na caminhada para a conquista do título de Campeão Nacional.

E esta é só mais uma das qualidades que fazem de Viktor Gyökeres um enorme fenómeno desportivo.

publicado às 02:33

O jogador é ele e suas circunstâncias

Leão do Norte, em 14.04.24

O filósofo José Ortega y Gasset disse "Eu sou eu e minha circunstância".

A realidade desportiva dos jogadores de futebol também está relacionada com o jogador em si e as circunstâncias que o rodeiam. Na actual equipa principal do Sporting CP os jogadores Francisco Trincão e Eduardo Quaresma personificam essa realidade.

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Francisco Trincão atravessou períodos bastante complicados no Sporting. Dotado de um talento deveras excepcional, não conseguiu que esses seus vincados dotes se traduzissem no desejável rendimento desportivo, originando impaciência e insatisfação na maioria dos adeptos, que acabaram por o centralizar como um "objecto" de crítica preferencial. Vítima de dilatados bloqueios, essencialmente de ordem emocional, Trincão foi-se "afundando" na produção desportiva.

Um conjunto de circunstâncias, como a grande crença do treinador, as lesões e desgaste de colegas de equipa, o próprio rendimento desportivo da equipa, reforçaram a confiança de Trincão em si mesmo, transformando-o no jogador que, actualmente, explana em campo toda a sua qualidade, é vincadamente determinante para a produção global da equipa e é um dos preferidos para os adeptos. Até o regresso à Selecção Nacional conseguiu.

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Eduardo Quaresma passou de uma grande esperança da formação a um jogador imaturo, instável e sem qualidade para poder integrar o plantel da principal equipa do Sporting CP. Os insucessos verificados nos sucessivos empréstimos vieram agravar essa realidade.

Perante a deprimente desilusão de afastamento em definitivo do Sporting CP, uma feliz circunstância, traduzida numa inesperada chamada à titularidade num jogo de exigência máxima, transformou toda a sua realidade. Uma excelente exibição devolveu a confiança ao Eduardo Quaresma e aos adeptos nas suas qualidades, sendo, actualmente, um jogador completamente integrado na rotação funcional da equipa, com prestações desportivas positivas e uma esperança para os adeptos. As suas circunstâncias mudaram, e mudaram-no, completamente.

Sem pretender generalizar, estes dois exemplos revelam como a realidade do futebol não se expressa a simples "preto" e "branco", nem numa estanque avaliação de bons e maus. A prestação dos jogadores é de tal forma influenciada pelas circunstâncias que os rodeiam que a avaliação deles efectuada nunca pode ser um resultado final.

Convém que os adeptos do Sporting atentem nesta realidade. Até porque eles influenciam muitas dessas circunstâncias.

publicado às 03:04

As lágrimas de Pote

Leão do Norte, em 17.03.24

A explosão emocional que Pote teve no jogo da Liga Europa com a Atalanta, revelou o nível de pressão a que um jogador profissional está sujeito e como é impossível controlar todas as manifestações dessa pressão.

Ao sentir a existência de uma lesão e perante o cenário real da impossibilidade de dar o seu contributo à equipa numa fase muito crucial da época, bem como a ausência de uma convocatória da Selecção Nacional que pode ser decisiva para a presença no Europeu 2024, o jogador do Sporting CP não se conteve emocionalmente e, mais do que festejar um golo, "banhou-se" em lágrimas perante o mundo.

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Tidos como super-heróis e de todo imunes a este tipo de comportamentos, este episódio demonstra esclarecidamente que os jogadores de futebol altamente profissionais, mesmo os mais "insuspeitos", também podem ter os comportamentos do cidadão comum, quando sujeitos à alta pressão da actividade laboral. Uns mais do que outros, com uns a reagirem algo melhor do que outros, mas todos os jogadores de futebol sofrem com esta pressão e ela, em determinado momento, os pode condicionar.

Seria bom que os adeptos tivessem esta realidade em conta na análise crítica que fazem do rendimento dos atletas. Os muito elevados valores monetários que auferem, as condições laborais de excelência ou a realidade idílica que vivem, não os tornam imunes ao aspecto emocional da natureza humana, nem aos comportamentos daí decorrentes.

Não se trata de modo algum de isentar os atletas profissionais das suas responsabilidades, nem justificar os seus insucessos desportivos. Trata-se sim de perceber que, mesmo numa profissão de realização pessoal bem superior à do cidadão comum, com terapias próprias para lidar com a elevada pressão, também coexiste um lado emocional incontrolável que afecta o comportamento e, em alguns atletas, pode afectar o seu rendimento.

publicado às 02:49

Música para os ouvidos

Leão do Norte, em 10.03.24

Recentemente temos ouvido e lido declarações de jornalistas, analistas, comentadores e até ex-jogadores, a afirmarem que o Sporting tem "via aberta" para o título de campeão nacional e que a actual responsabilidade do Clube leonino está em não o perder.

