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Ainda a estabilidade e o rendimento da equipa

Leão do Norte, em 28.12.22

Recentemente destaquei a estabilidade que o Sporting CP tem demonstrado ao seu plantel, sendo, na minha opinião, a recente renovação do contracto de Rúben Amorim até 2026, o expoente máximo dessa estabilidade.

Como factor essencial para o sucesso, a estabilidade aumenta a sua relevância quanto mais dela beneficiem as principais razões para esse sucesso. E Rúben Amorim é, inegavelmente, uma das principais razões para o sucesso do Sporting CP.

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Independentemente dos benefícios que a paragem competitiva, originada pelo Mundial, proporcionou, julgo que o sucesso recente da equipa na Taça da Liga também se deve à estabilidade e à segurança que a mensagem, passada pela renovação do contracto de Rúben Amorim, transmitiu à equipa.

Rúben Amorim é um treinador fortemente considerado pelos seus jogadores e a influência que demonstra no rendimento deles vai muito para além da componente técnica que lhes transmite. A confiança e a segurança que, nos diversos níveis, ele é capaz de transmitir aos seus jogadores, são essenciais para potenciar o rendimento desportivo de diversos deles. Neste contexto, uma despropositada e insistente campanha externa, focada na incerteza do futuro profissional do treinador, pode ter afectado o espírito de alguns jogadores, tendo a renovação contratual de Rúben Amorim proporcionado uma estabilidade e transmitido a confiança que vários deles necessitavam.

As recentes demonstrações de estabilidade, por parte da direcção do Sporting CP, para com o actual plantel, são altamente valorizáveis, especialmente se nos lembrarmos que, ao longo das últimas décadas, a ausência dessa estabilidade contribuiu fortemente para o Clube não atingir o sucesso tão desejado. Não pode ser vista como uma garantia absoluta desse sucesso, mas facilita o caminho para lá chegar.

publicado às 05:19

A dor de cabeça da Selecção Nacional

Leão do Norte, em 27.11.22

A actual Selecção Nacional de futebol apresenta, ao nível do seu talento e da variabilidade de opções, uma dimensão ímpar e poucas vezes vista ao longo da sua história. No entanto, ao vê-la jogar fica a sensação que esse talento não é totalmente traduzido em qualidade de jogo e em consequentes resultados.

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É manifesto que esta Selecção parece apresentar um rendimento inferior ao valor global, individualmente somado, dos seus jogadores. Avaliando esta situação, a responsabilidade de tal resultado tem de ser imputada ao seu selecionador. Seja pelo seu estilo preferencial de jogo, pelas opções discutíveis ou limitações na intervenção ou na tomada das decisões no decorrer do próprio jogo, Fernando Santos coloca os nervos dos portugueses à prova e gera a sua incompreensão.

Há sempre a esperança que a Selecção Nacional, a qualquer jogo, renda de acordo com as expectativas, mas os antecedentes parecem indicar que nos espera mais sofrimento e dores de cabeça, do que júbilo e bem-estar.

P.S.: Dito isto, li um artigo em Tribuna Expresso, no qual o autor escreve esta asserção que só pode agravar a minha dor de cabeça... "Pela primeira vez na era Fernando Santos, Portugal conseguiu gerar entusiasmo para a estreia numa grande prova. (...) Desta vez, havia um plano pensado para potenciar o talento disponível da melhor forma - seja feita essa justiça ao seleccionador".

publicado às 05:34

Em dia de início do 22º Campeonato do Mundo de Futebol uma questão pode ser colocada aos sportinguistas. Que relevância tem a ausência de atletas do Sporting Clube de Portugal nos convocados da Selecção Nacional?

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Sendo certo que os adeptos desejam o destaque dos melhores jogadores do seu clube e que estes os "representem" nas principais competições desportivas, esta particular competição encerra tantas especificidades e incertezas que a ausência, ou presença, poderá implicar, na singular perspectiva de cada clube e muito em especial no caso específico do Sporting cp, avaliações antagónicas.

Não esquecendo que Sporting CP tem jogadores convocados para outras selecções, aqui apenas atendo à realidade da Selecção Nacional.

Com a competição a ser disputada mais ou menos a meio de uma época desportiva, com o plantel do Sporting CP a necessitar de elevar índices físicos e trabalhar aspectos mentais, a ausência de atletas na Seleção Nacional pode proporcionar, a estes, o tempo necessário para uma melhoria da sua condição física, contribuindo, paralelamente, para a equipa consolidar determinados aspectos tácticos e reforçar a confiança no processo desenvolvido pela equipa técnica.

Em sentido oposto, a ausência de atletas neste tipo de competições impede uma potencial valorização "comercial" dos jogadores e, mesmo que de forma indirecta, um aumento da visibilidade do seus clubes. Isto apara além de não se verificar o estímulo motivacional que uma participação destas fornece aos intervenientes.

