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A propósito de uma sugestão do nosso presidente Bruno de Carvalho visando a introdução de "Vídeo-árbitros", permito-me transcrever dos comentários no meu Site, uma troca de pareceres ocorrida há 5 anos, com um dos meus seguidores, José Carlos Ferro, relacionada com este tema.
 

1 – Utilização de tecnologias ao serviço das arbitragens.

 

Quero esclarecer que aceito de bom grado a utilização de novas tecnologias ao serviço das arbitragens em certos desportos, como muito bem se referiu nos seus escritos, desde que existam condições financeiras para o efeito e que a sua aplicação seja generalizada, daí que nada oponho à sua argumentação em relação aos desportos que mencionou. 

 

Todavia temos de atender à especificidade de cada desporto e ao poderio económico de cada um. No futebol é irrealizável na medida em que esta modalidade está disseminada por todo o planeta, em países pobres e menos pobres, sendo jogado inicialmente em campos pelados, sem iluminação, melhorando por aí acima, em vários países, abarcando eventualmente uma elite que não corresponde a mais de 10% ( ? ) dos clubes que por aí proliferam. 

 

A não ser que queiramos ter uma divisão de Ricos e outra de Pobres. O seu argumento que a televisão já lá está e que portanto, sem grandes custos, poderia ser utilizada como extra referência, também não colhe, pois esse equipamento pertence a sectores privados ou públicos, que possuem uma regi sofisticada, metida em enormes caravanas, onde estão expostos os "screens" de cada câmara por eles montadas nos campos, com vários operadores, visuais e áudio, um batalhão de electricistas a controlarem os cabos que ligam às parabólicas e aos operadores de câmaras a pé. No meio disto há um director da regi que escolhe a imagem que vai para o ar, que mandar fazer "replays" e "slow-motions", todos escolhidos a dedo para se tornarem mediáticos e gerarem controvérsia. 

 

O Futebol já utiliza estas imagens, para penalizar incidentes que porventura são captados, pancadaria a caminho dos túneis, pé em riste que pisa o adversário, mas isso somente à posteriori, se a imagem for apresentada como evidência, por Clube A ou B, por gravações feitas sabe-se lá por quem. Para se utilizar imagens que esta tecnologia permite, o que seria saudável, tal como os progressos noutros desportos a que se referiu, no Futebol é impraticável na medida em que teriam de existir reges só para este efeito, a um custo enorme, em todos os jogos que se realizam por esses campeonatos todos. 

 

Era bom, seria uma fonte de emprego nos tempos que correm, mas depois teríamos de perguntar, quem é que seriam os operadores, árbitros? Um grupo de árbitros numa sala escura a visionarem as imagens? Essa foi a razão da minha referência a Kafka... quem controla quem! Temos de esquecer este assunto da tecnologia aplicada ao Futebol, pois este é um desporto que começa a ser praticado por autênticos moleques da rua, fingidos, simuladores, que não sabendo praticar “bem” a modalidade, nem tendo ninguém que lhes ensine “como”, são musculados pelos preparadores físicos para correrem como malucos em alta velocidade, mudanças de direcção erráticas, com entradas violentíssimas, empurrões, abraços e 'agarrões' descarados, como se pode ver nas marcações de cantos e não só. 

 

O futebol é, a meu ver, a modalidade mais mal praticada no mundo, com excepção dos galácticos, que são de facto um mimo de se ver. É o desporto que permite a introdução, no seu léxico 'futeboleiro', da noção de 'falta cirúrgica' o que diz tudo... O povo gosta do que vê, canta, berra, insulta, enfurece-se e até parece que adoraria dar também uns pontapés nas canelas de alguém, extravasando as suas frustrações diárias. Ora, esta falta de "fair-play" avança insidiosamente através dos tempos e passa a ser considerada normal pelos espectadores e comentadores da nossa praça.