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Não nos iludamos. A maioria destes oportunos "opinadores" não aparece para elogiar o nosso Clube, nem se expressa de acordo com o seu pensamento. É uma estratégia que visa "adormecer" o universo leonino em relação às reais actuais dificuldades que se colocam, libertando simultaneamente os nossos adversários da pressão que actualmente sofrem.

Convém lembrar a forma como o Benfica (não) jogou durante alguns períodos da primeira volta e, apesar da gritante diferença de rendimento, manteve-se "colado" ao Sporting CP. Se não continuar na Liga Europa, é de prever um total investimento do clube da Luz no que resta para disputar no Campeonato Nacional. E sabendo-se os "trunfos" que pode utilizar...

E temos o FC das Antas. Para este clube uma qualquer vitória sobre o Benfica é um tónico revigorante. Por 5-0 foi um "boost" completo que fez renascer as esperanças na conquista do título. Só quem não acompanhou o futebol nas últimas décadas é que pode excluir os das Antas da luta pelo campeonato. Têm um notório e ensombrado arsenal de argumentos para efectuarem a recuperação e se, como é o mais provável, forem afastados da Liga dos Campeões, mais focados estarão.

O Sporting CP, por mérito próprio, está num contexto favorável para conquistar o título de campeão nacional, mas ainda há um longo, e árduo, caminho para lá chegar. Não podemos deixar que discursos facciosos, com um conteúdo facilitista e de realidade consumada, nos embalem. São música para os nossos ouvidos, mas com o intuito de nos adormecer.

publicado às 03:35

Uma estranha generosidade

Leão do Norte, em 18.02.24

César Boaventura foi condenado por crimes de corrupção activa no desporto, provando-se o aliciamento a jogadores do Rio Ave no sentido de facilitarem no jogo contra o Benfica na época 2015/16.

O Tribunal deu como provada a existência de uma relação próxima entre o referido agente de jogadores e Luís Filipe Vieira, tanto pessoal como profissionalmente.

O Ministério Público, em Março de 2023, ilibou a Benfica SAD por não existirem indícios suficientes de que César Boaventura, não pertencente à estrutura da referida SAD, tenha sido mandatado por alguém da liderança da mesma.

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O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol arquivou vários processos relativos a aliciamento a jogadores, tendo também ilibado o SL Benfica de uma possível relação com o dito César Boaventura. Por "simpatia" e "diluição", o mesmo Conselho de Disciplina incluiu o Sporting no comunicado que expressa esta decisão, aludindo a um eventual envolvimento do clube leonino num jogo com o Marítimo.

Abstenho-me de avaliar ou comentar decisões proferidas pelo Tribunal. São soberanas e só há que as acatar. No entanto, é impossível não questionar as motivações que levaram um agente de jogadores, a expensas próprias, a "investir" valores elevados em favor da vitória de uma determinada equipa.

Uma súbita e desmedida paixão clubística?

Um desvario comportamental?

Uma atitude "filantrópica", qualquer que seja o beneficiário?

Uma abundância económica que impulsiona este dispêndio de capital?

Desde as mais pertinentes às mais ridículas, é lícito e necessário colocar diversas questões sobre esta estranha "generosidade" e disponibilidade financeira de César Boaventura, bem como sobre a "inocência" do principal beneficiado com este comportamento.

A "impossibilidade" que os órgãos judiciais ou disciplinares têm em estabelecer o nexo de causalidade entre determinadas acções, não pode de modo algum esconder a existência de prejuízos para terceiros. Muito menos pode afectar a capacidade crítica dos adeptos ou coartar o raciocínio que deve ser efectuado.

P.S.: Apenas a título de curiosidade, já que de mais nada serve, é interessante notar que o juiz referiu a palavra 'Benfica' 64 vezes no acórdão que condenou César Boaventura.

publicado às 09:45

Há quem não se veja ao espelho

Leão do Norte, em 02.01.24

A propósito do recente anúncio da recompra de dívida por parte do Sporting CP, o clube das Antas veio a público, novamente, lançar o tema do perdão de dívida. Alvitrou-se até em comparar valores com receitas provenientes de presenças na Liga dos Campeões.

Para lá da iliteracia financeira, do desconhecimento real dos fundamentos desta operação e do facciosismo clubístico, os "papagaios" deste discurso martelado e bafiento agem de má fé, ignorando os diversos benefícios, no mínimo duvidosos, que usufruíram no passado e que totalizaram dezenas de milhões de euros. Por alguns deles, autarcas e dirigentes do clube foram acusados pelo Ministério Público pelo crime de participação económica.