Critérios de selecção mais ou menos discutíveis, prestações intermitentes de determinados jogadores e anteriores saídas pelo necessário equilíbrio financeiro, colocaram o Sporting CP, pela primeira vez na história, sem representação numa grande competição de futebol, ao nível da Selecção Nacional. Não desvalorizando tal facto, parece notório que o impacto e as respectivas consequências dessa falta de representatividade poderão não ter a habitual linearidade analítica.

O enquadramento competitivo da presente época desportiva, o equilíbrio indispensável entre aspectos colectivos/individuais e a "reintegração" dos jogadores selecionados, são aspectos que muito contribuem para lançar o debate na análise em questão. Tal nunca será consensual, até mais ainda quando as circunstâncias da realização deste Campeonato do Mundo potenciam diversos antagonismos.

publicado às 04:32

A insustentável leveza de um pé!

Leão do Norte, em 19.08.22

No futebol português a aplicação da lei pelas equipas de arbitragem é muito "sui generis" e exemplos não faltam. Recentemente encontrámos mais um.

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Tal como a história do futebol caracterizou um jogador brasileiro como o "Pé de Anjo", os árbitros portugueses certamente atribuem aos jogadores do FC das Antas a característica de "pés de anjo". Não pelo tamanho mas pela "delicadeza" como conseguem interpretar os "pisões" dos jogadores deste clube. A leveza do pé é tal que uma pisadela não só não é interpretada como faltosa, como o jogador que a comete é "vítima" do contacto com o pé do adversário.

No próximo sábado é recomendado que os jogadores do Sporting não coloquem os seus pés de forma a serem pisados pelos pés do adversário. A subtileza de um "pé de anjo" pode encaminhá-los, mais cedo, para o "inferno do balneário".

publicado às 03:04

Qual será o onze inicial da estreia?

Leão do Norte, em 06.08.22

Faltam menos de 48 horas para o primeiro jogo da equipa do Sporting na Liga Portuguesa e os adeptos lançam ideias e palpites sobre as apostas de Rúben Amorim para o onze inicial da estreia. Nesse sentido tecemos aqui algumas considerações e lançamos o debate sobre as possibilidades reais e as eventuais alternativas.

A baliza, por imperiosidade da lesão do Adán, pertencerá a Franco Israel.

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No trio central da defesa será que Rúben Amorim apostará por um opção mais cautelosa com Neto/Coates/Gonçalo Inácio, colocando Matheus Reis na lateral esquerda, ou optará pelo trio Gonçalo Inácio/Coates/ Matheus Reis com Nuno Santos na lateral esquerda?

A primeira opção garante maior segurança defensiva, ao passo que a segunda proporciona maior apoio atacante. Quer utilize, na lateral esquerda, Matheus Reis ou Nuno Santos, o lateral direito será certamente Pedro Porro.

No meio campo reside a grande dúvida lançada pela pré-época. O excelente rendimento de Morita foi suficiente para conquistar a titularidade?

Se Ugarte não estiver fisicamente apto é "pacífico" que Morita ocupará o seu lugar no meio campo, mas se o uruguaio recuperar clínica e atempadamente, é "certo" que entrará nas escolhas iniciais de Rúben Amorim. Nesta última hipótese, só a saída de Matheus Nunes permitirá a titularidade ao jogador japonês. No entanto, parece pouco provável que Rúben Amorim abdique do luso-brasileiro.

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Pote é imprescindível no trio atacante e terá como companhia, muito provavelmente, dois ex-bracarences (Paulinho e Trincão). Colocar Edwards em detrimento de algum destes dois últimos também poderá ser uma opção e a utilização de Nuno Santos no trio atacante não é de descartar totalmente. Do ponto de vista ofensivo, nestes jogos com grau de dificuldade mais elevado, o canhoto da Trofa costuma dar opções e acrescentar variantes ao jogo que são do agrado do técnico.

Rúben Amorim é um treinador que privilegia a estabilidade, com algum conservadorismo nas suas escolhas, pelo que deverá apresentar um onze titular muito próximo do utilizado no último jogo de preparação frente ao Wolverhampton. Mas há sempre margem para alguma surpresa e a "função" do adepto também passa por debater as opções do treinador e tentar "adivinhar" as possíveis surpresas.

Adenda:

A surpresa aconteceu. Na conferência de imprensa de antevisão do jogo, Rúben Amorim anunciou que Adán está na convocatória e que está apto para ir a jogo. Neste contexto é provável que possa ser titular.

O Ugarte também vai ser convocado.

publicado às 05:36

Just... amente à espera de ver o reforço

Leão do Norte, em 27.07.22

Os adeptos do Sporting CP continuam na expectativa face à estreia de Jeremiah St. Juste com a camisola leonina. O início de época azarado do central neerlandês, com uma entorse traumática no tornozelo direito (em nada relacionada com o seu historial clínico prévio), tem atrasado essa estreia.