 

 

Artigo da autoria do nosso Amigo FRANCISCO VELASCO, ao qual agradecemos, desde já, a sua gentileza, além da óbvia excelente contribuição para uma melhor compreensão do "Vídeo-Árbitro" e a sua introdução no futebol.

 

 

Apenas para complementar o artigo de Francisco Velasco e para ilustrar a sofistificação técnica deste sistema de "vídeo-árbitro", publico aqui uma imagem parcial de um típico "vídeo-centro" da NBA. Para quem entende que isto é de fácil reprodução em quantidade por toda a parte onde se pratica futebol, terá um conceito da realidade muito estranho:

 

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Para ilustrar este cenário ainda mais, informa-se, a exemplo, que num jogo normal da NFL, a cadeia televisiva que detém os direitos de transmissão recorre ao uso de 20 camâras em média por jogo, e entre 150 a 200 staff. Na "Super Bowl", este número aumenta para 70, embora esteja em curso nova tecnologia para reduzir para 40. O "vídeo-árbitro" em voga nos estádios americanos tem à sua disposição tudo isto. Viável no futebol ??? Não vejo quando e como.

 

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publicado às 15:18

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23 comentários

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De Schmeichel a 02.05.2016 às 16:12

Não concordo nada com o post...

Todos os argumentos usados, são contrariados pelos desportos que já usam a tecnologia no suporte à decisão dos árbitros, como exemplo o Rugby, o futebol americano, o ténis, etc.

Falar em diferenciação entre Ricos e Pobres?!? mas ela já existe.... quer exemplos?
-jogos das competições europeias têm mais árbitros do que os jogos dos campeonatos nacionais
-em Portugal, os jogos dos distritais não têm 4º árbitro ou espuma para fazer as barreiras
-os jogos dos campeonatos do mundo já têm tecnologia da linha de golo.

Essa teoria de que não existe dinheiro para implantação da tecnologia caso seja verdadeira (que eu não acredito...), não deveria impedir que o resto do mundo, onde claramente é possível aplicar essa tecnologia (já que se trata apenas do tratamento a imagens já televisionadas) continue a arbitrar jogos como se fazia há 50 anos atrás....

De resto todas essas outras considerações já foram estudadas e postas em prática, é só analisar o caso do Rugby.... trouxe mais interesse e verdade ao jogo, o que promoveu maior investimento na modalidade, logo melhores jogos e mais emoção! Dizer que vai matar o futebol, é de quem vive no século passado, e não percebe que não tem sentido todo o mundo estar a ver que é ou não penalty e o árbitro manter a decisão porque trata-se do único gajo no mundo que não pôde ver o lance repetido.... torna-se ridículo!!! Estamos no século XXI!!!

O futebol é anti evolução técnológica pelos interesses instalados.... senão como é que o benfica passava uma época quase toda sem penaltys nem vermelhos?! não era possível.... e por isso é que são contra!
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De julius coelho a 02.05.2016 às 16:25

Schmeichel

O problema será com quem vai eleger e com que critério os árbitros que irão ficar com a responsabilidade das imagens.
Repare as imagens de muitos lances duvidosos mesmo com as repetições em replay dividem opiniões no mesmo lance.
Nos custos de toda a operação de garantia de imagens terá que ser assegurado que as estações televisivas privadas estãos dispostas alinhar .
Depois tem um terceiro problema quem define a orientação das imagens? Os serviços da estaçâo televisiva ou os árbitros de serviço podem tambem interferir na gerência de escolha das imagens?

Tem muita coisa aí para ser analisada.
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De Schmeichel a 02.05.2016 às 17:23

julius,

Ninguém diz que os erros vão acabar... o que se pretende com a tecnologia é que o árbitro seja assistido da melhor forma possível para tomar a decisão mais capaz!

Volto-me a repetir, essas suas questões já foram analisadas, discutidas e postas em prática pelo Rugby.... nos casos de dúvida, mantém-se a decisão tomada no campo, só se altera a decisão caso as imagens sejam inequívocas, quer um exemplo? final da taça da Liga e penalty do P.Silva, caso houvesse tecnologia no futebol, o árbitro voltava atrás com a decisão porque era inequívoco que não era penalty.