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Avivemos então a memória malévola com alguns casos, já amplamente difundidos pela comunicação social...

Comecemos pelo polémico, e utilmente complexo, plano de pormenor das Antas, o famoso PPA, ao abrigo do qual a autarquia portuense se dignou a apoiar o clube das Antas com uma comparticipação financeira, na forma de subsídio em "espécie", diga-se terrenos, e que segundo as contas elaboradas pelo Tribunal de Contas, "o valor de alguns dos terrenos foi subavaliado para quase um terço do seu valor comercial". Um relatório da Inspecção-Geral de Finanças também regista uma alegada "ilegalidade" na atribuição dos terrenos ao clube das Antas pelo município.

Recordemos ainda as muito discutidas permutas de terreno entre o município portuense e o clube das Antas que chegaram a ser alvo de uma investigação, e acusação, por parte do Ministério Público. E a notória situação de empresas do grupo portista suportarem a sua actividade com contratos públicos outorgados sem concorrência efectiva?

Na outra margem do pitoresco rio Douro, o clube das Antas não se pode queixar, bem pelo contrário, do tratamento recebido por parte do município gaiense. Um necessário Centro de Estágio em "condições" altamente vantajosas é algo que se rejeite?

Apresentamos apenas alguns dos exemplos de negócios que, convenientemente titulados pelos próprios como "investimentos" ou "oportunidades negociais", foram altamente vantajosos para o clube das Antas ao contrário do que se verificou com os "parceiros" de negócio. Com ou sem consequências criminais, apesar das muitas dúvidas suscitadas, o resultado final traduziu-se sempre em largas dezenas de milhões de euros no mesmo sentido da equação. Largas dezenas essas que também equivalem a múltiplas presenças na Liga dos Campeões.

E são estas... "virgens ofendidas", com este curriculum, que atiram "pedras" a outros clubes?

Com "perdão" ou "adição" seria interessante verificar quem conseguiu "arrecadar" mais milhões. Sejam estes provenientes de bancos, municípios ou outras instituições.

publicado às 02:34

As vergonhosas acções do Pepe

Leão do Norte, em 21.12.23

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Quando, escandalosamente, o seu clube tenta promover o discurso que ele foi uma vítima no passado clássico, convém avivar a memória e ilustrar, em vídeo, o recheado curriculum que ostenta este "modelo" de jogador.

Tão fastidiosa se tornaria a visualização do vasto curriculum, que apenas são apresentadas algumas acções.

publicado às 05:03

Dúvidas para a época (4)

Chegou a hora de Fresneda?

Leão do Norte, em 04.10.23

No esquema de jogo de Rúben Amorim os laterais são fundamentais ao nível da estratégia ofensiva. Funcionando como verdadeiros alas, têm especial intervenção no desmontar da estratégia defensiva dos adversários, especialmente através de cruzamentos, combinações ou desmarcações.

Se na lateral esquerda Nuno Santos corresponde às exigências da posição, na lateral direita Ricardo Esgaio e Geny Catamo ficam muito aquém dessas exigências. O primeiro apresenta notórias limitações ofensivas, especialmente nos cruzamentos e combinações em tabela, e o segundo, para além de uma génese com "formação" ofensiva, pela utilização predominante do pé esquerdo tem um raio de acção mais limitado.

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Neste sentido é licito questionar se Iván Fresneda já é uma solução alternativa.

Ao jogador espanhol é reconhecido enorme potencial e prognosticado brilhante futuro. Não terá a explosão ofensiva de Pedro Porro mas é, inegavelmente, um lateral completo, com as qualidades necessárias para corresponder plenamente às exigências da posição de lateral direito no Sporting.

Em contra pode-se argumentar a idade (19 anos recentemente) e o necessário período de adaptação, inclusive Rúben Amorim referiu recentemente essa exacta necessidade, mas trata-se de um jogador que se estreou na equipa sénior aos 17 anos e que na época passada assumiu a titularidade numa equipa da Liga Espanhola. E que idade tinha o Nuno Mendes quando assumiu a titularidade no Sporting?

O treinador do Sporting também justificou a escassa utilização de Iván Fresneda dando o exemplo do que ocorreu com Manuel Ugarte. Compreendendo este raciocínio, mas creio que neste momento a equipa necessita muito mais de uma melhoria na posição do lateral espanhol do que no passado necessitava na posição do jogador uruguaio. As necessidades da equipa parecem-me colocar estas duas apostas em patamares diferentes.