A expectativa dos adeptos justifica-se não só pelo valor económico da contratação (9,5 M€), mas, essencialmente, pelo jogador ter todas as condições para vir a ser determinante nesta equipa do Sporting, representando uma verdadeira mais valia.

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Dotado de uma velocidade deveras impressionante (chegou a ser considerado o jogador mais rápido da Bundesliga), Jeremiah St. Juste encaixa perfeitamente na defesa subida característica do estilo de jogo praticado por Rúben Amorim, permitindo melhor controlar o espaço deixado livre nas costas dessa defesa. Lembremos as várias dificuldades, e dissabores, que alguns avançados rápidos colocaram à defesa do Sporting, especialmente pela forma como exploravam o tal espaço nas costas, beneficiando da menor velocidade dos nossos defesas.

Paralelamente apresenta ainda um assinalável potencial técnico, com à-vontade para sair a jogar, dando a Rúben Amorim mais uma opção para a saída em condução, facto tão do agrado do treinador do Sporting, e melhorando a fase inicial da construção ofensiva.

Agora que a recuperação clínica parece entrar da etapa final, Jeremiah tem condições para, uma vez recuperado o ritmo competitivo, "pegar de estaca" e assumir um lugar na equipa titular, libertando definitivamente Gonçalo Inácio para o lado esquerdo do trio central da defesa, a sua posição mais natural.

É certamente com este pensamento que Rúben Amorim vem dando uma especial atenção ao jogador neerlandês de forma a facilitar a sua integração no grupo de trabalho para, uma vez recuperado da lesão, ser uma mais valia imediata para a equipa.

publicado às 03:48

A "mobilidade" no ataque é para ficar?

Leão do Norte, em 22.07.22

A contratação de um ponta de lança, com características diferentes de qualquer avançado do plantel principal, parece uma realidade cada vez mais improvável e Rúben Amorim, à partida, prepara-se para enfrentar a metade inicial da próxima época com os avançados disponíveis, incluindo o jovem Rodrigo Ribeiro. Neste contexto questiona-se a forma como o treinador vai montar o ataque.

Mantendo o esquema de três avançados, continuará Paulinho como referência mais "fixa" ou optará Rúben Amorim por um ataque móvel com três avançados "baixinhos"?

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A exemplo do ocorrido em determinados jogos da segunda metade da época passada e até já nesta pré-época, a segunda opção dá sinais de começar a ganhar preponderância. Num plantel constituído por, pelo menos, sete avançados/extremos (Pote, Edwards, Trincão, Rochinha, Tabata, Fatawu, Nuno Santos) que encaixam na perfeição neste estilo de jogo, parece que Paulinho poderá perder o estatuto de "intocável" e alternar a titularidade com os avançados mais móveis e tecnicistas.

É bem legítimo questionar se no campeonato nacional, especialmente contra equipas que jogam maioritariamente fechadas, o ataque mais móvel terá capacidade para, de forma permanente, ser uma opção válida e consistente. Pode-se argumentar com a necessidade de uma maior presença na área mas, salvo em situações de "desespero", tal vai contra a ideia e sistema de jogo de Rúben Amorim.

Sabendo que o treinador do Sporting CP é alguém convicto nas suas ideias e persistente na sua aplicação, é bem provável que o ataque móvel esteja a ser exaustivamente trabalhado de forma a ser a opção ofensiva principal.

Nesta realidade, Paulinho, que também pode ser uma opção num ataque sem posições definidas, poderá perder alguma preponderância face aos "concorrentes" mais móveis e tecnicistas. Certamente não perderá a confiança de Rúben Amorim, mas poderá ter uma titularidade intermitente e ser mais utilizado em função das características do adversário ou como opção quando o ataque móvel não conseguir "desbloquear" o jogo.

Trata-se de uma mera reflexão mas as últimas prestações e avaliações da equipa apontam este caminho mais "móvel" como uma possibilidade de percurso para Rúben Amorim. Não o definiria como Plano A, com subsequentes B, C... mas antes como uma opção que, face à "matéria prima" disponível, está a ser muito bem trabalhada de forma a corresponder aos desejos ofensivos do treinador. Quanto melhor for o resultado, mais será utilizada. Sem prejuízo do recurso a outras opções.

publicado às 04:34

As certezas no comportamento de Amorim

Leão do Norte, em 19.07.22

Se há algo que caracteriza o comportamento do Rúben Amorim são as suas convicções e a forma como as defende. São princípios inabaláveis que, coerentemente, aplica em todas as situações.