Quanto à escolha das imagens, se observarmos os jogos que já são transmitidos na TV verificamos uma melhoria continua na prestação de serviço e qualidade de imagem ao longo dos anos.... se houvesse tecnologia na ajuda à decisão do árbitro, para as televisões isso iria ser espectacular, era mais um momento em que iriam prender os telespectadores, tornando a experiência de ver um jogo pela TV como mais aliciante e mais entretida. As Tv's têm todo o interesse em tornar o jogo mais vibrante e com mais verdade desportiva.... no fundo é bom para todos, em particular para os árbitros, que iriam ser mais respeitados, mas também teriam de se justificar perante todas as decisões, porque já não podiam dizer que não viram...

Termino propondo a quem aqui comenta que veja um jogo de Rugby do Super 14, do Torneio das 6 nações, ou do campeonato do mundo, e perceberá que as vantagens superam e muito as desvantagens... é só ver um jogo, e tornam-se apoiantes!
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De julius coelho a 02.05.2016 às 17:49

Não me confunda Schmeichel

Eu sou um acérrimo apoiante desta operação das tecnologias , e á muitos anos ainda pouco ou nada se falava disto.
Posso adiantar que as primeiras opiniões positivas sobre este assunto tiveram o seu início á 30 anos quando um familiar meu então Director departamento de futebol do Benfica defendia as imagens televisivas como ajuda nos jogos de decisão.

Escrevi desde sempre vários artigos sobre este assunto mas sou consciente e nao podemos comparar a envolvente clubite do Rugby com as paixões do futebol e tudo o que se move á volta .
Veja o caso dos penaltis no Dragão todos atiram-se para as opiniões se foram penalti ou não no primeiro lance do Coates sobre o argelino, as opiniões dividem-se mas ninguem fala que esse lance nunca devía ter existido porque é uma sequência directa de uma falta clara que não foi marcada do Aboubakar ao nosso defesa Schelotto. E aí só repetem uma vez esse lance dando depois prioridade ao suposto penalti , a falta sobre Schelotto ao ser devidamente marcada já nao existiria esse lance do Coates.
E o arbitro que tiver a responsabilidade das imagens o que decide? Ele pode decidir? E se nao quiser decidir por conveniência? Poucos repararam nessa primeira falta.
Não se pode correr riscos de imagine o cenário de o árbitro das imagens decidir alterar uma decisão que afinal foi correcta do árbitro de campo , sería um desastre.

Não se pretende que sómente os lances claríssimos sejam analisados a ideia é decidir correctamente nos lances duvidosos e é aqui que podem existir problemas nas nomeações dos árbitros para as imagens.
Agora se tudo isso fõr bem resolvido é obvio e claro que seria fantástico , com a recuperação de maior verdade desportiva nos jogos.
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De Schmeichel a 02.05.2016 às 17:56

julius,

Desculpe, mas a rivalidade no Rugby talvez em alguns casos até seja maior do que no futebol, dou-lhe o exemplo do Torneio das 6 naçoes.... no caso do Rugby existem muitas decisões que têm influencia no resultado, por exemplo a vitória da Inglaterra no Mundial da Austrália, que ganharam só com pontapés de ensaio, caso algum tivesse sido mal marcado, o árbitro tinha dado o titulo de um campeonato do mundo... e isso não pode ocorrer!

Essa situação que você refere da falta do Schellotto, por exemplo no futebol americano, cada equipa tem 2 pedidos de video assistência, neste caso o Sporting só teria de mandar uma bandeira para o relvado e pedir a video assistência e referir que queria que o árbitro verificasse determinada jogada. Simples! Sem complicação e sem penalty para o porto.... percebeu?!
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De julius coelho a 02.05.2016 às 18:07

Esperamos que tudo esteja já bem equacionado e que passe definitivamente á prática para os primeiros ensaios oficiais .
Porque urge fazer algo .Desta forma tornou-se insuportável para todos.
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De Rui Gomes a 02.05.2016 às 16:56

O Schmeichel é radical, no extremo, em todos os seus pontos de vista. Até era de admitir que concordasse com algumas coisas e não com outras, mas isso seria simples e lógico de mais: por conseguinte, a conclusão é que "não concorda nada" !!!