Agora que se avizinham jogos propícios a uma rotação de jogadores (Liga Europa, Taça de Portugal, Taça da Liga) talvez seja a altura ideal para apostar, de um forma constante, na titularidade de Iván Fresneda. Pode ser a solução para a equipa, ofensivamente, não ficar tão limitada e inconstante no corredor lateral direito.

publicado às 03:04

Iván Fresneda vai ser leão!

Leão do Norte, em 27.08.23

Os diários desportivos portugueses estão a reportar que o Sporting CP garantiu, junto do Valladolid, a contratação de Iván Fresneda. A notícia foi inicialmente adiantada pelo jornal espanhol Marca. O jogador era um alvo para a ala direita da equipa.

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Ao que consta, a SAD vai pagar um valor fixo de 9 milhões de euros acrescidos de mais 2 milhões de euros em objectivos. O Sporting garante ainda ao Valladolid 10% de uma futura venda pela jovem promessa.

O lateral espanhol é esperado hoje em Lisboa, para entretanto realizar os exames médicos e assinar um contrato que será válido por cinco temporadas, com uma cláusula de rescisão nunca inferior a 60 milhões de euros, tornando-se assim no próximo reforço do Sporting e colmatando uma das lacunas do plantel.

P.S.: Apesar destas novidades, Rúben Amorim limitou-se a comentar: "Ainda ninguém o apresentou, portanto ainda não é jogador do Sporting. Depois farei essa avaliação, se for jogador do Sporting".

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Em nota separada, mas relevante, José Maria Abril, que orientou Fresneda nos juvenis e nos juniores do Valladolid, afirmou que se trata de um "jovem muito maduro" embora com características bem distintas de Porro... "São jogadores diferentes. Defensivamente, o Fresneda é mais competente, enquanto que Porro é mais intuitivo, mais dinâmico, mais intenso. O Fresneda é mais táctico, interpreta melhor os momentos do jogo. O Porro tem um futebol mais directo, é mais de chegar à linha de fundo. O Fresneda também pode jogar por dentro, mas mais longe da linha, embora tenha capacidade para jogar em várias posições... como já disse, são diferentes".

publicado às 01:05

Dúvidas para a época (3)

Quem, por direito, ocupará a lateral esquerda?

Leão do Norte, em 16.08.23

Não tendo a  discussão mediática da posição "contralateral", a lateral esquerda pode gerar dúvidas e debate em relação à escolha de Rúben Amorim. Essencialmente pela diversidade que as opções disponíveis fornecem.

Matheus Reis, apesar de alguma inconstância recentemente demonstrada, é a opção que oferece maior consistência defensiva, apesar de apresentar algumas limitações nas acções ofensivas. Em contraponto, Nuno Santos é o que mais potencia a projecção ofensiva da equipa, aumentando a sua vulnerabilidade defensiva. Salvo alguma "explosão" inesperada do reforço angolano Pedro Bondo, a escolha de Rúben Amorim para a posição de lateral esquerdo vai centrar-se num destes jogadores.

Dadas as visíveis diferenças entre os dois, é provável que a escolha varie consoante o jogo e as características do adversário mas, até pela necessidade de criar rotinas num onze base, qual deles será maioritariamente escolhido?

Independentemente do apoio que o central que actua pelo lado esquerdo possa dar a esta posição, já todos verificamos a importância, a nível defensivo e ofensivo, que os laterais têm na dinâmica da equipa do Sporting. E a sua escolha tem extrema relevância no rendimento da equipa.

publicado às 03:04

Foi, realmente, um dia especial

Leão do Norte, em 06.08.23

Na Praia da Areia Branca, impulsionados pelo espírito leonino e pela afinidade a esta "casa", decorreu o convívio da notável equipa do Camarote Leonino e de alguns amigos sportinguistas. Vindos de vários pontos do país, e até do estrangeiro, no caso concreto de Julius Coelho, o "esforço" destas deslocações demonstrou o espírito e a genuinidade que caracterizam este blogue.

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Ao primeiro contacto pessoal da grande maioria, seguiu-se uma gratificante partilha de momentos, experiências e conhecimento relacionados com o Sporting CP. Inevitavelmente a realidade do Camarote Leonino foi o "tempero" ideal que condimentou este "apetitoso" almoço. E que tantas histórias de leitores foram recordadas!

Para além da excelente experiência pessoal, esta iniciativa fortaleceu o sentimento comum da equipa do Camarote Leonino para servir e defender o Sporting CP, reforçando a função deste espaço como  "encontro" do universo sportinguista.

Fui um dia especial. Revelador da força que o Sporting CP tem na vida dos seus adeptos.

Ao Rui Gomes, aos participantes e aos leitores, devemos a excelência desta experiência.