O sistema e opções tácticas do jogo, a opção por determinado jogador, as regras que regem o grupo, fundamentam-se em convicções fortes que se traduzem num padrão constante de comportamento, que muito raramente, e só em situações justificáveis, é alterado. Serve o presente raciocínio para enquadrar a realidade dos dispensados do Sporting e a constante dúvida sobre a reintegração deste ou daquele jogador.

Rúben Amorim aparenta efectuar uma avaliação específica e global de cada jogador, dando oportunidades, se julgar necessário, em competição. Posteriormente toma uma decisão em relação à sua utilidade para o Sporting.

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Da análise que é possível fazer constata-se que uma vez tomada a decisão de prescindir da sua inclusão no plantel ela é, com a excepção dos jovens que intencionalmente são colocados a "rodar", definitiva, tanto no presente como para o futuro. Seja ela tomada por questões tácticas, de adaptação ou disciplinares, o padrão parece demonstrar que Rúben Amorim não vê motivos para a alterar no futuro dado que as premissas que a motivaram não serão alteradas. Muito poucas são as excepções que confirmam esta regra.

Os adeptos podem facilmente avaliar a utilidade de determinado jogador e, em função de necessidades ocasionais, desejar a sua reintegração no plantel principal do Sporting, mas a realidade tem demonstrado que a decisão do Rúben Amorim, certamente ponderada, é invariavelmente definitiva. É uma situação que implica custos ao Clube, mas não se trata de uma questão de "desperdício". Falamos antes de coerência face a princípios que Rúben Amorim considera imprescindíveis para o sucesso. Como ele próprio já referiu "se é para ter só por ter, mais vale não ter".

Pode-se concordar ou não. Porventura existiria um ou outro caso em que a reintegração poderia ser benéfica, mas a convicção e a coerência do comportamento do Rúben Amorim fundamentam as suas decisões. E a globalidade dos resultados, assente na forte dinâmica do grupo e em linhas orientadoras bem definidas, avaliza e promove este comportamento.

publicado às 03:49

Rafael Leão perde acção em tribunal

Leão do Norte, em 24.05.22

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Após dois adiamentos o tribunal de Milão decidiu contra a defesa apresentada por Rafael Leão no diferendo que opõe o jogador ao Sporting sobre a penhora de parte do seu salário. O Sporting tem assim direito a receber, de imediato, mais de 300 mil € que tinham sido penhorados do salário do jogador (1/5 do ordenado anual de 1,5 milhões €).

Esta decisão insere-se na forma encontrada pelo Sporting para suprir parte do pagamento ordenado pelo TAD (instância nacional) em 2020, que condenou o jogador a indemnizar o Sporting em 16,5 milhões €, que com juros já supera os 20 milhões €, no seguimento da rescisão unilateral de contracto do jogador com o Clube Leonino em 2018.

Face ao elevado montante a receber, este valor não só corresponde a uma ínfima parte como implica um horizonte temporal de difícil execução, daí que o outro processo que ainda corre no TAS (instância internacional), e no qual o Sporting pede que o Lille seja solidário na pagamento, seja essencial para, de uma forma mais célere e segura, receber a indemnização. Convém recordarmos que em Fevereiro deste ano esta instância já decidiu parcialmente sobre o caso, dando razão ao Sporting.

publicado às 03:17

Bruno Paz deixa o Sporting

Leão do Norte, em 23.05.22

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Bruno Paz, médio de 24 anos, desvinculou-se do Sporting e assinou contracto com os turcos do Konyaspor. O antigo capitão do Sporting B, que durante esta época esteve emprestado ao Farense, ainda tinha mais um ano de ligação à equipa leonina, mas rescindiu o contracto. Foi noticiado que o Sporting CP mantém 25% dos direitos económicos sobre uma futura transferência.

Bruno Paz chegou a Alcochete em 2011, com 13 anos, tendo cumprido, a partir daí, toda a formação no Sporting, chegando mesmo a ser considerado uma das grandes esperanças da formação. Contudo, em 2019, sofreu uma grave lesão que o manteve afastado dos relvados por longo período e que, provavelmente, afectou a sua evolução.

No momento da saída o futebolista utilizou as redes sociais para deixar uma emocionada mensagem de despedida.

publicado às 04:58

A equipa masculina de hóquei em patins do Sporting CP venceu o HC Braga por 3-4 no segundo jogo dos quartos-de-final do play-off do Campeonato Nacional. Com esta vitória os Leões passaram às meias-finais da competição.

Foi um jogo bastante disputado, com o HC Braga, beneficiando em grande parte das bolas paradas, a dar bastante réplica, tendo o golo da vitória, da autoria de Alessandro Verona, ocorrido quando faltava cerca de um minuto para terminar o tempo.