A razão é que, a exemplo de muitos, não compreende o todo deste enquadramento e tudo o que envolve. Daí que, para si, tudo parece tão óbvio.
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De Schmeichel a 02.05.2016 às 17:49

Rui Gomes,

Você não viveu nos EUA?! e acompanhou a discussão sobre a tecnologia no futebol americano? sabe que lá também existiam muitos erros de arbitragem, e qual foi a primeira decisão? aumentar o nº de árbitros.... não deu! e chegam a ter 7 árbitros em campo, e continuam a errar... não vale a pena, quem quiser verdade desportiva, sabe que este é o único caminho, o da tecnologia na assistência à decisão!

Já agora, creio que desde 1999 que se usa a tecnologia nos EUA, e passados 17 anos,os europeus é que agora começam a discutir esta temática.... deve ser porque os americanos são mais radicais, e eu neste aspecto também sou um radical na defesa da verdade desportiva! É inevitável...
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De Rui Gomes a 02.05.2016 às 18:17

Não, nunca vivi efectivamente nos EUA, embora conheça muito do país como as palmas das minhas mãos.

Não queira comparar o poder económico dos clubes americanos, indiferente da modalidade, e o da dos clubes em países onde futebol é praticado.

Além do mais, onde o chamado vídeo-árbitro " está mais em voga é em modalidades que pelas suas características sofrem constantes paragens. Isto acontece na NBA , NFL , NHL e MLB . Nada comparável ao futebol.

E, mesmo assim, ainda há casos muito problemáticos.

Mas, sobretudo, não podemos ignorar o investimento que tudo isto envolve, não só nos vídeos-centros " (equipamento e obreiros) e o equipamento nos estádios.

Todos os jogos de todas as modalidades americanas (só no basebol cada equipa realiza 182 jogos) são transmitidos pelas maiores cadeias televisivas, com equipamento, técnicos e qualidade visual só comparável com jogos da UEFA ou da FIFA. Talvez... também na Premier . O número de câmaras em uso em cada jogo é fenomenal. Onde é que isto é possível em Portugal, salvo nos recintos dos três grandes e, mesmo assim, assumindo custos muito elevados.
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De julius coelho a 02.05.2016 às 16:15

Excelente artigo diría delicioso por tantas verdades juntas e desconhecidas por grande parte dos adeptos em geral.

Eu sempre disse que sou a favor das novas tecnologias ao serviço das arbitragens , nao imagino de facto são os custos e até que ponto é assegurado o servirem-se das imagens da televisão de estações privadas que podem recusar todo este "envolvimento".
O que me preocupa muito mais é o que tambem Francisco Velasco refere e muito bem neste seu artigo , quem controla quem, quem irá vêr as imagens com responsabilidade de decidir. Voltaríamos provávelmente ao mesmo problema.
De todas as formas o essencial deste artigo é que refere como principais entraves os custos da gigantesca operação não colocando em causa o benefício para uma aproximação á verdade desportiva .

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De joao pereira a 02.05.2016 às 16:24

Estou de acordo com as várias dúvidas colocadas no post, queria também acrescentar as seguintes:

- No caso do nosso País, seriam aplicadas na 1ª e 2ª Liga ?

- Quantas câmaras por estádio e onde estariam posicionadas ?

Quantas vezes vemos os lançes de outros ângulos e depois acabamos por mudar de opinião..

- Quais as jogadas a serem revistas pelas imagens televisivas ?
Teremos de ter um critério, senão é mais uma confusão a ser lançada...
Todas as faltas, todos os lances dentro das áreas, todos os potenciais foras de jogo.
Só os lances que geram dúvidas nos árbitros de campo.