P.S.: Na foto... Rui Gomes, Julius Coelho, Nação Valente, Leão do Norte, Jorge Santos, José Rafael Vicente e Afonso Clara.

publicado às 03:04

Rumores do mercado

Leão do Norte, em 31.07.23

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O jornalista da Sky Sports Gianluca di Marzio avançou ontem que o Sporting poderá estar perto de chegar a um acordo com o Lecce para a contratação do médio-defensivo Morten Hjulmand, cujo contrato com o clube italiano termina em 2024, embora haja a opção, por parte do clube, de o renovar por mais um ano.

O jogador dinamarquês chegou ao Lecce em 2020, tendo disputado 95 jogos oficiais até ao momento. Na época passada participou em 36 jogos, 35 como titular, acumulando 3083 minutos de jogo, uma média de 85,6 minutos por jogo, com 5 assistências.

Segundo o Transfermarkt o seu passe está avaliado em 15 milhões de euros.

Estará encontrada a solução da Sporting SAD para a posição "6"?

Vídeo disponível aqui.

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Está a ser noticiado que o Sporting CP ofereceu 12 milhões de euros mais 3 milhões por objectivos, proposta que terá sido aceite pelo Lecce. O contrato do jogador e respectivo salário estará agora a ser negociado.

publicado às 03:00

Dúvidas para a época (2)

Estará na hora de render o capitão?

Leão do Norte, em 18.07.23

À beira de completar 33 anos, com problemas crónicos no joelho direito que aconselham a moderar a sua exigência competitiva e a entrar no último ano do seu contracto, a próxima época poderia ser a da substituição gradual de Sebastián Coates.

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A maturidade de Gonçalo Inácio e a ascensão meteórica de Diomande, que já demonstrou as necessárias qualidades para um "tranquilo" assumir de responsabilidades, fortalecem a realidade desse processo. No entanto, a fragilidade física de St. Juste colocou um travão e reforçou a importância do nosso capitão.

Sebastian Coates sempre foi, ao longo das últimas épocas, um esteio da defesa do Sporting CP, mas o tempo é inexorável e, por mais difícil que pareça, a sua substituição tem de ser preparada e efectuada. A menos que uma qualquer proposta vinda das arábias resolva, de forma abrupta, o processo, as condições e condicionantes do actual plantel do Sporting CP parecem interferir na desejada transição, obrigando o jogador uruguaio a mais uma época de pleno esforço.

Ou, contra as previsões actuais, a sua rendição será mesmo efectuada ao longo da próxima época?

publicado às 03:04

Dúvidas para a época (1)

Mudará o dono da baliza?

Leão do Norte, em 05.07.23

Iniciamos hoje uma nova rubrica do blogue, onde serão colocadas à discussão algumas das principais dúvidas que a temporada agora iniciada pode suscitar. Como na constituição da equipa, iniciamos a discussão pela baliza.

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Inquestionavelmente António Ádan tem sido a aposta de Rúben Amorim, mas acabado de fazer 36 anos, com prestações comprometedoras na última época e a entrar no último ano de contracto, será esta a época para se iniciar uma transição gradual na baliza leonina?

Apesar da idade, da condição contractual e de incompreensíveis lapsos, Adán ainda revela muitos dos dotes que o levaram a ser uma contratação específica para a baliza. Este facto, associado à sua assinalável experiência, pode fazer com que ele continue a ser a aposta mais segura para a baliza do Sporting CP.

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Por outro lado, Franco Israel, que pouco jogou na última época, parece ser a aposta para o futuro da baliza leonina. Reconhecido como um talento, recentemente chamado à selecção do Uruguai, Israel necessita de competir com maior frequência para justificar essa aposta de futuro. Uma prestação esporádica em alguns jogos nas Taças da Liga e de Portugal não asseguram a necessária evolução.

A dúvida é legítima, passa pela ideia dos adeptos, quiçá até do Rúben Amorim, e justifica a questão e a discussão. Esta época, mais ou menos precocemente, haverá mudança no dono da baliza do Sporting CP?

publicado às 05:34

A época em revista. O futuro em análise

Leão do Norte, em 03.06.23

Seja adepto, treinador, jogador ou dirigente, certamente ninguém estará satisfeito com os resultados alcançados pela equipa de futebol do Sporting CP nesta época desportiva, sendo evidente que estes não corresponderam, minimamente, às expectativas iniciais.

Esta exposição, necessariamente extensa, sequencia acontecimentos ocorridos ao longo da época agora terminada, não se eximindo a uma análise necessária. Ressalva-se desde já que é sempre mais fácil avaliar, analisar ou criticar à posteriori.

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A pré-época

Fase importante para o decorrer da época dos clubes, podemos afirmar que a pré-época do Sporting teve influência decisiva no decorrer da época.