Sporting CP : Ângelo Girão (GR), Zé Diogo (GR), João Almeida, Filipe Martins, Ferran Font, Alessandro Verona, João Souto, Toni Pérez, Henrique Maglhães e Gonzalo Romero

Desta forma a equipa leonina evita a disputa de um terceiro jogo, aguardando agora pelo desfecho da eliminatória entre o Benfica e o Valongo para conhecer o próximo adversário.

publicado às 04:56

Esta equipa ainda é fantástica!

A equipa de futsal do Sporting Clube de Portugal sagrou-se ontem vencedora da Taça de Portugal, ao bater o Benfica por 4-3 no Pavilhão Multiusos de Sines. Com golos de Tomás Paçó (2), Erick e Esteban Guerrero os leões conquistaram a sua nona Taça de Portugal, a quarta consecutiva.

Parafraseando o nosso leitor Luís Carvalho "as equipas de Nuno Dias não desiludem".

publicado às 13:24

Poderá Óscar Estupiñán ser uma opção?

Leão do Norte, em 11.05.22

Com a saída de Slimani é notório que plantel do Sporting necessita de reforçar o seu sector atacante com um ponta de lança que apresente um registo de golos. Paulinho necessita de companhia no plantel e a solução não parece passar pelos regressos de TT ou Sporar.

O problema principal está no valor que um jogador com estes predicados custa. Creio que, no próximo mercado, o Sporting fará um forte investimento financeiro na defesa, pelo que não restará o valor para reforçar o sector atacante de acordo com as elevadas exigências do mercado. Neste contexto, não se tratando de mais um rumor nem tendo acesso a qualquer informação privilegiada, Óscar Estupiñán desperta-me atenção.

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O actual jogador do Vitória de Guimarães não é, para Rúben Amorim, o ponta de lança ou o avançado tipo, mas não deixa de apresentar credenciais e qualidades bem interessantes e benéficas para a equipa do Sporting. Apresenta uma elevada dimensão física, posiciona-se muito bem na área e tem um bom jogo de cabeça. Nas últimas épocas tem um interessante registo de golos, com a relevante marca de 15 golos em 32 jogos na presente época. Mesmo não sendo o avançado móvel muito apreciado por Rúben Amorim, tem um contributo para o jogo apoiado da equipa assinalável.

Um aspecto essencial para a hipótese da sua contratação reside no facto de se tratar de um jogador que termina contrato com o Vitória e que poderá chegar a Alvalade a custo "zero". Para mais falamos de alguém ainda jovem (25 anos), já integrado no futebol português e com margem para progressão e rentabilização.

Poderá não ser a opção ideal, e há certamente uma multiplicidade de outras opções, mas na diversidade necessária à equipa do Sporting e analisando as diversas condicionantes e possibilidades do mercado na actual realidade do Clube, penso que o jogador colombiano seria uma opção a considerar, especialmente pela relação custo/benefício.

Não tenho dúvidas que muito dificilmente estará em Guimarães na próxima época e não terei qualquer surpresa se vier a ser contratado por um clube de maior dimensão do nosso campeonato. Ninguém duvide que, quer em Portugal, quer no estrangeiro, são certamente vários os clubes a fazerem contas.

Se essas contas batem certo para o Sporting não sei, mas aqui fica a "sugestão".

publicado às 13:45

Se em grande parte das ocasiões estou de acordo com as ideias de Rúben Amorim, na frase que dá título a este post e que foi proferida na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Gil Vicente, não posso estar.

É apenas impossível ignorar todo o impacto e a melhoria substancial proporcionada pela sua presença na orientação técnica e no planeamento da equipa de futebol profissional do Sporting, a qual é percepcionada e assinalada pela esmagadora maioria dos seus adeptos.

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A relação apaixonada que os adeptos do Sporting estabeleceram com o seu treinador, pela conquista do muito ansiado título de campeão nacional na época passada, certamente não terminou na presente época. Apesar de estarmos no campo das emoções, exacerbadas pela volatilidade que caracteriza o futebol, a memória e a racionalidade dos sportinguistas tem de "garantir" essa relação.

Independentemente da não conquista do campeonato nacional na presente época, quando foi a última vez que a equipa do Sporting conquistou, em épocas consecutivas, o primeiro e o segundo lugares? Há mais de 50 anos, nas épocas 69/70 e 70/71. Entre outros feitos da presente época, a mais do que provável conquista do segundo lugar tem forte relevância no panorama actual.

É óbvio que nem tudo tem sido perfeito na época em curso e certamente Rúben Amorim será o primeiro a reconhecê-lo, mas o actual Sporting dispõe da estrutura, estabilidade e capacidade para, reconhecendo os aspectos menos positivos, os corrigir. E está muito mais preparado para o conseguir e voltar aos sucessos. Não tenho grandes dúvidas que Rúben Amorim aprendeu mais nesta temporada que na anterior e esta experiência, associada à sua inteligência, vai tornar o Sporting muito mais forte.