- Se o árbitro principal, os bandeirinhas e o 4º árbitro estão de acordo com uma determinada jogada e o tal colégio de árbitros TV está contra o que foi determinado pela equipa de arbitragem ??
Quem decide, qual a hierarquia no processo de decisão ?

- Outro ponto já aqui abordado, quem decide os lances / jogadas visionadas, um colégio composto por ex-árbitros, ex-jogadores e ex-treinadores( 1 ou 2 de cada),
só árbitros...
E quem os escolhe, a liga,o conselho de disciplina, conselho de arbitragem ???
Quem escolhe as imagens a serem vistas/ revistas ???

- E nas Competições Internacionais quem vão ser os decisores ? de que países ? de que orgãos ?

- Durante o processo de visionamento tem de existir unanimidade na decisão ?

Enfim isto dá pano para mangas...
Queria ainda deixar um exemplo que vi na NBA a semana passada, deram várias repetições do lance de uma falta onde se vê claramente que o jogador X não pisou determinada linha dentro "garrafão", de 2 angulos via-se claramente que estava a uns 35-45 cm mais para trás.
Contudo os arbitros decidiram o contrário e toma lá 2 lances livres.

Foi um daqueles exemplos onde com N imagens o tal colégio de árbitros decidiu exactamente ao contrário.
Imagino a mão de Thierry Henry no Irlanda-França que deu o apuramento...
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De SMCM a 03.05.2016 às 12:28

Eu diria que no meio está a virtude. Nem tudo humano, nem tudo video. Eu colocava 6 câmaras, duas de cada lado e duas nas cabeceiras, mínimo para jogos da 1 e 2 liga. Se der deu, se não der , não deu. Nada de exageros. Depois fazia como no ténis, as imagens só eram vistas caso os jogarores pedissem. 3x cada parte para cada equipa. Acho que não era necessário mais, pois quando assim for, os próprios jogadores serão mais responsáveis e verdadeiros para com o seu capitão pois não vao querer desperdiçar 1 vídeo numa simulação.
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De julius coelho a 02.05.2016 às 16:33

Agora , acredito e penso que tudo será por fases .

Uma primeira fase de experimentação com as decisões mais importantes tipo se a bola entrou na baliza , se a falta foi dentro da area, se existiu mão , se existiu agressão se foi fora de jogo.
Imagino que toda esta novidade que aí vem terá o seu início com estes tipos de decisão.
Depois se a "coisa" correr bem então avança-se para uma 2ª fase mais completa aos lances duvidosos.

Imagino também que terá que existir um padrão igual em todos os estádios na localização das cãmaras.
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De Rui Gomes a 02.05.2016 às 17:27

Já nem invoco o impacte no jogo em si, mas quem vai pagar tudo isso ???
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De julius coelho a 02.05.2016 às 18:10

Os clubes pequenos e medianos não terão possibilidades de pagar , terão que ser os clubes ricos a suportar tudo isso.
Tambem esperamos como vão desenvolver-se os negócios das transmissões dos jogos se de facto vão gerar os valores que se comentam e que ainda estão numa fase ainda pouco explorada , pode ser que seja por aí.
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De PSousa a 02.05.2016 às 17:37

Eu sou a favor das tecnologias no futebol.
No entanto só para lances de golo (foi ou não foi), fora de jogo (está ou não) ... lances como faltas ou penaltys não seriam o alvo principal.
Para que não houvesse muitas paragens para ver os lances, as duas equipas só teriam direito por exemplo a visionar dois lances em cada parte e nos lances visionados se não tinham razão, seriam penalizados! Como? Não sei! Mas por exemplo com a impossibilidade de ver mais algum lance até ao fim! Depois, só o árbitro é que poderia aceder a imagens mais vezes. Mas também sem exagero.... para não haver suspeições de compra.