Se a saída de Pablo Sarabia era inevitável e a de Palhinha estava preparada pela ascensão de Ugarte, a saída de Matheus Nunes, no aspecto desportivo e temporal, veio a revelar-se nefasta para o desempenho da equipa ao longo da época, em especial na primeira metade. O equilíbrio entre os aspectos desportivo e financeiro desempenhou um papel essencial na opção tomada, mas ela foi de tal modo decisiva e controversa que gerou uma divergência, recentemente recordada por Rúben Amorim, entre a direcção e o treinador.

A constituição do plantel, com a aposta reconhecidamente consciente num grupo curto, com uma dependência excessiva de um só jogador em determinadas posições, revelou-se limitativa e penalizadora ao longo da própria época.

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Primeira parte da época

Definida para esta exposição pelo período até à longa interrupção para o Mundial, pode ser caracterizada pela irregularidade exibicional, traduzida na expressão bipolaridade, da equipa, vindo-se a revelar, de forma negativa, decisiva para as suas aspirações nas duas principais provas nacionais. Foram 14 pontos desperdiçados no Campeonato Nacional (4ª posição já a 12 pontos do 1º lugar) que hipotecaram quase todas as hipóteses de conquistar o título, a que ainda se associa um afastamento da Taça de Portugal logo na 1ª eliminatória disputada. As lesões em jogadores determinantes também contribuíram para a prestação negativa nesta fase da competição.

Em fulcral contraponto com o rendimento nas provas nacionais, a prestação na Liga dos Campeões tem de ser diferenciada como positiva, quer pelas vitórias alcançadas, quer pelo apuramento (um objectivo mínimo) para a Liga Europa. Não é descabido considerar que o afastamento desta prova esteve muito mais relacionado com algumas infelizes prestações individuais do que com um insuficiente rendimento colectivo.

A interrupção para a disputa do Campeonato do Mundo permitiu que a equipa recuperasse a nível físico e competitivo, com prestações convincentes na primeira fase da Taça da Liga.

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Segunda parte da época

Definida como a competição após a interrupção para o Campeonato do Mundo, revelou uma equipa do Sporting bastante diferente, mais assertiva e eficaz a nível competitivo, como ficou bem demonstrado pelos resultados obtidos na segunda volta do Campeonato Nacional. Infelizmente vários objectivos já estavam comprometidos.

A contratação do jovem Diomande no mercado de inverno, associada à recuperação física de Jeremiah St. Juste, permitiu à equipa do Sporting apresentar uma maior consistência defensiva, que se traduziu no rendimento global da equipa.

A prestação da equipa na primeira fase da época tinha comprometido, irremediavelmente, a conquista do título nacional, mas o não apuramento para a Liga dos Campeões agravou ainda mais o cenário. Para a equipa do Sporting CP terminar o Campeonato Nacional no 4º lugar é, a todos os níveis e independentemente de quaisquer factores atenuantes, uma má prestação desportiva, para além de nefasta na perspectiva económica.

Pelo nível exibicional apresentado face a adversários de elevada qualidade, a prestação na Liga Europa tem de ser considerada positiva. No afastamento da prova, considerado quase unanimemente como muitíssimo injusto, destacou-se um dos aspectos que acompanhou e mais impiedosamente caracterizou a equipa ao longo de toda a época, a ineficácia ofensiva. Se a esta constatação associarmos a derrota na final da Taça da Liga, comprovamos esta realidade.

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Análise

Qualquer análise sumária permite concluir que, desportivamente, a época 2022/2023 foi negativa para o Sporting CP. Não foi conquistado qualquer título e a posição alcançada no Campeonato Nacional nem o objectivo mínimo do apuramento para a Liga dos Campeões permitiu conquistar.

Irregularidade, ineficácia, limitação, são palavras que caracterizam a época do Sporting.

Não duvido que os principais responsáveis pelo futebol do Sporting CP saberão detectar e interpretar as razões deste insucesso. Apesar das dificuldades de registo, é expectável que várias venham a ser corrigidas na próxima temporada, nunca esquecendo a vital influência do equilíbrio entre os aspectos desportivos e financeiros. Uma atitude mais pró-activa, já bem manifestada publicamente, parece necessária. Convicções não podem ser obstáculos na lucidez necessária para assumir e corrigir erros.

Externamente é possível percepcionar determinadas realidades. Aumentar a profundidade e o leque de opções do plantel é uma delas. A sua escassez traduziu-se num desgaste global e individual, com afectação do rendimento da equipa. A necessidade de diversificar opções em determinadas posições, nomeadamente a muito preponderante posição de avançado, também mostra ser outra das realidades. Estabilizar o plantel atempadamente, iniciando, logo desde o primeiro dia do campeonato, uma prestação consistentemente vitoriosa, são evidências deixadas pela época desportiva agora terminada.