Caro Rúben Amorim permita-me a "interlocução" directa...

Não valorize comentários que não representam, minimamente, o pensamento do universo sportinguista, nem estes devem servir de base à sua opinião. Haverá, na massa adepta do Sporting, quem não goste de si, mas esses já não gostavam na época passada. Aqueles que gostavam de si não podem ter alterado ou diminuído esse sentimento na presente época, salvo por motivos não relacionados com o sucesso do Sporting CP.

Os adeptos querem a permanente conquista de títulos mas isso não altera a forma como gostam de si, essencialmente porque percebem a importância que teve, e tem, na melhoria e no espírito competitivo do Clube e no modo como os coloca mais próximos da conquista desses títulos. Certo que esta é a realidade, arrisco dizer que ficaram muito agradados com o remate que deu à frase "...mas eu quero ficar no Sporting".

publicado às 03:04

Não é difícil vislumbrar o grande talento e as qualidades de Jovane Cabral. Também é inegável que Rúben Amorim percepcionou essa realidade e deu-lhe oportunidades para o demonstrar. No entanto, a inconstância exibicional e as inoportunas limitações físicas colocaram o jogador numa situação algo delicada nas opções do treinador. Perante esta realidade, verificou-se que a melhor opção, para jogador e Clube, seria a saída através de empréstimo.

Aproveitando o que parecia ser um interesse antigo, Jovane Cabral foi emprestado à Lazio. Mudando assim o contexto competitivo e jogando com regularidade o jogador poderia, finalmente, confirmar tudo o que dele se espera.

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No entanto, esta nova experiência começou muito atribulada. Foi noticiado, pela imprensa italiana, que o treinador da Lázio, Maurizio Sarri, foi surpreendido por esta contratação, tendo tal facto provocado um mal estar com a direcção do próprio clube e originado um conflito com o director desportivo.

Mera coincidência, ou não, a utilização de Jovane Cabral pela Lázio tem sido meramente residual. Participou apenas em 2 jogos, num total de 72 minutos. Sarri tem justificado esta pouca utilização do cabo-verdiano com a baixa condição física e o calendário competitivo intenso.

Independentemente das razões, o que se constata é que o empréstimo de Jovane Cabral ao clube italiano não tem de modo algum correspondido às expectativas do jogador e do próprio Sporting, podendo mesmo ser considerado um retrocesso na sua evolução. E com a época a caminhar rapidamente para o final das suas competições não é de esperar uma alteração radical deste panorama.

É sempre possível que, apesar da escassa utilização, os responsáveis da Lázio acabem por reconhecer o potencial em Jovane Cabral e accionem a cláusula de compra, mas convém, realisticamente, o Sporting e o jogador, assumirem este retrocesso e começarem a delinear alternativas futuras. Continuar com toda esta actual estagnação competitiva só tende a prejudicar, e muito, o desenvolvimento do atleta e o próprio Sporting.

publicado às 03:02

A posição de defesa central é frequentemente assinalada por diversos sportinguistas como o alvo fulcral de reforço tendo em vista a próxima época. Sendo indiscutivelmente uma das posições chave no esquema de Rúben Amorim, é essencial o plantel do Sporting dispor de opções, em qualidade e quantidade, que correspondam a essa importância.

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Partindo do princípio que Sebastián Coates e Gonçalo Inácio são indiscutíveis e que o Luís Neto, pela renovação e papel de liderança no plantel, tem o seu lugar assegurado, a dúvida centraliza-se nos restantes elementos, estando o futuro de Feddal na base dessa questão. Estará ele nos planos do Sporting para a próxima época?

A renovação automática do central marroquino parece não se vir a concretizar, o que deixa o Sporting em posição deveras vantajosa. A irregularidade e a fragilidade física do jogador, associado ao facto de ser um dos futebolistas mais bem remunerados do plantel, colocam muitas dúvidas quanto à sua continuidade. Não se efectuando a automática renovação do contrato, o Sporting passa a ter a possibilidade de não o renovar ou fazê-lo em condições mais adequadas. Se a opção passar pela não renovação, certamente que a contratação de um novo jogador será uma das prioridades da equipa.

Rúben Amorim deverá querer contar com cinco defesas centrais, estando incluído nestes um jovem jogador vindo das equipas inferiores e que poderá partilhar a competição activa com a equipa B. José Marsà, Chico Lamba, Rafael Fernandes e até Etienne Catena são boas opções para este lugar.

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Pode-se colocar a possibilidade de Matheus Reis ser um dos cinco centrais, mas a actual incerteza na lateral esquerda da equipa pode obrigar Rúben Amorim a utilizá-lo amiúdes vezes nessa posição. Neste contexto, com uma saída de Feddal cada vez mais provável e para fortalecer qualitativamente a equipa, julgo que os responsáveis da estrutura tenderão a avançar para a aquisição de um novo e seguro elemento para o eixo defensivo. E mesmo na eventual permanência do defesa marroquino não é lícito que não o faça.

