Vitória muito difícil, contra uma equipa competitiva, competente, bem orientada, e muito perigosa em contra-ataque. Foi o Famalicão que entrou melhor no jogo, num período em que o nosso meio-campo esteve horrível, falhando todos os passes, mesmo os fáceis. O Famalicão felizmente que falhou um golo cantado (com o narrador da Sport TV a gritar golo

, mas viria a ficar desapontado), porque o Hjulmand em vez de servir Luís Guilherme que estava livre na direita, insistiu em colocar a bola pelo meio, e daí partiu um contra-ataque que poderia dar em golo.
Na segunda parte o Famalicão não rematou à baliza do Sporting, mas o nosso jogo pecava pela falta de acutilância. Temia que hoje as coisas não correriam bem, pois nem Pote nem Trincão são “clutch players”, mas valeu o “wild card” Daniel Bragança a bater bem de cabeça. Que não tem cão, caça com gato.
Os pontos positivos foram o desempenho de Luís Guilherme, bastante desiquilibrador, mas infelizmente não pôde ou não quis rematar. Mangas, foi sua a melhor oportunidade do encontro até ao golo do Bragança, com um remate ao poste na primeira parte. É um jogador subvalorizado, pragmático, esperto, raramente compromete na defesa e muito útil na manobra ofensiva.
Hoje Maxi não esteve tão bem, agarrando-se muito à bola. Mesmo o Geny, muito marcado, teve pouco impacto e também não tentou a ruptura. Parece que Pote saiu novamente lesionado, e com franqueza, espero que não jogue tão cedo. Isto não é um jogador de futebol, é um a menos. E é lamentável que Rui Borges insista em mantê-lo em campo para além do que é razoável, quiçá com consequências que provocaram nova lesão.
Por fim, finalmente o Sporting conseguiu aguentar a vantagem de um golo até final. Uma palavra também para o público que encheu o estádio e puxou pela equipa até ao fim, em mais um jogo impróprio para cardíacos.
Um bom Carnaval para todos!