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Mesmo com resultados desportivos negativos, um aspecto diferencia o actual Sporting do ocorrido ao longo de décadas. A estabilidade. Revoluções ou "implosões" não se colocam e o Clube tem condições de estabilidade, directiva e técnica, para resistir a esses devaneios e, com imprescindíveis ajustes, continuar o rumo traçado. Nem tudo está bem mas o passado já demonstrou que aventuras não são o caminho. A competência e a inteligência de quem comanda a equipa devem motivar a confiança dos adeptos no futuro.

Apoiar, e quando necessário criticar construtivamente, é o decisivo papel dos adeptos para a próxima época. Como ficou demonstrado na conquista do título de campeão nacional em 2020/2021, o sucesso pode estar bem mais perto do que se espera.

E se unirmos forças, mais perto estará!

publicado às 03:35

Um Lobo, um Leão, um grande Campeão

Leão do Norte, em 09.04.23

O espírito de liderança e de sacrifício, a valentia e o compromisso, não se contratam por si só mas são essenciais num plantel. Para felicidade do Sporting CP, Luís Neto é portador de todas estas qualidades.

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Nascido na Póvoa de Varzim, poveiro de gema, Luís Neto encarna o verdadeiro Lobo do Mar. Terra de pescadores, gente sem medo, habituada a encarar e a superar as agruras da vida, são assim conhecidos pela sua coragem, pela sua valentia, pelo seu espírito de luta. Gente que nunca se verga perante as adversidades e que sabe que só com a união e a força de todos se alcança o desejado sucesso. Não importa a tarefa da cada um, o colectivo é que determina o resultado final.

Vivendo em tempos de um perturbante mediatismo, onde predomina o individualismo, o egocentrismo, o brilhantismo assente no individual, ter no Sporting CP um jogador que se caracteriza pelo colectivismo, pelo companheirismo, pelo sacrifício individual em prol do colectivo, não só é um privilégio como uma honra.

Recentemente regressado à competição, após quase meio ano a lutar contra um calvário de lesões, Luís Neto foi alvo de inúmeras manifestações de carinho e da "homenagem" com o prémio de melhor em campo. Se tal fosse necessário, estas manifestações são reveladoras do quão respeitado e admirado é, no Sporting CP e fora dele.

Não é, certamente, o mais virtuoso, o mais tecnicista, o mais mediático jogador do plantel, mas não tenho dúvidas que é dos mais ouvidos, dos mais respeitados, dos mais seguidos. Estes comportamentos definem poucos futebolistas e num Clube onde eles, por norma, estão arredados, o Luís Neto torna-se essencial.

Não sei os planos que possui para esta fase da sua carreira, nem quero entrar na esfera de decisão da estrutura do Sporting CP, mas gostaria de ver o Luís Neto muitos mais anos no Clube. Atrevo-me a dizer que o Sporting será o maior beneficiado desta relação.

Neto,

É um orgulho que envergues a camisola e representes o meu, o nosso (penso que o posso dizer), Sporting.

Ala-arriba, Campeão!

publicado às 03:05

Uma "sugestão" por parte do Ugarte?

Leão do Norte, em 26.03.23

Após o mais recente jogo ao serviço da selecção do Uruguai contra o Japão, Manuel Ugarte proferiu as seguintes declarações:

"A diferença para o que faço no Sporting é que estive um pouco mais solto, com mais liberdade para ir [para a frente]. Troquei de posições com o Mati [Vecino] e o Fede [Valverde]. A grande diferença foi essa, pisei mais a área. No Sporting ocupo-me mais da parte defensiva... Sinto-me cómodo nas duas posições. Jogo há muito tempo como '5', ocupo-me da parte defensiva, por isso leva tempo a adaptar-me a outro papel".

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É um facto que face à constituição e às limitações do actual plantel, Ugarte, na equipa do Sporting, joga exclusivamente como médio defensivo, mais recuado, mas seria de lhe proporcionar a oportunidade de também jogar mais adiantado, mais solto?

Na presente época parece difícil pois implicaria a inversão de posições com o Morita ou uma aposta muito mais consistente em Dário Essugo a "6". No entanto, pressupondo-se a sua continuidade, alargar o raio de acção de Ugarte poderia ser uma hipótese interessante para a próxima época.

Desde que eu acompanho o trajecto do Ugarte, ainda nas selecções jovens do Uruguai, que lhe reconheço qualidades e potencial para jogar como médio ofensivo, com mais chegada à área. Sendo notoriamente extraordinário como médio defensivo, recuperador, tem tanto potencial e qualidade que penso ser redutor utilizá-lo apenas nessa posição.