A realidade da próxima época, a esta distância, não só é uma incógnita como está sujeita a múltiplas evoluções. A saída imprevista de um atleta pode alterar os planos, precipitando outras mudanças, mas, à data actual, a posição de defesa central parece ser uma das que exigirá maior atenção por parte dos responsáveis do Sporting.

publicado às 04:34

Neste regresso ao Sporting CP o rendimento de Islam Slimani tem sido, em determinados aspectos, surpreendente. Não pelos já conhecidos instinto matador ou espírito de entrega, mas pela forma como muito rapidamente assimilou os processos da equipa e demonstrou elevada capacidade para os executar. Prova disso está na titularidade que Rúben Amorim, de forma mais precoce que o esperado, lhe atribuiu em alguns jogos.

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A lesão de Pote facilitou esta circunstância, mas Slimani justificou, com golos e exibições, a confiança conquistada a Rúben Amorim. Com Pote recuperado fisicamente conseguirá ele manter a confiança do treinador e relegar Paulinho para o banco de suplentes?

Parece óbvio que, sem limitações de ordem física, Pote e Sarabia serão, na grande maioria das ocasiões, titulares, discutindo Paulinho e Slimani a outra vaga do trio mais atacante.

Paulinho, pelas suas características e qualidades, tem sido o avançado preferido por Rúben Amorim, mas Slimani tem vindo a demonstrar, também ao nível do apoio e construção ofensivas, capacidades e qualidades assinaláveis. Não possui a mobilidade táctica nem, porventura, a capacidade técnica do Paulinho, mas apresenta um instinto goleador e um índice de eficácia superior.

No momento parece que Paulinho mantém uma relativa vantagem na discussão do lugar, mas Slimani teve o grande mérito de, mais precocemente que o esperado, colocar-se como uma das opções principais para o sector atacante da equipa. Isto apesar das referências à sua idade e da sua aquisição parecer mais associada ao aumento e à diversificação do leque de segundas opções. A identificação e o sentimento estabelecidos com o Clube, associados à relação de afectividade que mantém com os adeptos, certamente contribuíram para esta rápida afirmação.

Veremos, então, se a qualidade e o habitual espírito competitivo de Slimani farão mudar a, até agora, inabalável confiança de Rúben Amorim em Paulinho.

publicado às 05:04

Habituem-se, este Sporting é diferente!

Leão do Norte, em 15.02.22

Por mais que os responsáveis ou os mais básicos assalariados da comunicação do Oporto (nistas) o tentem esconder, debitando patéticos comunicados de hora a hora, o jogo de sexta-feira evidenciou diferenças substanciais entre as duas equipas e os dois treinadores.

Qualquer observação lúcida e séria do jogo permite verificar que o Sporting demonstrou ser uma equipa personalizada, bem trabalhada, com processos de jogo bem definidos e um espírito de união inexcedível. Paralelamente é possível observar que a estratégia da outra equipa assentava na pressão, na simulação, no grito e no rasgo individual, notoriamente diminuído pela perda de Luis Diaz.

Esta realidade também é, em grande parte, devido à diferença de qualidade entre os dois treinadores. Não fossem as habituais interferências externas e estas notórias diferenças de qualidade teriam permitido ao Sporting vencer o jogo e a Rúben Amorim "envergonhar" tacticamente Sérgio Conceição.

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Mas, em minha opinião, o destaque principal do jogo esteve no facto da actual equipa do Sporting CP apresentar uma dimensão competitiva muito diferente de tempos passados, especialmente ao nível da personalidade, da união e de um espírito de luta demonstrados. Como corajosamente referiu no final o presidente Frederico Varandas, todo o ambiente que envolveu o jogo do Dragão não foi novidade em relação ao habitual dos últimos 40 anos naquele palco.

A grande diferença esteve na forma como a equipa do Sporting CP o enfrentou. A atitude e organização competitivas, a crença nas suas capacidades e o elevado espírito de união foram essenciais para "sobreviver" e assim evitar o destino que lhe estava traçado. Sem estes predicados teria sucumbido, como diversas vezes ocorreu no passado, à sucessão de "ratoeiras" que foram sendo colocadas.

Quebrar este Sporting não é tarefa fácil. A atitude e a coragem claramente demonstradas por jogadores, staff técnico e dirigentes são um obstáculo a todos os que julgam poder continuar a subjugá-lo.

O espírito competitivo deste Leão é indomável. Habituem-se a esta nova realidade!

publicado às 04:34

A frustração, compreensível pelo inesperado resultado da equipa do Sporting nos Açores, invadiu o universo sportinguista e a ela associou-se um extenso rol de críticas.

