
Em conferência de imprensa realizada na sede da Liga de Clubes, o presidente Pedro Proença apresentou a reformulação do quadro competitivo da II Liga, que se passa a designar LigaPRO.
Segundo o projecto apresentado, na próxima temporada serão 22 as equipas participantes na competição, estando prevista uma redução progressiva nas épocas seguintes: 20 em 2017/18 e eventualmente uma nova redução para 18 em 2018/19. Eis o que Pedro Proença teve para dizer:
«A Segunda Liga vai sofrer novas reformulações nas próximas épocas a fim de superar os problemas de equilíbrio financeiro com que os clubes se debatem e para reactivar o interesse dos adeptos e dos media.
A Liga não está a ter o melhor posicionamento no futebol português e entendemos que deve virar-se para os jogadores portugueses, principalmente para os sub-23, e por isso existirá um limite mínimo de inscrição nas fichas de jogo de jogadores sub-23 nacionais. Deve assumir-se com base de recrutamento, por excelência, para as selecções nacionais jovens e para os clubes da I Liga.
Queremos uma competição credível, onde esteja patente a verdadeira formação do jogador português e este novo modelo competitivo é um virar de página nesse capítulo.
Os clubes terão de cumprir um caderno de encargos muito rigoroso para poderem beneficiar dos apoios financeiros que a Liga dará, no sentido de melhorar a qualidade do produto final, tornando a competição mais atraente sob o ponto de vista comercial, mediático e para os espectadores que a acompanham nos estádios. Será criada uma comissão que fiscalizará e trabalhará para esse fim.
Haverá uma negociação centralizada dos direitos televisivos. A Direcção está a estudar o tema e queremos as melhores e mais altas receitas possíveis.»
Muito embora seja necessário muito mais informação para verdadeiramente compreender o todo do projecto para a reformulação da II Liga, não há dúvida alguma que algo tem de ser feito, quanto antes, porque a prova no seu actual estado não beneficia o futebol português nem os clubes que nela participam.
A ideia de se tornar numa base fundamental para o desenvolvimento do futebolista jovem nacional é, indiscutivelmente, um objectivo merecedor do apoio de todos. Veremos, na prática, o resultado desta nova visão.