Não tanto pelo que resta desta época, mas essencialmente pela próxima, seria interessante levar em conta esta "sugestão" do Manuel Ugarte na constituição do próximo plantel. Ter alguém com as características que, em determinados jogos, permitam ao jogador uruguaio subir para terrenos mais adiantados (ou até intercambiar posições durante o próprio jogo), seria uma forma de beneficiar da sua enorme qualidade também nas acções ofensivas, com inegável utilidade para a equipa do Sporting.

Tenho a convicção que o Ugarte não proferiu as declarações por mero acaso. Sem qualquer insatisfação ou pretendendo transmitir algum recado, satisfatoriamente manifestou a ideia que possui características para assumir outras posições. Enquadrado numa variabilidade de soluções que uma equipa da dimensão do Sporting deve possuir, julgo que utilizar esta polivalência de funções do Manuel Ugarte seria benéfico, tanto para o jogador como para a equipa.

publicado às 03:04

No passado nunca tive a mínima predilecção pelo árbitro Manuel Mota, mas nos tempos mais recentes tenho alterado a concepção sobre as suas prestações arbitrais. A forma mais pragmática e coerente como passou a arbitrar tem contribuído, a meu ver, para melhorar o espectáculo nos jogos onde tem intervido.

Serve esta minha introdução para destacar uma atitude por ele tomada recentemente.

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No jogo da jornada entre o Chaves e o Portimonense, Manuel Mota não teve problemas em expulsar o guarda-redes do Chaves, com um segundo cartão amarelo, por perda de tempo na reposição da bola em jogo.

Se não é inédito, é certamente uma raridade que merece ser destacada. Se mais árbitros o fizessem, talvez pudesse terminar a vergonha das constantes perdas de tempo que muitos guarda-redes realizam na reposição da bola em jogo, crentes que o árbitro nunca mostrará o segundo cartão amarelo.

publicado às 03:04

Convém ser Just(o)

Leão do Norte, em 12.03.23

Quando o Rui Gomes, aqui no Camarote Leonino, publicou um post de rumor de mercado sobre a possibilidade de Jeremiah St. Juste ser opção para a equipa principal do Sporting, comentei que, face à sua grande qualidade, seria difícil o nosso Clube ter argumentos para garantir a sua contratação. Conhecia o St. Juste e sabia da sua qualidade.

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Em Julho de 2022, em post aqui publicado, destaquei o início de época bastante azarado do central neerlandês, com uma entorse no tornozelo que implicou perder praticamente toda a preparação de início de época. Por outro lado referi as elevadas expectativas que ele gerava e as condições que inegavelmente possuía para ser um jogador determinante e uma mais valia nesta equipa do Sporting.

Até pela sua "morfofisiologia", St. Juste parece apresentar uma propensão mais elevada que o normal para sofrer lesões, mas tal facto não implica que seja, como muitos adeptos precocemente vaticinaram, um caso perdido. Com a excepção da última temporada na Alemanha (9 jogos), St. Juste, no Mainz 05, no Feyenoord e no Heerenveen, sempre jogou muitos minutos por época e sendo sempre opção regular dos treinadores. Esta época no Sporting tem sido marcada pela intermitência provocada pelas lesões, mas tal não pode estar dissociado do facto de não ter realizado a conveniente pré-época, algo que no seu contexto clínico tem forte implicação na condição física ao longo do ano.

A recém-regularidade competitiva do jogador, associada a uma progressiva melhoria na prestação técnica, revelam que os juízos apressadamente feitos sobre a sua contratação, e até sobre a sua qualidade, foram manifestamente precipitados. É necessário ter confiança e não julgar de forma precipitada a actuação da estrutura directiva do Sporting CP ao nível das contratações. Existem naturais falhas nos processos das contratações, mas a prudência aconselha a que se espere o tempo necessário para poder efectuar uma correcta e completa avaliação. E no Sporting CP somos pródigos em fazer precipitados, e muitas vezes errados, juízos de valor sobre os jogadores.

Apesar do conhecido historial clínico relativamente preenchido, mas que necessita de ser interpretado correctamente, Jeremiah St. Juste tem muitas qualidades e um curriculum desportivo que merece inegável consideração, justificando o investimento substancial que nele foi feito. Adequadamente estabilizado e orientado pelo nosso treinador, confiante nas suas amplas capacidades estará, finalmente, no caminho para ser a ansiada mais valia que o Sporting CP perspectivava e que a aposta efectuada justificava.

NOTA: Na imagem, St. Juste desarma Martinelli após um sprint que chegou aos 37,7 km/h.

publicado às 03:05

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