A crítica é algo que devemos aceitar e com a qual devemos conviver e aprender. Inúmeras vezes é necessária para despertar e corrigir comportamentos. A sua ausência promove o conformismo e a inacção, resultando na perpetuação de erros que potencialmente levam ao fracasso. A questão principal não está, portanto, na sua existência, mas no modo e no objectivo com que é efectuada.

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É inegável a excelente prestação desportiva da equipa de futebol do Sporting CP no último ano e meio. Também não é menos verdade que o rendimento apresentado pela equipa no jogo com o Santa Clara não esteve de acordo com essa anterior prestação. No entanto, tal não é motivo para, através da crítica, elaborarem-se cenários "catastrofistas" que colocam tudo e todos em causa, tão típicos da bipolaridade comportamental inerente a uma parte do universo sportinguista. Pior é a sua inaceitável utilização para, de forma oportunista e com segundas intenções, atingir outros alvos.

Não se trata de abolir ou silenciar a crítica, conformando-se com o "inócuo" e exasperante discurso do "melhor resultado possível". Muito menos satisfazer-se com o que foi recém- conquistado e voltar aos tempos da luta pelo terceiro lugar. Mas a memória, a serenidade e a racionalidade, não devem permitir que o primeiro desaire (falamos da primeira derrota no campeonato) seja motivo para colocar em causa jogadores e orientação técnica, nem esquecer o que motivou vitórias consecutivas e títulos que nos trouxeram a este nível de exigência.

Num clube como o Sporting CP a exigência que promove a crítica é a mesma que obriga ao realismo e a assertividade dessa mesma crítica. Críticas efectuadas ao sabor de constantes alterações emocionais contribuem mais para a instabilidade do que para a resolução de problemas, por mais bem intencionadas que possam parecer. De boas intenções...

publicado às 02:49

Ugarte não é surpresa. É qualidade!

Leão do Norte, em 05.12.21

De modo algum se devem queimar etapas na formação de um jogador. Igualmente se pode desvalorizar a necessária fase de adaptação a novas realidades competitivas. No entanto, o talento e o potencial de um jogador podem permitir, desde relativamente cedo, perceber se esse trajecto pode ser abreviado. Ugarte é um dos jogadores com o talento e o potencial que permitem a possibilidade de encurtar esse trajecto.

A minha avaliação em relação ao Ugarte está algo condicionada pela admiração que por ele tenho. Desde os tempos em que o vi jogar nos torneios de selecções jovens sul-americanas, ainda antes de competir em Portugal, que as suas qualidades me agradaram, tendo as suas prestações em Portugal motivado que seguisse a sua carreira de uma forma especial. Nesta realidade fui um acérrimo defensor da sua contratação por parte do Sporting, mesmo nas condições em que foi efectuada.

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Neste contexto não me surpreendeu a sua extraordinária prestação no jogo com o Benfica, excedendo as minhas expectativas apenas pela sua excelência. Independentemente de uma escassa utilização prévia e da consequente falta de ritmo de jogo, Ugarte conseguiu colocar toda a sua maturidade e qualidade em campo de forma a realizar uma excelente exibição, fazendo "esquecer" um dos mais influentes jogadores da equipa do Sporting.

A sua notável acção em campo bloqueou as iniciativas dos desequilibradores ofensivos da equipa do Benfica, os quais, com a ausência de João Palhinha, certamente esperariam uma noite muito mais "folgada". Associada à brilhante prestação desportiva, demonstrou uma maturidade e uma inteligência notáveis, fugindo ao "fantasma" das faltas repetidas e ao alto risco de expulsão, sempre presente pela acção de um árbitro excessivamente "atento", e nada tolerante, com a maioria das acções dos jogadores do Sporting.

As diversas previsões catastrofistas, por parte de certa comunicação social, face à ausência de Palhinha, tornaram-se num exercício de "malabarismo" face à prestação de Ugarte.

Convém salientar o importância do treinador Rúben Amorim. O seu discurso de que todos contam não se limita a meras e agradáveis palavras. A oportunidade dada a Ugarte revelou a sua grande coerência e demonstrou a elevada confiança que deposita em todos os seus jogadores, independentemente do tempo de jogo e oportunidades anteriores.

Todos os sportinguistas desejam que Palhinha recupere o mais rapidamente possível e que possa permanecer no Sporting por um longo período, mas a prestação do Ugarte provou a todos eles que o futuro da posição está assegurado e que as decisões para a constituição do plantel são tomadas de forma cuidada e estruturada, assentes na qualidade e, salvo raras excepções, com uma perspectiva de médio e longo prazo.

Qualquer avaliação apressada do valor das contratações é injusta e falível, não só porque o momento de afirmação de cada uma delas é invariavelmente diferente, como a experiência passada tem provado o acerto das decisões.

publicado às 12:15

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