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Voando sobre um ninho de cucos

Rui Gomes, em 14.06.18

 

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Vamos supor que, por absurdo, o presidente da direcção do Sporting conseguia permanecer no seu lugar, bem como na liderança da SAD, apesar das deserções, do descontentamento, das rescisões e da prosápia.


As perspectivas do clube, por via da alucinante sucessão de acontecimentos – não estou seguro que aquilo que hoje escrevo, tenha actualidade amanhã – são, no mínimo, preocupantes.

O Sporting vai encarar a nova época sem atletas, sem dinheiro e sem credibilidade. Tudo isto conjugado, mais um treinador novo que custa compreensivelmente a encontrar, são a receita, para provocar um impacto devastador na performance desportiva.

Não nos iludamos, com rescisões ou sem elas, a competitividade da equipa profissional de futebol está seriamente afectada e não é num par de meses que se recupera. É este, para já, o legado de Bruno de Carvalho.

De igual modo, face ao apertar de cinto que inexoravelmente se avizinha, tenho dúvidas que o avultado investimento, que esteve por detrás dos títulos em muitas modalidades, se possa manter, o que equivale a dizer que o Sporting dificilmente logrará o mesmo nível de vitórias. 

Perante este cenário, a pergunta que se impõe, é esta: o que faz correr Bruno de Carvalho? Qual a razão deste cego apego ao poder, ao melhor estilo madurista? Para mais quando, o que se perfila no horizonte, é uma gestão de austeridade, diametralmente oposta à jactância grandiloquente que é marca de água desta direcção.

 

Sem entrar no domínio da análise psíquica, que me não compete, a explicação estará no providencialismo messiânico que inspira toda a retórica brunista. Bruno de Carvalho, na alta ideia que faz de si próprio, confunde a sua pessoa com o clube e não concebe que este exista sem ele.

Mesmo que o Sporting fique a disputar o 15.º lugar com o Tondela ou o Moreirense (sem desprimor), tudo está bem se for sob a tutela clarividente de Bruno de Carvalho.

Todos os dias o Sporting encolhe no meio de expedientes de prestigiditação jurídica, profissões de fé no futuro – ganha as rescisões com a mesma certeza que ganhava à Doyen? – e exercícios de puro narcisismo, a que chama conferências de imprensa.

Não tenho dúvidas que um dia ou outro Bruno de Carvalho será compelido a sair do Sporting; resta saber o que, então, sobrará do clube. E, no meio disto tudo, o mais extraordinário, é que o presidente da direcção, nunca, mas nunca, se tenha lembrado de pedir desculpa aos sportinguistas.

 

Carlos Barbosa da Cruz, jornal Record

 

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publicado às 03:45

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1 comentário

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De DSC a 14.06.2018 às 12:42

Não surpreende aqueles que prestaram atenção ás aulas de Filosofia aos15 anos de idade.

'Um gestor gere 7 empresas'.
'O Gestor faliu 7 empresas'.

Logo se o mesmo gestor gere 8 empresas
Então o gestor.........................'

Era uma questão de tempo. A qualidade do gestor era sobejamente conhecida por ser inexistente. E faz as delícias dos adversários ter o apoio de 90 % dos sportinguistas que compraram, ao mesmo gestor, mais tempo. Tempo para 'trabalhar' digamos.

Também é curioso ver pequenos detalhes do líder do 'Esforço, Dedicação, Devoção'. Uns usam o desporto e hábitos saudáveis para perder a barriguinha. Com muito esforço, diga-se.

O líder dos Leões esforçou-se em marcar uma consulta com o Talon para uma lipo. Um daqueles exemplos inspiradores da superação humana e do 'trabalho árduo'. De certa forma, o 'Cashball' também não admira muito.

Também não admira o estado em que o Sporting se encontra. O ónus da liderança é um pau de dois bicos. O estado do Sporting é a imagem do líder. Em conflito, sem amigos ou aliados, total confusão com factos e lei.
A claque do Próprio Clube a degradar o próprio Clube, com a conivência de Funcionários do Próprio Clube. Auto-destruição.

Uma palavra de apreço para o Bruno de Carvalho que está a cobrir distâncias grandes entre clubes. Já não são tão diferentes assim como o FCP, por exemplo. Parece que o SPC gosta de corromper árbitros para levar a medalhoca para casa. Um pouco amador mas é um bom começo.

Saudações.

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