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Tem sido pedido por vários dirigentes e a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) decidiu aceder ao pedido. Os jogos do campeonato nacional vão contar com vídeo-árbitro (VAR) já na próxima época. Os custos desta medida serão suportados pela FPF, que irá gastar cerca de dois mil euros por jogo.

 

Este será, no entanto, um período de testes. Ao contrário do que aconteceu no Espanha-França, jogo particular em que foram utilizadas as novas tecnologias, a equipa de vídeo-árbitros não estará numa carrinha no exterior do estádio mas sim, num centro criado para o efeito na Cidade de Futebol. Nesta fase de testes, só poderá ser dada uma indicação para dentro de campo quando os técnicos têm a certeza absoluta que a decisão do árbitro principal seja errada.

 

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Serão 306 os jogos que vão contar com as novas tecnologias, que permitem ajudar, com o uso de imagens televisivas, a equipa de arbitragem a decidir bem em situações de dúvida durante o jogo.

 

Como já referi em outros textos, sou totalmente contra a implementação do vídeo-árbitro. Não vale a pena reiterar as minhas razões para o efeito, salvo sublinhar que acredito que vai ter um impacte negativo na fluidez do jogo muito além do que é agora antecipado por todos aqueles que consideram a medida como a solução ideal para todos os males de arbitragem no futebol. Além do mais, especialmente em Portugal, tendo em conta a mentalidade tanto de dirigentes como de adeptos, decisões controversas e a respectiva polémica mediática não irão desaparecer, pelo contrário. Como foi referido num outro texto, no futebol português "um empate ou uma derrota é sempre culpa do árbitro e de uma conspiração”. A partir da próxima época, é só uma questão de adicionar o vídeo-árbitro a esta equação.

 

publicado às 11:00

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67 comentários

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De Rui Gomes a 04.05.2017 às 14:58

E há ainda um outro factor muito importante. O vídeo-árbitro vai estar exclusivamente dependente do equipamento televisivo nos recintos, e como nós sabemos esse equipamento varia muito mediante as equipas em jogo e até o próprio recinto.

Nunca num Tondela-Rio Ave ou Chaves-Paços de Ferreira, por exemplo, iremos ter o mesmo equipamento, nomeadamente câmaras, que se verificará nos jogos dos grandes, especialmente em casa. Até que ponto este factor afectará a função do VAR só o passar do tempo e de jogos esclarecerá.

Mais: quem vão ser os "técnicos" do VAR, quantos vão ser por jogo... 1/2 ou 3, e qual é o critério de escolha. Ex-árbitros ?... Necessita de esclarecimento.
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De Jorge a 04.05.2017 às 15:19

Exacto.
Há muita coisa ainda que não sabemos sobre o funcionamento do sistema para sermos taxativos numa ou noutra direcção.

Sou eu o único que acha que o pagode vai começar exactamente por aí? Ou seja, vamos passar o Verão a discutir de que forma o clube X ou Y pode ou está a condicionar este sistema?

Aguardo também com curiosidade as opiniões dos Farinhas, Sobrais, Janelas, Ruis Pedros Braz e afins.




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De Sérgio Palhas a 04.05.2017 às 16:52

Independentemente dos observadores isentos ou menos isentos uma coisa deixará de acontecer, o arbitro tomar a decisão de assinalar algo que não aconteceu/existiu, por menos isentos que sejam os técnicos do VAR não poderão validar algo que não pode ser sustentados pelas imagens televisivas.

SL,
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De Rui Gomes a 04.05.2017 às 17:10

Mas mesmo as imagens televisivas em alguns lances dão margem para dúvidas mediante os critérios de interpretação.

Como já referi, por exemplo, o fora de jogo conta a partir do momento exacto que a bola parte, nem mais nem menos. Basta parar a imagem uma fracção de segundo antes ou depois - como aliás já ocorreu através da media - para desvirtuar a veracidade do lance.
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De Sérgio Palhas a 04.05.2017 às 17:13

Ai julgo que o VAR não intervirá e será dado o "beneficio da dúvida" ao arbitro.
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De Rui Gomes a 04.05.2017 às 17:17

Havendo golo, como no caso de Alan Ruiz, entre muitos outros, o VAR tem de dar o seu parecer. E se o VAR comunicar ao juiz que é ou não offside, este decerto que aceitará esse parecer. Digo eu...

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