Por exemplo no lance da Taça contra o Braga o golo "legal" de Slimani foi invalidado, e certamente o SCP iria passar com este golo.... alterou-se assim a verdade desportiva. Como em outros jogos que o SCP tenha sido "beneficiado".
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De RedRui a 02.05.2016 às 17:47

Eu também desconfio que o video árbitro não será praticável no futebol, pelo menos com uma taxa de sucesso satisfatória.
Já nem vou para os custos do processo, pois aí teria que ser a Liga a pagar a factura, visto que muitos clubes estão á beira da falência e não poderão suportar mais este encargo (não, não me estou a referir ao Sporting :) ).
O principal problema seriam aqueles lances em que mesmo após se verem repetições de vários ângulos e em câmara lenta, continuam a não oferecer uma certeza absoluta, e no futebol há muitos lances destes.
O que isto iria trazer era uma transferência das críticas e da suspeição, dos árbitros para os visionadores.
Outro problema é o tempo que os visionadores precisam para avaliar os lances dos diversos ângulos, decidirem entre eles, discutirem, reverem, argumentarem, etc.
Isto leva a constantes quebras no ritmo de jogo, com claro prejuizo para as equipas que estiverem por cima do jogo ou a precisar de marcar.
E naqueles jogos mais duros? em que há várias faltas e vários "casos", os jogos vão durar quase 3 horas?
E não vai haver pacificação nenhuma dos adeptos, imaginem festejar um golo durante 2 minutos ( o tempo que estão a analisar o lance), e passados 2 minutos o golo é invalidado, a frustração é maior, e chegam a casa e ficam com dúvidas no lance visto TV, a revolta é multiplicada por muito.
E há mais desvantagens, mas isto já vai longo, por isso fico-me por aqui.
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De julius coelho a 02.05.2016 às 18:03

Tudo bem mas tambem desta forma a situação não pode continuar .

Muitos "inteligentes" já perceberam á muito tempo que o futebol tem o seu elo muito fraco que é a dependencia da visão ou falta dela (por conveniência) dos árbitros e dessa forma organizaram-se bandos de corruptos por esse mundo fora que exploram a seu bel prazer tal vulnerabilidade.

As equipas hoje tambêm treinam com processos cientificos ao detalhe os seus jogadores que jogam com muito mais velocidade e os meios actuais dos arbitros ficaram ultrapassados nao conseguem acompanhar a velocidade de muitos lances colocando em causa a verdade desportiva.
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De RedRui a 02.05.2016 às 19:23

Não discuto, nada do que disse, concordo em pleno.
Mas não acredito que o video árbitro possa resolver esses problemas.
A parte da corrupção tem que ser resolvida "na secretaria", pois o video árbitro só por si não a vai eliminar.
O que me parece é que "jogadas de bastidores" são praticadas por todos os clubes (basta ver a quantidades de equipas de escalões inferiores apanhadas nas malhas da corrupção), talvez por isso não haja realmente vontade de ninguém que o futebol seja totalmente transparente, e muito podia ser feito nesse campo... dou-lhe alguns exemplos:
-Não sou a favor de sorteios puros dos árbitros, mas para cada jogo deveria haver um lote de árbitros seleccionáveis, com critérios bem definidos sobre quais os árbitros seleccionáveis para cada jogo ( e nem me chocava se cada clube pudesse vetar 1 ou 2 árbitros), depois desse lote era feito um sorteio público para ver qual era o árbitro do jogo.
-Os relatórios dos árbitros deveriam ser públicos
-Os critérios de pontuação dos árbitros deveriam estar bem definidos, e as notas atribuídas a cada árbitro seriam públicas, indicando em que lances os árbitros foram penalizados.
-A profissionalização dos árbitros, mas por um motivo diferente do defendido até aqui. Se um árbitro não tiver outra fonte de rendimento, e ganhando bem, como ganham, iam pensar 2x antes de se deixarem corromper e arriscar o seu sustento.
-Os conselhos de justiça, disciplina, arbitragem. deviam ser entregues a entidades independentes da Liga ou da FPF (por exemplo, dependentes directamente da secretaria geral do desporto) e s dirigentes da Liga ou da FPF seriam pessoas sem ligação passada ao futebol ou a clubes.

Com isto, e mais algumas medidas, continuavam a haver erros, mas seriam encarados naturalmente.
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De Bruno C a 02.05.2016 às 17:58

Sinceramente não sei se o vídeo árbitro vai resolver os problemas todos vou só dar 2 exemplos

O vídeo árbitro é usado na NBA e para quem acompanha como eu deve ter reparado que num dos jogos Houston Rockets vs Golden State Warriors os Houston venceram um dos jogos do playoff a 2 segundos do fim precedido de uma falta do James Harden, o cesto contou se assim não fosse tinham perdido o jogo.

O jogo do Moreirense vs Sporting o golo do Slimani que mesmo com tantas imagens ainda hoje uns dizem que estava fora de jogo e o SCP veio mostrar imagens para "provar" que não estava, acho que ninguém consegue afirmar com certeza mas todos têm as suas opiniões e não existe consenso,os estádios em Portugal não são como o dos grandes que permitem câmaras xpto logo aí tinha de existir condições para tal e isso implica investimento mas os clubes em Portugal não têm dinheiro.
Alguns lances vão ficar esclarecidos sem duvida mas outros nem por isso e se não forem os árbitros a ver e decidir os alvos vão passar a ser quem decide.
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De Leão Zargo a 02.05.2016 às 21:24

Francisco Velasco alerta para alguns condicionalismos que decorrem da aplicação do vídeo-árbitro nos jogos de futebol. E com razão, pois há limitações de ordem técnica e financeira que dificultam essa utilização.
Os jogos só podem ter vídeo-árbitro se estiverem a ser transmitidos através de seis câmaras de televisão. Sabe-se que, neste momento em Portugal, são poucos os jogos com seis câmaras a fazerem a captação das imagens.
Haveria a necessidade de todos os jogos do mesmo campeonato terem o mesmo número de câmaras a filmar e que exista equidade e uniformização de critérios.

Por outro lado, a aplicação do vídeo-árbitro exigirá a canalização para isso de elevadíssimos recursos financeiros, na ordem de alguns milhões de euros. Existe esse dinheiro?

As novas tecnologias são adequadas para julgar determinadas situações do jogo, mas há muitos lances onde ficará sempre a pairar a discordância. A intensidade do empurrão, por exemplo, será esmiuçada à lupa sem acordo possível entre as partes. Aliás, nos programas desportivos na televisão, mesmo depois de inúmeras repetições da jogada, é frequente persistirem diferentes conclusões.
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De Carlinha MR a 05.05.2016 às 15:31

Tanto que converso com o meu querido Chico Velasco, que por sinal, viemos a descobrir que somos primos e graças a ele, à sua imensa sabedoria e experiência, fez-me perceber a inviabilidade do video-árbitro!
Este sistema exige uma espécie de Regie, como na feitura de um filme.
Quem fará parte dessa Regie, com que habilitações e autoridade? Depois vêm os custos astronómicos e Portugal tem meios financeiros para isso??

Finalmente, o sol tem de nascer para todos...e as novas tecnologias não podem ser privilégio dos grandes e deixar os outros de fora!
Poderá resolver alguma coisa, mas vai criar outro tipo de problemas....! A meu ver, vai 'robotizar' o futebol, retirar emoção!

Tenho tanto orgulho no Chico Velasco, podem crer! Cada conversa com ele, é um ensinamento valioso!
Para os novos que não saibam quem foi este enormísssimo craque do hóquei em patins, deixo o site
http://www.francisco-velasco.com/

Obrigada ao Rui Gomes por lhe dar voz !!!

Saudações leoninas
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De Rui Gomes a 05.05.2016 às 16:35

Nós ficamos agradecidos pela colaboração e, ainda, pela profundidade do debate sobre esta temática.

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